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CONTABILIDADE PÚBLICA

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CONTABILIDADE PÚBLICA - CONCEITO, OBJETO, REGIME, CAMPO DE APLICAÇÃO, LEGISLAÇÃO BÁSICA, RECEITAS E DESPESAS PÚBLICAS

Autor: GILBERTO CASAGRANDE SANT’ANNA

2004

CONTABILIDADE PÚBLICA

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CONTABILIDADE PÚBLICA

CONCEITO, OBJETO, REGIME, CAMPO DE APLICAÇÃO, LEGISLAÇÃO BÁSICA (LEI 4.320/64 E DECRETO

93.872/86)

CONCEITO – é o ramo da Contabilidade que coleta, registra e controla os atos e fatos relacionados ao Patrimônio Público e suas variações, bem como acompanha a execução do orçamento. A contabilidade pública registra a arrecadação de receitas e a execução das despesas públicas, controlando os atos e fatos relacionados ao patrimônio e ao Orçamento Público.

OBJETO – Patrimônio, exceto as ruas, praças, bens de domínio público, etc. e Orçamento Público, .

REGIME – A Contabilidade Pública adota o regime misto, ou seja, de caixa para as receitas e competência para as despesas. Isto significa que as receitas são consideradas como recebidas somente no momento da entrega do numerário e as despesas são consideradas despesas, antes mesmo do pagamento, dependendo sempre do período em que incorrerm.

Pertencem ao exercício financeiro:

· as receitas nele arrecadadas;

· as despesas nele legalmente empenhadas

CAMPO DE APLICAÇÃO – Administração Pública Federal, Estadual, Distrital e Municipal, bem como Autarquias, Fundações Públicas, além de Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista que participem do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social.

LEI 4.320/64 à Estatui normas gerais de Direito Financeiro para a elaboração dos Orçamentos e Balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Foi elevada à condição de Lei Complementar pela

CF/88.

DECRETO 93.872/86 à Unificou os recursos de caixa do Tesouro Nacional e atualizou a legislação, no capítulo sobre administração financeira (empenho, liquidação, pagamento da despesa, suprimento de fundos, convênios, acordos ou ajustes, subvenções, auxílios e contribuições, restos a pagar, fundos especiais, depósitos e consignações, operações de crédito , dívida pública, etc).

RECEITA E DESPESA PÚBLICA: CONCEITO, CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA E ESTÁGIOS

RECEITA PÚBLICA

CONCEITO - Para J.Teixeira Machado Jr. receita é "um conjunto de ingressos financeiros com fonte e fatos geradores próprios e permanentes, oriundos da ação e de atributos inerentes à instituição, e que, integrando o patrimônio na qualidade de elemento novo, produz-lhe acréscimos, sem, contudo gerar obrigações, reservas ou reivindicações de terceiros".

CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA DA RECEITA

· Correntes - tributária, de contribuições, patrimonial, industrial, agropecuária, de serviços, transferências correntes e outras receitas correntes.

· Capital – operações de crédito, amortização de empréstimos, alienação de bens, transferências de capital, outras receitas de capital.

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ESTÁGIOS DA RECEITA

· Lançamento – é o ato na repartição competente (Receita Federal) que reconhece o crédito fiscal e inscreve o débito, identificando o devedor, valor, etc.

· Arrecadação – são os pagamentos dos contribuintes à rede bancária ou repartição competente

· Recolhimento – é a entrega da arrecadação pelas repartições ou bancos ao Tesouro Nacional

DESPESA PÚBLICA

São os gastos realizados pelos órgãos públicos em bens e serviços, com a dotação autorizada pelo orçamento. As despesas, para serem incorridas no serviço público, precisam estar autorizadas na lei orçamentária.

CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA DA DESPESA (POR NATUREZA)

A classificação da despesa por natureza depende da "categoria econômica" onde está enquadrado o gasto (despesa corrente ou de capital), do "grupo" a que está enquadrada a despesa (despesa de pessoal, juros da dívida, etc), da "modalidade de aplicação" do gasto (se ele é uma aplicação direta ou uma transferência a outro ente privado ou público) e o "elemento da despesa", ou seja, onde vai efetivamente ocorrer o gasto (diárias, salários, material de consumo, etc).

As tabelas do SIAFI ajudam a enquadrar a despesa por natureza, revelando sua categoria econômica, grupo, modalidade e elemento. Cada um destes itens é representado por números na tabela. Os números agrupados, na seqüência a seguir, formam a classificação da despesa quanto à sua natureza:

1 o dígito - indica a categoria econômica da despesa; 2º dígito - indica o grupo de despesa;

3 o e 4º dígitos - indicam a modalidade de aplicação;

5º/6º dígitos - indicam o elemento de despesa (objeto de gasto).

Ex. 349039

459052

o elemento de despesa (objeto de gasto). Ex. 349039 459052 CATEGORIA ECONÔMICA 3 - DESPESAS CORRENTES

CATEGORIA ECONÔMICA

3 - DESPESAS CORRENTES

4 - DESPESAS DE CAPITAL

GRUPO DE DESPESA

1

- PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS

2

- JUROS E ENCARGOS DA DÍVIDA

3

- OUTRAS DESPESAS CORRENTES

4

- INVESTIMENTOS

5

- INVERSÕES FINANCEIRAS

6

– AMORTIZAÇÃO/REFINANCIAMENTO DA DÍVIDA

9

- OUTRAS DESPESAS DE CAPITAL

MODALIDADE DE APLICAÇÃO

11 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES

12 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A FUNDOS

13 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.INDUS T. E AGRÍCOLAS 14 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A EMP.COM. E FINANCEIRAS 19 - TRANSFERÊNCIAS INTRAGOVERNAMENTAIS A OUTRAS

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ENTIDADES 20 - TRANSFERÊNCIAS À UNIÃO 30 - TRANSFERÊNCIAS A ESTADOS E AO DISTRITO FEDERAL 40 -

TRANSFERÊNCIAS

INSTITUIÇÕES MULTIGOVERNAMENTAIS

A

A

MUNICÍPIOS

50

-

TRANSFERÊNCIAS

A

INSTITUIÇÕES

PRIVADAS

60

-

TRANSFERÊNCIAS

70 – TRANSFERÊNCIAS AO EXTERIOR 71 - TRANSFERÊNCIA AO EXTERIOR - GOVERNO 72 - TRANSFERÊNCIAS A ORGANISMOS INTERNACIONAIS 73 - TRANSFERÊNCIAS A FUNDOS INTERNACIONAIS 90 - APLICAÇÕES DIRETAS

ELEMENTO DE DESPESAS

01 - APOSENTADORIAS E REFORMAS 03 - PENSÕES 04 - CONTRATAÇÃO POR TEMPO DETERMINADO-PESSOAL CIVIL 05 - OUTROS

BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS 06 - BENEFÍCIO MENSAL AO DEFICIENTE E AO IDOSO 07 - CONTRIBUIÇÃO A ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA 08 - OUTROS BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS 09 - SALÁRIO-FAMÍLIA 10 - OUTROS BENEFÍCIOS DE NATUREZA SOCIAL 11 - VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS - PESSOAL CIVIL 12 - VENCIMENTOS E VANTAGENS FIXAS - PESSOAL

MILITAR 13 - OBRIGAÇÕES PATRONAIS 14 - DIÁRIAS - PESSOAL CIVIL15 - DIÁRIAS - PESSOAL MILITAR 16 - OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS - PESSOAL CIVIL 17 - OUTRAS DESPESAS VARIÁVEIS - PESSOAL MILITAR18 - AUXÍLIO FINANCEIRO A ESTUDANTES 19 - AUXÍLIO-FARDAMENTO 21 - JUROS SOBRE A DÍVIDA POR CONTRATO 22 - OUTROS ENCARGOS SOBRE A DÍVIDA POR CONTRATO

23 - JUROS, DESÁGIOS E DESCONTOS DA DÍVIDA MOBILIÁRIA 24 - OUTROS ENCARGOS SOBRE A DÍVIDA MOBILIÁRIA 25 -

ENCARGOS S/OPERAÇÕES DE CRÉDITO POR ANTECIPAÇÃO DA RECEITA 30 - MATERIAL DE CONSUMO 32 - MATERIAL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. 33 - PASSAGENS E DESPESAS COM LOCOMOÇÃO 35 - SERVIÇOS DE CONSULTORIA 36 - OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS - PESSOA FÍSICA 37 - LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA 38 - ARRENDAMENTO MERCANTIL 39 - OUTROS SERVIÇOS DE TERCEIROS - PESSOA JURÍDICA 41 - CONTRIBUIÇÕES 42 - AUXÍLIOS 43 - SUBVENÇÕES SOCIAIS 44 - SUBVENÇÕES ECONÔMICAS 45 - EQUALIZAÇÕES DE PREÇOS E TAXAS 7 – OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS E CONTRIBUTIVAS 51 - OBRAS E INSTALAÇÕES 52 - EQUIPAMENTOS E MATERIAIS PERMANENTES 61 - AQUISIÇÃO DE IMÓVEIS 62 - AQUISIÇÃO DE BENS PARA REVENDA 63 - AQUISIÇÃO DE TÍTULO DE CRÉDITO 64 - AQUISIÇÃO DE TÍT. REPRESENTATIVO DE CAPITAL JÁ INTEGRALIZADO 65 - CONSTITUIÇÃO OU AUMENTO DE CAPITAL DE EMPRESAS 66 - CONCESSÃO DE EMPRÉSTIMOS 67 - DEPÓSITOS COMPULSÓRIOS 71 - PRINCIPAL DA DÍVIDA CONTRATUAL RESGATADA 72 - PRINCIPAL DA DÍVIDA MOBILIÁRIA RESGATADA 73 - CORREÇÃO MONETÁRIA E CAMBIAL DA DÍVIDA POR CONTRATO 74 - CORREÇÃO MONETÁRIA E CAMBIAL DA DÍVIDA MOBILIÁRIA 75 - CORREÇÃO MONET. DE OPER.DE CRÉDITO P/ANTECIPAÇÃO DA RECEITA91 - SENTENÇAS JUDICIÁRIAS 92 - DESPESAS DE EXERCÍCIO ANTERIORES 93 - INDENIZAÇÕES E RESTITUIÇÕES 99 - REGIME DE EXECUÇÃO ESPECIAL

Ex. 3.1.90.11.00

onde:

3 - Despesas Correntes (categoria econômica)

1 - Pessoal e Encargos Sociais (grupo)

90

- Aplicação Direta (modalidade de aplicação)

11

- Vencimentos e Vantagens Fixas (elemento de despesa)

CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL DA DESPESA

É outro tipo de classificação que estabelece funções e subfunções pré-fixadas, agregando os gastos públicos por área de ação governamental, nas três esferas. Toda despesa é classificada em funções, subfunções e programas no Orçamento. Cada Função, Subfunção e Programa tem um número que a identifica. A despesa no Orçamento aparece com um código sequencial de números que identifica o que está sendo realizado. Basta consultar estes números na classificação e verificar qual função de Governo corresponde, subfunção ou programa de Governo. Ex. 26.782.0663.2324.0003 onde 26 – função Transportes, 782 – subfunção Transporte Rodoviário e 0663 – programa Segurança nas Rodovias Federais. Os outros números existentes (2324 e 0003) correspondem às ações governamentais (projetos, atividades ou operações especiais) dentro do programa 0663 e as respectivas subações. Tabelas existentes no SIDOR, sistema de dados orçamentários do Governo Federal, contém a descrição de cada ação e subação a ser classificada no Orçamento.

Por ser de aplicação comum e obrigatória no âmbito dos Municípios, dos Estados e da União, a classificação funcional permite a consolidação nacional dos gastos do setor público. Apresentamos a seguir os conceitos envolvidos na classificação funcional da despesa

Função A função representa o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público. A função “Encargos Especiais” engloba as despesas em relação às quais não se possa associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma agregação neutra.

Subfunção

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A subfunção representa uma partição da função, visando agregar determinado subconjunto de despesas do setor público. Na nova classificação a subfunção identifica a natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções.

As subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes.

Programas

O programa é o instrumento de organização da atuação governamental. Representa o elo de ligação e integração entre o planejamento e o orçamento público (funções/subfunções do planejamento x programas do orçamento) Articula um conjunto de ações que concorrem para um objetivo comum preestabelecido, mensurado por indicadores estabelecidos no PPA, visando à solução de um problema ou o atendimento de uma necessidade ou demanda da sociedade. Os programas são compostos por atividades, projetos e uma nova categoria de programação denominada operações especiais. Toda a ação finalística do Governo Federal deverá ser estruturada em programas, orientados para consecução dos objetivos estratégicos definidos, para o período, no PPA. A ação finalística é a que proporciona bem ou serviço para atendimento direto às demandas da sociedade. São 3 (três) os tipos de programas previstos:

· Programas Finalísticos

São programas que resultam em bens e serviços ofertados diretamente à sociedade. O indicador quantifica a situação que o programa tenha por fim modificar, de modo a explicitar o impacto das ações sobre o público alvo.

· Programas de Gestão de Políticas Públicas

Os Programas de Gestão de Políticas Públicas abrangem as ações de gestão de Governo e serão compostos de atividades de planejamento, orçamento, controle interno, sistemas de informação e diagnóstico de suporte à formulação, coordenação, supervisão, avaliação e divulgação de políticas públicas. As atividades deverão assumir as peculiaridades de cada órgão gestor setorial.

· Programas de Serviços ao Estado

Programas de Serviços ao Estado são os que resultam em bens e serviços ofertados diretamente ao Estado, por instituições criadas para esse fim específico. Seus atributos básicos são:

denominação, objetivo, indicador(es), órgão(s), unidades orçamentárias e unidade responsável pelo programa.

Ações São de três naturezas diferentes as ações de governo que podem ser classificadas como categorias de programação orçamentária: atividade, projeto e operação especial.

Atividade: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à manutenção da ação de governo. Projeto: é um instrumento de programação para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações, que se realizam num período limitado de tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo. Operação Especial: são ações que não contribuem para a manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços. Representam, basicamente, o detalhamento da função “Encargos Especiais”. Porém um grupo importante de ações com a natureza de operações especiais quando associadas a programas finalísticos podem apresentar produtos associados. São despesas passíveis de enquadramento nesta ação (operações especiais): amortizações e encargos, aquisição de títulos, pagamento de sentenças judiciais, transferências a qualquer título (não confundir com descentralização), fundos de participação, operações de financiamento (concessão de empréstimos), ressarcimentos de toda a ordem, indenizações, pagamento de inativos, participações acionárias, contribuição a organismos nacionais e internacionais, compensações financeiras. Com exceção do pagamento de inativos, que integra uma função específica, as demais operações serão classificadas na função “encargos especiais”.

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OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DA DESPESA Classificação Institucional – é a classificação por Órgão/Unidade Orçamentária, encontrada no Manual Técnico de Orçamento da Secretaria de Orçamento Federal. A Unidade Orçamentária vincula-se ao órgão. Cada Unidade Orçamentária representa uma fatia no bolo do Orçamento. Exemplo: o MEC é o órgão 26000 na classificação institucional. Entretanto, ele possui várias unidades orçamentárias, como as Universidades, por exemplo, algumas fundações, etc. A estas Unidades Orçamentárias atribui-se o número da classificação institucional. Por exemplo: 26245 – UFRJ, 26298 – FNDE, etc.

ESTÁGIOS DA DESPESA

¨ Empenho – é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. O empenho da despesa não pode ultrapassar o crédito recebido. O empenho da despesa é efetuado mediante um documento denominado de Nota de Empenho (NE)

Modalidades de empenho:

Ø Empenho ordinário - montante conhecido e pagamento de uma só vez.

Ø Empenho Global – montante conhecido, mas pagamento parcelado (aluguéis, salários, contratos

de prestação de serviços mensais como vigilância, limpeza, etc) Ø Empenho por estimativa – montante desconhecido, mas estimável, como despesas com luz, telefone, etc.

¨ Liquidação - É o segundo estágio da despesa e consiste na verificação do direito do credor, de receber o pagamento posterior, com base em documentos comprobatórios que atestem o cumprimento da obrigação. O documento utilizado no SIAFI para efetuar a liquidação é a Nota de Lançamento (NL).

¨ Pagamento - É a última fase da despesa e consiste na efetiva entrega de recursos financeiros ao credor, mediante documento denominado Ordem Bancária (OB) emitido pelo SIAFI.

RECEITAS E DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS E EXTRAORÇAMENTÁRIAS: INTERFERÊNCIAS E MUTAÇÕES

RECEITAS E DESPESAS ORÇAMENTÁRIAS - As Despesas e Receitas Orçamentárias são classificadas no Plano de Contas nos grupos 3 – Despesas e 4 – Receitas. Ao final do exercício, elas são transferidas para os grupos 5- resultado diminutivo do exercício e 6- resultado aumentativo do exercício. Constam das contas de resultado, ainda, os seguintes grupos de contas:

· Interferências passivas orçamentárias àempregam-se contas deste grupo para contabilizar a contrapartida de transferências financeiras concedidas pelas Unidades, como cotas, repasses e sub-repasses (contas de natureza devedora).

· Mutação passiva orçamentáriaà refere-se a contrapartida de receitas contabilizadas pela Contabilidade Pública que na prática, não são receitas. Ex. O recebimento, por um credor, de uma empréstimo concedido por ele mesmo, após certo prazo, não é receita, mas para a contabilidade pública qualquer ingresso no Patrimônio Público deve ser considerado receita. Desta forma, temos que debitar uma conta de resultado a débito para que o resultado não fique distorcido. No caso, a conta de mutação passiva é a conta debitada, diminuindo o resultado gerado pela contabilização da receita.

· Interferências ativas orçamentárias empregam-se contas deste grupo para contabilizar a contrapartida de transferências financeiras recebidas pela Unidade (contas de natureza credora) .

· Mutação ativa orçamentária à refere-se a contrapartida de despesas contabilizadas pela Contabilidade Pública que, na prática, não são despesas. Ex. O gasto na compra de um bem, para a contabilidade pública, deve ser registrado como despesa. Entretanto, sabemos que um gasto na compra de um bem não deve interferir no resultado. Neste caso, faz-se um lançamento à crédito em uma conta de mutação ativa para contrabalançar o resultado, compensando a despesa registrada na Contabilidade Pública que não é despesa, na prática.

RECEITAS E DESPESAS EXTRA-ORÇAMENTÁRIAS – São receitas e despesas que não foram previstas no Orçamento, tendo ocorrido ao longo do exercício, podendo gerar 2 situações:

Decréscimo patrimonial:

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PUBLICA I.htm Insubsitência ativa (ocorre um crédito no ativo) ex.

Insubsitência ativa (ocorre um crédito no ativo) ex. Cancelamento de dívida ativa, Baixa de bens, doação concedida, etc

Superveniência passiva (crédito no passivo) ex. Reconhecimento de uma nova dívida. Acréscimo patrimonial Insubsitência passiva (ocorre um débito no passivo) - cancelamento de dívidas passivas. Superveniência ativa (débito no ativo) Inscrição da Dívida ativa, doação recebida,

no ativo) Inscrição da Dívida ativa, doação recebida, Bibliografia: Piscitelli, Roberto Bocaccio e outros.
no ativo) Inscrição da Dívida ativa, doação recebida, Bibliografia: Piscitelli, Roberto Bocaccio e outros.
no ativo) Inscrição da Dívida ativa, doação recebida, Bibliografia: Piscitelli, Roberto Bocaccio e outros.

Bibliografia:

Piscitelli, Roberto Bocaccio e outros. Contabilidade Pública. Uma Abordagem da Administração Financeira Pública. São Paulo, Atlas, 2004.