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POLUIÇÃO DO SOLO O desenvolvimento tecnológico da civilização moderna tem produzido uma série de substâncias que contaminam a atmosfera, o solo

os rios e os mares, poluindo dada vez mais o ambiente em que vivemos. O solo, corpo vivo, de grande complexidade e muito dinâmico, tem como componentes principais a fase sólida (matéria mineral e matéria orgânica), o ar na designada componente “não sólida”. O solo deve ser encarado como interface entre o ar e a água (entre a atmosfera e a hidrosfera ), sendo importante à produção de biomassa. Assim, o solo não é inerte, o mero local onde assolamos os pés, o simples suporte para as habitações e outras infraestruturas indispensáveis ao homem, o seu “caixote de lixo”!. Sempre que lhe adicionamos qualquer substância estranha, estamos a poluir o solo e, direta ou indiretamente, a água e o ar. Para que o solo mantenha as múltiplas capacidades de suporte dos sistemas naturais e agrícolas, é fundamental que as suas características estruturais permaneçam em equilíbrio com os diversos sistemas ecológicos. O uso da terra para centros urbanos, para atividades agrícolas, pecuária, tem tido como conseqüência elevados níveis de contaminação.De fato, aos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de lixo no solo e águas, deposição não controladas de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e até aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias atividades. Assim, ao longo dos últimos anos, temos detectado numerosos casos de contaminação do solo em zonas rurais e urbanas. A contaminação do solo tem-se tornado uma das preocupações ambientais uma vez que, geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar na origem de problemas de saúde pública. Os principais fenômenos de degradação dos solos são a contaminação por: • Resíduos sólidos e líquidos provenientes de aglomerados urbanos, na medida em que na maioria são depositados no solo sem qualquer controle, levando a que os lixiviados produzidos e não recolhidos para posterior tratamento, contaminem facilmente solos e águas, e por outro, o metano produzido pela degradação anaeróbia da fração orgânica dos resíduos, pode acumular-se em bolsas, no solo, criando riscos de explosão; • Águas contaminadas, efluentes sólidos e líquidos lançados diretamente sobre os solos e/ou deposição de partículas sólidas, cujas descargas,continuam não controladas, provenientes da indústria química, destilarias, indústria de celulose, indústria de curtumes, indústria cimenteira, centrais termo-elétricas e atividades mineira e siderúrgica, assim como aquelas cujas atividades industriais constituem maiores riscos de poluição para o solo. • Efluentes provenientes de atividades agrícolas, de onde se destacam aquelas que apresentam um elevado risco de poluição, como sendo, as agro-pecuárias intensivas (suinoculturas), com taxa bastante baixa de tratamento de efluentes, cujo efeito no solo depende do tipo deste, da concentração dos efluentes e do modo de dispersão, os sistemas agrícolas intensivos que têm grandes contribuições de pesticidas e adubos podendo provocar a acidez dos solos, que por sua vez facilita amobilidade de metais pesados, e os sistemas de rega, por incorreta implantação e uso, podem originar a salinização do solo e/ou toxidade das plantas com excesso de nutrientes; • Uso desmedido das lamas de depuração e de águas residuais na agricultura, por serem materiais com elevado teor de matéria orgânica e conterem elementos biocidas que deverão ser controlados para reduzir os riscos de acumulação.

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