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Boa Vista, 6 de junho

de 2012

Disponibilizado às 20:00 de 05/06/2012

ANO XV - EDIÇÃO 4807

Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
002/168
SECRETARIA DO TRIBUNAL PLENO
Expediente de 05/06/2012
PUBLICAÇÃO DE DESPACHO
REPRESENTAÇÃO CRIMINAL Nº 000.12.000277-9
AUTOR: HEVANDRO CERUTTI
RÉU: VIRU OSCAR FRIEDRICH
ADVOGADA: DRª HELAINE MAISE FRANÇA
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
DDEESSPPAACCHHOO
Proc. n. 010 12 000277-9
1.
Tendo em vista certidão de fls. 141, designo dia 18.JUN.2012, às 09h, para realização da respectiva
audiência;
2.
Intime-se.
Cidade de Boa Vista (RR), em 04 de junho de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
SECRETARIA DO TRIBUNAL PLENO, BOA VISTA-RR, 05 DE JUNHO DE 2012.
Bel. Itamar Lamounier
Diretor de Secretaria
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Tribunal Pleno - Tribunal Pleno

SICOJURR - 00023448

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Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
003/168
SECRETARIA DA CÂMARA ÚNICA
Expediente de 05/06/2012
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
APELAÇÃO CRIMINAL N O 0010.04.085747-5 – BOA VISTA/RR
APELANTE: JORGEMAR SALES DA MOTA
DEFENSORA PÚBLICA: DRA. ROSINHA CARDOSO PEIXOTO
APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DE RORAIMA
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA
APELAÇÃO CRIMINAL. JÚRI. HOMICÍDIO QUALIFICADO NA FORMA TENTADA. JULGAMENTO
CONFORME A PROVA DOS AUTOS. DESCABIMENTO DE DESCLASSIFICAÇÃO PARA LESÕES
CORPORAIS. QUALIFICADORA DE MOTIVO TORPE RECONHECIDA PELOS JURADOS. PENA
MÍNIMA CORRETAMENTE IMPOSTA. ATENUANTE DE CONFISSÃO NÃO ALEGADA NOS DEBATES.
APELO CONHECIDO, MAS DESPROVIDO. SENTENÇA MANTIDA.
-
Somente se pode cogitar em novo júri, se houver ocorrido julgamento anterior manifestamente contrário à
prova dos autos, o que não ocorreu na espécie, visto que os jurados apenas acolheram a tese que se lhes
pareceu mais coerente e respaldada pelo acervo probatório.
Havendo o anumus necandi, como in casu restou demonstrado, incogitável a desclassificação do crime
de homicídio tentado para lesão corporal.
-
Existe divergência doutrinária e jurisprudencial, inclusive no âmbito do STJ, sobre se o sentimento de
ciúme pode ser considerado motivo torpe. Destarte, mesmo por respeito à soberania do Júri, cabe a este
definir, à luz do caso concreto, se o ciúme pode ser motivação torpe para o homicídio.
-
Se a metade das circunstâncias judiciais é negativa, não pode a pena base ser rebaixada para o mínimo
legal.
- Cabe ao magistrado levar em conta apenas as circunstâncias atenuantes alegadas nos debates, e
desconsiderar aquelas que, não alegadas, não foram submetidas ao crivo do contraditório.
-
-
Apelo conhecido, mas desprovido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os presentes autos da Apelação Criminal nº 0010.04.085747-5, em que são
partes as acima indicadas, decide a Turma Criminal da Câmara Única do Egrégio Tribunal de Justiça do
Estado de Roraima, conhecer, mas negar provimento ao apelo.
Estiverem presentes à Sessão os eminentes Desembargadores Ricardo Oliveira (Presidente) e Tânia
Vasconcelos (Julgadora). Também presente o ilustre representante do Ministério Público.
Sala das Sessões do egrégio Tribunal de Justiça de Roraima, aos trinta e um dias do mês de maio do ano
de dois mil e doze.
Des. MAURO CAMPELLO – Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
CONFLITO DE JURISDIÇÃO N.º 0010.09.208061-2 – BOA VISTA/RR
SUSCITANTE: JUÍZO DE DIREITO DO 1.º JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL
SUSCITADO: JUÍZO DE DIREITO DA 6.ª VARA CRIMINAL
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA – SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO APLICADA
PELA 5ª VARA CRIMINAL – EXECUÇÃO E FISCALIZAÇÃO DO CUMPRIMENTO DAS CONDIÇÕES
FIXADAS EM JUÍZO – COMPETÊNCIA DO 1.º JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL DA COMARCA DE BOA
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Jurídica da Presidência - Presidência

SICOJURR - 00023459

Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
004/168
VISTA – APLICABILIDADE DO ARTIGO 41-C DO COJERR, ACRESCENTADO PELA LC 154/2009 –
CONFLITO IMPROCEDENTE.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em consonância com o parecer
ministerial, julgar improcedente o conflito, declarando-se a competência do 1.º Juizado Especial Criminal
da Comarca de Boa Vista (suscitante), nos termos do voto do Relator.
Presenças: Des. Ricardo Oliveira (Presidente e Relator), Des. Mauro Campello (Julgador) e Des. Gursen
De Miranda (Julgador); e o representante da douta Procuradoria de Justiça.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 22 de maio de 2012.
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS N.º 0010.09.012707-6 - BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: MAURO SILVA DE CASTRO. (DPE)
PACIENTE: JOSÉ ANTÔNIO ARAÚJO DE OLIVEIRA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
HABEAS CORPUS – CONSTRANGIMENTO ILEGAL POR EXCESSO DE PRAZO – INOCORRÊNCIA –
CONTRIBUIÇÃO DA DEFESA – ENCERRAMENTO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL – SÚMULAS 64 e 52 DO
STJ.
1.
Não há constrangimento ilegal quando a defesa contribui para o atraso da instrução processual
(Súmula 64 do STJ).
2.
Encerrada a instrução criminal, encontrando-se o processo em grau de diligências ou de alegações
finais, não cabe mais falar em ilegalidade por atraso processual, aplicando-se a Súmula 52 do STJ.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em harmonia com o parecer
ministerial, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 20 de outubro de 2009.
Des. MAURO CAMPELLO
Presidente
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
Des. LUPERCINO NOGUEIRA
Julgador
Esteve presente:
Dr. EDSON DAMAS DA SILVEIRA
Procurador de Justiça
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS N.º 0010.09.012575-7 - BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: MAURO SILVA DE CASTRO (DPE)
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Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
005/168
PACIENTE: JOÃO SIMAR TORRES DA SILVA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
HABEAS CORPUS – LATROCÍNIO – CONSTRANGIMENTO ILEGAL POR EXCESSO DE PRAZO –
INOCORRÊNCIA – AÇÃO PENAL QUE SE ENCONTRA NA FASE DO ART. 402 E SS. DO CPP –
DURAÇÃO DA INSTRUÇÃO QUE NÃO PODE SER AFERIDA ATRAVÉS DE MERO CÁLCULO
ARITMÉTICO – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 52 DO STJ E DO PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE – ORDEM
DENEGADA.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por maioria, em harmonia com o parecer ministerial,
em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Vencido o Des. Mauro Campello.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 20 de outubro de 2009.
Des. MAURO CAMPELLO
Presidente
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
Des. LUPERCINO NOGUEIRA
Julgador
Esteve presente:
Dr. EDSON DAMAS DA SILVEIRA
Procurador de Justiça
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS N.º 0010.09.012682-1 – RORAINÓPOLIS/RR
IMPETRANTE: RONNIE GABRIEL GARCIA
PACIENTE: ROOSEVELT ARAÚJO SARAIVA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE RORAINÓPOLIS/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
HABEAS CORPUS – EXCESSO DE PRAZO – CONFIGURAÇÃO. Concede-se a ordem quando
demonstrado que o atraso na tramitação da ação penal ocorreu por fatos não atribuíveis à defesa,
prolongando-se a prisão por tempo não razoável.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em harmonia com o parecer
ministerial, em conceder a ordem, nos termos do voto do Relator.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 22 de setembro de 2009.
Des. MAURO CAMPELLO
Presidente
Des. RICARDO OLIVIERA
Relator
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
006/168
Des. LUPERCINO NOGUEIRA
Julgador
Esteve presente:
Dr. ALESSANDRO TRAMUJAS ASSAD
Procurador de Justiça
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS N.º 0000.10.000027-2 - BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: JOSY KEILA BERNARDES DE CARVALHO
PACIENTE: JOSÉ MAURO DA SILVA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
HABEAS CORPUS – TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO – PRISÃO
PREVENTIVA – TESES ACERCA DA INEXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA, DA AUSÊNCIA DE
FUNDAMENTAÇÃO DO DECRETO CAUTELAR E DA FALTA DE JUSTA CAUSA PARA A
MANUTENÇÃO DA MEDIDA – IMPROCEDÊNCIA – PERSISTÊNCIA DE UM DOS MOTIVOS
AUTORIZADORES – GARANTIA DA ORDEM.
1.
O tema alusivo à negativa de autoria e a alegada inconsistência das provas produzidas pela Polícia, não
podem ser deduzidos na via estreita do habeas corpus, meio impróprio para a análise de questões que
exijam o exame aprofundado do conjunto fático-probatório.
2.
Consignando o MM. Juiz as razões de seu convencimento, a motivação não pode ser tida como
ausente, de modo a afrontar o art. 93, IX, da CF.
3.
Não há que se falar em constrangimento ilegal quando ainda persiste um dos motivos autorizadores da
prisão preventiva (garantia da ordem pública), mormente em se tratando de crime grave, indicador de
periculosidade.
4.
Ordem denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em harmonia com o parecer
ministerial, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 08 de junho de 2010.
Des. LUPERCINO NOGUEIRA
Presidente
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
Juíza Convocada GRACIETE SOTTO MAYOR
Julgadora
Esteve presente:
Dr. EDSON DAMAS DA SILVEIRA
Procurador de Justiça
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS N.º 0010.09.013694-5 - BOA VISTA/RR
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Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
007/168
IMPETRANTE: ANTÔNIO AGAMENON DE ALMEIDA
PACIENTE: MANOEL PORTO DE ALBUQUERQUE JÚNIOR
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
PROCESSO PENAL – HABEAS CORPUS –CONSTRANGIMENTO ILEGAL POR EXCESSO DE PRAZO –
INOCORRÊNCIA – CONTRIBUIÇÃO DA DEFESA – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 64 DO STJ – PROCESSO
NA FASE DAS ALEGAÇÕES FINAIS – INCIDÊNCIA DA SÚMULA 52 DO STJ.
1.
“Não constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo na instrução, provocado pela defesa.” (Súmula
64 do STJ).
2.
A designação de novo interrogatório do corréu não significa retorno à instrução criminal, que já se
encontra finda, pois a todo tempo o Juiz pode, de ofício ou a pedido das partes, proceder a nova
indagação dos acusados, nos termos do art. 196 do Código de Processo Penal.
3. “Encerrada a instrução criminal, fica superada a alegação de excesso de prazo”. (Súmula 52 do STJ).
4. Não procede a alegação de nulidade, suscitada na tribuna, pois a lei especial prevalece sobre a geral,
ou seja, aplica-se o art. 57 da nova Lei de Drogas, e não o art. 400 do CPP.
5.
Ordem denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por maioria, em harmonia com o parecer ministerial, em
denegar a ordem, nos termos do voto do Relator, vencido o Dr. Jésus Nascimento.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 23 de fevereiro de 2010.
Des. MAURO CAMPELLO
Presidente
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
Dr. JÉSUS NASCIMENTO
Juiz Convocado
Esteve presente:
Dr. EDSON DAMAS DA SILVEIRA
Procurador de Justiça
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS Nº 0000.12.000606-9 – BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: JOSÉ VANDERI MAIA
PACIENTE: EVALDO GOMES DE OLIVEIRA JÚNIOR
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA
HABEAS CORPUS – ARTS. 33,‘CAPUT’ c/c 41, VI E 35, ‘CAPUT’, TODOS DA LEI 11.343/06 ––
DECLARAÇÃO INCIDENTAL PELO STF DE INCONSTITUCIONALIDADE DE PARTE DO ART. 44 DA LEI
DE DROGAS QUE VEDAVA, POR SI SÓ, A LIBERDADE PROVISÓRIA EM CRIME DE TRÁFICO DE
ENTORPECENTES – PRESENÇA, ENTRETANTO, DE DOIS DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ART.
312 DO CPP – GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL –
DECISÃO A QUO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA – ORDEM DENEGADA.
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Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
008/168
1.
Em que pese a declaração incidental pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (HC 104339) da
inconstitucionalidade de parte do art. 44 da Lei 11.343/06, que vedava a concessão de Liberdade
Provisória em crime de tráfico de entorpecentes, compete ao magistrado, para concessão do benefício,
verificar a presença dos requisitos previstos no art. 312 do CPP.
2.
In casu, mostra-se suficiente fundamentada a decisão a quo que, com base na garantia da ordem
pública e na conveniência da instrução criminal, determinou a custódia preventiva do paciente.
3. Ordem denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas, acordam Excelentíssimos
Senhores Desembargadores da Câmara Única - Turma Criminal - por unanimidade, em conhecer a ordem
e
denegá-la, em consonância com o parecer ministerial, nos termos do voto do relator, que fica fazendo
parte integrante deste julgado.
Estiveram presentes os eminentes Desembargadores Ricardo Oliveira, Presidente, e Tânia Vasconcelos
Dias, Julgadora. Também presente o(a) ilustre representante da douta Procuradoria de Justiça.
Boa Vista - RR, 31 de maio de 2012.
Des. Mauro Campello
Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 0000.12.000654-9 – BOA VISTA/RR
RECORRENTE: ROMULO HARLEY DA SILVA
DEFENSOR PÚBLICO ESTADUAL: DR. JOSÉ ROCELITON VITO JOCA
RECORRIDO: MINISTÉRIO PÚBLICO DE RORAIMA
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA:
RECURSO EM SENTIDO ESTRITO – SENTENÇA DE PRONÚNCIA – HOMICÍDIO QUALIFICADO –
DESPRONÚNCIA OU EXCLUSÃO DAS QUALIFICADORAS PREVISTAS NOS INCISOS II (MOTIVO
FÚTIL) E IV (RECURSO QUE DIFICULTOU A DEFESA DA VÍTIMA) – IMPOSSIBILIDADE - PROVA DA
MATERIALIDADE E PRESENÇA SUFICIENTES DE INDÍCIOS DE AUTORIA - IN DUBIO PRO
SOCIETATE - MANUTENÇÃO DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA.
I
- Presentes nos autos elementos suficientes à comprovação da materialidade delitiva e indícios
satisfatórios da autoria do crime, correta a sentença que pronunciou a ora recorrente.
II - Ainda que existam dúvidas quanto à participação da agente, a pronúncia é cabível, cabendo a
submissão dos elementos de prova à apreciação do Conselho de Sentença. I
II
- Na conformidade da doutrina e jurisprudência dominantes, a impronúncia somente é admissível quando
manifestamente improcedente a tese acusatória, pois, nessa fase, eventual dúvida reverte-se em favor da
sociedade.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em harmonia com o parecer
ministerial, em NEGAR provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.
Estiveram presentes os eminentes Desembargadores Ricardo Oliveira e Tânia Vasconcelos. Também
presente o(a) douto(a) representante do Parquet graduado
Boa Vista - RR, 31 de maio de 2012.
Des. Mauro Campello - Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
HABEAS CORPUS N.º 0000.12.000342-1 - BOA VISTA/RR
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Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
009/168
IMPETRANTE: JOSÉ FÁBIO MARTINS DA SILVA
PACIENTE: NETUNO RODRIGUES DE OLIVEIRA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
HABEAS CORPUS – CRIME DE ESTÚPRO DE VULNERÁVEL – CONSTRANGIMENTO ILEGAL POR
EXCESSO DE PRAZO – INEXISTÊNCIA – CONTRIBUIÇÃO DA DEFESA – PRINCÍPIO DA
RAZOABILIDADE.
1.
O tempo de prisão temporária não pode ser computado na contagem do prazo para o encerramento da
instrução criminal, pois, além de regido por regras específicas, ainda não há, naquele período, condições
para o oferecimento da denúncia, em virtude da necessidade de se ultimarem diligências imprescindíveis
ao esclarecimento do fato delituoso (art. 1.°, I, d a Lei n.°7.960/89).
2.
O prazo para formação da culpa não pode ser aferido através de mero cálculo aritmético, devendo a
duração da instrução ser considerada sempre de acordo com um critério de razoabilidade.
3. Havendo contribuição da defesa para configuração do excesso de prazo, aplica-se a Súmula 64 do STJ.
4. Ordem denegada.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Criminal, do
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em harmonia com o parecer
ministerial, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator.
Presenças: Des. Ricardo Oliveira (Presidente e Relator), Des. Mauro Campello (Julgador) e Des.ª Tânia
Vasconcelos Dias (Julgadora); e o representante da douta Procuradoria de Justiça.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 31 de maio de 2012.
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
AGRAVO REGIMENTAL N.º 0010.08.011248-4 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: RAIMUNDO FERREIRA GOMES
ADVOGADO: DR. CLODOCI FERREIRA DO AMARAL
AGRAVADO: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
EMENTA:
AGRAVO REGIMENTAL – NÃO CONHECIMENTO DE CORREIÇÃO PARCIAL, POR AUSÊNCIA DE
PEÇAS OBRIGATÓRIAS – RESPONSABILIDADE DO RECORRENTE PELA CORRETA FORMAÇÃO DO
INSTRUMENTO – JUNTADA DE PEÇA FALTANTE A DESTEMPO – IMPOSSIBILIDADE – PRECLUSÃO.
1.
O RITJRR, em seu art. 324, é cristalino ao distinguir a decisão reclamada daquela que indeferiu o
pedido de reconsideração, sendo cabível correição parcial contra a primeira, e não contra a segunda.
2.
Compete ao reclamante zelar pela correta formação do instrumento, atrelando à petição recursal as
peças obrigatoriamente exigidas pela lei, assim como àquelas necessárias à correta compreensão dos
fatos ocorridos na instância de origem.
3.
O despacho que descreve minuciosamente quais as peças obrigatórias faltantes, e que apresenta a
citação dos dispositivos legais que as exigem, possibilita ao reclamante ampla compreensão do que seu
conteúdo requer, não havendo que se falar em despacho confuso.
4.
A juntada de peça faltante, em sede de agravo regimental, é incabível, por força de preclusão
consumativa.
5.
Ordem denegada.
ACÓRDÃO
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
010/168
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Composição Plenária,
do egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em negar provimento ao agravo
regimental, nos termos do voto do Relator.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 28 de abril de 2009.
Des. MAURO CAMPELLO
Presidente
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
Des. LUPERCINO NOGUEIRA
Julgador
Esteve presente:
Dr. FÁBIO BASTOS STICA
Procurador de Justiça
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
APELAÇÃO CÍVEL Nº. 0010.01.002578-0 – BOA VISTA/RR
APELANTE: PAULO CEZAR MUCCI
ADVOGADO: DR. FRANCISCO DAS CHAGAS BATISTA
APELADO: MARIA MARGARIDA BEZERRA
ADVOGADO: DR. MARCOS ANTONIO CARVALHO DE SOUZA
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA:
APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO CAUTELAR. PERDA DO OBJETO. TRÂNSITO EM JULGADO DA AÇÃO
PRINCIPAL. REFORMA DA SENTENÇA.
Seguindo os precedentes da Corte Superior de Justiça a perda do objeto da medida cautelar ocorre com o
trânsito em julgado da sentença proferida na ação principal, não se dando apenas com o julgamento desta.
Sentença cassada.
Recurso provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos os autos em epígrafe, acordam, à unanimidade de votos, os
Desembargadores integrantes da Câmara Única, por sua Turma Cível, em dar provimento ao apelo, nos
termos do voto do Relator.
Presenças: Des. Mauro Campello (Presidente, em exercício e Relator), Des.ª Tânia Vasconcelos Dias e o
Juiz Convocado Euclydes Calil Filho.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 31 de maio de 2012.
Des. Mauro Campello
Presidente, em exercício e Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
REEXAME NECESSÁRIO N.º 0010.08.194288-9 - BOA VISTA/RR
AUTOR: MINISTÉRIO PÚBLICO DE RORAIMA
RÉU: O MUNICÍPIO DE BOA VISTA
PROCURADORA DO MUNICÍPIO: DRA. SABRINA AMARO TRICOT
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA:
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Boa Vista, 6 de junho de 2012
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
011/168
REEXAME NECESSÁRIO – AÇÕ CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA –
OBRIGAÇÃO DO MUNICÍPIO DE REALIZAR REFORMAS E ADEQUAÇÕES NO HOSPITAL DA
CRIANÇA – DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE – BEM INDISPONÍVEL – INEXISTÊNCIA DE OFENSA
AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – SENTENÇA MANTIDA.
-
A antecipação de tutela em desfavor da Fazenda Pública é admissível, desde que efetivamente
demonstrados os requisitos que ensejam sua concessão
-
Necessidade de interação constante entre os três Poderes a fim de se assegurar a eficácia dos direitos
fundamentais e, assim, evitar que estes figurem indefinitivamente no rol das garantias programáticas. Não
há que se falar, portanto, no presente caso, em ofensa ao princípio da separação dos poderes.
Verificada a existência de irregularidades, é dever do Município adotar medidas que visem a melhoria e
adequação do sistema municipal de saúde, não cabendo, aqui, a alegação de escassez de recursos
-
-
Sentença mantida.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Cível, do
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em conhecer da remessa oficial e
integrar a sentença, nos termos do voto do Relator.
Participaram do julgamento, juntamente com o Relator, o Exmo. Sr. Des. Gursen De Miranda e o Juiz
Convocado Euclides Calil Filho.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 31 de maio de 2012.
DES. MAURO CAMPELLO
Presidente e Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
APELAÇÃO CÍVEL N.º 0010.10.902227-6 - BOA VISTA/RR
APELANTE: O ESTADO DE RORAIMA
PROCURADOR DO ESTADO: DR. ARTHUR CARVALHO
APELADAS: ALMIZA CRISTINA PRADO FERNANDES E OUTRAS
ADVOGADO: DR. LIZANDRO ICASSATI MENDES
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA:
APELAÇÃO CÍVEL – RESPONSABILIDADE CIVIL – INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – DEFEITO
NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO MÉDICO – PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR
AUSÊNCIA DE INDICAÇÃO DE TODAS AS LITIGANTES NO RELATÓRIO – REJEITADA. MÉRITO:
VALORES ARBITRADOS DENTRO DE UM PATAMAR DE RAZOABILIDADE E PROPRCIONALIDADE –
TERMO INICIAL DOS JUROS DE MORA – EVENTO DANOSO – PEDIDO DE DANOS MATERIAIS EM
FAVOR DA AUTORA INCAPAZ FORMULADO PELO MP – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO
DESPROVIDO.
-
Anular a sentença porque deixou de indicar os nomes de todas as partes seria um apego desarrazoado à
forma, já que na sentença restou demonstrado que o juízo a quo efetivamente conhecia a história do
processo sobre cujo objeto litigioso decidiu.
-
A sentença fixou com proporcionalidade o valor da indenização e da pensão, levando em conta todos os
elementos fáticos e de direito carreados aos autos.
-
Em se tratando de indenização decorrente de responsabilidade civil extracontratual, os juros de mora
incidem a contar da data do evento danoso (Súmula 54/STJ).
A legitimidade do parquet enquanto fiscal da lei deve ser restrita à análise da devida aplicação da lei ao
caso concreto, bem como em zelar pelo melhor interesse do menor. Não cabe, assim, a formulação de
pedidos estranhos àqueles já formulados pela parte.
-
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Cível, do
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em dar parcial provimento ao recurso,
nos termos do voto do Relator.
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
012/168
Participaram do julgamento, juntamente com o Relator, o Exmo. Sr. Des. Gursen De Miranda e o Juiz
Convocado Euclides Calil Filho.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 31 de maio de 2012.
DES. MAURO CAMPELLO
Presidente e Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
APELAÇÃO CÍVEL N.º 010.11.008905-8 - BOA VISTA/RR
APELANTE: VRG LINHAS AÉREAS S/A
ADVOGADA: DRA. ANGELA DI MANSO
APELADOS: CONEXÃO TURISMO LTDA E OUTROS
ADVOGADO: DR. ALLAN KARDEC LOPES MENDONÇA
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA:
APELAÇÃO CÍVEL – PRELIMINAR – POSSIBILIDADE DE INCLUSÃO DA INCORPORADORA NO FEITO
- MÉRITO - RESPONSABILIDADE CIVIL – INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – TRANSPORTE
AÉREO – DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO – RESPONSABILIDADE CONTRATUAL
OBJETIVA – CONFIGURAÇÃO DOS DANOS MORAIS – MANUTENÇÃO DO QUANTUM
INDENIZATÓRIO - RECURSO DESPROVIDO. 1 - Não há ilegitimidade passiva da empresa Gol Linhas
Aéreas S/A, porquanto esta restou incorporada pela VRG LINHAS AÉREAS S/A, afigurando-se ambas
solidariamente responsáveis, na forma do art. 7º, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor.
Possibilidade de inclusão no polo passivo da VRG Linhas Aéreas S/A, em nome de quem foi interposto o
recurso. 2 - Demonstrada a conduta ilícita das apelantes (negligência na prestação de assistência), o dano,
bem com o nexo causal entre a antijuridicidade e o prejuízo causado, impõe-se o dever de indenizar. 3 -
Observados os fatos postos sob julgamento entendo razoável o valor fixado pelo juízo a quo (R$
10.000,00), diante dos danos sofridos.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Cível do
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em negar provimento à apelação,
nos termos do voto do Relator.
Presenças: Des. Mauro Campello (Presidente e Relator), Des.ª Tânia Vasconcelos Dias (Julgadora) e Juiz
Convocado Euclides Calil Filho (Revisor).
Sala das Sessões, em Boa Vista, 31 de maio de 2012.
DES. MAURO CAMPELLO
Presidente e Relator
PUBLICAÇÃO DE ACÓRDÃO
APELAÇÃO CÍVEL N.º 0047.04.003654-4 – RORAINÓPOLIS/RR
APELANTE: O ESTADO DE RORAIMA
PROCURADOR DO ESTADO: DR. SANDRO BUENO DOS SANTOS
APELADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DE RORAIMA
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
EMENTA:
APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA –
PRELIMINARES DE PERDA DO OBJETO E DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO
REJEITADAS – OBRIGAÇÃO DO ESTADO DE REALIZAR REFORMAS E ADEQUAÇÕES NO HOSPITAL
ESTADUAL SANTA LUZIA – DIREITO FUNDAMENTAL À SAÚDE – BEM INDISPONÍVEL –
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
013/168
INEXISTÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES – MULTA FIXADA EM
PATAMAR EXCESSIVO – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
-
Necessidade de interação constante entre os três Poderes a fim de se assegurar a eficácia dos direitos
fundamentais e, assim, evitar que estes figurem indefinidamente no rol das garantias programáticas. Não
há que se falar, portanto, no presente caso, em ofensa ao princípio da separação dos poderes.
Verificada a existência de irregularidades, é dever do Estado adotar medidas que visem a melhoria e
adequação do sistema público de saúde, não cabendo, aqui, a alegação de escassez de recursos.
-
-
Observado o excesso na fixação da multa em caso de descumprimento da sentença, sua redução é
medida que se impõe.
-
Recurso parcialmente provido.
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os membros da Câmara Única – Turma Cível, do
egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, por unanimidade, em conhecer e dar parcial provimento
ao
recurso, nos termos do voto do Relator.
Participaram do julgamento, juntamente com o Relator, o Exmo. Sr. Des. Gursen De Miranda e o Juiz
Convocado Euclides Calil Filho.
Sala das Sessões, em Boa Vista, 31 de maio de 2012.
DES. MAURO CAMPELLO
Presidente e Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 000.12.000046-8 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: ASSOCIAÇÃO DOS SERVIDORES DO TRIBUNAL DE CONTAS DE RORAIMA
ADVOGADOS: DR. ALEXANDRE DANTAS E OUTRA
AGRAVADO: UNIMED BOA VISTA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
ADVOGADO: DR. MARCELO BRUNO GENTIL CAMPOS
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
DECISÃO
DO RECURSO
Agravo de instrumento interposto, em face de decisão proferida pelo MM. Juiz da 5ª Vara Cível da
Comarca de Boa Vista (RR), que postergou a análise de pedido de antecipação de tutela para momento
posterior à citação e manifestação da parte Agravada, nos autos da ação de obrigação de não fazer, c/c/,
pedido de nulidade de cláusula contratual.
RAZÕES DO RECURSO
O
Agravante insurge-se alegando que “a Recorrente desde 19 de janeiro de 2000, mantém
contrato/empresarial de assistência médica de seus associados e dependentes com a Agravada. No ano
de
2011, por força de pretensão de reajuste exacerbado das prestações relativas às mensalidades do
plano [
],
a Agravante viu-se, depois de esgotadas todas as vias negociais possíveis, impelida a ajuizar
ação judicial buscando a revisão de aludido sistema de reajuste de preços e a estipulação dos reajustes
com base em índice adotado pela ANS – Agência Nacional de Saúde – para os reajustes dos planos de
saúde individuais.”
Afirma que, “a ação foi distribuída para a 5ª Vara Cível [
],
houve a concessão de antecipação de tutela,
determinando fosse aplicado o índice fornecido pela ANS para reajuste dos planos de saúde individuais ao
contrato mantido entre as partes ora litigantes, suspendendo os efeitos, da cláusula de reajuste por
reequilíbrio econômico-financeiro durante a tramitação do mencionado feito.”
O Agravante narra ainda que “talvez em represália à via judicial adotada pela Agravante para a obtenção
de
reajuste não abusivo dos valores da contratação [
]
em ato unilateral, a Recorrida, no dia 29 de
novembro de 2011, encaminhou notificação de Rescisão Contratual à Agravante, concedendo a esta o
prazo de sessenta dias de vigência para o encerramento da relação contratual.”
Alega que “visando sustar tal denunciação contratual e impedir a rescisão unilateral e imotivada da
contratação houve o ajuizamento do feito onde se expediu a decisão agravada. [
]
A discussão deve
cingir-se sobre a eficácia e validade do recitado item 12.1 da cláusula XII do contrato que rege a relação
negocial mantida entre as partes ora litigantes, [
]
a cláusula [
]
é abusiva e afronta disposição do CDC,
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posto que contém finalidade iníqua, que coloca o consumidor em desvantagem excessiva e, assim,
permite, com fincas no art. 51, IV do já invocado diploma consumerista pátrio, ter sua nulidade reconhecida
e
decretada em Juízo.”
Continua o Agravante relatando que “a Recorrida age com torpeza quando pretende rescindir a
contratação somente porque a Agravante obteve decisão judicial que permitiu reajuste de mensalidade
obedecendo índices oficiais, [
]
a Recorrida sequer sugeriu a possibilidade de manter planos individuais
aos associados da Recorrente.”
Sustenta o pedido de antecipação dos efeitos da tutela “já que presente a verossimilhança do direito
invocado e, mais o perigo na demora a justificar a pretensão da medida de urgência, já que iminente a
ruptura contratual que submeterá todos os associados da Recorrente à impossibilidade de acesso justo
aos médicos e hospitais credenciados da Recorrida. [
]
A concessão da medida antecipatória, por seu
turno, servirá para que se valide e se dê força à outra liminar concedida nos autos nº 010.2011.903.188-7.”
Ao final, requer efeito suspensivo, para conceder a antecipação dos efeitos da tutela no feito nº 00708671-
42.2011.823.0010, para determinar à Agravada mantenha o plano de saúde coletivo mantido com a
Agravante; e, finalmente, o provimento do Agravo, para modificação total da decisão vergastada, a fim de
manter o pedido liminar ora pleiteado.
É
o breve relatório. DECIDO.
DA ADMISSIBILIDADE DO RECURSO
Sobre admissibilidade recursal, Ovídio Araujo Baptista Da Silva leciona:
“Todo provimento judicial, desde o mais simples e singelo, importa invariavelmente numa dupla
investigação de sua pertinência e legitimidade. Assim, também nos recursos haverá sempre a
necessidade de uma investigação prévia, destinada a averiguar se o recurso é possível, numa dada
hipótese, e se aquele que o interpôs observou e cumpriu todos os requisitos exigidos por lei para
que tal inconformidade merecesse o reexame”. (in Curso de Processo Civil, Ed. Fabris, 1987, vol. I, p.
349). (Sem grifos no original).
Assim, o interesse em recorrer, que constitui requisito de admissibilidade dos recursos, deve estar
presente para que se viabilize o exame da matéria impugnada pelo Tribunal, como bem destaca Nelson
Nery Júnior:
"Da mesma forma com que se exige o interesse processual para que a ação seja julgada pelo
mérito, há necessidade de estar presente o interesse recursal para que o recurso possa ser
examinado em seus fundamentos. Assim, poder-se-ia dizer que incide no procedimento recursal o
binômio necessidade + utilidade como integrantes do interesse em recorrer". (in Teoria geral dos recursos.
6. ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 2004, p. 315). (Sem grifos no original).
Neste sentido, trago à colação jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça:
“RECLAMAÇÃO VOLTADA CONTRA A ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA DE MÉRITO.
JULGAMENTO DA AÇÃO PRINCIPAL. SUPERVENIENTE PERDA DE OBJETO. FALTA DE INTERESSE
RECURSAL. LEVANTAMENTO DE VULTOSA QUANTIA. TUTELA ANTECIPADA EM DESFAVOR DA
FAZENDA PÚBLICA. PRECEDENTES: RESP. N.º 875.104/RJ E RESP. N.º 875.155/RJ. (
)
2. O
interesse em recorrer é instituto ontologicamente semelhante ao interesse de agir como condição
da ação, e é mensurado à luz do benefício prático que o recurso pode proporcionar ao recorrente.
Amaral Santos, in Primeiras Linhas de Direito Processual Civil, 4.ª ed., v. IV, n.º 697, verbis: O que justifica
o recurso é o prejuízo, ou gravame, que a parte sofreu com a sentença. (
)
6. Agravo regimental
desprovido”. (STJ, AgRg na Rcl 1884 / RJ, Relator Ministro Luiz Fux, Primeira Seção, Julgamento
26.08.2009, Publicação/Fonte DJe 14.09.2009). (Sem grifos no original).
“MANDADO DE SEGURANÇA. PRECATÓRIO. SEQÜESTRO. LEVANTAMENTO. PERDA DO OBJETO.
EXTINÇÃO DO PROCESSO. ART. 267, VI, DO CPC. (
)
2. ‘A perda do objeto da demanda acarreta a
ausência de interesse processual, condição da ação cuja falta leva à extinção do processo (CPC,
art. 267, VI) (RMS n. 19.568/SP relator Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, Primeira Turma, DJ de
25.5.2006)’. 2. Recurso Ordinário Improvido”. (STJ, RMS 21728 / SP, Relator Ministro João Otávio De
Noronha, Segunda Turma, Julgamento 05.09.2006, Publicação/Fonte DJ 13.10.2006 p. 294). (Sem grifos
no original).
DA PERDA DO OBJETO DO RECURSO
Com efeito, estabelece o ordenamento jurídico brasileiro que se o juiz comunicar que reformou
inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado o agravo (CPC: art. 529).
No caso em tela, verifico que houve reconsideração da decisão agravada (fls. 62/63).
Portanto, resta prejudicado o presente agravo, em razão da perda do seu objeto, na forma do artigo 529,
do Código de Processo Civil.
DA CONCLUSÃO
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Dessa forma, com fundamento no artigo 529, do Código de Processo Civil, extingo o processo, sem
resolução do mérito, em face da perda do objeto do presente agravo de instrumento, nos termos do artigo
267, inciso VI, do CPC, c/c, artigo 175, inciso XIV, do RI-TJE/RR.
Custas ex lege.
Com as baixas necessárias, arquive-se.
P. R. I. C.
Cidade de Boa Vista (RR), em 08 de maio de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0000.12.000362-9 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: BANCO INTERMEDIUM S/A
ADVOGADO: DR. JOÃO ROAS DA SILVA
AGRAVADO: RENATO SARAIVA BOTELHO
ADVOGADO: DR. ALEXANDER LADISLAU MENEZES
RELATOR: DESEMBARGADOR GURSEN DE MIRANDA
DECISÃO
DO RECURSO
Agravo de instrumento interposto, em face de decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da 4ª Vara Cível
da Comarca de Boa Vista (RR), na ação cautelar inominada nº 0704333-88.2012.823.0010, que deferiu a
liminar, suspendendo a consignação em folha de pagamento dos valores referentes ao empréstimo
realizado com o banco Intermedium, ora Agravante, assim como inverteu o ônus da prova.
DAS RAZÕES DO RECURSO
A
parte Agravante alega, em síntese, que “ é manifestamente incabível a inversão do ônus da prova
operada pela decisão hostilizada, primeiro porque, definitivamente, não há relação de consumo [
]
o
agravado não se equipara à figura do consumidor, compreendido como aquele que, em situação
diametralmente oposta e juridicamente distinta, toma dinheiro no mercado para satisfação de suas
necessidades pessoais de consumo, atuando como destinatário final do numerário [
]
o agravado se valeu
do empréstimo tomado para fins de intermediação, de aplicação em negócio jurídico independente, voltado
para a especulação mediante remuneração via sobretaxa de juros”.
Aduz que “[
]
em atenção ao princípio da eventualidade, caso seja julgado aplicável ao caso em exame o
Código de Defesa do Consumidor [
]
há considerar a culpa exclusiva da vítima como hipótese de
exclusão de qualquer responsabilidade [
]
se ao agravado, que se diz vítima de um golpe, foi
lesado,certamente o agravante nada tem a ver com isso, haja vista não ter participado ou se beneficiado
de qualquer forma de suposto golpe, que somente foi possível pela ganância do agravado em obter lucro
fácil, através de uma atividade ilícita a ele por privativa às instituições financeiras integrantes do Sistema
Financeiro Nacional, a qual seja: o empréstimo de dinheiro no mercado a juros superiores aos legais”.
Sustenta que “outro vício intransponível que padece a decisão monocrática hostilizada (no que tange à
inversão do ônus da prova) é o fato que mencionada inversão foi proferida de maneira genérica, abstrata,
vale dizer: sem que o juízo tenha fixado os pontos controvertidos, a matéria probatória sobre a qual incide
a
inversão deferida [
]
em respeito aos princípios do contraditório, da razoabilidade e da economia
processual, é pacífico que a inversão do ônus probatório deve ter lugar somente quando do despacho
saneador e não como medida prévia, de caráter liminar, ao arrepio da oitiva prévia do réu e da
conseqüente definição nos autos dos pontos controversos e da real dimensão da prova necessária ao
julgamento da lide”.
Continua rebatendo que “[
]
não se observa [
]
situação de hipossuficiência da parte agravada em face
do agravante a justificar o pedido de inversão probatória [
]
a parte contrária, na verdade, é militar das
forças armadas, pessoa instruída e ocupante de cargo de grande responsabilidade e que exige elevado
nível sócio-cultural [
]
Ademais, se faz acompanhar de advogada de inegável qualidade técnica [
]
não se
verifica qualquer situação de desigualdade ou desequilíbrio entre as partes no processo principal [
]”.
Argumenta que “[
]
não há também sequer sombra de verossimilhança das alegações [
]
o agravante,
absolutamente, não pode ser responsabilizado pelo uso inadvertido, temerário ou ilegal que um dos seus
mutuários fazia com o dinheiro mutuado [
]
não há relação alguma entre o contrato ilícito celebrado entre
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a
parte agravada e o sócio da empresa Filadélfia Empréstimos e Consignados LTDA. com o contrato de
mútuo celebrado entre agravante e agravado [
]
o único liame existente entre os dois negócios é que,
para extrair dinheiro do agravado sob a promessa de pagamento de juros acima do limite legal (e ainda
obter vantagem financeira ganhando sobre a comissão decorrente da intermediação do mútuo), o sócio da
empresa Filadélfia, caso o agravado não possuísse o dinheiro para emprestá-lo, precisava induzir o
incauto especulador a tomar dinheiro no mercado, não exclusivamente do agravante, mas sim de qualquer
instituição financeira disponível [
Alega que “a liminar deferida pelo juízo a quo, ao suspender os descontos, acaba por violar direito líquido e
certo do agravante, vez que os descontos efetuados junto à folha de pagamentos do agravado têm
fundamento no comando inserto no art. 14, §3, da MP 2.215/10/2001, podendo, ademais, incidirem até o
teto de 70% da remuneração”.
Expõe ainda que “[
]
caso seja mantida a liminar, o Judiciário estará prestigiando negócio jurídico nulo de
pleno direito em razão da sua ilegalidade manifesta, em prejuízo da lícita atividade o agravante [
]
o
agravado, ao emprestar dinheiro à taxa de juros muito superior à taxa legal admitida em lei, no mínimo se
envolveu em negócio jurídico nulo de pleno direito, em razão de sua manifesta ilicitude”.
Conclui que “[
]
no mínimo há de se deferir efeito suspensivo ao agravo, de forma que a liminar seja
imediatamente suspensa, sob pena de provocar prejuízos de incerta ou impossível reparação ao agravante
[
]
o risco agora presente é o agravado comprometer sua margem consignável tomando novos
empréstimos (e impedindo, assim, a retomada dos descontos do agravante quando este certamente
vencer a ação principal), por si só é fato que justifica a imediata suspensão da liminar [
Requer, liminarmente, a atribuição de efeito suspensivo ao presente recurso, enquanto, no mérito, busca a
reforma da decisão agravada, permitindo a consignação em folha dos valores destinados à quitação do
empréstimo, assim como a revogação da inversão do ônus da prova.
Ao analisar o recurso, deixei de converter o agravo de instrumento em retido e indeferi a liminar pleiteada
(fls. 123/126).
O
magistrado a quo, às fls. 137, apresentou as informações.
As contrarrazões foram fornecidas às fls. 131/134, sendo rebatido pelo Agravado que “[
]
foi vítima de um
golpe financeiro, que culminou na prisão de várias pessoas envolvidas através de investigação da Polícia
Federal do Estado de Minas Gerais [
]
toda operação financeira se deu de forma conjunta, demonstrando
que a Agravante agia em conluio com a empresa [
]
não pode suportar descontos em seu salário que
estão além de suas condições financeiras, ultrapassando inclusive o percentual de 30% sobre seu soldo
[
]
a documentação apresentada é suficiente para evidenciar a má-fé, o dolo, o erro substancial dos quais
foram vítimas milhares de pessoas, ao confiarem na instituição financeira [
]
tais pessoas não tiveram
lucro algum, muito menos usufruíram dos empréstimos que realizaram com o banco, já que assim que o
dinheiro foi depositado na conta corrente do Agravado imediatamente foi transferido para o poder da
empresa Filadélphia, que também atuava como representante do banco Agravante [
É o sucinto relato. Decido.
DA MUDANÇA DE COMPREENSÃO
Em que pese tenha decidido contrariamente nestes autos, após análise mais aprofundada sobre a
questão, mudei minha linha de compreensão.
Isto porque, verifico que proferi decisão indeferindo pedido de atribuição do efeito suspensivo ao recurso
de agravo de instrumento, vez que não vislumbrei fumaça do bom direito nem perigo da demora.
Todavia, compulsando detidamente os autos, constato que a manutenção da decisão agravada não é
suscetível de causar lesão grave e de difícil reparação à parte Agravante.
DA CONVERSÃO EM AGRAVO RETIDO
Com efeito, incumbe ao Relator do Agravo de Instrumento, monocraticamente, aferir se a questão levada a
sua apreciação se amolda ou não às exceções do caput, do artigo 522, do CPC, avaliando no caso
concreto se a decisão agravada é passível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.
Sobre o tema são as lições de Carreira Alvim:
“Com a nova redação trazida pela Lei nº 11.187/2005, o inciso II, do artigo 527, do Código de
Processo Civil, com o explícito propósito de restringir a utilização do agravo de instrumento nos
Tribunais, impôs ao relator a conversão do agravo de instrumento em agravo retido nos casos que
não tratarem de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, e não mais
apenas possibilitou a conversão, que era o que rezava a redação da lei anterior. Agora, não estando
presentes os casos previstos no artigo 522, caput, e no artigo 527, II, o relator não terá opção senão
realizar a conversão do agravo de instrumento em retido. A conversão não se trata mais de uma
faculdade processual, mas agora de um dever processual”. (in Novo Agravo. 6ª edição. Ed. Forense,
2006, p. 107). (Sem grifos no original).
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017/168
Pois bem. No caso em tela, a parte Agravante aponta como grave prejuízo gerado pela decisão atacada “o
risco agora presente do agravado comprometer sua margem consignável tomando novos empréstimos (e
impedindo, assim, a retomada dos descontos do agravante quando este certamente vencer a ação
principal)”.
Contudo, da análise dos autos, não vislumbro risco de lesão grave ou de difícil reparação, pois, se
infrutífera a ação principal, nenhum prejuízo será causado à parte, visto que a tutela deferida em primeira
instância não abala o direito de crédito do Agravante, eis que perfeitamente possível a reversibilidade da
decisão agravada.
Além do mais, a discussão do contrato dá ensejo à sustação do desconto em folha de pagamento do
Devedor, visto que não é prudente exigir que o consumidor pague a dívida sub judice para, somente em
momento posterior, obter a restituição do que provavelmente pagou de modo indevido, principalmente,
dada a natureza alimentar do salário, que, inclusive, goza de proteção de impenhorabilidade legal.
Com efeito, se o Agravante sagrar-se vitorioso na ação principal, o crédito poderá ser perseguido por
meios outros que não a consignação em folha de pagamento, como, por exemplo, a cobrança judicial ou a
execução por quantia certa, em que tão somente o patrimônio do Devedor se sujeita ao ônus do
pagamento da dívida.
Ademais, a inversão do ônus da prova deferida é justificada por se tratar de evidente relação de consumo,
razão pela qual deve ser aplicada ao caso a Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), porque
verificada a hipossuficiência do consumidor (CDC: art. 6º, inc. VII).
Válido destacar que não se tem mais dúvida que as instituições financeiras enquadram-se no conceito de
fornecedor de que trata o mencionado Diploma Legal, pois positivada no seu artigo 3º, caput e § 2º:
"Art. 3º - Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional o estrangeira, bem como
os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção,
transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de
serviços.
[ ]
§2º - Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as
de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter
trabalhista".
Neste ínterim, em virtude de não restar demonstrada a lesão grave e de difícil reparação, é de regra a
conversão em retido.
DA CONCLUSÃO
Por estas razões, com fundamento no inciso II, do artigo 527, do Código de Processo Civil, converto o
agravo de instrumento em agravo retido.
Remetam-se os presentes autos ao Juízo da 4ª Vara Cível.
Publique-se e intimem-se.
Cidade de Boa Vista (RR), em 25 de maio de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0000.12.000358-7 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: BANCO INTERMEDIUM S/A
ADVOGADO: DR. JOÃO ROAS DA SILVA
AGRAVADO: VALBERTH CRISPIM CORREIA SILVA
ADVOGADAS: DRA. ÂNGELA DI MANSO E OUTRA
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
DECISÃO
DO RECURSO
Agravo de instrumento interposto, em face de decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da 5ª Vara Cível
da Comarca de Boa Vista (RR), na ação cautelar inominada nº 0704382-32.2012.823.0010, que deferiu a
liminar, suspendendo a consignação em folha de pagamento dos valores referentes ao empréstimo
realizado com o banco Intermedium, ora Agravante.
DAS RAZÕES DO RECURSO
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
018/168
A
parte Agravante alega, em síntese, que “[
]
o agravado alega que celebrou um negócio entre amigos e
[
]
não fez uma única prova sequer de que tenha havido tal contratação com a empresa Filadélphia.
Confessa o agravado que não possui uma cópia do alegado contrato celebrado com a Filadélphia. Lado
outro, também não junta aos autos cópia do comprovante de depósito que alega haver realizado [
]
o
agravante junta cópia de Crédito Bancário emitida em seu favor pelo agravado [
]
no valor de R$
21.844,66 (vinte e um mil e oitocentos e quarenta e quatro reais e sessenta e seis centavos) e não R$
20.000,00 (vinte mil reais), conforme alega o agravado [
]
cabendo ao autor a prova dos fatos
constitutivos do seu direito, a teor do artigo 333, I, do CPC, não havendo o agravado comprovado suas
alegações, por óbvio merece revogação a liminar concedida [
].
Segue afirmando que “é manifestamente incabível a inversão do ônus da prova operada pela decisão
hostilizada, primeiro porque, definitivamente, não há relação de consumo [
]
o agravado não se equipara
à figura do consumidor, compreendido como aquele que, em situação diametralmente oposta e
juridicamente distinta, toma dinheiro no mercado para satisfação de suas necessidades pessoais de
consumo, atuando como destinatário final do numerário [
]
o agravado se valeu do empréstimo tomado
para fins de intermediação, de aplicação em negócio jurídico independente, voltado para a especulação
mediante remuneração via sobretaxa de juros”.
Aduz que “[
]
em atenção ao princípio da eventualidade, caso seja julgado aplicável ao caso em exame o
Código de Defesa do Consumidor [
]
há considerar a culpa exclusiva da vítima como hipótese de
exclusão de qualquer responsabilidade [
]
se ao agravado, que se diz vítima de um golpe, foi
lesado,certamente o agravante nada tem a ver com isso, haja vista não ter participado ou se beneficiado
de qualquer forma de suposto golpe, que somente foi possível pela ganância do agravado em obter lucro
fácil, através de uma atividade ilícita a ele por privativa às instituições financeiras integrantes do Sistema
Financeiro Nacional, a qual seja: o empréstimo de dinheiro no mercado a juros superiores aos legais”.
Argumenta que “[
]
não há também sequer sombra do fumus boni iuris [
]
o agravante, absolutamente,
não pode ser responsabilizado pelo uso inadvertido, temerário ou ilegal que um dos seus mutuários fazia
com o dinheiro mutuado [
]
não há relação alguma entre o contrato ilícito celebrado entre a parte
agravada e o sócio da empresa Filadélfia Empréstimos e Consignados LTDA com o contrato de mútuo
celebrado entre agravante e agravado [
]
o único liame existente entre os dois negócios é que, para
extrair dinheiro do agravado sob a promessa de pagamento de juros acima do limite legal (e ainda obter
vantagem financeira ganhando sobre a comissão decorrente da intermediação do mútuo), o sócio da
empresa Filadélfia, caso o agravado não possuísse o dinheiro para emprestá-lo, precisava induzir o
incauto especulador a tomar dinheiro no mercado, não exclusivamente do agravante, mas sim de qualquer
instituição financeira disponível.
Alega que “a liminar deferida pelo juízo a quo, ao suspender os descontos, acaba por violar direito líquido e
certo do agravante, vez que os descontos efetuados junto à folha de pagamentos do agravado têm
fundamento no comando inserto no art. 14, §3, da MP 2.215/10/2001, podendo, ademais, incidirem até o
teto de 70% da remuneração”.
Continua rebatendo que “[
]
o único liame existente entre o agravante e a empresa Filadélphia era o fato
da última captar clientes para financiamentos do agravante, sem exclusividade, note-se bem, como fazia
para uma série de outras instituições financeiras [
]
qualquer outra instituição financeira poderia estar
agora ocupando o lugar do agravante nessa ação, numa ostensiva demonstração de que não houve, na
verdade, conluio entre as duas empresas, nem ações coligadas entre o agravante e a pessoa que, em
nome próprio, logrou ludibriar o agravado valendo-se da confiança que vigora entre colegas de farda. Não
se justifica, por isso, a aplicação das regras de solidariedade ou responsabilidade subsidiária do Código de
Defesa do Consumidor [
Expõe ainda que “[
]
caso seja mantida a liminar, o Judiciário estará prestigiando negócio jurídico nulo de
pleno direito em razão da sua ilegalidade manifesta, em prejuízo da lícita atividade o agravante [
]
o
agravado, ao emprestar dinheiro à taxa de juros muito superior à taxa legal admitida em lei, no mínimo se
envolveu em negócio jurídico nulo de pleno direito, em razão de sua manifesta ilicitude”.
Insurge-se que [
]
o agravante dentro dos limites legais impostos à sua atividade, apenas emprestou
dinheiro, procedimento comum a qualquer instituição financeira e está sendo punido com a suspensão do
pagamento das parcelas, bem como lhe foi imposta multa diária no estratosférico valor de R$ 1.500,00 (mil
e
quinhentos reais) pelo descumprimento. Assim, merece reforma a decisão também no tocante à multa
imposta ao agravante.
Conclui que “[
]
no mínimo há de se deferir efeito suspensivo ao agravo, de forma que a liminar seja
imediatamente suspensa, sob pena de provocar prejuízos de incerta ou impossível reparação ao agravante
[
]
o risco agora presente é o agravado comprometer sua margem consignável tomando novos
empréstimos (e impedindo, assim, a retomada dos descontos do agravante quando este certamente
vencer a ação principal), por si só é fato que justifica a imediata suspensão da liminar [
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
019/168
Requer, liminarmente, a atribuição de efeito suspensivo ao presente recurso, bem como a reforma da
decisão agravada, permitindo a consignação em folha dos valores destinados à quitação do empréstimo e
a
revogação da multa fixada.
Ao analisar o recurso, deixei de converter o agravo de instrumento em retido e indeferi a liminar pleiteada
(fls. 124/127).
O magistrado a quo, às fls. 178, apresentou as informações.
As contrarrazões foram fornecidas às fls. 131/172, sendo alegado pelo Agravado que “o magistrado em
sua magnitude teve a perspicácia para vislumbrar os prejuízos que poderiam alcançar o agravado em caso
de indeferimento da medida cautelar, haja vista que tratava-se de suspensão de considerável percentual
da remuneração do agravado de caráter alimentar”.
Expõe que “[
]
o agravante possuía o dever contratual de fiscalizar as atividades do correspondente [
]
o
agravante possui em seu contrato com o correspondente uma cláusula em que declara que assume toda a
responsabilidade pelos atos cometidos pelo correspondente [
]
é notório o medo do agravante pela
inversão do ônus da prova, vez que o agravado, consumidor e hipossuficiente não possui as provas para
elucidação do caso, haja vista que, ante a vantagem do fornecedor as principais provas ficam em seu
poder [
]o
agravado adquiriu empréstimo e que o agravante era conveniado com a Filadélphia e praticava
com estas operações financeiras, mesmo sabendo de sua irregularidade [
]
não há que se dizer que o
agravado não era destinatário final, isto porque [
]
o agravado adquiriu um produto de investimento com
as requeridas, uma vez que o produto era anunciado às vítimas com sendo realizado através de parceria
entre as empresas [
]
o agravado efetuava toda transação com o agravante através da Filadélphia sem ter
contato nenhum com o agravado, o que de fato levava a vítima a crer que a parceria de fato existia [
como consumidor que é o agravado adquiriu um produto de investimento aliciado diretamente pela
]
conveniado Filadélphia que agia em nome tanto do agravante quanto de outros bancos [
]
tais instituições
conveniadas a partir do momento que permitem que seu nome de empresa seja vinculado à uma outra
empresa que se encontra em situação de flagrantemente irregular e ilícita, sem preocupar-se com as
consequências, ademais quando possuíam o dever contratual de fiscalizar, trazem para si a
responsabilidade objetiva e solidária que incumbe ao fornecedor”.
Argumenta ainda que “[
]
contrato era assinado após o agravado depositar o valor referente ao produto de
investimento. Constate que o Agravado depositou o dinheiro diretamente na conta da Empresa Filadélphia
Empréstimos LTDA, conforme demonstra comprovante acostado aos autos e no ato do depósito, o
agravado confirmou transação [
]
o agravante era sim o destinatário final do produto adquirido, qual seja,
o
fundo de investimento. O agravado não repassou, nem sequer pensava em repassar o retorno financeiro,
caso este acontecesse, para ninguém e nem pretendia aplicar em nenhuma outra atividade [
]
o
agravante insiste em querer separar o inseparável, insistindo na questão do repasse. Ora, o que ele
agravante chama de repasse, em verdade fazia parte da concretização do negócio. Haja vista que, para o
consumidor as empresas trabalhavam em parceria, pois este era fato notório. Nenhuma conduta do
agravante demonstrava o contrário, uma vez que este diretamente nunca teve contato direto com o
agravado, sendo sempre representado pela sua preposta e conveniada Filadélphia”.
Continua rebatendo que “[
]
conforme já mencionado e demonstrado documentalmente que o agravante
por mais que tente distorcer a realidade incorreu em falha na prestação do serviço, conveniou-se com
empresa irregular, vinculou sua atividade à empresa irregular, vinculou sua atividade à empresa ilícita e
assim declarada pela Comissão de Valores Mobiliários, não adotou a devida cautela que um fornecedor
zeloso e de boa fé com seus consumidores adotam [
]
por óbvio que não houve culpa exclusiva da vítima,
porque houve participação de outrem, no caso o agravante, na concretização do negócio”.
Aduz que [
]
constata-se que a validade jurídica de tal medida é notoriamente contestável, já que a
medida provisória é do ano de 2001 e até o presente momento, vale dizer, abril de 2012 ainda não foi
votada. Por esta razão, já há julgados que suspendem parcela de empréstimo pura e simplesmente por tal
medida nunca ter sido votada e por ser gritantemente contra o exercício de uma vida com um mínimo de
dignidade viver com apenas 30% do salário, haja vista que, também de acordo com nossa carta magna, a
remuneração de uma pessoa terá de ser capaz de atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e
de sua família, com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene e transporte. É
imprescindível que se leve em consideração a natureza alimentar do salário e o princípio da razoabilidade
para atingir o equilíbrio entre os objetivos do contrato e a dignidade da pessoa humana.
Afirma que “[
]
não é nada razoável permitir que o banco receba seu lucro, oriundo de contrato onde
ainda discute-se a validade, enquanto isso deixa uma família passando fome, literalmente ao relento [
]
o
agravado está na condição de vítima, vez que é este o hipossuficiente, vez que é este que foi lesado, vez
que é este que foi vilipendiado em suas necessidades básicas, vez que é este que durante meses teve
parte considerável de sua remuneração repassada ao agravado, enquanto este foi incluído na venda do
produto e o ora produto não mais existe.
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
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Em arremate, esclarece que “[
]
a medida cautelar comporta reversibilidade e que o agravado não pediu
liberação da margem, apenas suspensão da parcela [
]”.
É o sucinto relato. Decido.
DA MUDANÇA DE COMPREENSÃO
Em que pese tenha decidido contrariamente nestes autos, após análise mais aprofundada sobre a
questão, mudei minha linha de compreensão.
Isto porque, verifico que proferi decisão indeferindo pedido de atribuição do efeito suspensivo ao recurso
de agravo de instrumento, vez que não vislumbrei fumaça do bom direito nem perigo da demora.
Todavia, compulsando detidamente os autos, constato que a manutenção da decisão agravada não é
suscetível de causar lesão grave e de difícil reparação à parte Agravante.
DA CONVERSÃO EM AGRAVO RETIDO
Com efeito, incumbe ao Relator do Agravo de Instrumento, monocraticamente, aferir se a questão levada a
sua apreciação se amolda ou não às exceções do caput, do artigo 522, do CPC, avaliando no caso
concreto se a decisão agravada é passível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação.
Sobre o tema são as lições de Carreira Alvim:
“Com a nova redação trazida pela Lei nº 11.187/2005, o inciso II, do artigo 527, do Código de
Processo Civil, com o explícito propósito de restringir a utilização do agravo de instrumento nos
Tribunais, impôs ao relator a conversão do agravo de instrumento em agravo retido nos casos que
não tratarem de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, e não mais
apenas possibilitou a conversão, que era o que rezava a redação da lei anterior. Agora, não estando
presentes os casos previstos no artigo 522, caput, e no artigo 527, II, o relator não terá opção senão
realizar a conversão do agravo de instrumento em retido. A conversão não se trata mais de uma
faculdade processual, mas agora de um dever processual”. (in Novo Agravo. 6ª edição. Ed. Forense,
2006, p. 107). (Sem grifos no original).
Pois bem. No caso em tela, a parte Agravante aponta como grave prejuízo gerado pela decisão atacada “o
risco agora presente do agravado comprometer sua margem consignável tomando novos empréstimos (e
impedindo, assim, a retomada dos descontos do agravante quando este certamente vencer a ação
principal)”.
Contudo, da análise dos autos, não vislumbro risco de lesão grave ou de difícil reparação, pois, se
infrutífera a ação principal, nenhum prejuízo será causado à parte, visto que a tutela deferida em primeira
instância não abala o direito de crédito do Agravante, eis que perfeitamente possível a reversibilidade da
decisão agravada.
Além do mais, a discussão do contrato dá ensejo à sustação do desconto em folha de pagamento do
Devedor, visto que não é prudente exigir que o consumidor pague a dívida sub judice para, somente em
momento posterior, obter a restituição do que provavelmente pagou de modo indevido, principalmente,
dada a natureza alimentar do salário, que, inclusive, goza de proteção de impenhorabilidade legal.
Com efeito, se o Agravante sagrar-se vitorioso na ação principal, o crédito poderá ser perseguido por
meios outros que não a consignação em folha de pagamento, como, por exemplo, a cobrança judicial ou a
execução por quantia certa, em que tão somente o patrimônio do Devedor se sujeita ao ônus do
pagamento da dívida.
Neste ínterim, em virtude de não restar demonstrada a lesão grave e de difícil reparação, é de regra a
conversão em retido.
DA CONCLUSÃO
Por estas razões, com fundamento no inciso II, do artigo 527, do Código de Processo Civil, converto o
agravo de instrumento em agravo retido.
Remetam-se os presentes autos ao Juízo da 5ª Vara Cível.
Publique-se e intimem-se.
Cidade de Boa Vista (RR), em 25 de maio de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 0000.12.000742-2 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: NILO ALBERTO DA SILVA COSTA
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Boa Vista, 6 de junho de 2012
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
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ADVOGADOS: DR. FERNANDO PINHEIRO DOS SANTOS E OUTROS
AGRAVADO: DANILO DE ALMEIDA COSTA
ADVOGADA: DRA. DÉBORA MARA DE ALMEIDA
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
DECISÃO
DO RECURSO
Agravo de Instrumento interposto, em face de decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito Titular da 7ª Vara
Cível da comarca de Boa Vista (RR), nos autos de ação de alimentos nº 0700738-18.2011.823.0010, que
recebeu o recurso de apelação somente no efeito devolutivo.
DAS RAZÕES DO RECURSO
A
parte Agravante alega, em síntese, que “trata-se de ação revisional de alimentos ajuizada pelo agravado
Danilo de Almeida Costa, menor representado por Dorivalda de Almeida Costa, contra o agravante Nilo
Alberto da Silva Costa. [
]
O Agravante, irresignado com a decisão de primeira instância, apelou da
decisão, porém, embora todo o exposto supra, o nobre magistrado, no EP n. 99, objeto do presente agravo
assim decidiu: ‘Recebo a apelação em seu efeito devolutivo’. Sucede que, nos termos do artigo 520 do
Código de Processo Civil, ‘A apelação será recebida em seu efeito devolutivo e suspensivo. Será, no
entanto, recebida só no efeito devolutivo, quando interposta de sentença que
Segue afirmando que “a apelação em revisional de alimentos não se enquadra no rol das condições para
efeito meramente devolutivo. [
]
Não quer este Agravante eximir-se de sua obrigação, quer apenas que
esta seja justa, proporcional e razoável para ambas as partes [
]
agrava ainda mais o risco do Agravante
a
ausência do efeito suspensivo”.
Argumenta que “assiste razão ao Agravante, ante a não comprovação da necessidade de alteração dos
alimentos, haja vista, das despesas que a genitora do Agravado alega ter em sua inicial, foi o Agravante
quem apresentou os comprovantes, pois sobre ele recai tal ônus; Assiste razão ao Agravante também pela
não demonstração de alteração na situação econômico-financeira do mesmo, pelo Agravado, pois trata-se
de ilações infundadas, ao contrario da situação da genitora, quer por certo, melhorou consideravelmente,
fato que deve por este Juízo ser reconsiderado”.
Sustenta o Agravante que “a situação econômico-financeira do Agravante não é das melhores, ao contrario
do alegado, possui um micro empreendimento, ou seja, uma pequena loja, fato que poder ser verificado a
qualquer momento, e é de conhecimento público. Sendo assim, muito se propagou a concorrência no ramo
de informática, o que reduziu drasticamente os rendimentos auferidos pelo Agravante. Oneroso está para o
Agravante manter com seus compromissos, dentre eles o cumprimento dos alimentos, o que tem feito no
extremo necessário, correndo contra sua pessoa execução de alimentos, pois o alto valor dos alimentos
somados as demais despesas necessárias a manutenção de sua família também as despesas do pequeno
comércio tornam impossível o adimplemento”.
Conclui que “ausente o efeito suspensivo, não conseguirá o Agravante, por fim, adimplir os alimentos,
restando por certo a restrição de sua liberdade, pois tem feito o possível para cumprir com suas
obrigações, mas não consegue mais, não há como arcar sozinho com a mantença do Agravado. O
Agravante está sobrecarregado, sendo urgente que a genitora posse a contribuir com tal obrigação”.
DO PEDIDO
Requer o provimento do presente recurso, para reformar decisão agravada.
É
o sucinto relato.
DECIDO.
DA ADMISSIBILIDADE RECURSAL
Estabelece o ordenamento jurídico brasileiro que o Relator negará seguimento a recurso manifestamente
inadmissível (CPC: art. 557).
Como é pacífico, compete ao Relator o exame dos pressupostos de admissibilidade recursal (RI – TJE/RR:
art. 175, inc. XIV). Eis compreensão da doutrina:
"Ao relator, na função de juiz preparador de todo e qualquer recurso do sistema processual civil brasileiro,
compete o exame do juízo de admissibilidade desse mesmo recurso. Deve verificar se estão presentes os
pressupostos de admissibilidade (cabimento, legitimidade recursal, interesse recursal, tempestividade,
preparo, regularidade formal e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). Trata-se
de matéria de ordem pública, cabendo ao relator examiná-la de ofício[
]".
(Nelson Nery Júnior e Rosa
Maria de Andrade Nery. Código de Processo Civil, comentado e legislação extravagante, 8ª ed., São
Paulo: RT, 2004, p. 1.041).
Determina o artigo 522, do Código de Processo Civil, que:
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
022/168
“Art. 522 - Das decisões interlocutórias caberá Agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo
quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos
casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será
admitida a sua interposição por instrumento”.
Com efeito, diferentemente dos outros recursos, no Agravo, o juízo de admissibilidade não é realizado pelo
juiz singular, vez que sua interposição ocorre diretamente na instância superior, razão pela qual fica o
Relator incumbido de analisar a presença dos requisitos legais de prelibação.
DA FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO
Dispõe o artigo 525, inciso I, do Código de Processo Civil:
“Art. 525 - A petição de agravo de instrumento será instruída:
I - obrigatoriamente, com cópias da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das
procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado”. (Sem grifos no original).
Destaco que as peças obrigatórias e facultativas para formação do instrumento devem ser juntadas no
instante da propositura do agravo, e não em momento posterior.
Neste sentido, colaciono decisões do Superior Tribunal de Justiça:
“AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO.
DEFICIENTE FORMAÇÃO DO INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PEÇA ESSENCIAL. IMPOSSIBILIDADE
DE ANÁLISE DA QUESTÃO. NÃO CONHECIMENTO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 525, INCISO I, DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONVERSÃO DO JULGAMENTO EM DILIGÊNCIA. INCABIMENTO. ( )
3.
É firme o entendimento deste Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal no
sentido de que constitui ônus da parte instruir corretamente o agravo de instrumento, fiscalizando
a sua formação e o seu processamento, sendo inviável a juntada de qualquer documento a
posteriori, em face de revogação, pela Lei nº 9.139/95, do texto original do artigo 557 do Código de
Processo Civil, que autorizava o Relator a converter em diligência o agravo insuficientemente
instruído, regra aplicável tanto nos agravos interpostos nos Tribunais Superiores quanto nos
demais Tribunais (inteligência do artigo 527, inciso I, do Código de Processo Civil). 4. Agravo
regimental improvido”. (STJ, AgRg no REsp 508718 / SC, Relator Ministro Hamilton Carvalhido, Órgão
Julgador T6 - Sexta Turma, Data do Julgamento 09.02.2006, Data da Publicação/Fonte DJ 13.03.2006, p.
387). (Sem grifos no original).
“PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE
PEÇA INDISPENSÁVEL À CORRETA APRECIAÇÃO DA CONTROVÉRSIA. LEI N.° 9.139/95 - SÚMULA
N.°168/STJ. 1) O agravo de instrumento deve ser instruído com as peças obrigatórias e também com
as necessárias à correta apreciação da controvérsia, nos termos do art. 525, II, do CPC. A ausência de
qualquer delas obsta o conhecimento do agravo. 2) De acordo com o sistema recursal introduzido pela
Lei n.° 9.139/95) é dever do agravante zelar pela correta formação do agravo de instrumento, não
sendo possível a conversão do julgamento em diligência para complementação do traslado, nem a
possibilidade de posterior juntada da peça faltante, em virtude da ocorrência de preclusão
consumativa”. (STJ, EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RESP N.° 478.155, Relator: Ministro Felix
Fischer, Órgão Julgador: Corte Especial, Data do Julgamento 01.12.2004, Data da Publicação: Fonte DJ
21.02.2005, p. 99). (Sem grifos no original).
DA AUSÊNCIA DE PEÇA OBRIGATÓRIA
Da análise dos autos, verifico que a petição recursal não veio acompanhada com cópia da decisão
agravada, visto que o Agravante em sua inicial afirma que esta agravando de decisão consubstanciada em
recebimento de apelação no efeito devolutivo, contudo, juntou aos autos decisão adversa (fls. 20/22).
Sobre a questão, trago decisões do STJ:
“PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE CÓPIA DA DECISÃO AGRAVADA E DE SUARESPECTIVA
CERTIDÃO DE INTIMAÇÃO. PEÇAS OBRIGATÓRIAS.
1.
Cabe à agravante zelar pela correta formação do agravo de instrumento, com o traslado das
peças obrigatórias em sua íntegra.Precedentes.
2.
A ausência de peça tida por obrigatória, indicada no art. 544, § 1º do CPC, leva ao não
conhecimento do agravo, não se tratando de excessivo rigor formal, mas de segurança jurídica das
partes e do próprio julgador.
3.
Esta Corte pacificou entendimento de que a alegação de traslado de cópia integral dos autos não é
suficiente para justificar a falta de documento, sem que haja, também, certidão do Tribunal a quo
confirmando a ausência da referida peça.Agravo regimental improvido. (STJ, AgRg no Ag 1419536 PE
2011/0099528-9, rel. HUMBERTO MARTINS, 2ª Turma, j. 02/02/2012)”. (sem grifo no original).
“PROCESSUAL CIVIL. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO. RECEBIMENTO COMO AGRAVO
REGIMENTAL. TRASLADO INCOMPLETO. INADMISSIBILIDADE REALIZADA PELO TRIBUNAL A
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
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QUO. NÃO VINCULAÇÃO. (
)
2. Conforme consignado na decisão atacada, ao agravo de instrumento
devem ser juntadas as peças previstas no art. 544, § 1º, do Código de Processo Civil, quais sejam: cópia
do acórdão recorrido, da certidão da respectiva intimação, da petição do recurso denegado, das
contrarrazões, da decisão agravada, da certidão da respectiva intimação e das procurações outorgadas
aos advogados do agravante e do agravado. Ausente ou incompleta qualquer dessas peças – como
no caso, em que o agravante não trasladou cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, é inviável o
conhecimento do agravo de instrumento. 3. O agravante tem o dever legal de formar corretamente o
instrumento de agravo, devendo fiscalizar a efetiva apresentação das peças obrigatórias
relacionadas no art. 544, § 1º, do Código de Processo Civil. Por outro lado, é inaceitável, nesta
instância, a juntada extemporânea de peça obrigatória. (
)
5. Agravo regimental desprovido.” (STJ,
RCDESP no Ag 1204831 / RJ, Relator: Ministro Vasco Della Giustina - Desembargador Convocado do
TJ/RS, Terceira Turma, Julgamento: 04.02.2010, Publicação/Fonte DJe 25/02/2010). (Sem grifos no
original).
“PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PEÇA
OBRIGATÓRIA. INTEIRO TEOR DA DECISÃO AGRAVADA. ART. 544, § 1º, DO CPC. 1. Ausente peça
processual de juntada obrigatória - inteiro teor da cópia da decisão agravada -, não há de ser conhecido o
agravo de instrumento, ante o disposto no artigo 544, § 1º, do CPC.
2. Compete ao agravante zelar pela correta formação do instrumento de agravo. 3. A Corte Especial
deste Tribunal consolidou o entendimento no sentido de que ambos os agravos de instrumento
previstos nos artigos 522 e 544 do CPC, devem ser instruídos tanto com as peças obrigatórias
quanto com aquelas necessárias à exata compreensão da controvérsia, consoante a dicção do
artigo 525, I, do CPC, sendo certo que no caso de falta de traslado de qualquer uma dessas peças,
seja obrigatória ou necessária, impede o conhecimento do agravo de instrumento, sem que haja
possibilidade de conversão do julgamento em diligência. 4. Agravo regimental não provido”. (STJ,
AgRg no Ag 1171061 / SP, Relator Ministro Castro Meira, Segunda Turma, Julgamento 03.11.2009,
Publicação/Fonte DJe 19/11/2009). (Sem grifos no original).
Assim sendo, a ausência de qualquer das peças obrigatórias na formação do instrumento implica na
inadmissibilidade do recurso por falta do pressuposto recursal consistente na regularidade formal.
DA CONCLUSÃO
Desta forma, em face do exposto com fundamento no inciso I, do artigo 525, e, artigo 557, ambos do CPC,
c/c, inciso XIV, do artigo 175, do RI-TJE/RR, não conheço do presente agravo, em virtude da ausência de
requisito essencial na formação do instrumento.
Publique-se. Registre-se. Intime-se.
Cidade de Boa Vista (RR), em 25 de maio de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0000.12.000278-7 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: VIVO S/A
ADVOGADOS: DRA. HELAINE MAISE DE MORAES FRANÇA E OUTROS
AGRAVADO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
DECISÃO
DO RECURSO
Agravo de instrumento interposto, em face de decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da 3ª Vara Cível
da Comarca de Boa Vista (RR), na ação civil pública, c/c, obrigação de fazer e indenização por danos
morais coletivos, que deferiu pedido de antecipação de tutela para comercialização de créditos de telefonia
móvel pré-paga com prazo de validade não inferior a 90 (noventa) dias, sob pena de multa diária de R$
5.000,00.
DAS RAZÕES DO RECURSO
O Agravante insurge-se, alegando que “[
]
o próprio regulamento do Serviço Móvel Pessoal, aprovado
pela Resolução nº 477 da ANATEL [
]
permite que as operadoras disponibilizem no mercado cartões de
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recarga com quaisquer prazos de validade, desde que, esclareça-se, elas também forneçam cartões com
prazo de validade de no mínimo 90 dias e 180 dias, o que já foi feito pela VIVO [
]
assim, como a VIVO
comercializa no mercado cartões com os aludidos prazos de validade (90 e 180 dias), pode ela
disponibilizar também outros cartões de diferentes valores e distintos prazos, o que, diga-se, somente gera
benefícios aos consumidores que contam com maior opção de cartões à sua escolha”.
Aduz que “inevitável ingresso da ANATEL no feito. Isso porque, consoante o pacífico entendimento da
jurisprudência, nas ações em que se discute matérias sujeitas à regulamentação pela ANATEL, tais como
os planos de serviço, forma-se um litisconsórcio passivo necessário entre a autarquia e as operadoras de
telefonia [
]
discute-se nesta ação elemento – o prazo de validade dos cartões de recarga disponíveis
para os consumidores – que, segundo entende a melhor doutrina e a jurisprudência, institui o litisconsórcio
necessário entre a concessionária e a agência reguladora, o que, por sua vez, consoante os termos do art.
109, I, da Constituição Federal, afasta a competência desse MM.Juízo para apreciar a presente demanda”.
Sustenta que “diante do cristalino cumprimento das normas estipuladas na Resolução nº 477 da ANATEL,
não se pode impor a VIVO qualquer proibição para a livre comercialização dos cartões de recarga, ainda
mais se esta determinação extrapola e contraria os próprios termos do Regulamento do SMP. Soma-se a
isso o fato de que a decisão agravada acaba por fomentar desequilíbrio no competitivo mercado de
telefonia móvel, na medida em que foi proposta apenas contra a ora agravante, VIVO, o que permite que
as demais operadoras de telefonia móvel continuem a disponibilizar livremente no mercado cartões de
recarga com quaisquer prazos de validade, como fazem atualmente (doc. 5), nos termos da
regulamentação da ANATEL.
Continua afirmando que “[
]
a disponibilização de cartões de recarga com valores e prazos de validade
distintos representa benefício para o consumidor, que vê aumentada suas opções de compra e,
consequentemente, o seu acesso à telefonia móvel”.
Arremata que “[
]
é evidente a incompetência da Justiça Estadual e a falta de interesse de agir do
Ministério Público nesta demanda”.
Requer, ao final, liminarmente, a atribuição do efeito suspensivo ao presente agravo e, no mérito, seja
provido o recurso para permitir a comercialização de créditos de telefonia móvel pré-pago com prazo de
validade inferior a 90 dias. Caso contrário, que seja reduzido o valor da multa aplicada, de acordo com os
princípios da razoabilidade e proporcionalidade.
É o sucinto relato. Decido.
DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE
Como é pacífico, compete ao Relator o exame dos pressupostos de admissibilidade recursal (RI – TJE/RR:
art. 175, inc. XIV). Eis compreensão da doutrina:
"Ao relator, na função de juiz preparador de todo e qualquer recurso do sistema processual civil brasileiro,
compete o exame do juízo de admissibilidade desse mesmo recurso. Deve verificar se estão presentes os
pressupostos de admissibilidade (cabimento, legitimidade recursal, interesse recursal, tempestividade,
preparo, regularidade formal e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). Trata-se
de matéria de ordem pública, cabendo ao relator examiná-la de ofício[
]".
(Nelson Nery Júnior e Rosa
Maria de Andrade Nery. Código de Processo Civil, comentado e legislação extravagante, 8ª ed., São
Paulo: RT, 2004, p. 1.041).
Com efeito, diferentemente dos outros recursos, no Agravo, o juízo de admissibilidade não é realizado pelo
juiz singular, vez que sua interposição ocorre diretamente na instância superior, razão pela qual fica o
Relator incumbido de analisar a presença dos requisitos legais de prelibação.
Determina o artigo 522, do Código de Processo Civil, que:
“Art. 522 - Das decisões interlocutórias caberá Agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo
quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos
casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será
admitida a sua interposição por instrumento”.
DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO E DA COMPETÊNCIA
Inicialmente, passo à análise da necessidade de intervenção da Agência Nacional de Telecomunicações,
ANATEL, como litisconsorte passivo necessário, considerando que daí decorre a fixação do juízo
competente para o processamento do feito, se a Justiça Federal ou Estadual.
O litisconsórcio necessário estabelece-se pela natureza da relação jurídica ou por determinação legal. A
respeito do tema, ensina Fredie Didier Jr:
“[
]
o litisconsórcio necessário está ligado mais diretamente à indispensabilidade da integração do pólo
passivo por todos os sujeitos, seja por conta da própria natureza desta relação jurídica (unitariedade), seja
por imperativo legal [
]
é o art. 47 do CPC que trata mais especificamente das hipóteses em que o
litisconsórcio será, ou não, necessário. Por duas razões, diz o dispositivo aludido, ter-se-á o litisconsórcio
necessário: a) quando o exigir a própria natureza da relação jurídica deduzida em juízo (ou seja: quando
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for unitário) ou b) quando o exigir a lei, independentemente da natureza da relação jurídica deduzida em
juízo. Assim, percebe-se que o art.47 do CPC pretendeu, corretamente, ligar a necessariedade, em
princípio, à unitariedade: “o litisconsórcio será necessário, diz o texto com outras palavras, sempre que
unitário. Mas será necessário também, disse-o agora sem muita clareza, quando assim dispuser a lei”. (in
Curso de Processo Civil – 13 ed. Salvador: Editora Jus Podivm, 2011, p. 327, vol. 1)
Para que a ANATEL intervenha necessariamente no pólo passivo da demanda, impõe-se observar se a
pretensão almejada na ação pelo Requerente acarreta algum tipo de obrigação à Agência Reguladora.
No caso concreto, infere-se, na Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público do Estado de Roraima,
a
relação entre os consumidores do serviço de telefonia móvel pré-paga e a concessionária quanto à
proibição da venda de créditos com prazo de validade menor que 90 (noventa) dias, nos termos do Anexo
da Resolução nº 477 da ANATEL.
Em verdade, o Ministério Público busca que o ora recorrente cumpra as normas expedidas pela ANATEL,
não havendo, desse modo, qualquer objetivo de criar obrigação a esta Agência reguladora.
A
ANATEL, ainda que na condição de agente reguladora e fiscalizadora, responsável pela expedição de
resoluções normativas, não implica necessariamente a sua responsabilidade jurídica ou mesmo da União a
fim de que participe nas demandas em que não é parte na relação de consumo.
Estabelecida a relação entre os consumidores e empresa privada concessionária de serviço público
federal, não há litisconsórcio passivo necessário da Anatel. Como a concessionária é a única beneficiária
da venda dos créditos de telefonia móvel aos seus usuários, ela deve arcar com a responsabilidade
patrimonial de sua comercialização indevida. A propósito:
(
)
Caso em que não se está a discutir o contrato de concessão entre a agência reguladora e a
concessionária de serviço público. A controvérsia não vincula senão o consumidor e a concessionária de
serviço de telefonia. De mais a mais, a agência reguladora a ANATEL não manifestou, expressamente,
interesse na solução da controvérsia. Pelo que não há falar de interesse, jurídico ou econômico, da
ANATEL (
)
Recurso conhecido em parte e, nesta parte, desprovido. Fica mantido o acórdão impugnado,
que deu pela ilegalidade da cobrança da assinatura básica (STF – RE 567454 – Rel: Ministro Carlos Britto
– j. 18/06/09).
(
)
Por não figurar na relação jurídica de consumo, a Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL
carece de legitimidade para compor o pólo passivo de ação movida pelo particular, usuário do serviço de
telefonia móvel, contra a concessionária. 2. Ausente participação da autarquia federal, sob qualquer das
hipóteses previstas no art. 109, I, da Constituição, a competência é da Justiça Estadual (
)
Recurso
conhecido em parte e, nesta extensão, desprovido (STF – RE 571572 – Rel: Ministro Gilmar Mendes – j.
08/10/2008).
(
)
Na relação de direito material, a empresa prestadora de serviço relaciona-se com a agência reguladora
e
uma outra relação trava-se entre a prestadora de serviço e os consumidores. 2. No conflito gerado na
relação entre as prestadoras do serviço e os consumidores, não há nenhum interesse da agência
reguladora, senão um interesse prático que não a qualifica como litisconsorte necessária. 3. Inexistindo
litisconsórcio necessário, não há deslocamento da ação para a Justiça Federal. 4. Recurso especial
improvido" (STJ - REsp 431.606/SP, Rel. Min. Eliana Calmon, DJU de 30.09.02).
PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. ARTIGO 535 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.
VIOLAÇÃO. INOCORRÊNCIA. TESE RECURSAL. FALTA. PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211/STJ.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA. BRASIL TELECOM S.A. EMPRESA PRIVADA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO FEDERAL. LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO - AGÊNCIA NACIONAL DE
TELECOMUNICAÇÕES (ANATEL). COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL. (
)
3. Em Ação Civil
Pública proposta pelo Ministério Público Estadual questionando o valor de tarifa cobrado de usuário por
concessionária de telefonia, é despicienda a intervenção da ANATEL, como litisconsorte passiva
necessária. Na qualidade de agência reguladora e fiscalizadora, responsável pelas resoluções normativas,
não há responsabilidade jurídica ou mesmo da União, porquanto os danos patrimoniais serão arcados
somente pela concessionária do serviço público, a quem se destinam tais quantias. Precedentes. 4. As
relações jurídicas estabelecidas entre os usuários e as concessionárias são autônomas com relação
àquelas instauradas entre essas e o poder cedente-União. 5. Não evidenciado qualquer interesse da União
na lide ou quaisquer dos entes arrolados no artigo 109, I da Constituição Federal, não há razão para que
deslocada a competência para a Justiça Federal. 6. Recurso especial improvido (STJ - /Resp 788806 –
Rel: Ministro Castro Meira – DJ 30/03/2006, p. 202).
Assim, afastada inclusão da ANATEL no pólo passivo, a competência para apreciar demanda entre as
operadoras de telefonia e os consumidores é da Justiça Estadual.
DO PODER DO RELATOR
Estabelece o ordenamento jurídico pátrio que recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído
incontinenti, o relator poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (art. 558), ou deferir, em antecipação de
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tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz a sua decisão (CPC: art. 527, inc.
III).
Assim sendo, da análise dos fundamentos trazidos pelo Agravante, verifico não ter cabimento na espécie a
conversão do agravo de instrumento em retido, por ser oriundo de decisão suscetível, em tese, de causar
à
parte lesão grave e de difícil reparação.
DOS REQUISITOS DO PEDIDO LIMINAR
Destaco que, para a concessão de medida, com o fim de emprestar efeito suspensivo ao recurso de
Agravo de Instrumento, é necessária a ocorrência cumulativa de dois requisitos previstos no artigo 558, do
Código de Processo Civil: a relevância da fundamentação e a possibilidade de lesão grave e de difícil
reparação, os tradicionais fumus boni iuris e periculum in mora. Eis compreensão da doutrina:
“A liminar não é uma liberalidade da Justiça; é medida acauteladora do direito do impetrante, que não pode
ser negada quando ocorrerem seus pressupostos como, também, não deve ser concedida quando
ausentes os requisitos de sua admissibilidade.” (in Hely Lopes Meirelles. Mandado de Segurança e outras
ações, 26.ª ed. São Paulo: Malheiros, 2003, p. 77).
O
fumus boni iuris deriva da expressão, "onde há fumaça, há fogo", representando todos os indícios que a
parte que requer o direito temporário realmente o terá de forma permanente, quando a causa for julgada
de forma definitiva.
O
periculum in mora traduz-se no risco ou perigo da demora, vale dizer, na possibilidade de a decisão
futura tornar-se "ineficaz" acaso não concedida in limine.
Deste modo, o Agravante deverá expor, com clareza, o fundado receio de dano imediato e irreversível, ou
seja, o perigo da demora do processo consubstanciado na demonstração de fatos concretos, e não em
situação subjetiva de temor, que poderão ocorrer enquanto se aguarda a prestação jurisdicional se
completar.
Com efeito, não vislumbro fumus boni iuris, pois a documentação juntada aos autos demonstra, a priori,
que a Agravante está vendendo créditos de telefones celulares nos planos pré-pagos com prazo de
validade inferior ao que dispõe o artigo 62, §2º, da Resolução nº 477, da ANATEL, in verbis:
Art. 62. Os créditos podem estar sujeitos a prazo de validade.
§1º. A prestadora pode oferecer créditos com qualquer prazo de validade desde que possibilite ao usuário
a
aquisição de créditos, de valores razoáveis, com prazo igual ou superior a 90 (noventa) dias e 180 (cento
e
oitenta) dias.
O
periculum in mora também não está presente, pois o prejuízo econômico causado ao Agravante com o
deferimento da tutela antecipada é bem menor que o gerado aos milhares de consumidores, caso atribua
efeito suspensivo ao agravo.
Isso ocorre porque, diante da conduta da operadora de telefonia em reduzir o prazo de validade dos
créditos, exige a compra constante dos usuários, o que não ocorreria se o prazo fosse igual a 90 (noventa)
dias, como determina a resolução da ANATEL.
DA CONCLUSÃO
Diante do exposto, declaro a competência da justiça estadual para apreciar o feito e, em sede de cognição
sumária, com fundamento no artigo 62, §2º, da Resolução nº 477, da ANATEL, indefiro o pedido de
atribuição do efeito suspensivo ao presente agravo de instrumento pela ausência do fumus boni iuris e
periculum in mora.
Requisitem-se informações ao MM. Juiz da 3ª Vara Cível.
Intime-se a parte Agravada para contrarrazoar.
Publique-se. Cumpra-se.
Cidade de Boa Vista (RR), em 19 de março de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO REGIMENTAL N.º 0000.12.000631-7 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: O MUNICÍPIO DE BOA VISTA
PROCURADOR DO MUNICÍPIO: DR. MARCUS VINÍCIUS MOURA MARQUES
AGRAVADO: MARCOS ALVES DOS SANTOS
ADVOGADOS: DR. ALEXANDRE DANTAS E OUTROS
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
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DECISÃO
DO RECURSO
Agravo regimental interposto, em face de decisão proferida nos autos do agravo de instrumento nº
000.12.000525-1, que negou provimento ao recurso para que a apelação da sentença que julgou
improcedentes os embargos à execução seja recebida apenas no efeito devolutivo.
DAS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL
A
parte Agravante alega que “[
]
o relator se valeu de decisões tecidas pelo Superior Tribunal de Justiça
que assentam entendimento quanto à impossibilidade de concessão do efeito devolutivo em relação às
apelações interpostas contra decisões que julgam improcedentes embargos à execução proposta contra a
Fazenda Pública, para monocraticamente afastar o agravo de instrumento [
]
a visão da Corte Superior
está arrimada nos artigos 520, V, e 475, II, ambos do CPC, já que, por expressa previsão legal, o apelo
oferecido em resgate de embargos fracassados não carrega duplo efeito, tampouco a sentença que julga
os embargos improcedentes demanda remessa necessária. Data máxima vênia, a linha de pensamento
capitaneada pelo STJ é digna de críticas, pois a aplicação dos dispositivos citados necessita ser feita
segundo interpretação do art. 100, da Constituição Federal [
]
o próprio STJ, em recente julgado, mitigou
a
incidência do texto legal, dada a peculiaridade do caso concreto [
]
embora os julgados mencionados
tratem acerca de situação específica na qual se discute a prescrição da pretensão executória, entendemos
que apelo movido contra decisão que julga improcedente no todo ou em parte embargos à execução em
desfavor da Fazenda Pública, sempre demandará recepção no duplo efeito, representando verdadeira
exceção ao art. 520, V, do CPC”.
Sustenta que “[
]
o precatório ou a requisição de pequeno valor só poderão ser expedidos após o trânsito
em julgado da discussão sobre o valor exigido. Portanto, não há como se tomar caminho diverso do que
leva ao recebimento dos embargos no efeito suspensivo [
]
o parágrafo 5º do art. 100, da CF, ao fazer
referência ao trânsito em julgado, está a falar da sentença que julga embargos à execução, pois o valor a
ser incluído no orçamento do Ente executado deve ser definitivo, não passível de discussão. Não é à toa
que as leis de diretrizes orçamentárias elaboradas pelos Entes da Federação costumam exigir a
apresentação da certidão de trânsito em julgado dos embargos ou qualquer impugnação aos respectivos
cálculos. Exemplo desta afirmação é o art. 24 da Lei Federal nº 12.465/2011 e os artigos 11 e 12 da Lei
Municipal nº 1.352/2011.
Rebate, ainda, que “[
]
após alterações perpetradas pela Lei nº 11.232/2005, o inciso V, do art. 520,do
CPC, passou a abarcar tão somente as execuções fundadas em título executivo extrajudicial promovidas
por particulares e contra particulares, pois a execução de título judicial, agora, salvo quando em desfavor
de Fazenda Pública, é realizada no bojo dos autos de conhecimento, passando a representar mera fase
processual, sendo atacável por meio de impugnação, cuja rejeição demanda agravo de instrumento (CPC,
art. 475-M, parágrafo 3º)”.
Em arremate, afirma que “[
]
o Supremo Tribunal Federal entende que, após a promulgação da
mencionada Emenda, não é mais possível execução provisória em face da Fazenda Pública”.
Requer, por fim, a reconsideração da decisão ou, em caso negativo, o provimento do presente agravo
regimental, para que a apelação seja recebida no efeito suspensivo.
É
o breve relatório.
DA RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA NOS AUTOS DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Compulsando detidamente os autos, verifico que proferi decisão, às fls. 23/25v, negando o efeito
suspensivo ao apelo interposto pela Fazenda Pública da sentença que rejeitou os embargos à execução.
Todavia, analisando com mais vagar a matéria, mudei minnha linha de compreensão, a fim de afastar a
incidência do artigo 520, inciso V, do Código de Processo Civil, quando se tratar de execução contra a
Fazenda Pública, porque encontra-se em debate norma constitucional que prevalece sobre norma inferior.
Com efeito, as normas são estruturadas de forma hierarquizada, partindo da norma superior, genérica,
abstrata e fundamental, para chegar às normas de menor hierarquia, concretas e específicas.
Sobre o assunto, preleciona Hans Kelsen:
"O ordenamento jurídico não é, portanto, um sistema jurídico de normas igualmente ordenadas, colocadas
lado a lado, mas um ordenamento escalonado de várias camadas de normas jurídicas". (in Teoria Pura do
Direito: Introdução à problemática científica do direito. Trad. Cretella Jr. e Agnes Cretella, 3ª. ed., Revista
dos Tribunais, São Paulo: 2003, p. 103).
A
"Pirâmide de Kelsen" é de fácil visualização no sistema jurídico pátrio:
CF
Leis complementares
Leis ordinárias
Medidas Provisórias e Leis Delegadas
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Resoluções
Na base da pirâmide estão os inúmeros atos específicos e concretos que retiram vigência de normas
abstratas que lhe são superiores. O ápice da pirâmide, por sua vez, está assentado na Constituição, norma
fundamental e abrangente, que é o sustentáculo de validade de todas as outras, já que a norma de grau
inferior sempre será válida se, e somente se, fundar-se nas normas superiores.
Pois bem. Segundo o artigo 520, inciso V, do Código de Processo Civil, a apelação interposta contra
sentença que julgue improcedentes ou rejeite os embargos à execução não possui efeito suspensivo.
Acontece que a Emenda Constitucional nº 30, de 13.SET.2000, passou a exigir o prévio trânsito em
julgado para expedição de precatório ou de requisição de pequeno valor, de sorte que somente pode ser
determinado o pagamento pela Fazenda Pública, se não houver mais qualquer discussão quanto à quantia
executada. Confira a redação do § 5º, do artigo 100, da Constituição Federal, dada pela Emenda
Constitucional nº 62, de 09.DEZ.2009:
Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em
virtude de sentença judiciária, far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos
precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas
dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim.
( )
§5º. É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de verba necessária ao
pagamento de seus débitos, oriundos de sentenças transitadas em julgado, constantes de
precatórios judiciários apresentados até 1º de julho, fazendo-se o pagamento até o final do exercício
seguinte, quando terão seus valores atualizados monetariamente (sem grifos no original).
Portanto, embora exista no Código de Processo Civil dispositivo expresso no sentido de atribuir apenas o
efeito devolutivo ao apelo que rejeitar os embargos à execução, a exigência constitucional quanto à
indiscutibilidade do valor para a expedição do precatório, o que pode ser comprovado por certidão de
trânsito em julgado dos embargos à execução, afasta a aplicação da lei processual, para que a apelação
seja recebida com efeito suspensivo, de modo a cumpir o mandamento da Constituição da República.
A respeito do tema, Fredie Didier Jr:
“O trânsito em julgado a que se refere o §5º, do art. 100 da Constituição Federal é o da sentença que
julgar os embargos à execução. E isso porque o valor a ser incluído no orçamento deve ser
definitivo, não pendendo qualquer discussão a seu respeito” (in Curso de Direito Processual Civil. 6
ed. Bahia: Jus Podvim, 2011, v. 5, p. 719) (sem grifo no original).
Nesta linha, Superior Tribunal de Justiça:
PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO. DUPLO EFEITO. EMBARGOS À EXECUÇÃO MOVIDA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA PENDENTE DE JUÍZO SOBRE PRESCRIÇÃO DA EXECUÇÃO. EFEITO
SUSPENSIVO. POSSIBILIDADE. 1. Embora a regra geral para o caso da sentença que julga
improcedentes os embargos do devedor é a apelação ser recebida apenas no efeito devolutivo,
somente é possível o prosseguimento da execução contra a Fazenda Pública, para fins de
expedição de precatório, em se tratando de parcela incontroversa, o que não é o caso dos autos, pois
ainda está pendente de julgamento em sede de apelação a prescrição da execução do crédito pleiteado,
que poderá fulminar o próprio direito discutido. 2. Precedentes: AgRg no REsp 1.275.883/PR, Min.
Humberto Martins, DJe de 4.10.2011, REsp 1.125.582/MG, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe
5.10.2010. Agravo regimental improvido (AgRg no REsp 126037 – Rel: Humberto Martins – Dje
19/04/2012) (Sem grifos no original).
"PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. EXECUÇÃO CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. EMBARGOS. ALEGAÇÃO DE PRESCRIÇÃO. NECESSIDADE DE TRÂNSITO EM
JULGADO. 1. Nos termos do art. art. 739-A, § 3º do CPC, quando os embargos forem parciais, a execução
prosseguirá quanto à parte não embargada - regra esta que se aplica também à Fazenda Pública. 2.
Todavia, quando a Fazenda Pública for a embargante, e no objeto do embargo houver questionamento
que possa afetar o título executivo como um todo, a exemplo da alegação de prescrição, a execução deve
ficar suspensa até a decisão final. 3. Nas execuções propostas contra a Fazenda Pública, a oposição
de embargos gera o efeito suspensivo, pois a expedição de precatório ou requisição de pequeno
valor depende do prévio trânsito em julgado, de sorte que somente pode ser determinado o
pagamento, se não houver mais qualquer discussão quanto ao valor executado. Agravo regimental
improvido" (AgRg no REsp 1.275.883/PR, Min. Humberto Martins, DJe de 4.10.2011).
DA CONCLUSÃO
Diante do exposto, com fundamento no artigo 100, §5º, da CF/88, reconsidero a decisão proferida às fls.
23/25v, para atribuir efeito suspensivo à apelação nos embargos.
Publique-se. Cumpra-se.
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Boa Vista, 6 de junho de 2012
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
029/168
Cidade de Boa Vista (RR), em 25 de maio de 2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0000.12.000700-0 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: OURO VERDE TRANSPORTE E LOCAÇÃO LTDA.
ADVOGADOS: DRA. PATRÍCIA RAQUEL DE AGUIAR E OUTROS
AGRAVADA: ROSELENE OLIVEIRA DA SILVA
ADVOGADO: DR. JOSÉ CARLOS BARBOSA CAVALCANTE
RELATOR: DES. GURSEN DE MIRANDA
DECISÃO
DO RECURSO
Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo, interposto em face de decisão proferida pelo MM.
Juiz da 3ª Vara Cível da Comarca de Boa Vista (RR), nos autos da ação de cumprimento de sentença nº
0705156-62.2012.823.0010, que fixou honorários advocatícios no valor de 15% (quinze por cento), sobre o
valor atualizado do débito (fls. 17).
DAS ALEGAÇÕES DO AGRAVANTE
Alega que “trata-se de cumprimento de sentença por meio do qual os Agravados requereram a intimação
da Agravante para efetuar o pagamento da condenação constante nos autos nº 1007167435-1, de AÇÃO
SUMÁRIA DE REPARAÇÃO DE DANOS MORAIS DECORRENTES DE ACIDENTE DE VEÍCULO, com as
mesmas partes, em trâmite na 3ª Vara Cível da Comarca de Boa Vista-RR. Foi então proferida decisão
agravada que deferiu o cumprimento de sentença, fixando honorários advocatícios em 15% do valor
atualizado do débito. [
]
No entanto, a decisão merece reforma, eis que os honorários fixados em
cumprimento de sentença somente são devidos se não for realizado o pagamento voluntário do débito.
Nesse sentido, saliente-se que o prazo para o cumprimento voluntário da condenação ainda não decorreu,
tendo o Agravante até o dia 21.05.2012 para efetuar o pagamento da quantia devida”.
Segue afirmando que “não foi considerado pelo d. Juízo a quo que o pagamento dos honorários
advocatícios deve estar condicionado ao não pagamento voluntário do valor objeto do cumprimento de
sentença. Com efeito, dentro do prazo, ou seja, até o dia 21.05.2012, a Agravante irá efetuar o pagamento
voluntário do valor devido, consoante decisão terminativa de mérito transitada em julgado, objeto do
presente cumprimento de sentença. [
]
a Embargante ainda possui prazo para efetuar o pagamento
voluntário da condenação, não há que se falar em fixação de honorários advocatícios em fase de
cumprimento da sentença. E nesse aspecto, verifica-se o erro na referida decisão, eis que se fixou
honorários advocatícios, mas deixou de consignar que estes honorários somente serão devidos se não
houver o pagamento voluntário, isto é, caso venha instaurar o procedimento executório”.
Aduz que a “[
]
evidente que deve o magistrado, ao fixar os honorários em cumprimento de sentença,
condiciona-los a ausência de pagamento voluntário da condenação. Ou seja, o pagamento de honorários
em fase de cumprimento de sentença deverá ser efetuado somente se o devedor não cumprir
voluntariamente o julgado”.
Em arremate afirma que “diz respeito a relevância do fundamento invocado, a qual, na espécie, restou
demonstrada pela sólida fundamentação deduzida nas razões do presente recurso [
risco de lesão grave e de difícil reparação na hipótese de manutenção da decisão. [
]
expor a parte a
]
caso não seja
deferido o almejado efeito suspensivo, a parte Agravante terá que arcar com um ônus exacerbado, pois
será compelida a despender grande monta de dinheiro, que posteriormente caracterizará o enriquecimento
ilícito dos Agravados. [
]
como já existe determinação judicial para pagamento dos honorários
advocatícios, é imprescindível a concessão de efeito suspensivo, para que a Agravante não tenha que
pagar quantia ilegalmente cobrada. [
]
a não concessão do efeito suspensivo acarretará excessivo e,
provavelmente, irreparável prejuízo a Agravante. Logo, a plausibilidade do direito alegado restou
exaustivamente demonstrada”.
DO PEDIDO
Requer a concessão de efeito suspensivo ativo, para suspender a decisão de primeira instância no que se
refere ao pagamento dos honorários advocatícios no valor de 15% (quinze por cento) do valor do débito
atualizado.
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
030/168
É
o sucinto relato.
DECIDO.
DA ADMISSIBILIDADE RECURSAL
Estabelece o ordenamento jurídico brasileiro que o Relator negará seguimento a recurso manifestamente
inadmissível (CPC: art. 557).
Como é pacífico, compete ao Relator o exame dos pressupostos de admissibilidade recursal (RI – TJE/RR:
art. 175, inc. XIV). Eis compreensão da doutrina:
"Ao relator, na função de juiz preparador de todo e qualquer recurso do sistema processual civil brasileiro,
compete o exame do juízo de admissibilidade desse mesmo recurso. Deve verificar se estão presentes os
pressupostos de admissibilidade (cabimento, legitimidade recursal, interesse recursal, tempestividade,
preparo, regularidade formal e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). Trata-se
de matéria de ordem pública, cabendo ao relator examiná-la de ofício[
]".
(Nelson Nery Júnior e Rosa
Maria de Andrade Nery. Código de Processo Civil, comentado e legislação extravagante, 8ª ed., São
Paulo: RT, 2004, p. 1.041).
Com efeito, diferentemente dos outros recursos, no Agravo, o juízo de admissibilidade não é realizado pelo
juiz singular, vez que sua interposição ocorre diretamente na instância superior, razão pela qual fica o
Relator incumbido de analisar a presença dos requisitos legais de prelibação.
Determina o artigo 522, do Código de Processo Civil, que:
“Art. 522 - Das decisões interlocutórias caberá Agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo
quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como
nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida,
quando será admitida a sua interposição por instrumento”. (Sem grifos no original).
Assim sendo, da análise dos fundamentos trazidos pelo Agravante, verifico não ter cabimento na espécie a
conversão do agravo de instrumento em retido, por ser oriundo de decisão suscetível, em tese, de causar
à
parte lesão grave e de difícil reparação.
Portanto, recebo o presente Agravo e defiro o seu processamento, eis que tempestivo e presentes os
demais requisitos previstos nos artigos 524 e 525, do Código de Processo Civil.
DO PODER DO RELATOR
Estabelece o ordenamento jurídico pátrio que o relator poderá, a requerimento do Agravante, nos casos
em que possa resultar lesão grave e de difícil reparação, sendo relevante a fundamentação, suspender o
cumprimento da decisão até o pronunciamento definitivo da turma ou câmara (CPC: art. 558).
DOS REQUISITOS DO PEDIDO LIMINAR
Para a concessão de medida com o fim de emprestar efeito suspensivo ao recurso de agravo de
instrumento, necessária a ocorrência cumulativa de dois requisitos previstos no artigo 558, do Código de
Processo Civil: a relevância da fundamentação e a possibilidade de advento de lesão grave e de difícil
reparação, os tradicionais fumus boni iuris e periculum in mora.
As lições de Hely Lopes Meirelles são oportunas:
“A
liminar não é uma liberalidade da Justiça; é medida acauteladora do direito do impetrante, que não pode
ser negada quando ocorrerem seus pressupostos como, também, não deve ser concedida quando
ausentes os requisitos de sua admissibilidade.”(In Mandado de Segurança e outras ações, 26ª edição, São
Paulo, Editora Malheiros, 2003, p. 133).
A
fumaça do bom direito é derivada da expressão, "onde há fumaça, há fogo", que significa que todos os
indícios levam a crer que a pessoa que requer o direito temporário realmente terá direito a ele de forma
permanente quando a causa for julgada de forma definitiva.
O
periculum in mora traduz-se no risco ou perigo da demora, vale dizer, na possibilidade de a decisão
futura tornar-se "ineficaz" acaso não concedida in limine. A parte Agravante, por sua vez, deverá expor
com clareza o fundado receio de dano imediato e irreversível, por sua vez, ou seja, o perigo da demora do
processo se consubstancia na demonstração de fatos concretos, e não em situação subjetiva de temor,
que poderão ocorrer enquanto se aguarda a prestação jurisdicional do Estado.
DA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS
No caso em análise, verifico que a Agravante não demonstrou satisfatoriamente a existência dos
requisitos necessários para o deferimento do pleito liminar requerido.
Primeiramente, destaco que é admissível o cabimento de honorários advocatícios em fase de cumprimento
de sentença.
A Agravante não comprovou a presença da fumaça do bom direito, vez que sabido que são devidos
honorários nas execuções embargadas ou não nos termos preceituados pelo artigo 20, § 4º, do CPC.
Em suas razões argumenta a Agravante que o magistrado a quo ao fixar honorários advocatícios não
condicionou ao pagamento voluntário do valor objeto do cumprimento de sentença. Acrescenta que “dentro
do prazo legal, ou seja, até o dia 21.05.2012, a Agravante irá efetuar o pagamento voluntário do valor
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devido. [
]
possui prazo para efetuar o pagamento voluntário da condenação, não há que se falar em
fixação dos honorários advocatícios em fase de cumprimento de sentença”.
Contudo, ao verificar o andamento processual dos autos n. 0705156-62.2012.823.0010, não consta
juntada de petição informando sobre o suposto pagamento voluntário dentro do prazo de legal, tal qual
sustenta a Agravante.
Nesse passo, verifico a ausência do perigo da demora, vez que não trará nenhum prejuízo a Agravante
aguardar o julgamento final do presente recurso.
Por via de consequência, não há como deferir a liminar pela ausência da fumus boni iuris e do
periculum in mora.
DA CONCLUSÃO
Desta forma, em sede de cognição sumária da questão posta sub judice, com fundamento nos artigo 522,
c/c, inciso III, do artigo 527, c/c, artigo 558, do CPC, c/c, artigo 287, do RI-TJE/RR, por não vislumbrar a
presença dos requisitos legais, deixo de atribuir efeito suspensivo ao recurso.
Requisitem-se informações ao MM. Juiz da 3ª Vara Cível (CPC: art. 527, inc. IV).
Intime-se o Agravado para apresentar contrarrazões (CPC: art. 527, inc. V).
Após, ouça-se a douta Procuradoria de Justiça (CPC: art. 527, VI).
Publique-se. Cumpra-se.
Cidade de Boa Vista (RR), em 22.MAI.2012.
Gursen De Miranda
Desembargador
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
REVISÃO CRIMINAL Nº. 0000.12.000580-6 – BOA VISTA/RR
AUTOR: HEBRON SILVA VILHENA
RÉU: MINISTÉRIO PÚBLICO DE RORAIMA
RELATORA: DES. TÂNIA VASCONCELOS DIAS
D
E C I S Ã O
Cuida-se de pedido de Revisão Criminal formulado por Elias Augusto de Lima Silva, em favor de HEBRON
SILVA VILHENA, com fulcro no artigo 621, I e II, do Código de Processo Penal.
Consta da inicial que no julgamento do HC 164.248-RR, o Superior Tribunal de Justiça anulou a ação
penal n.e 0010.08.194879-5, da 2º Vara Criminal da Comarca de Boa Vista, à partir da denúncia, por
reconhecer sua inépcia.
Alega que se encontra preso injustamente há mais de 04 (quatro) anos, eis que não haveria nada que
comprovasse sua participação no crime a ele imputado.
Ao final, pugna pela concessão de liminar para colocá-lo imediatamente em liberdade e, no mérito, pela
cassação da sentença condenatória, absolvendo-o das imputações descritas nos autos da ação penal
acima referida.
Brevemente relatado. Decido.
O pressuposto principal da revisão é a existência de processo criminal com sentença condenatória
transitada em julgado.
Assim, dispõe o caput, do art. 621, do Código de Processo Penal:
Art. 621 - A revisão dos processos findos será admitida:
Como se vê, o legislador utilizou a expressão "processos findos", que equivale a processos com sentença
transitada em julgado.
Aliás, ao disciplinar as regras de processamento da revisão criminal, o Código de Processo Penal
estabelece, no parágrafo § 1º, do artigo 625, O requerimento será instruído com a certidão de haver
passado em julgado a sentença condenatória e com as peças necessárias à comprovação dos fatos
arguidos.
O
mesmo teor dispõe o art. 256, do RITJRR, in verbis:
Art. 256 - A revisão terá início por petição instruída com a certidão de haver passado em julgado a decisão
condenatória e com as peças necessárias à comprovação dos fatos arguidos, sendo processada e julgada nos
casos previstos na lei processual.
Nesse passo, tem-se que a revisão criminal somente será admitida quando se tratar de processo findo,
acabado, ou seja, com trânsito em julgado.
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In
casu, o escopo da revisão é desconstituir a sentença condenatória proferida nos autos do Processo nº.
010.08.190630-6, que tramitou perante o Juízo da 2 ª Vara Criminal da Comarca de Boa Vista.
Entrementes, foi verificado em consulta ao SISCOM que referido processo ainda se encontra em grau de
recurso (Apelação n.º 00009013463-6, da relatoria do Des. Ricardo Oliveira), inexistindo, por ora, decisão
definitiva que enseje o pedido de revisão formulado.
Neste contexto, considerando a inexistência de coisa julgada, impõe-se o indeferimento da petição inicial,
por falta de interesse de agir.
Ante o exposto, indefiro a petição inicial, com esteio no artigo 625, § 3º, do Código de Processo Penal, e
do § 3º, do art. 257, do RITJRR.
Intime-se.
Após, arquivem-se os autos.
Boa Vista, 28 de maio de 2012.
Desa. Tânia Vasconcelos Dias Relatora
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000602-8 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: GLÊNIA DOS SANTOS ALMEIDA
ADVOGADO: DR. CELSO GARLA FILHO
AGRAVADO: JONATAN GONÇALVES VIEIRA JUNIOR
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
Vistos etc.
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito ativo, interposto por Glênia dos Santos Almeida,
contra a decisão do MM. Juiz de Direito na 4ª Vara Cível desta Comarca, proferida nos autos da Ação de
Despejo por falta de pagamento nº 0701169-18.2012.823.0010, que indeferiu a antecipação de tutela
pleiteada.
A
agravante alega, em síntese, que a concessão da medida dispensa a comprovação do inadimplemento,
nos termos do art. 59, §1º, da Lei 8.524/91.
Requer, portanto, seja recebido o recurso e deferida liminar no sentido de reformar a decisão recorrida,
para que seja concedida a antecipação de tutela. No mérito, pleiteia o provimento do recurso, no sentido
de que seja confirmada a tutela antecipada.
É
o breve relato. Decido.
Examinando-se o teor do recurso ora interposto, verifica-se que a agravante não demonstrou a ocorrência
concreta dos pressupostos ensejadores da concessão da liminar em apreço (relevância da fundamentação
e
risco de prejuízo irreparável).
Isso porque, os fatos expostos nas razões do recurso, não são suficientes para revelar a possibilidade de
risco de dano irreparável ou de difícil reparação ao agravante, na hipótese de aguardar o julgamento do
recurso em apreço.
Ademais, para maior aprofundamento do exame da controvérsia, haveria de ingressar no próprio mérito da
irresignação (possibilidade ou não da desocupação forçada), cujo procedimento resultaria no
esvaziamento do mérito recursal.
Por esta razão, à míngua de tais requisitos, deixo de atribuir à irresignação o efeito suspensivo a que se
refere o art. 527, II, CPC.
Requisitem-se as informações de estilo, nos termos do art. 527, I, do CPC.
Intime-se o agravado para contraminutar o recurso e juntar documentos que entender necessários, na
forma do art. 527, III, CPC.
Ultimadas as providências retrocitadas ou transcorridos “in albis” os respectivos prazos, à nova conclusão.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Boa Vista, 21 de maio de 2012.
Juiz Convocado EUCLYDES CALIL FILHO – Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000615-0 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: BANCO BRADESCO FINANCCIAMENTOS S/A
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ADVOGADO: DR. MARIANE CARDOSO MACAREVICH
AGRAVADO: EUNIVAL REIS BEZERRA
ADVOGADO: DEUSDEDITH FERREIRA ARAÚJO
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
Vistos etc.
Trata-se de agravo de instrumento interposto visando a reforma da decisão proferida pelo MM. Juiz da 5ª
Vara Cível, nos autos do Processo nº 010.2011.908.294-9, que antecipou os efeitos da tutela para
autorizar o depósito das parcelas vencidas e vincendas em valor correspondente à taxa de 24% ao ano;
proibir a inscrição do nome da parte autora nos cadastros de proteção ao crédito, sob pena de multa diária
de R$5.000,00 (cinco mil reais); determinar que a parte autora permaneça na posse do veículo até decisão
final (fls. 36/42).
Sustenta a agravante que a decisão atacada causa lesão grave e de difícil reparação ao seu patrimônio,
seja pelo afastamento dos efeitos da mora, seja pela consignação em valor menor que o contratado.
Ainda, que não fora comprovada naquela ocasião a prova inequívoca dos fatos alegados, tampouco fora
demonstrado o perigo da demora, razão pela qual a tutela antecipada deve ser revogada.
Pede, então, o deferimento de medida liminar para suspender a decisão hostilizada. (fls. 02/13).
É
o breve relato. Decido.
Consoante prescreve o artigo 527, inciso II, do Código de Processo Civil, o Relator “converterá o agravo de
instrumento em agravo retido, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave
de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em
que a apelação é recebida, mandando remeter os autos ao juiz da causa”.
e
No caso dos autos, não se vislumbra a urgência no provimento jurisdicional invocado pela recorrente, nem
a
iminência de prejuízo de difícil ou impossível reparação na hipótese de se aguardar o deslinde da ação.
Destarte, tem-se por certo que, na eventual possibilidade de não ser confirmado o mérito em favor do
requerente/agravado, o valor correspondente às parcelas do contrato poderá ser cobrado a qualquer
tempo pela recorrente.
Ademais, urge ressaltar que não se está negando a análise do pleito, mas apenas postergando-a para o
devido momento, visto que não restou estampada a urgência em sua apreciação,
Ante o exposto, indefiro o pedido liminar e, por não vislumbrar a presença dos requisitos ensejadores do
agravo de instrumento, converto-o em retido nos termos do artigo 527, inciso II, do CPC.
Em consequência, determino a remessa dos autos ao juízo de origem, para os devidos fins.
Publique-se. Comunique-se. Intimem-se.
Boa Vista, 21 de maio de 2012.
Juiz Convocado EUCLYDES CALIL FILHO – Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.0000674-7 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: O ESTADO DE RORAIMA
PROCURADORA DO ESTADO: DRA. DANIELLA TORRES DE MELO BEZERRA - FISCAL
AGRAVADO: ALARILSON PEDROSO DE JESUS
DEFENSORA PÚBLICA: DRA. TERESINHA LOPES DA SILVA AZEVEDO
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
Vistos etc.
Trata-se de agravo de instrumento, interposto pelo Estado de Roraima contra decisão proferida pela MMª.
Juíza de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Boa Vista, nos autos da execução fiscal nº
010.07.152834-2, que indeferiu o pedido de quebra do sigilo fiscal do executado.
O
agravante sustenta que estão presentes os requisitos para a autorização da medida requerida, uma vez
que já foram esgotados todos os meios para localizar bens penhoráveis suficientes à satisfação do crédito.
Requer, a concessão do efeito suspensivo e, no mérito, pleiteia o provimento do recurso, para que seja
determinada a quebra do sigilo fiscal em nome do executado.
É
o sucinto relato.
O
recurso não merece conhecimento.
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Com efeito, não obstante os argumentos trazidos aos autos pelo recorrente, cumpre destacar a ausência
de documento obrigatório à instrução do agravo, qual seja, cópia da decisão agravada, imprescindível para
o
conhecimento do recurso
Esta é a ordem do artigo 525, inciso I, do Código de Processo Civil, que expressamente o considera
requisito indispensável, dentre outros, cuja ausência torna incompleta a formação do instrumento recursal.
A
propósito do assunto, já decidira o eg. Superior Tribunal de Justiça, “verbis:”
“PROCESSO CIVIL – AGRAVO REGIMENTAL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – AUSÊNCIA DE
TRASLADO DE PEÇA OBRIGATÓRIA – SÚMULA Nº 223/STJ – "A certidão de intimação do acórdão
recorrido constitui peça obrigatória do instrumento de agravo" (Súmula 223/STJ). Agravo Regimental
improvido.” (STJ – AgRg-AI 1.111.469 – 3ª T – Rel. Min. Sidnei Beneti – DJe 15.05.2009 – p. 445)
“AGRAVO DE INSTRUMENTO – CERTIDÃO DE INTIMAÇÃO DA DECISÃO AGRAVADA – AUSÊNCIA –
DECISÃO MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS – SÚMULA 182/STJ – I- Só se conhece de
agravo de instrumento que esteja devidamente formalizado, com a inclusão de todas as peças
enumeradas no § 1 do artigo o 544 do Código de Processo Civil. II- É essencial a instrução do agravo com
cópia da certidão de intimação da decisão agravada, para verificação da tempestividade do recurso dirigido
a
este Tribunal. Agravo Regimental a que se nega provimento.” (STJ – AgRg-AI 773.045 – (2006/0099048-
5) – 3ª T – Rel. Min. Paulo Furtado – DJe 12.05.2009 – p. 481)
Igual posicionamento mantêm os Tribunais de Justiça:
AGRAVO DE INSTRUMENTO - AUSÊNCIA DE PEÇA OBRIGATÓRIA - DECISÃO AGRAVADA -
INADMISSIBILIDADE - INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 525, I, CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - RECURSO
NÃO CONHECIDO .
(TJSP - Agravo de Instrumento: AG 8432535000/SP. Relator(a): Franco Cocuzza. Julgamento: 13/11/2008.
Órgão Julgador: 5ª Câmara de Direito Público. Publicação: 03/12/2008).
Não obstante a juntada de cópia supostamente integral dos autos originários, observa-se que esta não
contempla o documento mencionado.
A peça recursal está acostada às fls. 02/11 e a cópia dos autos às fls. 12/139, e dentre estas páginas
inexiste qualquer decisão nos termos transcritos à fl. 03.
Ausentes, pois, um dos requisitos do art. 525, I, CPC, desautorizado está o conhecimento do recurso de
agravo de instrumento.
Ressalte-se, outrossim, que, de acordo com a reforma processual civil instituída pela Lei nº 9.139/95, não
cabe a conversão do julgamento em diligência nem abertura de prazo para suprir a falta.
Ante o exposto, nego seguimento ao presente recurso, nos termos do artigo 557 do Código de Processo
Civil.
Publique-se. Comunique-se. Intimem-se.
Boa Vista, 15 de maio de 2012.
EUCLYDES CALIL FILHO – Juiz Convocado (Relator)
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000712-5 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: O ESTADO DE RORAIMA
PROCURADOR DO ESTADO: DR. RONDINELLI SANTOS DE MATOS PEREIRA
AGRAVADO: FRANCISCO SILVA BARROSO
ADVOGADO: DR. MARCONE SILVA BEZERRA
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo Estado de Roraima,
contra decisão de fls. 36/39, que deferiu a liminar na ação ordinária para determinar que o Estado de
Roraima forneça ao agravado a medicação Interferon e Sunitibe, no prazo de 03 (três) dias.
Alegou o agravante, em síntese, que a determinação judicial contida na liminar não pode ser cumprida em
exíguo tempo.
Sustentou que: ”
o gestor público não pode, ao seu talante, simplesmente dirigir-se a qualquer drogaria
local mais próxima e adquirir o medicamento em questão, sem qualquer procedimento licitatório prévio,
como se um particular fosse. [
]
a aquisição de medicamente está sujeita a todo um iter processual
administrativo licitatório, sob pena de configurar verdadeiro ilícito penal, bem como ato de improbidade
administrativa”.
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
035/168
Argumentou, ainda, que seria juridicamente impossível a aquisição, pelo ora Recorrente, dos
medicamentos no prazo fixado pelo MM. Juízo recorrido 03 (três) dias, não podendo o Estado de Roraima
ser condenado a pagar astreintes de valores astronômicos (R$ 10.000,00 X dia de descumprimento), bem
como a possibilidade de vir o gestor a vir a ser condenado pelo crime de desobediência.
Requereu a concessão de efeito suspensivo ao agravo ante a presença de risco de lesão grave e de difícil
reparação.
Por fim, requereu a suspensão do cumprimento da decisão até o julgamento do mérito do agravo, sendo
este, ao final, provido para cassar a decisão agravada.
É o relatório.
Examinando, ab initio, os argumentos da referida irresignação, vislumbro que o agravante demonstrou a
existência dos requisitos necessários para o deferimento parcial do pedido de liminar.
Analisando sumariamente, constato que o prazo concedido pelo Juiz de primeiro grau para o cumprimento
da liminar 3 (três) dias afigura-se exíguo com o que foi demonstrado nos autos.
Dessa forma, tenho que o prazo concedido merece ser prorrogado para 07 (sete) dias, período suficiente
para o Estado adquirir o medicamento.
Quanto à fixação de multa diária, esta tem o objetivo de assegurar o cumprimento da obrigação imposta
liminarmente e mostra-se compatível com a manifesta relevância dos direitos fundamentais envolvidos
neste processo, que devem ser resguardados prioritariamente.
O Superior Tribunal de Justiça, em decisão recente, assimilou a possibilidade da aplicação de multa pelo
descumprimento de decisão que determina o fornecimento de medicamentos:
"ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. FIXAÇÃO DE MULTA PELO NÃO-
CUMPRIMENTO. POSSIBILIDADE. 1. Revela-se possível a imposição de multa cominatória (astreintes),
de ofício ou a requerimento da parte, com o objetivo de assegurar o adimplemento da obrigação de fazer
da Fazenda Pública, consistente no fornecimento de medicamentos. Precedentes. 2. Recurso especial a
que se dá provimento" (REsp. 788558/RS, Relator Ministro Carlos Fernando Mathias, Julgado em
11.03.2008, Publicado em 31.03.2008).
"AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO QUE NÃO LOGRA INFIRMAR OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO
AGRAVADA. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. FORNECIMENTO DOS MEDICAMENTOS. IMPOSIÇÃO DAS
ASTREINTES PELO SEU DESCUMPRIMENTO. LEGALIDADE. SÚMULA N. 7/STJ. INAPLICABILIDADE.
1. Mantém-se na íntegra a decisão agravada quando não infirmados seus fundamentos. 2. É lícito ao
magistrado fixar astreintes contra a Fazenda Pública com o objetivo de assegurar o adimplemento da
obrigação de fazer consistente no fornecimento de medicamentos. 3. A tese jurídica acerca do cabimento
ou não de astreintes contra a Fazenda Pública independe do revolvimento do contexto fático-probatório
para sua análise, não havendo porque se cogitar da aplicação do enunciado da Súmula n. 7/STJ. 4.
Agravo regimental improvido" (AgRg no REsp. 912811/RS, Relator Ministro João Otávio de Noronha,
Julgado em 07.08.2007, DJ de 20.08.2007).
Portanto, a fixação de multa diária é legítima.
No tocante, ao valor estabelecido na decisão agravada para a multa diária (astreintes), vejo que este foi
estabelecido em R$ 1.000,00 (mil reais) e não R$ 10.000,00 (dez mil reais) conforme alega o Estado as fls.
08 da peça recursal.
Assim, frente ao valor estabelecido na decisão liminar exarada pelo Juiz Singular, o valor de R$ 1.000,00
(mil reais) por dia de atraso no fornecimento do medicamento não se mostra exagerado, tampouco
representa ônus exorbitante para os cofres públicos, somado à dilação de prazo concedida nessa decisão.
Nestas condições, fundamentado no inciso III, do artigo 527 do Código de Processo Civil, defiro
parcialmente o efeito suspensivo para estender o prazo para 07 (sete) dias, mantendo valor de R$
1.000,00 (mil reais) por dia de atraso ao cumprimento da ordem judicial.
Oficie-se o MM. Juiz “a quo” desta decisão, requisitando-se-lhe as informações de praxe.
Intime-se a agravada, para, querendo, oferecer contrarrazões ao recurso (art. 527, V do CPC).
Após, ouça-se a douta Procuradoria de Justiça (CPC: art. 527, VI).
Ultimadas tais providências, à nova conclusão.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Boa Vista, 29 de maio de 2012.
Juiz Convocado EUCLYDES CALIL FILHO – Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000658-0 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: O ESTADO DE RORAIMA
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
036/168
PROCURADOR DO ESTADO: DR. AURÉLIO T. M. CANTUÁRIA JR.
AGRAVADO: RONI DOS SANTOS MACHADO
ADVOGADO: DR. JOSÉ RIBAMAR ABREU DOS SANTOS
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
Vistos etc.
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de efeito suspensivo, interposto pelo Estado de Roraima,
visando a reforma da decisão proferida nos autos nº 0700041.60.2012.823.0010, que determinou a
indicação dos policiais militares Roni dos Santos Machado e Annabelle Pereira Vieira para a participação
nos cursos de formação de Oficiais ofertadas pela Polícias Militares da Bahia e de Minas Gerais.
Alegou, em síntese, o agravante que a decisão de primeiro grau feriu o princípio da adstrição, uma vez que
pedido realizado pelos agravados foi para participarem do curso de formação oferecido pela Polícia
Militar do Amazonas.
Afirmou que a decisão vergastada feriu o princípio da separação de poderes.
o
Argumentou, ainda que:
as
solicitações dos autores em sede de tutela antecipada têm natureza
puramente satisfativa e irreversível, o que acarreta risco de irreversibilidade do provimento final, já que a
ação visa basicamente à realização de fase do curso de seleção interna ”
Pede, ao final, a concessão da liminar para emprestar efeito suspensivo à irresignação em apreço até
decisão de mérito deste agravo de instrumento (fls. 02/18).
É
o breve relato. Decido.
Examinando nesta fase recursal a pretensão liminar requerida, entendo que estão amplamente delineados
nos autos e nas alegações da agravante, os pressupostos contidos no artigo 527, III, c/c o artigo 558, do
CPC.
Com efeito, tenho por relevante a fundamentação do recurso em apreço, na medida em que a decisão
impugnada acarreta risco de irreversibilidade do provimento final, uma vez que a realização do curso de
formação de Oficiais esgotaria, por completo, o mérito da ação.
Com efeito, a medida suspensiva, nos moldes em que está sendo cogitada, é perfeitamente reversível, não
implicando dano aos Agravados pelo pericum in mora, uma vez que o tempo de tramitação de um agravo
de instrumento torna-se insignificante frente ao interstício temporal decorrido da data do concurso até hoje
(10 anos).
Ante tais motivos, defiro a liminar pleiteada, para sobrestar provisoriamente a decisão objurgada de fls.
19/20, que determinou a participação dos agravados nos cursos de formação de oficiais ofertados pelas
Polícias Militares dos estados de Minas Gerais e Bahia.
Oficie-se o MM. Juiz “a quo” desta decisão, requisitando-se-lhe as informações de praxe.
Intime-se a agravada, para, querendo, oferecer contrarrazões ao recurso (art. 527, IV CPC).
Ultimadas tais providências, à nova conclusão.
Expediente necessário.
Boa Vista, 22 de maio de 2012.
Juiz Convocado EUCLIDES CALIL FILHO - Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000470-0 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: JOSÉ PEREIRA DA SILVA
ADVOGADA: DRA. LILIANE RAQUEL DE MELO CERVEIRA
AGRAVADO: HSBC BANK BRASIL S/A BANCO MÚLTIPLO
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
Vistos e etc.
Trata-se de agravo de instrumento, interposto por José Pereira da Silva, contra decisão prolatada pelo MM.
Juiz Substituto em exercício na 4ª Vara Cível de Boa Vista, nos autos da ação de consignação em
pagamento c/c revisional de contrato c/c repetição de indébito com pedido de tutela antecipada nº
0704404-90.2012.823.0010, que indeferiu a assistência judiciária gratuita (fls. 79/80).
O
agravante sustenta que no caso sub examine estão presentes os requisitos autorizadores da medida,
nos termos da Legislação Pátria, pois fez a juntada da respectiva declaração de hipossuficiência.
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Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
037/168
Requer, por isso, a concessão de efeito ativo ao presente agravo. Subsidiariamente, pleiteia que seja
deferido o efeito suspensivo. No mérito, pugna pelo provimento do presente recurso, para que seja
reformada a decisão hostilizada, concedendo ao agravante os benefícios da assistência judiciária gratuita.
É o breve relato.
A doutrina e a jurisprudência têm proclamado o entendimento de que a permissibilidade de concessão do
efeito suspensivo ativo ao agravo de instrumento decorre dos preceitos insculpidos nos artigos 527 e 558
do Código de Processo Civil, sendo que este último, condicionou-a a demonstração pelo recorrente, da
possibilidade de ocorrência de grave lesão e de difícil reparação, exigindo-se, ainda, a relevância da
fundamentação do pedido.
No caso sob exame, os fundamentos colacionados pela agravante têm vezos de juridicidade, com feição
de comportar um possível amparo à pretensão deduzida no recurso em apreço, posto que consignou ser
hipossuficiente e requereu expressamente tal benefício, por não ter condições de arcar com as despesas
do processo sem prejuízo do próprio sustento (fl. 51), na forma exigida pelo artigo 4º, da Lei nº 1.060/50.
Em caso análogo, já decidira o eg. Tribunal Regional Federal da 5ª Região:
“Quanto ao pedido de gratuidade de justiça, a Constituição Federal de 1988 recepcionou o instituto da
assistência judiciária gratuita, formulada mediante simples declaração de pobreza, sem a necessidade da
respectiva comprovação, ou seja, a aquisição da supracitada benesse não está condicionada à prova do
estado de pobreza do requerente, mas tão-somente à mera afirmação desse estado, nos termos do art. 4º
da Lei nº 1.060, de 05/02/1950. Apelação da parte autora parcialmente provida para isentá-la do
pagamento dos honorários à CEF em face do benefício da assistência judiciária gratuita.” (TRF 5ª R. – AC
2002.81.00.012195-6 – (449502/CE) – 1ª T. – Rel. Des. Fed. Rogério Fialho Moreira – DJe 28.10.2010 – p.
293)
De outro lado, constata-se a ocorrência de grave lesão e de difícil reparação, na medida em que a negativa
de efeito suspensivo ao presente recurso, acarretará o arquivamento do feito originário, ante o
descumprimento da diligência prevista no artigo 19 do Código de Processo Civil, que impõe à parte autora
recolher antecipadamente as custas e/ou despesas processuais.
Portanto, entendo que estão patentes nos autos, a relevância da fundamentação e o risco de prejuízo de
difícil ou impossível reparação à recorrente.
Dessarte, arrimando-me no art. 527, inciso III, c/c o art. 557, do Código de Processo Civil, hei por bem
conceder a antecipação de tutela pleiteada, e, em consequência, deferir o benefício da assistência
judiciária gratuita em favor da agravante, na ação de consignação em pagamento c/c revisional de contrato
c/c repetição de indébito com pedido de antecipação de tutela, nos moldes do artigo 4º, da Lei nº 1.060/50.
Oficie-se o MM. Juiz Substituto em exercício na 4ª Vara Cível de Boa Vista, para os devidos fins.
Intime-se o agravado, para oferecer contrarrazões e juntar documentos que entender necessário (art. 527,
V, CPC).
Após, dê-se vista dos autos ao douto Procurador de Justiça.
Ultimadas as providências retro, à nova conclusão.
Expediente necessário.
Boa Vista, 16 de maio de 2012.
Juiz Convocado EUCLYDES CALIL FILHO - Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
MANDADO DE SEGURANÇA CÍVEL Nº. 0000.12.000745-5 – BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: BANCO BMG S/A
ADVOGADO: DR. RONALDO MAURO COSTA PAIVA
IMPETRADO: JUÍZO DE DIREITO DO 2º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DE BOA VISTA
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
DECISÃO
Trata-se de mandado de segurança, com pedido de liminar, impetrado pelo Banco BMG, contra decisão
judicial de fls. 144, exarada pelo MM. Juiz de Direito do 2º Juizado Cível, que rejeitou o pedido de
impugnação com efeito suspensivo do valor estipulado na sentença de fls. 123/124.
Alegou, em síntese, o impetrante que não houve intimação válida da sentença proferida nos autos nº
0920320-20.2011.823.0010, haja vista a ausência de intimação em nome de qualquer procurador.
Sustentou que suas garantias fundamentais não foram respeitadas, uma vez que a falta de intimação da
sentença proferida gera um cerceamento de defesa.
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
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Afirmou que pelos próprios argumentos expendidos no mandado de segurança caracterizam as presenças
do fumus boni iuris e o pericullum in mora.
Pede, então, o deferimento de liminar para determinar a suspensão imediata do processo até o
julgamento definitivo do writ. No mérito, requer a declaração de nulidade da r. decisão, sendo assim
devolvido o prazo para apresentação de Recurso Inominado.
Sucintamente relatado. Passo a analisar o pedido de liminar.
Como cediço, em ação mandamental, a cognição do pleito liminar cinge-se à verificação da relevância do
fundamento do pedido e da presença do “periculum in mora”, sem adentrar-se ao mérito da impetração.
Portanto, nesta oportunidade, deve-se avaliar se há perigo de lesão a um bem jurídico regularmente
tutelado, em face da demora natural de tramitação do feito.
Examinando, “ab initio”, os argumentos da referida irresignação, vislumbro que restaram demonstrados, a
contento, os requisitos necessários a alcançar o pleito liminar requerido.
Resta configurado o “periculum in mora” nos presentes autos, uma vez que caso não seja concedida a
liminar, poderá haver o levantamento da quantia bloqueada sem a garantia de que a Autora da ação
principal tenha condições financeiras de restituir tais valores se eventualmente houver a concessão da
segurança, tornando irreversível o seu efeito.
Já o periculum in mora inverso é inexistente, pois estando a quantia à disposição daquele Juízo, o banco
BMG estará impossibilitado de levantar o valor bloqueado.
Nestas condições, por vislumbrar presentes nos autos a relevância do fundamento e o perigo de prejuízo
irreparável, defiro o pedido liminar para determinar a suspensão imediata do processo até o julgamento
definitivo do writ.
Expeça-se o respectivo mandado liminar a ser executado imediatamente.
Cumprida a decisão, notifique-se o Juízo impetrado para prestar as informações de praxe no prazo de 10
(dez) dias (art. 7º, I, da Lei 12.016/09).
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Boa Vista, 30 de maio de 2011.
EUCLYDES CALIL FILHO – Juiz Convocado
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000671-3 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: VALDIR NASCIMBENI
ADVOGADO: DRA. ROSA LEOMIR BENEDETTI GONÇALVES
AGRAVADO: BRASIL BIO FUELS S/A
ADVOGADO: DR. BERNARDINO DIAS DE SOUZA CRUZ NETO
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
Vistos etc.
Trata-se de agravo de instrumento, com pedido de liminar, interposto por Valdir Nascimbeni, visando à
reforma da decisão que deferiu o pedido de oitiva pessoal do Requerido e das suas testemunhas efetuado
na peça inicial.
Alegou o agravante, em síntese, que o direito de requerer a oitiva das testemunhas está precluso, uma vez
que o ora agravado quedou-se inerte após o despacho de especificação de provas de fls. 141.
Sustentou que a decisão do Juiz de primeiro grau, ao deferir uma prova preclusa, deve ser anulada por
manifesto erro de procedimento.
Alegou a impossibilidade de utilização de prova testemunhal para comprovar eventual novação do
contrato.
Pediu, ao final, a concessão da liminar para que seja suspensa a audiência de instrução designada para o
dia 13 de junho de 2012, dando provimento ao recurso reconhecendo e declarando a preclusão da prova
oral deferida (fls. 02/24).
É o breve relato. Decido.
Examinando nesta fase recursal a pretensão liminar requerida, entendo que não estão delineados nos
autos e nas alegações do agravante, os pressupostos contidos no artigo 527, III, c/c o artigo 558, do CPC.
Examinando, ab initio, os argumentos da referida irresignação, vislumbro que não restou demonstrado, a
contento, um dos requisitos necessários para alcançar o pleito liminar requerido.
Com efeito, sem embargo das razões pertinentes ao fumus boni iures, não vislumbro qual o “perigo” que a
não concessão imediata da medida acometeria ao agravante, posto que, caso o mérito do agravo de
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Boa Vista, 6 de junho de 2012
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
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instrumento seja provido, os depoimentos, tanto do ora agravado quanto das suas testemunhas, estariam
impossibilitados de serem utilizados como provas no processo.
Dessa forma, não configurados os requisitos específicos, desautorizada está a concessão do efeito
suspensivo da decisão ora atacada.
Além do mais, as razões que sustentam a pretensão liminar confundem-se com o próprio mérito do agravo
de instrumento em apreço.
À
vista de tais fundamentos, deixo de conceder o efeito suspensivo ao presente agravo de instrumento.
Oficie-se o MM. Juiz “a quo” desta decisão, requisitando-se-lhe as informações de praxe.
Intime-se a agravada, para, querendo, oferecer contrarrazões ao recurso (art. 527, V do CPC).
Ultimadas tais providências, à nova conclusão.
Expediente necessário.
Boa Vista, 21 de maio de 2012.
Juiz Convocado EUCLYDES CALIL FILHO - Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
HABEAS CORPUS Nº 0000.12.000649-9 – BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: JAIME BRASIL FILHO (DPE)
PACIENTE: JOÃO SIMAR TORRES DA SILVA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado pelo Defensor Público Jaime Brasil Filho em
favor de JOÃO SIMAR TORRES DA SILVA, sob a alegação de constrangimento ilegal por parte do douto
Juízo da 2ª Vara Criminal de Boa Vista, que mantém a custódia cautelar do paciente em presídio federal
de segurança máxima no estado de Rondônia desde junho de 2011, em virtude de suposto envolvimento
em organização criminosa destinada à eliminação de diversas autoridades deste estado.
Sustenta o impetrante, em síntese, que o paciente se encontra recolhido por período aproximado de 01
(um) ano, sem que as audiências de instrução e julgamento (designadas para os dias 12/12/2011 e
07/05/2012) tenham sido realizadas, por culpa exclusiva do Estado, o que deve ser sanado na presente
via. Afirmou que, designada uma terceira audiência para o final do corrente mês, resta duvidoso a
realização da mesma.
Ao final, requereu, em sede liminar, a expedição de alvará de soltura e, no mérito, a concessão definitiva
da ordem de Habeas Corpus.
Solicitadas as informações à autoridade apontada coatora, foram estas devidamente prestadas às fls.
16/18.
Vieram conclusos os autos.
É
o sucinto relatório. DECIDO.
Como cediço, embora não prevista na legislação, a liminar tem amparo em construção doutrinária-
jurisprudencial, e sua concessão depende da demonstração dos requisitos fumus boni juris e periculum in
mora.
In casu, presente o perigo da demora, vez que sempre afeto ao status libertatis do paciente.
Todavia, apesar da relevância da fundamentação jurídica adotada pelo impetrante, tenho que não restou
demonstrada a necessária fumaça do bom direito, considerando que o lapso temporal para conclusão da
instrução processual deve ser considerado de uma forma global, isto é, em sua totalidade, e não apenas
no que concerne a este ou aquele ato processual.
Assim também, devem ser consideradas as informações prestadas pela autoridade coatora ao indicar que
feito apresenta considerável complexidade, merecendo por tais razões, ser melhor averiguada a questão
relativa ao excesso de prazo em momento posterior.
Ademais, o pedido liminar confunde-se com o próprio mérito desta ação, tratando-se de verdadeira
antecipação do julgamento final, o que subtrairia incumbência afeta por imposição legal ao Órgão
Colegiado.
Ante o exposto, INDEFIRO o pedido liminar, postergando a decisão sobre o meritum causae para
momento posterior, perante a Turma Criminal da egrégia Câmara Única, já acompanhado do judicioso
parecer ministerial.
o
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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
040/168
Dê-se vista à douta Procuradoria de Justiça para manifestação.
Após, voltem-me conclusos.
Boa Vista, 30 de maio de 2012.
Des. Mauro Campello
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
HABEAS CORPUS Nº 0000.12.000776-0 - BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: IGOR TARJA REIS E OUTRO
PACIENTE: STELA APARECIDA DAMAS DA SILVEIRA
AUTORIDADE COATORA: MMª. JUÍZA DE DIREITO SUBSTITUTA DA 2ª VARA CRIMINAL DA
COMARCA DE BOA VISTA/RR
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
DECISÃO
Trata-se de Habeas Corpus, com pedido liminar, impetrado pelo advogado Igor Tarja Reis, sob a alegação
de constrangimento ilegal suportado pela paciente STELA APARECIDA DAMAS DA SILVEIRA, em razão
da decisão prolatada pela MMª. Juíza de Direito Substituta da 2ª Vara Criminal da Comarca de Boa
Vista/RR que, nos autos da Representação Criminal nº 0010.12.008054-3, decretou a prisão temporária da
paciente pelas supostas práticas previstas nos arts. 304, 299, 312 e 288, todos do Código Penal.
Alega o impetrante que não se fazem presentes quaisquer dos requisitos da prisão temporária,
asseverando que não foi indicado na decisão o caráter de imprescindibilidade da custódia cautelar.
Argumenta, ainda, que a prisão é ilegal haja vista que a Lei nº 7.960/89 estabelece que a prisão temporária
deve servir para não obstaculizar as investigações policias e, no caso presente, inexiste inquérito policial,
mas somente procedimento de investigação preliminar, sob direção do Ministério Público Estadual, não
sendo possível, em matéria penal, a analogia in malam partem em face do réu.
Afirmou que antes mesmo da decretação da prisão temporária, a própria paciente, demonstrando boa-fé,
dirigiu-se ao órgão ministerial disponibilizando-se para maiores esclarecimentos.
Por fim, aduziu que a paciente é possuidora de bons antecedentes (fls. 21/22; 52/58), é primária,
residência fixa, ocupa a função de Secretária Municipal de Educação e Cultura, tem nível Superior,
Mestrado e está cursando doutorado no NECAR/UFRR.
É o relatório. DECIDO.
Cuida-se de pedido de revogação de prisão temporária, decretada nos autos da Representação Criminal nº
0010.12.008054-3 em decisão da lavra da MMª Juíza da 2ª Vara Criminal de Boa Vista.
Aduz o impetrante, inicialmente, que padece de nulidade o decreto de prisão temporária, vez que o
decisum é baseado em procedimento investigatório dirigido pelo Ministério Público, conquanto a Lei nº
7.960/89 preveja o cabimento da prisão temporária quando imprescindível para as investigações policiais.
Em que pese os argumentos, tenho que não merece guarida a pretendida declaração de nulidade.
Como cediço, a prisão temporária é uma medida cautelar sempre preparatória à ação penal, passível de
decretação quando se mostrar imprescindível à efetividade do inquérito policial (art. 1º, I, da Lei nº
7960/89), exigindo que haja indícios razoáveis de autoria ou de participação delitiva do indiciado nos
injustos listados no inciso III do art. lº da Lei nº 7960/89. Visa, portanto, resguardar a colheita da prova,
sendo esta sua principal finalidade.
Sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal, no RE 593727/MG, reconheceu existência de repercussão
geral quanto ao poder do Ministério Público, como titular da ação penal pública, de realizar investigações
preliminares ao oferecimento da denúncia. A ação em comento encontra-se pendente de julgamento na
Corte Suprema, todavia, desde já me filio ao entendimento esposado no HC 89837/DF, Rel. Ministro Celso
de Mello, julgado em 20/10/2009, segundo o qual, é plena a legitimidade constitucional do poder de
investigar do Ministério Público, pois os organismos policiais não têm no sistema jurídico brasileiro o
monopólio da competência penal investigatória.
Assim, segundo o eminente ministro, o poder de investigação do Ministério Público compõe o complexo de
funções institucionais a ele inerente na condição de dominus litis, e, também, como expressão de sua
competência, pode exercer o controle externo da atividade policial, com atribuição de fazer instaurar, ainda
que em caráter subsidiário, mas por autoridade própria e sob sua direção, a investigação penal destinada a
viabilizar a obtenção de dados informativos de subsídios probatórios.
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Nesse mesmo sentido, o art. 129, inciso I, da Constituição Federal, atribui ao parquet a privatividade na
promoção da ação penal pública. Do seu turno, o Código de Processo Penal estabelece que o inquérito
policial é dispensável, já que o Ministério Público pode embasar seu pedido em peças de informação que
concretizem justa causa para a denúncia.
Desta forma, se a atividade fim - promoção da ação penal pública - foi outorgada ao parquet em caráter de
exclusividade, não há como não lhe oportunizar a colheita de prova para tanto.
Nesse prisma, mostra-se pouco importante a natureza do procedimento investigatório penal sobre o qual
recaia, se policial ou diretamente promovido pelo Ministério Público, visto que o objetivo almejado pelo
legislador foi tão somente a salvaguarda da produção de prova necessária para a futura ação penal.
O
STJ tem seguido este mesmo entendimento, conforme se depreende do seguinte aresto:
“HABEAS CORPUS. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. PRISÃO PREVENTIVA. DECRETO
REVOGADO. QUESTÃO SUPERADA. INVESTIGAÇÃO REALIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO.
POSSIBILIDADE. RESSALVA DESTA RELATORA. ABUSO DO PÁTRIO PODER. AÇÃO PÚBLICA
INCONDICIONADA. EXAME APROFUNDADO DAS PROVAS. VIA INADEQUADA.
1.
Com relação à custódia cautelar, a pretensão encontra-se superada, pois o magistrado de primeiro grau
revogou o decreto prisional, colocando o paciente em liberdade.
2.
É firme a compreensão deste Superior Tribunal de Justiça, bem como do Supremo Tribunal Federal, no
sentido de que o Ministério Público, como titular da ação penal pública, pode realizar investigações
preliminares ao oferecimento da denúncia (ressalva de entendimento da Relatora).
3.
Não há que falar em necessidade de representação da vítima para o oferecimento de denúncia em se
tratando de delito supostamente cometido com abuso de pátrio poder, nos termos do art. 225, §§ 1º e 2º,
na redação vigente à época do fato.
4.
A alegação de que inexistiam elementos suficientes para justificar o oferecimento de denúncia não pode
ser examinada na via eleita, por demandar o exame aprofundado dos elementos de convicção.
5.
Habeas Corpus parcialmente prejudicado e, no mais, denegado.
(HC 109762/MA, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em
21/06/2011, DJe 01/07/2011)
Portanto, indefiro o pedido de nulidade das investigações realizadas pelo Ministério Público, formulado
pelo impetrante com intuito de provocar a concessão da liberdade da paciente.
Quanto aos demais argumentos, entendo assistir razão ao impetrante, uma vez que exige-se do
magistrado, para determinar a ordem de prisão temporária, que demonstre que a custódia do indiciado
seja “imprescindível para as investigações do inquérito policial”, ou ainda, “não tenha residência
fixa ou forneça elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade”, segundo art. 1º, incisos
I e II, da Lei nº 7.960/89.
Conforme a melhor doutrina, como Damásio Evangelista de Jesus e Fernando Capez, a prisão temporária
somente poderá ser decretada numa das situações acima elencadas e quando houver fundadas razões de
autoria ou participação do indiciado nos crimes previstos no inciso III do citado dispositivo legal.
Compulsando os autos, e verificando as razões de decidir da autoridade apontada coatora, vê-se que esta
permeou o campo da abstração, ao não demonstrar concretamente onde a paciente estaria tentando, ou
mesmo, interferindo nas investigações, ou, ainda, não tivesse endereço certo, ou identificação duvidosa.
Ao contrário, o que temos nas investigações é que a paciente é a Secretária de Educação do Município de
Boa Vista, com residência fixa na cidade, e que forneceu todos os documentos solicitados pelo Ministério
Público, ao atender aos ofícios dos promotores de justiça e, em especial, peticionou (fls. 50/51) ao
Procurador-Geral de Justiça no sentido de se colocar à disposição para maiores esclarecimentos sobre a
gestão de sua pasta, além de ter requerido cópia integral dos procedimentos referentes aos ofícios
requisitórios do Parquet.
Data venia, não vislumbro a necessidade da decretação da prisão temporária, por ausência de prova de
sua imprescindibilidade para as investigações. Carece ao caso, suporte em elementos concretos. Não
subsiste nenhum dos argumentos invocados pelo Juízo a quo em sua r. decisão, para quem a prisão era
de fundamental importância para a elucidação dos fatos supostamente delituosos.
Quanto a este tema, cito o seguinte precedente do colendo Superior Tribunal de Justiça:
“PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. CRIME CONTRA O MEIO
AMBIENTE, GENOCÍDIO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. DECRETO DE PRISÃO TEMPORÁRIA.
SEGREGAÇÃO PROVISÓRIA JUSTIFICADA NA EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA DE CRIMES
ELENCADOS NO INCISO III DO ART. 1º DA LEI 7.960/89. IMPRESCINDIBILIDADE NÃO
CONFIGURADA. FUNDAMENTAÇÃO INIDÔNEA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO.
ORDEM CONCEDIDA.
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1. A prisão temporária, espécie de prisão provisória, é instrumento destinado exclusivamente à
investigação realizada ainda na fase do inquérito policial, dispondo a legislação sobre o prazo limite de sua
validade.
2.
Por se tratar de delitos incluídos no rol dos crimes hediondos, o prazo máximo admitido pela legislação
de regência para manter um suspeito detido sob prisão temporária é de 30 dias, "prorrogável por igual
período quando extrema e absolutamente necessário" (art. 2º da Lei 7.960/89 c/c 2º, § 3°, da Lei 8.072 /90).
3.
Não há suporte fático para sustentar a imprescindibilidade da custódia cautelar a fim de preservar as
investigações policiais, uma vez que decorridos mais de 2 anos e 6 meses do início das investigações,
ainda não foram apurados quais os delitos praticados, com a respectiva individualização das condutas dos
indiciados.
4.
A necessidade da prisão cautelar deve ser demonstrada com base em fatos concretos e na existência
de indícios suficientes de autoria.
Decisão que se limita a fatos genéricos, sem indicar nenhum indício de participação ou autoria dos
pacientes, na prática dos crimes investigados, não deve subsistir, pois desprovida de fundamentação
idônea.
5.
A mera referência aos dispositivos legais não é suficiente para autorizar a segregação provisória.
Necessária se faz a efetiva demonstração de que a custódia dos indiciados é imprescindível para o êxito
das investigações, o que não ocorreu na espécie.
6.
Ordem concedida.”
(HC 60.425/MT, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 28/05/2008, DJe
04/08/2008)
Neste mesmo sentido encontramos diversos julgados dos tribunais pátrios:
“PRISÃO TEMPORÁRIA – PERICULUM LIBERTATIS – NÃO DEMONSTRAÇÃO – IMPOSSIBILIDADE –
"Habeas corpus. Prisão temporária. Art. 1º, I, da Lei nº 7.960/1989. Periculum libertatis dos pacientes não
demonstrado. Ordem concedida. I – A decretação da prisão temporária deve ter como pressuposto, a
imprescindibilidade da medida para as investigações do inquérito policial, nos termos do que preceitua o
art. 1º, I, da Lei nº 7.960/1989. II – Ordem que se concede." (TRF 1ª R. – HC 2009.01.00.039162-1 – 3ª T.
Rel. Des. Fed. Cândido Ribeiro – DJe 07.08.2009)
“HABEAS CORPUS – SUPOSTO CRIME DE HOMICÍDIO OCORRIDO EM 2007 – PRISÃO TEMPORÁRIA
AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE DO
CRIME – NÃO DEMONSTRAÇÃO DA NECESSIDADE DA MEDIDA – ILEGALIDADE – ORDEM
CONCEDIDA – 1- A decisão que decretou a prisão temporária do paciente padece de falta de
fundamentação, pois não foram demonstrados os indícios de autoria e de materialidade do suposto crime
de homicídio, além de que a autoridade impetrada sequer indicou a necessidade da medida excepcional.
2- A fundamentação utilizada para a decretação da prisão temporária consistiu unicamente no fato de que
uma pessoa indicou o paciente como suspeito do suposto crime, mas tal indivíduo sequer foi ouvido pela
autoridade policial e apresentou à companheira da vítima diversas versões confusas e contraditórias sobre
os fatos. Dessa forma, a insegurança acerca de tais declarações não autoriza a decretação da prisão
temporária, que requer fundadas razões de autoria ou participação no crime, e não meras suposições. 3-
Nos termos do artigo 1º da lei nº 7.960/1989, caberá a prisão temporária:. "I- Quando imprescindível
para as investigações do inquérito policial; II- Quando o indiciado não tiver residência fixa ou não
fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade". Na espécie, a autoridade
impetrada não fundamentou, nem mesmo sucintamente, a necessidade da prisão temporária.
Realmente, a magistrada não indicou que o paciente não possui residência fixa ou não forneceu
elementos para sua identificação, nem, tampouco, expôs razões pelas quais a prisão do paciente
seria indispensável para as investigações. 4- Dessa forma, a decisão impugnada padece da
fundamentação necessária para a decretação da prisão temporária. 5- Ordem concedida para
revogar a decisão que decretou a prisão temporária do paciente, confirmando-se a liminar.”(TJDFT
HC 20110020104764 – (519814) – Rel. Des. Roberval Casemiro Belinati – DJe 20.07.2011 – p. 145)
grifo nosso.
“PROCESSO PENAL – HABEAS CORPUS – REPRESENTAÇÃO DA AUTORIDADE POLICIAL PELA
PRISÃO TEMPORÁRIA – NÃO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS – IMPUTAÇÃO DE FATO
SUPOSTAMENTE ENQUADRADO NO CRIME DE FRAUDE PROCESSUAL – ROL TAXATIVO
PREVISTO NO ART. 1º, INCISO III, DA LEI Nº 7.960/89 – NÃO DEMONSTRAÇÃO DA
IMPRESCINDIBILIDADE DA PRISÃO PARA AS INVESTIGAÇÕES – EXTENSO LAPSO TEMPORAL
DECORRIDO DESDE O CRIME – PRORROGAÇÃO NÃO AMPARADA EM EXTREMA E COMPROVADA
NECESSIDADE – CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO – ORDEM CONCEDIDA – DECISÃO
UNÂNIME – I- Havendo suspeita da prática de crime não elencado no rol taxativo do art. 1º, inciso III, da
Lei nº 7.960/89, descabe a decretação da prisão temporária. II- Para a decretação da prisão temporária
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com
base
no
inciso
I
do
mencionado
dispositivo
legal,
faz-se
necessário
apresentar,
concretamente, o motivo pelo qual a custódia seria imprescindível para as apurações, isto é, o
esclarecimento de quais seriam os avanços investigativos que somente poderiam ocorrer durante a
prisão da Paciente, o que não foi atendido in casu. Além disso, decorridos quase três anos desde o
delito e a instauração do inquérito policial, não há como se pensar que a colheita das provas e o
andamento das investigações fiquem prejudicados com a liberdade da Paciente a tal ponto que se mostre
essencial a sua segregação. III- Além disso, reveste-se de ilegalidade a decisão que prorroga o prazo da
prisão temporária se não estiver demonstrada a presença dos requisitos previstos no art. 2º da Lei nº
7.960/89, a saber, a extrema e comprovada necessidade da dilação. IV- Ordem concedida. Decisão
unânime. (TJPE – HC 0243825-5 – 3ª C.Crim. – Rel. Des. Cláudio Jean Nogueira Virgínio – DJe
14.07.2011 – p. 953) grifo nosso.
Dessa forma, percebe-se que a decisão da prisão temporária é ilegal, merecendo ser relaxada.
Ad argumentandum tantum, ainda que se entenda de forma contrária à ilegalidade da prisão temporária,
acentue-se ainda que a paciente foi ouvida pela autoridade policial no dia 30 de maio de 2012 e, na
oportunidade, não demonstrou qualquer interesse em embaraçar as investigações, uma vez que prestou
relevantes informações para elucidação dos fatos em apuração, conforme se depreende às fls. 44/47, in
verbis:
“(
)
Que é a declarante quem envia os documentos das pessoas a serem contratadas para a SMAG
(Secretaria Municipal de Administração e Gestão), para efetivar tal contratação; (
)
Que após a SMAG
receber a documentação, elabora o contrato e devolve para a declarante assinar; (
)
Que o Sr. ADERVAL,
chefe do RH, também faz o encaminhamento de pessoal temporário para a contratação pela SMAG; ( );
Que não há uma equipe destinada a fiscalizar o efetivo trabalho destes temporários (
);Que
ADERVAL é
contratado e trabalho no setor há cerca de dois anos; (
)
Que na sua Secretaria existem cerca de 1.400
professores atuando, sendo, aproximadamente, 50% contratados e 50% efetivos; (
)Que
existem cerca de
2000 temporários de apoio, os quais são vinculados à SMAG, contudo a declarante afirma que também
assina os respectivos contratos (
);
Que a declarante, na condição de Secretaria, assina a folha de
pagamento de pessoal quando estas são encaminhadas para a declarante (
);Que
não há um limite
definido, que o limite da contratação temporária varia de acordo com a necessidade da Secretaria de
Educação; (
)
Que a declarante não tem conhecimento de quem seja o responsável pela conferência do
fechamento da folha de pagamento; (
)Que
a declarante sabe dizer que há mais de uma folha de
pagamento do FUNDEB, sem saber o número exato( )”
Sublinhe-se que a autoridade judicial apontada como coatora determinou as necessárias diligências de
busca e apreensão para assegurar a comprovação da materialidade delitiva (fls. 66/87).
Portanto, não se justifica mais a prisão temporária da paciente, pois deixou de ser imprescindível às
investigações que estão em andamento sob a égide do Ministério Público.
Neste sentido, encontramos a seguinte acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região:
“PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO TEMPORÁRIA. DECRETAÇÃO VÁLIDA.
FINALIDADE ATINGIDA. PERDA DE OBJETO DA MEDIDA.
A
prisão temporária legitima-se tão-somente enquanto imprescindível às investigações em
desenvolvimento no inquérito (Lei nº 7.960/89, art. 1º, I). Assegurada a prova da autoria e materialidade
delitivas com a oitiva do investigado e o cumprimento de todas as diligências de busca e apreensão
determinadas pelo Juízo, é de rigor, por não mais subsistir sua finalidade, a revogação da custódia.”(TRF
4ª R. – HC Nº 2009.04.00.015084-0/RS – Relator: Des. Federal Paulo Afonso Brum Vaz, julgado em
27.05.2009)
Por
último, acentue-se que a impetrante juntou certidão (negativa) de antecedentes criminais, documento
que comprova estar cursando doutorado em Ciência Política pelo NECAR/UFRR (fls. 52/58), bem como
documentos pessoais (fls. 20/22), que comprovam residência fixa e identificação civil.
Por
todo exposto, DEFIRO a medida liminar para relaxar, por ilegalidade, a prisão temporária de STELA
APARECIDA DAMAS DA SILVEIRA, posto que ausente a demonstração de imprescindibilidade na sua
decretação, e também pela perda de objeto da medida.
Por
oportuno, reitere-se a solicitação de informações à autoridade apontada como coatora, no prazo de 24
(vinte e quatro) horas, devendo ainda a magistrada encaminhar cópias dos interrogatórios dos demais
investigados e depoimentos das testemunhas ouvidas durante a fase investigatória, especialmente de
MARIA IZABEL GRANDE e demais referidas no interrogatório da paciente.
Cumpra-se o despacho de fls. 65 dos presentes autos.
Após, prestadas as informações, encaminhem-se à douta Procuradoria de Justiça para manifestação.
Expeça-se alvará de soltura para por em incontinenti liberdade a paciente, salvo se por outro motivo não
deva permanecer presa. Deixo ressalvado que a presente decisão não prejudica eventual decretação por
outros fundamentos.
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Publique-se. Intimem-se.
Boa Vista/RR, 01 de junho de 2012.
Des. Mauro Campello
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0000.12.000754-7 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: TAHNNE AIÇAR DE SUSS
ADVOGADO: DR. EDSON SILVA SANTIAGO
AGRAVADO: RODNEY MELO
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
DECISÃO
Trata-se de agravo de instrumento, interposto contra decisão proferida pelo MM. Juiz de Direito da
Comarca de Bonfim, nos autos da ação de reintegração de posse n.º 090.12.000037-8, que indeferiu o
pedido de expedição de mandado liminar de reintegração de posse sem a prévia oitiva do réu.
A agravante alega, às fls. 02/12, que a decisão deve ser reformada, pois estão presentes os requisitos
autorizadores da antecipação de tutela, uma vez que comprovou que já exercia posse mansa, pacífica e
ininterrupta há mais de sete anos.
Segue alegando que a decisão não trouxe fundamentação sólida, pois desconsiderou parte das provas
colacionadas, não havendo que se falar, assim, em manutenção do decisum hostilizado.
Requer, ao final, a atribuição de efeito suspensivo ativo ao presente agravo, a fim de que seja deferida a
medida liminar negada em primeira instância.
É o sucinto relato. Decido.
Nos termos do art. 927 do CPC e, em consonância com o ensinamento da doutrina, para que o pedido
liminar de reintegração de posse seja deferido, é necessário que aquele que se diz esbulhado comprove
os seguintes requisitos: a posse, a ocorrência do esbulho, sua data e a efetiva perda da posse em razão
do ato ilícito.
Sobre o tema, Humberto Theodoro Júnior traz a seguinte lição:
“A lei confere ao possuidor o direito à proteção liminar de sua posse, mas o faz subordinando-o a fatos
precisos, como a existência da posse, a moléstia sofrida na posse e a data em que tal tenha ocorrido.
Logo, reunidos os pressupostos da medida, não fica ao alvedrio do juiz deferi-la ou não, o mesmo
ocorrendo quando não haja a necessária comprovação”. (In: Curso de Direito Processual Civil –
Procedimentos Especiais. Rio de Janeiro: Forense, 2007, p. 135.)
Ademais, na fase em que se encontra o processo, não cabe ao juiz entrar no mérito da causa, devendo
cingir-se apenas a verificar a existência ou não dos requisitos mínimos para a concessão da liminar. As
demais questões pormenorizadas que eventualmente possam interessar à causa serão abordadas na
instrução do processo, para julgamento definitivo da ação. Restando provado que o esbulho ocorreu há
menos de ano e dia da data do ajuizamento da ação, o juiz deferirá a medida liminar.
No caso em análise, restaram atendidos os requisitos do art. 927 do CPC, sendo de rigor, assim, a
concessão da medida pleiteada.
Nesse sentido, colaciono os julgados abaixo:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE REITEGRAÇÃO DE POSSE. LIMINAR. POSSE VELHA. A
concessão de liminar na reintegração de posse submete-se à observância dos requisitos do art.
927 do CPC: posse anterior, prática de esbulho, perda da posse em razão do ato ilícito e data de
sua ocorrência. Agravante que cede, em comodato verbal, por tempo indeterminado, o imóvel do qual
detém o domínio para a mãe e a irmã. Falecimento da mãe. Notificada a agravada para desocupar o bem,
configurou-se o esbulho há menos de ano e dia, devendo ser concedida a liminar pretendida.” (TJRS,
Agravo de Instrumento 70047669361 RS , Relator: Nelson José Gonzaga, Data de Julgamento:
06/03/2012, Décima Oitava Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 08/03/2012).
AGRAVO DE INSTRUMENTO - REITEGRAÇÃO DE POSSE - LIMINAR - CONCESSÃO- ESBULHO
PRATICADO PELO AGRAVANTE CONFIGURADO - RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
Demonstrados satisfatoriamente os requisitos pertinentes à ação reintegratória, por prova robusta
e convincente, quanto o esbulho praticado pelo réu, a respectiva data, e continuação da posse, na
forma do art. 927 do CPC, correta a decisão que defere ao autor a liminar postulada, reintegrando-o
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de imediato na posse do imóvel de que foi esbulhado. (TJMG, Agravo de Instrumento
1.0704.09.131359-0/001(1), Rel. ANTÔNIO DE PÁDUA, j. 22/10/2009, Data de Publicação: 01/12/2009).
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. POSSE. BENS IMÓVEIS. REINTEGRAÇÃO DE POSSE. DEFERIMENTO
LIMINAR. A concessão de liminar na reintegração de posse submete-se à observância dos
requisitos do artigo 927, do Código de Processo Civil, a saber: posse anterior, prática de esbulho,
perda da posse em razão do ato ilícito, e data de sua ocorrência. No caso, deve ser mantida a
decisão que deferiu a liminar. (TJRS Agravo de Instrumento Nº 70048002968, 20.ª Câmara Cível, Rel.
Walda Maria Melo Pierro, j. 23/03/2012, DJe 28/03/2012).
ISSO POSTO, presentes os requisitos para a concessão da medida liminar, nos termos do art. 557 do
CPC, dou provimento ao agravo de instrumento para deferir a expedição de mandado liminar de
reintegração de posse.
P. R. I.
Boa Vista, 30 de maio de 2012.
Des. Ricardo Oliveira
Relator
PUBLICAÇÃO DE DECISÃO
AGRAVO DE INSTRUMENTO N.º 0000.11.000894-3 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTES: M. D. S. E OUTROS
DEFENSORA PÚBLICA: DRA. ALESSANDRA ANDREA MIGLIORANZA
AGRAVADOS: M. D. DA S. E M. J. DA S.
ADVOGADO: DR. HANDERSON PALHETA
RELATOR: DES. MAURO CAMPELLO
DECISÃO
SEGREDO DE JUSTIÇA
Trata-se de agravo de instrumento, interposto contra decisão proferida pelo MM. Juiz da 7.ª Vara Cível da
Comarca de Boa Vista, nos autos da ação de alimentos n.º 010.2011.909.024-8, que indeferiu o pedido de
alimentos provisórios, por entender que, sendo a responsabilidade dos avós subsidiária, não restou
demonstrada a incapacidade do genitor.
Os agravantes insurgem-se contra a decisão, alegando que estão sofrendo lesão grave e de difícil
reparação, com a genitora desempregada e com o pai em local incerto e não sabido.
Sustentam que a prova constante dos autos é suficiente para mensurar a necessidade do pedido de
alimentos aos avós paternos, pois, a despeito de sua responsabilidade ser subsidiária, a partir do momento
que o pai se exime da obrigação, estando desaparecido, esta responsabilidade se convola em primária.
Aduzem, ainda, que já foi expedido mandado de prisão contra o genitor das quatro crianças e aquele não
foi encontrado. Ademais, no processo de execução, verificou-se fraude, tendo em vista que, depois do
ajuizamento da ação, o pai dos agravantes transferiu imóvel para o nome de sua mãe, ora agravada.
Requerem, ao final, que seja liminarmente atribuído efeito suspensivo e, no mérito, provido o presente
recurso, para reformar a decisão que indeferiu os alimentos provisórios.
A liminar foi deferida às fls. 113/114.
As informações foram prestadas às fls.119/120.
Em contrarrazões, os requeridos pugnaram pelo desprovimento do recurso.
É o relatório. Decido.
Conforme sentença extraída do PROJUDI (anexa), o feito foi extinto com julgamento do mérito, pois as
partes realizaram acordo, que foi devidamente homologado pela mencionada sentença.
Diante da prolação da sentença no feito de origem, deixa de existir o interesse processual a justificar o
exame da questão submetida à apreciação deste Tribunal, restando prejudicado o recurso, pela
superveniente perda do objeto.
Assim, inexistindo uma das condições da ação, no caso, o interesse processual, o presente recurso torna-
se inadmissível.
Nesse sentido:
“AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROLAÇÃO DE SENTENÇA. PERDA DO OBJETO. RECURSO
PREJUDICADO. I Se antes do julgamento do Agravo de Instrumento é prolatada a sentença, ocorre à
perda do seu objeto. II Não conhecimento do Agravo, por restar prejudicado.” (TJPA, AGRAVO DE
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INSTRUMENTO: AI 200830108418 PA 2008301-08418, Rel. Leonardo de Noronha Tavares, j. 09/07/2009
Pub. 15/07/2009).
ISSO POSTO, torno sem efeito a liminar concedida às fls. 113/114 e julgo prejudicado o presente agravo,
nos termos do art. 557 do CPC, c/c o art. 175, XIV, do RITJRR.
Boa Vista, 11 de maio de 2012.
Des. MAURO CAMPELLO
Relator
PUBLICAÇÃO DE DESPACHO
AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 0000.12.000383-5 – BOA VISTA/RR
AGRAVANTE: CAMARA MUNICIPAL DE BONFIM
ADVOGADOS: DR. FERNANDO PINHEIRO DOS SANTOS E DRA. PATRÍZIA ALVES ROCHA
AGRAVADO: DOMINGOS COSTA
ADVOGADOS: DR. PAULO LUIS DE MOURA HOLANDA
RELATOR: JUIZ CONVOCADO EUCLYDES CALIL FILHO
DESPACHO
Cls.
Defiro o pedido de restituição de prazo formulado pela agravante às fls. 1.922/1.923.
Após o decurso do prazo ora restituído, encaminhem-se os presentes autos ao douto Procurador de
Justiça, conforme determinado na parte final do decisum de fls. 1.872/1.874.
Boa Vista, 31 de maio de 2012.
EUCLYDES CALIL FILHO – Juiz Convocado
PUBLICAÇÃO DE DESPACHO
HABEAS CORPUS N.º 0000.12.000694-5 - BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: ELOILTON TOMAZ
PACIENTE: ELOILTON TOMAZ
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
DESPACHO
Fundado em razões de prudência, examinarei o pedido de liminar após as informações da autoridade
apontada como coatora.
Oficie-se ao MM. Juiz de Direito da 2.ª Vara Criminal, para que as preste no prazo de 05 (cinco) dias.
Após, conclusos.
Publique-se.
Boa Vista, 18 de maio de 2012.
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
PUBLICAÇÃO DE DESPACHO
HABEAS CORPUS N.º 0000.12.000708-3 - BOA VISTA/RR
IMPETRANTE: MAURO SILVA DE CASTRO
PACIENTE: ROBSON LUIZ DA SILVA
AUTORIDADE COATORA: MM. JUIZ DE DIREITO DA 2.ª VARA CRIMINAL DA COM. DE BOA
VISTA/RR
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
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Jurídica da Presidência - Presidência

SICOJURR - 00023459

Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
047/168
DESPACHO
Fundado em razões de prudência, examinarei o pedido de liminar após as informações da autoridade
apontada como coatora.
Oficie-se ao MM. Juiz de Direito da 2.ª Vara Criminal, para que as preste no prazo de 05 (cinco) dias.
Após, conclusos.
Publique-se.
Boa Vista, 25 de maio de 2012.
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
PUBLICAÇÃO DE DESPACHO
APELAÇÃO CRIMINAL N.º 0010.08.202611-2 - BOA VISTA/RR
1.º APELANTE: ADAMOS SILVA RIBEIRO
ADVOGADO: DR. FRANCISCO J. P. MACEDO
2.º APELANTE: HERIC DE OLIVEIRA SILVA
ADVOGADO: DR. MAURO SILVA DE CASTRO
RELATOR: DES. RICARDO OLIVEIRA
DESPACHO
Em homenagem ao princípio da ampla defesa, intime-se, novamente, o Dr. FRANCISCO J. P. MACEDO,
advogado do 1.º apelante, para oferecer as razões recursais, no prazo de 08 (oito) dias (CPP, art. 600, §
4.°).
Transcorrido in albis o mencionado interstício, intime-se o réu ADAMOS SILVA RIBEIRO, pessoalmente,
para que, no prazo de 10 (dez) dias, constitua novo patrono, a fim de apresentar as razões de apelação;
caso contrário, ser-lhe-á designado defensor público.
Após, conclusos.
Publique-se.
Boa Vista, 31 de maio de 2012.
Des. RICARDO OLIVEIRA
Relator
SECRETARIA DA CÂMARA ÚNICA, 05 DE JUNHO DE 2012.
ÁLVARO DE OLIVEIRA JÚNIOR
DIRETOR DE SECRETARIA
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Jurídica da Presidência - Presidência

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Boa Vista, 6 de junho de 2012 Diário da Justiça Eletrônico ANO XV - EDIÇÃO
Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
048/168
PRESIDÊNCIA
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE RORAIMA (TJ/RR)
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS EM CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR, DE NÍVEL
MÉDIO E DE NÍVEL FUNDAMENTAL
EDITAL Nº 1 – TJ/RR, DE 5 DE JUNHO DE 2012
O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, tendo em vista o disposto na Lei
Complementar nº 53, de 31 de dezembro de 2001, e alterações, e na Lei Complementar nº 142, de 29 de
dezembro de 2008 e alterações, torna pública a realização de concurso público para provimento de vagas
em cargos de nível superior, de nível médio e de nível fundamental, mediante as condições estabelecidas
neste edital.
1
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
1.1
O concurso público será regido por este edital e executado pelo Centro de Seleção e de Promoção de
Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB).
1.2
A seleção para os cargos de que trata este edital compreenderá as seguintes fases:
a)
provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos, de responsabilidade do
CESPE/UnB; e
b)
prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, somente para os cargos de nível superior, de
responsabilidade do CESPE/UnB.
1.3
As provas objetivas, a prova discursiva e a perícia médica dos candidatos que se declararem com
deficiência serão realizadas na cidade de Boa Vista/RR.
1.3.1 Não havendo locais suficientes ou adequados em Boa Vista/RR para realização das provas, essas
poderão ser realizadas em outras localidades.
1.4
Os candidatos nomeados estarão subordinados ao Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do
Estado de Roraima, Lei Complementar nº 53, de 31 de dezembro de 2001 e alterações.
2
DO CARGO
2.1 NÍVEL SUPERIOR
CARGO 1: ADMINISTRADOR
REQUISITO: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior em
Administração, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC)
e registro no órgão de classe correspondente.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: planejar, organizar, coordenar e executar métodos e técnicas
administrativas.
REMUNERAÇÃO: R$ 5.313,01 (cinco mil, trezentos e treze reais e um centavo).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
CARGO 2: ANALISTA PROCESSUAL
REQUISITO: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior em
Direito, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: realizar atividades de nível superior nos Ofícios Judiciais de
Primeiro e Segundo Grau de Jurisdição, a fim de fornecer suporte técnico, favorecendo o exercício da
função judicante pelos magistrados e/ou órgãos julgadores; auxiliar o Escrivão na execução das atividades
cartorárias e os Secretários do Tribunal Pleno e da Câmara Única junto às respectivas Secretarias.
REMUNERAÇÃO: R$ 5.313,01 (cinco mil, trezentos e treze reais e um centavo).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
CARGO 3: BIBLIOTECONOMISTA
REQUISITO: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior em
Biblioteconomia, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC e registro no órgão de
classe correspondente.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: realizar atividades relativas à documentação, à catalogação, à
classificação e à indexação de documentos e informações e a consulta para atendimento a usuários.
REMUNERAÇÃO: R$ 5.313,01 (cinco mil, trezentos e treze reais e um centavo).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
CARGO 4: CONTADOR
REQUISITO: diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de graduação de nível superior em
Ciências Contábeis, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC e registro no órgão
de classe correspondente.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: elaborar, coordenar e executar a política contábil, financeira,
orçamentária e patrimonial do Tribunal de Justiça.
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ANO XV - EDIÇÃO 4807
049/168
REMUNERAÇÃO: R$ 5.313,01 (cinco mil, trezentos e treze reais e um centavo).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
2.2
NÍVEL MÉDIO
CARGO 5: AGENTE DE PROTEÇÃO
REQUISITO: certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino médio (antigo segundo
grau) ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: promover a execução das leis de assistência e proteção ao
menor e ao adolescente.
REMUNERAÇÃO: R$ 2.656,54 (dois mil, seiscentos e cinquenta e seis reais e cinquenta e quatro
centavos).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
CARGO 6: TÉCNICO JUDICIÁRIO
REQUISITO: certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino médio (antigo segundo
grau) ou curso técnico equivalente, expedido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: auxiliar as atividades cartorárias e administrativas, em 1ª e 2ª
Instâncias.
REMUNERAÇÃO: R$ 2.656,54 (dois mil, seiscentos e cinquenta e seis reais e cinquenta e quatro
centavos).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
2.3
NÍVEL FUNDAMENTAL
CARGO 7: AUXILIAR ADMINISTRATIVO
REQUISITO: certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino fundamental (antigo
primeiro grau), expedido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC.
DESCRIÇÃO SUMÁRIA DAS ATIVIDADES: executar serviços auxiliares nos cartórios e setores
administrativos do Poder Judiciário do Estado de Roraima.
REMUNERAÇÃO: R$ 1.521,45 (mil quinhentos e vinte e um reais e quarenta e cinco centavos).
JORNADA DE TRABALHO: 35 horas semanais.
3
DOS REQUISITOS BÁSICOS PARA A INVESTIDURA NO CARGO
3.1 Ser aprovado no concurso público.
3.2 Ter nacionalidade brasileira ou portuguesa e, no caso de nacionalidade portuguesa, estar amparado
pelo estatuto de igualdade entre brasileiros e portugueses, com reconhecimento do gozo dos direitos
políticos, nos termos do § 1º do artigo 12 da Constituição Federal.
3.3
Estar em dia com as obrigações eleitorais e, em caso de candidato do sexo masculino, também com as
militares.
3.4 Possuir os requisitos exigidos para o exercício do cargo, conforme item 2 deste edital.
3.5 Ter idade mínima de dezoito anos completos na data da posse.
3.6 Ter aptidão física e mental para o exercício das atribuições do cargo.
3.7 Cumprir as determinações deste edital.
3.8 O candidato deverá declarar, na solicitação de inscrição, que tem ciência e aceita que, caso aprovado,
deverá entregar os documentos comprobatórios dos requisitos exigidos para o cargo por ocasião da posse.
4
DAS VAGAS
CARGOS
GERAL
PESSOAS COM
DEFICIÊNCIA
TOTAL
Administrador
2
(*)
2
Analista Processual
4
1
5
Biblioteconomista
CR
(*)
CR
Contador
2
(*)
2
Agente de Proteção
2
(*)
2
Técnico Judiciário
9
1
10
Auxiliar Administrativo
1
(*)
1
(*)Não haverá reserva de vagas para provimento imediato de candidatos com deficiência em razão do
quantitativo oferecido.
5
DAS VAGAS DESTINADAS ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
5.1 Das vagas destinadas aos cargos e das que vierem a ser criadas durante o prazo de validade do
concurso, 10% serão providas na forma do § 3º do artigo 5º da Lei Complementar nº 53, de 31 de
dezembro de 2001, e do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999 e suas alterações.
5.1.1 Caso a aplicação do percentual de que trata o subitem 5.1 deste edital resulte em número fracionado,
este deverá ser elevado até o primeiro número inteiro subsequente.
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Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
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5.1.2
O candidato que se declarar com deficiência concorrerá em igualdade de condições com os demais
candidatos.
5.2
Para concorrer a uma dessas vagas, o candidato deverá:
a) no ato da inscrição, declarar-se pessoa com deficiência;
b) encaminhar cópia simples do CPF e laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório), emitido
nos últimos doze meses, atestando a espécie e o grau ou nível da deficiência, com expressa referência ao
código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), bem como à provável causa
da deficiência, na forma do subitem 5.2.1 deste edital.
5.2.1
O candidato com deficiência deverá enviar a cópia simples do CPF e o laudo médico (original ou
cópia autenticada em cartório) a que se refere a alínea “b” do subitem 5.2 deste edital, via SEDEX ou carta
registrada com aviso de recebimento, postado impreterivelmente até 2 de julho de 2012, para a Central de
Atendimento do CESPE/UnB – Concurso TJ/RR 2012 (laudo médico), Caixa Postal 4488, CEP 70904-970,
Brasília/DF.
5.2.1.1 O candidato poderá, ainda, entregar, até 2 de julho de 2012, das 8 horas às 19 horas (exceto
sábado, domingo e feriado), pessoalmente ou por terceiro, cópia simples do CPF e o laudo médico (original
ou cópia autenticada em cartório) a que se refere a alínea “b” do subitem 5.2 deste edital, na Central de
Atendimento do CESPE/UnB – Universidade de Brasília (UnB) – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede
do CESPE/UnB – Asa Norte, Brasília/DF.
5.2.2
O fornecimento do laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório) e da cópia do CPF, por
qualquer via, é de responsabilidade exclusiva do candidato. O CESPE/UnB não se responsabiliza por
qualquer tipo de extravio que impeça a chegada dessa documentação a seu destino.
5.3 O candidato com deficiência poderá requerer, na forma do subitem 6.3.9 deste edital, atendimento
especial, no ato da inscrição, para o dia de realização das provas, indicando as condições de que necessita
para a realização dessas, conforme previsto no artigo 40, §§ 1º e 2º, do Decreto nº 3.298/99 e suas
alterações.
5.3.1
O candidato com deficiência que necessitar de tempo adicional para a realização das provas deverá
indicar a necessidade na solicitação de inscrição e encaminhar ou entregar, até 2 de julho de 2012, na
forma do subitem 6.3.9 deste edital, justificativa acompanhada de laudo e parecer emitido por especialista
da área de sua deficiência que ateste a necessidade de tempo adicional, conforme prevê o parágrafo 2º do
artigo 40 do Decreto nº 3.298/99 e suas alterações.
5.4
A relação dos candidatos que tiveram a sua inscrição deferida para concorrer na condição de pessoa
com deficiência será divulgada na Internet, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, na ocasião da divulgação do edital informando a
disponibilização da consulta aos locais e ao horário de realização das provas.
5.4.1 O candidato disporá de um dia para contestar o indeferimento na Central de Atendimento do
CESPE/UnB – Universidade de Brasília (UnB), Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do CESPE/UnB
– Asa Norte, Brasília/DF, pessoalmente ou por terceiro; ou pelo e-mail:
atendimentoespecial@cespe.unb.br, restrito apenas a assuntos relacionados ao atendimento especial.
Após esse período, não serão aceitos pedidos de revisão.
5.5
A inobservância do disposto no subitem 5.2 deste edital acarretará a perda do direito ao pleito das
vagas reservadas aos candidatos com deficiência e o não atendimento às condições especiais
necessárias.
5.6 DA PERÍCIA MÉDICA
5.6.1
Os candidatos que se declararem com deficiência, se não eliminados no concurso, serão convocados
para se submeter à perícia médica oficial, promovida por equipe multiprofissional de responsabilidade do
CESPE/UnB, formada por seis profissionais, que verificará sobre a sua qualificação como deficiente ou
não, nos termos do artigo 43 do Decreto nº 3.298/99 e suas alterações.
5.6.2
Os candidatos deverão comparecer à perícia médica munidos de documento de identidade original e
de laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório) que ateste a espécie e o grau ou nível de
deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças
(CID-10), conforme especificado no Decreto nº 3.298/99 e suas alterações, bem como à provável causa da
deficiência, de acordo com o modelo constante do Anexo I deste edital, e, se for o caso, de exames
complementares específicos que comprovem a deficiência física.
5.6.3
O laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório) será retido pelo CESPE/UnB por ocasião
da realização da perícia médica.
5.6.4 Os candidatos convocados para a perícia médica deverão comparecer com uma hora de
antecedência do horário marcado para o seu início, conforme edital de convocação.
5.6.5
Perderá o direito de concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência o candidato que, por
ocasião da perícia médica, não apresentar laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório) ou que
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Presidência - TJRR

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051/168
apresentar laudo que não tenha sido emitido nos últimos doze meses, bem como que não for qualificado na
perícia médica como pessoa com deficiência ou, ainda, que não comparecer à perícia.
5.6.6
O candidato que não for considerado com deficiência na perícia médica, caso seja aprovado no
concurso, figurará na lista de classificação geral por cargo.
5.6.7
A compatibilidade entre as atribuições do cargo e a deficiência apresentada pelo candidato será
avaliada durante o estágio probatório, na forma estabelecida no § 2º do artigo 43 do Decreto 3.298/99 e
suas alterações.
5.6.8
O candidato com deficiência que no decorrer do período de experiência apresentar incompatibilidade
da deficiência com as atribuições do cargo será exonerado.
5.7
O candidato que, no ato da inscrição, se declarar com deficiência, se for qualificado na perícia médica e
não for eliminado do concurso, terá seu nome publicado em lista à parte e figurará também na lista de
classificação geral por cargo.
5.8
As vagas definidas no subitem 5.1 deste edital que não forem providas por falta de candidatos com
deficiência aprovados serão preenchidas pelos demais candidatos, observada a ordem geral de
classificação por cargo.
6 DAS INSCRIÇÕES NO CONCURSO PÚBLICO
6.1 TAXAS:
a) nível superior: R$ 80,00 (oitenta reais);
b) nível médio: R$ 50,00 (cinquenta reais);
c) nível fundamental: R$ 40,00 (quarenta reais).
6.1.1 Será admitida a inscrição somente via Internet, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, solicitada no período entre 10 horas do dia 13 de junho de
2012 e 23 horas e 59 minutos do dia 2 de julho de 2012, observado o horário oficial de Brasília/DF.
6.1.2
O CESPE/UnB não se responsabilizará por solicitação de inscrição não recebida por motivos de
ordem técnica dos computadores, falhas de comunicação, congestionamento das linhas de comunicação,
bem como por outros fatores que impossibilitem a transferência de dados.
6.1.3
O candidato poderá efetuar o pagamento da taxa de inscrição por meio da Guia de Recolhimento da
União (GRU Cobrança).
6.1.4 A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) estará disponível no
http://www.cespe.unb.br/concursos/TJ_RR_12 e deverá ser, imediatamente, impressa, para o pagamento
da taxa de inscrição após a conclusão do preenchimento da ficha de solicitação de inscrição online.
6.1.4.1 O candidato poderá reimprimir a GRU Cobrança pela página de acompanhamento do concurso.
6.1.5
A GRU Cobrança pode ser paga em qualquer banco, bem como nas casas lotéricas e nos Correios,
obedecendo aos critérios estabelecidos nesses correspondentes bancários.
6.1.6 O pagamento da taxa de inscrição deverá ser efetuado até o dia 23 de julho de 2012.
6.1.7
As inscrições efetuadas somente serão efetivadas após a comprovação de pagamento da taxa de
inscrição ou o deferimento da solicitação de isenção da taxa de inscrição.
6.2 O comprovante de inscrição do candidato estará disponível no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, por meio da página de acompanhamento, após a aceitação da
inscrição, sendo de responsabilidade exclusiva do candidato a obtenção desse documento.
6.3 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE A INSCRIÇÃO NO CONCURSO PÚBLICO
6.3.1
Antes de efetuar a inscrição, o candidato deverá conhecer o edital e certificar-se de que preenche
todos os requisitos exigidos. No momento da inscrição, o candidato deverá optar por um cargo. Uma vez
efetivada a inscrição não será permitida, em hipótese alguma, a sua alteração.
6.3.1.1 Para o candidato, isento ou não, que efetivar mais de uma inscrição em cargos em que haja
sobreposição entre os períodos de aplicação das provas desses cargos, será considerada válida somente
a última inscrição efetivada, sendo entendida como efetivada a inscrição paga ou isenta. Caso haja
mais de uma inscrição paga em um mesmo dia, será considerada a última inscrição efetuada no
sistema do CESPE/UnB.
6.3.2 É vedada a inscrição condicional, a extemporânea, a via postal, a via fax ou a via correio eletrônico.
6.3.3 É vedada a transferência do valor pago a título de taxa para terceiros, para outros concursos ou para
outro cargo.
6.3.4
Para efetuar a inscrição, é imprescindível o número de Cadastro de Pessoa Física (CPF) do
candidato.
6.3.5
As informações prestadas na solicitação de inscrição serão de inteira responsabilidade do candidato,
dispondo o CESPE/UnB do direito de excluir do concurso público aquele que não preencher a solicitação
de forma completa e correta.
6.3.6
O valor referente ao pagamento da taxa de inscrição não será devolvido em hipótese alguma, salvo
em caso de cancelamento do certame por conveniência da Administração Pública.
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Presidência - TJRR

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Boa Vista, 6 de junho de 2012
Diário da Justiça Eletrônico
ANO XV - EDIÇÃO 4807
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6.3.7 DOS PROCEDIMENTOS PARA PEDIDO DE ISENÇÃO DE TAXA DE INSCRIÇÃO
6.3.7.1
Não haverá isenção total ou parcial do valor da taxa de inscrição preliminar, exceto para os
candidatos amparados pela Lei Estadual nº 167, de 22 de abril de 1997, conforme procedimentos a seguir.
6.3.7.2
Estará isento do pagamento da taxa de inscrição o candidato que for doador de sangue, nos
bancos de sangue da rede hospitalar estadual, nos termos da Lei nº 167/97.
6.3.7.3
O candidato amparado pela Lei Estadual nº 167 que desejar isenção do pagamento da taxa de
inscrição deverá entregar, pessoalmente ou por terceiro, no endereço Universidade Estadual de Roraima
(UERR) – Hall de entrada do Auditório, Rua 7 de Setembro, nº 231, Canarinho – Boa Vista/RR, no
período entre 13 de junho de 2012 a 2 de julho de 2012 (exceto sábados, domingos e feriados), das 8
horas às 12 horas e das 13 horas às 17 horas (horário local), o requerimento de isenção, devidamente
conferido e assinado, disponibilizado na internet, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, por meio da página de inscrição, bem como os documentos
relacionados a seguir:
a) declaração fornecida pelo banco de sangue, comprovando sua condição de doador regular há, no
mínimo, seis meses da data de publicação do presente edital;
b)
documento de identidade.
6.3.7.4
As informações prestadas no requerimento de isenção serão de inteira responsabilidade do
candidato, podendo responder este, a qualquer momento, por crime contra a fé pública, o que acarreta sua
eliminação do concurso, aplicando-se, ainda, o disposto no parágrafo único do artigo 10 do Decreto nº
83.936/79.
6.3.7.5
Não será concedida isenção de pagamento de taxa de inscrição ao candidato que:
a) omitir informações e/ou torná-las inverídicas;
b) fraudar e/ou falsificar documentação;
c) não observar a forma, o prazo e os horários estabelecidos no subitem 6.3.7.3 deste edital.
6.3.7.6
Não será aceita solicitação de isenção de pagamento de valor de inscrição via postal, via fax ou via
correio eletrônico.
6.3.7.7 Cada pedido de isenção será analisado e julgado pelo CESPE/UnB.
6.3.7.8 A relação dos candidatos que tiveram o seu pedido de isenção deferido será divulgada até a data
provável de 11 de julho de 2012, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12.
6.3.7.8.1 O candidato disporá de dois dias para contestar o indeferimento, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12. Após esse período, não serão aceitos pedidos de revisão.
6.3.7.9
O candidato que tiver o seu pedido de isenção indeferido deverá acessar o endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12 e imprimir a GRU Cobrança, por meio da página de
acompanhamento, para pagamento até o dia 23 de julho de 2012, conforme procedimentos descritos
neste edital.
6.3.7.10 O candidato que não tiver seu pedido de isenção deferido e que não efetuar o pagamento da taxa
de inscrição na forma e no prazo estabelecidos no subitem anterior estará automaticamente excluído do
concurso público.
6.3.8 O comprovante de inscrição ou o comprovante de pagamento da taxa de inscrição deverá ser
mantido em poder do candidato e apresentado nos locais de realização das provas.
6.3.8.1
Não será permitida, após a entrega do requerimento de isenção de taxa de inscrição e dos
documentos comprobatórios, a complementação da documentação.
6.3.9 DOS PROCEDIMENTOS PARA A SOLICITAÇÃO DE ATENDIMENTO ESPECIAL
6.3.9.1
O candidato que necessitar de atendimento especial para a realização das provas deverá indicar,
na solicitação de inscrição disponibilizada no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, os recursos especiais necessários a tal atendimento.
6.3.9.1.1
O candidato que solicitar atendimento especial na forma estabelecida no subitem anterior, deverá
enviar a cópia simples do CPF e laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório) que justifique o
atendimento especial solicitado.
6.3.9.1.2
A documentação citada no subitem anterior poderá ser entregue até o dia 2 de julho de 2012,
das 8 horas às 19 horas (exceto sábado, domingo e feriado), pessoalmente ou por terceiro, na Central de
Atendimento do CESPE/UnB, localizada na Universidade de Brasília, Campus Universitário Darcy Ribeiro,
Sede do CESPE/UnB – Asa Norte, Brasília/DF, ou enviada via SEDEX ou carta registrada com aviso de
recebimento, para a Central de Atendimento do CESPE/UnB, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do
CESPE/UnB – Asa Norte, Brasília/DF, Caixa Postal 4488, CEP 70904-970 até a data prevista acima. Após
esse período, a solicitação será indeferida, salvo nos casos de força maior e nos que forem de interesse da
Administração Pública.
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053/168
6.3.9.2 O fornecimento da cópia simples do CPF e do laudo médico (original ou cópia autenticada em
cartório), por qualquer via, é de responsabilidade exclusiva do candidato. O CESPE/UnB não se
responsabiliza por qualquer tipo de extravio que impeça a chegada dessa documentação a seu destino.
6.3.9.3
A candidata que tiver necessidade de amamentar durante a realização das provas, além de solicitar
atendimento especial para tal fim, deverá encaminhar, para a Central de Atendimento do CESPE/UnB,
cópia autenticada em cartório da certidão de nascimento da criança, até 2 de julho de 2012, e levar um
acompanhante adulto, no dia da prova, que ficará em sala reservada e será o responsável pela guarda da
criança. A candidata que não levar acompanhante não poderá permanecer com a criança no local de
realização das provas.
6.3.9.3.1
Caso a criança ainda não tenha nascido até a data estabelecida no subitem 6.3.9.3, a cópia da
certidão de nascimento poderá ser substituída por documento emitido pelo médico obstetra que ateste a
data provável do nascimento.
6.3.9.3.2
O CESPE/UnB não disponibilizará acompanhante para a guarda de criança.
6.3.9.4
O laudo médico (original ou cópia autenticada em cartório) e a cópia simples do CPF valerão
somente para este concurso e não serão devolvidos, assim como não serão fornecidas cópias dessa
documentação.
6.3.9.5
A relação dos candidatos que tiveram o seu atendimento especial deferido será divulgada no
endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, na ocasião da divulgação do edital de
locais e horários de realização das provas.
6.3.9.5.1
O candidato disporá de um dia para contestar o indeferimento, na Central de Atendimento do
CESPE/UnB – Universidade de Brasília (UnB), Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do CESPE/UnB,
Asa Norte, Brasília/DF; pessoalmente ou por terceiro, ou pelo e-mail
atendimentoespecial@cespe.unb.br, restrito apenas a assuntos relacionados ao atendimento especial.
Após esse período, não serão aceitos pedidos de revisão.
6.3.9.6
A solicitação de atendimento especial, em qualquer caso, será atendida segundo os critérios de
viabilidade e de razoabilidade.
7 DAS FASES DO CONCURSO
7.1
As fases do concurso e seu caráter estão descritos conforme os quadros a seguir.
7.1.1
NÍVEL SUPERIOR
NÚMERO DE
PROVA/TIPO
ÁREA DE CONHECIMENTO
CARÁTER
ITENS
(P 1 ) Objetiva
Conhecimentos Básicos
50
ELIMINATÓRIO
(P 2 ) Objetiva
Conhecimentos Específicos
70
E
(P 3 ) Discursiva
CLASSIFICATÓRIO
7.1.2
NÍVEL MÉDIO
NÚMERO DE
PROVA/TIPO
ÁREA DE CONHECIMENTO
CARÁTER
ITENS
(P 1 ) Objetiva
Conhecimentos Básicos
50
(P 2 ) Objetiva
Conhecimentos Específicos
ELIMINATÓRIO
E CLASSIFICATÓRIO
70
7.1.3
NÍVEL FUNDAMENTAL
NÚMERO DE
PROVA/TIPO
ÁREA DE CONHECIMENTO
CARÁTER
ITENS
(P 1 ) Objetiva
Conhecimentos Básicos
40
ELIMINATÓRIO E
(P 2 ) Objetiva
Conhecimentos Específicos
60
CLASSIFICATÓRIO
7.2
As provas objetivas e a prova discursiva para os cargos de nível superior terão a duração de 4 horas e
30 minutos e serão aplicadas na data provável de 19 de agosto de 2012, no turno da manhã.
7.3
As provas objetivas para os cargos de nível médio terão a duração de 3 horas e 30 minutos e serão
aplicadas na data provável de 19 de agosto de 2012, no turno da tarde.
7.4
As provas objetivas para o cargo de nível fundamental terá a duração de 3 horas e 30 minutos e serão
aplicadas na data provável de 19 de agosto de 2012, no turno da tarde.
7.5
Os locais e o horário de realização das provas objetivas e da prova discursiva estarão disponíveis para
consulta na Internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, a partir da data
provável de 9 de agosto de 2012.
7.5.1 O candidato deverá, obrigatoriamente, acessar o referido endereço eletrônico para verificar o seu
local de provas, por meio de busca individual, devendo, para tanto, informar os dados solicitados.
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7.5.2 O candidato somente poderá realizar as provas no local designado pelo CESPE/UnB.
7.5.3 Na data provável de 9 de agosto de 2012, será publicado no Diário da Justiça Eletrônico do Estado
de Roraima edital informando a disponibilização da consulta aos locais e ao horário de realização das
provas.
7.5.4
São de responsabilidade exclusiva do candidato a identificação correta de seu local de realização das
provas e o comparecimento no horário determinado.
7.6
O CESPE/UnB poderá enviar, como complemento às informações citadas no subitem anterior,
comunicação pessoal dirigida ao candidato, por e-mail, sendo de sua exclusiva responsabilidade a
manutenção/atualização de seu correio eletrônico, o que não o desobriga do dever de observar o disposto
no subitem 7.5.1 deste edital.
7.7
O resultado final nas provas objetivas, a convocação para a perícia médica dos candidatos que se
declararam com deficiência, somente para os cargos de nível médio e de nível fundamental, e o resultado
provisório na prova discursiva serão publicados no Diário da Justiça Eletrônico do Estado de Roraima e
divulgados na Internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, na data
provável de 10 de setembro de 2012.
8 DAS PROVAS OBJETIVAS
8.1
As provas objetivas de nível superior e de nível médio, de caráter eliminatório e classificatório, valerão
120,00 pontos e abrangerão os objetos de avaliação constantes do item 13 deste edital.
8.2
As provas objetivas de nível fundamental, de caráter eliminatório e classificatório, valerão 100,00
pontos e abrangerão os objetos de avaliação constantes do item 13 deste edital.
8.3
Cada prova objetiva será constituída de itens para julgamento, agrupados por comandos que deverão
ser respeitados. O julgamento de cada item será CERTO ou ERRADO, de acordo com o(s) comando(s) a
que se refere o item. Haverá, na folha de respostas, para cada item, dois campos de marcação: o campo
designado com o código C, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item CERTO, e o
campo designado com o código E, que deverá ser preenchido pelo candidato caso julgue o item ERRADO.
8.4
Para obter pontuação no item, o candidato deverá marcar um, e somente um, dos dois campos da folha
de respostas.
8.5
O candidato deverá transcrever as respostas das provas objetivas para a folha de respostas, que será
o
único documento válido para a correção das provas. O preenchimento da folha de respostas será de
inteira responsabilidade do candidato, que deverá proceder em conformidade com as instruções
específicas contidas neste edital e na folha de respostas. Em hipótese alguma haverá substituição da folha
de respostas por erro do candidato.
8.6
Serão de inteira responsabilidade do candidato os prejuízos advindos do preenchimento indevido da
folha de respostas. Serão consideradas marcações indevidas as que estiverem em desacordo com este
edital ou com a folha de respostas, tais como marcação rasurada ou emendada ou campo de marcação
não preenchido integralmente.
8.7
O candidato não deverá amassar, molhar, dobrar, rasgar, manchar ou, de qualquer modo, danificar a
sua folha de respostas, sob pena de arcar com os prejuízos advindos da impossibilidade de realização da
leitura óptica.
8.8
O candidato é responsável pela conferência de seus dados pessoais, em especial seu nome, seu
número de inscrição e o número de seu documento de identidade.
8.9
Não será permitido que as marcações na folha de respostas sejam feitas por outras pessoas, salvo em
caso de candidato a quem tenha sido deferido atendimento especial para realização das provas. Nesse
caso, o candidato será acompanhado por fiscal do CESPE/UnB devidamente treinado.
8.10 O CESPE/UnB divulgará a imagem da folha de respostas dos candidatos que realizaram as provas
objetivas, exceto dos candidatos eliminados na forma do subitem 12.24 deste edital, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, após a data de divulgação do resultado final das provas
objetivas. A referida imagem ficará disponível até quinze dias corridos da data de publicação do resultado
final do concurso público.
8.10.1
Após o prazo determinado no subitem anterior, não serão aceitos pedidos de disponibilização da
imagem da folha de respostas.
8.11 DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DAS PROVAS OBJETIVAS
8.11.1 Todos os candidatos terão suas provas objetivas corrigidas por meio de processamento eletrônico.
8.11.2 A nota em cada item das provas objetivas, feita com base nas marcações da folha de respostas,
será igual a: 1,00 ponto, caso a resposta do candidato esteja em concordância com o gabarito oficial
definitivo das provas; 0,33 ponto negativo, caso a resposta do candidato esteja em discordância com o
gabarito oficial definitivo das provas; 0,00 ponto, caso não haja marcação ou haja marcação dupla (C e E).
8.11.3
O cálculo da nota em cada prova objetiva será igual à soma das notas obtidas em todos os itens que
a
compõem.
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8.11.4
Será reprovado nas provas objetivas de nível superior e médio, e eliminado do concurso público, o
candidato que se enquadrar em pelo menos um dos itens a seguir:
a) obtiver nota inferior a 15,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Básicos (P 1 );
b) obtiver nota inferior a 35,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Específicos (P 2 );
c) obtiver nota inferior a 60,00 pontos no conjunto das provas objetivas.
8.11.5
Será reprovado nas provas objetivas de nível fundamental, e eliminado do concurso público, o
candidato que se enquadrar em pelo menos um dos itens a seguir:
a) obtiver nota inferior a 12,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Básicos (P 1 );
b) obtiver nota inferior a 30,00 pontos na prova objetiva de Conhecimentos Específicos (P 2 );
c) obtiver nota inferior a 50,00 pontos no conjunto das provas objetivas.
8.11.5.1 O candidato eliminado na forma dos subitens 8.11.4 e 8.11.5 deste edital não terá classificação
alguma no concurso público.
8.11.6
Os candidatos não eliminados na forma dos subitens 8.11.4 e 8.11.5 serão ordenados por cargo de
acordo com os valores decrescentes da nota final nas provas objetivas, que será a soma das notas obtidas
nas provas objetivas.
8.12 DOS RECURSOS DAS PROVAS OBJETIVAS
8.12.1
Os gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas serão divulgados na Internet, no endereço
eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, a partir das 19 horas da data provável de 21 de
agosto de 2012, observado o horário oficial de Brasília/DF.
8.12.2
O candidato que desejar interpor recursos contra os gabaritos oficiais preliminares das provas
objetivas disporá de dois dias para fazê-lo, no horário das 9 horas do primeiro dia às 18 horas do último
dia, ininterruptamente.
8.12.3
Para recorrer contra os gabaritos oficiais preliminares das provas objetivas, o candidato deverá
utilizar o Sistema Eletrônico de Interposição de Recurso, no endereço eletrônico
http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12, e seguir as instruções ali contidas.
8.12.4
Todos os recursos serão analisados, e as justificativas das alterações/anulações de gabarito serão
divulgadas no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12 quando da divulgação do
gabarito definitivo. Não serão encaminhadas respostas individuais aos candidatos.
8.12.5 O candidato deverá ser claro, consistente e objetivo em seu pleito. Recurso inconsistente ou
intempestivo será preliminarmente indeferido.
8.12.6
O recurso não poderá conter, em outro local que não o apropriado, qualquer palavra ou marca que o
identifique, sob pena de ser preliminarmente indeferido.
8.12.7
Se do exame de recursos resultar anulação de item integrante de prova, a pontuação
correspondente a esse item será atribuída a todos os candidatos, independentemente de terem recorrido.
8.12.8
Se houver alteração, por força de impugnações, de gabarito oficial preliminar de item integrante de
prova, essa alteração valerá para todos os candidatos, independentemente de terem recorrido.
8.12.9
Não será aceito recurso via postal, via fax, via correio eletrônico ou, ainda, fora do prazo.
8.12.10
Em nenhuma hipótese serão aceitos pedidos de revisão de recursos ou recurso de gabarito oficial
definitivo.
8.12.11
Recursos cujo teor desrespeite a banca serão preliminarmente indeferidos.
9 DA PROVA DISCURSIVA (somente para os cargos de nível superior)
9.1
A prova discursiva valerá 10,00 pontos e consistirá da redação de texto dissertativo, de até 30 linhas,
abordando temas relacionados a conhecimentos específicos a que se refere o subitem 13.2.1.2 deste
edital.
9.2
A prova discursiva deverá ser manuscrita, em letra legível, com caneta esferográfica de tinta preta,
fabricada em material transparente, não sendo permitida a interferência ou a participação de outras
pessoas, salvo em caso de candidato a quem tenha sido deferido atendimento especial para a realização
das provas. Nesse caso, o candidato será acompanhado por fiscal do CESPE/UnB devidamente treinado,
para o qual deverá ditar os textos, especificando oralmente a grafia das palavras e os sinais gráficos de
pontuação.
9.3
A folha de texto definitivo da prova discursiva não poderá ser assinada, rubricada nem conter, em outro
local que não o apropriado, qualquer palavra ou marca que a identifique, sob pena de anulação da prova
discursiva. Assim, a detecção de qualquer marca identificadora no espaço destinado à transcrição dos
textos definitivos acarretará a anulação da prova discursiva.
9.4
A folha de texto definitivo será o único documento válido para avaliação da prova discursiva. A folha
para rascunho no caderno de provas é de preenchimento facultativo e não valerá para tal finalidade.
9.5
A folha de texto definitivo não será substituída por erro de preenchimento do candidato.
9.6 DOS CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA PROVA DISCURSIVA
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9.6.1 Observada a reserva de vagas para os candidatos com deficiência e respeitados os empates na

última colocação, serão corrigidas as provas discursivas dos candidatos aos cargos de nível superior aprovados nas provas objetivas e classificados conforme quadro a seguir.

CARGOS

Administrador

GERAL

18ª

CARGOS Administrador GERAL 18ª PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 2ª

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

GERAL 18ª PESSOAS COM DEFICIÊNCIA 2ª 10ª 1ª 2ª Analista Processual 40ª

10ª

Analista Processual

40ª

Biblioteconomista

Contador

18ª

9.6.1.1 O candidato aos cargos de nível superior que não tiver a sua prova discursiva corrigida na forma do subitem anterior será automaticamente eliminado e não terá classificação alguma no concurso.

9.6.2

expressão na modalidade escrita e o uso das normas do registro formal culto da Língua Portuguesa. O candidato deverá produzir, com base em temas formulados pela banca examinadora, texto dissertativo, primando pela coerência e pela coesão.

9.6.3

9.6.3.1 A prova discursiva será corrigida conforme critérios a seguir, ressaltando-se que em atendimento ao

A prova discursiva tem o objetivo de avaliar o conteúdo conhecimento do tema, a capacidade de

o conteúdo – conhecimento do tema, a capacidade de Nos casos de fuga ao tema, ou

Nos casos de fuga ao tema, ou de não haver texto, o candidato receberá nota no texto igual a zero.

que está estabelecido no Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, serão aceitas como corretas, até 31 de dezembro de 2012, ambas as ortografias, isto é, a forma de grafar e de acentuar as palavras vigentes até 31 de dezembro de 2008 e a que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009:

a)

a apresentação e a estrutura textuais e o desenvolvimento do tema totalizarão a nota relativa ao domínio

do conteúdo (NC), cuja pontuação máxima será limitada ao valor de 10,00 pontos; b) a avaliação do domínio da modalidade escrita totalizará o número de erros (NE) do candidato,

considerando-se aspectos tais como: grafia/acentuação, pontuação/morfossintaxe, propriedade vocabular;

c) será computado o número total de linhas (TL) efetivamente escritas pelo candidato;

d) será desconsiderado, para efeito de avaliação, qualquer fragmento de texto que for escrito fora do local

apropriado e/ou que ultrapassar a extensão máxima estabelecida no caderno de provas;

e)

menos duas vezes o resultado do quociente NE / TL;

será calculada, então, para cada candidato, a nota na prova discursiva (NPD), como sendo igual a NC

f) se NPD for menor que zero, então considerar-se-á NPD = zero.

9.6.4 Será eliminado do concurso público o candidato que obtiver NPD < 5,00 pontos.

9.6.5 Os candidatos aos cargos de nível superior que não tiverem as provas discursivas avaliadas estarão

automaticamente eliminados e não terão classificação alguma no concurso público. 9.7 DOS RECURSOS DA PROVA DISCURSIVA

9.7.1

de dois dias para fazê-lo, conforme procedimentos disciplinados no respectivo edital de resultado

provisório.

10

10.1

a)

parágrafo único, do Estatuto do Idoso;

O candidato que desejar interpor recursos contra o resultado provisório na prova discursiva disporá

DOS CRITÉRIOS DE DESEMPATE

Em caso de empate na nota final no concurso, terá preferência o candidato que, na seguinte ordem:

tiver idade igual ou superior a 60 anos, até o último dia de inscrição neste concurso, conforme artigo 27,

b) obtiver a maior nota na prova objetiva de Conhecimentos Específicos (P 2 );

c) obtiver o maior número de acertos na prova objetiva de Conhecimentos Específicos (P 2 );

d) obtiver a maior nota na prova discursiva (somente para os cargos de nível superior) (P 3 );

e) obtiver o maior número de acertos na prova objetiva de Conhecimentos Básicos (P 1 ).

10.1.1

do art. 440 da Lei nº 11.689, de 9 de junho de 2008.

10.1.1.1 Os candidatos a que se refere o subitem 10.1.1 serão convocados, antes do resultado final do concurso, para a entrega da documentação que comprovará o exercício da função de jurado.

11 DA NOTA FINAL NO CONCURSO

11.1 A nota final no concurso, para os cargos de nível superior, será o somatório da nota final nas provas

objetivas (NPO) e da nota final na prova discursiva (NPD).

11.1.1 A nota final no concurso, para os cargos de nível médio e de nível fundamental, será a nota final nas

provas objetivas (NPO).

11.2 Os candidatos serão ordenados por cargo de acordo com os valores decrescentes das notas finais no

concurso, observados os critérios de desempate deste edital.

Persistindo o empate, terá preferência o candidato que tiver exercido a função de jurado, nos termos

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11.3
Os candidatos que, no ato da inscrição, se declararem com deficiência, se não eliminados no
concurso e considerados com deficiência, terão seus nomes publicados em lista à parte e figurarão
também na lista de classificação geral por cargo.
11.4 Todos os cálculos citados neste edital serão considerados até a segunda casa decimal,
arredondando-se para o número imediatamente superior se o algarismo da terceira casa decimal for igual
ou superior a cinco.
12 DISPOSIÇÕES FINAIS
12.1
A inscrição do candidato implicará a aceitação das normas para o concurso público contidas nos
comunicados, neste edital e em outros a serem publicados.
12.2
É de inteira responsabilidade do candidato acompanhar a publicação de todos os atos, editais e
comunicados referentes a este concurso público publicados no Diário da Justiça Eletrônico do Estado de
Roraima e divulgados na Internet, no endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_rr_12.
12.3
O candidato poderá obter informações referentes ao concurso público na Central de Atendimento do
CESPE/UnB, localizada na Universidade de Brasília (UnB) – Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do
CESPE/UnB – Asa Norte, Brasília/DF, por meio do telefone (61) 3448-0100, ou via Internet, no endereço
eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/TJ_RR_12, ressalvado o disposto no subitem 12.5 deste
edital.
12.4
O candidato que desejar relatar ao CESPE/UnB fatos ocorridos durante a realização do concurso
deverá fazê-lo junto à Central de Atendimento do CESPE/UnB, postando correspondência para a Caixa
Postal 4488, CEP 70904-970, encaminhando mensagem pelo fax de número (61) 3448-0110 ou enviando
e-mail para o endereço eletrônico sac@cespe.unb.br.
12.5
Não serão dadas por telefone informações a respeito de datas, locais e horários de realização das
provas. O candidato deverá observar rigorosamente os editais e os comunicados a serem divulgados na
forma do subitem 12.2 deste edital.
12.6
O candidato poderá protocolar requerimento, instruído com cópia do documento de identidade e do
CPF, relativo ao concurso. O requerimento poderá ser feito pessoalmente mediante preenchimento de
formulário próprio, à disposição do candidato na Central de Atendimento do CESPE/UnB, no horário das 8
horas às 19 horas, ininterruptamente, exceto sábado, domingo e feriado.
12.6.1 O candidato poderá ainda enviar requerimento por meio de correspondência, fax ou e-mail,
observado o subitem 12.4 deste edital.
12.7
O candidato que desejar corrigir o nome ou CPF fornecido durante o processo de inscrição deverá
encaminhar requerimento de solicitação de alteração de dados cadastrais, via SEDEX ou carta
registrada com aviso de recebimento, para a Central de Atendimento do CESPE/UnB – TJ/RR 2012, Caixa
Postal 4488, CEP 70904-970, Brasília/DF, contendo cópia autenticada em cartório dos documentos que
contenham os dados corretos ou cópia autenticada em cartório da sentença homologatória de retificação
do registro civil, que contenham os dados corretos.
12.7.1
O candidato poderá, ainda, entregar das 8 horas às 19 horas (exceto sábado, domingo e feriado),
pessoalmente ou por terceiro, o requerimento de solicitação de alteração de dados cadastrais, na forma
estabelecida no subitem 12.7 deste edital, na Central de Atendimento do CESPE/UnB, localizada na
Universidade de Brasília (UnB), Campus Universitário Darcy Ribeiro, Sede do CESPE/UnB, Asa Norte,
Brasília/DF, Caixa Postal 4488, CEP 70904-970.
12.8
O candidato deverá comparecer ao local designado para a realização das provas com antecedência
mínima de uma hora do horário fixado para seu início, munido somente de caneta esferográfica de tinta
preta, fabricada em material transparente, do comprovante de inscrição ou do comprovante de
pagamento da taxa de inscrição e do documento de identidade original. Não será permitido o uso de lápis,
lapiseira/grafite, marca-texto e/ou borracha durante a realização das provas.
12.9
Serão considerados documentos de identidade: carteiras expedidas pelos Comandos Militares, pelas
Secretarias de Segurança Pública, pelos Institutos de Identificação e pelos Corpos de Bombeiros Militares;
carteiras expedidas pelos órgãos fiscalizadores de exercício profissional (ordens, conselhos etc.);
passaporte brasileiro; certificado de reservista; carteiras funcionais expedidas por órgão público que, por lei
federal, valham como identidade; carteira de trabalho; carteira nacional de habilitação (somente o modelo
com foto).
12.9.1
Não serão aceitos como documentos de identidade: certidões de nascimento, CPF, títulos eleitorais,
carteiras de motorista (modelo sem foto), carteiras de estudante, carteiras funcionais sem valor de
identidade, nem documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados.
12.9.2 Não será aceita cópia do documento de identidade, ainda que autenticada, nem protocolo do
documento.
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12.10
Por ocasião da realização das provas, o candidato que não apresentar documento de identidade
original, na forma definida no subitem 12.9 deste edital, não poderá fazer as provas e será
automaticamente eliminado do concurso público.
12.11
Caso o candidato esteja impossibilitado de apresentar, no dia de realização das provas, documento
de identidade original, por motivo de perda, roubo ou furto, deverá ser apresentado documento que ateste
registro da ocorrência em órgão policial expedido há, no máximo, noventa dias, ocasião em que será
submetido à identificação especial, compreendendo coleta de dados e de assinaturas em formulário
próprio.
o
12.11.1
A identificação especial será exigida, também, ao candidato cujo documento de identificação
apresente dúvidas relativas à fisionomia ou à assinatura do portador.
12.12
Não serão aplicadas provas em local, data ou horário diferentes dos predeterminados em edital ou
em comunicado.
12.13
Não será admitido ingresso de candidato no local de realização das provas após o horário fixado
para seu início.
12.14
O candidato deverá permanecer obrigatoriamente no local de realização das provas por, no
mínimo, uma hora após o início das provas.
12.14.1
A inobservância do subitem anterior acarretará a não correção das provas e, consequentemente, a
eliminação do candidato do concurso público.
12.15 O CESPE/UnB manterá um marcador de tempo em cada sala de provas para fins de
acompanhamento pelos candidatos.
12.16 O candidato que se retirar do ambiente de provas não poderá retornar em hipótese alguma.
12.17
O candidato somente poderá retirar-se do local de realização das provas levando o caderno de
provas no decurso dos últimos quinze minutos anteriores ao horário determinado para o término das
provas.
12.18
Não haverá, por qualquer motivo, prorrogação do tempo previsto para a aplicação das provas em
razão do afastamento de candidato da sala de provas.
12.19
Não haverá segunda chamada para a realização das provas. O não comparecimento a estas
implicará a eliminação automática do candidato.
12.20
Não serão permitidas, durante a realização das provas, a comunicação entre os candidatos e a
utilização de máquinas calculadoras e/ou similares, livros, anotações, réguas de cálculo, impressos ou
qualquer outro material de consulta, inclusive códigos e/ou legislação.
12.21
Será eliminado da prova o candidato que, durante a realização das provas, for surpreendido
portando aparelhos eletrônicos, tais como: máquinas calculadoras, agendas eletrônicas ou similares,
telefones celulares, smartphones, tablets, ipod®, gravadores, pendrive, mp3 player ou similar, qualquer
receptor ou transmissor de dados e mensagens, bip, agenda eletrônica, notebook, palmtop, walkman,
máquina fotográfica, controle de alarme de carro etc., bem como relógio de qualquer espécie, óculos
escuros, protetor auricular ou quaisquer acessórios de chapelaria, tais como chapéu, boné, gorro etc. e,
ainda, lápis, lapiseira/grafite, marca-texto e/ou borracha.
12.21.1
O CESPE/UnB recomenda que o candidato não leve nenhum dos objetos citados no subitem
anterior no dia de realização das provas.
12.21.2 O CESPE/UnB não ficará responsável pela guarda de quaisquer dos objetos supracitados.
12.21.3 O CESPE/UnB não se responsabilizará por perdas ou extravios de objetos ou de equipamentos
eletrônicos ocorridos durante a realização das provas nem por danos neles causados.
12.22
Não será permitida a entrada de candidatos no ambiente de provas portando armas. O candidato
que estiver armado deverá se encaminhar à Coordenação antes do início das provas para o acautelamento
da arma.
12.23
No dia de realização das provas, o CESPE/UnB poderá submeter os candidatos ao sistema de
detecção de metal nas salas, corredores e banheiros, a fim de impedir a prática de fraude e de verificar se
o
candidato está portando material não permitido.
12.24
Terá suas provas anuladas e será automaticamente eliminado do concurso público o candidato que
durante a sua realização:
a)
for surpreendido dando ou recebendo auxílio para a execução das provas;
b) utilizar-se de livros, máquinas de calcular ou equipamento similar, dicionário, notas ou impressos que
não forem expressamente permitidos ou que se comunicar com outro candidato;
c) for surpreendido portando aparelhos eletrônicos, tais como os listados no subitem 12.21 deste edital;
d) faltar com o devido respeito para com qualquer membro da equipe de aplicação das provas, com as
autoridades presentes ou com os demais candidatos;
e)
fizer anotação de informações relativas às suas respostas no comprovante de inscrição ou em qualquer
outro meio que não os permitidos;
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f) não entregar o material das provas ao término do tempo destinado para a sua realização;
g) afastar-se da sala, a qualquer tempo, sem o acompanhamento de fiscal;
h) ausentar-se da sala, a qualquer tempo, portando a folha de respostas ou a folha de texto definitivo;
i) descumprir as instruções contidas no caderno de provas, na folha de respostas ou na folha de texto
definitivo;
j) perturbar, de qualquer modo, a ordem dos trabalhos, incorrendo em comportamento indevido;
k) utilizar ou tentar utilizar meios fraudulentos ou ilegais para obter aprovação própria ou de terceiros em
qualquer etapa do concurso público;
l)
não permitir a coleta de sua assinatura;
m) for surpreendido portando caneta fabricada em material não transparente;
n) for surpreendido portando anotações em papéis que não os permitidos;
o) for surpreendido portando qualquer tipo de arma durante a realização das provas;
p) recusar-se a ser submetido ao detector de metal;
q) recusar-se a transcrever o texto apresentado durante a aplicação das provas para posterior exame
grafológico.
12.25
No dia de realização das provas, não serão fornecidas, por qualquer membro da equipe de aplicação
dessas e/ou pelas autoridades presentes, informações referentes ao seu conteúdo e/ou aos critérios de
avaliação e de classificação.
12.26
Se, a qualquer tempo, for constatado, por meio eletrônico, estatístico, visual, grafológico ou por
investigação policial, ter o candidato se utilizado de processo ilícito, suas provas serão anuladas e ele será
automaticamente eliminado do concurso público.
12.27
O descumprimento de quaisquer das instruções supracitadas implicará a eliminação do candidato,
constituindo tentativa de fraude.
12.28
O prazo de validade do concurso esgotar-se-á após dois anos, contados a partir da data de
publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.
12.29
O candidato deverá manter atualizado os seus dados pessoais e seu endereço perante o
CESPE/UnB enquanto estiver participando do concurso público, por meio de requerimento a ser enviado à
Central de Atendimento do CESPE/UnB, na forma do subitem 12.6 deste edital, e perante o TJ/RR, após a
homologação do resultado final, desde que aprovado. São de exclusiva responsabilidade do candidato os
prejuízos advindos da não atualização de seu endereço.
12.30 Os casos omissos serão resolvidos pelo CESPE/UnB em conjunto com o TJ/RR.
12.31 A legislação com entrada em vigor após a data de publicação deste edital, bem como as alterações
em dispositivos legais e normativos a ele posteriores não serão objeto de avaliação, salvo se listada nos
objetos de avaliação constantes do item 13 deste edital.
12.32
Quaisquer alterações nas regras fixadas neste edital só poderão ser feitas por meio de outro edital.
13 DOS OBJETOS DE AVALIAÇÃO (HABILIDADES E CONHECIMENTOS)
13.1
HABILIDADES
13.1.1
Os itens das provas poderão avaliar habilidades que vão além do mero conhecimento memorizado,
abrangendo compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação, com o intuito de valorizar a capacidade
de raciocínio.
13.1.2
Cada item das provas poderá contemplar mais de um objeto de avaliação.
13.2
CONHECIMENTOS
13.2.1
Nas provas, serão avaliados, além de habilidades, conhecimentos conforme descritos a seguir.
13.2.1.1 CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR E MÉDIO
LÍNGUA PORTUGUESA: 1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. 2
Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. 3 Domínio da ortografia oficial. 3.1 Emprego das letras. 3.2
Emprego da acentuação gráfica. 4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos
de referenciação, substituição e repetição, de conectores e outros elementos de sequenciação textual. 4.2
Emprego/correlação de tempos e modos verbais. 5 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1
Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.2 Relações de subordinação entre
orações e entre termos da oração. 5.3 Emprego dos sinais de pontuação. 5.4 Concordância verbal e
nominal. 5.5 Emprego do sinal indicativo de crase. 5.6 Colocação dos pronomes átonos. 6 Reescritura de
frases e parágrafos do texto. 6.1 Substituição de palavras ou de trechos de texto. 6.2 Retextualização de
diferentes gêneros e níveis de formalidade. 7 Correspondência oficial (conforme Manual de Redação da
Presidência da República). 7.1 Adequação da linguagem ao tipo de documento. 7.2 Adequação do formato
do texto ao gênero.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA: 1 Noções de sistema operacional (ambientes Linux e Windows). 2 Edição
de textos, planilhas e apresentações (ambientes Microsoft Office e BrOffice). 3 Redes de computadores.
3.1 Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet e intranet. 3.2 Programas de
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navegação (Microsoft Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome e similares). 3.3 Programas de
correio eletrônico (Outlook Express, Mozilla Thunderbird e similares). 3.4 Sítios de busca e pesquisa na
Internet. 3.5 Grupos de discussão. 3.6 Redes sociais. 3.7 Computação na nuvem (cloud computing). 4
Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas. 5 Segurança
da informação. 5.1 Procedimentos de segurança. 5.2 Noções de vírus, worms e pragas virtuais. 5.3
Aplicativos para segurança (antivírus, firewall, antispyware etc.). 5.4 Procedimentos de backup. 5.5
Armazenamento de dados na nuvem (cloud storage).
ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO: 1 Ética e moral. 2 Ética, princípios e valores. 3 Ética e democracia:
exercício da cidadania. 4 Ética e função pública. 5 Ética no setor público. 5.1 Código de Ética Profissional
do Serviço Público (Decreto nº 1.171/1994). 5.2 Lei nº 8.429/1992: disposições gerais; atos de improbidade
administrativa.
LEGISLAÇÃO ESTADUAL: 1 Constituição do Estado de Roraima. 1.1 Administração pública. 1.2 Poder
Judiciário. 2 Código de Organização Judiciária do Estado de Roraima (COJERR) — Lei Complementar
Estadual nº 2/1993, com as alterações supervenientes. 2.1 Disposições preliminares. 2.2 Tribunal de
Justiça. 2.3 Primeiro grau de jurisdição. 3 Regime jurídico dos servidores públicos civis do Estado de
Roraima — Lei complementar estadual nº 53/2001, com as alterações supervenientes. 3.1 Disposições
preliminares. 3.2 Direitos e vantagens. 3.3 Regime disciplinar. 4 Resolução nº 10/1995 (Regimento Interno
do Tribunal de Justiça), com as alterações supervenientes. 4.1 Disposições Iniciais. 4.2 Administração do
tribunal.
ATUALIDADES: Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como segurança, transportes, política,
economia, sociedade, educação, saúde, cultura, tecnologia, energia, relações internacionais,
desenvolvimento sustentável e ecologia, suas inter-relações e suas vinculações históricas.
13.2.1.2 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS PARA OS CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR
CARGO 1: ADMINISTRADOR
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO: 1 Estado, governo e administração pública: conceitos,
elementos, poderes, natureza, fins e princípios. 2 Direito administrativo: conceito, fontes e princípios. 3 Ato
administrativo. 3.1 Conceito, requisitos, atributos, classificação e espécies. 3.2 Invalidação, anulação e
revogação. 3.3 Prescrição. 4 Agentes administrativos. 4.1 Investidura e exercício da função pública. 4.2
Direitos e deveres dos funcionários públicos. 4.2.1 Regimes jurídicos. 4.3 Processo administrativo:
conceito, princípios, fases e modalidades. 5 Poderes da administração: vinculado, discricionário,
hierárquico, disciplinar e regulamentar. 6 Princípios básicos da administração. 6.1 Responsabilidade civil da
administração: evolução doutrinária e reparação do dano. 6.2 Enriquecimento ilícito e uso e abuso de
poder. 6.3 Improbidade administrativa: sanções penais e civis — Lei nº 8.429/1992 e suas alterações. 7
Serviços públicos: conceito, classificação, regulamentação, formas e competência de prestação. 8
Organização administrativa: administração direta e indireta, centralizada e descentralizada. 8.1 Autarquias,
fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. 9 Controle e responsabilização da
administração. 9.1 Controle administrativo. 9.2 Controle judicial. 9.3 Controle legislativo. 9.4
Responsabilidade civil do Estado.
NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL: 1 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988:
princípios fundamentais. 2 Aplicabilidade das normas constitucionais: normas de eficácia plena, contida e
limitada. 2.1 Normas programáticas. 3 Direitos e garantias fundamentais: direitos e deveres individuais e
coletivos. 3.1Direitos sociais. 3.2 Direitos de nacionalidade. 3.3 Direitos políticos. 3.4 Partidos políticos. 4
Organização político-administrativa do Estado: Estado federal brasileiro, União, estados, Distrito Federal,
municípios e territórios. 5 Administração pública: disposições gerais. 5.1 Servidores públicos. 6 Poder
Executivo: atribuições e responsabilidades do Presidente da República. 7 Poder Legislativo: estrutura,
funcionamento e atribuições. 7.1 Processo legislativo. 7.2 Fiscalização contábil, financeira e orçamentária.
7.3
Comissões parlamentares de inquérito. 8 Poder Judiciário: disposições gerais. 8.1 Órgãos do Poder
Judiciário: organização e competências. 8.2 Conselho Nacional de Justiça: composição e competências. 9
Funções essenciais à Justiça: Ministério Público. 9.1 Advocacia pública. 9.2 Defensoria pública.
ADMINISTRAÇÃO GERAL E PÚBLICA: 1 Evolução da administração. 1.1 Principais abordagens da
administração (clássica até contingencial). 1.2 Evolução da administração pública no Brasil (após 1930).
1.3
Reformas administrativas. 1.4 A nova gestão pública. 2 Processo administrativo. 2.1 Funções de
administração: planejamento, organização, direção e controle. 2.2 Processo de planejamento. 2.2.1
Planejamento estratégico: visão, missão e análise SWOT. 2.2.2 Análise competitiva e estratégias
genéricas. 2.2.3 Redes e alianças. 2.2.4 Planejamento tático. 2.2.5 Planejamento operacional. 2.2.6
Administração por objetivos. 2.2.7 Balanced scorecard. 2.2.8 Processo decisório. 2.3 Organização. 2.3.1
Estrutura organizacional. 2.3.2 Tipos de departamentalização: características, vantagens e desvantagens
de cada tipo. 2.3.3 Organização informal. 2.3.4 Cultura organizacional. 2.4 Direção. 2.4.1 Motivação e
liderança. 2.4.2 Comunicação. 2.4.3 Descentralização e delegação. 2.5 Controle. 2.5.1 Características.
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2.5.2 Tipos, vantagens e desvantagens. 2.5.3 Sistema de medição de desempenho organizacional. 3
Gestão de pessoas. 3.1 Equilíbrio organizacional. 3.2 Objetivos, desafios e características da gestão de
pessoas. 3.3 Recrutamento e seleção de pessoas. 3.3.1 Objetivos e características. 3.3.2 Principais tipos,
características, vantagens e desvantagens. 3.3.3 Principais técnicas de seleção de pessoas:
características, vantagens e desvantagens. 3.4 Análise e descrição de cargos. 3.5 Capacitação de
pessoas. 3.6 Gestão de desempenho. 4 Gestão da qualidade e modelo de excelência gerencial. 4.1
Principais teóricos e suas contribuições para a gestão da qualidade. 4.2 Ferramentas de gestão da
qualidade. 4.3 Modelo da fundação nacional da qualidade. 4.4 Modelo do gespublica. 5 Gestão de projetos.
5.1
Elaboração, análise e avaliação de projetos. 5.2 Principais características dos modelos de gestão de
projetos. 5.3 Projetos e suas etapas. 6 Gestão de processos. 6.1 Conceitos da abordagem por processos.
6.2
Técnicas de mapeamento, análise e melhoria de processos. 6.3 Processos e certificação ISO
9000:2000. 6.4 Noções de estatística aplicada ao controle e à melhoria de processos. 7 Legislação
administrativa. 7.1 Administração direta, indireta e fundacional. 7.2 Atos administrativos. 7.3 Requisição. 8
Licitação pública. 8.1 Modalidades, dispensa e inexigibilidade. 8.2 Pregão. 8.3 Contratos e compras. 8.4
Convênios e termos similares.
ADMINISTRAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA E ORÇAMENTO PÚBLICO: 1 O papel do Estado e
a atuação do governo nas finanças públicas. 1.1 Formas e dimensões da intervenção da administração na
economia. 2 Orçamento público e sua evolução. 2.1 O orçamento como instrumento do planejamento
governamental. 2.2 Princípios orçamentários. 3 O orçamento público no Brasil. 3.1 Plano Plurianual. 3.2
Diretrizes orçamentárias. 3.3 Orçamento anual. 3.4 Outros planos e programas. 3.5 Sistema e processo de
orçamentação. 3.6 Classificações orçamentárias. 4 Programação e execução orçamentária e financeira.
4.1
Acompanhamento da execução. 4.2 Sistemas de informações. 4.3 Alterações orçamentárias. 4.4
Créditos ordinários e adicionais. 5 Receita pública: categorias, fontes e estágios. 5.1 Dívida ativa. 6
Despesa pública: categorias e estágios. 6.1 Restos a pagar. 6.2 Despesas de exercícios anteriores. 6.3
Dívida flutuante e fundada. 6.4 Suprimento de fundos. 7 Inventários. 7.1 Material permanente e de
consumo. 7.2 Imóveis. 7.3 Reaproveitamento, movimentação, alienação e outras formas de desfazimento
de material.
CARGO 2: ANALISTA PROCESSUAL
DIREITO CONSTITUCIONAL: 1 Constituição: conceito, objeto, elementos e classificações. 1.1 Supremacia
da Constituição. 1.2 Aplicabilidade das normas constitucionais. 1.3 Interpretação das normas
constitucionais. 1.4 Métodos, princípios e limites. 2 Poder constituinte. 2.1 Características. 2.2 Poder
constituinte originário. 2.3 Poder constituinte derivado. 3 Princípios fundamentais. 4 Direitos e garantias
fundamentais. 4.1 Direitos e deveres individuais e coletivos. 4.2 Habeas corpus, mandado de segurança,
mandado de injunção e habeas data. 4.3 Direitos sociais. 4.4 Nacionalidade. 4.5 Direitos políticos. 4.6
Partidos políticos. 5 Organização do Estado. 5.1 Organização político-administrativa. 5.2 Estado federal
brasileiro. 5.3 A União. 5.4 Estados federados. 5.5 Municípios. 5.6 O Distrito Federal. 5.7 Territórios. 5.8
Intervenção federal. 5.9 Intervenção dos estados nos municípios. 6 Administração pública. 6.1 Disposições
gerais. 6.2 Servidores públicos. 6.3 Militares dos estados, do Distrito Federal e dos territórios. 7
Organização dos poderes no Estado. 7.1 Mecanismos de freios e contrapesos. 7.2 Poder legislativo. 7.2.1
Estrutura, funcionamento e atribuições. 7.2.2 Comissões parlamentares de inquérito. 7.2.3 Fiscalização
contábil, financeira e orçamentária. 7.2.4 Tribunal de Contas da União. 7.2.5 Processo legislativo. 7.2.6
Prerrogativas parlamentares. 7.3 Poder Executivo. 7.3.1 Presidente da República: atribuições,
prerrogativas e responsabilidades. 7.3.2 Ministros de Estado. 7.3.3 Conselho da República e de Defesa
Nacional. 7.4 Poder Judiciário. 7.4.1 Disposições gerais. 7.4.2 Órgãos do Poder Judiciário: organização e
competências. 7.4.3 Conselho Nacional de Justiça. 8 Funções essenciais à justiça. 8.1 Ministério Público:
princípios, garantias, vedações, organização e competências. 8.2 Advocacia pública. 8.3 Advocacia e
defensoria pública. 9 Controle da constitucionalidade: sistemas gerais e sistema brasileiro. 9.1 Controle
incidental ou concreto. 9.2 Controle abstrato de constitucionalidade. 9.3 Exame in abstractu da
constitucionalidade de proposições legislativas. 9.4 Ação declaratória de constitucionalidade. 9.5 Ação
direta de inconstitucionalidade. 9.6 Arguição de descumprimento de preceito fundamental. 9.7 Ação direta
de inconstitucionalidade por omissão. 9.8 Ação direta de inconstitucionalidade interventiva. 9.9 Controle
concreto e abstrato de constitucionalidade do direito municipal. 10 Defesa do Estado e das instituições
democráticas. 11 Sistema tributário nacional. 11.1 Princípios gerais. 11.2 Limitações do poder de tributar.
11.3 Impostos da União, dos estados e dos municípios. 11.4 Repartição das receitas tributárias. 12
Finanças públicas. 12.1 Normas gerais. 12.2 Orçamentos. 13 Ordem econômica e financeira. 13.1
Princípios gerais da atividade econômica. 13.2 Política urbana, agrícola e fundiária e reforma agrária. 14
Sistema financeiro nacional. 15 Ordem social.
DIREITO ADMINISTRATIVO: 1 Introdução ao direito administrativo. 1.1 Os diferentes critérios adotados
para a conceituação do direito administrativo. 1.2 Objeto do direito administrativo. 1.3 Fontes do direito
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administrativo. 1.4 Regime jurídico-administrativo: princípios do direito administrativo. 1.5 Princípios da
administração pública. 2 Administração pública. 2.1 Conceito de administração pública sob os aspectos
orgânico, formal e material. 2.2 Órgão público: conceito e classificação. 2.3 Servidor: cargo e funções. 2.4
Atribuições. 2.5 Competência administrativa: conceito e critérios de distribuição. 2.6 Avocação e delegação
de competência. 2.7 Ausência de competência: agente de fato. 2.8 Administração direta e indireta. 2.9
Autarquias. 2.10 Fundações públicas. 2.11 Empresas públicas e privadas. 2.12 Sociedades de economia
mista. 2.13 Entidades paraestatais. 2.14 Dispositivos pertinentes contidos na Constituição Federal de 1988.
3 Atos administrativos. 3.1 Conceitos, requisitos, elementos, pressupostos e classificação. 3.2 Fato e ato
administrativo. 3.3 Atos administrativos em espécie. 3.4 Parecer: responsabilidade do emissor do parecer.
3.5 O silêncio no direito administrativo. 3.6 Cassação. 3.7 Revogação e anulação. 3.8 Processo
administrativo. 3.9 Lei nº 9.784/1999. 3.10 Fatos da administração pública: atos da administração pública e
fatos administrativos. 3.11 Formação do ato administrativo: elementos, procedimento administrativo. 3.12
Validade, eficácia e autoexecutoriedade do ato administrativo. 3.13 Atos administrativos simples,
complexos e compostos. 3.14 Atos administrativos unilaterais, bilaterais e multilaterais. 3.15 Atos
administrativos gerais e individuais. 3.16 Atos administrativos vinculados e discricionários. 3.17 Mérito do
ato administrativo, discricionariedade. 3.18 Ato administrativo inexistente. 3.19 Teoria das nulidades no
direito administrativo. 3.20 Atos administrativos nulos e anuláveis. 3.21 Vícios do ato administrativo. 3.22
Teoria dos motivos determinantes. 3.23 Revogação, anulação e convalidação do ato administrativo. 4
Poderes da administração pública. 4.1 Hierarquia. 4.1.1 Poder hierárquico e suas manifestações. 4.2 Poder
disciplinar. 4.3 Poder de polícia. 4.4 Polícia judiciária e p