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A AGRICULTURA FAMILIAR E SUA RELAÇÃO COM O SINDICATO DE TRABALHADORES RURAIS (UM ESTUDO DE CASO) Valério Veríssimo de Souza Bastos 1 Rosymeyre Paulino Ferreira 2 RESUMO: A Preocupação central deste trabalho é tenta mostrar como ocorre a relação entre um grupo de
agricultores familiares de uma comunidade rural localizada no interior do município de Solânea e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade. Contudo buscamos evidenciar como são construídas as “alternativas” geradas por estes dois segmentos com o intuito de amenizar os problemas enfrentados por ambos os segmentos.

Sabe-se que ao longo das décadas o STR vem se mostrando como o principal canal de reivindicação e promoção de iniciativas com a finalidade de amenizar alguns problemas dos trabalhadores familiares rurais, principalmente no que diz respeito à concessão de alguns direitos antes inexistentes, para esta grande parcela da população brasileira. Neste artigo iremos analisar a relação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solânea com a comunidade de Bom Sucesso. A proposta é tentar observar a capacidade e as alternativas que os agricultores familiares junto com o STR encontraram ou não de dar respostas às dificuldades encontradas por este segmento. Trabalhos nos mostram que os agricultores familiares estão se confrontando com uma série de problemas: uns típicos da agricultura em geral e outros típicos da região. Alguns problemas apontados são: a baixa capitalização, dependência de mercados locais e regionais, enfraquecimento do solo e minufundização (fragmentação da propriedade). É importante lembra que estes não são problemas novos, mas eles têm recebidos dos agricultores respostas bastante inovadora. Com isso podemos apresentar novos aspectos da agricultura familiar que expressam as transformações da agricultura familiar, estes aspectos estão relacionados, e devem ser estudados articuladamente: 1) o papel do STR na organização de produtores rurais; observamos que em certa medida o sindicato está se revelando como um interlocutor hábil para buscar novas parcerias importantes para os agricultores familiares, em particular com ONG´s, como também com centros de ensino e pesquisa como é o caso da universidade. É importante frisar que estas parcerias têm promovido o desenvolvimento de novas praticas de cultivo e novas estratégias de produção que permitem aos agricultores superarem problemas estratégicos para a sobrevivência deles enquanto produtores, como também favorecem o surgimento de novos elementos de uma nova cultura rural, obtida de sucessivas experiências inovadoras em vários aspectos de sua vida.
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Sociólogo formado pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). valerioverissimo@hotmail.com Estudante do curso de Geografia da Universidade Vale do Acaraú (UVA). rosymeyreferreira@hotmail.com

a agricultura familiar aparece como importante ponto estratégico da consolidação deste processo de transformação. Assim podemos entender a agricultura familiar como um setor estratégico capaz de estimular à economia nacional. Na prática. diversificando suas atividades (pluriatividade). das atividades comerciais e de serviços nos médios e pequenos municípios do interior. extensão rural. crédito. Contribui estrategicamente para a segurança alimentar do país. cidadania e justiça social.2 Entende-se por desenvolvimento sustentável. Este segmento representa aproximadamente 18 % do total da população economicamente ativa (sem contar com o trabalho feminino). A regulamentação do Sindicalismo rural acontece apenas em 1962. os Sindicatos de Trabalhadores Rurais vêem desempenhando um importante papel no desenvolvimento da agricultura familiar. viabilizando o processo de conservação e preservação ambiental. conversão dos recursos naturais. como também na tentativa de diminuir alguns problemas deste segmento. pesquisa agropecuária. criações de oportunidades sociais que possam promover o crescimento econômico. mas com o decreto 979 . Sendo assim. Essas medidas podem constituir-se em alternativas viáveis para a geração de ocupação e renda. etc. como sendo um processo de grandes mudanças. a agricultura familiar pode constituir o principal agente impulsionador do desenvolvimento. consolidando a democratização. Com isso. tendo como marca registrada do movimento sindical brasileiro. as políticas públicas. A valorização da agricultura familiar e a realização da reforma agrária como construção de um projeto alternativo está relacionado a quatro argumentos básicos: I. II. e conservando o meio ambiente. III. reduzindo o número de desemprego. caso seja apoiadas por políticas públicas de assistência técnica. qualidade de vida. político e social. fazendo uma redistribuição de renda e de riqueza. garantido a soberania alimentar. o corporativismo e o aparelhismo. ampliando o espaço da cidadania. se registraram as primeiras tentativas (legais) de organização sindical do trabalhador Rural. na medida em que aumenta o índice de produtividade. Esse papel não pode ser subordinado. construindo a cidadania no campo e elevando as condições de vida da maioria da população. desde 1903. A Agricultura familiar é uma forma racional de utilização dos recursos naturais. para atender essas demandas são emergenciais ou simplesmente compensatórias. Atrelado à importância da Agricultura Familiar. possibilitando a desconcentração da terra e do poder econômico. produzindo formas eficientes. Porém. ampliando os espaços de participação popular. torna-se a forma mais democrática de distribuição de recursos sociais. Com isso a agricultura familiar pode desencadear uma grande rede de formas associativas que serão determinantes para o crescimento econômico. IV.

É importante ressaltar que a partir de 1965. Este período foi rico em discussão e disputa política em torno das ligas camponesas. principalmente os colono do café. . 1992:4). Até 1960 não existia mais do que 8 sindicatos rurais reconhecidos. “Mobilizando-se as ligas camponesas. a partir daí cresce rapidamente este número.200. sinônimo não de grande propriedade. Francisco Julião. tendo como mentor do movimento o Sr. com a conotação de um movimento radical de contestação ao sistema monocultura à mecanização e à estrutura fundiária nordestina que tomava o nome de latifúndio. No final da década de 40 surgem as primeiras organizações de trabalhadores no campo. o numero de sindicatos chegava a 1. As ligas camponesas não estavam sobre o controle do estado o que colocava em cheque a “ordem” institucional (aproveitando todos os caminhos legais para a luta) e. surgiu no bojo um amplo processo de mobilização pela regulamentação dos contratos de arrendamento e parceria por direitos trabalhista e por reforma agrária. que acarretou em importantes conseqüências sobre o destino dos movimentos. poceiros e etc). As divergências político-ideológico-organizativas infiltraram-se no bojo do encaminhamento das alianças entre as forças políticas. o regime militar unificou todas categorias numa única forma organizativa: Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). que iniciava movimentos e resistência e a contestação às condições do trabalhador vigente. em curto período de existência já se multiplicavam em 40 municípios de Pernambuco e Paraíba. mas também das formas de dominação e opressão nele existente”. tendo como principio direto a reforma agrária. foreiro. trabalhadores na produção extrativa e produtores autônomos. sendo que em nível estadual. É nesse quadro que o estado resolve institucionalizar a sindicalização rural. trabalhadores na pecuária e similares. Do ponto de vista da regulamentação sindical. constituindo-se por local de conflito. “bandeira” essa que atravessou as últimas três décadas e tornou-se o baluarte e a principal frente de combate dos camponeses do Brasil (THOMAZ. (MEDEIROS 1990:2). camaradas. apareceram diferentes categorias de trabalhadores em luta (meeiro. colonos. De toda forma. criouse a Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (FETAG). posseiros e assalariados). E como referencia estratégia os rumos da “revolução brasileira”. aparou-se na “possibilidade de organização em quatro categoria”: trabalhadores na lavoura. (RICCI. 1998). Antecedendo o golpe militar de 1964. pequenos proprietários. já existiam 800 entidades e cerca de 500 mil camponeses organizados nas ligas em 10 estados. principalmente com a adesão de Francisco Julião. relacionadas à condição das lutas dos trabalhadores do campo.3 nascia a privação de liberdade e organizações dos trabalhadores rurais. nesse contexto a sindicalização dos trabalhadores rurais (pequenos produtores. sendo que entre 1962 e 1963. A partir de meados dos anos 50.

Tendo em vista este panorama decidimos analisar o papel do STR local (representante de uma categoria) no apoio a estes problemas. conseguiram introduzir questões políticas relevantes à ação sindical. mais adiante o STR se transformará no agente que irá participar ativamente nos processos de concessão de aposentadorias dos trabalhadores rurais. Destacando-se a partir de 1975 a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e as Comunidades Eclesiais de Base (CEB´s) que. deixando marcas até hoje e tendo muita importância nas definições de rumos que se materializaram no III Congresso da CONTAG. o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Solânea sofre algumas invasões da policia local a mando dos grandes proprietários de terra da região com o intuito de prender os seus dirigentes. o STR iniciará algo de concreto no ano de 1993. e a falta de recursos financeiros para a mínima manunteção da família.4 Entre 1988 e 1990. Fundado em 27 de novembro de 1961 com a ajuda do padre Local Sr. abrigados em ONG´s. com o apoio da ONG (organização não-governamental) AS-PTA (Assessoria e serviços e projetos em agricultura alternativa) onde promoveram o DRPA (diagnostico rápido e participativo) que tinha como objetivo conhecer a realidade das regiões da zona rural do município. José Fidelis e no vácuo dos movimentos encabeçados pelo fenômeno das ligas camponesas. Isso fez com que os Sindicatos mostrassem o caráter de classe de sua existência. atuando junto a posseiros. localizada a 20 km da sede do município de Solânea. Com relação às ações do STR contra a seca que sempre atingiu a região. O mais grave com certeza é a falta de reservatório para o armazenamento da água proveniente de chuva que é bastante escassa na região. o que ocorre até os dias de hoje. 23 a 25% eram arrendatários/parceiros/posseiros e apenas 13% eram assalariados (IBGE. com o objetivo de limpar barreiros aumentando assim a sua . mas principalmente. Após várias visitas realizadas a comunidade de Bom Sucesso. a presença marcante e o trabalho abnegado de militantes de diferentes filiações ideológicas. que nesse período. Inicialmente o STR tinha como bandeira de luta a marcha pela reforma agrária e os conflitos entre os proprietários de terra da região e seus trabalhadores (luta pelos direitos trabalhistas). 1988). pequenos produtores e assalariados. dentre vários destacamos alguns: a falta de recursos hídricos bem como o seu armazenamento em decorrência dos baixos índices pluviométricos desta região. Assim. As primeiras ações do STR junto com a AS-PTA foi a organização de mutirões em diversas áreas do município. Sem contar. percebemos uma série de problemas enfrentados pelos moradores da comunidade. fica claro a importância do desenvolvimento sindical para o fortalecimento da agricultura familiar. os ligados à igreja católica. os dados do IBGE revelaram que cerca de 59% dos presidente dos STR´s eram pequenos proprietários.

barreiros e etc). o que diminuir de forma considerável o problema do armazenamento de água. neste momento foram inseridos uma série de “alternativa” para o enfrentamento destes problemas: plantio de arvores forrageiras como Gliricídia. os mutirões também têm servido para o concerto das estradas da comunidade entre outros serviços. como a palma. Após visitarmos vários agricultores da comunidade percebemos que todas as famílias que possuem animais de grande porte ou médio possuem em seus pequenos pedaços terra alguma parcela plantada de palma. em momentos de chuva. Este 17 cisternas representam um significativo aumento na captação de água. que segundo eles é o que salva os bichos nos períodos mais críticos da seca. das CP´s e do plantio de arvores forrageira. curva de nível. No ano de 1995. Ao longo do tempo o maior problema da região de Bom Sucesso foi a falta de água para o consumo humano e animal. Estas cisternas. que atende a grande maioria das pessoas que tem animal. No que diz respeito à comunidade de Bom Sucesso a maioria destes trabalhos atingiram a comunidade de forma direta através dos mutirões. Depois de construída a primeira CP na comunidade há quase 10 anos atrás e com uma certa resistência da comunidade devido a forma como seria paga (através do fundo rotativo). faixa de árvores. ainda de forma tímida plantam árvores forrageiras como a Leucena e a Gliricídia. tem se mostrado um evento de grande importância no que diz respeito aos poucos barreiros existente na comunidade. leucena.5 capacidade de armazenamento de água. mas recentemente este problema vem sendo amenizado com a construção de CP´s na comunidade. representam a disponibilidade de 272 mil litros de água para o uso da família. tanque de pedras e barragem subterrânea. Nesta época são implementados alguns bancos de sementes em várias regiões inclusive na comunidade de Bom Sucesso. Hoje a comunidade de Bom Sucesso tem cerca de 54 famílias onde foram construídas 17 Cisternas de Placas. Contudo. . Os mutirões realizados praticamente todas as semanas. da-se o inicio de um trabalho cujo objetivo central era tentar conscientizar os agricultores familiares a conviverem com as situações provocadas pela seca. Outra iniciativa promovida pelo STR foi a plantio de arvores forrageiras e plantas nativas. barragem de Pedra. a comunidade de forma progressiva começou a inserir na comunidade esta inovação. No momento os mutirões atendem as necessidades de quem participa deles (conserto de cerca. Em 1998 o STR começa a trabalhar de forma mais incisiva contra os problemas provocados pela escassez da chuva. Além da palma alguns moradores. ainda é o problema da falta de recursos que impede a construção de mais CP na comunidade. apesar de não ter um número grande de pessoas envolvidas. palma forrageira e o uso e plantio de arvores nativas. com o intuito de apresentar aos agricultores fontes alternativas de alimentação animal. neste período começa o trabalho com as CP´s (Cisternas de Placas).

Mas está característica não é uma constante. nos STR que foi analisado. a importância destas iniciativas no que tange a sobrevivência da unidade familiar. Destas iniciativas podemos destacar: As Cisternas de Placas. são exemplos destas iniciativas que já são realidade em alguns dos sindicatos do brejo paraibano. Assim fica claro a importância do STR para a subsistências das famílias de Bom Sucesso. O banco de sementes. que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) tem se destacado ainda que de modo desigual e.6 Da mesma forma se destaca pela importância o Banco de Semente Comunitário de Bom Sucesso. Ao longo do tempo o Banco de sementes vem se destacando com o maior viabilizador da produção agrícola da comunidade. podemos perceber que existe uma busca dos sindicatos por novas parcerias que ajudem a enfrentar os problemas sofridos pelos agricultores familiares. . tímida como um organismo catalisador das demandas dos agricultores. Analisando o novo papel dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais. mas agora a direção sindical assumiu essa atividade e vem atuando no sentido de buscar o envolvimento dos associados. onde se discute e se forma opiniões. ou seja. a grande maioria das famílias utiliza as sementes do banco. o hoje o acesso do pequeno agricultor é muito difícil e caro. podemos concluir que este órgão adquiriu uma caráter que até então não fazia parte de sua rotina. como também na busca de recursos financeiros e assistência técnica para que seus projetos sejam viabilizados e desenvolvidos. principalmente com organizações não governamentais (ONGs) e até mesmo com centros de pesquisas. um órgão criador de propostas. Desta forma fica claro. Até então essa atividade era reservada exclusivamente aos órgãos de fomento ou de extensão. que foi criado com o apoio do STR na comunidade. o plantio de arvores forrageiras e nativas e o Banco de sementes comunitárias. como é o caso das universidades. ou seja. e espaço de debates da classe agrícola de cada município. tornando-se mais um obstáculo para a viabilidade da agricultura familiar. Uma outra área de atuação dos sindicatos é a criação de instrumentos de fomento da produção. os mutirões. Depois de existir por duas décadas como órgão assistencial e mediador do sistema de aposentadoria no campo. que é ainda muito frágil e pouco produtivo. o sindicato tem se mostrado como um órgão viabilizador e reivindicador de ações coletivas da classe dos trabalhadores rurais. e também por cooperativas de produtores. A pesquisa revela que. sabendo que a maioria dos problemas enfrentado pelos agricultores desta comunidade foram amenizado por iniciativas tomadas em conjunto com o STR. como local de encontro. por vês. o fundo rotativo de cisternas de placa e assistência para a obtenção de crédito. de um modo geral.

mas. . partes destes problemas foram amenizados por iniciativas tomadas pelo STR em parceria com a comunidade e outras entendidas. Mesmo assim entendemos que a trajetória dos sindicatos dos trabalhadores rurais não é simples. entendemos ser o fortalecimento do segmento dos agricultores familiares . e mais especificamente no caso do STR de Solânea e da comunidade de Bom Sucesso. algumas iniciativas podem tornar a convivência com a seca mais digna do ponto de vista humano. ou seja. Sendo assim. mas que dentro do limite da subsistência. e nele que os agricultores encontram o canal para tratarem de vários problemas enfrentados pelos agricultores familiares.7 Após analisarmos os dados colhidos. percebemos que o STR aparece como mediador mais próximo dos agricultores familiares. Desta forma concluímos que. Esse caráter dos STRs provém do fato deles serem portadores de legitimidade diante dos agricultores. uma das principais saídas para o desenvolvimento econômico sustentável. mesmo com a disposição de iniciativas tomadas pelos STR´s. fica claro que os problemas dos agricultores familiares não foram resolvidos. Os problemas da agricultura familiar estão longe de serem resolvidos. e que os seus problemas para serem solucionados precisam de políticas públicas mais eficazes e mais direcionadas aos problemas enfrentados de forma sistemática pelos agricultores familiares.

Resumos do VI Encontro de Iniciação Cientifica da UFPB. (Projeto de .] MALAGODI. Porto Alegre – RS. MEDEIROS. Paulo César o & MALAGODI. RICCI. Valério & MALAGODI. A viabilidade da agricultura familiar irrigada no Brejo Paraibano. Edgard A.8 Referencias Bibliográficas BASTOS. p 5-10. GRZBOWSKI.) da produção familiar no Brejo Paraibano. UFRGS. VI Congresso Latino-Americano de Sociologia Rural. jan 1990. 1998. 1997. Caminho e Descaminhos dos Movimentos Sociais no Campo. 2002. Brasil.n]. Diretrizes da política agrária e desenvolvimento sustentável. 1987. Qual é o problema da estrutura sindical no campo? São Paulo: [S. Edgard A. ProjetoUTF/BRA/036.R. UFPB. Rio de Janeiro. DAS. DINIZ. FAO-INCRA. Sindicato de Trabalhadores Rurais e seus Parceiros. 1992 (mimeogr. Sindicalismo no campo. Caderno do cedi. Candido. Março de 1995. João Pessoa. l s. Petrópolis: FASE. Edgard. A viabilidade Pesquisa). n 20. Campina Grande.

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