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Tradução do capítulo 18 da 6th Edição do livro de David L. Goestsh.

Título: Occupational safety and health for technologists, engineers, and managers.

FATORES DE RISCOS ELÉTRICOS

Capítulo

18

Tópicos principais:

Definição de fatores de risco elétricos;

Fontes de risco elétrico;

Riscos elétricos para humanos;

Detecção de riscos elétricos;

Redução de riscos elétricos;

Padrões elétricos da OSHA;

Programa de segurança elétrica;

Auto-avaliação de riscos elétricos;

Prevenção de lesões por arco voltaico;

Requisitos de formação para trabalhadores;

Considere o seguinte cenário: uma fábrica têxtil em Massachusetts foi multada em $66,375 quando um empregado contatou a Occupational Safety and Health Administration (OSHA) e se queixou sobre condições perigosas na fábrica. O escritório da OSHA na Região 1 conduziu uma investigação em resposta à queixa e descobriu a seguinte violação proposital:

permite-se que os empregados façam trabalhos elétricos sem procedimentos de segurança ou use Equipamentos de Proteção Individual (EPI) apropriados. Além disso, a investigação descobriu várias violações sérias, incluindo (1) armazenagem de materiais inflamáveis próximos a saídas de emergência, (2) armazenagem imprópria de cilindros de oxigênio e acetileno, (3) falhas em informar a capacidade de carga, e (4) fontes elétricas expostas e tomadas elétricas inapropriadas em locais molhados ou úmidos.

Definição de fatores de risco elétricos

Eletricidade é o fluxo de partículas de cargas negativas chamadas elétrons através de um material condutor elétrico. Elétrons orbitam o núcleo do átomo, que está localizado aproximadamente no centro do átomo. A carga negativa do elétron é neutralizada pelas partículas chamadas nêutrons, que atuam como repositórios temporários de energia para a interação entre as cargas positivas chamadas prótons e o elétrons. A figura 18-1 mostra a estrutura básica de um átomo, com a carga positiva do núcleo no centro. Os elétrons são mostrados como marcas da partícula em órbita de energia negativamente carregada. As características básicas dos materiais são determinadas pelo número de camadas de elétrons e o número de elétrons na camada mais exterior do átomo. A carga positiva está presente quando em um material, o átomo (ou grupo de átomos) tem demasiados elétrons em sua camada mais externa. Em todos os outros casos, o átomo ou material carrega uma carga negativa.

casos, o átomo ou material carrega uma carga negativa. Figura 18-1 – Estrutura básica de um

Figura 18-1 Estrutura básica de um átomo

Elétrons são libertados de um átomo e são direcionados por forças externas para viajar em uma direção específica produzindo corrente elétrica, também chamado eletricidade. Condutores são substâncias que possuem muitos elétrons livres em temperatura ambiente e são capazes de conduzir eletricidade. Isolantes não possuem um grande número de elétrons livres à temperatura ambiente e não conduzem eletricidade. Substâncias que não são condutores nem isolantes podem ser chamadas de semicondutores. A corrente elétrica passando através do corpo humano causa um choque. A quantidade e o caminho desta corrente determina o nível de dano para o corpo. Oo caminho

deste fluxo de elétrons vem de uma fonte negativa para um ponto positivo, pois cargas negativas se atraem. Quando existe um excedente ou deficiência de elétrons na superfície de um material, é produzida a eletricidade estática. Este tipo de eletricidade é chamado de estática, pois não existe um material positivo próximo para atrair os elétrons e levá-los a mover-se. Fricção não é necessária para produção de eletricidade estática, entretanto isso pode aumentar a carga da eletricidade estática existente. Quando duas superfícies de eletricidade estática opostas são trazidas em uma faixa estreita ocorrerá uma descarga ou faísca. A faísca da eletricidade estática é frequentemente a primeira pista de que tal estática existe. Um exemplo comum é a faísca que é produzida a partir do farfalhar de cobertores de lã em um ambiente fechado, quente e seco.

A diferença de potencial entre dois pontos de um circuito é medida por voltagem. A

tensão mais elevada provavelmente será a eletricidade que fluirá entre os pontos negativos e positivos. Condutores puros oferecem pequena resistência ao fluxo de elétrons. Isolantes, por outro lado, possui alta resistência à eletricidade. Semicondutores possuem resistência média à

eletricidade. Quanto maior a resistência, mais baixo será o fluxo de elétrons. Resistência é medida em ohms.

A corrente elétrica é produzida por um fluxo de elétrons. A unidade de medida para a

corrente é o ampère. Um ampère é um fluxo de corrente de 6,28 x 10 18 elétrons por segundo. Corrente é geralmente representada por I. A lei de Ohm descreve a relação entre volts, ohms e ampères. Um ohm é a resistência de um condutor que possui a corrente de um ampère sobre

a corrente de um volt. A lei de Ohm afirmou que

Onde:

V = I x R

V = diferença de potencial em volts; I = fluxo de corrente em ampères; R = resistência do fluxo de corrente em ohms.

Potência é medida em watts e pode ser determinada pela lei de Ohm:

Onde:

W = V x I

W = potência em watts.

ou

W = I² x R

A maior parte do uso doméstico e industrial de eletricidade é fornecida em corrente

alternada (AC). O padrão nos Estados Unidos é de circuitos de AC em um ciclo de 60 vezes por segundo. O número de ciclos por segundo é conhecido como frequência e medido em hertz. Por causa da tensão no ciclo em corrente alternada, uma corrente eficaz do circuito alternado

é computado, que é ligeiramente menor que a corrente máxima durante o ciclo.

A corrente contínua (DC) foi encontrada para gerar tanto calor quanto uma AC que

tem uma corrente máxima 41,1 % mais alta que a DC. A razão da corrente eficaz para a

corrente máxima pode ser determinada por:

A tensão eficaz é computada usando as mesmas razões da corrente eficaz. Um circuito

doméstico de 110 volts tem uma tensão efetiva de 110 volts, com tensão máxima acima de 150 volts.

O caminho da corrente elétrica faz uma volta completa para poder correr. Esta volta

inclui a fonte de energia elétrica, um condutor para servir de caminho, um dispositivo para usar a corrente (chamado resistência), e um caminho pra o solo. A terra mantém uma carga elétrica relativamente estável e é um bom condutor. Considera-se que a terra tem potência zero por causa do seu tamanho maciço. Qualquer condutor elétrico empurrado para dentro da terra diz-se ter potencial zero. A terra é usada comumente como um condutor gigante de retorno para a fonte de energia.

Eletrocussão ocorre quando uma pessoa faz contato com um condutor carregado com

uma corrente e simultaneamente mantém contato com o solo ou outro objeto que inclui um caminho condutivo para o solo. Essa pessoa completa o volta do circuito, proporcionando-lhe uma carga para o circuito, permitindo assim que a corrente passe através de seu corpo. As pessoas podem se proteger deste perigo isolando os condutores, isolando as pessoas, ou isolando o perigo das pessoas.

O National Electrical Code (NEC) foi publicado pela National Fire Protection Association

(NFPA). Este código especifica precauções de segurança com eletricidade industrial e doméstica. O NEC categoriza instalações industriais e gases relativos conforme seus graus de risco de incêndio e descreve em detalhes as exigências de segurança para fiação industrial e

doméstica. O NEC é adotado por muitas jurisdições como código elétrico local. O Nacional Board of Fire Underwriters patrocina os Underwriters Laboratories (UL). Os UL determinam quais equipamentos e materiais de sistemas elétricos são seguros nas várias categorias do

NEC. O UL provém rótulos para equipamentos aprovados como seguros pelos testes a que são constrangidos. Fiação típica de circuitos 110-volts possui um fio carregando corrente, um fio neutro, e um fio terra. O fio neutro pode ser chamado um condutor aterrado, com o fio de terra sendo chamado um condutor de proteção. Os fios neutros geralmente têm isolamento branco, os que carregam a corrente têm isolamento vermelho ou preto e o fio terra tem isolamento verde ou descoberto. A figura 18-2 mostra um típico circuito trifásico.

A figura 18-2 mostra um típico circuito trifásico. Figura 18-2 – Típico circuito trifásico O fio

Figura 18-2 Típico circuito trifásico

O fio condutor carrega uma tensão efetiva de 110 volts em respeito ao solo, enquanto o fio neutro carrega quase zero de tensão. Se o fio condutor entrar em contato não intencional com um condutor, tal como um equipamento de metal, a corrente pode ignorar a carga e ir diretamente para o solo. Com a carga ignorada, o condutor possui uma baixa resistência ao caminho com a terra, acarretando uma possível alta na corrente no circuito. O curto circuito é um circuito o qual a resistência (carga) é removida ou contornada. O condutor terra, nos padrões, fornece caminho para até três circuitos para o aterramento, contornando a carga. Curto circuito pode ser outra fonte de risco elétrico se uma pessoa se torna o condutor para o solo, contornando assim a carga.

Fontes de Risco Elétrico

Curtos circuitos são uma das muitas potencialidades de riscos elétricos que podem causar um choque elétrico. Outro risco é a água, a qual diminui consideravelmente a resistência dos materiais, incluindo os seres humanos. A resistência da pele molhada pode ser inferior a 450 ohms, enquanto a pele seca pode ter, em média, resistência de 600.000 ohms.

Segundo a lei de Ohm, quanto maior a resistência, o fluxo de corrente e mais baixo. Quando o fluxo de corrente é reduzido, a probabilidade de um choque elétrico também diminui. As maiores causas de choque elétrico são:

Contato com fio desencapado eletrizado. O fio desencapado por isolamento deteriorado ou uso sem isolante;

Trabalho com equipamento elétrico que não tenha selo de inspeção de segurança da UL;

Equipamentos elétricos que não possuem aterramento adequado. Uma falha no equipamento pode causar um curto circuito;

Trabalho com equipamentos elétricos em piso úmido ou em outras fontes de umidade;

Descarga de eletricidade estática;

Usando escadas de metal para trabalhar sobre equipamentos elétricos. Essas escadas podem fornecer uma linha direta da fonte de energia para o solo, de novo, causando choque;

Trabalho com equipamento elétrico sem estar seguro de o botão de desligar está livre;

Tempestades com raio; A figura 18-3 mostra alguns destes riscos de choques.

com raio; A figura 18-3 mostra alguns destes riscos de choques. Figura 18-3 – Riscos de

Figura 18-3 Riscos de choques elétricos.

Riscos Eletrostáticos

Riscos eletrostáticos podem causar os menores choques. Choques de origem estática podem resultar de um ponto ou de vários pontos de descarga estática. Fontes de carga eletrostática incluem:

Esfregando vigorosamente um material não condutor sobre uma superfície estacionária. Um exemplo comum disso é arrastar os sapatos sobre um tapete de lã ou de nylon. Roupas de várias camadas podem causar faíscas estáticas;

Mover grande lâmina de plástico, o qual podem descarregar faíscas;

A explosão de poeiras orgânicas e metálicas, o qual ocorreu formação de eletricidade estática em silos de grãos agrícolas e minas;

Correias transportadoras podem causar faíscas estáticas. Depende do material que é constituído, eles podem atritar o material que esta sendo carregado e causar faíscas estáticas;

Pneus de veículos rodando na superfície da estrada;

Atrito entre o líquido e uma superfície sólida.

O grau de descarga das cargas elétricas aumenta com a baixa umidade. Faíscas eletrostáticas são mais comuns durante os dias secos de inverno. Adicionar umidade ao ar não é uma medida comum para combater as descargas eletrostáticas, porém, alta umidade pode resultar em um desconforto no ambiente de trabalho e afetar adversamente o equipamento.

Arcos e riscos de faíscas

Com a proximidade ou contato de condutores para completar um circuito, um arco voltaico pode saltar através de uma brecha de ar entre condutores e inflamar gases ou poeiras chamado de faísca. Uma faísca ou arco pode envolver relativamente pouco ou uma grande quantidade de energia, e é geralmente descarregada para um pequeno espaço.

Materiais combustíveis e explosivos

Altas correntes através de líquidos contaminados podem causar a expansão dos contaminantes rapidamente e sua explosão. Esta situação é particularmente perigosa com circuitos disjuntores ou transformadores cheios de óleos. Um pequeno emparelhamento entre

a corrente ou polaridade e um capacitor pode causar uma explosão. Em cada um destes casos,

o condutor não é capaz de carregar esta alta magnitude de corrente. O superaquecimento a partir de correntes elevadas também pode levar a um curto-circuito, que por sua vez pode gerar incêndios ou explosões.

Riscos de relâmpagos

Relâmpagos são descargas elétricas a partir de nuvens que seguem o caminho da menor resistência para a terra, envolvendo alta voltagem e corrente. Se o caminho para a terra envolver humanos, podem resultar em sérios problemas, incluindo eletrocussões. Relâmpagos podem também causar danos em aviões de dentro das nuvens ou raios entre elas. Equipamentos elétricos e construções são comumente sujeitos a riscos de relâmpagos. Relâmpagos tendem a atingir o objeto mais alto sobre a terra abaixo das nuvens. Árvores são caminhos naturais para raios.

Fiação imprópria

Fiações impróprias permitem que equipamentos funcionem normalmente, mas podem resultar em condições perigosas. A sessão deste capítulo sobre a detecção de riscos elétricos discute testes para identificar práticas inseguras de cabeamento. Um erro comum é “saltar” o fio terra para o fio neutro. Neste caso, o fio terra está realmente conectado ao fio neutro, os equipamentos normalmente operam de forma habitual, mas o risco ocorre quando baixas tensões são geradas em partes expostas do equipamento, assim como a carcaça. Se o circuito neutro venha a ser corroído ou tornar-se frouxo, a tensão no fio-terra aumenta o nível de perigo.

Fiações impróprias podem expor a outros riscos. Quando o aterramento é conectado impropriamente, a situação é referida como aterramento aberto. Comumente os

equipamentos com ligações elétricas incorretas operam normalmente. Se acontecer um curto- circuito no equipamento sem o aterramento apropriado, qualquer um que tocá-lo pode ser gravemente eletrocutado. Com polaridade invertida, o fio carregado eletricamente e o neutro devem ser revertidos. Um trabalhador que não esteja consciente de que os cabos carregados eletricamente e o neutro tenham sido revertidos pode ser ferido ou causar mais perda se conectar o circuito em outro aparato. Se um curto-circuito entre o interruptor de liga/desliga ocorrer, o equipamento pode funcionar indefinidamente, independentemente da posição do interruptor. Se revertida a polaridade do bocal de uma lâmpada, as roscas tornam-se condutores. Instalações de cabeamento temporário às vezes podem ficar anos até que ocorra um acidente. Fios flexíveis excepcionalmente devem ser substituídos por fiação fixa em construções. Um nó frouxo deve ser feito no cabo flexível quando a tomada for instalada ou substituída. O nó pode prevenir a tração sobre o cabo que seria transmitido para as conexões elétricas a partir da tomada.

Falha de isolamento

A degradação do isolamento pode causar um fio desencapado e resultar em um choque a qualquer um em contato com aquele fio. A maioria das falhas de isolamento é causada por ambientes tóxicos para o isolante. Estes ambientes incluem:

Luz solar direta ou outras fontes de luz ultravioleta, que podem induzir a uma gradual quebra do material plástico do isolamento;

Faíscas ou arcos vindos de descargas de eletricidade estática podem causar queimaduras que causam buracos no isolamento;

Exposições repetidas em temperaturas elevadas podem produzir lenta, mas progressiva degradação no material isolante;

Superfícies abrasivas podem resultar em erosão no material de resistência;

Substâncias incompatíveis com a atmosfera em torno do isolamento e do material isolante que pode induzir reações químicas. Tais reações podem incluir oxidação ou ressecamento do isolante e eventual avaria;

Animais tais como roedores ou insetos podem mascar ou comer o material de isolamento, levando à exposição do circuito. Um grande número de insetos

podem também ocupar tão densamente determinadas áreas que podem ocorrer curtos-circuitos. Esta é uma ocorrência comum em sistemas elétricos próximos à água, como bombas d´água e antenas de televisão via satélite;

Orvalho e umidade absorvidos pela material isolante, que podem resultar em umidade sobre o isolamento carregando corrente.

Falha de equipamento

Existem várias maneiras em que falhas nos equipamentos podem causar choques elétricos. Projetistas de equipamentos elétricos tentam criar dispositivos que são à prova de explosão, pó de ignição e à prova de faíscas. Seguem alguns dos tipos mais comuns de falha de equipamento:

Isolante úmido pode tornar-se um bom condutor e causar um choque elétrico;

Defeitos em ferramentas portáteis podem resultar num carregamento de corrente elétrica nas carcaças dos equipamentos. Os trabalhadores não esperam que a carcaça da ferramenta esteja carregada e pode sofrer um choque quando tocá-la;

Linhas de energias rompidas podem carregar altas correntes e possuir uma tensão, o que pode causar problemas graves;

Quando o equipamento não está propriamente aterrado ou isolado, um trabalhador sem proteção pode receber um choque elétrico substancial.

Locais perigosos para equipamentos elétricos

O NEC classifica locais perigosos para equipamentos elétricos. Existem três classes básicas: Classe I para vapores inflamáveis e gases, Classe II para combustíveis em pó, e Classe III para fibras inflamáveis. Os riscos ainda podem ser divididos em outras duas categorias. A divisão I possui requerimentos mais rigorosos para instalações elétricas do que a divisão II. A figura 18-4 dá exemplos de local para cada categoria.

Classe

Grupo

I

Divisão

II

I Vapores e gases inflamáveis

A Acetileno;

B Hidrogênio;

C Éter;

D Combustíveis de hidrocarbonetos e

solventes;

Geralmente explosivo;

áreas de pinturas por

sprays inflamáveis.

Normalmente não está em concentração de explosivos; áreas adjacentes a pinturas por sprays.

II Combustíveis em pó

E Poeiras metálicas;

Poeiras condutoras ou

Normalmente não está em concentração de inflamáveis; áreas de armazenamento de grãos.

F Poeira de carbono;

inflamáveis podem

G Farinha em pó,

estar presentes; moinhos ou processadores.

amido, grãos, plástico ou químicos

particulados.

III - Fibras inflamáveis

Têxteis, madeira.

Manuseado ou

Armazenado ou manuseado no armazenamento, não na fabricação; armazenagem de serragem.

 

utilizado em

manufaturas;

descaroçadores de

algodão.

Figura 18-4 Categorias de localização de equipamentos elétricos perigosos.

Eletricidade como um fator de risco para humanos

O maior perigo quando um indivíduo sofre um choque elétrico resulta de um fluxo de

corrente. A tensão determina se a resistência natural de uma pessoa a um fluxo de corrente será superada. A resistência da pele pode variar entre 450 ohms e 600.000 ohms, dependendo da umidade da pele. Alguns níveis de corrente prendem uma pessoa ao condutor, não permitindo que o indivíduo voluntariamente se libere. Corrente de passagem direta é o nível mais alto de corrente que uma pessoa em contato com o condutor pode se liberar do mesmo.

A figura 18-5 mostra a relação entre a intensidade de corrente e os perigos com uma corrente alternada de frequência de 60 hertz doméstica típica.

A severidade do dano de choque elétrico depende da intensidade da corrente, como

mostra a figura 18-5, mas também do caminho pelo qual passa a corrente pelo corpo. O caminho influencia na resistência de várias partes do corpo no momento do contato com o condutor. A pele é a maior forma de resistência ao fluxo de corrente. A corrente passando

através do coração, cérebro, ou do tronco são geralmente muito mais prejudiciais que quando

passa pelas extremidades.

Intensidade da corrente em

miliampères

Efeitos no corpo humano

Menos de 1

Nenhuma sensação, nenhum efeito perceptível;

1

Percepção do choque, ação reflexa para saltar fora. Não há perigo de choque direto, mas o movimento súbito pode causar acidente;

Mais que 3

Choque doloroso;

6

Corrente let-go para mulher;*

9

Corrente let-go para homens;*

10-15

Contrações musculares locais. Travamento muscular para 2,5% da população;

30-50

Contrações musculares locais. Travamento muscular para 50% da população;

50-100

Contato prolongado pode causar colapso e inconsciência;

100-200

Contacto de mais de um quarto de um segundo pode causar fibrilação ventricular do coração e à morte. Correntes contínuas por mais de um ciclo cardíaco podem causar fibrilação;

Acima de 200 Contrai e para o coração enquanto fluir a corrente. Os batimentos cardíacos e a circulação podem voltar com o cessar da corrente. Altas correntes podem causar paralisia respiratória, que pode ser revertida com imediata reanimação. Queimaduras graves na pele e nos órgãos internos. Pode causar em danos irreparáveis ao corpo;

*a diferença entre homens e mulheres é com base na massa corporal relativa entre eles (corrente alternada de 60 hertz).

Figura 18-5 Efeitos da corrente no corpo humano (corrente alternada de 60 hertz).

Detecção de fatores de riscos elétricos

Vários testes podem ser realizados para verificar a segurança de equipamentos

elétricos. Um teste de circuito é uma parte inexpressiva do teste de equipamento de ensaio

com sondas em dois fios isolados e ligados a uma lâmpada pequena. A maioria dos testes é

realizada em pelo menos uma gama de 110-220 volts. O agente que realizar o teste deverá se

assegurar de que a energia foi desligada antes de iniciar a manutenção elétrica. O aparelho de

teste também deverá ser utilizado para assegurar se a carcaça e as outras peças do

equipamento também são portadores de corrente. Quando uma destas sondas entra em

contato com um fio carregado eletricamente e a outra é conectada ao fio terra, as lâmpadas

acendem.

O receptáculo de teste de fiação é um dispositivo com duas sondas de plug padrão

para inserção em uma tomada normal 110 volts e sonda para o solo. Luzes indicadoras mostram uma tomada com os fios inadequadamente colocados (saída). No entanto, existem vários tipos de ligações elétricas incorretas.

O testador de eletricidade pode ser usado para determinar se um condutor está

propriamente aterrado ou possui uma quebra no circuito. A continuidade é checada nos circuitos que foram desconectados de uma fonte de força. Testadores de continuidade têm, frequentemente, uma garra na extremidade de um fio e uma lâmpada na outra extremidade do mesmo fio. Um terminal do multímetro pode ser conectado ao invólucro do equipamento enquanto o outro é conectado em um aterro conhecido. Se a lâmpada não acender, o equipamento demonstra estar indevidamente aterrado.

Luzes

Situação

1

2

3

Fiação correta

On

On

Off

Terra saltou para o neutro

On

On

Off

Terreno árido retorna para o neutro

On

On

Off

Polaridade invertida

On

Off

On

Terreno aberto

On

Off

Off

Figura 18-6 Testador de fiação com luzes indicadoras

Com um circuito, a lâmpada acende quando uma corrente é capaz de passar através do circuito inteiro. A lâmpada apagada em um teste de continuidade indica uma quebra no circuito.

A imagem térmica infravermelha é outra técnica que pode ser usada para a detecção

de riscos elétricos.

Redução dos fatores de riscos elétricos

O aterramento de equipamentos elétricos é o principal método de redução dos riscos

de eletricidade. O objetivo do aterramento é proteger as pessoas contra choques elétricos, reduzir a probabilidade de um incêndio e proteger o equipamento contra danos. O aterramento garante um caminho para a terra para o fluxo de corrente em excesso e também

elimina a possibilidade de uma pessoa tomar um choque pelo contato com um capacitor carregado. O mecanismo real de aterramento foi discutido no início deste capítulo.

O sistema de aterramento elétrico é alcançado quando um condutor do circuito está

ligado a terra. Picos de energia e variações de tensão são atenuados e, geralmente eliminados

com o aterramento adequado. A emenda/ligação é usada para conectar duas peças de

equipamento por um condutor. A ligação pode reduzir as diferenças de potencial entre o

equipamento e, portanto, reduzir a possibilidade de produção de faíscas, o aterramento em

contrapartida, fornece um caminho entre o equipamento e a terra. Emenda/ligação e

aterramento juntos são usados para todo o sistema elétrico.

O aterramento do equipamento separado envolve conectar todas as armações de

metal do equipamento de forma permanente e contínua. Se uma falha de isolamento ocorre, a

corrente deve retornar à terra do sistema, o fornecimento de energia para o circuito. O

equipamento de fio terra será o caminho para a corrente do circuito permitindo que

disjuntores e fusíveis funcionem corretamente. As partes metálicas expostas do equipamento

mostrado na Figura 18-7 devem ser aterradas ou fornecidas com isolamento duplo.

Ferramentas elétricas como brocas e serras;

Transmissores e receptores de comunicação;

Equipamento elétrico em locais úmidos;

Torres de antena de televisão;

Equipamentos elétricos de áreas de armazenamento de líquidos inflamáveis;

Equipamento elétrico operado acima de 150 volts.

Figura 18-7 Equipamentos que necessitam de aterramento ou isolamento duplo.

O interruptor de falha no circuito de aterramento (GFCI), também chamado de

interruptor de falha de aterramento (GFI), pode detectar o fluxo de corrente no solo e abrir o

circuito, assim interrompendo o fluxo da corrente. Quando o fluxo de corrente no fio

carregado é maior que a corrente no fio neutro, ocorreu uma falha de aterramento. O GFI

oferece uma medida de segurança para uma pessoa que passa a fazer parte da falha do

circuito de aterramento. O GFI não pode interromper passagem de corrente entre os dois

circuitos, ou entre os fios e neutro de um circuito de três fios. Para garantir a segurança, o

equipamento deve ser aterrado e protegido por um GFI. O GFI deve ser substituído

periodicamente com base nas recomendações do fabricante.

Existem várias opções para reduzir os riscos associados com a eletricidade estática. O risco

primário de eletricidade estática é a transferência de cargas de superfícies com menor

potencial. Ligação e aterramento são dois meios de controlar a descarga estática. A

umidificação é outro mecanismo para reduzir a eletricidade estática, que foi discutida na seção

sobre as fontes de riscos elétricos. Aumentar a umidade acima de 65 por cento reduz a

acumulação de carga. No entanto, quando a umidade relativa do ar excede 65 por cento, agentes biológicos podem começar a crescer em dutos de aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC) e áreas sem ventilação.

Dicas de Segurança

Mortes por choque elétrico no local de trabalho

Mortes no local de trabalho por choque elétrico representam um problema grave e permanente. Cerca de 450 traumas relacionados com o trabalho de mortes por ano são causadas por choque elétrico. Isto é aproximadamente 6% de todas as mortes relacionadas com o trabalho anualmente. Os perigos no local de trabalho mais frequentemente associados com choque elétrico são fiação interna, cabos elétricos enterrados e linhas elétricas. O contacto acidental com esses perigos por tratores, braços, guindastes, cordames, andaimes, escadas, caminhões e veículos são as principais causas de choque elétrico no trabalho.

Materiais antiestáticos também têm sido utilizados eficazmente para reduzir os riscos elétricos estáticos. Tais materiais também aumentam a superfície de condutividade do material carregado ou absorve a umidade, o que reduz a resistência e a tendência para acumular cargas.

o ar circundante numa superfície

carregada para proporcionar um caminho condutor para o fluxo de cargas. Neutralizadores Radioativos incluem um elemento radioativo que emite partículas positivas para neutralizar cargas elétricas negativas coletadas. Os trabalhadores precisam ser seguramente isolados a partir do emissor de partículas radioativas.

Ionizadores e neutralizadores eletrostáticos ionizam

Fusíveis consistem de uma tira de metal ou de fio que derrete se uma corrente acima de um valor específico é conduzida através do metal. O metal derretido faz com que o circuito abra no fusível, assim, parando o fluxo de corrente. Alguns fusíveis são concebidos de modo a incluir um intervalo de tempo antes de fusão para permitir correntes mais elevadas durante a inicialização do sistema, ou como um evento ocasional. Disjuntores magnéticos usam uma solenóide (um tipo de bobina) para cercar uma tira de metal que se conecta a um dispositivo de disparo. Quando a corrente admissível é excedida, a força magnética dos solenóides retrai a tira de metal até a abertura do circuito. Disjuntores térmicos dependem de excesso de corrente para produzir calor e flexão em uma tira de metal sensível. Uma vez dobrada, a tira de metal abre o circuito. Disjuntores diferem

de fusíveis, pois eles geralmente são mais fáceis de repor depois de danificado e, muitas vezes

fornecem uma defasagem de tempo inferior ou mesmo nenhuma, antes de ser ativado.

Isolamento duplo é outro meio de aumentar a segurança no equipamento elétrico. A

maioria das ferramentas com duplo isolamento têm carcaças de plástico não-condutor, além

do isolamento padrão em torno dos materiais condutores.

Existem numerosos métodos de redução do risco de eletrocussão por um relâmpago.

A Figura 18-8 enumera as principais precauções a tomar.

Dicas de Segurança

Manuseio de equipamento exposto à água

Riscos elétricos adicionais são introduzidos no local de trabalho pelos incêndios ou desastres naturais a cada ano. O equipamento elétrico que está exposto à água por inundação, incêndios, tempestades tropicais, furacões, ou qualquer outra calamidade, devem ser manuseados com cuidado. Tal equipamento pode ser extremamente perigoso se ligado sem o devido recondicionamento. O National Eletrical Manufactures Association (NEMA) fornece diretrizes para o manuseio adequado dos equipamentos elétricos que tenham sido expostos à água. NEMA pode ser contatado no seguinte endereço:

National Electrical Manufacturers Association 300 N. 17th St., Suite 1847 Rosslyn, VA 22209 Telefone: 703-841-3268 FAX: 703-8413368 www.nema.org/

Instale o pára-raios de modo que a extremidade superior seja maior que as estruturas próximas;

Evite ficar em lugares altos ou perto de objetos altos. Esteja ciente de que as árvores em um campo aberto pode ser o objeto mais alto nas proximidades;

Não trabalhe com líquidos ou gases inflamáveis durante tempestades elétricas;

Assegurar o aterramento adequado de todos os equipamentos elétricos;

Se estiver dentro de um automóvel, permaneça no interior do automóvel;

Se estiver em um pequeno barco, deite-se no fundo do barco;

Se estiver em uma construção de metal, permaneça e não toque nas paredes da construção;

Usar roupa de borracha se ao ar livre;

Não trabalhe encostado ou perto de materiais condutores, especialmente aqueles em contato com a terra, tais como cercas;

Evite usar o telefone durante uma tempestade elétrica. Não use equipamentos elétricos durante a tempestade;

Evite ficar perto de portas ou janelas abertas onde o raio pode entrar no edifício diretamente.

Figura 18-8 Controle de riscos de relâmpagos

Outra forma de proteger os trabalhadores é isolar o perigo dos trabalhadores ou vice-

versa. O Intertravamento automático quebra o circuito quando uma situação de risco é

detectada. Intertravamento pode ser usado em torno de áreas de alta tensão para manter o

pessoal de entrar na área. Portas do elevador normalmente têm travas para garantir que o

elevador não se move quando as portas estão abertas. Os dispositivos de alerta para alertar o

pessoal sobre os perigos detectados podem incluir luzes, indicadores coloridos, on / off,

piscas sinais sonoros ou etiquetas.

É melhor para projetar a segurança dentro do equipamento e do sistema que confiar

no comportamento humano, tais como escrito nas tabelas seguintes. A Figura 18-9 resume os

vários métodos de redução de riscos elétricos.

Garantir que a energia foi desligada do sistema antes de trabalhar com ele. Teste o sistema para de energização. Capacitores podem armazenar corrente depois que a energia foi desligada;

Permitir somente pessoas autorizadas e totalmente treinadas para trabalhar em sistemas elétricos;

Não use material condutor, como jóias de metal quando se trabalha com eletricidade;

Parafuse lâmpadas com segurança em suas compatíveis com o circuito a voltagem correta;

bases. Certifique-se

que as

lâmpadas são

Inspecionar periodicamente isolamento;

Se estiver trabalhando em um circuito quente, use o sistema de camarada e usar vestuário de proteção;

Não utilize um fusível com uma capacidade maior do que o prescrito para o circuito;

Verifique tensões do circuito antes de realizar trabalho;

Não use água para apagar um incêndio elétrico;

Verificar todo o comprimento do cabo elétrico antes de usar;

Use apenas interruptores à prova de explosão e que não produzam faíscas em áreas de armazenamento de líquidos inflamáveis;

Enclausurar condutores não isolados em áreas de proteção;

Descarregar capacitores antes de trabalhar no equipamento;

Use fusíveis e disjuntores para proteção contra corrente excessiva;

Fornecer proteção contra raios em todas as estruturas;

Treinar as pessoas a trabalhar com equipamentos elétricos numa base de rotina em primeiros socorros e reanimação cardiopulmonar (RCP);

Figura 18-9 Resumo das precauções mínimas para riscos elétricos

Padrões Elétricos da OSHA

As normas relativas da OSHA à eletricidade são encontradas em 29 CFR 1910 (Sub parte S). Eles são extraídos da NEC. Este código deve ser encaminhado para quando são necessários mais detalhes do que aparece em trechos da OSHA. A Sub parte S é dividida em duas categorias de normas: (1) Projeto de Sistemas Elétricos e (2)Práticas e Segurança Relacionados ao Trabalho. Os padrões em cada uma destas categorias são como se segue:

Projeto de Sistemas Elétricos

1910.302 Sistemas elétricos de aproveitamento

1910.303 Requerimentos Gerais

1910.304 Projeto Fiação e proteção

1910.305 Métodos de fiação, componentes e equipamentos para uso geral

1910.306 Equipamentos de propósito específico e instalações

1910.307 Localização dos perigos (classificados)

1910.308 Sistemas especiais

Segurança relacionados com práticas de trabalho

1910.331 Âmbito

1910.332 Formação

1910.333 Seleção e utilização de práticas de trabalho

1910.334 Uso de equipamentos

1910.335 Guarda de segurança para proteção pessoal

Programa de Segurança Elétrica

Com a contabilidade de eletrocutados de aproximadamente 6% de todas as mortes nos locais de trabalho nos Estados Unidos todo ano, isso é muito importante para que essas empresas instituam efetivamente um programa de segurança elétrico. O Nacional Institute of Occupational Safety and Heath (NIOSH) recomenda algumas estratégias para estabelecer tal programa:

Desenvolver e implementar um programa abrangente de segurança e, quando necessário, rever o programa existente para tratar a fundo as zonas de segurança elétrica no local de trabalho;

Garantir o cumprimento dos regulamentos da OSHA existente, Parte S da 29 CFR 1910.302 através 1910.399 da General Industry Safety and Health Standarts, e a parte K da 29 CRF 1926.402 através 1926.408 da OSHA Construction Safety na Helth Standarts;

Fornecer a todos os trabalhadores treinamento adequado na identificação e controle de riscos associados à energia elétrica em seus locais de trabalho;

Fornecer um treinamento adicional especializado em segurança elétrica a aqueles que trabalham com ou próximos de componentes de circuitos elétricos. Esse treinamento deve incluir, mas que não se limita, a um treinamento básico da teoria de eletricidade, procedimentos adequados de segurança no trabalho, consciência do risco e identificação, utilização adequada do EPI, utilização do bloqueio e etiquetagem adequados, primeiros socorros, incluindo, e adequados procedimentos de salvação. E fornecer o treinamento novamente se necessário;

Desenvolver e implementar procedimentos para controlar o perigo da energia elétrica que inclui o bloqueio e etiquetagem dos procedimentos. Garantir que os trabalhadores sigam esses procedimentos;

Fornecer equipamentos de teste ou detecção para quem for trabalhar diretamente com energia elétrica que garantam sua segurança durante a execução das tarefas atribuídas;

Assegurar o cumprimento da NEC e o National Electrical Safety Code;

Realizar reuniões de segurança regularmente;

Realizar inspeções de segurança regulares e não regulares nos locais de trabalho;

Encorajar ativamente todos os trabalhadores a participar na segurança no trabalho;

Em um mapeamento de uma construção, realizar um levantamento do local de trabalho antes de começar qualquer tipo de trabalho, para identificar todos os riscos elétricos, implementar medidas de controle apropriadas, e fornecer treinamento aos empregados específicos para todos os riscos identificados;

Garantir que o EPI adequado está disponível e sendo usado pelos trabalhadores onde foram requeridos (incluindo equipamento de proteção contra queda);

Conduzir análise de risco de todas as tarefas que possam expor os trabalhadores a riscos associados a energia elétrica e implementar medidas de controle que irão separar e isolar adequadamente os trabalhadores de energia elétrica;

Identificar os riscos elétricos potenciais e intervenções apropriadas de segurança durante o planejamento de construção ou projeto de manutenção. Esse planejamento deve abordar o projeto do início ao fim para garantir que os trabalhadores possuam o ambiente mais seguro possível.

Auto-Avaliação de Riscos Elétricos

Mesmo o melhor profissional de segurança não pode estar em todos os lugares de uma vez. Consequentemente, uma das melhores estratégias para a segurança pessoal é recrutar supervisores. Afinal, ajudar a garantir um ambiente seguro e saudável é parte do trabalho de todo supervisor, ou deveria ser o mínimo. Ajudar a prevenir acidentes e lesões derivados de riscos elétricos, o pessoal de segurança deve considerar o desenvolvimento de

checklists, em que os supervisores possam utilizar para realizar auto-avaliações periódicas nas suas áreas de responsabilidade. O que se segue são os tipos de perguntas que devem estar contidos nas checklists:

1. Todos os eletricistas em sua empresa estão atualizados com os últimos requerimentos da NEC?

2. Sua empresa está em cumprimento específico da NEC como parte de seus contratos para trabalho elétrico com pessoal de fora?

3. Todas as instalações elétricas localizadas na presença de poeira ou vapores perigosos atendem aos requisitos da NEC para o local perigoso?

4. Todos os cabos estão devidamente amarrados (ex.: eles não estão pendurados em canos, pregos, ganchos, etc.)?

5. Estão todos eletrodutos, cabos BX, e assim por diante, corretamente ligados ao apoio e fortemente ligados as caixas de derivação e caixas de saída?

6. Estão todos os cabos elétricos livre de desgaste?

7. Estão os cabos de borracha livre de graxas, óleo, químicos e outros materiais que possam causar danos?

8. Estão todos os cabos metálicos e sistemas condutores devidamente aterrados?

9. Estão as ferramentas portáteis ou aparelhos aterrados ou duplamente isolados?

10.

Todos os conectores da terra estão limpos e bem feitos?

11. Estão os fusíveis e disjuntores dimensionados corretamente à carga de cada circuito?

12. Estão os fusíveis livres de “pulos”?

13. Estão todos os interruptores elétricos livres de evidências de superaquecimento?

14. Estão todos os interruptores devidamente montados e limpos, caixas de metal hermeticamente fechadas?

15. Estão todos os interruptores devidamente marcados mostrando sua função?

16. Estão todos os motores elétricos guardados limpos e livres de graxas excessivas, óleos, ou materiais potencialmente danosos?

17. Estão todos os motores elétricos mantidos adequadamente e provido de uma proteção contra sobre corrente necessário?

18. Há rolamentos em todos os motores elétricos em boas condições?

19. Estão todos os guardas equipados luzes portáteis?

20. Estão todas as lâmpadas guardadas livre de qualquer material potencialmente inflamável?

21. A organização geral de sistema elétrico é checada periodicamente por uma pessoa competente na aplicação da NEC?

Dicas de Segurança

O que fazer e não fazer com cabos de Extensão

Aproximadamente 2.500 acidentes de trabalho ocorrem anualmente relacionados ao uso inapropriado de cabos de extensão. As dicas a seguir podem ajudar na prevenção de acidentes quando cabos de extensão são usados no local de trabalho.

1.

Nuca use um cabo de extensão por um longo período de tempo mais que algumas semanas ao menos que pareça estar em perfeitas condições;

2.

Nunca cubra os cabos de extensão com tapetes ou carpetes na tentativa de evitar tropeços - esconder pedaços e pontos desencapados nas cordas que podem causar incêndio;

3.

Nunca basta desconectar um cabo de extensão que esquenta, a fim de deixá-lo esfriar - se livre dele (extensões que esquenta, provavelmente já venceu seu período de uso seguro;

4.

Evitar o uso de cabos de extensão tipo extrusados que têm apenas uma camada de isolamento.

Fonte: National Fire Protection Association, NFPA 70E-2004.

Prevenção de lesões por arco voltaico

Lesões por arco voltaico ocorrem nos locais de trabalho todo dia neste país. Muitas destas lesões levam a sérias queimaduras e até mesmo a morte, o qual é uma dupla tragédia pois acidentes poderiam ser prevenidos. O arco voltaico é um curto-circuito elétrico que percorre o ar em vez de seguir pelos condutores, barras coletoras, e outros tipos de equipamento. Uma quantidade incontrolável de energia elétrica é liberada por um arco

voltaico podendo produzir altos níveis de calor e pressão. Isso pode também causar a explosão do equipamento, espalhando estilhaços pelo ar.

O arco voltaico às vezes é produzido por má função dos equipamentos, mas a mais

comum causa é contato humano acidental com um circuito elétrico ou condutor. Por exemplo, uma pessoa trabalhando próximo a uma parte do equipamento elétrico energizado pode e acidentalmente deixar cair uma ferramenta que então faz contato com o circuito elétrico ou condutor. O resultado é um arco voltaico que pode lesionar ou até matar o trabalhador, não mencionando o dano no equipamento.

O arco voltaico pode vir a ser mais perigoso quando o trabalhador está vestindo uma

roupa inflamável em vez de usar a roupa apropriada (EPI). O arco voltaico pode produzir calor suficiente para incendiar a roupa, causando queimaduras severas, e até danos à audição (o dano à audição é causado pela alta pressão produzida pelo arco voltaico). O modo mais óbvio de prevenir acidentes e lesões por arco voltaico e desenergizar o equipamento e etiquetar antes de começar a manutenção ou serviço nele. Contudo, nem sempre isso é possível. Algumas manutenções e serviços tais como soluções de problemas requer que o equipamento esteja trabalhando energizado. Quando este é o caso, é importante consultar a NFPA`s Handbook for Electrical Safety in the Workplace (NFPA 70E) que foi atualizada em 2009, que procede da seguinte forma:

Faça uma análise do risco de arco em concordância com a NFPA 70E, Artigo 130,3, ou use Table 130.7(C)(9)(a) (Categoria de classificação de riscos) para identificar a categoria do risco da atividade que tem que ser realizada sobre equipamento energizado;

Estabelecer um limite de proximidade em relação ao equipamento em questão de acordo com a NFPA 70E, Artigo 130.3(A);

Selecionar o EPI que o trabalhador irá usar para realizar a atividade em questão sobre o equipamento energizado da Table 130.7(C)(9)(a) no primeiro passo acima.

Por exemplo, se você determina que o trabalhador tem que realizar uma atividade sobre uma parte energizada de um equipamento, e essa atividade está classificada na “Categoria de Risco 3”, a Table 130.7(C)(10) é requerido os seguintes PPE:

1. Roupa Inferior de algodão;

2. Calça e camisa resistente a fogo;

3. Macacão resistente a fogo;

Dicas de Segurança

Procedimentos de prevenção de lesões por arco voltaico

Uma boa fonte de diretrizes e procedimentos para prevenir acidentes com arco voltaico e lesões é o Handbook for eletrical Safety in the Worplace (NFPA 70E) produzido pela NFPA. Esse livro esta disponível no site:

Requerimentos de Manutenção da NFPA 70E

A atualização de 2009 da NFPA 70E contém severos requerimentos relacionados à manutenção. Esses requerimentos são:

205.3 Requerimentos Gerais de Manutenção. Dispositivos de sobrecorrente devem ser mantidos de acordo com o fabricante ou atendendo os padrões da indústria;

210.5 Dispositivos de proteção. Dispositivos de proteção devem ser mantidos para suportar adequadamente ou interromper falha na corrente;

225.1 Fusíveis. Os fusíveis devem ser mantidos livres de quebras ou rachaduras no caso dos fusíveis, ponteiras e isolantes. Clipe de fusíveis deve ser mantido para fornecer um contacto adequado com fusíveis. Porta fusíveis limitadores de correntes não devem ser modificados para a inserção de fusível não limitador de corrente;

225.2 Disjuntores em Caixa Moldados. Disjuntores em caixa moldados têm que estar livres de rachaduras;

225.3 Disjuntores de Teste. Disjuntores que as falhas de interrupção se aproximam as suas classificações de proteção devem ser inspecionados e testados de acordo com as instruções do fabricante.

Requerimento de Treinamento para Trabalhadores

O requerimento para treinamento da OSHA para todos trabalhadores está contido na 29 CFR 1910. O requerimento de treinamento para trabalhadores que enfrentam o risco de choque elétrico que não é reduzido ao patamar de segurança, esta claro em OSHA 1910.332. O padrão de requerimento se aplica nas seguintes classificações de trabalhadores:

Supervisores;

Engenheiro Elétrico/Eletrônico;

Montadoras de equipamentos elétricos e eletrônicos;

Técnico em elétrica e eletrônica;

Eletricistas;

Operadores de maquinas industriais;

Operadores de equipamentos de transporte de material;

Mecânicos e reparadores;

Pintores;

Soldadores.

Os atuais requerimentos de treinamento são como a seguir: (1) Habilidades e técnicas necessárias para distinguir partes expostas de outras partes do equipamento elétrico; (2) Habilidades e técnicas necessárias para determinar a tensão nominal das partes expostas; (3) Distância de apuramento e tensões correspondentes aos quais eles vão ser expostos.

Sumário

1. A eletricidade é o fluxo de partículas carregadas negativamente através de um material eletricamente condutivo;

2. Os átomos têm um núcleo central que consiste de prótons e nêutrons. Os elétrons orbitam o núcleo;

3.

Condutores são substâncias que têm muitos elétrons livres à temperatura ambiente e pode passar eletricidade;

4.

Isoladores não têm um grande número de elétrons livres à temperatura ambiente e não conduzir a eletricidade;

5.

Quando existe um excesso ou deficiência de elétrons na superfície de um material, é produzida a eletricidade estática;

6.

A

resistência é medida em ohms;

7.

Fluxo de corrente é medida em ampères;

8.

Lei de Ohm é V = IR, onde V = volts, I = ampères, e R = ohms;

9.

A

energia é medida em watts;

10.

Watts são calculados por W = V.I ou W = I ². R;

11.

A frequência é medida em hertz;

12.

A carga é um dispositivo que utiliza corrente elétrica;

13.

A NEC especifica precauções industriais e domésticas de segurança elétrica;

14.

A UL determina se equipamentos e materiais para os sistemas elétricos estão

seguros nas categorias dos locais da NEC;

15.

Circuitos comuns de 110 volts incluem um fio carregado, um fio neutro, e um fio terra;

16.

Um curto-circuito é um caso em que a carga tenha sido removida ou é ignorada;

17.

Fontes de riscos elétricos incluem o contato com um fio desencapado, isolação deteriorada, equipamentos faltando a etiqueta UL, aterramento inadequado do equipamento, curtos-circuitos, umidade, descargas de eletricidade estática,

escadas metálicas, fontes de energia restantes durante manutenção elétrica, e quedas de raios;

18.

Perigos eletrostáticos podem causar choques menores;

19.

Uma faísca ou arco envolve pouca energia e é descarregada para um pequeno espaço;

20.

Se o condutor não é capaz de transportar uma corrente de amperagem particular,

o

material que envolve o condutor pode sobreaquecer e explodir ou irromper em

 

chamas;

21.

Relâmpagos é um conjunto de cargas estáticas de nuvens seguindo o caminho de menor resistência para a terra;

22.

O

relâmpago tende a atingir o objeto mais alto sobre a terra;

23.

Saltando o fio terra ao fio neutro a fiação está insegura;

24.

Locais abertos são aqueles com fios de terra inadequadamente conectados;

25.

Invertendo os fios carregado e neutro resulta na polaridade invertida e uma situação de risco;

26.

Fiação flexível não deve ser substituída por fiação fixa em edifícios permanentes;

27.

A maioria de falha em isolamento é causada por um ambiente tóxico para o

isolamento;

28.

Projetistas de equipamentos elétricos tentam criar dispositivos que são à prova de explosão, à prova de ignição por pó, à prova de faísca;

29.

A

NEC classifica locais perigosos para equipamentos elétricos;

30.

O maior perigo com choque elétrico para os seres humanos é o fluxo de corrente

e

o caminho através do corpo que a corrente faz;

31.

Acima de uma determinada amperagem da corrente, as pessoas se prendem ao condutor e são incapazes de deixar o condutor;

32.

Testadores de circuito podem garantir que a energia foi desligada;

33.

Um testador de cabos indica tomadas com fiação inadequada;

34.

Um testador de continuidade pode ser utilizado para verificar se um condutor está devidamente aterrado ou tem uma interrupção no circuito;

35.

O

aterramento garante um caminho do fluxo de corrente em excesso para a terra;

36.

Emenda/ligação e aterramento aumentam a segurança para todo o sistema

 

elétrico;

37.

O interruptor de falha de aterramento (GFI) pode detectar o fluxo de corrente para o solo e abrir o circuito;

38.

Uma falha de aterramento ocorre quando a corrente no fio carregado é maior que

a

corrente no fio neutro;

39.

Materiais antiestáticos, ionizadores e neutralizadores radioativos reduzem o acúmulo de eletricidade estática;

40.

Os fusíveis e disjuntores: abrir o circuito com amperagem excessiva;

41.

Isolamento duplo aumenta a segurança elétrica;

42.

O controle de riscos de relâmpago inclui o uso de pára-raios, evitando objetos

altos e materiais inflamáveis, não tocar em materiais condutores, não usar o

telefone, não tocar nas paredes de construções metálicas, e não ficar perto de portas e janelas abertas durante tempestades elétricas;

43.

Intertravamentos automáticos abrem o circuito quando uma condição insegura é

detectada;

44.

É

melhor projetar os sistemas elétricos com segurança que lidar eficazmente com

acidentes;

45. O choque elétrico contabiliza aproximadamente 6% de todas as mortes no local de trabalho nos Estados Unidos a cada ano; é importante que os empregadores instituíram um programa efetivo de segurança elétrica;

46. Um arco voltaico é um curto-circuito elétrico que percorre o ar. Um arco voltaico pode ser causado pelo mau funcionamento do equipamento ou contato humano acidental.

Palavras Chaves e Conceitos

Ampères Arco Arco voltaico Aterramento do equipamento separado Aterramento do sistema elétrico Carga negativa Carga positiva Carregar Choque Circuito testador Condutor de aterramento Condutor aterrado Condutores Congelar Conselho Nacional de subscritoras de Fogo Corrente alternada Corrente contínua Corrente de contração Corrente efetiva Corrente elétrica Curto-circuito Diferença de potencial Disjuntores térmicos Dispositivos de alerta

Eletricidade Eletricidade estática Elétrons Faísca Falha de equipamento Falha de isolamento Falta à terra Faltas à terra disjuntor (GFCI) Faltas à terra interruptor (GFI) Fiação inadequada Fio carregado Fio neutro Fio terra Força Fusíveis de frequência Hertz Intertravamentos Ionizadores Isoladores Isolamento duplo Isolar o perigo Lei de Ohm Ligação Locais perigosos

Magnéticos disjuntores Materiais antiestáticos National Electrical Code (NEC) Neutralizador eletrostáticas Neutralizadores radioativos Nêutrons NFPA 70E Ohms Perigos eletrostáticos Polaridade invertida Potencial zero Programa de segurança elétrica

Questões de Revisão

Prótons Receptáculo do testador de fiação Relâmpago Resistência Riscos elétricos Semicondutores Tensão Terreno aberto Testador de continuidade Umidificação Underwriters Laboratories (UL) Watts

1. Definir potencial zero. Explicar a relação entre potencial zero e aterramento.

2. Explique o que cada uma das medidas seguintes termos:

volt, ampère, ohm, hertz, e watt.

3. Discutir brevemente a diferença entre DC e AC utilizando o conceito de corrente eficaz.

4. Qual é a relação entre a NEC e UL?

5. Qual o estado brevemente da relação entre diferença de potencial, relâmpagos e aterramento?

6. Definir campo aberto.

7. Liste pelo menos cinco medidas de controle de risco contra relâmpagos.

8. Explicar a relação entre a carga do circuito e curtos-circuitos.

9. Como fazer ionizadores, neutralizadores radioativos e materiais de trabalho antiestática? Por que a umidificação?

10. Discuta como emenda/ligação e aterramento trabalham juntos para aumentar a segurança elétrica.

11. Como testadores de continuidade, testadores de circuito e testadores de cabeamento operam?

12.

Explique os conceitos de prender uma pessoa ao condutor e corrente de passagem direta.

13. Descrever a estrutura de um átomo.

14. Discutir a fiação de um circuito trifásico,

15. Por que é um risco fazer um pulo no fio terra?

16. Explique polaridade invertida.

17. Por que os dispositivos de alerta são menos eficazes que o projetada em precauções de segurança?

18. Explique cinco estratégias para o estabelecimento de um programa eficaz de segurança elétrica.

19. Explique porque é importante para o pessoal de segurança ajudar os funcionários e supervisores a realizar auto-avaliações.

20. Explicar como reduzir risco de arco voltaico.

Notas Finais

1. Occupational Safety and Health Administration, "Massachusetts Mill Cited for Safety and Health Violations," Occupational Health & Safety News 20, no. 9: 10.

2. Ibid.

3. National Fire Protection Association, Handbook for Electrical Safety in the Workplace (Quincy, MA: National Fire Protection Association, 2004), 57.

4. Ibid., 59.

5. Ibid., 60.

6. Ibid., 61.

7. National Fire Protection Association, Handbook for Electrical Safety, 103.

8. Ibid., 104.

9. Ibid., 105.

10. National Fire Protection Association, Ham:lbook for Electrical Safety, 109.

11. Thid.:, 110.

12. National Institute for Occupational Safety nd Hejith, Worker Ueaths by Electrocution: A Summary of Surveillance Findings and Investigative Case Reports, 2006, 13-16. Retrieved from www.cdc.gov/niosh;'Iaoi-qe-~.age.ht-nl.

13. Retrieved from http://on1ine.migu.nodak.edJ19577/BADM309checidist.htm.

14.

W. Wallace, "NFPA 70E: Performing the Electncti F.sh Hazard Analysis," Occupational Safety & Health 74, no. 8: 38-44.

15. National Fire Protection Association, Handbook for Electrical Safety, Table

130.7(C)(9)(a).

16. National Fire Protection Association, Handbook for Electrical Safety, NFPA 70E up. dated: 2009. Retrieved from www.nfpa.org on February 17, 2009.

17. OSHA 29 CFR 1910.332. Retrieved from www.osh.gv on February 17, 2009.

18. Ibid.