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CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA TECNOLOGIA RADIOLÓGICA I Abdome Incidências Básicas e Especiais Profª

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA

TECNOLOGIA RADIOLÓGICA I

Abdome Incidências Básicas e Especiais

Profª Luciana Batista Nogueira

UFMG

ANATOMIA RADIOGRÁFICA

Radiografia do Abdome

Este capítulo discute a anatomia e o posicionamento das radiografias que, algumas vezes, são denominadas radiografias "simples" do abdome. A mais comum é a AP do abdome em decúbito dorsal, por vezes também chamada de radiografia simples de abdome. Essas radiografias são feitas sem injeção de contraste. As radiografias simples do abdome são geralmente feitas antes da realização de exames abdominais utilizando contraste

a fim de descartar determinadas doenças.

Rotina para abdome agudo:

Determinadas condições do abdome agudo ou de emergência podem desenvolver-se a partir de doenças, como a obstrução intestinal, perfurações com a presença de ar intraperitoneal livre (ar fora do trato digestivo), excesso de líquido no abdome ou uma possível massa intra-abdominal. Essas condições agudas ou de emergência exigem o que é comumente denominada “rotina de abdome agudo", na qual são feitas radiografias abdominais em posições diferentes para mostrar níveis hidroaéreos e/ou ar livre na cavidade abdominal. A radiografia do abdome exige conhecimento da anatomia e das relações de órgãos e estruturas na cavidade abdomino-pélvica.

de órgãos e estruturas na cavidade abdomino-pélvica. MÚSCULOS ABDOMINAIS Muitos músculos estão associados à

MÚSCULOS ABDOMINAIS

Muitos músculos estão associados à cavidade abdomino-pélvica. Os três músculos mais importantes na radiografia do abdome são o diafragma e o psoas maior direito e o esquerdo. O diafragma é um músculo em forma de guarda-chuva que separa a cavidade abdominal

da cavidade torácica. O diafragma precisa permanecer totalmente imóvel durante a

radiografia tanto do abdome quanto do tórax. O movimento do diafragma do paciente pode

ser interrompido fornecendo-se instruções respiratórias apropriadas.

Os dois músculos psoas maior estão localizados de cada lado da coluna vertebral lombar.

As bordas laterais desses dois músculos devem estar visíveis em uma radiografia

abdominal diagnóstica de um paciente de tamanho pequeno a médio quando são utilizados fatores de exposição corretos (ver setas, Fig. 4.1).

Sistemas de Órgãos Abdominais

Os diversos sistemas orgânicos encontrados dentro da cavidade abdomino -pélvica são

apresentados.

SISTEMA DIGESTIVO

O sistema

seus

vesícula biliar e o pâncreas, preenchem

O

pâncreas

ao

a

juntamente com

digestivo

órgãos

parte

acessórios,

da

cavidade

o

fígado,

a

maior

abdominal.

está localizado posteriormente

e

não

é

bem visualizado

estômago

nesse desenho. O baço (parte do sistema

linfático)

também

é

parcialmente visível

na

parte

superior

esquerda do abdome,

posterior ao estômago. Os seis órgãos do

sistema

se segue:

1. Cavidade oral

2. Faringe

estão dispostos como

digestivo

3. Esôfago

4. Estômago

5. Intestino delgado

6. Intestino grosso

4. Estômago 5. Intestino delgado 6. Intestino grosso Cavidade Oral , Faringe e Esôfago . A

Cavidade Oral, Faringe e Esôfago. A cavidade oral (boca) e a faringe (via aérea superior) são comuns aos sistemas respiratório e digestivo . O esôfago está localizado no mediastino (cavidade torácica).

Estômago e Intestinos Delgado e Gross o. Os três órgãos digestivos dentro da cavidade abdominal são o estômago e os intestinos delgado e grosso.

Radiografia do estômago e do intestino delgado

observado

preenchendo todo o estômago ou o intestino delgado em uma radiografia simples do abdome de um adulto saudável que deambula. O exame contrastado visibiliza o estômago, o intestino delgado e o intestino grosso proximal, porque estão cheios de sulfato de bário radiopaco. Observe o bulbo duodenal e as alças convolutas das três partes identificadas do intestino delgado localizadas nas porções média e inferior do abdome.

O

ar

raramente

é

nas porções média e inferior do abdome. O ar raramente é ÓRGÃOS ACESSÓRIOS DA DIGESTÃO São

ÓRGÃOS ACESSÓRIOS DA DIGESTÃO São três os órgãos acessórios da digestão, também localizados na cavidade abdominal:

(1) pâncreas, (2) fígado e (3) vesícula bi liar.

Pâncreas O pâncreas, que não é visto numa radiografia simples do abdome, é uma glândula alongada localizada posteriormente ao estômago e próxima

da parede abdominal posterior, entre o

duodeno e o baço. Fígado O fígado é o maior órgão sólido

no corpo, ocupando a maior parte do

quadrante superior direito. Uma de suas numerosas funções é a produção da bile, que auxilia na digestão de gorduras. Vesícula Biliar A vesícula biliar é um saco piriforme localizado sob o fígado. As funções básicas da vesícula biliar são armazenar e concentrar bile e, quando

estimulada por um determinado

hormônio, contrair-se e libera-la. BAÇO

O baço não está diretamente associado ao sistema digestivo, por fazer parte do sistema

linfático, que, juntamente com o coração e os vasos sangüíneos, é parte do sistema circulatório. Entretanto, é um órgão abdominal importante e ocupa um espaço posterior e à

esquerda do estômago no quadrante superior esquerdo.

e à esquerda do estômago no quadrante superior esquerdo. SISTEMA URINÁRIO O sistema urinário é também

SISTEMA URINÁRIO

O

sistema

urinário

é

também

um

importante

sistema

abdominal.

O

sistema

urinário

é

composto do seguinte:

 

Dois rins Dois ureteres

 

Uma bexiga

Uma uretra

Cada rim drena através do seu próprio ureter para uma bexiga única. A bexiga, situada acima e atrás da sínfise púbica, armazena urina. Sob controle voluntári o, a urina armazenada é excretada através da uretra. Os rins, em formato de feijão, estão localizados de cada lado da coluna vertebral lombar. O rim direito geral mente está localizado um pouco mais abaixo que o esquerdo, devido à presença do fígado à dire ita.

Os resíduos e o excesso de água são eliminados do sangue pelos rins e são transportados

através dos ureteres para a bexiga.

UROGRAFIA EXCRETORA OU INTRAVENOSA

O contorno renal é visibilizado na radiografia

simples do abdome devido à cápsula gordurosa que envolve cada rim.

O exame contrastado mostrado na Fig. 4.11 é uma

urografia excretora ou intravenosa, que é um exame radiográfico do sistema urinário, no qual o contraste

é

injetado por via intravenosa. Durante esse exame,

o

parênquima e o sistema excretor são visualizados

graças ao contraste que foi filtrado do fluxo sangüíneo pelos rins. Os órgãos indicados são (A) rim esquerdo, (B) ureter proximal esquerdo, (C) ureter distal esquerdo antes de desembocar na bexiga e (D) área da glândula supra-renal direita, logo acima do rim direito. Quadrantes e Regiões

de desembocar na bexiga e (D) área da glândula supra-renal direita , logo acima do rim

Para ajudar a descrever as localizações dos vários órgãos ou de outras estrutu ras dentro da cavidade abdomino-pélvica, o abdome pode ser dividido em quatro quadrantes ou em nove regiões.

QUATRO QUADRANTES ABDOMINAIS Se dois planos perpendiculares imaginários (em ângulos retos) atravessassem o abdome no umbigo, eles dividiriam o abdome em quatro quadrantes. Um plano seria transversal ao abdome no nível do umbigo, que na maioria das pessoas está ao nível do disco intervertebral entre L4 e L5 (quarta e quinta vértebras lombares), que nas mulheres coincide aproximadamente com as cristas ilíacas. O plano vertical coincidiria com o plano mediossagital ou linha média do abdome e atravessaria o umbigo e a sínfise púbica. Esses dois pIanos dividiriam a cavidade abdomino- pélvica em quatro quadrantes: quadrante superior direito (QSD), quadrante superior esquerdo (QSE), quadrante inferior direito (QID) e quadrante inferior esquerdo (QIE). Observação: O sistema de quatro quadrantes é mais freqüentemente usado para a localização radiográfica de um órgão específico, ou para descrever a localização de dor abdominal ou de outros sintomas.

a localização de dor abdominal ou de outros sintomas. QUADRO DE SUMÁRIO ANATÔMICO – QUATRO Q

QUADRO DE SUMÁRIO ANATÔMICO QUATRO Q UADRANTES ABDOMINAIS

Q SD

Fígado

Q

S

E

Q

ID

Q

Cólon descendente Cólon sigmóide 2/3 do jejuno

I

E

Baço

Cólon

Estômago

ascendente Apêndice (vermiforme)

Flexura

cólica

Ceco

(hepática)

2/3 do íleo

Esquerda

Cauda

do

Válvula

pâncreas Rim esquerdo Glândula adrenal

ileocecal

esquerda

Vesícula biliar

Flexura

cólica

direita

(hepática)

Duodeno

Cabeça do pâncreas

Rim direito

Glândula adrenal direita

*Localização dos quadrantes das estruturas e órgãos (localização primária em um adulto médio)

Marcos Topográficos As bordas abdominais e os órgãos dentro do abdome não são visíveis a partir do exterior, e, como são órgãos de tecidos moles e não podem ser palpados diretamente, deter - minados marcos ósseos são usados para esse fim. Observação: Lembrar que a palpação tem de s er feita delicadamente, porque o paciente pode apresentar áreas doloridas ou sensíveis no abdome e na pelve. Certifique -se, também, de que o paciente esteja informado sobre o propósito dessa palpação antes de iniciá-la.

SETE MARCOS DO ABDOME

Os sete marcos palpáveis descritos a seguir são importantes no posicionamento do abdome ou para a localização de órgãos no abdome. Pratique encontrar esses marcos ósseos em si mesmo antes de tentar localizá-los em outra pessoa ou em um paciente pela primeira vez.

O posicionamento para radiografias

abdominais nas incidências AP ou PA exige a localização rápida, porém precisa desses

marcos em todos os tipos de pacientes, tanto nos magros como nos gordos ou musculosos, que exigirão uma palpação

mais firme.

1)- Extremidade do processo xifóide (nível de T9-T10): A extremidade do pro- cesso xifóide é a porção mais distal ou inferior do esterno. Este pode ser mais bem palpado comprimindo-se primeiro delicadamente o abdome, de consistência mole, abaixo da porção distal do esterno, e movendo-se depois a mão para cima cuidadosamente contra a margem distal

firme do processo xifóide

2)- Margem costal (costela) inferior (nível de L2-L3): Esse marco é usado para localizar a vesícula biliar, o estômago e outros órgãos abdominais.

(nível

do

espaço

o estômago e outros órgãos abdominais. (nível do espaço 3)- Crista ilíaca invertebral L4-L5): A crista

3)- Crista ilíaca

invertebral L4-L5): A crista ilíaca é a porção mais alta da borda curva do ílio. A crista ilíaca pode ser facilmente palpada pressionando-se para dentro e para baixo ao longo da margem médio-lateral do abdome. A porção mais superior dessa crista é o marco abdominal usado mais comumente e corresponde aproximadamente ao nível da porção média do abdome, que também está no

nível do umbigo ou um pouco abaixo deste na maioria das pessoas. Se o centro do filme estiver centralizado nesse nível, a área inferior do abdome geralmente será incluída na margem inferior da radiografia (do filme). Observação: Assegurar que todo abdome superior, incluindo o diafragma, está incluída na radiografia exige centralização de 5 cm acima do nível da crista na maioria dos pacientes, o que então geralmente cortará parte da importante área inferior do ab dome. Isso então exigiria uma segunda radiografia centralizada mais baixa para incluir essa região inferior.

4)- Espinha ilíaca ântero-superior (ElAS): A ElAS pode ser encontrada por localização da crista ilíaca, depois palpando -se anterior e inferiormente até ser percebida uma projeção ou saliência (mais proeminente nas mulheres). Esse é um marco comumente usado para posicionamento de estruturas pé lvicas e vertebrais, mas também pode ser um marco secundário para posicionamento geral do abdome.

5)- Trocanter maior: Esse marco é palpado mais facilmente em pa cientes magros. Geralmente é necessária uma palpação delicada, mas muito firme, para se perc eber o movimento do trocanter com uma mão, enquanto com a outra mão se roda a perna para dentro e para fora na área do joelho. Esse não é um marco tão preciso quanto os outros marcos ósseos da pelve, porém a margem superior do trocanter geralmente situa -se um pouco acima, 3 a 4 cm , do nível da sínfise púbica.

6)- Sínfise púbica: A sínfise púbica é a junção (articulação) anterior dos dois ossos pélvicos. A porção mais ântero-superior do púbis pode ser palpada quando o paciente está em decúbito dorsal. Esse marco corresponde à margem inferior do abdome. Entretanto, a palpação dessa área pode ser constrangedora para alguns pacientes. Portanto, com a prática, o nível da sínfise púbica ou a margem inferior do abdome é identificável através da palpação do trocanter maior, ou em referência à crista ilíaca como estando no nível do centro do filme ou da radiografia. Isso então coloca a margem inferior da radiografia na sínfise púbica.

7)- Tuberosidades isquiáticas: Essas podem ser usadas para determinar a margem inferior em uma incidência PA do abdome com o paciente em decúbito ventral. Essas duas proeminências ósseas, que podem ser mais facilmente palpadas em pacientes magros, sustentam a maior parte do peso do tronco quando a pessoa está sentada. As margens inferiores das tuberosidades isquiáticas estão ce rca de 1 a 4 cm abaixo ou distais à sínfise púbica. Esse marco pode ser usado para posicionamento de uma incidência PA do cólon quando é necessário in cluir a área retaI na radiografia.

INCIDÊNCIA AP DO ABDOME (ABDOME SIMPLES)- BÁSICA

Patologia Demonstrada Patologia do abdome, incluindo obstrução do intestino, neoplasias, calcificações, ascite e radiografia inicial para estudos contrastados do abdome.

Fatores Técnicos Tamanho do filme - 35 x 43 cm, sentido longitudinal Fatores Radiográficos: Exame no bucky kV: na faixa de 70kV (+/- 5kV) mAs: na faixa de 40 mAs (+/- 5 mAs)

DFoFi: 1,0 m

Foco: grosso

na faixa de 40 mAs (+/- 5 mAs) DFoFi: 1,0 m Foco: grosso Proteção Usar proteções

Proteção Usar proteções gonadais nos homens (também em mulheres em idade fértil, apenas se essa proteção não encobrir a anatomia essencial , conforme determinado pelo médico).

Posição do Paciente Paciente em decúbito dorsal, com PSM centralizado

na linha da mesa. Braços afastados ao lado do corpo

e pelve sem rotação. Pernas esticadas com apo io sob os joelhos se for mais confortável.

Posição da Parte Centro do filme ao nível das cristas ilíacas, com a margem inferior na sínfise púbica. Sem rotação da pelve ou dos ombros (verificar se ambas as ElAS estão a mesma da superfície da mesa).

Raio Central RC perpendicular ao centro do filme e direcionado para o nível da crista ilíaca.

Colimação Colimar os lados nas margens cutâneas e as bordas do filme.

Respiração Exposição feita ao final da expiração. Observações: Um paciente do tipo hipostênico alto ou astênico pode necessitar de duas radiografias em sentido longitudinal; uma centralizada mais abaixo

para incluir a sínfise púbica, e a segunda centralizada mais ao alto para incluir a parte superior do abdome e

o diafragma. Um paciente do tipo hiperestênico largo pode necessitar de duas radiografias em posição transversal, uma centralizada mais abaixo para incluir a sínfise púbica e a segunda para a parte superior do abdome, com uma sobreposição de no mínimo 3-5 cm.

do abdome, com uma sobreposição de no mínimo 3-5 cm. Critérios Radiográficos/Estruturas Mostradas Todo o

Critérios Radiográficos/Estruturas Mostradas Todo o abdome (das cúpulas frênicas à sínfise pubiana) deve estar visível na radiografia. Os contornos do fígado e dos rins devem estar visíveis na radiografia. Os psoas devem estar visíveis na radiografia.

INCIDENCIA AP DO ABDOME (POSIÇÃO ORTOSTÁTICA)- ESPECIAL

Patologia Demonstrada São demonstradas massas anormais, níveis hidroaéreos e acúmulos de ar intraperitoneal sob o diafragma. Obtenha a radiografia na posição ortostática quando o paciente chegar ao serviço deambulando ou em uma cadeira de rodas em pé.

Fatores Técnicos Tamanho do filme - 35 x 43 cm em sentido longitudinal Fatores Radiográficos: Exame no bucky kV: na faixa de 70kV (+/- 5kV) mAs: na faixa de 40 mAs (+/- 5 mAs)

DFoFi: 1,0 m

Marcador: Incluir o marcador de posição ortostática no filme.

Proteção Utilizar proteção gonadal em homens.

Foco: grosso

Utilizar proteção gonadal em homens. Foco: grosso Posição do Paciente Paciente em pé, pernas um pouco

Posição do Paciente Paciente em pé, pernas um pouco afastadas, dorso contra o mural. Braços afastados e ao lado do corpo Plano sagital mediano centralizado na linha do bucky.

Posição da Parte Não rode a pelve ou os ombros. Ajustar a altura do filme, para que o centro esteja 5cm acima da crista ilíaca (para incluir o diafragma), que, para um paciente de porte médio, vai estar situado no topo do filme aproximadamente ao nível da axila.

Raio Central RC perpendicular para o centro do filme (cerca de 5 cm da crista ilíaca)

Colimação Colimar todos os quatros lados, não cortar o abdome superior.

Respiração A exposição deve ser feita ao final da expiração.

Observação: O paciente deve permanecer em posição ortostática durante pelo menos 5 minutos, mas são desejáveis 10 a 20 minutos, se possível, antes da exposição para visualização de pequenos volumes de ar intraperitoneal. Se o paciente estiver muito fraco para manter uma posição ortostática, deve ser feita uma incidência em decúbito lateral.

Critérios Radiográficos/Estruturas Mostradas:

Estômago e alças intestinais cheios de ar e níveis líquidos onde existentes. Deve incluir os dois hemidiafragmas e o máximo do abdome inferior. Os psoas devem estar visíveis na radiografia.

Deve incluir os dois hemidiafragmas e o máximo do abdome inferior. Os psoas devem estar visíveis

INCIDÊNCIA DE DECÚBITO LATERAL DO ABDOME - ESPECIAL

Patologia Demonstrada São evidenciadas massas abdominais, níveis hidroaéreos e possíveis acúmulos de ar intraperitoneal. (As pequenas quantidades de ar intraperitoneal livre são mais bem demonstradas com a técnica do tórax na incidência torácica ortostática PA ). Importante: O paciente deve estar em decúbito lateral por um mínimo de 5 minutos antes da exposição (para permitir que o ar suba ou que os líquidos anormais se acumulem); 10 a 20 minutos são preferíveis, se possível. A radiografia em decúbito lateral esque rdo visualiza melhor o ar intraperitoneal livre na área do fígado no abdome superior direito longe da bolha gástrica,

Fatores Técnicos Tamanho do filme - 35 x 43 cm sentido transversal á mesa (longitudinal ao paciente) Fatores Radiográficos: Exame no bucky kV: na faixa de 70kV (+/- 5kV) mAs: na faixa de 40 mAs (+/- 5 mAs)

DFoFi: 1,0 m

Marcador: Coloque uma seta ou outro marcador apropriado para indicar o

lado de “cima”.

outro marcador apropriado para indicar o lado de “cima”. Foco: grosso Proteção Usar protetores gonadais nos

Foco: grosso

Proteção Usar protetores gonadais nos homens.

Posição do Paciente Deitado de lado sobre almofada radiotransparente, dorso firmemente contra a mesa ou grade vertical (com as rodas da maca travadas para que ela não se afaste da mesa). Paciente sobre uma superfície firme como uma prancha cardíaca ou dorsal posicionada sob o lençol para evitar curvatura e corte da anatomia. Joelhos parcialmente flexionados, um sobre o outro para estabilizar o paciente. Braços para cima perto da cabeça; fornecer um travesseiro.

Posição da Parte Ajustar o paciente e a maca para que o centro do filme e o RC estejam cerca de 5 cm acima do nível das cristas ilíacas (para incluir o diafragma). A margem proximal do chassi vai estar aproximadamente no nível da axila. Assegurar que não haja rotação da pelve ou dos ombros. Ajustar a altura do chassi para centralizar o plano sagital mediano do paciente no centro do filme, mas assegurar que o lado superior do abdome esteja claramente incluído no filme.

mediano do paciente no centro do filme, mas assegurar que o lado superior do abdome esteja

Raio Central RC horizontal, direcionado para o centro do filme a aproximadamente 5 cm acima do nível da crista ilíaca; usar raio horizontal para mostrar os níveis hidroaéreos e ar intraperitoneal livre.

Colimação Colimar nos quatro lados; não cortar o abdome superior.

Respiração Exposição feita ao final da expiração.

Critérios Radiográficos/Estruturas Mostradas:

Ar e alças do intestino cheias de ar e níveis hidroaéreos onde existentes. Deve incluir os dois hemidiafragmas. A coluna vertebral deve estar reta, alinhada com o centro do filme.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Tratado de posicionamento radiográfico e anatomia associada. Kenneth L. Bontrager, John P. Lampignano. Editora: Elsevier;

Técnicas

Editora: Rubio.

Radiográficas:

princípios

físicos,

anatomia

básica,

posicionamento.

Biasoli.

INCIDÊNCIA: Disciplina: Tecnologia Radiologia I - 3º Período Nome: ABDOME Patologia Demonstrada: Fatores técnicos

INCIDÊNCIA:

Disciplina: Tecnologia Radiologia I - 3º Período Nome:

ABDOME

Patologia Demonstrada:

Fatores técnicos Tamanho do filme - Fatores Radiográficos:

kV: na faixa de mAs: na faixa de DFoFi:

Proteção:

Posição do Paciente:

Posição da parte:

Raio Central:

Colimação:

Critérios Radiográficos/ Estruturas Demonstradas: