05/11/2007

Curso de Engenharia
Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes
fabiola.moraes@uniube.br

Cálculo II Integração de Funções 1

Educação e Responsabilidade social
Exercícios – Lista 04

INTEGRAÇÃO DE FUNÇÕES

A integral é um operador aplicado sobre uma diferencial, com o objetivo de recuperar a função
que foi diferenciada ou derivada; na Matemática a operação executada por este operador recebe o
nome de integração. O objetivo de uma integração é obter um número ou uma relação explícita
entre variáveis.

O QUE É E COMO ENCONTRAR A PRIMITIVA DE UMA FUNÇÃO?

Seja ) (x f uma função definida em um intervalo . I ) (
'
x F é definida como primitiva de ) (x f em um
intervalo , I quando


Exemplo: Qual a primitiva ), (x F de ? ) (
2
x x f =

Solução:
2 '
) ( ? ) ( x x F x F = ⇒ =

2 2 ' 3
3 .
3
1
) (
3
1
) ( x x x F x x F = = ⇒ =
Portanto,
3
3
1
) ( x x F = é primitiva de . ) (
2
x x f =

Observação: Tomando o exemplo acima, como referência, há a possibilidade de incluirmos na ) (x F
obtida uma constante K qualquer e, como a derivada de constante é zero; logo nada mudará.
Voltando ao exemplo anterior observamos:
) (x F de
2
) ( x x f = é
3
) (
3
x
x F = .


3
( )
3
x
F x K = + ⇒ .
3
3
) (
2
2
'
x
x
x F = =

Observação: A primitiva de ) (x f é definida como a integral de ), (x f sendo denotada por:




lê-se a integral de ) (x f com relação a x é igual a primitiva ( ) F x mais uma constante K .
Lembrando-se que ) (x d denota o diferencial em . x

Nota:
1
REGRA
1
n
n
x
x dx K
n
+
= + ⇐
+


( ) ( ) f x dx F x K = +


) ( ) (
'
x f x F =
Importante!
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Curso de Engenharia
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Cálculo II Integração de Funções 2

Educação e Responsabilidade social
Exemplo:
7 1 8
7
7 1 8
x x
x dx K K
+
= + = +
+



A INTEGRAL INDEFINIDA




(see) se, e somente se,




para todo x no domínio de . f Ou seja,





ALGUMAS PROPRIEDADES DA INTEGRAL INDEFINIDA

I.
∫ ∫
= dx x f c dx x cf ) ( ) ( , em que c denota uma constante.
II.
∫ ∫ ∫
± = ± dx x g dx x f dx x g x f ) ( ) ( ) ( ) (

1. Calcule as seguintes integrais.

a.

= ⇒ = ? ) ( ) (
2
3
x F x F dx
x


Sugestão: Observe a Propriedade I antes de refazer o cálculo da integral apresentada no item a. Ou
seja, em I c denota uma constante que pela Propriedade pode ser “lançada” fora da integral e, que
comparado com o item a já resolvido este apresenta uma constante,
1
2
, que foi “lançada” fora da
integral. O cálculo restante segue como já estudado.

Solução:
∫ ∫
+ = +
+
= =
+
K
x
K
x
dx x dx x
8 1 3 2
1
2
1
2
1
4 1 3
3 3


b.

dt t
7
5 c.

+ dx x x ) 3 (
2
d.

+ + dy
y
y ) 2
2
(
2
4
e.

dx x
2
1
f.

+ + dZ Z Z ) 2 2 (
3
1
5

g.

dx Z
2
h.

abdy i.

cxdx j.

senxdx k.

xdx cos

Nota: Da mesma forma que em derivadas há uma tabela para facilitar os cálculos, em integral
também existe uma tabela para facilitar tais cálculos.
( ) ( ) f x dx F x C = +


) ( ) (
'
x f x F =

+ = C x F dx x F ) ( ) (
'

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Cálculo II Integração de Funções 3

Educação e Responsabilidade social
INTEGRAÇÃO POR SUBSTITUIÇÃO
“Observamos uma integral complicada”
Seja ) (x F uma primitiva de ) (x f então se
¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸

+ = C x g F dx x g x fg )) ( ( ) ( ) (
'
sendo ) (x g u = e
) (
'
x g du = temos que

¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ ¸ _ ¸

+ = C u F du u f ) ( ) (
“Com a substituição consigo uma integral limpa”

Nota:

Passo 1: Introduza a letra u para substituir alguma expressão em x que seja escolhida para simplificar a
integral.
Passo 2: Reescreve a integral em termos de u .
Para reescrever dx , calcule
dx
du
e resolva algebricamente como se o símbolo
dx
du
fosse um quociente.
Passo 3: Calcule a integral resultante e então substitua u por sua expressão em termos de x na
resposta.

Exemplo 1:

=
+
?
1
2
2
dx
x
x


Dica: 1. Neste caso não podemos distribuir a

(integral) para o numerador e para o denominador, logo
vamos utilizar a integração por substituição.

2. “Pego” para substituir o termo que apresentar a variável com maior grau, no exemplo acima,
portanto o termo é: . 1
2
x +

Solução:



=
+ =
xdx du
x u
2
1
2
”Aplicando a Teoria”

C x C u du
u u
du
+ + = + = =
∫ ∫
) 1 ln( ) ln(
1
2


Exemplo 2:

=
+
?
) 1 (
5 2
dx
x
x



Dica: Neste Exemplo 2 não uso o grau 5, não há necessidade uso apenas o termo dentro do parentes em
que a variável x apresenta grau 2 (grau menor), chamando-o de . u

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Cálculo II Integração de Funções 4

Educação e Responsabilidade social
Solução:





= ⇒ =
+ =
xdx
du
xdx du
x u
2
2
1
2


∫ ∫ ∫ ∫
+ +

=

=

=
+ −
= = = = ⇒
− −
− + −

C x u
u u
du u du
u
du
u
du
u
4 2 4
4 1 5
5
5 5 5
) 1 (
8
1
8
1
4 2
1
1 5 2
1
2
1 1
2
1 1
2
1
2
1



2. Calcule as integrais abaixo:

a.

xdx x sen ) 5 (
2
b.

+ dx x 7 5 Refletir: 1. Não observo nenhum termo de maior ou menor grau.
2. Eliminar a raiz e, lembrar que a raiz da soma é ≠ da
soma das raízes.

c.

dx x sen ) 4 ( d.

+ dx x x
10 2
) 3 2 ( e.

+
dx
x
x
3 2
) 5 (
f.


dx
x
10
) 4 5 (
1


g.

dx x x tg ) ( sec ) (
2
h.

dx x x
3
cos i.

+ dx x
3
5 8


INTEGRAÇÃO POR PARTES

Esta técnica viabiliza a resolução de integrais que não podem ser resolvidas através dos métodos até
agora vistos. Integrais como, por exemplo,



; ) ln( dx x

; dx xe
x

dx x sen x ) (
2


A expressão de integração por partes resolve tais integrais, como também outras, sendo dada por:





Nota: Como proceder a INTEGRAÇÕ POR PARTES para integrar um produto.

Passo 1: Escolha um dos fatores do produto como aquele a ser integrado e um outro como aquele a ser
derivado. O fator escolhido para integração deve ser fácil de integrar, e o fator escolhido para derivação
deve se tornar mais simples quando derivado.

Passo 2: Integre o fator designado e multiplique-o pelo outro fator.

Passo 3: Derive o fator designado, multiplique-o pelo fator integrado do Passo 2 e subtraia a integral
deste produto do resultado do Passo 2.

Passo 4: Finalizando complete o procedimento encontrando a nova integral que foi formada no Passo 3.
Observação: “o numeral 2 foi passado para o denominador para
obtermos o termo xdx (numerador)”
udv uv vdu = −
∫ ∫
em que, u x f = ) ( e v x g = ) ( são funções e,
'
f e
'
g são funções contínuas.
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Cálculo II Integração de Funções 5

Educação e Responsabilidade social
Exemplo: ln x dx

Sendo ln u x = e dx dv =

Solução:

ln( )
1
u x
du dx
x
dv dx
v dv dx x
= →
=
=
= = =
∫ ∫



∫ ∫
− = vdu uv udv

1
ln ln ln udv x x x dx x x dx x x x C
x
⇒ = − = − = − +
∫ ∫ ∫







Dica: Na maioria dos casos é indicado iniciar pelo MÉTODO DA SUBSTITUIÇÃO, caso for
observado que o resultado obtido não coincida com o esperado em uma integração por
substituição, isto é indicativo de que não devemos usar o método da substituição, portanto a saída
é “tentar” a INTEGRAÇÃO POR PARTES.

Observação:
nx nx
x x
x x
ne e
e e
e e
=
=
=
'
2 ' 2
'
) (
2 ) (
) (

2 2
1
2
1
x x
x x
nx nx
e dx e C
e dx e C
e dx e C
n
= +
= +
= +





Nota: Observe que na derivada de função exponencial, por exemplo,
x x
e e
2 ' 2
2 ) ( = , o termo no expoente x 2
é conservado, porém a constante “desce” para o coeficiente na exponencial.

3. Encontre os cálculos a seguir.

a.

dx x x ) ( sec
2
b.

dx xe
x 2
c.


dx xe
x
d.

dx x x ) 5 cos(
e.

dx x xsen ) 4 ( f.

dx xe
x 3
g.

xdx x cos


4. Desprezando-se a resistência do ar, determine os itens abaixo, após analisar a seguinte situação-
problema; uma pedra é lançada verticalmente para cima de um local situado a 45m acima do solo e
sabe-se que a velocidade inicial foi de 30 / m s .
Observação: “arrumo para voltar ao início”.
Conferindo temos:
'
2 2 2
1 1
2
2 2
x x x
e e e
⎛ ⎞
= =
⎜ ⎟
⎝ ⎠

Nota: Tabela
'
'
ln
u
y u y
u
→ = ⇒ =
Nota: Tabela: du u C = +


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Cálculo II Integração de Funções 6

Educação e Responsabilidade social
I. Calcule a distância da pedra ao solo após w segundos
II. Apresente o intervalo de tempo durante o qual a pedra sobe.
III. Qual o instante em que a pedra atinge o solo, e qual a velocidade nesse instante?







Nota: A compreensão da situação-problema supracitada exige o conhecimento de um fato da Física. Ou
seja, sobre um objeto na superfície da Terra ou próximo dela atua a força – gravidade- que produz uma
aceleração constante, denotada por g . O valor aproximado de g , utilizado na maioria dos cálculos neste
tipo de situação-problema, é
2
9,8 / m s ou
2
980 / cm s .
Nota: Seja ( ) s w a coordenada de um ponto Q em uma reta coordenada r no instante w. Logo, por
definição temos,

a. A velocidade de Q é ( ) ( )
'
v w s w = .
b. O módulo da velocidade de Q é ( ) v w .
c. A aceleração de Q é ( ) ( ) ( )
' ''
a w v w s w = = .
Em que, designa-se por v a função velocidade de Q e por a a função aceleração de Q. E, é
usual denotá-las por
ds
v
dw
= e
dv
a
dw
= .








Nota: Para um melhor entendimento do Exercício 5, devemos saber que as funções custo marginal
e rendimento marginal são denotados como as derivadas primeiras representadas por
'
C e
'
R da
função Custo Total C e da função Rendimento Total R . Portanto, C e R podem ser obtidas de
'
C e
'
R por antidiferenciação, pois ao determinarmos uma função C de
'
C , a constante arbitrária
pode ser avaliada se conhecermos o custo geral (ou seja, o custo quando nenhuma unidade é
produzida) ou o Custo da Produção de um número específico de unidades do produto. E em geral é
verificado que a função R (Rendimento Total) é zero quando o número de unidades produzidas é
zero e, isso pode ser utilizado para avaliar a constante arbitrária quando determinarmos a função
R de
'
R .

Atenção: Antes de iniciar a resolução deste
Exercício 4, procure entender as “idéias” e
conceitos apresentados nas Notas a seguir.
Bom Estudo! Sucesso!
Importante: Antes de iniciar a resolução dos
Exercícios 5 e 6, procure entender as “idéias” e
conceitos apresentados na Nota a seguir. Bom
Estudo! Sucesso!
Importante!
05/11/2007



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Cálculo II Integração de Funções 7

Educação e Responsabilidade social
5. Fornecida a função custo marginal
'
C dada por 8 4 ) (
'
− = z z C quando ) (z C representa o custo total
da produção de z unidades. Sabendo-se que o custo da produção de 5 unidades é de 20 unidades
monetárias, encontre a função custo total e determine o domínio de C.

6. A Diretoria de uma determinada indústria analisa que o custo marginal é de
2
3( 4) z − unidade
monetária por unidade, quando a produção é de z unidades. Deseja-se saber em quanto o custo na
industrialização total aumentará caso a produção for elevada de 6 para 10 unidades?

Referencial de Respostas (INTEGRAL INDEFINIDA)

1.
b. K
t
+
8
5
8
c. K
x x
+ +
2
3
3
2 3
d. K y
y y
+ + + 2
6 5
3 5

e. C x +
2
3
3
2
f. C Z Z
Z
+ + + 2
4
6
6
3
4
6


g.

Solução:
2
Z dx







2 2 2 0 2
Z dx Z dx Z x dx Z x C = = = +
∫ ∫ ∫






h. C aby + i. C
x
c +
2
2
j. C x + − cos k. C senx +

2.
a. C x + − )) 5 cos( (
10
1
2
b. C x + +
2
3
) 7 5 (
15
2
c. K x + − ) 4 cos (
4
1
d. C
x
+
+
44
) 3 2 (
11 2

e. K x + + −
−2 2
) 5 (
4
1
f. C x + − −
−9
) 4 5 (
45
1
g. C
x tg
+
2
) (
2

h. C x sen + ) (
3
2
2
3
i. C x + +
3
4
) 5 8 (
32
3


ATEÇÃO: Z x Z ≠ ⇒ é constante e, como podemos observar a derivada é em x ? Sim.
ATEÇÃO: PROPRIEDADE I – página 2.
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Cálculo II Integração de Funções 8

Educação e Responsabilidade social
3.
a. C x xtgx + + )) ln(cos( b. C e e x
x x
+ −
2 2
4
1
2
1
c.
x x
xe e C
− −
− − +

d. C x x xsen + + ) 5 cos(
25
1
) 5 (
5
1
e. C x sen x x + + − 4
16
1
4 cos
4
1
f. C e xe
x x
+ −
3 3
9
1
3
1


g. C x xsenx + + cos

4.

I. ( )
2
4, 9 30 45 s w w w = − + +
II. 9, 8 30 0 ou 3 w w − + = ≅
III. Portanto, a velocidade no instante pedido é ( ) ( ) 7, 36 9, 8 7, 36 30 42,13 / v m s = − + ≅ − .

5.
Solução:
Fornecida a função custo marginal denotada por
'
C , ou seja,
'
4 8 C z = − onde

( ) : C z custo total da produção de z unidades.
Sabe-se que o custo de produção de 5 unidades é 20 u.m. (unidades monetárias).
( ) ? C z = (Encontre a função custo total)
Qual é o Domínio de C?

Como
'
4 8 C z = −
( ) ( )
1 1 0 1 2
2
4 8 4 8 4 8 2 8
1 1 0 1 2
z z z
C z z dz z z z C
+ +
= − = − = − = − +
+ +



E desejamos encontrar ( ) ( ) ( )
2
5 20 5 2.5 8.5 5 50 40 10 C C C C C C = ⇒ = − + ⇒ = − + ⇒ =
Portanto, ( )
2
2 8 10 C z z z = − + . E para determinar o domínio, primeiro devemos “refletir” que não faz
sentido o custo marginal ser negativo. Logo, 4 8 0 z − ≥ . Então,

4 8 0 4 8 2 z z z − ≥ ⇒ ≥ ⇒ ≥ . Sendo assim o domínio de C é
[ ) 2; +∞ .

Nota: z representa o número de unidades de certo produto (mercadoria). Logo, devemos supor z um
número real para realizar os cálculos com a “idéia” de dar o início de continuidade para as funções

'
e C C . Lembrando que:
'
: Custo Total
: Custo Marginal
C
C






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Cálculo II Integração de Funções 9

Educação e Responsabilidade social
6.
Solução:

Supor,

s : unidades produzidas
( ) F s : custo total na fabricação de s unidades.
dF
ds
: custo marginal



Pergunta: Em quanto o custo de fabricação aumentará caso a produção for elevada de seis para dez
unidades?
Refletir: Utilizando-se da aplicação de integral definida no intervalo proposto para o aumento da
produção de seis para dez unidades, encontraremos o acréscimo no custo de fabricação.

Logo,
( ) ( ) ( ) ( )
10
2 3
10
6
6
10 6 3 4 4 F F s ds s − = − = −


( ) ( )
3 3
10 4 6 4 216 8 208 = − − − = − =

Portanto, o custo de fabricação aumentará em torno de 208 u.m. (unidades monetárias), caso a
produção for elevada de seis para dez unidades.

( )
2
3 4
dF
s
ds
= −
05/11/2007



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Cálculo II Integração de Funções 10

Educação e Responsabilidade social
A INTEGRAL DEFINIDA

No geral, conhecemos uma parte do cálculo relacionada a encontrar retas tangentes e taxa de variação
a qual chamamos de Cálculo Diferencial, no entanto se a situação-problema for encontrar áreas, temos
o chamado Cálculo Integral. E vale a pena comentar que ambas as situações-problemas exemplificadas
no Cálculo Diferencial e no Cálculo Integral estão tão intimamente relacionadas que fica difícil uma
distinção entre elas.
Uma das formas de introduzir o conceito de “Integral Definida” é relacioná-la com o “método do
retângulo” ou “método da antiderivada” os quais relacionam o conceito de área com outros conceitos
importantes, tais como comprimento, volume, densidade, probabilidade e trabalho.










NOTAÇÃO DE SOMATÓRIO PARA INTEGRAL E SOMA DE ÁREA

Áreas de figuras geométricas básicas como, por exemplo, retângulos, polígonos e círculos, datam desde
os primórdios da Matemática. Portanto, vamos considerar o problema de encontrar a área denotada por
uma região R limitada abaixo pelo eixo da coordenada-x e acima pela curva ) (x f y = , não negativa, em
[ ] , a b
I (lê-se intervalo fechado de a até b ). Vamos iniciar por definir a área de um retângulo como sendo o
produto da base pela sua altura.

E, porque não “pensar” em definir a área de uma região como a composição de um número finito de
retângulos? Logo, podemos definir esta área como sendo a soma das áreas destes supostos retângulos?
Sim e, a junção destas indagações realizadas desde os primórdios da Matemática e o “método do
retângulo” surge o conceito de área de uma região R .




Antes de acompanharmos os itens seguintes, observe a Figura 1 e visualize a área que vamos estudar
para ter a “idéia básica” deste conceito. A área é de uma região R limitada abaixo pelo eixo da
coordenada-x e acima pela curva ) (x f y = ; na coordenada-x o mesmo assume os valores a x = e b x = ,
em que f é contínua não-negativa no
[ ] b a
I
,
.
Sendo assim “reflita” na situação-problema que exija de
você definir e encontrar áreas de regiões planas com
contornos curvilíneos. Como realizar este cálculo?
Pense nisto! E, antes de prosseguir com o seu estudo,
você agora deve realizar a leitura de uma parte do livro,
que está indicado na Bibliografia básica: STEWART,
James B. J. et al. Cálculo. 5. ed. v.1. O texto se encontra
no capítulo 5, entre as páginas 369 e 378.
Importante!
Figura 1
Observe a Figura 1 e acompanhe os
itens abaixo. O importante é você
ter a “idéia básica” deste conceito.
05/11/2007



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Cálculo II Integração de Funções 11

Educação e Responsabilidade social
Você já visualizou, portanto que o
[ ] b a
I
,
foi dividido em subintervalos n iguais? Ótimo, você iniciou
muito bem o seu estudo!!! Entre outras palavras,














Observe os seguintes itens:

I. Como o
[ ] b a
I
,
foi dividido em subintervalos n iguais; construir em cada subintervalo um retângulo
com altura f no ponto deste subintervalo, em estudo. (Ver Figura 2).
II. Portanto, a união destes retângulos forma a área da região R . Ou seja, podemos supor a área
visualizada como a aproximação da mesma através da região R .
III. Enfim torna-se fácil “pensar” que a repetição inúmeras vezes do processo de subdivisões, também
conhecido como método da exaustão por retângulos para calcular a área dessa região R . Este
processo nos induzirá a definição da área em R como um limite das áreas das regiões que se
aproximam cada vez mais (Ver Figura 3), ou seja,

( )
1
lim lim
n
n i i
n n
i
A A f x x
→∞ →∞
=
⎛ ⎞
= = ∆
⎜ ⎟
⎝ ⎠

(1)


Prezado(a) aluno(a),
Seja Professor(a) de você mesmo(a). Ou seja, a atenção aos detalhes antes
mesmos destes serem redigidos a você é de extrema importância ao sucesso do
seu estudo, pois é a maior prova do seu esforço, comprometimento, dedicação e
o início de sua auto-formação através das “IDÉIAS” oriundas de aprendizados já
realizados vinculados aos hoje apresentados e, assim sucessivamente. Pense
nisso!!! Confie em você!


Figura 2
Figura 3
Figura 4
05/11/2007



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Cálculo II Integração de Funções 12

Educação e Responsabilidade social
Com base na Figura 4, vamos detalhar mais as “idéias” e os conceitos como deduzir o resultado em
(1), supracitado. Note que o retângulo tem base igual ao comprimento do subintervalo e altura igual a
( )
i
f x sendo
i
x um ponto qualquer do subintervalo (em geral este ponto é tomado como uma das
extremidades do subintervalo ou ponto médio).

A área total dos retângulos pode ser vista como uma aproximação da área da região R sob a curva
( ) y f x = em
[ ] , a b
I , assim escrevemos ( )
1
n
n i i
i
A f x x
=
= ∆

.

Nota: Frequentemente é utilizada a notação somatória (notação sigma ∑ ) para descrever somas
de muitos termos de maneira mais compacta.









Assim, a área da região R correspondente à representada em (1) pode ser denotada por,

( )
1
lim lim
n
n i i
n n
i
A A f x x
→∞ →∞
=
⎛ ⎞
= = ∆
⎜ ⎟
⎝ ⎠



Exemplo: Calcular a área aproximada sobre a curva
2
x y = em
[ ] 1 , 0
I , como representada na figura abaixo.





( ) ( ) ( ) ( )
1 1 2 2
1
n
n i i n n
i
A f x x f x f x f x
=
= ∆ = ∆ + ∆ + + ∆


Portanto, fica intuitivamente evidente que
quando n cresce essas aproximações vão
ficando cada vez melhores e tendem à área
exata, como o limite.
Solução:
4
A : dividir o intervalo
[ ] 1 , 0
I em 4 subintervalos.

2 2 2
2
4
1 2 3 1 15
1 0, 46875
4 4 4 4 32
A
⎡ ⎤
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞
= + + + = =
⎢ ⎥
⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠
⎢ ⎥
⎣ ⎦


10
A : dividir o intervalo
[ ] 1 , 0
I em 10 subintervalos.

2 2 2
2
10
1 2 3 1 385
1 0, 385
10 10 4 10 1000
A
⎡ ⎤
⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞ ⎛ ⎞
= + + + + = =
⎢ ⎥
⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠
⎢ ⎥
⎣ ⎦

.
Importante!
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Cálculo II Integração de Funções 13

Educação e Responsabilidade social
Obs.1: se a função, no intervalo [ ] b a, , interceptar o eixo “x”, o cálculo da área deverá ser feito pela soma
dos valores modulares das integrais definidas em [ ]
1
, x a , [ ]
2 1
, x x ,..., [ ] b x
k
, , onde
1
x ,
2
x ,...,
k
x , são os
pontos de intersecção da função com o eixo “x”.
Obs.2: se a área desejada for entre duas funções, devem-se achar os seus pontos de intersecções, e
calcular as integrais definidas das subtrações ) ( ) ( x g x f − , se f(x)>g(x) e/ou ) ( ) ( x g x f − , se g(x) >f(x), e
somar os seus valores modulares.


PROPRIEDADES DA INTEGRAL DEFINIDA

O cálculo de uma integral definida a partir da definição, determinando realmente o limite de uma soma
conforme apresentado nos estudos anteriores, geralmente é bastante trabalhoso e, frequentemente,
impossível. Sendo assim, com o intuito de estabelecer um método mais simples, precisamos desenvolver
antes algumas propriedades da integral definida.

Se ( ) f x e ( ) g x são contínuas em
[ ] , a b
I temos,
Propriedade 1: ( ) ( )
b b
a a
cf x dx c f x dx =
∫ ∫
, sendo c constante real.

Propriedade 2: ( ) ( ) ( ) ( )
b b b
a a a
f x g x dx f x dx g x dx ± = ±
∫ ∫ ∫


Nota: Observe que as duas propriedades supracitadas são iguais a duas das propriedades das integrais
indefinidas já estudadas anteriormente.

Propriedade 3:

=
a
a
dx x f 0 ) (

Propriedade 4: ( ) ( )
b a
a b
f x dx f x dx = −
∫ ∫


Propriedade 5:
∫ ∫ ∫
+ =
b
c
c
a
b
a
dx x f dx x f dx x f ) ( ) ( ) ( , com ] [ b a c ; ∈

Propriedade 6: Se ( ) f x for integrável em
[ ] , a b
I e ( ) 0 f x ≥ para todo x em
[ ] , a b
I , temos

( ) 0
b
a
f x dx ≥



Propriedade 7: Se ( ) f x e ( ) g x forem integráveis em
[ ] , a b
I e ( ) ( ) f x g x ≥ para todo x em
[ ] , a b
I ,
temos
( ) ( )
b b
a a
f x dx g x dx ≥
∫ ∫



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Cálculo II Integração de Funções 14

Educação e Responsabilidade social


Historicamente, os conceitos básicos da integral foram usados pelos gregos, muito tempo, antes do
cálculo diferencial ter sido descoberto. No século XVII, vários matemáticos descobriram como obter áreas
mais facilmente usando limites. O maior avanço em relação a um método geral para o cálculo da área foi
realizado independentemente por Newton e Leibniz, os quais descobriram que as áreas poderiam ser
obtidas “revertendo o processo da derivação”. Esta descoberta foi vista como o começo do Cálculo,
analisada por Newton, em 1679 e publicada em 1771 num artigo intitulado Sobre a Análise Através de
Equações com Infinitos Termos; e foi descoberta por Leibniz em 1673 e declarada num manuscrito não
publicado datado de 11 de novembro de 1675.

Nota: O limite ( )
1
lim
n
i i
n
i
f x x
→∞
=
⎛ ⎞

⎜ ⎟
⎝ ⎠

é muito importante e irá receber uma notação especial
( ) ( )
1
lim
n
b
i i
a n
i
f x x f x dx
→∞
=
⎛ ⎞
∆ =
⎜ ⎟
⎝ ⎠


e, será denotada de Integral definida da função ( ) y f x = no
intervalo
[ ]
, a b (lê-se intervalo fechado de a até b).

O apresentado por Newton e Leibniz foi que ( ) ( ) ( )
b
a
f x dx F b F a = −

onde ( ) F x é uma função
tal que ( ) ( )
'
F x f x = . Este é um dos resultados mais importantes do cálculo conhecido como Teorema
Fundamental do Cálculo ou Fórmula de Newton-Leibniz. Observe, a seguir, a forma como este
teorema foi enunciado.


TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO

Se ( ) f x for uma função contínua em
[ ] , a b
I e ( ) F x for uma antiderivada de ( ) f x , ou seja,
( ) ( )
'
F x f x = então,
( ) ( ) ( )
b
a
f x dx F b F a = −



Nota:

I. Em outras palavras seja ( ) F x uma primitiva de ( ) f x definida em um intervalo
[ ]
, a b , temos a
expressão acima representando o Teorema Fundamental do Cálculo.

II. Este Teorema estabelece duas relações básicas entre as integrais definida e indefinida. Uma parte
deste Teorema relaciona os “métodos dos retângulos” e da “antiderivada” para o cálculo da área,
enquanto que a outra parte fornece um poderoso método para o cálculo de integrais definidas, usando
antiderivadas.

Vamos conhecer um pouco dos gênios
Newton e Leibniz
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Cálculo II Integração de Funções 15

Educação e Responsabilidade social
III. Observe que nas integrais definidas o termo que representa a integral

aparece entre numerais
que representam um intervalo sob a curva na qual, deseja-se encontrar a área, a partir da função em
estudo, por exemplo,
2
0
2 xdx =

.


Ao passo que nas integrais indefinidas, o termo que representa a integral

não aparece entre
numerais, ou seja,

+ = C
x
dx x
3
3
2
.
Curiosidade:

→ +
+
=
+
C
n
x
dx x
n
n
1
1
“nesta forma geral, esta integral indefinida viabiliza calcular,
por exemplo, a propagação das ondas de um lago ao ser jogada uma pedra”.


O MÉTODO DA ANTIDERIVADA PARA O CÁCULO DE ÁREAS

Seja uma função F chamada de uma antiderivada de uma função f em um dado intervalo I , se
) ( ) (
'
x f x F = para todo x no intervalo.

Dica: Sempre leia a situação-problema apresentada a você por completa. Simultaneamente busque
entender o que lhe foi proposto, se possível, imaginando e/ou relacionando cada situação na prática com o
estudo proposto neste roteiro juntamente com os estudos já realizados anteriormente. Caso sentir
necessidade relembre as “idéias”, os conceitos, as propriedades e, refazer os exemplos é imprescindível
ao seu sucesso. A seguir, releia a situação-problema apresentada, organize os dados apresentados e,
mãos a obra. Sucesso!

Exemplo: A função
3
3
1
) ( x x F = é uma antiderivada de
2
) ( x x f = no intervalo ( ) +∞ ∞ − ; , pois para
cada x neste intervalo obtemos,
) (
3
1
) (
2 3 '
x f x x
dx
d
x F = =






=

No entanto, esta não é a única antiderivada de F neste intervalo. Ou seja, caso adicionarmos
qualquer constante C ao termo
3
3
1
x , a função C x x F + = ³
3
1
) ( é também uma antiderivada de f em
( ) +∞ ∞ − ; . Assim,

) ( 0
3
1
) (
2 3 '
x f x C x
dx
d
x F = + =






+ =

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Cálculo II Integração de Funções 16

Educação e Responsabilidade social
Para concluir, em geral, uma vez conhecida uma antiderivada de uma função, outras podem ser obtidas
adicionando-se constantes à antiderivada. Por exemplo,
3
3
1
; 7
3
1
; 2
3
1
;
3
1
3 3 3 3
+ − + x x x x

Nota: Observe que todas estas funções, supracitadas, são ANTIDERIVADAS de . ) (
2
x x f =

ATENÇÃO: DERIVADA É DIFERENTE DE ANTIDERIVADA; derivada de uma função
2
) ( x x f = é
denotada por x x f 2 ) (
'
= , enquanto que C x x F + =
3
3
1
) ( denotam antiderivadas de . f

Exemplo:
1 1 2
2
2
0
0
1 1 2
x x
xdx
+
= =
+

Nota: I. “primeiro esqueço o intervalo”.
II. Como o intervalo é de 0 até 2, substituo o número “2”
na variável x e o número “0” subtraio em x .
2
2
4
2
0
2
² 2
= = − =

2
0
2 xdx ⇒ =

→ Cálculo da área (hachurada): 2
2
2 . 2
2
.
= = =
h b
A
Triângulo

Nota: “quando a área for disforme não tenho como aplicar uma
fórmula de área. Afinal, as fórmulas que conhecemos são de
áreas com formas pré-definidas”.

Graficamente temos,


Figura 5


Exemplo 2:

2
0
2
dx x


=
+
=
+ 2
0
2
0
3 1 2
2
3 1 2
x x
dx x

3
8
3
0
3
2
3 3
= − =

Graficamente, temos
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Figura 6


7. Seja a curva ( )
s
f s e

= em
[ ] 0,2
I e, A a área da região que está sob a curva proposta. Utilize o
método do retângulo para o cálculo dos itens abaixo.

a. Sem computar o limite propriamente dito, utilize-se dos extremos direitos e, encontre uma expressão
para A como um limite.

b. Utilizando-se de 4 subintervalos estime a área A, relacionando os pontos amostrais com os pontos
médios.

8. Sabe-se que certa máquina industrial gera uma receita à taxa de ( )
2
5.000 20 M t t = − u.m./ano
(unidade monetária/ano) e provoca custos que se acumulam à taxa de ( )
2
2.000 10 C t t = + u.m./ano, isto
tudo representado quando esta máquina apresentar t anos. Responda aos itens seguintes, interpretando
detalhadamente os resultados obtidos.

a. Apresente por quantos anos o uso da máquina é lucrativo.
b. Em relação ao item a, qual a receita líquida gerada pela máquina no suposto período de tempo?
c. Expor uma interpretação gráfica da receita líquida obtida no item b, como uma área entre dois modelos
propostos.

Nota: O Exercício 8 apresenta uma situação-problema relacionada a Receita Líquida de Equipamento
Industrial, portanto vamos introduzir brevemente alguns conceitos básicos necessários a resolução desta
Atividade proposta.

Supor um período de tempo, logo a Receita Líquida gerada por uma máquina industrial neste período
é a diferença entre a receita total gerada pela máquina e o custo total de operação e manutenção da
mesma. E, para exemplificar e calcular este conceito o Exercício 6 utiliza-se da integral definida, além de
propor uma interpretação gráfica do mesmo como uma área entre dois modelos propostos.

Importante: Prezado(a) Aluno(a) sugiro a você iniciar o quanto antes o conhecimento com o Software
Matemático Winplot, pois este será uma importante “ferramenta Matemática” às resoluções gráficas das
Atividades do Roteiro, além do auxílio às interpretações. O Winplot é um Software pequeno de fácil manuseio
que cabe até mesmo em um disquete. Caso você queira informar-se melhor e aprimorar os seus
conhecimentos, sobre essa “ferramenta Matemática”, procure nos seguintes sites (Inteiramente gratuito!):

- http://www.diadematematica.com/winplot/WINPLOT.html
- http://www.gregosetroianos.mat.br/softwinplot.asp
- http://www.mat.ufpb.br/~sergio/winplot/winplot.html
Área obtida, ou seja,

=
2
0
2
3
8
dx x .
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Cálculo II Integração de Funções 18

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9. Calcule as seguintes integrais definidas.

a.
2
2
2
( 2 ) x x dx

+



Sugestão 1: Primeiro observe a Propriedade 5. Note que o intervalo
[ ] 2;2
I

, sugerido neste exemplo, pode ser
escrito de forma que a área seja dividida em duas partes, ou seja, parte I em
[ ] 2;0
I

e parte II em
[ ] 0; 2
I

.

Solução:
2 0 2
2 2 2
2 2 0
( 2 ) ( 2 ) ( 2 ) x x dx x x dx x x dx
− −
+ = + + +
∫ ∫ ∫

I:
( )
( )
( ) ( )
3 2
3 2 3 2
0
0
2
2 2
2 2
0 0 8 4
2 2 2 2 0 4
3 2 3 2 3 2 3 3
b
a
F x
x x
x x dx
=
− − =
⎛ ⎞
⎛ ⎞
⎜ ⎟
− − ⎛ ⎞ − ⎛ ⎞
⎜ ⎟ + = + = + − + = − + = −
⎜ ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠
⎝ ⎠ ⎜ ⎟
⎝ ⎠
⎜ ⎟
⎝ ⎠

¸¸_¸¸

Nota: Lembre-se que para área, usa-se o valor modular
4
3
.
e
II:
( )
( )
3 2 3 2 3 2
2
2
2
0 0
2 2 0 0 8 20
2 2 2 2 4 0
3 2 3 2 3 2 3 3
b
a
F x
x x
x x dx
=
=
⎛ ⎞
⎜ ⎟
⎛ ⎞ ⎛ ⎞
⎛ ⎞
+ = + = + − + = + − =
⎜ ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ ⎠
⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎜ ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠

¸¸_¸¸


Sugestão 2: Unir os cálculos efetuados, separadamente, em I e II e, obter o resultado final.

( )
2
2
2
4 20
2 ) 8
3 3
x x dx

⇒ + = + =

(“área procurada”)


Você notou que é capaz de relacionar a Propriedade 5 à integral definida apresentada, neste
exemplo? E, com isto construir um modelo gráfico para o mesmo, além de interpretar o resultado
obtido?

Percebeu o quanto você é capaz de relacionar e concluir que o aprendizado nada mais é
que uma seqüência de conteúdos interligados e, em suma dependentes uns dos outros, o que,
geralmente, os torna capazes de serem solucionados? Pense nisso e comece a observar com mais
intensidade toda a aprendizagem adquirida por você até então! Caso for necessário volte, releia um
tema, compare-o com outro e, você vai verificar estes relacionamentos. Acredite, este “exercício”
irá fortalecer cada vez mais seu aprendizado! Suas “idéias”! E, aprendizado é para sempre! Então,
vale a pena conquistá-lo!
Vamos refletir um pouco?
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Cálculo II Integração de Funções 19

Educação e Responsabilidade social
Agora vamos construir a forma gráfica representativa desta função e concluir o resultado obtido.
Graficamente temos,





Conclui-se, conforme observado na Figura 7, que no intervalo sugerido na integral definida
2
2
2
( 2 ) x x dx

+

, há uma região abaixo do eixo x e outra acima deste eixo, sendo a área total da região,
igual à soma das duas regiões I e II, que é igual a 8.



b.

+
1
0
2
) 3 8 ( xdx x c.


+
4
2
2
8 7x d. ( )

+ + −
4
2 / 1
2 3
1 9 6 dz z z z e.

+
2
0
3 2
1 2 dz z z

f.

− −
1
0
2
) 1 3 5 ( dx x g.



3
3
) 9 ² ( dx x x h.
( )
1
4/ 3 1/ 3
1
4 w w dw

+




10. Sabe-se que um ponto movimenta-se ao longo de uma curva desconhecida ) (x f y = no plano xy , de
tal forma que, em cada ponto ) , ( y x da curva, a reta tangente tem inclinação
2
x . Encontre a equação da
curva sabendo-se que ela passa pelo ponto ( ). 1 , 2
ATENÇÃO: Antes de verificar a solução do Exercício 10, ler atentamente o Teorema e a Nota a
seguir.


Teorema: Se ) (x F for qualquer antiderivada de ) (x f em um intervalo I , então para qualquer constante
C a função C x F + ) ( é também uma antiderivada de ) (x f naquele intervalo. Além disso, cada
antiderivada de ) (x f no intervalo I pode ser expressa na forma C x F + ) ( , escolhendo-se
apropriadamente a constante C .

Nota: Curvas Integrais de f → denotadas através dos gráficos das antiderivadas de uma função f . E
como podemos observar a partir do Teorema que se ) (x f y = for uma curva integral de ) (x f , as
demais curvas são translações dela, uma vez que têm equações da forma C x F y + = ) ( . Ou seja,
Figura 7
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Cálculo II Integração de Funções 20

Educação e Responsabilidade social
Exemplo:
3
3
1
x y = é uma curva integral de
2
) ( x x f = , sendo assim, as demais têm equações na forma
C x y + =
3
3
1
; inversamente, a representação gráfica de qualquer equação desta forma é uma curva
integral.



Observação: Um fato “curioso” e “interessante” neste Exercício 10 é o fato dele fornecer a informação de
que a curva passa pelo ponto ( ) 1 , 2 e isso nos irá viabilizou determinar um valor específico para a constante
de integração C (Solução página 24 e 25), isolando-se uma única curva
3
5
3
1
3
− = x y da “família”
C x y + =
3
3
1
. Observe na Figura 8 o esboço gráfico da curva representativa de outros valores para a
constante de integração C , entre estes valores temos , 1 , 2 − − , 0 1 e 2 . Na Figura 9 observamos a curva
encontrada através da informação dada no Exercício 10 de que a curva passa pelo ponto ( ) 1 , 2 ,
viabilizando determinar um valor específico para a constante de integração C , ou seja, o valor 3 / 5 − .


Figura 8 Figura 9

11. Fornecida a equação x
dx
dy
2 = e a condição inicial de que 6 = y quando 2 = x determine a função
) (x y correspondente a tal equação.

12. Em uma determinada curva, em qualquer ponto ( ) y x, , a reta tangente tem uma inclinação igual a
5 4 − x . Se a curva contém o ponto ( ) 7 , 3 , encontre a equação correspondente.

13. Encontre a área sob a curva cosseno de 0 até b , onde . 2 / 0 π ≤ ≤ b
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Cálculo II Integração de Funções 21

Educação e Responsabilidade social
14. Seja a curva definida por
2
( ) 9 f x x = − em
[ ] 0,3
I . Utilizando-se de 10 subintervalos, ou seja, 10 n = ,
encontramos estes subintervalos com mesma largura
3 0
0, 3
10
b a
x x
n
− −
∆ = = ⇒ ∆ = . Graficamente,
obtemos a Figura 10, abaixo representada, a área A sombreada e, a Tabela 1, com os detalhes dos
cálculos no caso 10 n = , para as aproximações pelo extremo esquerdo, pelo extremo direito e pelo ponto
médio da área sob a curva
2
( ) 9 f x x = − em
[ ] 0,3
I , utilizando o “método do retângulo”.



Tabela 1: Detalhes do cálculo de A, no caso 10 n = , utilizando o ”método do retângulo”.

Aproximação

Extremo esquerdo Extremo direito Ponto médio
i

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10

*
i
x
( )
*
9
i
x −
0,0 9,00
0,3 8,91
0,6 8,64
0,9 8,19
1,2 7,56
1,5 6,75
1,8 5,76
2,1 4,59
2,4 3,24
2,7 1,71

*
i
x
( )
*
9
i
x −
0,3 8,91
0,6 8,64
0,9 8,19
1,2 7,56
1,5 6,75
1,8 5,76
2,1 4,59
2,4 3,24
2,7 1,71
3,0 0,00

*
i
x
( )
*
9
i
x −
0,15 8,97
0,45 8,79
0,75 8,43
1,05 7,89
1,35 7,17
1,65 6,27
1,95 5,19
2,25 3,93
2,55 2,49
2,85 0,87

( )
*
1
n
i
i
x f x
=


(0,3) (64,35)=19,3050 (0,3) (55,35) =16,6050 (0,3) (60,07) = 18,0225

Conforme podemos observar as aproximações da área sob a curva
2
( ) 9 f x x = − em
[ ] 0,3
I ,
Figura 10
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Cálculo II Integração de Funções 22

Educação e Responsabilidade social
produziram uma aproximação de 18 unidades quadradas (18,0225). Com vista ao cálculo desta mesma
curva,
2
( ) 9 f x x = − em
[ ] 0,3
I , encontre área A, porém usando o Teorema Fundamental do Cálculo.
Apresente um comentário comparativo a ambos os métodos utilizados e os respectivos valores obtidos.

15. Deseja-se bombear óleo para um tanque de armazenagem. Sabe-se que a partir das 9h começa-se o
bombeamento à razão de h gal t / ) 25 150 (
2
1
+ , para o tempo t (em horas) após 9h . Exatamente, às 13h
apresente quantos galões terão sido bombeados para o tanque.

Nota: Antes de iniciarmos a resolução deste Exercício 15 é importante entender alguns conceitos
básicos. Supor que a quantidade de algo físico como óleo, água, força elétrica, montante de dinheiro,
contagem de bactérias ou fluxo sanguíneo seja, de alguma forma, crescente ou decrescente.
Considerando-se ( ) S t como a taxa na qual a variação se processa no instante t . E, neste instante t seja
( ) Q t uma quantidade física presente, como podemos notar tanto a taxa de variação S como a
quantidade física Q estão em função do tempo t e, se Q é diferenciável, então ( ) ( )
'
Q t S t = . Caso
( ) 0 S t > (ou ( ) 0 S t < ) em
[ ] , a b
I tem-se que a quantidade de crescimento (ou decrescimento) entre
t a = e t b = é expressa por,




E, mais o valor numérico encontrado com esta aplicação pode representar a área da região de um plano
ty delimitada pelos modelos gráficos de S , t a = , t b = e 0 y = .


16. O número de pessoas implicadas em um grande escândalo governamental cresce a uma taxa
preocupante ao governante e seus assessores, principalmente por motivos de interesse a reeleição e a
mesma estar bem próxima. Um estudo é realizado e indica que, daqui a m meses, o número de pessoas
implicadas estará crescendo a uma taxa de m 6 2 + pessoas por mês. Nos próximos quatro meses, em
quanto crescerá o número de pessoas implicadas neste escândalo?


Referencial de Respostas (INTEGRAL DEFINIDA)

7.
a.



E utilizando a notação de somatório podemos expressar,
2 /
1
2
lim
n
i n
n
i
A e
n

→∞
=
=

.

b. Portanto uma estimativa para a área A com 4 n = subintervalos é aproximadamente 0, 8557.

( )
2/ 4/ 6/ 2 /
2
lim lim
n n n n n
n
n n
A A e e e e
n
− − − −
→∞ →∞
∴ = = + + + +
( ) ( ) ( ) ( )
'
b b
a a
Q b Q a Q t dt S t dt − = =
∫ ∫
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Cálculo II Integração de Funções 23

Educação e Responsabilidade social
8.
Solução:

Nota: Como forma de melhor visualizar a situação-problema apresentada, é aconselhável iniciar este
Exercício 8, esboçando graficamente os modelos propostos ( ) M t e ( ) C t . Graficamente temos,



a. Portanto, conclui-se que o uso da máquina será lucrativo enquanto a taxa na qual a receita é gerada for
maior do que a taxa em que os custos se acumulam, ou seja, como calculado acima ( ) ( ) M t C t = ou
10 t = anos.

b. Portanto, temos que a receita líquida para os próximos 10 anos denotada através do uso da integral
definida é de 20.000 u.m. E, para melhor concluir sabe-se que os modelos ( ) M t e ( ) C t representam as
taxas de variação da receita e custos totais, respectivamente, portanto realizamos a diferenças dos
mesmos para representa a taxa de variação da receita líquida gerada pela máquina no suposto período de
tempo, ou seja, 10 anos.

c. Como podemos observar graficamente, a região sombreada representa a área da receita líquida, obtida
via integral definida entre os modelos propostos ( )
2
5.000 20 M t t = − e ( )
2
2.000 10 C t t = + , em t no
intervalo
[ ] 0,10
I .

9.
b.
7
2
c. 216 d.
64
679


e.

Solução:


2
2 3
0
2 1 t t dt +



( )
2 2
2 3 3 2
0 0
2
2 1 1 3
3
t t dt t t dt + = +
∫ ∫

Dados:
( ) M t : receita total gerada pela máquina num
período de t anos.
( )
2
5.000 20 M t t = −
( ) C t : custo total de operação e manutenção da
máquina em t anos.
( )
2
2.000 10 C t t = +
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Cálculo II Integração de Funções 24

Educação e Responsabilidade social

( )
3/ 2
3
2
0
1
2
3
3
2
t +
=
( ) ( ) ( ) ( )
3/ 2 3/ 2 3/ 2 4 4 4 4 104
8 1 0 1 0 1 27 1
9 9 9 9 9
= + − + = + = − =
f.
4
3
5
π


g.
Solução:



3
3
) 9 ² ( dx x x

∫ ∫ ∫
− − −
− = −
3
3
3
3
3
3
9 ² ) 9 ² ( xdx dx x dx x x

3
3
1 1
3
3
1 2
1 1
9
1 2

+

+
+

+
=
x x


3
3
2
3
3
3
2
9
3
− −
− =
x x


3
54
0
3
54
2
81
2
81
3
27
3
27
2
)² 3 .( 9
2
)² 3 .( 9
3
)³ 3 (
3
³ 3
= − =






− −






+ =





⎛ −
− −





⎛ −
− =

3
54
) 9 ² (
3
3
= −


dx x x

h.
Solução:
( )
1
4/ 3 1/ 3
1
4 w w dw

+



( )
1
4/ 3 1/ 3 7/ 3 4/ 3 1
1
1
3 3 3 3 6
4 4 3 3
7 4 7 7 7
w w dw w w


⎛ ⎞
+ = + = + − − + =
⎜ ⎟
⎝ ⎠



10.

Solução:
Sabe-se que
2
x
dx
dy
= , então

+ = = C x dx x y
3 2
3
1
.

É indicado pelo Exercício 10 que a curva passa pelo ponto ( ) 1 , 2 , assim pode-se encontrar um valor
específico para C usando estes valores fornecidos por este ponto que representa o par ordenado ( ) y x, ,
em que 2 = x e 1 = y . Substituindo-se estes valores na equação acima, obtém-se o valor específico
procurado para C , observe:

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Cálculo II Integração de Funções 25

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( )
3
5
3
8
1
3
8
1 2
3
1
1
3
− = ⇒ = − ⇒ + = ⇒ + = C C C C
Portanto, a EQUAÇÃO DA CURVA que ela passa pelo ponto ( ) 1 , 2 é
3
5
3
1
3
− = x y .

11. A antiderivada procurada é dada por 2
2
+ = x y .

12. 4 5 2
2
+ − = x x y

13. 1 ) 2 / ( = π sen

14.

Solução:

Através do Teorema Fundamental do Cálculo temos o cálculo da área A, com vista ao cálculo da
mesma curva,
2
( ) 9 f x x = − em
[ ] 0,3
I , porém utilizando as aproximações através do “método do
retângulo”. Portanto,

( )
3
3
2 3
0
0
27
9 9 27 0 18
3 3
x
A x dx x
⎛ ⎞
= − = − = − − =
⎜ ⎟
⎝ ⎠



Concluímos que na observação ao cálculo de A, através do Teorema Fundamental do Cálculo,
podemos confirmar o resultado obtido em ambos os métodos utilizados e afirmar que a área exata A é de
18 unidades quadradas. Porém, não podemos deixar de comparar e ressaltar que o cálculo de A, através
do Teorema Fundamental do Cálculo é claramente mais rápido e objetivo, em relação ao “método do
retângulo”.

15.

Solução:


Após relacionarmos os conceitos supracitados, ao proposto no Exercício 15 não é difícil entender o
processo de resolução o qual deseja-se saber quantos galões terão sido bombeados para o tanque,
exatamente, as 13h.

Supor,
( ) S t = taxa na qual a variação se processa no instante t (razão para o tempo t pós 9h).
( )
1/ 2
150 25 S t t = +
[ ] [ ] , 0,4 a b
I I = → Como a Atividade 3 pede quantos galões terão sido bombeados para o tanque,
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Cálculo II Integração de Funções 26

Educação e Responsabilidade social
exatamente, as 13h, sabendo-se que a razão fornecida é para o tempo t após 9h , temos portanto das
9h as 13h, um intervalo de 4h . .
( ) ( )
4
1/ 2 1/ 2 3/ 2 4
0
0
150 25 150 25 100 25 900 S t t t dt t t ⎡ ⎤ = + = + = + =
⎣ ⎦ ∫


Portanto, após as 9h até as 13h terão sido bombeados para o tanque 900 galões de óleo.

16.

Solução:

Supor,

m: meses
( ) P m : número de pessoas implicadas neste escândalo daqui a m meses.
dP
dm
= taxa de variação do número de pessoas implicadas neste escândalo em relação ao tempo m.
2 6
dP
m
dm
= +

Pergunta: Em quanto crescerá o número de pessoas envolvidas neste escândalo, nos próximos quatro
meses?
Logo, com a aplicação de integral definida temos:

( ) ( )
( ) ( )
4
3/ 2 4
0
0
4 0 2 6 2 4 P P m dm m m C − = + = + +


( ) ( ) ( ) ( )
3/ 2 3/ 2
2 4 4 4 2 0 4 0 C C
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
= + + − + +
⎣ ⎦ ⎣ ⎦

( ) ( ) 40 0 40 C C = + − + =

Portanto, o número de pessoas envolvidas neste escândalo crescerá nos próximos quatro meses, em
torno de 40 pessoas.

Nota: A integral definida de ( ) f x , em
[ ] , a b
I , é a diferença ( ) ( ) ( )
b
a
f x dx F b F a = −

, onde F é uma
antiderivada de ( ) f x , ou seja, a integral definida é denotada como a variação da antiderivada entre x a =
e x b = .
Desta forma a constante C quando representada em uma integral definida, surge tanto nos
termos ( ) F b quanto ( ) F a , porém é eliminada quando se realiza a subtração. Sendo assim, podemos
sempre omitir a constante C nas aplicações de integrais definidas.




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INTEGRAIS DUPLAS

Trata-se de integrais definidas a partir das funções envolvendo duas variáveis. Elas são conhecidas
como INTEGRAIS DUPLAS e são calculadas por um processo que envolve a antiderivação parcial iterada
(integral dupla).


COMO CALCULAR UMA INTEGRAL DUPLA?

Notação: ( ) ,
b d
a c
f x y dydx
∫ ∫
→ denotado por INTEGRAL DUPLA (INTEGRAL ITERADA OU
REPETIDA).

E, na forma abreviada temos,

( ) ,
b d
a c
f x y dy dx
⎡ ⎤
⎢ ⎥
⎣ ⎦
∫ ∫


Nota: No cálculo da integral dupla primeiro calculá-se a integral definida mais internamente, ou seja,
( ) ,
d
c
f x y dy

tomando a antiderivada de f em relação a variável y , enquanto x é mantido fixo.
Assim, vamos observar o resultado de uma função de uma única variável x , na qual deverá ser integrada
em relação à variável x entre e x a x b = = .

Exemplo 1:
1 2
2
0 1
xy dydx

∫ ∫


Solução:

) Primeiro resolva a integral mais interna em relação à variável y , neste exemplo, “tratando”
x como uma constante.


2 1 3
2
2 2 2 3 2 3 2
1 1 1 1
1
1 1
2 1 3 3 3
y y y y
y y y y
y y
xy dy x x x y xy
+
= = = =
=− =− =− =−

= = = =
+



( ) ( ) ( )
3 3 1 1 1 1 8 1 9
2 1 8 1 3
3 3 3 3 3 3 3
x x x x x x x x = − − = − − = + = =

Atenção: Observe que os limites da integração 1 e 2 − referem-se à variável y . Logo, foi na
variável y que substituímos estes limites.

) Agora integre o resultado deste cálculo, no qual encontramos o valor 3x , em relação a
variável x , nos limites da integração 0 e 1.

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( ) ( )
1 1 2
1 2 1
2 1 1 2 1
0 0 0
0 1 0
3 3 3 3
3 3 3 1 0
1 1 2 2 2 2 2
x x
xy dydx xdx x
+

= = = = = − =
+
∫ ∫ ∫


) Para finalizar o resultado obtido, de uma forma mais “elegante”, expor os cálculos efetuados
separadamente por meio mais compacto.

1 2 1 1
2 3 2 2 1
1 0
0 1 0 0
1 3 3
3
3 2 2
y
y
xy dydx xy dx xdx x
=
=−

⎛ ⎞
= = = =
⎜ ⎟
⎝ ⎠
∫ ∫ ∫ ∫


Exemplo 2:
2
1
3
0
160
x
x
xy dydx
∫ ∫










Solução:

2
1
3
0
160
x
x
xy dydx
∫ ∫



Nota: Atenção às “idéias”. No desenvolvimento deste exemplo as funções,
2
e x x , serão
substituídas por y durante a integração da parte I.
I:
( ) ( ) 2
2 2
4
4
3 3 4 2
1
160 160 160 40
4
x x
y x
y x
x x
xy dy xy dy x y x x x
=
=
⎡ ⎤
= = = −
⎢ ⎥
⎣ ⎦
∫ ∫


Nota: Na parte II, observe que o resultado obtido será uma expressão contendo somente a variável x , a
qual será integrada entre os limites constantes, ou seja, representados no
[ ] 0;1
I .

Atenção: Geralmente, os limites de integração externos devem ser constantes de forma que a
resposta final represente um valor constante. Em contra partida os limites internos podem ser
funções da variável em relação a qual a 2ª integração deve ser integrada.


II:
( ) ( ) ( ) ( )
2
4 4 1 1 1 4 4
3 2 2
0 0 0
160 40 40
x
x
xy dydx x x x dx x x x dx
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
= − = −
⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦
∫ ∫ ∫ ∫


Observe que os limites variáveis de integração
para a integral interna apresentam-se como
funções de x . Na resolução, estas funções serão
substituídas por y durante a primeira integração,
resultando somente a variável x , a qual será
integrada nos limites da integração 0 e 1.
Nota: Observe que os limites de integração neste exemplo 2, para a
parte interna, são funções de x, ou seja, representados no
2
; x x
I
⎡ ⎤
⎣ ⎦
.
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( ) ( )
4
1
1 1 1 4
2 2 8 3 9
2
0 0 0
40 40 40 x x x dx x x x dx x x dx
⎡ ⎤
⎛ ⎞
⎡ ⎤ ⎢ ⎥ = − = − = −
⎜ ⎟
⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎝ ⎠
⎣ ⎦
∫ ∫ ∫


( ) ( )
4 10 1 4 4 10 10
0
1 1 40 40
40 1 0 1 0 10 4 6
4 10 4 10
x
x
x x
=
=
⎡ ⎤ ⎡ ⎤ ⎡ ⎤
= − = − − − = − =
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎢ ⎥
⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦









PROPRIEDADES DE INTEGRAIS DUPLAS

Como estudado em integrais de uma variável, integrais duplas de funções contínuas têm propriedades
algébricas que são úteis em cálculos aplicações.

) Suponha que ( ) , f x y seja definida em uma região retangular R denotada por

: , . R a x b c y d ≤ ≤ ≤ ≤

) “Imagine” R coberta por retas paralelas aos eixos e x y .
) Logo, estas retas paralelas dividem R em pequenos retângulos de área A x y ∆ = ∆ ∆ ? Sim.
) E, caso estas áreas forem numeradas em alguma ordem, ou seja,
1 2
, , ,
n
A A A ∆ ∆ ∆ , teremos como
escolher um ponto ( ) ;
k k
x y em cada retângulo da área expressa
k
A ∆ ? Sim. Desta forma, formamos a
soma:

( )
1
;
n
n k k k
k
S f x y A
=
= ∆

(1)

) Sendo f contínua em R têm-se que, à medida que a estas retas paralelas sofrem partições
bidimensionais para fazer tanto x ∆ quanto y ∆ tenderem a zero, as somas
n
S denotadas em (1)
aproximam um limite chamado de INTEGRAL DUPLA de f em R . Expresso por,

( ) ( ) ; ou ;
R R
f x y dA f x y dxdy
∫ ∫ ∫ ∫

Assim,

( ) ( )
0
1
; lim ;
n
k k k
R A
k
f x y dA f x y A
∆ →
=
= ∆

∫ ∫



Lembrar que o numeral 40 deve ser
distribuído para ambos os termos no
colchete → Propriedade Distributiva.
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Propriedade 1. Múltiplo Constante: ( ) ( ) , ,
R
kf x y dA k f x y dA =
∫ ∫ ∫ ∫
, para todo número
k (constante).
Propriedade 2. Soma e Diferença: ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) , , , ,
R R R
f x y g x y dA f x y dA g x y dA ± = ±
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫


Propriedade 3. Dominação:

a. ( ) ( ) , 0 se , 0 em
R
f x y dA f x y R ≥ ≥
∫ ∫


b. ( ) ( ) ( ) ( ) , , se , , em
R R
f x y dA g x y f x y g x y R ≥ ≥
∫ ∫ ∫ ∫



Propriedade 4. Aditividade: ( ) ( ) ( )
1 2
, , ,
R R R
f x y dA f x y dA f x y dA = +
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
, caso R representar a
união de dois retângulos não sobrepostos
1 2
e R R .


Nota: O TEOREMA DE FUBINI, publicado em 1907 por Guido Fubini retrata que a integral dupla de
qualquer função contínua sobre um retângulo pode ser calculada como uma integral iterada (integral
dupla) em qualquer ordem de integração.

TEOREMA DE FUBINI
Se ( ) ; f x y for contínua na região retangular : , R a x b c y d ≤ ≤ ≤ ≤ temos,

( ) ( ) ( ) , , ,
d b b d
R c a a c
f x y dA f x y dxdy f x y dydx = =
∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫




Exemplo 3: Calcule ( ) ,
R
f x y dA
∫ ∫
para ( )
2
; 1 6 e : 0 2, 1 1 f x y x y R x y = − ≤ ≤ − ≤ ≤ .

Solução: (Pelo TEOREMA DE FUBINI)

( ) ( )
1 2 1
2 3 2
0
1 0 1
1
, 1 6 6
3
x
x
R
f x y dA x y dxdy x x y dy
=
=
− −
⎡ ⎤ ⎛ ⎞
= − = −
⎜ ⎟ ⎢ ⎥
⎝ ⎠ ⎣ ⎦
∫ ∫ ∫ ∫ ∫


( ) ( ) ( ) [ ]
1 1 1
3 2 3 3
0
1 1 1
2 2 0 2 2 0 2 16
x
x
x x y dy y y dy y dy
=
=
− − −
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
= − = − − − = −
⎣ ⎦ ⎣ ⎦
∫ ∫ ∫


( ) ( )
( ) ( )
2
2 1 2 1 2
1 1
1
2 16 2 8 2.1 2. 1 8.1 8. 1
2
y y
y y
y y y y
= =
=− =−
⎡ ⎤ ⎛ ⎞
⎡ ⎤
⎡ ⎤ = − = − = − − − − −
⎜ ⎟ ⎢ ⎥ ⎣ ⎦
⎢ ⎥
⎣ ⎦
⎝ ⎠ ⎣ ⎦


( ) ( ) 2 2 8 8 4 = + − − = unidades cúbicas.
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Nota: Observe agora o resultado obtido com o mesmo exemplo supracitado, porém “trocando” a ordem de
integração.

( ) ( )
2 1 2
2 2 2 1
1
0 1 0
1
, 1 6 6
2
y
y
R
f x y dA x y dydx y x y dx
=
=−

⎡ ⎤ ⎛ ⎞
= − = −
⎜ ⎟ ⎢ ⎥
⎝ ⎠ ⎣ ⎦
∫ ∫ ∫ ∫ ∫


( ) ( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
2 2
2 2
2 2 1 2 2
1
0 0
3 1 3 1 1 3 1
y
y
y x y dx x x dx
=
=−
⎡ ⎤ ⎡ ⎤
⎡ ⎤
= − = − − − − −
⎢ ⎥ ⎢ ⎥ ⎣ ⎦
⎣ ⎦ ⎣ ⎦
∫ ∫


2 2
2 2 2 2 2 2
0
0 0
1
1 3 1 3 2 2 2 0 4
2
x
x
x x dx dx x
=
=
⎛ ⎞
⎡ ⎤ = − + + = = = − =
⎜ ⎟
⎣ ⎦
⎝ ⎠
∫ ∫
unidades cúbicas.

Nota: Além das Integrais Duplas sobre Retângulos, temos também as Integrais Duplas como
Volumes, entre outros conceitos bastante interessantes e com muitas aplicações, porém neste
contexto vamos nos ater apenas as “idéias” e conceitos básicos estudados até então.

17. Calcule as seguintes integrais duplas.

a.
1
2
0 0
r
sr
r e dsdr
∫ ∫


b.
1 1
0 1
h
h
e dgdh

∫ ∫



Referencial de Respostas (INTEGRAL DUPLA)

17.

a. 0, 5 1 e −

b. 1


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Educação e Responsabilidade social

Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.moraes@uniube.br
7 ∫ x dx =

Exemplo:

x 7 +1 x8 +K = +K 7 +1 8

A INTEGRAL INDEFINIDA

∫ f ( x)dx = F ( x) + C
(see) se, e somente se,

F ' ( x) = f ( x)
para todo x no domínio de

f . Ou seja,

∫ F ( x)dx = F ( x) + C
'

ALGUMAS PROPRIEDADES DA INTEGRAL INDEFINIDA I. II.

∫ cf ( x)dx = c ∫ f ( x)dx , em que c denota uma constante. ∫ f ( x) ± g ( x)dx = ∫ f ( x)dx ± ∫ g ( x)dx

1. Calcule as seguintes integrais.

a.

x3 ∫ 2 dx = F ( x) ⇒ F ( x) = ?

Sugestão: Observe a Propriedade I antes de refazer o cálculo da integral apresentada no item a. Ou seja, em I c denota uma constante que pela Propriedade pode ser “lançada” fora da integral e, que comparado com o item a já resolvido este apresenta uma constante, integral. O cálculo restante segue como já estudado.

1 , que foi “lançada” fora da 2

Solução:

x4 1 3 1 1 x 3+1 x dx = ∫ x 3 dx = +K = +K ∫2 2 2 3 +1 8
c. ( x + 3 x) dx
2

b. g.

7 ∫ 5t dt

d.

4 ∫(y +

∫Z

2

dx

h.

∫ abdy

y2 + 2)dy 2 i. ∫ cxdx

e. j.

∫ x 2 dx

1

f.

5 ∫ (Z + 2Z 3 + 2)dZ

1

∫ senxdx

k.

∫ cos xdx

Nota: Da mesma forma que em derivadas há uma tabela para facilitar os cálculos, em integral também existe uma tabela para facilitar tais cálculos.

Cálculo II

Integração de Funções

2

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Educação e Responsabilidade social

Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.moraes@uniube.br INTEGRAÇÃO POR SUBSTITUIÇÃO “Observamos uma integral complicada” Seja
'

F (x) uma primitiva de f (x) então se

∫ fg ( x) g ( x)dx = F ( g ( x)) + C
'

sendo

u = g (x) e

du = g ( x) temos que

∫ f (u)du = F (u) + C
“Com a substituição consigo uma integral limpa” Nota: Passo 1: Introduza a letra u para substituir alguma expressão em x que seja escolhida para simplificar a integral. Passo 2: Reescreve a integral em termos de u .

du du e resolva algebricamente como se o símbolo fosse um quociente. dx dx Passo 3: Calcule a integral resultante e então substitua u por sua expressão em termos de x na
Para reescrever dx , calcule resposta. Exemplo 1:

∫1+ x

2x

2

dx = ?

Dica: 1. Neste caso não podemos distribuir a

(integral) para o numerador e para o denominador, logo

vamos utilizar a integração por substituição. 2. “Pego” para substituir o termo que apresentar a variável com maior grau, no exemplo acima, portanto o termo é:

1+ x2.

Solução:

u = 1+ x2 ⎫ ⎬ ”Aplicando a Teoria” du = 2 xdx ⎭

du 1 = ∫ du = ln(u ) + C = ln(1 + x 2 ) + C u u

Exemplo 2:

∫ (1 + x

x

2 5

)

dx = ?

Dica: Neste Exemplo 2 não uso o grau 5, não há necessidade uso apenas o termo dentro do parentes em que a variável x apresenta grau 2 (grau menor), chamando-o de u.

Cálculo II

Integração de Funções

3

Cálculo II Integração de Funções 4 . O fator escolhido para integração deve ser fácil de integrar. ∫ (x 2 x dx + 5) 3 f. f ( x) = u e g ( x) = v são funções e. ∫ x cos x 3 dx i. ∫ xe dx. Passo 4: Finalizando complete o procedimento encontrando a nova integral que foi formada no Passo 3. Nota: Como proceder a INTEGRAÇÕ POR PARTES para integrar um produto. ∫ sen(4 x)dx ∫ tg ( x) sec 2 d. 8 x + 5dx INTEGRAÇÃO POR PARTES Esta técnica viabiliza a resolução de integrais que não podem ser resolvidas através dos métodos até agora vistos. Passo 3: Derive o fator designado.moraes@uniube. como também outras. multiplique-o pelo fator integrado do Passo 2 e subtraia a integral deste produto do resultado do Passo 2. 2 c. Eliminar a raiz e. Não observo nenhum termo de maior ou menor grau. ∫ 5 x + 7 dx Refletir: 1. ( x)dx h. e o fator escolhido para derivação deve se tornar mais simples quando derivado. Calcule as integrais abaixo: a. 2. sendo dada por: ∫ udv = uv − ∫ vdu em que. lembrar que a raiz da soma é ≠ da soma das raízes. ∫ (5 x − 4) ∫ 3 1 10 dx g. Integrais como. ∫ sen(5 x 2 ) xdx b.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.br ⎫ ⎪ Solução: ⎬ du du = 2 xdx ⇒ = xdx ⎪ 2 ⎭ u = 1+ x2 Observação: “o numeral 2 foi passado para o denominador para obtermos o termo xdx (numerador)” 1 du 1 1 1 1 1 −5 1 u −5+1 1 u −4 − 1 − 4 − 1 ⇒∫ 5 =∫ du = ∫ 5 du = ∫ u du = = = u = (1 + x 2 ) − 4 + C 5 2u 2 u 2 2 − 5 +1 2 − 4 8 8 u 2 2. ∫ x(2 x + 3)10 dx e. Passo 2: Integre o fator designado e multiplique-o pelo outro fator. por exemplo. Passo 1: Escolha um dos fatores do produto como aquele a ser integrado e um outro como aquele a ser derivado. ∫ ln( x)dx. ∫ x x 2 sen( x)dx A expressão de integração por partes resolve tais integrais. f ' e g ' são funções contínuas.

(e ) = é conservado. Conferindo temos: Observação: (e 2 x ) ' = 2e 2 x ⇒ (e nx ) ' = ne nx 1 2x e +C → 2 1 nx nx ∫ e dx = n e + C ∫e 2x dx = 1 2x ⎛ 1 2x ⎞ 2x ⎜ e ⎟ = 2e = e 2 2 ⎝ ⎠ 2x ' ' Nota: Observe que na derivada de função exponencial. o termo no expoente 2 x 3. ∫ xe f. ∫ x sec ( x)dx e.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. isto é indicativo de que não devemos usar o método da substituição. 2 b. porém a constante “desce” para o coeficiente na exponencial. Desprezando-se a resistência do ar.br Exemplo: Solução: ∫ ln x dx u = ln( x) 1 dx x dv = dx du = v = ∫ dv = ∫ dx = x → Sendo u = ln x e dv = dx Nota: Tabela → y = ln u ⇒ y ' = u' u ∫ udv = uv − ∫ vdu 1 ⇒ ∫ udv = ln x x − ∫ x dx = ln x x − ∫ dx = ln x x − x + C x Nota: Tabela: ∫ du = u + C Dica: Na maioria dos casos é indicado iniciar pelo MÉTODO DA SUBSTITUIÇÃO. portanto a saída é “tentar” a INTEGRAÇÃO POR PARTES. ∫ x cos xdx −x d. 2e 2 x . 3x dx ∫ xe dx g. por exemplo. ∫ xe 2x dx c. Cálculo II Integração de Funções 5 . ∫ xsen( 4 x) dx a. caso for observado que o resultado obtido não coincida com o esperado em uma integração por substituição. após analisar a seguinte situaçãoproblema. (e ) = e x ' x ∫ e dx = e x x +C Observação: “arrumo para voltar ao início”.moraes@uniube. uma pedra é lançada verticalmente para cima de um local situado a 45m acima do solo e sabe-se que a velocidade inicial foi de 30m / s . determine os itens abaixo. Encontre os cálculos a seguir. ∫ x cos(5 x)dx 4.

E em geral é verificado que a função R (Rendimento Total) é zero quando o número de unidades produzidas é zero e. devemos saber que as funções custo marginal e rendimento marginal são denotados como as derivadas primeiras representadas por função Custo Total ' ' C ' e R ' da C e da função Rendimento Total R . é ds dv e a= . procure entender as “idéias” e conceitos apresentados na Nota a seguir.br I. O módulo da velocidade de c. por 2 b.que produz uma aceleração constante. é 9. e qual a velocidade nesse instante? Importante! Atenção: Antes de iniciar a resolução deste Exercício 4. Logo. Calcule a distância da pedra ao solo após w segundos II. usual denotá-las por v = dw dw Importante: Antes de iniciar a resolução dos Exercícios 5 e 6. Apresente o intervalo de tempo durante o qual a pedra sobe.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. C e R por antidiferenciação. C e R podem ser obtidas de C de C ' . Nota: Seja s ( w ) a coordenada de um ponto Q em uma reta coordenada r no instante w . Portanto. Q é a ( w ) = v ' ( w ) = s '' ( w ) . a. Em que. a constante arbitrária Cálculo II Integração de Funções 6 . Ou seja. pois ao determinarmos uma função pode ser avaliada se conhecermos o custo geral (ou seja. procure entender as “idéias” e conceitos apresentados nas Notas a seguir. utilizado na maioria dos cálculos neste tipo de situação-problema. Qual o instante em que a pedra atinge o solo. Bom Estudo! Sucesso! Nota: Para um melhor entendimento do Exercício 5.8m / s ou definição temos. A velocidade de Q é v ( w ) = s ( w ) . III. sobre um objeto na superfície da Terra ou próximo dela atua a força – gravidade. isso pode ser utilizado para avaliar a constante arbitrária quando determinarmos a função R de R ' . designa-se por v a função velocidade de Q e por a a função aceleração de Q . ' 980cm / s 2 . Bom Estudo! Sucesso! Nota: A compreensão da situação-problema supracitada exige o conhecimento de um fato da Física. o custo quando nenhuma unidade é produzida) ou o Custo da Produção de um número específico de unidades do produto.moraes@uniube. E. O valor aproximado de g . A aceleração de Q é v ( w) . denotada por g .

como podemos observar a derivada é em x ? Sim. − cos x + C k. 2 1 (5 x + 7) 2 + C c. senx + C 1 (− cos(5 x 2 )) + C 10 1 2 −2 e. (2 x 2 + 3)11 +C 44 tg 2 ( x) g. aby + C x2 i. + Z + 2Z + C 6 4 d. (8 x + 5) 3 + C 32 d. c +C 2 3 j. 2. − (5 x − 4) −9 + C 45 4 3 i. 2 6. y5 y3 + + 2y + K 5 6 ∫Z 2 dx ATEÇÃO: Z ≠ x⇒Z é constante e.moraes@uniube. ∫Z 2 dx = ∫ Z 2 dx =Z 2 ∫ x 0 dx = Z 2 x + C ATEÇÃO: PROPRIEDADE I – página 2. +C 2 Cálculo II Integração de Funções 7 . Solução: c. Deseja-se saber em quanto o custo na industrialização total aumentará caso a produção for elevada de 6 para 10 unidades? Referencial de Respostas (INTEGRAL INDEFINIDA) 1. b. quando a produção é de z unidades. x 3 3x 2 + +K 3 2 4 Z6 6 3 f. ( − cos 4 x) + K 15 4 1 f. A Diretoria de uma determinada indústria analisa que o custo marginal é de 3( z − 4) unidade monetária por unidade. − ( x + 5) + K 4 3 2 h. 5t 8 +K 8 3 2 2 e. g. Sabendo-se que o custo da produção de 5 unidades é de 20 unidades 5. h. Fornecida a função custo marginal monetárias.br C ' dada por C ' ( z ) = 4 z − 8 quando C ( z ) representa o custo total da produção de z unidades. sen( x 2 ) + C 3 a. encontre a função custo total e determine o domínio de C.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. x + C 3 b.

+∞ ) . E para determinar o domínio. − f. a. (unidades monetárias). xtgx + ln(cos( x)) + C 1 1 xsen(5 x) + cos(5 x) + C 5 25 b. Logo.8 ( 7. Solução: Fornecida a função custo marginal denotada por C ' . s ( w ) = −4. Sendo assim o domínio de C é [ 2. C ( z ) = ? (Encontre a função custo total) Qual é o Domínio de C? Como C ' = 4z − 8 z1+1 z 0+1 z2 −8 = 4 − 8z = 2 z 2 − 8z + C 1+1 0 +1 2 2 C ( z ) = ∫ ( 4 z − 8 ) dz = 4 E desejamos encontrar C ( 5 ) = 20 ⇒ C ( 5 ) = 2. primeiro devemos “refletir” que não faz 2 sentido o custo marginal ser negativo. Portanto.36 ) + 30 ≅ −42.8w + 30 = 0 ou w ≅ 3 III. Sabe-se que o custo de produção de 5 unidades é 20 u. 4 z − 8 ≥ 0 ⇒ 4 z ≥ 8 ⇒ z ≥ 2 .m.5 − 8. C ( z ) = 2 z − 8 z + 10 . g. −9.5 + C ⇒ C ( 5 ) = 50 − 40 + C ⇒ C = 10 Portanto.br 3.moraes@uniube. e. − xe − x − e − x + C 1 3x 1 3x xe − e + C 3 9 d.13m / s . 5. ou seja. xsenx + cos x + C 4. I.36 ) = −9. Então. Logo. devemos supor número real para realizar os cálculos com a “idéia” de dar o início de continuidade para as funções z um ⎧C : Custo Total C e C ' . Lembrando que: ⎨ ' ⎩C : Custo Marginal Cálculo II Integração de Funções 8 . C ' = 4 z − 8 onde C ( z ) : custo total da produção de z unidades. a velocidade no instante pedido é v ( 7. Nota: z representa o número de unidades de certo produto (mercadoria).05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. 4 z − 8 ≥ 0 .9 w + 30 w + 45 2 II. 1 1 x e2x − e2x + C 2 4 1 1 x cos 4 x + sen4 x + C 4 16 c.

o custo de fabricação aumentará em torno de 208 u. caso a produção for elevada de seis para dez unidades. s : unidades produzidas F ( s ) : custo total na fabricação de s unidades.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. Cálculo II Integração de Funções 9 . dF : custo marginal ds dF 2 = 3( s − 4) ds Pergunta: Em quanto o custo de fabricação aumentará caso a produção for elevada de seis para dez unidades? Refletir: Utilizando-se da aplicação de integral definida no intervalo proposto para o aumento da produção de seis para dez unidades. Logo. (unidades monetárias).m. encontraremos o acréscimo no custo de fabricação.moraes@uniube. F (10 ) − F ( 6 ) = ∫ 3 ( s − 4 ) ds = ( s − 4 ) 10 2 6 3 3 3 10 6 = (10 − 4 ) − ( 6 − 4 ) = 216 − 8 = 208 Portanto.br 6. Solução: Supor.

Vamos iniciar por definir a área de um retângulo como sendo o produto da base pela sua altura. podemos definir esta área como sendo a soma das áreas destes supostos retângulos? Sim e. Sendo assim “reflita” na situação-problema que exija de você definir e encontrar áreas de regiões planas com contornos curvilíneos. O texto se encontra no capítulo 5. James B. conhecemos uma parte do cálculo relacionada a encontrar retas tangentes e taxa de variação a qual chamamos de Cálculo Diferencial. Figura 1 Antes de acompanharmos os itens seguintes. probabilidade e trabalho.1. A área é de uma região R limitada abaixo pelo eixo da coordenada-x e acima pela curva y = f ( x) .b ] . datam desde os primórdios da Matemática. J. Como realizar este cálculo? Pense nisto! E. E vale a pena comentar que ambas as situações-problemas exemplificadas no Cálculo Diferencial e no Cálculo Integral estão tão intimamente relacionadas que fica difícil uma distinção entre elas.moraes@uniube. porque não “pensar” em definir a área de uma região como a composição de um número finito de retângulos? Logo. na coordenada-x o mesmo assume os valores x = a e x = b . retângulos. O importante é você ter a “idéia básica” deste conceito. densidade. Portanto. Cálculo. ed. por exemplo. Importante! NOTAÇÃO DE SOMATÓRIO PARA INTEGRAL E SOMA DE ÁREA Áreas de figuras geométricas básicas como. antes de prosseguir com o seu estudo. você agora deve realizar a leitura de uma parte do livro. em que f é contínua não-negativa no I [a . a junção destas indagações realizadas desde os primórdios da Matemática e o “método do retângulo” surge o conceito de área de uma região R . em I[ a . não negativa. tais como comprimento. temos o chamado Cálculo Integral. observe a Figura 1 e visualize a área que vamos estudar para ter a “idéia básica” deste conceito. Integração de Funções 10 Cálculo II .br A INTEGRAL DEFINIDA No geral. no entanto se a situação-problema for encontrar áreas. et al. E.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. que está indicado na Bibliografia básica: STEWART. Observe a Figura 1 e acompanhe os itens abaixo.b] (lê-se intervalo fechado de a até b ). vamos considerar o problema de encontrar a área denotada por uma região R limitada abaixo pelo eixo da coordenada-x e acima pela curva y = f (x ) . entre as páginas 369 e 378. Uma das formas de introduzir o conceito de “Integral Definida” é relacioná-la com o “método do retângulo” ou “método da antiderivada” os quais relacionam o conceito de área com outros conceitos importantes. 5. polígonos e círculos. v. volume.

portanto que o I [a . construir em cada subintervalo um retângulo com altura f no ponto deste subintervalo. você iniciou muito bem o seu estudo!!! Entre outras palavras.b ] foi dividido em subintervalos n iguais. pois é a maior prova do seu esforço. Ou seja. podemos supor a área visualizada como a aproximação da mesma através da região R . (Ver Figura 2). Prezado(a) aluno(a). Seja Professor(a) de você mesmo(a). Como o III. em estudo. assim sucessivamente. I. também conhecido como método da exaustão por retângulos para calcular a área dessa região R . ⎛ n ⎞ A = lim An = lim ⎜ ∑ f ( xi ) ∆xi ⎟ n →∞ n →∞ ⎝ i =1 ⎠ (1) Figura 4 Cálculo II Integração de Funções 11 . Enfim torna-se fácil “pensar” que a repetição inúmeras vezes do processo de subdivisões. Ou seja.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. Pense nisso!!! Confie em você! Figura 2 Figura 3 Observe os seguintes itens: I [a .br Você já visualizou.moraes@uniube. ou seja. Portanto. dedicação e o início de sua auto-formação através das “IDÉIAS” oriundas de aprendizados já realizados vinculados aos hoje apresentados e. a atenção aos detalhes antes mesmos destes serem redigidos a você é de extrema importância ao sucesso do seu estudo. a união destes retângulos forma a área da região R .b ] foi dividido em subintervalos n iguais? Ótimo. Este processo nos induzirá a definição da área em R como um limite das áreas das regiões que se aproximam cada vez mais (Ver Figura 3). II. comprometimento.

⎡⎛ 1 ⎞ 2 ⎛ 2 ⎞ 2 ⎛ 3 ⎞ 2 2 ⎤ ⎛ 1 ⎞ 15 A4 = ⎢⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ + 1 ⎥ ⎜ ⎟ = = 0.br Com base na Figura 4. 2 Solução: A4 : dividir o intervalo I [0. vamos detalhar mais as “idéias” e os conceitos como deduzir o resultado em (1).385 ⎥ ⎝ 10 ⎠ 1000 ⎦ Cálculo II Integração de Funções 12 .moraes@uniube. como o limite. y = f ( x ) em I[ a . ⎡⎛ 1 ⎞ 2 ⎛ 2 ⎞ 2 ⎛ 3 ⎞ 2 A10 = ⎢⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ + ⎜ ⎟ + ⎢⎝ 10 ⎠ ⎝ 10 ⎠ ⎝ 4 ⎠ ⎣ ⎤ ⎛ 1 ⎞ 385 + 12 ⎥ ⎜ ⎟ = = 0. Assim.1] em 4 subintervalos.1] em 10 subintervalos.1] . ⎛ n ⎞ A = lim An = lim ⎜ ∑ f ( xi ) ∆xi ⎟ n →∞ n →∞ ⎝ i =1 ⎠ Exemplo: Calcular a área aproximada sobre a curva y = x em I [0 . 46875 ⎢⎝ 4 ⎠ ⎝ 4 ⎠ ⎝ 4 ⎠ ⎥ ⎝ 4 ⎠ 32 ⎣ ⎦ A10 : dividir o intervalo I [0. Note que o retângulo tem base igual ao comprimento do subintervalo e altura igual a f ( xi ) sendo xi um ponto qualquer do subintervalo (em geral este ponto é tomado como uma das A área total dos retângulos pode ser vista como uma aproximação da área da região R sob a curva extremidades do subintervalo ou ponto médio). ∑ ) para descrever somas An = ∑ f ( xi ) ∆xi = f ( x1 ) ∆1 + f ( x2 ) ∆ 2 + i =1 n + f ( xn ) ∆ n Importante! Portanto. i =1 n Nota: Frequentemente é utilizada a notação somatória (notação sigma de muitos termos de maneira mais compacta. como representada na figura abaixo. fica intuitivamente evidente que quando n cresce essas aproximações vão ficando cada vez melhores e tendem à área exata.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.b] . assim escrevemos An = ∑ f ( xi ) ∆xi . supracitado. a área da região R correspondente à representada em (1) pode ser denotada por.

x2 . xk . sendo c constante real. determinando realmente o limite de uma soma conforme apresentado nos estudos anteriores. x1 .2: se a área desejada for entre duas funções. Obs. x1 .b] e f ( x ) ≥ 0 para todo x em I[ a .. e calcular as integrais definidas das subtrações f ( x) − g ( x) ..moraes@uniube.b] e f ( x ) ≥ g ( x ) para todo x em I[ a .b] .b] temos. se g(x) >f(x).. impossível.1: se a função. temos ∫ f ( x ) dx ≥ ∫ g ( x ) dx b b a a Cálculo II Integração de Funções 13 . b[ c b a c Propriedade 6: Se f ( x ) for integrável em I[ a . Propriedade 3: ∫ ∫ a a b f ( x)dx = 0 f ( x ) dx = − ∫ f ( x ) dx a b Propriedade 4: a Propriedade 5: ∫ b a f ( x)dx = ∫ f ( x)dx + ∫ f ( x)dx .. onde x1 .05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. b . Se f ( x ) e g ( x ) são contínuas em I[ a . e somar os seus valores modulares. precisamos desenvolver antes algumas propriedades da integral definida. geralmente é bastante trabalhoso e. se f(x)>g(x) e/ou f ( x) − g ( x) . no intervalo a. são os pontos de intersecção da função com o eixo “x”. b a b b Propriedade 2: ∫ f ( x ) ± g ( x ) dx = ∫ f ( x ) dx ± ∫ g ( x ) dx a a a Nota: Observe que as duas propriedades supracitadas são iguais a duas das propriedades das integrais indefinidas já estudadas anteriormente.. com c ∈ ]a. xk . devem-se achar os seus pontos de intersecções. temos ∫ f ( x ) dx ≥ 0 b a Propriedade 7: Se f ( x ) e g ( x ) forem integráveis em I[ a . Sendo assim. o cálculo da área deverá ser feito pela soma dos valores modulares das integrais definidas em a.br Obs. Propriedade 1: ∫ b a b cf ( x )dx = c ∫ f ( x ) dx . interceptar o eixo “x”. x2 .b] . frequentemente. b .. [ ] [ ] [ ] [ ] PROPRIEDADES DA INTEGRAL DEFINIDA O cálculo de uma integral definida a partir da definição... com o intuito de estabelecer um método mais simples.

Esta descoberta foi vista como o começo do Cálculo. os quais descobriram que as áreas poderiam ser obtidas “revertendo o processo da derivação”. usando antiderivadas. a forma como este teorema foi enunciado. a seguir. antes do cálculo diferencial ter sido descoberto. os conceitos básicos da integral foram usados pelos gregos. b ] (lê-se intervalo fechado de a até b). [ a. Observe. No século XVII. ou seja. ∫ Nota: b a f ( x)dx = F (b) − F (a) I. em 1679 e publicada em 1771 num artigo intitulado Sobre a Análise Através de Equações com Infinitos Termos. TEOREMA FUNDAMENTAL DO CÁLCULO Se f ( x ) for uma função contínua em I[ a . Cálculo II Integração de Funções 14 . será denotada de Integral definida da função y = f ( x ) no a n →∞ ⎝ i =1 ⎠ intervalo [ a.br Vamos conhecer um pouco dos gênios Newton e Leibniz Historicamente. enquanto que a outra parte fornece um poderoso método para o cálculo de integrais definidas. Em outras palavras seja F ( x ) uma primitiva de f ( x ) definida em um intervalo expressão acima representando o Teorema Fundamental do Cálculo. temos a II. Nota: O limite O apresentado por Newton e Leibniz foi que tal que F ' ( x ) = f ( x ) .moraes@uniube. vários matemáticos descobriram como obter áreas mais facilmente usando limites.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. Este Teorema estabelece duas relações básicas entre as integrais definida e indefinida. analisada por Newton. e foi descoberta por Leibniz em 1673 e declarada num manuscrito não publicado datado de 11 de novembro de 1675.b] e F ( x ) for uma antiderivada de f ( x ) . F ' ( x ) = f ( x ) então. Uma parte deste Teorema relaciona os “métodos dos retângulos” e da “antiderivada” para o cálculo da área. ⎛ n ⎞ lim ⎜ ∑ f ( xi ) ∆xi ⎟ é muito importante e irá receber uma notação especial n →∞ ⎝ i =1 ⎠ n b ⎛ ⎞ lim ⎜ ∑ f ( xi ) ∆xi ⎟ = ∫ f ( x ) dx e. Este é um dos resultados mais importantes do cálculo conhecido como Teorema ∫ f ( x ) dx = F ( b ) − F ( a ) b a onde F ( x ) é uma função Fundamental do Cálculo ou Fórmula de Newton-Leibniz. b ] . muito tempo. O maior avanço em relação a um método geral para o cálculo da área foi realizado independentemente por Newton e Leibniz.

caso adicionarmos 1 1 3 qualquer constante C ao termo x . Caso sentir necessidade relembre as “idéias”. os conceitos. organize os dados apresentados e.+∞ ) . F neste intervalo. Observe que nas integrais definidas o termo que representa a integral ∫ aparece entre numerais que representam um intervalo sob a curva na qual. as propriedades e. ∫ 2 0 xdx = 2 . No entanto. deseja-se encontrar a área. releia a situação-problema apresentada. Assim.+∞ ) . se possível. Curiosidade: 2 ∫ x dx = ∫ não aparece entre x3 +C. refazer os exemplos é imprescindível ao seu sucesso. A seguir. mãos a obra. por exemplo. Ou seja.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. pois para 3 F ' ( x) = d ⎡1 3 ⎤ 2 ⎢ 3 x ⎥ = x = f ( x) dx ⎣ ⎦ cada x neste intervalo obtemos. imaginando e/ou relacionando cada situação na prática com o estudo proposto neste roteiro juntamente com os estudos já realizados anteriormente. esta não é a única antiderivada de F ' ( x) = d ⎡1 3 ⎤ 2 ⎢ 3 x + C ⎥ = x + 0 = f ( x) dx ⎣ ⎦ Cálculo II Integração de Funções 15 . o termo que representa a integral numerais. se F ( x) = f ( x) para todo x no intervalo. a partir da função em estudo. Ao passo que nas integrais indefinidas. Simultaneamente busque entender o que lhe foi proposto. ou seja. esta integral indefinida viabiliza calcular. a função F ( x) = x ³ + C é também uma antiderivada de f em 3 3 (− ∞. 3 n ∫ x dx = x n +1 + C → “nesta forma geral. O MÉTODO DA ANTIDERIVADA PARA O CÁCULO DE ÁREAS Seja uma função F chamada de uma antiderivada de uma função f em um dado intervalo I . n +1 por exemplo. ' Dica: Sempre leia a situação-problema apresentada a você por completa. Sucesso! Exemplo: A função F ( x) = 1 3 x é uma antiderivada de f ( x) = x 2 no intervalo (− ∞.moraes@uniube. a propagação das ondas de um lago ao ser jogada uma pedra”.br III.

Como o intervalo é de 0 até 2. x 3 − 7. supracitadas. são ANTIDERIVADAS de f ( x) = x . 3 Exemplo: ∫ 2 0 xdx = x1+1 x 2 = 1+1 2 2 0 Nota: I.br Para concluir.2 = =2 2 2 Nota: “quando a área for disforme não tenho como aplicar uma fórmula de área.moraes@uniube. x 3 + 3 3 3 3 3 Nota: Observe que todas estas funções. temos Cálculo II Integração de Funções 16 . II. Afinal. Por exemplo. em geral. x + 2. as fórmulas que conhecemos são de áreas com formas pré-definidas”. outras podem ser obtidas adicionando-se constantes à antiderivada. 1 3 1 3 1 1 x . Figura 5 Exemplo 2: 2 ∫x 0 2 2 dx x 2+1 x 3 = 2 +1 3 2 0 2 ∫ x dx = 0 = 23 03 8 − = 3 3 3 Graficamente. “primeiro esqueço o intervalo”. uma vez conhecida uma antiderivada de uma função.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. derivada de uma função f ( x) = x denotada por f ( x) = 2 x . enquanto que F ( x ) = ' 2 é 1 3 x + C denotam antiderivadas de f . substituo o número “2” na variável x e o número “0” subtraio em x . 2 ATENÇÃO: DERIVADA É DIFERENTE DE ANTIDERIVADA. = 2 2² 0 4 − = =2 2 2 2 → Cálculo da área (hachurada): ATriângulo = ⇒ ∫ xdx = 2 0 b. Graficamente temos.h 2.

Supor um período de tempo.ufpb. Apresente por quantos anos o uso da máquina é lucrativo. Sabe-se que certa máquina industrial gera uma receita à taxa de M ( t ) = 5. a. Em relação ao item a. como uma área entre dois modelos propostos. a.br/softwinplot.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.2] e. 4 subintervalos estime a área A . Utilizando-se de médios. para exemplificar e calcular este conceito o Exercício 6 utiliza-se da integral definida. Nota: O Exercício 8 apresenta uma situação-problema relacionada a Receita Líquida de Equipamento Industrial. pois este será uma importante “ferramenta Matemática” às resoluções gráficas das Atividades do Roteiro. Expor uma interpretação gráfica da receita líquida obtida no item b. ∫x 0 2 2 dx = 8 . E. encontre uma expressão para A como um limite.asp . Sem computar o limite propriamente dito. relacionando os pontos amostrais com os pontos 2 8. ou seja. além de propor uma interpretação gráfica do mesmo como uma área entre dois modelos propostos.com/winplot/WINPLOT.m.000 − 20t 2 u./ano. qual a receita líquida gerada pela máquina no suposto período de tempo? c.mat. utilize-se dos extremos direitos e. 3 Figura 6 7. sobre essa “ferramenta Matemática”. Importante: Prezado(a) Aluno(a) sugiro a você iniciar o quanto antes o conhecimento com o Software Matemático Winplot. portanto vamos introduzir brevemente alguns conceitos básicos necessários a resolução desta Atividade proposta.diadematematica. Seja a curva f ( s ) = e −s em I[0.http://www.mat. isto tudo representado quando esta máquina apresentar t anos. procure nos seguintes sites (Inteiramente gratuito!): . b./ano (unidade monetária/ano) e provoca custos que se acumulam à taxa de C ( t ) = 2. interpretando detalhadamente os resultados obtidos. Responda aos itens seguintes.000 + 10t u. A a área da região que está sob a curva proposta. logo a Receita Líquida gerada por uma máquina industrial neste período é a diferença entre a receita total gerada pela máquina e o custo total de operação e manutenção da mesma. além do auxílio às interpretações.html Cálculo II Integração de Funções 17 .html .br/~sergio/winplot/winplot.http://www. Utilize o método do retângulo para o cálculo dos itens abaixo.br Área obtida.m.http://www. b.gregosetroianos. O Winplot é um Software pequeno de fácil manuseio que cabe até mesmo em um disquete.moraes@uniube. Caso você queira informar-se melhor e aprimorar os seus conhecimentos.

moraes@uniube. ∫ 2 −2 ( x 2 + 2 x)dx Sugestão 1: Primeiro observe a Propriedade 5. neste exemplo? E. em I e II e. sugerido neste exemplo. Solução: ∫ I: 2 −2 ( x 2 + 2 x)dx = ∫ ( x 2 + 2 x)dx + ∫ ( x 2 + 2 x)dx −2 0 0 2 ∫ ( 0 −2 ⎛ ⎞ ⎜ x3 x2 ⎟ x + 2 x dx = ⎜ + 2 ⎟ 2 ⎜ 3 ⎜ F ( x) ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ 2 ) 3 2 ⎛ 03 ( −2 ) ⎞ = 0 − ⎛ −8 ⎞ + 4 = − 4 02 ⎞ ⎛ ( −2 ) ⎟ = ⎜ +2 ⎟−⎜ +2 ⎜ ⎟ −2 = a 2⎠ ⎜ 3 2 ⎟ 3 ⎝ 3 ⎠ ⎝ 3 ⎝ ⎠ 0 =b Nota: Lembre-se que para área. compare-o com outro e. ⇒∫ 2 −2 (x 2 4 20 + 2 x)dx = + =8 3 3 ) (“área procurada”) Vamos refletir um pouco? Você notou que é capaz de relacionar a Propriedade 5 à integral definida apresentada. usa-se o valor modular 4 . Note que o intervalo I[ −2. Calcule as seguintes integrais definidas.0] e parte II em I[0. geralmente. além de interpretar o resultado obtido? Percebeu o quanto você é capaz de relacionar e concluir que o aprendizado nada mais é que uma seqüência de conteúdos interligados e.2] . −2] . aprendizado é para sempre! Então.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. pode ser escrito de forma que a área seja dividida em duas partes. ou seja. o que. a.br 9. parte I em I[ −2. releia um tema. você vai verificar estes relacionamentos. vale a pena conquistá-lo! Integração de Funções 18 Cálculo II . este “exercício” irá fortalecer cada vez mais seu aprendizado! Suas “idéias”! E. separadamente. os torna capazes de serem solucionados? Pense nisso e comece a observar com mais intensidade toda a aprendizagem adquirida por você até então! Caso for necessário volte. com isto construir um modelo gráfico para o mesmo. Acredite. em suma dependentes uns dos outros. obter o resultado final. 3 e II: ∫( 2 0 ⎛ ⎞ 2 ⎟ 2 =b ⎜ x3 ⎛ 23 x 2 2 ⎞ ⎛ 03 02 ⎞ ⎛ 8 20 ⎞ = ⎜ + 2 ⎟ − ⎜ + 2 ⎟ = ⎜ + 4⎟ − 0 = x 2 + 2 x dx = ⎜ + 2 ⎟ 0=a 2 2 ⎠ ⎝ 3 2 ⎠ ⎝3 3 ⎠ ⎝ 3 ⎜ 3 ⎜ F ( x) ⎟ ⎟ ⎝ ⎠ ) Sugestão 2: Unir os cálculos efetuados.

uma vez que têm equações da forma y = F ( x ) + C .05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. Teorema: Se f → denotadas através dos gráficos das antiderivadas de uma função f . há uma região abaixo do eixo x e outra acima deste eixo. que no intervalo sugerido na integral definida ∫ 2 −2 ( x 2 + 2 x)dx . de 2 tal forma que. as demais curvas são translações dela. ∫ (5 − 3 0 1 1 − x 2 )dx g. −2 2 ∫ 7x + 8 4 d. escolhendo-se apropriadamente a constante C . cada antiderivada de f ( x ) no intervalo I pode ser expressa na forma F ( x) + C . ∫ 2z 0 2 2 z 3 + 1dz f. 1/ 2 ∫ (z 4 3 − 6 z 2 + 9 z + 1 dz ) e. y ) da curva. igual à soma das duas regiões I e II. b. Graficamente temos.moraes@uniube. E como podemos observar a partir do Teorema que se y = f ( x ) for uma curva integral de f ( x ) . Nota: Curvas Integrais de Cálculo II Integração de Funções 19 . que é igual a 8 .1). Encontre a equação da curva sabendo-se que ela passa pelo ponto (2. sendo a área total da região.br Agora vamos construir a forma gráfica representativa desta função e concluir o resultado obtido. ler atentamente o Teorema e a Nota a seguir. ∫ (w 1 −1 4/3 + 4 w1/ 3 dw ) y = f ( x) no plano xy . Figura 7 Conclui-se. ∫ 3 −3 ( x ² − 9 x)dx h. a reta tangente tem inclinação x . 10. Ou seja. F ( x) for qualquer antiderivada de f ( x) em um intervalo I . Sabe-se que um ponto movimenta-se ao longo de uma curva desconhecida ATENÇÃO: Antes de verificar a solução do Exercício 10. então para qualquer constante C a função F ( x) + C é também uma antiderivada de f ( x) naquele intervalo. Além disso. conforme observado na Figura 7. em cada ponto ( x. 2 ∫ (8 x + 3) xdx 0 1 c.

a reta tangente tem uma inclinação igual a 13.1) e isso nos irá viabilizou determinar um valor específico para a constante de integração C (Solução página 24 e 25). encontre a equação correspondente.br Exemplo: y = 1 3 x é uma curva integral de f ( x) = x 2 . em qualquer ponto 4 x − 5 . viabilizando determinar um valor específico para a constante de integração C . 0. 12.7 ) .1) . Observe na Figura 8 o esboço gráfico da curva representativa de outros valores para a 3 constante de integração C . entre estes valores temos − 2. 1 e 2 .05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. y ) .moraes@uniube. Integração de Funções 20 Cálculo II . (x. ou seja. as demais têm equações na forma 3 y= 1 3 x + C . Se a curva contém o ponto (3. a representação gráfica de qualquer equação desta forma é uma curva 3 Importante! integral. onde 0 ≤ b ≤ π / 2. Encontre a área sob a curva cosseno de 0 até b . y= Figura 8 11. Em uma determinada curva. Na Figura 9 observamos a curva encontrada através da informação dada no Exercício 10 de que a curva passa pelo ponto (2. o valor − 5 / 3 . Fornecida a equação Figura 9 dy = 2 x e a condição inicial de que y = 6 quando x = 2 determine a função dx y ( x) correspondente a tal equação. sendo assim. Observação: Um fato “curioso” e “interessante” neste Exercício 10 é o fato dele fornecer a informação de que a curva passa pelo ponto (2. inversamente. isolando-se uma única curva y = 1 3 5 x − da “família” 3 3 1 3 x + C .−1.

3 0.0 9 − xi* 8. Seja a curva definida por f ( x) = 9 − x em I[0.2 1. utilizando o “método do retângulo”.45 0.9 1.75 1.3) (60.6 0.3] . Cálculo II Integração de Funções 21 .93 2.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. pelo extremo direito e pelo ponto médio da área sob a curva f ( x) = 9 − x em I[0.91 8.64 8.5 1.3) (64. Utilizando-se de 10 subintervalos.15 0.05 1.8 2.1 2.79 8.0 0. 2 encontramos estes subintervalos com mesma largura ∆x = b − a 3−0 = ⇒ ∆x = 0.6 0. abaixo representada.71 ( ) xi* 0.3 .43 7.87 ( ) ∆x∑ f xi* i =1 n ( ) (0.7 9 − xi* 9. Extremo direito Ponto médio Aproximação Extremo esquerdo i 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 xi* 0.97 8.75 5.24 1.35 1. Graficamente. no caso n = 10 .0225 Conforme podemos observar as aproximações da área sob a curva f ( x) = 9 − x 2 em I[0.71 0.35)=19.76 4.19 3.3] . 2 Figura 10 Tabela 1: Detalhes do cálculo de A .moraes@uniube. para as aproximações pelo extremo esquerdo.07) = 18.4 2.24 1.49 0.75 5.8 2.1 2.91 8.76 4.27 5.55 2.64 8.89 7.56 6.4 2. a área A sombreada e.6050 (0.00 8. n 10 obtemos a Figura 10.65 1.9 1.19 7.56 6.5 1.17 6.59 3. com os detalhes dos cálculos no caso n = 10 .95 2.3) (55. a Tabela 1.3 0.00 ( ) xi* 0.7 3.85 9 − xi* 8.19 7.3050 (0. utilizando o ”método do retângulo”.59 3.3] .br 14.25 2.35) =16. n = 10 . ou seja.2 1.

daqui a m meses. como podemos notar tanto a taxa de variação S como a quantidade física Q estão em função do tempo t e. Sabe-se que a partir das 9h começa-se o bombeamento à razão de (150t 2 + 25) gal / h .8557 . o número de pessoas implicadas estará crescendo a uma taxa de 2 + 6 m pessoas por mês. t = b e y = 0 . a. t = a . O número de pessoas implicadas em um grande escândalo governamental cresce a uma taxa preocupante ao governante e seus assessores. se Q é diferenciável.br produziram uma aproximação de 18 unidades quadradas (18. força elétrica. às 13h apresente quantos galões terão sido bombeados para o tanque. água. Supor que a quantidade de algo físico como óleo. porém usando o Teorema Fundamental do Cálculo. n →∞ n i =1 E utilizando a notação de somatório podemos expressar. neste instante 1 curva. 15. Apresente um comentário comparativo a ambos os métodos utilizados e os respectivos valores obtidos. Considerando-se S ( t ) como a taxa na qual a variação se processa no instante t . A = lim b. contagem de bactérias ou fluxo sanguíneo seja. Deseja-se bombear óleo para um tanque de armazenagem. principalmente por motivos de interesse a reeleição e a mesma estar bem próxima. Q ( b ) − Q ( a ) = ∫ Q ' ( t ) dt = ∫ S ( t ) dt b b a a E.0225). Cálculo II Integração de Funções 22 . E. crescente ou decrescente.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. montante de dinheiro. mais o valor numérico encontrado com esta aplicação pode representar a área da região de um plano ty delimitada pelos modelos gráficos de S . f ( x) = 9 − x 2 t seja Q ( t ) uma quantidade física presente. Nota: Antes de iniciarmos a resolução deste Exercício 15 é importante entender alguns conceitos básicos. Exatamente. encontre área A . em quanto crescerá o número de pessoas implicadas neste escândalo? Referencial de Respostas (INTEGRAL DEFINIDA) 7. de alguma forma. Portanto uma estimativa para a área A com n = 4 subintervalos é aproximadamente 0. ∴ A = lim An = lim n →∞ 2 −2 / n −4 / n −6 / n e +e +e + n →∞ n ( + e −2 n / n ) 2 n −2i / n ∑e .b] tem-se que a quantidade de crescimento (ou decrescimento) entre t = a e t = b é expressa por. 16. Um estudo é realizado e indica que. então Q ( t ) = S ( t ) . Com vista ao cálculo desta mesma em I[0. Caso ' S ( t ) > 0 (ou S ( t ) < 0 ) em I[a . para o tempo t (em horas) após 9h .moraes@uniube. Nos próximos quatro meses.3] .

M ( t ) = 5.000 − 20t 2 C ( t ) : custo total de operação e manutenção da máquina em t anos. Portanto.000 u. Dados: M ( t ) : receita total gerada pela máquina num período de t anos. como calculado acima M ( t ) = C ( t ) ou t = 10 anos. é aconselhável iniciar este Exercício 8. Portanto. em 2 t no 7 2 c. 10 anos.m. Solução: 2 e C ( t ) = 2. esboçando graficamente os modelos propostos M ( t ) e C ( t ) . Solução: Nota: Como forma de melhor visualizar a situação-problema apresentada. conclui-se que o uso da máquina será lucrativo enquanto a taxa na qual a receita é gerada for maior do que a taxa em que os custos se acumulam. b.000 + 10t 2 a. E. 679 64 ∫ 2 0 2t 2 t 3 + 1dt 2 2 3 t + 1 3t 2 dt 3 ∫0 ∫ 2 0 2t 2 t 3 + 1dt = ( ) Integração de Funções 23 Cálculo II . Como podemos observar graficamente. 216 d. b. 9. C ( t ) = 2. portanto realizamos a diferenças dos mesmos para representa a taxa de variação da receita líquida gerada pela máquina no suposto período de tempo. respectivamente.000 − 20t intervalo I[0. ou seja. obtida via integral definida entre os modelos propostos M ( t ) = 5.br 8. c. a região sombreada representa a área da receita líquida. e. para melhor concluir sabe-se que os modelos M ( t ) e C ( t ) representam as taxas de variação da receita e custos totais. Graficamente temos.10] .moraes@uniube.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.000 + 10t . ou seja. temos que a receita líquida para os próximos 10 anos denotada através do uso da integral definida é de 20.

em que x = 2 e É indicado pelo Exercício 10 que a curva passa pelo ponto (2. dx 3 específico para C usando estes valores fornecidos por este ponto que representa o par ordenado ( x. Solução: ∫ 3 −3 ( x ² − 9 x)dx 3 3 ∫ 3 −3 ( x ² − 9 x)dx = ∫ x ² dx − ∫ 9 xdx −3 −3 x 9 x1+1 = − 2 + 1 −3 1 + 1 2 +1 3 3 −3 = x 3 3 3 − −3 9x 2 2 3 −3 54 ⎛ 3³ (−3)³ ⎞ ⎛ 9.moraes@uniube.br 3 2 t +1 2 = 0 3 3 2 4 4 4 4 104 3/ 2 3/ 2 3/ 2 = ( 8 + 1) − ( 0 + 1) = ( 0 + 1) = ( 27 − 1) = 9 9 9 9 9 ( ) 3/ 2 f.1) . y ) .(3)² 9. obtém-se o valor específico procurado para C . assim pode-se encontrar um valor y = 1 .05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.(−3)² ⎞ ⎛ 27 27 ⎞ ⎛ 81 81 ⎞ 54 −0= =⎜ − − ⎟−⎜ ⎟ =⎜ + ⎟−⎜ − ⎟ = 3 ⎠ ⎝ 2 2 ⎠ ⎝ 3 3 ⎠ ⎝2 2⎠ 3 3 ⎝3 3 54 ∴ ∫ ( x ² − 9 x)dx = −3 3 h. Solução: ∫ (w 1 −1 4/3 + 4 w1/ 3 dw ) ∫ (w 1 4/3 −1 + 4 w1/ 3 dw = ) 3 7/3 3 w + 4 w4 / 3 7 4 1 −1 = 3 ⎛ 3 ⎞ 6 + 3 − ⎜ − + 3⎟ = 7 ⎝ 7 ⎠ 7 10. Solução: Sabe-se que 1 dy = x 2 . observe: Cálculo II Integração de Funções 24 . então y = ∫ x 2 dx = x 3 + C . Substituindo-se estes valores na equação acima. 5− 3π 4 g.

15.1) é 11. Portanto. A antiderivada procurada é dada por y = x + 2 .br 1= 1 3 8 8 5 2 + C ⇒ 1 = + C ⇒ 1− = C ⇒ C = − 3 3 3 3 ( ) Portanto. com vista ao cálculo da f ( x) = 9 − x 2 em I[0. podemos confirmar o resultado obtido em ambos os métodos utilizados e afirmar que a área exata A é de 18 unidades quadradas. Solução: Importante! Após relacionarmos os conceitos supracitados. Porém. y = 2 x − 5 x + 4 2 13. 2 y= 1 3 5 x − . I[a . sen(π / 2) = 1 Solução: Através do Teorema Fundamental do Cálculo temos o cálculo da área mesma curva. a EQUAÇÃO DA CURVA que ela passa pelo ponto (2. não podemos deixar de comparar e ressaltar que o cálculo de A . 3 3 12. Supor. exatamente. retângulo”.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. em relação ao “método do retângulo”.3] . através do Teorema Fundamental do Cálculo. através do Teorema Fundamental do Cálculo é claramente mais rápido e objetivo.moraes@uniube. as 13h. S ( t ) = 150t1/ 2 + 25 Cálculo II Integração de Funções 25 . ao proposto no Exercício 15 não é difícil entender o processo de resolução o qual deseja-se saber quantos galões terão sido bombeados para o tanque. S ( t ) = taxa na qual a variação se processa no instante t (razão para o tempo t pós 9h). A . porém utilizando as aproximações através do “método do x3 3 ⎛ 27 ⎞ 0 = ⎜ 27 − ⎟ − 0 = 18 3 3 ⎠ ⎝ A = ∫ 9 − x 2 dx = 9 x − 0 3 ( ) Concluímos que na observação ao cálculo de A .4] → Como a Atividade 3 pede quantos galões terão sido bombeados para o tanque.b] = I[0. 14.

surge tanto nos termos F ( b ) quanto F ( a ) . dP = taxa de variação do número de pessoas implicadas neste escândalo em relação ao tempo m . Desta forma a constante C quando representada em uma integral definida.br exatamente. porém é eliminada quando se realiza a subtração. S ( t ) = 150t 1/ 2 . a integral definida é denotada como a variação da antiderivada entre x = a ∫ b a f ( x)dx = F (b) −F (a ) . temos portanto das 9h as 13h . as 13h. sabendo-se que a razão fornecida é para o tempo t após 9h . em I[ a . o número de pessoas envolvidas neste escândalo crescerá nos próximos quatro meses. 16.moraes@uniube. podemos sempre omitir a constante C nas aplicações de integrais definidas.b] . dm dP = 2+6 m dm Pergunta: Em quanto crescerá o número de pessoas envolvidas neste escândalo. Cálculo II Integração de Funções 26 . Nota: A integral definida de antiderivada de f ( x) . após as 9h até as 13h terão sido bombeados para o tanque 900 galões de óleo. em torno de 40 pessoas. um intervalo de 4h . Sendo assim. nos próximos quatro meses? Logo. Solução: Supor. onde F é uma e x=b. é a diferença f ( x) . m : meses P ( m ) : número de pessoas implicadas neste escândalo daqui a m meses.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. 4 + 25 )dt = ⎡100t 3/ 2 + 25t ⎤ 0 = 900 ⎣ ⎦ + 25 = ∫ (150t 4 0 1/ 2 Portanto. ou seja. com a aplicação de integral definida temos: P ( 4 ) − P ( 0 ) = ∫ 2 + 6 m dm = ( 2m + 4m3/ 2 + C ) 4 0 ( ) 4 0 3/ 2 3/ 2 = ⎡2 ( 4) + 4 ( 4) + C ⎤ − ⎡2 ( 0) + 4 ( 0) + C ⎤ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ = ( 40 + C ) − ( 0 + C ) = 40 Portanto.

∫ f ( x. foi na Agora integre o resultado deste cálculo. Logo. no qual encontramos o valor 3x . Elas são conhecidas como INTEGRAIS DUPLAS e são calculadas por um processo que envolve a antiderivação parcial iterada (integral dupla). “tratando” x como uma constante.moraes@uniube. vamos observar o resultado de uma função de uma única variável x . y . Assim.br INTEGRAIS DUPLAS Trata-se de integrais definidas a partir das funções envolvendo duas variáveis. E. ∫ ⎡ ∫ f ( x. enquanto x é mantido fixo. ∫∫ 1 2 0 −1 xy 2 dydx ∫ 2 −1 xy 2 dy = x = y 2+1 2 +1 y =2 y =−1 =x y3 3 y =2 y =−1 1 = x y3 3 y =2 y =−1 = 1 3 xy 3 y =2 y =−1 1 1 1 1 8 1 9 3 3 x ( 2 ) − x ( −1) = x8 − x ( −1) = x + x = x = 3 x 3 3 3 3 3 3 3 Atenção: Observe que os limites da integração −1 e 2 referem-se à variável variável y que substituímos estes limites. nos limites da integração 0 e 1 . na forma abreviada temos. neste exemplo. y ) dydx b d a c → denotado por INTEGRAL DUPLA (INTEGRAL ITERADA OU REPETIDA). na qual deverá ser integrada em relação à variável x entre x = a e x = b . ou seja.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. Exemplo 1: Solução: Primeiro resolva a integral mais interna em relação à variável y . y ) dy ⎤dx ⎢ ⎥ ⎣ ⎦ b d a c Nota: No cálculo da integral dupla primeiro calculá-se a integral definida mais internamente. Cálculo II Integração de Funções 27 . Importante! COMO CALCULAR UMA INTEGRAL DUPLA? Notação: ∫ ∫ f ( x. em relação a variável x . y ) dy d c tomando a antiderivada de f em relação a variável y .

substituídas por y durante a integração da parte I. ∫∫ 1 2 0 −1 1⎛ 1 xy 2 dydx = ∫ ⎜ xy 3 0 3 ⎝ y =2 y =−1 1 3 2 ⎞ ⎟ dx = ∫0 3xdx = x 2 ⎠ 1 0 = 3 2 Exemplo 2: ∫∫ 0 1 x 2 x 160 xy 3 dydx Importante! Observe que os limites variáveis de integração para a integral interna apresentam-se como funções de x . a qual será integrada nos limites da integração 0 e 1. a qual será integrada entre os limites constantes. para a x2 160 xy dydx 3 parte interna. ou seja. de uma forma mais “elegante”. observe que o resultado obtido será uma expressão contendo somente a variável x .moraes@uniube. expor os cálculos efetuados separadamente por meio mais compacto. serão ∫ x 2 x 160 xy 3 dy = 160 ∫ 2 xy 3 dy = 160 x x x 1 4 y 4 y= x y = x2 = 40 x ⎡ ⎢ ⎣ ( x) −(x ) ⎤ ⎥ ⎦ 4 2 4 Nota: Na parte II. representados no I ⎡ x2 . Na resolução. I: x2 e x . estas funções serão substituídas por y durante a primeira integração. ou seja.br ∫∫ 1 2 0 −1 xy 2 dydx = ∫ 3 xdx = 3 0 1 x1+1 1 x2 =3 0 1+1 2 1 0 = 3 2 x 2 1 0 = 3 3 3 (1) − ( 0 ) = 2 2 2 Para finalizar o resultado obtido.1] . Atenção: Geralmente. os limites de integração externos devem ser constantes de forma que a resposta final represente um valor constante. são funções de x. ⎣ x⎤ ⎦ . Nota: Atenção às “idéias”. resultando somente a variável x . No desenvolvimento deste exemplo as funções. representados no I[0. II: ∫∫ 0 1 x x2 160 xy 3 dydx = ∫ 40 x ⎡ ⎢ 0 ⎣ 1 ( x ) − ( x ) ⎤dx = 40∫ x ⎡( x ) − ( x ) ⎤dx ⎥ ⎢ ⎥ ⎦ ⎣ ⎦ 4 2 4 1 4 2 4 0 Cálculo II Integração de Funções 28 . Em contra partida os limites internos podem ser funções da variável em relação a qual a 2ª integração deve ser integrada. Solução: ∫∫ 0 1 x Nota: Observe que os limites de integração neste exemplo 2.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola.

∫∫ R f ( x. as somas S n denotadas em (1) aproximam um limite chamado de INTEGRAL DUPLA de f em R . estas retas paralelas dividem R em pequenos retângulos de área ∆A = ∆x∆y ? Sim. y ) dxdy R R Assim. . yk ) ∆Ak k =1 n (1) f contínua em R têm-se que. Suponha que f ( x. y ) seja definida em uma região retangular R denotada por R : a ≤ x ≤ b. caso estas áreas forem numeradas em alguma ordem. R coberta por retas paralelas aos eixos x e y . y ) dA ou ∫ ∫ f ( x. Desta forma. yk ) em cada retângulo da área expressa ∆Ak ? Sim. à medida que a estas retas paralelas sofrem partições bidimensionais para fazer tanto ∆x quanto ∆y tenderem a zero. Logo. E. ∆A1 . yk )∆Ak ∆A→0 k =1 n Cálculo II Integração de Funções 29 .moraes@uniube.br ⎡⎛ 1 ⎞ 4 = 40∫ x ⎢⎜ x 2 ⎟ − x 2 0 ⎢⎝ ⎠ ⎣ ⎡1 ⎡1 ⎤⎤ = 40 ⎢ x 4 − ⎢ x10 ⎥ ⎥ ⎣10 ⎦ ⎦ ⎣4 1 ( ) 4 ⎤ 1 1 ⎡ ⎤ ⎥dx = 40∫ x ⎣ x 2 − x8 ⎦dx = 40∫ x3 − x9 dx 0 0 ⎥ ⎦ 40 4 4 ⎡ 40 10 10 ⎤ x =1 (1 − 0 ) − ⎢ 10 (1 − 0 )⎥ = 10 − 4 = 6 x =0 = 4 ⎣ ⎦ ( ) Lembrar que o numeral 40 deve ser distribuído para ambos os termos no colchete → Propriedade Distributiva. ∆A2 .05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. PROPRIEDADES DE INTEGRAIS DUPLAS Como estudado em integrais de uma variável. integrais duplas de funções contínuas têm propriedades algébricas que são úteis em cálculos aplicações. ou seja. ∆An . c ≤ y ≤ d . teremos como “Imagine” escolher um ponto soma: ( xk . formamos a S n = ∑ f ( xk . Expresso por. y ) dA = lim ∑ f ( xk . Sendo ∫ ∫ f ( x.

∫ ∫ f ( x. caso R representar a união de dois retângulos não sobrepostos R1 e R2 . y )dA . c ≤ y ≤ d temos.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. y )dA ≥ 0 se f ( x. Nota: O TEOREMA DE FUBINI.1 − 2. y ) dA . y ) = 1 − 6 x R 2 y e R : 0 ≤ x ≤ 2. y )dA = ∫ ∫ f ( x. y )dA = ∫ ∫ (1 − 6 x y ) dxdy = ∫ 1 2 2 R −1 0 ⎡ ⎛1 3 ⎞ ⎢x − 6⎜ 3 x y ⎟ −1 ⎝ ⎠ ⎣ 1 1 x=2 x =0 ⎤ ⎥dy ⎦ = ∫ ⎡ x − 2 x3 y −1 ⎣ 1 ( ) x=2 x =0 ⎤dy = ⎡( 2 − 0 ) − 2 23 y − 03 y ⎤ dy = [ 2 − 16 y ] dy ∫−1 ⎣ ∫−1 ⎦ ⎦ 1 ( ) ⎡ ⎛1 ⎞ = ⎢ 2 y − 16 ⎜ y 2 ⎟ ⎝2 ⎠ ⎣ y =1 y =−1 ⎤ 2 ⎥ = ⎡2 y − 8 y ⎤ ⎣ ⎦ ⎦ y =1 y =−1 = ⎡ 2. Solução: (Pelo TEOREMA DE FUBINI) ∫ ∫ f ( x. y ) em R R R Propriedade 4. y ) )dA = ∫ ∫ f ( x. y ) for contínua na região retangular R : a ≤ x ≤ b.12 − 8.br Propriedade 1. y ) ± g ( x. Propriedade 2. Aditividade: ∫ ∫ f ( x. ∫ ∫ f ( x. ∫ ∫ ( f ( x. TEOREMA DE FUBINI Se f ( x. y )dA = k ∫ ∫ f ( x. y ) se f ( x. y )dA = ∫ ∫ f ( x. y )dA para f ( x. ( −1) − 8.moraes@uniube. Cálculo II Integração de Funções 30 . y )dydx d b b d R c a a c Exemplo 3: Calcule ∫ ∫ f ( x. y )dxdy = ∫ ∫ f ( x. y )dA ± ∫ ∫ g ( x. y ) ≥ 0 em R R b. y )dA ≥ ∫ ∫ g ( x. Dominação: a. y )dA R R R ∫ ∫ f ( x. y ) ≥ g ( x. Múltiplo Constante: ∫∫ R kf ( x. para todo número k (constante). publicado em 1907 por Guido Fubini retrata que a integral dupla de qualquer função contínua sobre um retângulo pode ser calculada como uma integral iterada (integral dupla) em qualquer ordem de integração. ( −1) ⎢ ⎣ ( ( 2 ))⎤⎥⎦ = ( 2 + 2 ) − ( 8 − 8 ) = 4 unidades cúbicas. y )dA + ∫ ∫ R R1 R2 f ( x. − 1 ≤ y ≤ 1 . Soma e Diferença: Propriedade 3.

moraes@uniube. 0. x= ⎦ 0 ⎣ 0 ⎝2⎠ 2 0 ∫ (1 − 6 x y ) dydx = ∫ 1 2 −1 2 0 ( ) ( ) ( ) Nota: Além das Integrais Duplas sobre Retângulos. ∫∫ R f ( x. porém neste contexto vamos nos ater apenas as “idéias” e conceitos básicos estudados até então. temos também as Integrais Duplas como Volumes. porém “trocando” a ordem de integração. a. 17.5e − 1 b. ∫∫ 1 r 0 0 1 1 r 2 e sr dsdr e h dgdh b.br Nota: Observe agora o resultado obtido com o mesmo exemplo supracitado. 1 Cálculo II Integração de Funções 31 . Calcule as seguintes integrais duplas.05/11/2007 Educação e Responsabilidade social Curso de Engenharia Professora: Fabíola Eugênio Arrabaça Moraes fabiola. a. y )dA = ∫ ⎡ ⎛ 1 2 2 ⎞ y =1 ⎤ ⎢ y − 6 ⎜ 2 x y ⎟ y =−1 ⎥dx ⎝ ⎠ ⎣ ⎦ 2 2 2 2 = ∫ ⎡ y − 3 x 2 y 2 y =1 1 ⎤dx = ∫ ⎡(1) − 3 x 2 (1) ⎤ − ⎡( −1) − 3 x 2 ( −1) ⎤ dx y =− ⎦ ⎥ ⎢ ⎥ 0 ⎣ 0 ⎢ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ 2 2 ⎛1⎞ 2 = ∫ ⎡1 − 3 x 2 + 1 + 3 x 2 ⎤ dx = ∫ 2dx = 2 ⎜ ⎟ x 2 x =0 = 22 − 02 = 4 unidades cúbicas. ∫∫ 0 1− h Referencial de Respostas (INTEGRAL DUPLA) 17. entre outros conceitos bastante interessantes e com muitas aplicações.

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