Paola Fabres

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Projeto Gráfico de Capa e Miolo: Paola Fabres Direção Editorial: Márlon Calza Revisão Editorial: Janice Mayer e Ubirajara Machado Produção Editorial: CopyStar

FABRES, Paola. O Design Gráfico Contemporâneo e suas Linguagens Visuais. Porto Alegre: Uniritter, 2011 Bibliografia ISBN 978 - 85 - 04 - 01560 - 4

Campos Porto Alegre Orfanatrófio, 555 Alto Teresópolis - Porto Alegre / RS CEP 90840 - 440 (051) 3230 3333 / (051) 3027 7300

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) Eccentricity and individual expression were much sought after and ceased to be looked down upon.. (. design was back offering cheeky and surprising design solutions.. Instead of concepts that had to win majorities.All of a sudden. an immensely vital and multi-faceted wave broke free. Niklaus Troxler 7 .

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............................................. 107 9 ....... 55 Retrô: Referências e Historicismos na Criação Gráfica ....................................................................................................................................................... 11 Introdução .............................................. 21 Caos Formal: A Informação e a Poluição Visual no Trabalho Gráfico ................... 15 Heterogêneo: A Hibridização e a Heterogeneidade na Expressão Gráfica Contemporânea .......................SUMÁRIO Prefácio ......................................................................................................... 41 Tipos: A Desconstrução e a Exploração Tipográfica ............ 91 Conclusão ................................................ 75 Conceitualismo: A Reflexão e a Crítica como Discurso no Trabalho Gráfico ...................................................................

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Pode-se observar. simbólico ou estético. filosófico ou cultural. vindo a construir. 11 . mais especificamente. assim como seu raciocínio criativo. ao longo das transformações tecnológicas. econômico. sejam elas no campo histórico. geográfico. seu entorno e sua produção. tecnológico. O estudo sobre a expressão artística ou. colaborando sempre na construção da cultura visual de uma determinada época e na representação da forma de expressão e reflexão de uma sociedade.PREFÁCIO Vivemos em um mundo de imagens. Tal influência afetará diretamente os códigos da comunicação visual. altera-se a forma de pensamento do ser humano. Essas imagens tem estado intimamente vinculadas ao contexto no qual se encontram. durante a história humana. Temos a transposição de signos e símbolos ao longo do tempo e a reprodução de narrativas repetidas. essa relação direta entre indivíduo. então. Desde os primórdios da civilização até a vida de hoje o homem se apegou à representação imagética. tenha essa um fim comunicativo. sobre a produção gráfica de uma sociedade não deve estar dissociado da análise de seu contexto geral. a produção criativa de um determinado momento atua como agente de seu tempo. entretanto. O estudo desta contextualização subentende a relevância das mais variadas influências. as características e os estilos referentes à produção criativa. No decorrer do tempo. culturais e comportamentais da sociedade.

o termo apenas indica uma estética visual dominante em uma época e em um lugar determinado. tem se apresentado de forma significativa e cada vez mais acelerada. 12 . de uma escola ou de uma época. ou teriam também os estilos se transformado ao longo do tempo. de um gênero. da comunicação e da globalização. na maioria das vezes. fundamentalmente. Estaria. causando qualquer tipo de inovação também no campo criativo? Seria possível identificar um estilo na produção gráfica nesse período contemporâneo. afetadas pela tecnologia. então. As transformações da estrutura da sociedade. respondendo formalmente ao perfil e à visão de seu período.Define-se aqui estilo como uma referência à feição especial típica de um profissional. restando cada vez mais uma aglomeração de repertórios e informações visuais dissociadas umas das outras? O presente livro busca. caracterizado por transformações abismáticas nos campos da tecnologia. Os estilos artísticos construíram e caracterizaram suas épocas. visando a apresentação de trabalhos gráficos que provoquem essas questões. a discussão sobre o diálogo estético que vem sendo comunicado nas últimas décadas e como se dá a caracterização dessa linguagem visual. o contexto atual.

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nos livros. em campanhas publicitárias. Percebe-se criações gráficas nos comerciais televisivos. nas interfaces gráficas. atento às novas questões ou novas necessidades da sociedade. Sabe-se hoje que toda informação que nos atinge em um curto período de tempo equivale à informação percebida de uma vida inteira da sociedade de 60 anos atrás. nas superfícies têxteis. mas ao mesmo tempo atento e minucioso do mundo. cresce a quantidade de informação visual que o mundo nos propõe. sejam essas no âmbito material ou intelectual. 15 . O designer deve estar constantemente focado nas novas transformações no comportamento humano.INTRODUÇÃO Em paralelo com o amadurecimento da atuação do design. O profissional da criação gráfica possui um mundo de referências em seu entorno e deve usufruir desse “bombardeamento” para alimentar seu repertório visual. nos muros de ruas. A cultura visual tem ampliado seus horizontes e se faz presente constantemente na vida cotidiana do ser humano. A criatividade está diretamente relacionada a uma postura ativa que provém de um olhar amplo. Tem seu próprio nascimento atrelado às características de uma sociedade capitalista e liberal que colaboraram com o aumento considerável do consumo através de necessidades cada vez mais presentes e subjetivas. entre outras várias manifestações da sociedade atual. nos materiais gráficos. É possível observar no campo do design uma relação direta entre a sociedade e seu consumo.

deve-se buscar entender as grandes questões que dão existência a esse contexto marcado pela impossibilidade de categorias e pelo alargamento dos próprios limites da arte e da criação. da interatividade.Perante todo esse repertório de informações. O trabalho de design deve sempre observar o contexto social. Atualmente. informação ou comunicação visual. em grande parte. caracterizado pela ausência de critérios canônicos e pelo conceito do “tudo pode”. uma nova organização na sociedade. Percebe-se. O desenvolvimento da capacidade criativa e expressiva do homem tem se adiantado na tradução do mundo caótico em que vivemos. As possibilidades proporcionadas pelas 16 . agora. É possível perceber. A velocidade de metamorfose da expressão artística e criativa vem se acelerando com o tempo. na última metade do século XX. Na verdade. relevar a transformação do pensamento do homem e as noções e discernimentos da compreensão de símbolo e imagem. um pluralismo globalizado em termos de produção criativa. à questão tecnológica. Á medida que entramos mais e mais na era digital. atribuindo esse quesito. o designer gráfico ou profissional de criação deve praticar a busca pelo entendimento sobre as respostas criativas do seu entorno. inclusive sobre a produção gráfica atual. o conhecimento sobre as referências externas aprofundará a abordagem de qualquer trabalho. Ainda assim. e o design gráfico também atravessa essas mudanças. da virtualidade e de questionamentos que pontuam novas configurações artísticas. o “banquete visual”das expressões gráficas torna-se cada vez mais farto e. o design vai se transformando e passa a apresentar uma nova geração de profissionais que questionam as formas de percepção existentes e as noções estabelecidas. o hibridismo apresenta-se como uma característica recorrente da atualidade ao ser refletido na produção da sociedade. as alternativas de soluções gráficas são infindáveis. A produção contemporânea vem manifestando-se através da experimentação. Ao lidar com qualquer tipo de criação. atualmente.

O Mundo Contemporâneo O mundo mudou muito nos últimos cinqüenta anos. alguns dos pressupostos mais caros do campo do design estão caindo por terra. de forma a enriquecer o conhecimento do leitor sobre a criação projetual e auxiliar não apenas no entendimento da expressão alheia. pode-se identificar a necessidade de observação da sociedade através de outros olhos. mas cuja resolução antes era menos premente. 17 . Rafael Cardoso. e. consumo e uso. Com o ingresso na era digital. tanto que fica cada vez mais difícil encontrar pontos de tangência que justifiquem agrupar em um mesmo capítulo a realidade de dez ou quinze anos atrás com o mundo distante das décadas de 1950 e 1960. Esse período de transformação passa a exacerbar uma série de questionamentos e contradições que estiveram sempre latentes. Os avanços da informática vêm impondo crescente fluidez nos processos de produção. softwares. maquinários de impressão e tantas outras facilidades agregam ao designer uma infinita capacidade de expressão e maior agilidade no momento produtivo. cada vez mais. então.ferramentas. como no da sociedade atual em geral. A produção e expressão criativa dessa época sofrem grandes mudanças. A erudição sobre a identificação de inovações que pontuam o repertório atual de criação muito colaborará na formação de nossa bagagem criativa individual e auxiliará. O propósito deste livro é proporcionar e estimular a busca por essa compreensão. nas quais conceitos já consagrados do universo gráfico passam a ser reconsiderados. 2OO8. A partir das décadas de 1970 e 1980. na produção de uma comunicação visual eficiente e atualizada no seu contexto. por conseguinte. fica cada vez mais nítido que os velhos paradigmas já não servem mais.

Body Arte e Video Art foram alguns dos grupos ou manifestações que não apenas alteraram os horizontes artísticos como também trouxeram ao design gráfico um exemplo de liberdade criativa e discursiva. do que pelo resultado formal da obra em si. A arte nesse novo período não mais se restringia à apresentação formal e racional. colaborando com a hibridização de vocabulários visuais em geral. Flávio Vinícios Cauduro. 2000 Tem-se também. uma vez que o artista começou a se interessar muito mais pelo discurso por trás da obra. mais descontraídas (retorno à ornamentação. buscando a autenticidade artística. Pelo contrário. ao humor e à improvisação) para fugir da esterilidade das formas modernistas. Arte Minimalista. os materiais e meios utilizados e a na rrativa crítica apresentada se tornavam peças-chave. Segundo Roxane Jubert (2006). a televisão. raciocínios como o processo criativo. nessa época. o final do século XX foi marcado por uma nova concepção dentro da proposta criativa. Ou seja. ampliando-se através de novos suportes e propondo um caráter totalmente plural e híbrido da arte contemporânea. encorajando o mundo gráfico a se readaptar e reorientar. É evidente que o avanço tecnológico desse período colabora também com a composição de uma nova linguagem na criação artística. o cinema e o computador. O pós-modernismo no design é uma reação intuitiva da nova geração de designers aos excessos racionalistas e positivistas dos programadores visuais dos pós-guerra. ao simbolismo. inclusive no repertório gráfico. Nova Figuração. quando jovens designers começam a propor alternativas nãodogmáticas. que se tornaram presentes 18 . Fluxus. Arte Conceitual. Land Art.A monotonia e pasteurização do design ocidental vai começar a ser contestada a partir dos anos 60. sobrepondo-se ao objeto artístico. diversas ramificações que propuseram a transformação da imagem e da comunicação. movimentos como o da Arte Pop. Arte Póvera. Tecnologias como a imagem digital. Isso resultou em uma arte muito mais livre.

uma única solução que resolva todos os problemas. estimularam a poética criativa. inspira um novo imaginário. e a crítica e a reflexão como discurso do trabalho gráfico. Noções de legibilidade (na tipografia). são alguns exemplos de classificações da estética contemporânea que observaremos a seguir. principalmente pelo ponto de vista de uma maior liberdade de expressão e autonomia criativa. A marca registrada da pós-modernidade é o pluralismo. re-apropriadas e renovadas. a abertura para posturas novas e a tolerância para posições divergentes.na sociedade contemporânea. a desconstrução tipográfica. as regras já pré-concebidas passam a ser reavaliadas e a expressão gráfica como um todo passa a sofrer marcantes transformações inclusive no âmbito formal e organizacional. ou seja. pode-se argumentar que ela também trouxe no seu bojo novos limites para a imaginação humana. Na produção criativa. colaborando com novas propostas na comunicação. A comunicação imagética. única narrativa que amarre todas as pontas. o alto grau de informação visual no espaço gráfico. de funcionalismo e a própria idealização de clareza e eficiência na comunicação são algumas das preocupações que foram desafiadas. Já não existe mais a pretensão de encontrar uma única forma correta de fazer as coisas. a partir do final do século XX e início do século XXI. 19 . sem sombra de dúvida. marcado pela retórica da ‘inclusividade visual’. provocando novas linguagens e características gráfico-visuais. Representações formais híbridas e com técnicas heterogêneas. uma grande dose de liberdade no exercício do design. Ao mesmo tempo em que a popularização das tecnologias digitais injetou. historicismos e expressões retrós.

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1 HETEROGÊNEO A Hibridização e a Heterogeneidade na Expressão Gráfica Contemporânea 21 .

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que leva ao mundo a informação criativa. O acesso global de toda a comunicação visual. mistura essa reprimida pela imagem moderna. enseja analisar as manifestações culturais como resultado da mistura dessas expressões. construída a partir da fusão de manifestações gráficas díspares. Essas características se tornam freqüentes nos trabalhos gráficos da contemporaneidade e refletem a estrutura híbrida da sociedade atual. A globalização é também um fator contribuinte para o surgimento do hibridismo na expressão gráfica dos últimos tempos. O conceito de hibridização. 18 23 23 . o que vem gerando uma outra concepção criativa causada pelo pluralismo cultural. sem ver nisso uma perda de ordem ou valor. resultando em dimensões múltiplas da expressão gráfica. As imagens pós-modernas passaram a expressar cultivar uma linguagem heterogênea. confundindo formas. facilitada pela tecnologia. produzida pelos mais diversos povos e países. traços e técnicas variadas. traz na cultura imagética uma criação coletiva de tribos. sendo ela a grande responsável pela unificação de culturas na manifestação artística e gráfica.A visualidade contemporânea tem como característica primordial a fusão de elementos e linguagens.

desde 1999 24 24 . projeto editorial Samsam. projeto de cartaz virtual para o Teatro Biel Solothurn. Suíça. Holanda. 2008 Studio Boot. revista infantil.Stephan Bundi Boll Design.

cartaz de 70 anos Expo-Toledo. sítio virtual e cartaz para palestra. 2010 25 25 . 2007 Rafaél López Castro y Germán Montalvo.Martin Venezky. México.

1989 26 26 . I follow the instincts of my senses or my imagination. (Não importa quão rápido um computador trabalhe. 2002 Makoto Saito.No matter how fast the computer can work. my imagination is always much faster. Japão. Eu sigo os instintos dos meus sentidos e da minha imaginação). cartaz para a empresa Tomato Bank Co. minha imaginação é sempre mais rápida. Makoto Saito..

Japão. 1987 27 27 . cartaz para a empresa Alpha Cubic. cartaz para a empresa Alpha Cubic. Japão. 1993 Makoto Saito.Makoto Saito.

2005 28 . cartaz para a empresa Alpha Cubic. 1988 Há uma tendência nas imagens pós-modernas de cultivar a polissemia. de alcance global.Makoto Saito. Japão. Maria Beatriz Rahde e Flávio Vinícios Caurudro. a indeterminação. A nova visualidade pós-moderna é cada vez mais heterogênea e complexa pela liberalidade e profusão dos pontos de vista dos discursos artísticos atuais. acrescidos dos novos meios de comunicação audiovisuais. o que vem gerando uma outra concepção para os mitos contemporâneos.

1998 29 29 . cartaz para os 100 anos de aniversário do colégio Kokura Technical High School.Makoto Saito. Japão.

cartaz para a empresa Toppan Printing Co. Japão.. 1999 30 30 . cartaz para Ginza Graphic Gallery. e cartaz para The Massachusetts College of Art. à direita. à esquerda.Makoto Saito. Japão. 1999 Makoto Saito.

A nova visualidade pós-moderna é cada vez mais heterogênea e complexa pela liberalidade e profusão dos pontos de vista dos discursos artísticos atuais. 2005 Natalya Sapojkova. acrescidos dos novos meios de comunicação audiovisuais. Maria Beatriz Rahde e Flávio Vinícios Cauduro. de alcance global. poster para festival de “Projetos Irrealistas de Design”. Rússia. 1999 31 31 .

Nancy Skolos e Thomas Wedel. cartaz para exposição de Nancy Skolos. 1996 32 32 . Estados Unidos.

(A profissão de design gráfico mudou drasticamente desde 1980. much more than I anticipated. cartaz para empresa de impressão gráfica Delphax Systems. 2003 Nancy Skolos e Thomas Wedel. 1987 33 33 .The profession of graphic design has drastically changed since 1980. Nossas habilidades nos colocou em uma posição poderosa para moldar e direcionar a comunicação) Nancy Skolos. Estados Unidos. Our skills put us in a powerful position to shape and direct communication. muito mais do que eu antecipei.

2001 A sociedade atual propõe possibilidades de criação sem fim. Vrtuelle.Jean Paul Goude. França. 2008 34 34 . campanha publicitária Galerias La Fayette. Rafael Cardoso. em que todos os temas e tratamentos misturam-se. sem nenhum compromisso.

Vrtuelle. 2001 35 35 . França.Jean Paul Goude. campanha publicitária Galerias La Fayette.

Alejandro Magallanes. México. 2008 36 36 . cartaz de divulgação de workshop de ilustração e cartaz de conferência de Alejandro Magallanes na França.

cinestésicos).Alejandro Magallanes. com esculturas. com escrita manual. Maria Beatriz Rahde e Flávio Vinícios Cauduro. olfativos. gustativos. com videogravações. com gravuras. 2005 37 37 . com pinturas. México. 2009 e 2010 As imagens contemporâneas são naturalmente propensas à mistura e à combinação das mais desencontradas possibilidades expressivas visuais numa única representação (mixagem de fotos com desenhos. cartaz de divulgação de workshop de desenho de cartazes e cartaz de mostra de desenhos contemporâneos. com impressos. com objetos tridimensionais. e assim por diante). Elas também costumam hibridar ou combinar simultaneamente estímulos sensoriais distintivos dos visuais (sonoros. tácteis. com filmes. com tipografia.

Estados Unidos. 2007 38 38 .Trabalhos de April Greiman.

percebemos que estamos apenas no começo.Nada mais natural que a nova geração de profissionais com ideias provocadoreas questione as formas de percepção existentes e as noções estabelecidas. 2009 39 39 . e que o futuro é um horizonte aberto. Toda vez que acreditamos estar na vanguarda. Philip Meggs.

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2 CAOS FORMAL A Informação e a Poluição Visual no Trabalho Gráfico 41 .

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apresenta exemplos de trabalhos com expressivos e caóticos grafismos. verbais. mistas e sobrepostas resulta. 43 43 . Com profissionais da área de design. O estúdio britânico de design Tomato. atuante na década de 1990. pela poluição visual. em uma estética de caos formal. produziu muitos trabalhos de capas de álbum musicais apresentando sempre fragmentos gráficos que apresentam dificuldade de leitura. através de representações visuais. O número excessivo de significantes visuais no espaço da comunicação contemporânea. o excesso e a indefinição. Através dessa poluição de “ruídos” e “resíduos” de caráter e expansão internacional. A cena musical da década de 1990 em Seattle. pelo bombardeio da publicidade e pelo olhar como forma de consumo. De forma contrária ao lema moderno minimalista de less is more (menos é mais).O século XX definiu-se pela saturação de imagens. hoje se prolifera pela produção gráfica a poluição formal. o designer permitese expressar a fragilidade da vida e da criação humana. muitas vezes. relacionando-se mais intimamente ao indivíduo e ao coletivo e suas imperfeições. da arte e da ilustração.

que resistiu ao uso da tecnologia digital. A cena punk dos Estados Unidos e da Inglaterra também colaborou com a exploração da abordagem gráfica caótica. Suas imagens. Fotomontagem e colagens foram técnicas bastante utilizadas e contribuiram com expressões agressivas e desorganizadas propostas pelo estilo. apresentavam uma forte carga de informação visual. O designer Jamie Reid trouxe muitodessa atmosfera em seus trabalhos e inclusive Neville Brody também atuou através dessas linguagens. 2007). 44 . utilizava um estilo idiossincrático que faz uso de letras e imagens apropriadas do mundo vernacular para criar composições com uma energia cinéticaforte que atraiam o espectador (ESKILSON. Pode-se visualizar alguns exemplos desses trabalhos a partir da figura 7. mas revolucionou principalmente no âmbito tipográfico.denominada também pelo termo grunge. David Carson também atuou na produção de trabalhos gráficos desintegrados. muitas vezes beirando a proposta ilegível e caótica. influenciou os designers da época com sua estética de desconstrução expressiva. que misturavam tipografia com imagens e desenho. através de um espírito anáquico e fortes influências da composição Dáda. o grupo Art Chantry. Da mesma forma.

cartaz Kustom Kulture. Estados Unidos. 1994. 2002 e 2009 45 45 .Art Chantry. Condom Penis Cop. cartaz para seviço público e cartaz para Johnny O’donnell.

Studio Boot. cartaz da palestra Studio Boot para o Graphic Design Museum e cartaz Vara Leids Cabaret Festival. 2008 à 2010 46 . cartaz para marca Dolf Jansen. Holanda.

Nancy Skolos e Thomas Wedel. Estados Unidos. 1991 47 47 . cataz para marca The Merchandise Mart.

Ana Claudia Gruszynski. trazendo consigo a perda da segurança. 2000 48 48 . 1990 A pós-modernidade está centrada na afirmação individual da liberdade. projeto editorial The Graphic Language of Neville Brody.Neville Brody. da ordem e da harmonia. Estados Unidos.

David Carson. hierarquia de informações. 2004 e 1994 49 49 . Ele costumava espaçar as letras dos títulos de seus artigos de maneira irregular ou os dispunha em sequências antes expressivas que normativas. leiaute consistente e padrões tipográficos. Também exigia que o leitor decifrasse sua mensagem fatiando partes das letras. em vez disso. Estados Unidos. Os tipos de textos de Carson muitas vezes desafiavam os critérios fundamentais de legibilidade Philip Meggs. optou por explorar as possibilidades expressivas de cada objeto e de cada página dupla. 2009. e projeto editorial Ray Gun. rejeitando noções convencionais de sintaxe e imagens tipográficas. projeto editorial David Carson recent Werk.Carson descartou princípios cristalizados como o grid.

2000 e 1998 50 50 . Estados Unidos. Map Paintings (pinturas de mapas).Paula Scher.

Paula Scher, Map Paintings (pinturas de mapas), Estados Unidos, 1999

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TIPOS

A Desconstrução e Exploração Tipográfica

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E não podemos esquecer também dos experimentalismos de Stefan Sagmeister. uma vez que conceitos de ordem. Hideki Nakajima. Jianping He e Karl Dominic inseriram a tipografia como grande elemento discursivo em suas obras. legibilidade e visibilidade são transgredidos em nome da livre experimentação que prioriza a atração estética sobre a eficiência da mensagem gráfica. Designers como Uwe Loesche.O estudo sobre a criação e utilização tipográfica permanece freqüente nos trabalhos gráficos contemporâneos. cinéticos e dinâmicos no qual haviam imagens e tipos sobrepostos e esmaecidos. O grande percussor da desconstrução formal e tipográfica é David Carson. figura polêmica que surgiu na década de 1990 e trabalhou em projetos gráficos editoriais criando ambientes espaciais instáveis. a representação dinâmica e inovadora dos tipos nos trabalhos 55 55 . Muitos designers trabalharam com a ênfase do estudo tipográfico nos materiais gráficos e persistem explorando até os dias de hoje. A expressão tipográfica nos dias de hoje diverge-se evidentemente da expressão moderna. principalmente nos trabalhos de cartazes. Figuras como NiklausTroxler. desenvolvendo o caráter poético dos tipos em seus trabalhos. diagramação. propuseram a tipografia em uma linguagem mais conceitual.

Estados Unidos. cartaz tipográfico. 56 56 . Esses e muitos outros designers especularam o elemento tipográfico muito além de seu propósito textual informativo. Compuseram imagens através de textos. Na maioria dos casos. criaram ambientes dinâmicos através do uso de espaços. abre-se mão das idéias convencionais de beleza em favor de combinações tensas de texturas e expressões gráficas. 1994 descreve a quebra dessas estruturas pré-concebidas e utiliza a convenção formal como ponto de partida para novas maneiras de estabelecer ligações verbais e visuais entre imagem e linguagem. e entrecruzaram os limites entre a tipografia e o desenho ilustrativo.de Neville Brody. A palavra ‘desconstrução’ Robert Slimbach.

2008 57 57 . para Yale School of Architecture. cartaz para exibição fotográfica. Melchior Imboden. Estados Unidos. série de cartazes simpósio.Michael Bierut. Suíça.

John Maeda. Estados Unidos. cartaz “Meanings of Realm” (Significados de Realm). 2005 58 58 .

Alemanha. Alemanha. “Eigensinn macht Spaß“ (Teimosia é Divertido) cartaz para Klingspor Museum. 2003 Uwe Loesch. “Nur Fliegen its schoner“ (Somente Voar é muito belo) cartaz para exposição de projetos próprios. 2009 59 59 .Uwe Loesch.

China. 2004 60 60 . cartaz de exibição solo em Kuala Lumpur.Jianping He.

cartaz tipográfico. 2004 61 61 .Jianping He. China.

Catherine Zask. França. 2007 62 . cartaz para Concerto Sauvage.

Edward Fella. flyers de anúncios de palestras e exposições. Estados Unidos. 1990 61 63 63 .

2008 64 64 . Suíça.Norm. cartaz da série “Superficial” (Superficial).

2003 65 65 . cartaz para a Exposição Beteaux Sur l’Eau.Phillipe Apeloig. França. rios e canais) em Rouen. Riviéres et Canaux (Barcos na água.

Assinatura Visual VPRO. 2008 66 .Thonik. Holanda.

Thonik. Holanda. Spiral em Tókio. cartaz de exposição Solo. 2009 67 67 .

desde 1990 68 68 . Austria. capa de cd do artista Lou Reed.Trabalhos de Stefan Sagmeister. fachada loja Douglas. cartaz de conferência para AIGA e projeto editorial Made You Look.

Stefan Sagmeister. Austria. cartaz para palestra para AIGA em Michigan. 1999 69 69 .

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4 RETRÔ Referências e Historicismos na Criação Gráfica 71 .

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já que o número ‘abusivo’ de informações visuais que nos atinge hoje em dia cria uma impossibilidade de controle.Pode-se afirmar que. clássicos ou barrocos e até abordagens semelhantes a movimentos como o Construtivismo russo. Ainda assim. 73 73 . seja de forma consciente ou não. Isso pode ser visível em trabalhos atuais que refletem grafismos semelhantes ao traçado orgânico Art Déco. armazenados e acessados. intimamente relacionadas a um tipo de historicismo de estilos já explorados. podemos identificar uma característica específica dentro das linguagens gráficas contemporâneas. tipografias inspiradas em outras épocas como os tipos góticos. a criação muitas vezes provém de uma reunião de referências e repertórios. ilustrações psicodélicas.

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Shepard Fairey. material gráfico da campanha eleitoral de Barack Obama. 2008 75 75 .

emulações de signos de outras épocas e lugares. Maria Beatriz Rahde e Flávio Vinícios Cauduro 2005. projeto de Calendário para o Aeroporto Internacional de Peoria. citações.Finalmente essas representações não se preocupam com a sua ‘impureza estilística’ ou com o fato de não serem inéditas e originais. pois no contemporâneo considera-se que essas representações nostálgicas ou retrôs incorporam características ou detalhes que são intertextualizações. Estados Unidos. 2010 76 76 . Milton Glaser.

Milton Glaser. 2010 77 77 . projeto de Calendário para o Aeroporto Internacional de Peoria. Estados Unidos.

2002 78 78 .Rocco Piscatello. pelo Fashion Institute of Technology. Estados Unidos. cartaz para programa de visitação artística.

Alain Le Quernec. França. cartaz para ópera de Puccini. 1995 79 79 . La Tosca.

2001 80 80 . Japão. cartaz de exposição internacional em homenagem à Henri Tolousse-Lautrec.Shigeo Fukunda.

Estados Unidos. cartaz de exposição internacional em homenagem à Henri Tolousse-Lautrec. 2001 81 81 .James Victore.

cartaz musical para Igor Matvienco’s Production Center. Rússia.V. 2001 82 82 . Golubenco.

Rússia.V. Golubenco. cartaz musical para Igor Matvienco’s Production Center. 2001 83 83 .

Italia. 2010 84 . cartaz de manifesto.Andrea Palermo.

para CBS. 2000 85 85 . cartaz “Best of Jazz” (Melhor do Jaz). Estados Unidos.Paula Scher.

2009 Paula Scher. cartaz para Maryland Institute College of Art. Estados Unidos 86 86 . cartaz musical para o Teatro Público.Niklaus Troxler.

cartaz “Bring in ’Da Noise” (Traga o Barulho). para o Teatro Público e cartaz musical para concerto. Estados Unidos. 1995 87 87 .Paula Scher.

Welcome To The Monkey House. 2006 88 88 . capa de CD do grupo musical The Dandy Warhol. Estados Unidos.Carin Goldberg.

cartaz para exposição Image of Jazz in Polish Posters (Imagem do Jazz em Cartazes Poloneses). hungria. 2002 89 89 .Wladyslaw Pluta.

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5 CONCEITUALISMO A Reflexão e a Crítica como Discurso no Trabalho Gráfico 91 .

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Ou seja. 93 93 . como estética atrativa e incitante. Esse perfil conceitual se refere à uma idéia ou mensagem pelo o qual será comunicado o trabalho vigente.Pode-se perceber também. que introduziu o valor do humor e do fator surpreendente no conteúdo visual. Segundo Andrew Haslam (2007). É possível estabelecer uma relação entre essas características semânticas com a linguagem dadaísta. contestadora. o pensamento conceitual por traz da obra gráfica é também chamado de “idéia gráfica” e é definido pelo pensamento reduzido. A utilização do pensamento conceitual ao longo de uma manifestação gráfica abriu espaço também para muitos trabalhos de cunho político e filosófico. resultando em uma linguagem. utilizam-se idéias complexas sintetizadas em uma representação gráfico-visual sucinta e vigorosa. uma abordagem conceitual de trabalhos em circulação no mercado. na expressão gráfica contemporânea. muitas vezes. no lugar de expandido.

Bulgária. cartazes de manifesto. clichês.Luba Lukova. 94 94 . 2007. faz uso de trocadilhos. na medida em que conta com que o designer e o público-alvo compartilhem de uma sutil compreensão da imagem e do jogo de palavras Andrew Haslam. paradoxos. inteligente e divertido mas precisa ser transmitido com precisão. Normalmente é arguto. metáforas e alegorias. 2009 O trabalho gráfico conceitualista não raro usa duas ou mais idéias para lançar luz sobre uma terceira.

Luba Lukova. Bulgária. cartazes de manifesto. desde 1999 95 95 .

“Victory” (Bienal de Cartazes de Lahiti. 1999 96 .Fang Chen cartaz para Lahti Poster Biennial. “Vitória”) China.

Yarom Vardimon. 1999 97 97 . “Paz”) Israel. “Peace” (Bienal de Cartazes de Lahiti. cartaz para Lahti Poster Biennial.

França.Alain Le Quernec. festival pro-ecologia. cartaz para Boycott Total. 1999 98 98 .

Alain Le Quernec. cartaz de protesto à pedofilia. França. 1998 99 99 .

características estas que eram reprimidas pelo estilo modernista. um melhor aproveitamento da cultura visual local e uma maior contribuição da improvisação do designer. Zimbabwe. principalmente por permitir uma maior flexibilidade de estilo. muitas vezes irônicos. quase sempre provocantes e muito criativos.Chaz Maviyane Davies. até então dominante. 2009 Jianping He. China. Cauduro. 2000 100 100 . 2009 Os projetos de design passaram a ser menos calculistas e mais instintivos. Essa tendência foi gradualmente se espalhando pelo mundo ocidental.

Estados Unidos.Joe Scorsone Alice Drueding. 2009 101 101 .

China. México. 2007 Hong Wang. Bosnia. 2009 Migliang Li. 2010 102 102 .Alejandro Magallanes. China. 2009 Mirko Ilic.

2009 103 103 .Marco Valentini. cartaz de manifesto. Italia.

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Patrick Staudt série de cartazes “Simplicity” (Simplicidade). Estados Unidos. 2009 105 105 .

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objetivando a discussão sobre a estética visual proposta no período atual. é uma arena mais complexa. Um material gráfico pode trazer mais de uma (ou todas) classificação em sua solução gráfica. com desconstruções tipográficas. julgadas pertinentes para avaliar as transformações formais e conceituais do design em relação à identidade gráfica moderna. mas que não necessariamente servirão como considerações únicas de um determinado trabalho. 2009. Apresentaram-se aqui categorias características da estética do design gráfico contemporâneo. trazendo abordagens históricas e um conteúdo crítico e provocativo em meio à uma proposta gráfica caótica. culturais e formais sobre a construção da identidade do design gráfico e sua transformação ao longo dos anos. 08). As fronteiras entre várias disciplinas visuais também passaram a ser cada vez mais indistintas” (MEGGS. “O design gráfico da última década. expressando um aspecto híbrido. É importante ressaltar também que as classificações visuais propostas neste projeto não são absolutas. As classificações da estética contemporânea foram organizadas objetivando melhor ilustrar aspectos originais da época atual. 107 . p. porém. reuniu-se um material de trabalhos gráficos de designers da contemporaneidade.CONCLUSÃO Partindo de uma pesquisa sobre aspectos históricos. com um campo de atuação muito mais nivelado.

assim como incentivo ao encontro com uma forma de manifestação própria e autêntica. The Sourcebook of Contemporary Design: “Suddenly. Não parecia haver limites para brincadeiras criativas e livres integrações entre tipografia e material ilustrativo. através de um espaço de pesquisa de referenciais e repertórios gráficos contemporâneos. Conforme coloca Niklaus Troxler. imprescindível ao profissional de criação visual. Pode servir como estímulo de despreendimento ao profissional apegado à normas anteriores pré-concebidas. O design gráfico passou a ser o foco de atenção na comunicação visual). este livro procura ser nada mais que um exemplo da representação gráfica espelhada no período contemporâneo. the experimental aspect turned to be the focal point. como também de informação e conhecimento. designer suíço atuante desde a década de 1970. There seemed to be no bounds to creative playfulness and ‘free’ integration of typographic and illustrative material. Graphic design turned to be the focus of attention in visual communication” (De repente. 108 . O livro busca não apenas servir como fonte de inspiração criativa. Antes de tudo. ajuda na construção de uma bagagem criativa.O livro elaborado objetiva o auxílio aos interessados na área de criação imagética. o aspecto experimental tornouse o foco principal. no livro de Maia Francisco (2009). De certa forma. através da apresentação de trabalhos reconhecidos e conceituados dentro do universo de design gráfico.

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portifólios online de designers.As imagens deste livro foram adquiridas através de sítios virtuais divulgadores de trabalhos gráficos. 110 . assim como também através de livros e edições periódicas.

2009 GODFREY. São Paulo: Cosac Naify. Stephan F. Peter. Jason. CAUDURO. Ana Cláudia. GRUSZYNSKY. Rio de Janeiro: Novas Idéias. 2007. Maia. Design Gráfico & Pós Modernidade. Graphic Design A New History. Flávio Vinícius. 2009. 111 .REFERÊNCIAS CARDOSO. A Imagem da Palavra. 2000. Barcelona: Taschen. Uma Introdução à História do Design. Revista FAMECOS. 2002. Bibliográfico: 100 livros clássicos sobre design gráfico. CHARLOTTE. London: Laurence King Publishing. Porto Alegre: EDIPUCRS. FRANCISCO. nº 13. São Paulo: Edgar Blucher LTDA. The Sourcebook of Contemporary Graphic Design. 2003 ESKILSON. Rafael. Barcelona: Collins Design. 2007. FIELL. Graphic Design Now.

2002. Paris: Flammarion. São Paulo: Cosac Naify.Uma introdução: O Design no Contexto Social. Allen. 2006. Rio de Janeiro: 2AB. São Paulo: Edgard Blucher. SCHNEIDER. RAHDE e CAUDURO. Typography and Graphic Design: From Antiquity to the Present. Andrew.__________________. São Paulo: Rosari. Layout: O Design da Página Impressa. Roxane. Design . Graphis: The International Journal of Design and Communication. HASLAM. 2007. Beat. Maria Beatriz Furtado e Flávio Vinícios. 2000. História do Design Gráfico. Martin B. 2002. O Livro e o Designer II: Como criar e produzir livros. JUBERT. Design Gráfico: do Invisível ao Ilegível. Cultural e Econômico. Porto Alegre: Unisinos. Algumas características das imagens contemporâneas. São Paulo. 2005. PEDERSEN. 112 . 2009. MEGGS. HURLBURT. New York: Masterfile. Philip B. 2010.

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Papel Couchê fosco 180m/g Tipografia de títulos: Tall Films Extended Tipografia de textos: Frutiguer LT Std Condensed 116 .

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