Monografia: A importância do Lúdico no processo de ensino e de Aprendizagem no 1º ano do Ensino Fundamental

Posted by Pedagogia ao Pé da Letra on set 21, 2011 in Educação | 0 comments
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Monografia:A importância do Lúdico no processo de ensino e de aprendizagem no 1º ano do ensino fundamental

Pin It Resumo Esta pesquisa de monografia é resultado de estudos decorrentes no processo de graduação e de diversas observações realizadas sobre a educação cujos questionamentos foram levantados e um deles foi: por que as crianças apresentam dificuldades em diversas áreas de conhecimento, especificamente em ler, escrever e interpretar. O objetivo desta monografia visa observar alguns tópicos que nortearam esta análise bibliográfica; por que as crianças brincam e de que forma? Qual a relação do lúdico no processo de ensino e aprendizagem? E como o lúdico, por meio da formação do educador, interfere neste processo. Inclui um vasto estudo teórico a respeito das estratégias voltadas para o conceito histórico de criança, concepção sobre o cuidar, fundamentos sobre as instituições escolares e aborda o tema principal sobre conceitos de ludicidade e estudiosos que defendem este novo prazer lúdico como um de diversos instrumentos que podem ser contextualizados e que influenciam no desenvolvimento cognitivo e

social dos educandos, agindo de forma dinâmica na relação de educandos e educadores no processo de ensino e aprendizagem. Viram-se atividades nas quais foram observados conteúdos que envolvessem as brincadeiras lúdicas e que confirmam que as crianças aprendem com mais facilidade brincando. No entanto, a ludicidade ajuda no aprimoramento da educação, pode ser crítica e criativa, de acordo com a demanda e realidade da sala de aula e, junto ao educador, desenvolve possibilidades que permitam aos educandos a experimentar situações que interferem no ensino bem como a importância de um educador mediando esta relação de ensino e aprendizagem com a ludicidade. Palavras-chave: criança, escola, prazer, lúdico. Abstract This research monograph is the result of studies arising in the process of graduation and various comments made about education whose questions were raised and one of them was: why children have difficulties in various areas of knowledge, specifically in reading, writing and interpreting. The aim of this paper aims to see some topics that guided this literature review, in which children play and in what form? What is the relationship of playfulness in the process of teaching and learning? And as the playful, through the training of educators, interfere in this process. Includes a vast theoretical study about the strategies geared to the concept of historical child, caring about the design, fundamentals of the schools and addresses the main topic on concepts of leisure and scholars who advocate this new pleasure playful as one of several tools that can be contextualized and influencing the social and cognitive development of students, acting in a dynamic way in the relationship of students and educators in the process of teaching and learning. Found themselves with the activities which were observed content involving the playful banter and confirming that children learn more easily kidding. However, the play helps to improve education, may be critical and creative, according to the demands and realities of the classroom and along the pedagogue develops opportunities to enable students to experience situations that interfere with education and the importance of an educator mediating the relationship of teaching and learning with fun. Key words: child, school, fun, playful. Sumário Introdução 1. O Trabalho com o Lúdico Através da História 1.1. Historicidade da educação de crianças de zero a seis anos

particularmente. Preparação das escolas no âmbito social 2. principalmente na educação. pela instrumentalização do humano. Nesse mesmo modelo social. alegria e ludicidade presentes na vida comunitária e. acabam sendo vistos como “irrelevantes” e caracteriza-se como um jogo de passatempo. entrevistas e aplicação de questionários. por ser um brinquedo a essência da infância e seu uso permitirem um trabalho pedagógico que possibilite a produção do conhecimento.1. Essa ludicidade é um assunto que tem conquistado espaço no panorama nacional. pela negação do ócio e pelo controle mercantil sobre a produção e reprodução de bens materiais. Utilizaram-se. Criatividade e ludicidade uma combinação perfeita 4.3. O Lúdico na Convivência Escolar 4. Estas observações foram resultados de diversos questionamentos como: por que as crianças brincam? Qual a relação do lúdico com o ensino e aprendizagem? Como a formação do educador interfere na interação do lúdico neste ensino? Todos embasados com diversas correntes teóricas e observações de diferentes turmas da referida escola. Como elementos de pesquisas metodológicas para as fundamentações que irão abordar o tema sobre o lúdico foram realizadas visitas na instituição particular de ensino de Boa Vista Roraima – a Escola Objetivo Macunaíma foco de observações que suscitaram o trabalho de monografia. A Formação dos Educadores Integrada A Ludicidade na Sala de Aula 3. para tanto. O brincar e a história cultural da História do crianças Sujeito 3.1 A Importância do Lúdico no Processo de Ensino e de Aprendizagem no 1º Ano do Ensino Fundamental da Escola Objetivo Macunaíma Conclusão Referência Glossário Introdução A sociedade contemporânea ocidental vem sendo. Esta pesquisa de monografia visa relatar os dados obtidos pelas observações sobre a importância do lúdico no primeiro ano do ensino fundamental relacionado com o ensino e aprendizagem.1. movida pelo interesse. da aprendizagem e do desenvolvimento. Concepção de 1.2. no brincar.1. . O Lúdico e o Resgate 2.

o lúdico na convivência escolar. No entanto. a ludicidade e a criança caminham juntas desde o momento em que se fixa a imagem da mesma como um ser que brinca. sem discriminação de espécie alguma. Portadora de uma especificidade que se expressa pelo ato lúdico.1. sociais e cognitivas das crianças de zero a sete anos. Historicidade da educação de crianças de zero a seis anos A expansão da educação infantil ao ensino fundamental no Brasil e no mundo tem ocorrido de forma crescente nas últimas décadas. O Trabalho com o Lúdico Através da História 1. emocionais. Considerando-se as especificidades afetivas. ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão. na sala de aula com as diversas áreas de conhecimento. •A socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais. Por outro lado. religiosas.Cabe aqui. Assim. a participação da mulher no mercado de trabalho e as mudanças na organização e estrutura das famílias. em especial. o sentido verdadeiro da educação lúdica. à infância carrega consigo as brincadeiras que se perpetuam e se renovam a cada geração. ao pensamento. a importância do lúdico no processo de ensino e de aprendizagem no 1º ano do ensino fundamental . o que motiva demandas por uma educação institucional para crianças de zero a seis anos na inclusão da Lei de nove (09) anos. étnicas. etc. sociais. econômicas. portanto. contribuir para subsidiar ações baseadas em elementos lúdicos no processo educativo. 1. . à interação social. a sociedade está mais consciente da importância das experiências na primeira infância. Para tanto se apresenta o estudo dividido em quatro capítulos assim delineados: o trabalho com o lúdico através da história. consideradas nas suas diferenças individuais. o lúdico e o resgate da história do sujeito. à ética e a estética. acompanhando a intensificação da urbanização. ao realizar essas reflexões. à comunicação. a qualidade das experiências oferecidas que podem contribuir para o exercício da cidadania devem estar embasadas nos seguintes princípios: •O respeito à dignidade e aos direitos das crianças.história da educação. só estará garantido se o educador estiver preparado para realizá-lo e a escolar aceitá-lo como um recurso de conhecimento sobre os fundamentos da mesma. •O direito das crianças aos bens socioculturais disponíveis. culturais.

proporcionar à criança muitas e boas vivências. no Brasil e no mundo. A criança como todo ser humano é um sujeito social e histórico e principalmente construtor de sua própria história. bem informados sobre a realidade de cada educando. Nessa vivência o sujeito envolve-se tanto que chega a interiorizar a experiência. Essa relação baseia-se no fato de que a vida da criança é a fonte fundamental de aprendizagem.2. contribuindo para formar o seu caráter e sua personalidade. uma base estrutural da multiplicidade de interações sociais que estabelece com outras instituições sociais e integrantes do grupo. um ponto de referência fundamental. 1. econômicos. Já os educadores na sua preparação escolar. biológica ou não. faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade. segurança. espaçosa e dinâmica.•O atendimento aos cuidados essenciais associando à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade. contextualizando a história de vida de cada um e tornando suas aulas mais significativas. Este último quando oferecida. momento histórico e concepção de regras. apresenta em estado de análises que norteia uma reflexão sobre o ato pedagógico. saúde e alimentação. antes de tudo. É profundamente marcada pelo meio social em que se desenvolve. elas mesmas fazem seu aprendizado tornar-se expressivo. pois. Convém. de viver experiências prazerosas nas instituições. . Concepção de crianças A estes princípios cabe acrescentar que as crianças têm direito. 1. emocionais e cognitivos. com uma determinada cultura. O que se deve considerar é que as crianças já trazem de casa um acervo de informações que pode ser utilizados a partir de uma construção significativa. A escola como um todo deve está apto para recebimento desses educandos de forma atrativa. A criança tem na família. E. Preparação das escolas no âmbito social O atendimento institucional à criança pequena. Algumas se adaptam facilmente ou leva um tempo para adaptação. no entanto a escola adaptará essa criança num espaço criativo que instigue e leve à construção de conhecimentos partindo de sua realidade. Oferecendo cuidados com a educação. mas também o marca.3. Levando em consideração todos os aspectos sociais. Afinal é brincando que as crianças se identificam neste espaço. As crianças possuem uma natureza singular. que se caracteriza como seres que sentem e pensam o mundo propriamente.

escola: professores. das raças vermelha e negra pela raça branca. Diversos estudos clássicos destacam a determinação das origens brasileiras na mistura de três raças ou na assimilação progressiva. De posse dessas informações. nesta perspectiva só irão vislumbrar uma educação diferenciada cujos pais e comunidades apreciaram essa instituição. os educadores prepararão suas aulas bem mais dinâmicas e atrativas. relacionando as áreas de conhecimento com a ludicidade através de uma fusão de significados condizentes a realidade que o educandos e a sua história se completa. preferencialmente sobre planejamentos. os jogos e as brincadeiras na escola. os conteúdos acompanhados com a ludicidade farão um grande avanço na relação de alunos e professores dando uma nova qualidade e um significado ao ensino e a aprendizagem. Na educação em que se encontra e as relações sociais que mantém com o seu mundo. 2. feiras. O Lúdico e o Resgate da História do Sujeito Do ponto de vista histórica a dimensão lúdica se destaca a partir da época em que a criança no seu cotidiano está inserida num espaço em que a mesma ocupa numa dimensão social específica. Portanto. Atividades diversas. resgate de brincadeiras atuais e históricas junto às famílias bem como informações citadas sobre a ludicidade. estudiosos que defendem. Na mesma visão da responsabilidade das secretarias e gestores deve se preocupar com os educadores. seus meios. na figura dos primeiros portugueses colonizadores. . projetos que envolvam o lúdico. visando sempre capacitá-los ou informar sobre os temas atuais. Nesta linha de pensamento enfatizar sobre a sua importância. enfocar as necessidades de se trabalhar com esse tema atual na sala de aula mostrando a participação deste tema em todas as etapas da educação escolar. Exposições. recursos que fazem do lúdico. gestores e sua equipe deverão estar conscientes de seu papel nesta transformação da educação. nos primeiros séculos. indústrias de talentos serviram como um alicerce para externar essa ludicidade desde que permita sua apresentação num espaço apropriado para o resgate de brincadeiras e outros jogos que será inserido as áreas de conhecimento.Nesta preparação terá a participação das secretarias de educação que mediará recursos didáticos ou financeiros que facilitem o acesso a ludicidade. projetos que visam à construção de brinquedos com sucatas e demais situações que sejam de responsabilidade deste órgão educacional e que permeiam a ludicidade.

1997). Quem de fato deu origem a ludicidade nas instituições de ensino. Em virtude da ampla miscigenação étnica a partir do primeiro grupo de colonização.Foi graças a esse cruzamento. a ludicidade guarda a produção espiritual de uma sociedade em certo período histórico. o folclore brasileiro recebeu nova cor. negros e índios na ludicidade no Brasil. estima-se que foram executadas por adultos. A historicidade semântica da palavra “lúdico”. incluindo os contos. Mas o que havia de português permaneceu e perdurou. festas. Considera-se que povos antigos como os da Grécia e Oriente brincaram de amarelinha. lendas e superstições que se perpetuam pelas vozes adocicadas das negras. as brincadeiras de roda. que no Brasil se misturaram às raças brancas. Avaliado como parte da cultura popular. Se estivesse limitada a sua estirpe. continuou o cruzamento com povos europeus e asiáticos. Podendo ser construídos bem como industrializados. técnicas e valores. ressalta Kishimoto. a animação espontânea. Ao longo do processo de miscigenação. estimulado pela ausência de preconceitos raciais. Foram através desses primeiros colonizadores que a ludicidade veio unida com o folclore lusitano. Posteriormente. todavia. A ludicidade passou a ser vista como um marco histórico importantíssimo de psicofisiologia do comportamento humano. histórias. mitos e formalidades religiosas. Friedrich Froebel enfatiza um conceito sobre o lúdico: . e também jogos. tomou novos aspectos. Surgem as primeiras construções lúdicas em algumas regiões e povos: as pipas ou papagaios. poesias. Não se conhece a estirpe do jogo. ameríndias e africanas na formação do povo brasileiro. de empinar papagaios. o termo lúdico estaria se limitado apenas ao jogar. realizações de romances. ao brincar. Com essa mistura das populações veio também seu folclore. produzindo a grande heterogeneidade da composição populacional de hoje em dia. (Kishimoto. e até hoje as crianças o fazem na mesma organização. O lúdico tem a sua origem na palavra latina “ludus” que quer dizer “jogo”. fica difícil precisar a contribuição especifica de brancos. (1997). transformando-se em brinquedos infantis e diversas outras brincadeiras que se misturaram e se tornam presentes até hoje nos dias atuais. não se limitou a apenas nas suas origens e acompanhou as abordagens da Ciência – Psicomotricidade. jogar pedrinhas.

A vista disso. fato. Quando bebê. vida. sem vínculo a outras demais áreas de conhecimento. 2. nadar nos rios. o brincar está muito associado à exploração do espaço em que está inserido (tão novo e conhecido). Além de ajudar no desenvolvimento motor e cognitivo. Visto numa abordagem restrita a Educação Física e presente somente nestas aulas. ao conhecimento (brinca com as partes de seu corpo) e à aquisição das primeiras habilidades motoras.1. Passando a necessidade básica da personalidade do corpo e da mente. a ludicidade pode ser um tema atual. sentimentos. O brincar e a história cultural O brincar é um recurso que as crianças utilizam para exprimir e elaborar etapas de conteúdos de sua cognição. s relações sociais que começam a perceber entre papéis de mãe e filha. sugerindo uma atmosfera de liberdade. No mesmo aspecto quando a mãe pega um paninho e esconde seu rosto dizendo “cadê a mamãe?”. Crianças do tempo passado brincavam de tambor. Portanto. procurando estabelecer uma tranqüilidade. O brincar é como uma especificidade da infância na iconografia de tempos passados. As implicações da precisão lúdica excederam o perímetro do brincar espontâneo. as meninas brincavam de bonecas. Esta inclui as brincadeiras de ausência e presença. e logo afirma: “achou a mamãe!”. de intimidade. subir nas árvores. o conceito de “lúdico” deixou de ser um pueril sinônimo do jogo. ao se afastar do bebê por algum tempo quando deve se deslocar ao afastar de sua visão. O faz de conta que as crianças representam através da ludicidade permite externar o meio em que as mesmas estão inseridas. . onde tipicamente brincam de “mãe e filha”. As brincadeiras passam por uma grande transformação conforme a criança cresce e adquire uma abordagem mais sofisticada. Caracterizando por ser espontâneo funcional e satisfatório levando a realização de diversas atividades que englobam a criança dentro de sua especificidade contribuindo para uma satisfação pessoal. porém já era um tema estudado de muito tempo atrás. enquanto umas crianças da zona rural brincavam de pegar passarinho. A ludicidade faz parte das atividades essenciais da dinâmica humana.

jogo de vídeo game desconsiderando a verdadeira essência do brincar. Nesta linha de pensamento. o brincar também reflete a diferença entre os sexos na forma de brincar. logo. No entanto os meninos implicam a ação de brincar com a comparação e medição de forças. modificá-las. preparando-as para a vida adulta. brincam de casinha. Revivendo circunstância que acontecem no seu cotidiano.O brincar dentro das brincadeiras simbólicas permite reviver cenas que foram difíceis e. poderá fazer de conta que é uma mãe muito brava – assim como a sua. filhas e outros personagens freqüentes no seu universo infantil. mãe. Enquanto para os meninos. Os reais objetivos da brincadeira e seus valores de companheirismo. ou que as crianças estejam próximas de crianças do seu oposto. sejam envolvidas com carros. ou seja. menina brinca com bola ou menino com boneca. . A sociedade obriga que suas brincadeiras. envolvam futebol. as emoções que ocorrem ao seu lado. nesta vertente tenta assimilar o porquê dessas emoções. Refletidas e espelhadas em super-heróis. Por exemplo. liberdade e expressão. brincando podendo retroceder a situação que lhe causou um impacto de afastar-se da real situação. O brincar representa também. passará a voltar ao dentista sem receios. estes não podem ser chorões ou delicados e principalmente na forma de expressar seus sentimentos. escola. na fantasia. lutas. Quando ocorre que a criança venha brincar com brinquedos que não condiz ao gosto que a sociedade. dita como normal. sofrendo influências conforme o convívio das crianças. o jogo desta brincadeira constantemente. no futuro. isso não significa necessariamente um problema. sua masculinidade. Outras situações do ato de brincar estão na percepção de encenação da convivência do dia a dia das crianças. Isso ocorre pelo simples fato de gostar por gostar e que um adulto pode não está por perto. a criança revive os momentos que se passou durante uma visita a um dentista. Esta afirmação retrata que algumas evidências dizem a respeito da identidade sexual. para as meninas ressalta que seu ato de brincar seja de forma delicada. encenando o que corresponde ao que a sociedade a espera. bonecos com poderes especiais conduzindo numa influência que identificará. A brincadeira repassa para as crianças valores que a sociedade acredita ser importante. Todas as meninas no início do seu brincar. a dos meninos. Encena o que é ser pai.

não se arruma. social e o emocional. analisando suas potencialidades e suas contradições. junto às crianças. deixando o brincar de lado e esquecido refletindo um brincar de forma fria e puro passatempo. na visão do autor. igreja. aquilo que mais deve ser instruído entre os humanos: a simbolizar. evita os homens. Nesta linha de pensamento. trabalho) e formal (escola).13). Considerando que a procedência de brincar implica em diversas áreas de conhecimento e atinge todas as partes do cognitivo. é admissível presumir que uma modificação na forma de abranger a criança impulsiona transformações educacionais na abordagem pedagógica com os conteúdos infantis. representados pelos números. “negar a cultura infantil. as brincadeiras diminuem. assegurar o autor Kishimoto (1989. No entanto. são reconhecidos socialmente. mais uma ofuscação do sistema institucional educacional”. apresentando dificuldade de lidar coma sua própria sexualidade. clube) ao ir a instituição educacional.Em outros casos. . em suma pode refletir um pedido de ajuda de um especialista. letras e outros sinais. pelo simples fato das crianças terem uma mãe que não se casou. Para tanto. Deste modo. cujos símbolos procedem aos universais. O desafio dado ao ensino formal (nas escolas) é como versar metodologicamente dessa manifestação. Freire (1945. é importante atentar para as feições assumidas pelas brincadeiras cantadas e lúdicas de forma geral na transmissão de saberes (em particular da cultura corporal) na esfera informal (rua. Um adolescente que brinca como uma criança necessita procurar um tratamento. casa. Portanto. uma grande aliada a essas brincadeiras seriam as escolas no que diz respeito aos conhecimentos adquiridos pelas crianças e sua vivência antes do ingresso na instituição constituindo um dos males educacionais. é no mínimo. p. se esquece de que as crianças não deixaram de ter seu mundo particular (sua rua. Neste sentido. p. casa. a ação do brincar desta forma. Quando a pré-adolescência e a adolescência chegam. 43) ressalta que a escola pensa estar educando para o aprendizado dos símbolos. através de imagens criadas por elas como forma de representação do real. e estes. passa a aprender. O que a criança vincula o problema de sua mãe a si próprio através de suas ações nas brincadeiras. E acrescenta que estes constituíram o dispositivo mais forte de proteção do ser humano. o jovem consegue diferencias as fantasias das brincadeiras e expressam-se com facilidade tanto verbal quanto físicas características desta fase. quando a criança se oferece ao faz-de-conta.

As crianças precisam viver a essências de cada dia e experiências únicas que são vividas somente por elas. pião. O brincar acentua uma diversidade de movimentos. bola. no entanto o seu ato no brincar).Um dos fundamentais motivos do acontecimento do furto do lúdico na infância. Mas faz-se uma ressalva nas afirmações do autor. quando esclarecidas e ensinadas) ou pela paidia (presente como um laboratório de criação). na educação infantil educadores afirmam reconhecer no jogo uma superioridade no que dia respeito à brincadeira. “o mundo do brinquedo. sendo o brinquedo apenas um instrumento utilizado para brincar (boneca. em outra dimensão destaca a brincadeira como o vivencial. palavras ou sílabas ritmadas. talvez seja a passagem de ponderar a criança como um adulto em miniatura. p. as brincadeiras cantadas integram-se na cultura popular ou nascem na sociedade atual. confirmando o direito de brincar. casa. sobressaindo nesta organização da atividade por meio de regras ou combinações. do agora”. cuja acepção seria prepará-la para o futuro. Desta forma. concreto. permissões dos companheiros e fantasias que envolvem a criança no seu cotidiano de “faz-de-conta”. em sua essência. De fato. ao mesmo tempo tão real e verdadeiro. viabilizando tempo e espaço para esta produção. as brincadeiras na vertente do brincar. as brincadeiras cantadas são entendidas como formas lúdicas de brincar com o organismo no principio da relação estabelecida entre o movimento corporal e expressão verbal. como músicas. alerta Marcellino (1996. e não o componente em si. 37). frases. De acordo com os estudos de Rocha (2000). as crianças residentes em favela. representando uma possibilidade de potencializar o “lúdico” no argumento educacional. condutas. o entretenimento. Nesta perspectiva. suas . manifestadas oras pelo ludus (comum na condução sistematizada das brincadeiras na sua ação de brincar. todavia a vivência do presente. Oliveira defende a diferença de brinquedo e brincadeira a partir de uma linha teórica: uma vislumbra a brincadeira como sinônima do brinquedo (o brinquedo não é apenas o palpável. não se prende à preparação sistemática para o futuro. Sempre preocupados em transmitir a realidade e as exigências que o mercado de trabalho está propondo. Outro autor. permitindo diversificadas experiências e contribuindo para sua formação como ser humano atuante e consciente de seu papel na sociedade em que vive. pipa. a brincadeira pode ser compreendida como uma ação lúdica com predominância da reflexão em imutável inter-relação com o jogo. Nesta demanda entende-se que a crianças na sua infantilidade é produtora de sua própria cultura. etc). Considerando esta tipologia dinâmica.

é geralmente. desde que dirigido. a necessidade de se ter profissionais capacitados no seu trabalho. Não esquecendo que são nas brincadeiras que permitem a transcendência da realidade imediata. Sempre com a preocupação de interdisciplinar o lúdico sem esquecer a essência da brincadeira e seus objetivos a serem almejados. isto é. faz-se uma terapia grupal contando com as novas experiências vividas na essência do lúdico na sala onde o educador será capaz de diagnosticar as reais necessidades que o educando apresenta. haja vista a presença.brincadeiras se destacam pela polícia e ladrão se comparadas aos da fazenda como o brincar de animais. especificamente na . estabelecendo não apenas a educação formal bem como a produção cultural comum. mesmo que minoritária. Dependendo da situação e organização do planejamento condizente a realidade dos educandos e escola. A vista disso é preciso uma sensibilização de ambas as partes: sistema e educador. 3. Enquanto os educadores permitam o brincar. É brincando que as crianças buscam abranger e dominar os fatos fora de seu alcance. Em suma. Para Pinto (1997. procurando atender as necessidades da educação. pularem em árvores. por meio de jogos que as crianças brincam socializando-se e expondo as suas memórias. o fato indica que as modificações inseridas excepcionalmente pelos docentes sem a cumplicidade da criança – parecem não surtir resultado no habitual. a profunda paz de espírito e. A vista disso. Felinto (2000) ressalta que as transformações externas realizados por adultos em algumas características da brincadeira. as crianças deixam aflorar o lado mais sensível. constroem o espaço que as rodeia e a sociedade mais vasta em que vivem. 65). tomas banho de rios. as crianças constroem os seus mundos sociais. p. Entretanto. Preocupados em fazer um ensino com diferença e qualidade incluindo sempre dinamismo em suas aulas tornando-as atrativas. outros tomam tão a sério a associação entre o ensino e aprendizagem com brincadeira que acabam por fazer acontecer 02 ou 03 vezes por semana. etc. de outras situações sociais que constituem intercâmbio com o dia a dia que a crianças costuma presenciar. sem perceber. A Formação dos Educadores Integrada A Ludicidade na Sala de Aula Muitos educadores simplesmente deixam brincar. os educadores preservam sempre a individualidade de cada criança.

•Entender a brincadeira cantada como meio de educação. os educadores. não se prioriza as fórmulas do resultado. observa-se nesta cantiga de roda numa versão “politicamente correta”. desenvolvimento rítmico. está afirmado. •Visualizar a brincadeira cantada como mina de análise e informação. a versão anterior é mais forte. p. A ocasião desta versão dentro de uma demanda lúdica. é necessário tornar a suas aulas e suas práticas mais atrativas na seguinte forma: •Despertar anseios dos educandos pelas manifestações culturais e pelo reconhecimento das abordagens sugeridas e desenvolvidas nas brincadeiras. Nesse sentido. da infância e do lúdico. •Perspectivar as brincadeiras cantadas como acervo de simbologias e probabilidade de comentário de sentidos e conotações que possam recomendar. às seus sistemas de idéias e tecnologias com mais vigor do que geralmente se imagina. musical e gestual de contribuição ao mundo de movimento dos indivíduos. essas brincadeiras de roda sobrevivem a uma continuidade sócio-cultural. especialmente das mudanças do próprio brincar. ludicidade. Assim sendo. isso significa que o folclore infantil combate à modernidade. não se pode fazer relação do vir-a-ser no processo educativo formal antes de ir ao encontro das coisas como de fato elas sejam na manifestação popular. . o que permanece são as representações da vida. Nesse sentido. resume Fernandes (1998. 62). Portanto.música que integram as brincadeiras infantis costumam não se enraizar. Em suma. não se encontra em diversas escolas e regiões. no entanto preservaram-se situações que asseguraram vitalidade e influência dinâmica aos elementos folclóricos”. do mundo simbólico e moral da criança. a recriação de uma ação lúdica dentro de uma educação não-formal (recreação) e educação formal (escola) não podem ser visto sem ter um mero conhecimento e vivencia daquilo que se deseja superar. todavia. O “contexto histórico-social se modifica. dos valores.

cargas de obrigações. Marcellino (1991) diz que “este novo prazer lúdico deve ser crítico e criativo. quanto a dançar. terem iniciativas e principalmente inovadores. pois é o mesmo que lhes negar a sua cultura. Por conseguinte. Para esse trabalho com brincadeiras nesta característica cantadas. tarefas. contextualizar a brincadeira (histórico. A criatividade humana manifestar-se pelo progresso conquistado pelo homem em todos os campos da vida. Avançando e buscando diversas formas para melhorar a sua condição de vida.•Oportunizar aos educandos o contato com brincadeiras cantadas diferenciadas que direcionam tanto para o ato de jogar. como criar armas para caçar. Os educadores precisam ser dinâmicos. Uma forma de planejar sempre estratégias que despertem tal interesse nas áreas de conhecimento. época. para expressar e ativar sua capacidade. a dramatização e a mímica. Criatividade e ludicidade uma combinação perfeita A ludicidade é assunto que tem conquistado espaço no panorama nacional cuja criança se torna criadora porque além da sua necessidade de exprimir seus sentimentos. Porque nossos educandos espelham no seu trabalho alguém de suma importância para eles. obter alimentos e roupas. a vista disso o brincar começa em casa e a escola só vai dar continuidade neste processo. descobrir o fogo para se aquecer. a criatividade torna o homem um ser mais acessível par realizar experiências enriquecedoras. ensino da melodia. sendo fundamental a relação aluno x professor para o sucesso do lúdico. enaltecendo as suas possibilidades culturais. Foi através da criatividade que o homem solucionou os problemas do seu cotidiano. por isso a necessidade de mostrar aulas um tanto atrativas. não se pode permitir a negação do lúdico a essas crianças. construção de gestos feito em trabalho em equipe e finalmente recriar esta brincadeira e levando a nova forma de estruturação da mesma. Alguns alunos adoecem com a rotina estafante na escola. sempre com a intenção de almejar grandes sonhos. Assim. o educador deve levar em consideração e o cuidado com o ensino da letra a discussão do tema abordado. . No plano individual. Em qualquer profissão. formas de realização e transformação acerca da música). precisa relacionar-se com o mundo. desenvolvendo possibilidades de novos valores. desvinculando sempre da cultura vivida pelas crianças. disciplinas rígidas.1. o respeito à faixa etária. a criatividade está presente. 3. para ser feliz.

a vista disso. porém objeto de grande valia na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças. Por isso a ludicidade abre um leque de experiências que a criança vivenciará e será única com características pessoais e que servirá como base na relação qualitativa no ensino e aprendizagem tornando-a significativa. 4. analisar a relação do lúdico como facilitador da aprendizagem na sala de aula. O Lúdico na Convivência Escolar O presente estudo vem repensar a prática que se executa na sala de aula. os jogos. Isto ocorre muitas vezes por falta de valores do lazer na escola e educadores qualificados para assumir tal tarefa. do conhecimento contextualizado. Convencê-los dessa importância na aprendizagem. no desenvolvimento e na vida das crianças. os brinquedos e as brincadeiras podem ser importantes para o desenvolvimento e para a aprendizagem das crianças. pois necessitam obter maior conhecimento e sensibilidade no sentido de desmistificar o papel do “brincar”. A criatividade é significativa porque a situação humana em si própria e por si própria exige criatividade. Foi possível mostrar o quanto o lúdico pode ser um instrumento indispensável na aprendizagem. é mais difícil. ter pensamentos novos e fazer produtos novos sob quaisquer condições. A partir disso. da implementação do “lúdico” como caráter recreativo tem que se fazer presente nas escolas. Inclusive tendo sido confirmado por alguns educadores que possuem conhecimento acerca do tema e que é possível reunir dentro da mesma situação o brincar e o educar. Junto ao educador como mediador desta relação. É preciso aprender a viver criativamente. São diversas as formas de brincar. porém são poucas as quais possuem objetivo e direcionamento. nas relações sociais. percebendo seu papel na construção do Eu e das relações interpessoais.questionamentos de situações vigentes e do furto do componente lúdico da cultura da criança”. O resgate da sensibilidade humana. tornando-se evidente que os docentes e futuros educadores devem e precisam tomar conhecimento de alguns conceitos. . É comprovado que a evasão escolar e a repetência se dão ao caráter imposto do trabalho escolar. ressalta-se a importância do lúdico e como ele. tanto nas escolas públicas quanto nas privadas. que não é apenas um mero passatempo. De um modo geral os educadores reconhecem a importância do lúdico no desenvolvimento infantil.

saltar e até mesmo realizar atividades de grupo despertando interesse em retornar às escolas ou creches. Huizinga (1971) posicionando-se no sentido de que “o lúdico é uma manifestação cultural e é através da ludicidade que a criança irá expressar sua bagagem cultural e construir novas culturas”. No auge da infância. suas emoções e seu social com os demais integrantes do grupo a qual está inserida. Nesta linha. moradia e educação são vitais para o desenvolvimento potencial de todas as crianças. por isso o resgate de brincadeiras que despertem a participação e interesse dessas crianças. Desta forma. A ludicidade proporciona condições de humanização e solidariedade à criança e aos adultos contribuindo para sua evolução enquanto pessoa humana. É notório que ao negar à cultura lúdica infantil se estará negando a capacidade crítica e criativa da criança. enquanto que a escola nas séries iniciais é lugar de estudar. Devido à sociedade capitalista e consumista que se tem. a sociedade considera a escolinha e a creche como lugares de brincar. . uma arte. rolar.Por muito tempo. preocupa-se em dar o pronto e acabado que se esquece de construir que é a linha de pensamento do lúdico. destaca-se a necessidade de “valorar” a cultura lúdica da criança. pular. um direito que juntamente com os requerimentos básicos da alimentação. o que elas mais necessitam é brincar. Marcellino (1991) destaca que: Neste sentido. Antunes (2001) afirma: Embora a sociedade reconheça a importância da cultura lúdica infantil. saúde. expõe Barros (2002) “restringe o tempo e o espaço para a criança brincar. porque elas descobrirão o quanto é gostoso brincar. Nesse contexto. A grande preocupação então seria extravasar com o lúdico essas ricas informações que os educandos trazem de casa. já se podem incluir as brincadeiras. Sabe-se que são nos primeiros contatos que a criança desenvolve seu cognitivo. pois brincar é uma necessidade. bem como reduz esta cultura ao consumo transformando o brinquedo em uma mercadoria”.

brinquedos com sucatas e o resgate das brincadeiras. um novo olhar a ser implementado na escola como método. Às quais permitam à criança vivenciar e manifestar sua natureza singular. cuja criança aproprie-se deste conhecimento de uma forma muito agradável e interessante. tendo papéis muito importantes para a inclusão social. afetivos e curriculares. da colaboração consciente e espontânea. jogando. a escola é fundamental neste processo de resgate da ludicidade com sucatas. Barros (2002). obediência às regras. brincando ela mesma consegue avaliar seu crescimento e sentese naturalmente desafiada a ir adiante. as brincadeiras e os jogos são atividades sérias. 4. no que refere ao respeito mútuo. Reconhecendo que a participação em jogos propicia a formação de atitudes. o lúdico. Assim vamos propor um novo “jogo”. A Importância do Lúdico no Processo de Ensino e de Aprendizagem no 1º Ano do Ensino Fundamental da Escola Objetivo Macunaíma O presente trabalho mostrará através de observações como os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental do Colégio Objetivo interagem com os docentes e qual o grau de receptividade em relação ao trabalho com a ludicidade proposta nas atividades. explanar que: A brincadeira e os jogos por si apresentam uma série de alternativas que auxiliam na construção do conhecimento. a criança aprender o valor do grupo como força integradora e o sentido da competição salutar e. No jogo. enfatizando seus princípios fundamentais para um relato coerente com . jogos e brincadeiras. bem como favorece o desenvolvimento cognitivo. iniciativa pessoal e grupal.1.Assim. E. Neste sentido. cooperação. de fundamental apoio para a formação de seres integrais. uma nova idéia. motor e afetivo. Portanto. senso de responsabilidade. técnica e recursos pedagógicos com os objetivos de ensinar e aprender prazerosamente. não há dúvida de que as atividades lúdicas bem apropriadas e desenvolvidas pelas crianças permitem a construção de um sentindo que acompanha uma perspectiva de vida. Portanto. uma vez que algumas instituições têm contribuído. Abordará o conjunto de fatores pedagógicos. ressalta-se a importância dessa valorização no âmbito escolar mediante a construção de jogos.

Cabe lembrar. mesmo que vivenciadas de forma diversificada. no que disse respeito a responder ao questionário da entrevista e que lembrou um teórico Wallon na sua especulação: Afirmando que 100% dos alunos. pescaria. As iniciativas dos educadores que atuam com as turmas do 1º ano são concernentes à prática que desenvolvem por triviais atividades que enraízam indefectivelmente em amplas e profundas questões sociais. onde requer uma reflexão sobre a importância do lúdico. ter a ação educativa como resposta sensível nas hipóteses almejadas. que estas experiências partem do aspecto de reflexões que esta pesquisa encadeou em seus objetivos específicos. do brincar e a relação de professores x alunos nos momentos significativos no processo ensino-aprendizagem. confiando. apresenta diferença em seu comportamento. Atividades como bilboquê. cada um a sua maneira e respeitando-se o ritmo individual do sujeito exposto ao conhecimento apresentado. com a certeza de que seus objetivos foram plenamente alcançados. ao desenvolver esse tipo de atividade lúdica. percebeu-se que 90% das professoras foram receptivas com nossa visita. Durante a visita realizada no Colégio Objetivo Macunaíma. Diga-se de passagem. participando mais com qualidade e precisão das aulas mostrando-se sempre pronto para outras atividades. porque conseguem ver a motivação. As educadoras são orientadas pela coordenação pedagógica a construir jogos e se sentem realizadas através desta ferramenta. As brincadeiras vivenciadas no período de observação e entrevista foram direcionadas com intenções voltadas às áreas de conhecimento de forma interdisciplinar.a pretensão de colocar alguns questionamentos que poderão gerar novas experiências no âmbito educacional. mesmo que direcionada ou adaptadas de livros didáticos e com exposição para amostra de suas atividades a comunidade da escola. observou-se que 90% dos docentes utilizam o lúdico de maneira sistematizada. . que não é mais uma realidade distante vivenciada na sala de aula. boliche. o envolvimento e a aprendizagem significativa de seus alunos na execução da tarefa proposta. bingos e amarelinha são atividades que mais foram vistas durante a visita nas escolas e que de uma forma ou outra chamavam atenção dos alunos.

Nesse sentido. claro cerceada pelo interesse inerente da necessidade e curiosidade motivada pela vivência e conhecimento prévio do aluno. isoladamente. cujas observações foram de grande encejo teórico para confronto da prática e a realidade alcançando o equilíbrio para um pensar competente e comprometido com determinadas práticas sociais. p. não se tem à intenção de compreender a problemática da escola. Discutem as atividades. recepção. ou seja. verificou-se que postula uma acentuada proposta auto-estruturante aos estigmas e rótulos que os alunos são alvos constantemente. registram o que compreenderam e utilizam sempre dinâmicas na construção de atividades lúdicas ou feitas pela professora que dá o direcionamento. o nosso ilustre educador FREIRE (1983. salienta-se a necessidade de analisar os fatos. Numa temática sobre ludicidade e conscientização. criando desta forma. Por isso. levando os educandos a fazer menção aos conteúdos. discuti-los para que em reflexão com o outro. espera-se que possamos contribuir na capacidade de pensar e examinar criticamente as idéias que são apresentadas e a realidade social que partilham. transcorrendo como uma atividade lúdica de integração do aluno para sanar as dificuldades do processo de aprendizagem. contextualizadas com intuito de discussão e reflexão junto aos educandos. Estas experiências refletem o mundo real do Colégio Objetivo. sob a égide de uma questão peculiar. tece os seguintes comentários: .culturais inseridas no contexto em que vivemos e na realidade manifesta em nosso país. ao analisar a postura dos professores em relação ao lúdico e acesso a essas atividades. mas com o decorrer da investigação percebeu-se a desconfiança de 10% do corpo docente ao apresentar o trabalho com atividades diversificadas. de modo geral. com efeito. 61). a início. Não se prendem a área de conhecimento única. Buscam contextualizar e interdisciplinar a todas essas atividades de forma real e diferenciada. mas acima de tudo. construção de jogos enfatizando temas transversais e que resultam numa total participação dos alunos. As educadoras. Mesmo revendo aquelas instituições que ainda repensam a sua prática ao redor de atividades copiadas e direcionadas a apostilas. as condições favoráveis para que as seqüências didáticas adotadas pelos professores tenham sentido e significados profícuos possíveis. calorosa dos educadores e dirigentes. temas e conceitos que foram estudados. fazendo leituras. sempre trabalham fazendo relação com o que foi trabalhado nas aulas anteriores. No contato com os professores e alunos. positivo e de afetividade.

acredita-se ter indicado caminhos possíveis de serem percorridos no trabalho docente para o trato com este conhecimento. percorreram-se caminhos que levassem a forma simbólica. percebeu-se o representante dos 10% dos docentes que não trabalham com o lúdico de maneira planejada. Afirmando que a aprendizagem acontece independentemente do lúdico aplicado à ação educativa.Habitualmente. sejam eles de quaisquer modalidades. pensa-se em procedimentos de formação continuada oferecida aos educadores. Buscando dinamizar as aulas numa forma integradora envolvendo a todos da escola. lúdica. A necessidade de trabalhar este tema é a busca de viabilizar os jogos e brinquedos na sala de aula como um recurso atrativo no ensino e aprendizagem. Mostrando uma educação com qualidade e flexível principalmente diferenciada em distintos momentos no processo de ensino e aprendizagem e na relação com aluno. O que deve ser visto e repensado sempre no ato pedagógico é a realidade dos alunos visando sempre atender às expectativas educacionais. . relata que existe uma lacuna entre o que se pretende e o que se executa. presente tanto no sistema formal como não formal. visando à aprendizagem e sim somente o ato de brincar. levando em consideração as implicações que uma abordagem fragmentária e simplista do brincar pode trazer ao processo educacional como um todo. mas o que se evidencia nas escolas é urgência desta questão para o preparo do exercício competente da tarefa de educar. procurou-se refletir sobre possibilidade de tratar a importância da ludicidade na sala de aula como conhecimento educacional. O brincar é a primeira etapa da criança e nesta vertente é que se pode atuar com qualidade no processo do ensino e interferir na aprendizagem com a atuação do lúdico. de tensão ludus/paidia e cultural da brincadeira. sem esquecer as problemáticas que cercam o lúdico na contemporaneidade. Nesta vertente. Neste sentido. professor e resultado do ato pedagógico. Conclusão Ao longo do texto. Ao analisar o diagnóstico com os professores da unidade escolar em estudo.

ou em qualquer espaço social que envolva a ludicidade. sem objetivos deixando algumas crianças ociosas e fazendo do próprio lúdico uma desorganização. fato preocupante. A princípio desta afirmação o lúdico na sala de aula desenvolve vários aspectos: coordenação motora. É brincando que a criança encontra resistência e descobre manobras que a motiva a enfrentar o desafio de andar com as próprias pernas e pensar com responsabilidade por seus atos.br/recrea. 1996. lateralidade. O direito da brincadeira a criança. Transformando o brinquedo em “mercadorias”. produzidos para ela e não por ela.cdof. E a proposta é permitir que o aluno aprenda os conteúdos brincando e de fato construir seus próprios brinquedos com sucatas participam de brincadeiras de rodas. 22. São Paulo: Ed. pois é um recurso que poderá desvendar problemas bem como desenvolver etapas “tímidas” dos educandos. Disponível em: http://<www. ARANHA. praticamente.Na escola. impossibilitando a imaginação de novas realidades e da integração da experiência vivida. São Paulo: Summus. espaço-temporal. 2001. Anne. Mª Lúcia de Arruda. E através da ludicidade que a criança desperta para novos horizontes.html>. novas experiências e novos sonhos. O que se quer de fato é aprender brincando! Referências ALMEIDA. O que na realidade qualquer jogo e brinquedo têm sua função e sua importância. Por isso. jogos e brinquedos tem sido um tema abordado diante de educadores e pedagogos. A sociedade reconhece a sua importância e. A. Acesso: 13 set. ao consumo de bens culturais. É preciso resgatar essas brincadeiras na ludicidade para haver uma maior interação entre educando e educador para uma qualidade no ensino e aprendizagem. ANTUNES. História da Educação. D. . 2008. Ludicidade como instrumento pedagógico. ao mesmo tempo. reduzindo a cultura infantil.com. Moderna. comprometendo a manifestação de conteúdos culturais no modo de vida das crianças. porque os mesmos utilizam dessa ferramenta como “passatempo”. a importância da ludicidade presente na sala. restringe o tempo e o espaço para a criança brincar.

16 de Abril. Acesso: 13 set. Ed. BRASIL. 1997. Campinas: Papirus.palavraescuta. 1991. Introdução. Ministério da Educação e do Desporto. Brinquedo. J. Homo Ludens: o jogo como elemento da cultura.htm>. O folclore em questão. Normas técnicas para o trabalho científico.com. Estudos do Associados. Explicitação das normas da ABNT. . 1971. Adriana. João Batista. Tizuko Morchida. Petrópolis: Vozes. São Paulo. FELINTO. 1986. 1998.com/arteducesp140. Juliana Tavares. Folha de São Paulo. 2000. FERNANDES. Antes de falar de Educação Motora. 2002. OLIVEIRA. Nelson Carvalho. _____. Jogo. Paulo de Salles. Aprender Brincando: O Lúdico na Aprendizagem.BARROS. In: DE MARCO. Ademir (org). Campinas: Autores MAURICIO. 2º ed. 2002. 2008. Do que você gosta de brincar?. lazer: uma introdução. Florestan. Laís de.htm>. 1998. Pensando a Educação Motora. São Paulo: Scritta. Pedro Augusto. João Luiz da Costa. São Paulo: Scipionne. 1996. Educação. Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil. Marilene. Acesso: 13 set. 1989. 1989.Brasília. Porto Alegre S. Cortez. KISHIMOTO. 4º Ed. 1995. 2008. Disponível em: <http://www. FURASTÉ. Brinquedo e indústria cultural. Pedagogia da Animação. Secretaria da educação Fundamental. FRIEDMAN. Educação de corpo inteiro. _____. 500 Brincadeiras. A valorização da ludicidade enquanto elemento construtivo do modo de vida das crianças em nossos dias.profala. N. HUIZINGA. São Paulo: Hucitec.br/perguntas/por-que-criançasbrincam. São Paulo: Papirus. Volume 01. 11 Ed. O Direito de Brincar. FREIRE. MARCELLINO. São Paulo: Perspectiva/Edusp. Por que as crianças brincam? Disponível <http://www. Brincadeira e a em: LIMA.

coalizão. Encobrir. Maria S. obscurecer-se. IN: SARMENTO. 2. Deslumbrar(-se). 5. Tr. Encantar extraordinariamente. 8. Fig. luso. ocultar. 5. Aliança.Condizentes: adj. dir. dir.Lusitano: adj. entremear. Pron. Mandriice. vagar. dir. Empanar-se. m. m.PINTO. e f. Fazer sombra a. origem. deslumbrar. Pron. 2.Ofuscar: v. semiótica. desprestigiarse. Estudo da evolução do sentido das palavras através do tempo e do espaço. Associação. 1. 2. 3. 2. Tr. L. intr. P. Mistura. Lingüística. f. 3. Fís. Descanso.Permeiam: v. Tr. Tronco de família. s. m. 1. 31-73. Tr. preguiça. Etnol. 2. 6. As crianças: contextos e identidades. 5. 4. Tr. 1. A infância como construção social. 4. Nome de quatro veias duplas do pescoço: jugulares externas. s. 3. 3. 7. tornar(-se) turvo. 6. Repouso. Habitante ou natural da Lusitânia ou de Portugal. obscurecer. 4. Parte da planta que se desenvolve na terra. da. m. empanar. Que diz respeito à Lusitânia ou aos seus habitantes. 7. esconder. 1. e f. folga do trabalho. Que condiz. Ijuí: Unijuí 2000. 1997. 1. O indígena americano.Semântica: s. Tornar fusco. ind. s. casta. Tempo que dura essa folga. Lazer. Tr. 6.. Fazer passar pelo meio. desvalorizar-se. 9. Manuel. 4. e pron. Minho-Portugal: Centro de Estudos da Criança. Passagem de um corpo do estado sólido ao líquido. suplantar. lusíada. Jacinto (org). encobrir. linhagem. m. 3. dir. 2. Toldar-se. e intr. 10.Ameríndio: adj. Glossário 1. dir. S. Tr. ANEXO . anteriores e posteriores.Jugular: adj. Polít. ROCHA. e Metal. 2. harmônico. dir. Anat.Estirpe: s. Ato ou efeito de fundir. Ascendência. f.Fusão: s. Que pertence ou se refere à garganta ou ao pescoço. f. interpor-se. Que se refere a Portugal ou aos portugueses.Ócio: s. de M. Ociosidade.f. Relativo aos indígenas da América. 1. internas. 5. P. Estar de permeio. Não brinco mais: a (des)construção do brincar no cotidiano educacional.

pedagogiaaopedaletra.• • Tema: A Importância do lúdico Autor: Flávia Nogueira Barros Disonível:< http://www.2012.06.com/posts/monografia-a-importancia-doludico-no-processo-de-ensino-e-de-aprendizagem-no-1%C2%BA-ano-do-ensinofundamental/> Acesso em 10. .

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