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22001111

IFAC, 2011. É permitida a reprodução parcial ou total dessa obra, desde que citada a fonte.

Os textos são de responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores. Os organizadores não se responsabilizam pela correção ortográfica e gramatical dos textos, assim como, por qualquer erro que por ventura eles venham a ter.

ANAIS DA MOSTRA DE PESQUISA E INOVAÇÃO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO ESTADO DO ACRE, 1. Desafios para o Desenvolvimento Sustentável Regional Rio Branco: IFAC, 2011. 480f.

Ficha catalográfica elaborada pelo Bibliotecário.

I58A Anais da Mostra de Pesquisa e Inovação na Educação Profissional no Estado do Acre, 1. Desafios para o Desenvolvimento Sustentável Regional. Rio Branco: IFAC, 2011.

480f : il. ; 30cm.

Inclui bibliografia.

ISBN: 978-85-65402-01-9

1. Desenvolvimento sustentável - Acre Anais. 2. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre IFAC. I. Título.

CDD.: 363.709812

CDU.: 574.3:33(811.2)

PPRREESSIIDDEENNTTEE DDAA RREEPPÚÚBBLLIICCAA DDiillmmaa VVaannaa RRoouusssseeffff MMIINNIISSTTRROO DDAA EEDDUUCCAAÇÇÃÃOO FFeerrnnaannddoo HHaaddddaadd SSEECCRREETTÁÁRRIIOO DDEE EEDDUUCCAAÇÇÃÃOO PPRROOFFIISSSSIIOONNAALL EE TTEECCNNOOLLÓÓGGIICCAA EElliieezzeerr MMoorreeiirraa PPaacchheeccoo IINNSSTTIITTUUTTOO FFEEDDEERRAALL DDEE EEDDUUCCAAÇÇÃÃOO,, CCIIÊÊNNCCIIAA EE TTEECCNNOOLLOOGGIIAA DDOO AACCRREE RREEIITTOORR PPRROO TTEEMMPPOORREE MMaarrcceelloo MMiinngghheellllii PPrróó--RReeiittoorr ddee PPeessqquuiissaa,, IInnoovvaaççããoo ee PPóóss--ggrraadduuaaççããoo LLuuííss PPeeddrroo ddee MMeelloo PPlleessee PPrróó--RReeiittoorr ddee AAddmmiinniissttrraaççããoo ee PPllaanneejjaammeennttoo MMaarrcceelloo CCooeellhhoo GGaarrcciiaa PPrróó--RReeiittoorr ddee DDeesseennvvoollvviimmeennttoo IInnssttiittuucciioonnaall FFáábbiioo SSttoorrcchh ddee OOlliivveeiirraa PPrróó--RReeiittoorraa ddee EEnnssiinnoo MMaarriiaa CCrriissttiinnaa MMaaddeeiirraa ddaa SSiillvvaa PPrróó--RReeiittoorraa ddee EExxtteennssããoo JJuulliiaannaa DDaannttaass CChheeffee ddee GGaabbiinneettee GGaarrddêênniiaa ddee OOlliivveeiirraa SSaalleess AAsssseessssoorraa ddee CCoommuunniiccaaççããoo ee RReellaaççõõeess IInnssttiittuucciioonnaaiiss AAnnaa CCrriissttiinnaa MMoorreeiirraa ddooss SSaannttooss DDiirreettoorraa SSiissttêêmmiiccaa ddee GGeessttããoo ccoomm PPeessssooaass FFlláávviiaa DDeeccoonnttoo DDiirreettoorraa GGeerraall ddoo CCaammppuuss CCrruuzzeeiirroo ddoo SSuull DDeebboorraahh VVyyrrggiinniiaa CCaarrddoossoo ddee FFrreeiittaass DDiirreettoorr GGeerraall ddoo CCaammppuuss RRiioo BBrraannccoo BBrreennoo CCaarrrriilllloo SSiillvveeiirraa DDiirreettoorr GGeerraall ddoo CCaammppuuss SSeennaa MMaadduurreeiirraa RRiiccaarrddoo BBeezzeerrrraa HHooffffmmaann DDiirreettoorr GGeerraall ddoo CCaammppuuss AAvvaannççaaddoo ddee XXaappuurrii SSéérrggiioo GGuuiimmaarrããeess ddaa CCoossttaa FFllóórriiddoo

REALIZAÇÃO

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação

COORDENAÇÃO GERAL

Pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação Prof. Dr. Luís Pedro de Melo Plese Diretor de Pesquisa e Inovação Prof. Dr. Ivonei Ottobeli Coordenador de Pesquisa Prf. Me. Charlys Roweder

Coordenadora do NIT - Profa. Esp. Maria Clodomira Sales Viga

COMISSÃO ORGANIZADORA

Prof. Me. Breno Carrilho Silveira Profa. Esp. Carlos Alberto Dantas da Silva Prof. Me. Charlys Roweder Prof. Me. Cleilton Sampaio de Farias Prof. Me. Daniel Lamberttuci Profa. Esp. Deborah Virgynia Cardoso de Freitas Profa. Ma. Dirlei Terezinha Fachinello Prof. Esp. Erasmo Menezes de Sousa Profa. Ma. Irineide F. Bezerra França Profa. Esp. Iusseny do Nascimento Soares Vieira Prof. Dr. José Márcio Malveira da Silva Prof. Esp. João Renato Oliveira Martins Profa. Ma. Juliana de Souza Dantas Prof. Dr. Luís Pedro de Melo Plese Prof. Esp. Marco Aurélio Fernandes Gomes da Mata Profa. Ma. Maria José de Castro Profa. Esp. Maria Clodomira Sales Viga Profa. Ma. Paula de Lacerda Santos Ribeiro Prof. Me. Ricardo Bezerra Hoffmann Profa. Dra. Rosana Cavalcante Santos

Página 5 Sumário Página Apresentação 15 Projetos Projetos do Campus Cruzeiro do Sul 17 Projetos

Página5

Sumário

Página

Apresentação

15

Projetos Projetos do Campus Cruzeiro do Sul

17

Projetos do Campus Rio Branco

102

Projetos do Campus Sena Madureira

214

Projetos do Campus Xapuri

240

Resumos expandidos Resumos Expandidos do Campus Cruzeiro do Sul

371

Resumos Expandidos do Campus Rio Branco

394

Resumos Expandidos do Campus Sena Madureira

428

Resumos Expandidos do Campus Xapuri

449

Projetos do Campus Cruzeiro do Sul

Página

Agrobiodiversidade em quintais urbanos na Mesorregião do Vale do Juruá Acre. Orientadora: Williane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Alcimone Maria da Costa Silva.

18

Análise da cadeia produtiva da mandioca (manihot esculenta crantz) no município de Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil. Orientadora: Lilliane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Francisca Lafaiete Brito da Silva.

24

Análise do perfil sócio-econômico dos trabalhadores da pesca da Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul, Acre. Orientadores: Daniel Lambertucci e Emanuela Costa Fernandes. Bolsista: Regilene Ferreira da Silva.

31

Cultivo orgânico de cenoura com doses de biofertilizante a base de manipueira. Orientadora: Williane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Afrânio de Oliveira Barbosa.

36

Caracterização da pecuária leiteira na região do município de Cruzeiro do Sul, Acre. Orientadores: Emanuela Costa Fernandes e Daniel Lambertucci. Bolsista: Francisca Jara Rosa.

42

Página 6 Estudo fenológico para o manejo de sementes de espécies florestais na Reserva Extrativista

Página6

Estudo fenológico para o manejo de sementes de espécies florestais na Reserva Extrativista do Riozinho da Liberdade - Acre - Brasil. Orientadora: Lilliane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Garisson Plínio Sarah Messias.

48

Florística e fitossociologia nas áreas de preservação permanente da bacia hidrográfica do Igarapé Preto em Cruzeiro do Sul, Acre. Orientadora: Lilliane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Samanda Perez Tomé de Melo.

55

Guia Ecoturístico do Parque Nacional da Serra do Divisor Acre: Uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável local. Orientador: Cleilton Sampaio de Farias. Bolsistas: Dionára de lima Silva e Maricélio de Melo Gomes.

61

Lixo tóxico e qualidade de vida na cidade de Cruzeiro do Sul - Acre. Orientador: Cleilton Sampaio de Farias. Bolsista: Maricélio de Melo Gomes.

69

Mapeamento socioespacial dos territórios da farinha nos municípios de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves no Vale do Juruá Acre. Orientador: Cleilton Sampaio de Farias. Bolsistas: Edna Maria Secundes Cabral, Cintia Raquel da Costa Ferreira, Pedro Claudio da Costa Lima, Maria Raquel Oliveira de Pinho, Phamella Maia Souza, Ana Maria Magalhães de França e Camila Félix.

76

Roçados Shawãndawa: O conhecimento indígena, cosmologia e aplicação. Orientadora: Érika Mesquita. Bolsista: Jorge dos Santos Souza.

84

Uso do resíduo de processamento da farinha de mandioca na produção agroecológica de alface. Orientadora: Williane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Mário de Oliveira Barbosa.

88

Usos e costumes: A evolução das casas de farinha em áreas rurais de Cruzeiro do Sul. Orientadora: Érika Mesquita. Bolsista: Daiane Oliveira Barbosa da Silva.

94

Vila Assis Brasil e a produção de canteiros - Uma amostragem dos conhecimentos comuns agregados. Orientadora: Érika Mesquita. Bolsista: Sheila Lima Fagundes.

97

Projetos do Campus Rio Branco

102

A importância do aluno aprender informática no Ensino Médio em relação ao mercado de trabalho. Orientador: Flávio Miranda de Farias.

103

Página 7 Bolsista: Candido Vieira da Silva. A importância da tecnologia da informação no processo

Página7

Bolsista: Candido Vieira da Silva.

A importância da tecnologia da informação no processo de humanização da saúde no Estado do Acre. Orientador: Flávio Miranda de Farias. Bolsista: Caroline Teodoro Garcia.

107

Avaliação dos efeitos da vacina do sapo kambô em pessoas que realizam a aplicação pela primeira vez. Orientador: Ivonei Otobelli. Bolsista: Marcos Thadeu Soares de Melo.

111

A

relação entre açaí, qualidade de vida e a prática de exercícios físicos.

114

Orientador: Marco Aurélio Fernandes Gomes da Mata.

Bolsista: Ana Caroline Santana dos Santos.

Aplicabilidade de projetos sobre Educação Ambiental nas escolas estaduais no município de Rio Branco, Acre. Orientador: Irineide Ferraz Bezerra França. Bolsista: Luane Karoline Fontenele Rocha.

118

Análise de estudo da Astronomia dos Povos da Floresta: Gama Hidra. Orientador: Cleyton Assis Loureiro de Souza.

124

Anastilose espacial no entorno do campus do Instituto Federal do Acre IFAC evidenciando os aspectos imagéticos e a leitura socioambiental na paisagem histórica do lugar como base documental e registro histórico. Orientadora: Ana Lúcia Reis Melo Fernandes da Costa. Bolsista: Rogério da Costa Braga.

130

Atividade antioxidante dos extratos brutos e substâncias isoladas de Philodendron scabrum K. Krause (Araceae) e Vatairea guianensis Aubl. (Fabaceae). Orientador: Ivonei Ottobelli. Bolsista: Jaffesson Rodrigues de Freitas.

134

Amendoim forrageiro e o uso nutricional bovino: alternativa na produção no município de Bujari. Orientadora: Márcia Moreira de Ávila. Bolsista: João Ferreira de Souza Filho.

144

A

SUCAM no Acre na década de 70.

149

Orientadores: Alcilene Oliveira Alves, João de lima Cabral e Marco Aurélio

Fernandes Gomes da Mata. Bolsista: Ana Caroline Santana dos Santos.

Doenças causadas por ingestão ou contato com água contaminada. Orientadora: Irineide Ferraz Bezerra França. Bolsista: Francisca Letícia Pinto de Carvalho.

152

Página 8 Desenvolvimento de um micro sistema de tratamento de água bruta na faixa de

Página8

Desenvolvimento de um micro sistema de tratamento de água bruta na faixa de ph de 3,0 a 10,0 até mil habitantes e implantação nas comunidades da Baixada. Orientador: Ivonei Ottobelli. Bolsista: João Ferreira de Souza Filho.

158

Estudo da situação dos alunos egressos dos cursos profissionalizantes da cidade de Rio Branco Acre. Orientador: Cláudia Gomes da Silva.

164

Estudo, avaliação e divulgação do formato XML Musical. Orientador: Flávio Miranda de Farias. Bolsista: Jonathan Souza da Silva.

169

Higiene e conservação do leite pasteurizado Tipo C na Região do Baixo Acre. Orientador: Marco Aurélio Fernandes Gomes da Mata Mata. Bolsista: Fabiano dos Santos Fragoso.

172

Levantamento epidemiológico de acidentes de trabalho atendidos no hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco Acre. Orientadores: Emanuela de Souza Gomes dos Santos e Benedito Cláudio Belon. Bolsista: Taynara Lima dos Santos.

176

Levantamento das sub-notificações de mortes por acidentes do trabalho em Rio Branco Acre. Orientadores: Paula de Lacerda Santos Ribeiro, Emanuela de Souza Gomes dos Santos e Lucélia Trivelato. Bolsista: Daniel Douglas Malaquias da Silva.

183

Levantamento do processo de armazenagem e transporte do lixo reciclável de Rio Branco - Acre. Orientador: Maria Clodomira Sales Viga. Bolsista: Priscila Costa.

189

Nível de atividade física e qualidade de vida de profissionais em enfermagem de uma maternidade pública de Rio Branco - Acre. Orientadores: Cledir de Araújo Amaral e Thatiana Lameira Maciel Amaral. Bolsista: Paulo Henrique Oliveira da Silva.

193

Produção de inseticida para blattela germanica á base de detergente com adição de água. Orientadores: Ivonei Ottobelli e Maria das Graças Alves Pereira. Bolsista: Hermogenes Henrique Alves da Silva Mafra Junior.

201

Pesquisa do sobrepeso na vida moderna, hábitos alimentares e conscientização das complicações oriundas do sedentarismo na comunidade escolar do Instituto Federal do Acre no Campus Rio Branco. Orientador: Márcia Moreira de Ávila.

205

Que conteúdos estudados na disciplina de Física para o aluno do Proeja estão internalizados no seu campo de trabalho?

209

Página 9 Orientador: Cleyton Assis Loureiro de Souza. Uso de EPI’s nas indústri as moveleiras

Página9

Orientador: Cleyton Assis Loureiro de Souza.

Uso de EPI’s nas indústrias moveleiras de Rio Branco Orientadores: Benedito Cláudio Belon e Emanuela de Souza Gomes dos Santos.

212

 

Projetos do Campus Sena Madureira

214

Agroecologia na prática no IFAC Campus Sena Madureira Orientadores: Joana de Oliveira Dias e Carlos Adolfo Bantel. Bolsista: Antonio Ogel Nunes de Souza.

215

Aprender a lidar com a escrita: Uma necessidade social para o exercício da Cidadania. Orientador: Marliane de Souza Tamburini Oliveira.

220

Coletor multifuncional para conversão de calor em energia elétrica COMCCEE. Orientador: Erlande DÁvila do Nascimento. Bolsista: Roney Alves Medeiros

226

Necessidades e preferências sobre a vegetação urbana no município de Sena Madureira - Acre. Orientadores: Joana de Oliveira Dias e Carlos Adolfo Bantel. Bolsista: Maria Marilene Rufina de Oliveira Lima.

231

O

Rio Iaco e a relação campo-cidade em Sena Madureira - Acre.

235

Orientadora: Joana de Oliveira Dias.

Bolsista: Luciana Freitas Fernandes.

 

Projetos do Campus Xapuri

240

A

utilização do projeto Pré-Enem realizado pelo Campus Avançado de Xapuri

241

como indicador de qualidade da educação básica no município de Xapuri - Acre. Orientadores: João Renato Oliveira Martins e Esmaily Negreiros Peixoto. Bolsista: Guimária Ferreira Conde.

Avaliação das plantas daninhas em área de pastagem no município de Xapuri no Estado Acre. Orientador: Luís Pedro de Melo Plese. Bolsista: Samaira Dias de Souza.

245

Avaliação da qualidade da água em tanques de criação de peixes no município de Xapuri - Acre. Orientador: Jordana Souza Paula. Bolsista: Jorge Luiz Jacinto de Morais.

250

Avaliação do projeto Casas de Farinha no município de Xapuri em termos de qualidade visual e eficiência produtiva da farinha de mandioca. Orientador: Julielmo de Aguiar Corrêa.

254

Página 10 Bolsista: Jair de Lima Alves. A piscicultura na região do Alto Acre -

Página10

Bolsista: Jair de Lima Alves.

A

piscicultura na região do Alto Acre - Um estudo de caso.

259

Orientador: Paulo Eduardo Ferlini Teixeira.

Bolsista: Thiego de Araújo Silva.

A

dificuldade de ensino-aprendizagem dos alunos de EJA na disciplina de

264

matemática em Xapuri. Orientador: Erasmo Menezes de Souza.

Avaliação de parâmetros físico-químicos e cromatográficos de óleos vegetais no Acre. Orientadores: Michele Sousa Travassos Tôrres e Yuri Jansen Soares Siqueira Tôrres.

267

Biometria e desenvolvimento em campo de sementes de Paricá - schilozobium amazônico. Orientador: Charlys Roweder. Bolsista: Erivam Ribeiro Rodrigues.

274

Determinação e avaliação da concentração de fósforo, nitrito e nitrato nas águas do Rio Acre e do Rio Xapuri. Orientadora: Iusseny do Nascimento Soares Vieira. Bolsista: Catarina Pinto de Assiz.

280

Desenvolvimento de plântulas piper aduncum em campo como resposta ao vigor das sementes. Orientador: Charlys Roweder. Bolsista: Ademar de Almeida Lima.

288

Diagnóstico da bacia leiteira de Xapuri. Orientador: Paulo Eduardo Ferlini Teixeira. Bolsista: Thiego de Araújo Silva.

292

Educação Ambiental no meio rural: estudo das práticas ambientais e rurais na RESEX Chico Mendes. Orientador: Erasmo Menezes de Souza. Bolsista: Danilo Araújo Sousa.

296

Educação à distância no Acre realidade e desafios. Orientador: Paulo Eduardo Ferlini Teixeira. Bolsista: Abrahanne Araújo Saady.

302

Estudo sobre o perfil dos professores de Ciências e de Física em Xapuri Acre. Orientadores: Antonio Oliveira da Costa e Paulo Eduardo Ferlini Teixeira. Bolsista: Juvana Pontes dos Santos.

306

Fábrica de preservativos masculinos de Xapuri: Um exemplo de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Orientadores: Julielmo de Aguiar Corrêa e Esmaily Negreiros Peixoto.

310

Página 11 Bolsista: Getúlio de Albuquerque Nogueira. Levantamento das famílias que trabalham com horticultura no

Página11

Bolsista: Getúlio de Albuquerque Nogueira.

Levantamento das famílias que trabalham com horticultura no município de Xapuri. Orientador: Julielmo de Aguiar Corrêa. Bolsista: Enoque Caetano da Silva.

313

Mapeamento da produção industrial extrativista de Xapuri - Acre e o impacto sobre a renda per capita e o crescimento populacional entre 2000 e 2010. Orientadores: Esmaily Negreiros Peixoto e Julielmo de Aguiar Corrêa. Bolsista: Nevisson Tavares Freire.

317

Mapeamento da produção industrial extrativista de Xapuri - Acre e o impacto sobre os empregos formais entre 2005 a 2011. Orientadores: Esmaily Negreiros Peixoto e João Renato Oliveira Martins. Bolsista: Frederico Pereira Rosa.

323

Mobilização público-privada em favor da melhoria da qualidade de vida das jovens carentes do bairro Sibéria. Orientadora: Eliana Pereira de Oliveira. Bolsista: Andressa Santos da Silva.

327

O comportamento dos preços dos itens da cesta básica na região do Alto Acre:

332

Uma análise comparativa dos produtos regionais com os produtos industrializados. Orientadores: Esmaily Negreiros Peixoto e Lilliane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Graciene Ribeiro Batista.

Os sistemas produtivos de Xapuri Acre Um estudo de caso. Orientador: Paulo Eduardo Ferlini Teixeira. Bolsista: Enoque Caetano da Silva.

338

O jovem egresso do ensino médio e suas expectativas. Orientadora: Eliana Pereira de Oliveira. Bolsista: Rainê Nilo da Costa Amorim.

341

Projeto de desenvolvimento sustentável da agricultura orgânica. Orientadores: Julielmo de Aguiar Corrêa e Charlys Roweder. Bolsista: Valdinei Pereira Sampaio.

344

Produção de forragem de cultivares de brachiaria brizantha: Marandu, xaraés e piatã no município de Xapuri Acre. Orientador: Paulo Eduardo Ferlini Teixeira. Bolsista: Josinei Roque Barbosa.

350

Projeto horta escolar: Educação agrícola e percepção da importância do meio ambiente. Orientador: Alysson Silva Cavalcanti de Albuquerque. Bolsista: Samaira Dias Souza.

354

Página 12 Produção de mudas de tomate em substratos obtidos através do processo de compostagem.

Página12

Produção de mudas de tomate em substratos obtidos através do processo de compostagem. Orientador: José Márcio Malveira da Silva. Bolsista: Andressa Santos da Silva.

358

Quantificar o volume de resíduos sólidos gerado nos três turnos da Escola Professora Rita Maia - Um estudo de caso. Orientador: Julielmo de Aguiar Corrêa. Bolsista: Laudo Natel da Rocha Menezes.

362

Velocidade de germinação de sementes de piper aduncum. Orientador: Charlys Roweder. Bolsista: Graciene Ribeiro Batista.

366

Resumos Expandidos do Campus Cruzeiro do Sul

371

Florística e fitossociologia de um fragmento florestal localizada no Instituto Federal do Acre - Campus Cruzeiro do Sul, Acre Brasil. Orientadores: Lilliane Maria de Oliveira Martins, Williane Maria de Oliveira Martins e Juliano Bonatti. Bolsista: Wilton José de Oliveira Martins.

372

Produção de ovos em diferentes sistemas de criação e climatização. Orientadores: Emanuela Costa Fernandes, Daniel Moreira Lambertucci e Fábio Augusto Gomes. Bolsista: Marcelo Diego de Oliveira Carneiro.

377

Produção agroecológica de mudas de pepino com substratos alternativos. Orientadores: Williane Maria de Oliveira Martins, Wilton José de Oliveira Martins e Lilliane Maria de Oliveira Martins. Bolsista: Alcimone Maria da Costa Silva.

382

Descrição dos impactos ambientais perceptíveis nas áreas urbanas e rurais do Vale do Juruá, Estado do Acre. Orientadores: Luis Antonio de Pinho e Juliano Bonatti. Bolsista: Maria Jaira Nascimento.

388

Resumos Expandidos do Campus Rio Branco

394

A Atuação do SESMT e a promoção da saúde do trabalhador. Orientadora: Paula de Lacerda Santos Ribeiro. Bolsista: Mariani Lopes de Aguiar.

395

Aptidão física relacionada à saúde em escolares do ensino médio de Plácido de Castro, Acre. Orientador: Cledir de Araujo Amaral. Bolsistas: Cristiane Neri da Silva, Edeílton e Souza da Pena, Maria Ednilse Souza da Pena e Amanda Cristina Aquino Patrícia Delgado.

400

Análise econômica do processo de produção de Castanha do Brasil (bertholletia

407

Página 13 excelsa) na Associação Sorriso da Cooperacre. Orientador: Breno Carrillo Silveira. Bolsista: Ana Leila

Página13

excelsa) na Associação Sorriso da Cooperacre. Orientador: Breno Carrillo Silveira. Bolsista: Ana Leila da Silva Lopes.

Análise socioeconômica e de saúde dos trabalhadores da Associação Santa Rita

412

de

Cássia da COOPERACRE.

Orientador: Breno Carrillo Silveira.

 

Bolsista: Priscila da Silva Costa.

O

Projeto CATAR na promoção social dos catadores de recicláveis de Rio

417

Branco. Orientadora: Juliana de Souza Dantas. Bolsista: Silvia Helena da Silva Gomes.

Revisão sobre acidentes de trabalho, queixas musculoesqueléticas e qualidade

422

de

vida em profissionais de enfermagem.

Orientadores: Cledir de Araújo Amaral, Thatiana Lameira Maciel Amaral e

 

Emanuela de Souza Gomes dos Santos. Bolsista: Dayana dos Santos Alves

 

Resumos Expandidos do Campus Sena Madureira

428

Aproveitamento de resíduo de feira como composto orgânico no município de Sena Madureira, AC. Orientadora: Rosana Cavalcante dos Santos. Bolsistas: Keliany Souza Lima, Maria Socorro Gomes Pinheiro, Marcos Bispo de Souza e Adriano Apolinário.

429

Metodologia de coleta para quantificação de resíduos florestais no Acre. Orientadores: Rosana Cavalcante dos Santos, Dixon Gomes Afonso, Suelen Marina Pontes, Antônio Bezerra e Luiz Cláudio de Oliveira.

437

Ocorrências de parasitoses intestinais em habitantes do município de Sena Madureira Acre: Uma abordagem sobre informação, planejamento, educação e saúde coletiva. Orientador: Luciano Pereira de Negreiros. Bolsista: Marina Silva Nascimento.

445

 

Resumos Expandidos do Campus Xapuri

449

Análise microbiológica e alguns parâmetros físico-químicos do sistema de abastecimento de água do município de Cruzeiro do Sul - AC. Orientadores: Michele Sousa Travassos Tôrres e Yuri Jansen Soares Siqueira Tôrres. Bolsista: Daniela Passos Simões de Almeida Tavares.

450

Avaliação do processo de extração artesanal do óleo de buriti Mauritia flexuosa no Vale do Juruá Acre. Orientadores: Michele Sousa Travassos Tôrres e Yury Jansen Soares Siqueira Tôrres.

455

Página 14 Avaliação da macrofauna edáfica em diferentes sistemas de manejo do solo. Orientadores: Ricardo

Página14

Avaliação da macrofauna edáfica em diferentes sistemas de manejo do solo. Orientadores: Ricardo Bezerra Hoffmann, Rodrigo Souza Santos, José Márcio Malveira da Silva, Irineide Ferraz Bezerra França e João Renato de Oliveira Martins. Bolsistas: Maria Oneide do Espírito Santo e Juliana de França Barbosa.

459

Avaliação da mesofauna edáfica em diferentes sistemas de manejo do solo. Orientadores: Ricardo Bezerra Hoffmann, Rodrigo Souza Santos, José Márcio Malveira da Silva, Irineide Ferraz Bezerra França e João Renato de Oliveira Martins. Bolsistas: Maria Oneide do Espírito Santo e Juliana de França Barbosa.

464

Influência de diferentes sistemas de manejo do solo sobre a mesofauna edáfica. Orientadores: Ricardo Bezerra Hoffmann, Rodrigo Souza Santos, José Márcio Malveira da Silva, Irineide Ferraz Bezerra França e João Renato de Oliveira Martins. Bolsistas: Maria Oneide do Espírito Santo e Juliana de França Barbosa.

469

Macrofauna edáfica como bioindicadora para o manejo do solo. Orientadores: Ricardo Bezerra Hoffmann, Rodrigo Souza Santos, José Márcio Malveira da Silva, Irineide Ferraz Bezerra França e João Renato de Oliveira Martins. Bolsistas: Maria Oneide do Espírito Santo e Juliana de França Barbosa.

474

Página 15 APRESENTAÇÃO O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre, criado pela

Página15

APRESENTAÇÃO

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre, criado pela Lei nº 11. 892 de 29 de dezembro de 2008, tem como uma de suas atribuições desenvolver programas de extensão e de divulgação científica e tecnológica, realizar e estimular pesquisa aplicada a produção cultural, ao empreendedorismo, ao cooperativismo e ao desenvolvimento científico e tecnológico, como preconiza o art. 6º, inciso VII e VIII. Por meio da Pró-reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação o instituto vem cumprindo com essas obrigações através de incentivo à pesquisa científica, com apoio logístico, com destinação de recursos para o financiamento de materiais e com disponibilização de bolsas diversas para o corpo discente da instituição em todos os seus campi.

Em pouco mais de um ano o Instituto disponibilizou 78 bolsas em várias modalidades. Além do incentivo ao aluno em processo de iniciação científica, as bolsas garantem a execução de pesquisas que contribuem para o desenvolvimento científico e tecnológico do estado. Observe na tabela abaixo as bolsas que já foram concedidas no âmbito do IFAC:

BOLSAS CONCEDIDAS NO IFAC

PERÍODO

QUANTIDADE

PIBIC/PRPIP/IFAC

2010/2011

10

PIBIC/PRPIP/IFAC

2011/2012

20

PIBIC/CNPq/IFAC

2011/2012

03

PIBIT/CNPq/IFAC

2010/2011

05

PIBIT/CNPq/IFAC

2011/2012

05

I Mostra de Pesquisa/CNPq

2011/2012

20

CNPq/NEACRE

2011/2012

08

IFAC/FUNTAC/FDCT

2010/2011

01

Graduação Sanduíche no Exterior - SWG

2011/2012

02

CNPq/USP

2011/2012

04

TOTAL

-

78

Fonte: Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação PRPIP/2011.

Além disso, as pesquisas desenvolvidas no âmbito do Instituto estão comprometidas com a Educação Profissional e possuem ligação direta com o Ensino. Por isso, como forma de divulgar e estender os benefícios dessas pesquisas à toda comunidade foi realizada nos dias 06 e 07 de outubro de 2011 a I Mostra de Pesquisa e Inovação na Educação Profissional do Estado do Acre: Desafios para o Desenvolvimento Sustentável Regional. O evento teve como financiador o CNPq, e envolveu todo o IFAC e a comunidade da Educação Profissional do Acre.

Página 16 Todos os eixos temáticos foram enfatizados na I Mostra. Os trabalhos abordaram temas

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Todos os eixos temáticos foram enfatizados na I Mostra. Os trabalhos abordaram temas nas áreas da Informação e Comunicação, Recursos Naturais, Ambiente, Saúde e Segurança, Ciências Humanas e Sociais, Apoio Educacional, Agronegócio, Produção Industrial, Produção Alimentícia, Gestão e Negócios, Agropecuária e Nutrição Animal. Do total de trabalhos inscritos no evento, os 20 melhores foram selecionados para apresentação oral e os demais expostos em pôsteres no dia 7 de outubro, no Campus Rio Branco. Como premiação dos melhores projetos, foi concedida bolsa CNPq de iniciação científica na modalidade de Iniciação Científica Júnior ICJ, pelo período de 11 meses. Abaixo a quantidade de trabalhos inscritos separados por eixos e por campus:

QUANTIDADE DE PROJETOS APRESENTADOS NA I MOSTRA

 

Total

Eixos

Rio Branco

Cruzeiro do Sul

Sena Madureira

Xapuri

Informação e Comunicação

3

-

-

-

3

Recursos Naturais

2

5

12

9

28

Ambiente, saúde e segurança

18

6

2

6

32

Ciências Humanas e Sociais

3

7

1

2

13

Apoio Educacional

3

-

-

7

10

Agronegócio

-

1

-

4

5

Produção Industrial

-

-

-

3

3

Produção Alimentícia

2

-

-

1

3

Gestão e Negócios

3

-

-

-

3

Agropecuária e Nutrição Animal

1

5

-

2

8

Total

35

24

15

34

108

Fonte: Pró-Reitoria de Pesquisa, Inovação e Pós-graduação PRPIP/ 2011.

Essa quantidade de projetos em tão curto tempo de funcionamento do IFAC demonstra o compromisso e a capacidade dos servidores e discente para a pesquisa e para o desenvolvimento regional. Além disso, nesta distante fronteira do Brasil a Amazônia Sul Ocidental são poucas as instituições que executam pesquisas aplicadas, isto aumenta ainda mais a importância dessas atividades e requer mais incentivo e reconhecimento para a sua continuação.

Prof. Dr. Luis Pedro de Melo Plese Pró-reitor de Pesquisa, Inovação e Pós graduação PRPIP

Página 17 PROJETOS DE PESQUISA CAMPUS CRUZEIRO DO SUL

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PROJETOS DE PESQUISA CAMPUS CRUZEIRO DO SUL

Página 18 Projeto AGROBIODIVERSIDADE EM QUINTAIS URBANOS NA MESORREGIÃO DO VALE DO JURUÁ – ACRE

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Projeto

AGROBIODIVERSIDADE EM QUINTAIS URBANOS NA MESORREGIÃO DO VALE DO JURUÁ ACRE

MARTINS, Williane Maria de Oliveira 1 ; COSTA SILVA, Alcimone Maria da 2

1 Docente, orientadora, IFAC, Cruzeiro do Sul AC, williane.martins@ifac.edu.br 2 Discente, IFAC, Cruzeiro do Sul AC

1 INTRODUÇÃO

Sabe-se que questões relevantes sobre a agrobiodiversidade são relacionadas com a utilização dos quintais existentes em zonas rurais, pois estes permitem possibilidades de experimentação, seleção e constituem um rico reservatório de germoplasma, o que contribui para o retorno da diversidade biológica (AMARAL E GUARIM NETO, 2008). A agricultura urbana é realizada em pequenas áreas dentro de uma cidade, ou no seu entorno (peri-urbana), sendo destinada à produção de alimentos para utilização e consumo próprio ou para a venda em pequena escala, em mercados locais. Difere da agricultura tradicional (rural) em vários aspectos: a área disponível é geralmente restrita aos quintais das residências, existe escassez de conhecimentos técnicos por parte das pessoas envolvidas, dedicação à atividade não chega a ser exclusiva, existe diversidade de cultivos e outros. De acordo com Machado et al. (2008), a agrobiodiversidade surge de um contexto de críticas aos impactos ambientais provocados pelos sistemas agrícolas convencionais, tais como uso insustentável dos recursos naturais, a conseqüente destruição da biodiversidade dos ecossistemas naturais e a erosão cultural das populações tradicionais. Os quintais apresentam importância na sustentação dos povos e no conhecimento dos ambientes naturais, além de suas formas de manejo, pois contribuem para a subsistência a determinadas populações, principalmente na Amazônia. Diante da marcha acelerada da urbanização, exploração dos ambientes naturais e das possíveis influências de aculturação, é preciso resgatar o conhecimento que a população urbana detém sobre o uso dos recursos naturais, em diferentes culturas. Segundo Elisabetsky (1987) a coleta de informações dessas populações é fundamental para se obter e resgatar o conteúdo de aspectos culturais, muitas vezes específicos de cada local e importantes para o uso coerente das plantas.

Página 19 Os trabalhos pioneiros envolvendo quintais urbanos na Amazônia foram realizados por Martins (1998),

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Os trabalhos pioneiros envolvendo quintais urbanos na Amazônia foram realizados por Martins (1998), que avaliou estritamente quintais domésticos familiares. Mendes (2008)

analisou aspectos da agricultura de base ecológica periurbana praticada em Rio Branco, descrevendo o sucesso do arranjo produtivo local de frutas e hortaliças que foi implantado em

1998.

No Vale do Juruá a conservação de espécies vegetais exóticas e nativas, geralmente oriundas dos seringais, é realizada nas hortas e quintais localizada em bairros populares dos municípios. Albuquerque (2004) assinala que todas as ciências que se ocupam de investigar a relação pessoas/plantas estão preocupadas em registrar e conhecer as estratégias e conhecimentos dos povos locais, procurando também usar essas informações em benefício dessas próprias pessoas. Considerando, assim, as funções ecológicas, sócio-culturais e econômicas referentes aos quintais, e o pouco conhecimento que se tem no que se refere ao Amazônia Ocidental do Brasil, este projeto propõe realizar um levantamento das espécies vegetais encontradas em quintais urbanos situados no município de Cruzeiro do Sul.

2 OBJETIVOS

2.1 GERAL

Realizar um estudo da agrobiodiversidade de quintais urbanos no município de Cruzeiro do Sul, Acre.

2.2 ESPECÍFICOS

a) Identificar as principais plantas cultivadas em quintais residenciais no município;

b) Registrar a procedência e o tipo de cultivo;

c) Identificar os índices de diversidade das espécies e compará-los com os com os

encontrados para outros locais e discutir seu comportamento em relação a fatores ambientais e sócio-culturais;

d) Realizar um questionário socioeconômico das famílias;

e) Verificar a contribuição dos quintais para a conservação da biodiversidade local e sua relação com a população.

3 JUSTIFICATIVA Existe no mundo um triste fenômeno que atesta o fracasso da Revolução Verde e de

um bilhão e duzentos milhões de pessoas sem acesso à

seus

alimentação mínima necessária, dos quais 800 milhões passando fome endêmica, inclinando- os à morte pela desnutrição e suas correspondentes doenças. Os outros quatro bilhões e meio

métodos

destruidores:

Página 20 de habitantes do globo conseguem acesso à sua ração alimentar diária suficiente ou

Página20

de habitantes do globo conseguem acesso à sua ração alimentar diária suficiente ou excessiva

- meticulosamente envenenada com resíduos tóxicos de pesticidas e/ou aditivos químicos da

indústria alimentícia. Os primeiros morrem de fome, os segundos de câncer e males circulatórios. Existe outro fenômeno para o qual o mundo não tem prestado a devida atenção: 800 milhões de pessoas se dedicam à agricultura urbana, respondendo por 15% da produção mundial de alimentos. Trata-se de uma produção muito mais variada e nutritiva, não baseada apenas em cereais e commodities agrícolas.

Uma das formas de suprir a carência de alimentos tem sido através da agricultura urbana. A prática de plantios em quintais é uma atividade realizada por muitas famílias do município de uma maneira simples, espontânea e empírica, importante para manutenção de áreas verdes, sem considerar as necessidades nutritivas das famílias e a composição das frutas. Assim, a realização deste trabalho se faz necessária, sendo importante no resgate cultural, bem como da diversidade de espécies utilizadas na Amazônia fornecendo informações para planejamento de tecnologias apropriadas para a região.

A critério de importância científica o trabalho disponibilizará dados para futuras

pesquisas no campo da biodiversidade para as espécies encontradas, auxiliando no ensino e na extensão a campo de alunos dos cursos técnicos em agropecuária, controle ambiental e tecnológicos.

4 MATERIAL E MÉTODOS

O estudo será realizado no município de Cruzeiro do Sul (Figura 1), localizado na

mesorregião do Vale do Juruá, Estado do Acre a uma latitude de 07 0 37‘ 52‘‘ S e longitude de

72 0 40‘ 12‘‘. O município está a margem do rio Juruá e a 680 Km da capital Rio Branco.

Possui uma extensão territorial de 7.781,5 km 2 e limita-se ao Norte com o Estado do Amazonas, ao Sul com o município acreano de Porto Valter, ao Leste com o município de Tarauacá e a Oeste com os municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves e também o Peru. De acordo com a classificação de Köppen o clima de Cruzeiro do Sul é do tipo equatorial quente e úmido com duas estações bem definidas, uma chuvosa (dezembro a maio)

e outra seca (junho a novembro) com índices pluviométricos variando de 1.600 mm a 2.750

mm/ano. Apresenta temperaturas médias anuais elevadas variando entre 24,5 ºC e 32 ºC. A

formação vegetal é composta basicamente por floresta tropical aberta (baixos platôs e aluvial)

e floresta tropical densa (baixos platôs, superfície dissecada da Serra do Divisor) (ACRE,

2000).

Página 21 Para a realização deste trabalho a coleta de dados será realizada com moradores

Página21

Para a realização deste trabalho a coleta de dados será realizada com moradores dos espaços urbanos e rurais distribuídos no município de Cruzeiro do Sul. Serão selecionados os bairros mais antigos, bem como regiões próximas as áreas florestais e comunidades indígenas da região. A Coleta de Informações As entrevistas serão participativas, formais e indutivas seguindo um questionário semi-estruturado. O motivo da conjugação dessas técnicas será devido às suas flexibilidades em termos de estrutura, somada a necessidade presencial do pesquisador em fazer alguns esclarecimentos no decorrer da entrevista para a obtenção de características sócio-econômicas dos informantes, características botânicas e ecológicas das plantas.

Identificação botânica

Durante as visitas as plantas serão fotografadas e quando possível serão coletadas amostras para fins de identificação botânica. As plantas em que não forem possíveis de serem amostradas anotar-se-ão informações relevantes para o reconhecimento das espécies (hábito, altura, presença/ausência de exsudato, cor do cálice e corola, dos estames e frutos), além de dados referentes à(s) parte(s) utilizada(s) da planta, suas respectivas finalidades e procedência (espontânea, subespontânea, cultivada em quintais). As identificações serão feitas com o auxílio de literatura especializada e de um especialista em botânica da Universidade Federal do Acre Campus Floresta.

Análise dos dados

Para se calcular a diversidade de espécies será empregado o índice de Shannon – Wiener (H‘), onde expressa o graus de organização do sistema, que traduz pela certa distribuição das densidades especificas ou freqüência relativas das varias espécies pertinentes. Será utilizada a fórmula recomendada por Vieira (2003):

Será utilizada a fórmula recomendada por Vieira (2003): em que ; sendo: n I = número
Será utilizada a fórmula recomendada por Vieira (2003): em que ; sendo: n I = número

em que ; sendo: n I = número de indivíduos do grupo amostrado; N = número total de indivíduos amostrados. Será calculado o índice de valor de preferência para identificar o padrão de uso das principais espécies plantadas nos quintais de Cruzeiro do Sul. Este índice será a soma relativa

Página 22 (%) da abundância (número de indivíduos observados por espécie) e da frequência (número

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(%) da abundância (número de indivíduos observados por espécie) e da frequência (número de residências em que a espécie aparece) das espécies em cada bairro. Ele é calculado da seguinte forma:

IVP% = Abu-Rel% + Fre-Rel%

Onde Abu-Rel% = número de indivíduos de uma espécie, dividido pelo número total de indivíduos de todas as espécies observadas em cada bairro, multiplicado por 100; e Fre- Rel% = número de residências em que uma determinada espécie ocorre, dividido pelo número total de residências observadas, multiplicado por 100. Serão consideradas as seguintes categorias de uso: alimentícia, medicinal, comercial, ornamental e outros. Todas as informações coletados serão transferidas para um banco de dados eletrônico, sendo sistematizadas, processadas e analisadas. 6 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

Atividades

NOV

DEZ

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

SET

OUT

1

x

X

x

                 

2

     

x

X

x

x

         

3

           

x

         

4

             

x

x

     

5

               

x

     

6

               

x

x

   

7

                   

x

x

Descrição das Atividades

1. Levantamento bibliográfico e embasamento teórico-prático do projeto;

2. Coleta dos dados em campo e identificação botânica;

3. Processamento de dados e análises;

4. Redação de relatórios semestrais e artigo científico;

5. Discussão e divulgação dos dados para comunidade científica.

6. Apresentação dos resultados na II Mostra de Pesquisa Científica do Ifac

7 PARCERIAS

O projeto contará com a parceria da Universidade Federal do Acre Campus Floresta, o que permitirá o desenvolvimento de atividades de pesquisa e extensão entre o IFAC e a

Página 23 UFAC, objetivando o desenvolvimento de tecnologias, melhorando a qualidade de vida e renda

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UFAC, objetivando o desenvolvimento de tecnologias, melhorando a qualidade de vida e renda da população rural da região do Vale do Juruá.

8 REFERENCIAS

ALBUQUERQUE, U.P.; LUCENA, R.F.P. Métodos e técnicas em na pesquisa etnobotânica. Recife: Livro Rápido/NUPEEA, 2004. AMARAL, C.N.; GUARIM NETO, G. Os quintais como espaços de conservação e cultivo de alimentos: um estudo na cidade de Rosário Oeste (Mato Grosso, Brasil). Bol. Mus. Para. Emílio Goeldi. Ciências Humanas, Belém, v. 3, n. 3, p. 329-341, set.- dez. 2008. MACHADO, A. T.; SANTILLI, J.; MAGALHÃES, R. A. Agrobiodiversidade com enfoque agroecológico: implicações conceituais e jurídicas. Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica: Embrapa; Secretaria de Gestão e Estratégia, 2008. 98 p. (Embrapa, Secretaria de Gestão e Estratégia). (Texto para discussão, 34). MARTINS, A.L.U. Quintais urbanos em Manaus: organização, espaço e recursos naturais. Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, AM, 1998. ELISABETSKY, E.; SETZER, R. Caboclo concepts of disease,diagnosis, and therapy:

implications for ethnofarmacology and health systems in Amazonia. In: PARKER, E. P. (Ed.). Theamazon caboclo: historical and contemporany perspectives. Williamsborg:

Studies on Third World Societies, 1987.

Página 24 Projeto ANÁLISE DA CADEIA PRODUTIVA DA MANDIOCA ( Manihot esculenta Crantz) NO MUNICÍPIO

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Projeto

ANÁLISE DA CADEIA PRODUTIVA DA MANDIOCA (Manihot esculentaCrantz) NO MUNICÍPIO DE CRUZEIRO DO SUL, ACRE, BRASIL

MARTINS, Lilliane Maria de Oliveira 1 ; BRITO DA SILVA, Francisca Lafaiete 2

1

Docente,

orientadora,

Mestrado

em

Desenvolvimento

Regional,

2 Discente, IFAC, Cruzeiro do Sul AC

1 INTRODUÇÃO

IFAC,

Cruzeiro

do

Sul

AC,

A cultura da mandioca está estabelecida, mundialmente, entre as latitudes de 30º N a

30º S, principalmentenas zonas tropicais e subtropicais das Américas, África e Ásia, sendo

sua origem a região fronteiriçaentre Brasil e Paraguai. Mais de 80 (oitenta) países produzem

mandioca, sendo que o Brasil participa com mais de15% da produção mundial (EMBRAPA,

2010).

A produção nacional de amido ou fécula de mandioca vem crescendo, em média, 25%

ao ano no Brasil.Este crescimento foi auto-sustentado nos ganhos de produtividade,

principalmente pela introdução de novasvariedades pelo produtor e o aumento significativo da

competitividade das indústrias feculeiras, devido àorganização setorial das mesmas.A cadeia

produtiva da mandioca no Brasil contribui com US$1,746 bilhões, correspondente ao valor da

produção primária (SEBRAE, 2003).

Na Amazônia toda a produção de mandioca está voltada, quase que totalmente para

aprodução de farinha, que é um dos alimentos básicos da população juntamente com o

peixe.Por isso, está entre as cinco principais culturas cultivadas na região, correspondendo a

10,5%da área total cultivada. O Estado do Amazonas é o principal produtor na região com

cerca de 68%, emmédia, da área cultivada com o produto, seguido do Estado do Acre com

14%. A produtividade gira emtorno de 15 toneladas por hectare que mesmo sendo superior à

média nacional que é de 14,7t/ha, ainda é considerada baixa quando comparada com a de

países africanos e asiáticos (AMAZONAS, 2008).

A cultura da mandioca no Estado do Acre possui importância econômica,cultural e

social, na pequena produção agrícola familiar do Acre. A principaldestinação da mandioca

produzida no Acre é o uso doméstico como farinha,fabricação de goma e uso ¨in natura¨ na

alimentação humana. De acordo com dados do IBGE (2009), a planta ocupa umaárea

Página 25 estimada em 18.500 ha e a produtividade é em torno de 18,5t/ha é

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estimada em 18.500 ha e a produtividade é em torno de 18,5t/ha é o principalproduto agrícola

em valor econômico, correspondendo a 48% do valor bruto daprodução agrícola.

Segundo Silva (2009) o baixo padrão tecnológico empregado no cultivo,

processamento earmazenamento da mandioca e seus subprodutos associado aos problemas na

higienização, comercialização e precariedade de política pública para o setor e desorganização

dosagricultores são fatores que limitam a expansão do setor da mandioca no Acre.

A abordagem da cadeia produtiva possibilita identificar pontos críticos que impedem o

seu desenvolvimento, em termos de tecnologias, regulação e mercados, e das soluções

alternativas mais eficientes e de maior impacto.

Entende-secomo cadeia produtiva, um conjunto de componentes interativos, incluindo

os sistemas produtivos, fornecedores de insumos e serviços, industriais de processamento e

transformação, agentes de distribuição e comercialização, além de consumidores finais

(CASTRO, 2000). Nesse sentido, as cadeias produtivas constituem-se um conjunto de fases

consecutivas pelas quais passam e são transformados e transferidos os diversos bens

intermediários (TRICHES et al., 2004).

Nesse contexto, tem-se que a mandioca é um dos produtos mais explorados

comercialmente no município de Cruzeiro do Sul, o que constitui uma fonte de renda para

agricultores e comerciantes. Assim, são válidas as iniciativas que visem a compreensão do

mecanismo de funcionamento da cadeia produtiva da mandioca neste município.

2

OBJETIVOS

2.1.GERAL

Este trabalho tem como objetivo analisar a cadeia produtiva da mandioca (Munihot

esculenta), no município de Cruzeiro do Sul, Acre, Brasil.

2.2. ESPECÍFICOS

1 Caracterizar, em termos econômicos, os agentes que compõem a cadeia produtiva da

mandioca, no município de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre - Brasil;

2 Analisar a comercialização da mandioca, segundo seus aspectos institucionais;

3 Avaliar o desempenho econômico da cadeia produtiva da mandioca;

4 Propor sugestões para a melhoria da eficiência e da competitividade da cadeia

produtivada mandioca.

3 JUSTIFICATIVA

A mandioca e a farinha de mandioca representam uma fonte de renda para muitos

produtores rurais no Vale do Juruá, que compreende os municípios de Cruzeiro do Sul, Feijó,

Página 26 Tarauacá, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo, sendo esta região

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Tarauacá, Mâncio Lima, Porto Walter, Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo, sendo esta região uma das mais produtivas em todo o Estado do Acre. Somente no ano agrícola de 2005/06, a região do Vale do Juruá obteve uma produção de 2.648,78 kg/ha, superior ao volume produzido no Vale do Acre, formado pelos municípios de Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus, Bujari, Sena Madureira, Acrelândia, Capixaba, Plácido de Castro, Porto Acre, Senador Guiomard, Assis Brasil, Epitaciolândia, Rio Branco, Brasiléia e Xapuri, cuja produção no mesmo ano agrícola foi de 1.804,23 kg/ha (MACIEL et al., 2010). Porém a questão dos preços abaixo dos custos gera uma consequência no que se refere à lucratividade da linha de exploração da mandioca e seus subprodutos. De acordo com dados de Maciel et al. (2010), para a produção de farinha demandioca no vale do Acre, o Índice de Eficiência Econômica IEF foi de 0,71, ou seja, para cada R$ 1,00 investido, obtêm-se de retorno R$ 0,71. Já para o vale do Juruá, o IEF foi 0,61, indicando que para cada R$ 1,00destinado à produção, obteve-se R$ 0,61. Isso significa que tanto no Vale do Acre como no Vale do Juruá, a situação dos produtores é de prejuízo. Agregam-se às dificuldades ao desenvolvimento da produção de mandioca, a dificuldade de escoamento da produção, que devido às distâncias e condições de trafegabilidade, acarretam altos custos de transporte, quando não o impossibilitam, fazendo com que parte da produção se perca em vez de ser comercializada. A mandioca e seus derivados, em Cruzeiro do Sul possuem uma demanda formada, nos mercados interno e externo.No entanto, são poucos os conhecimentos a respeito das quantidades comercializadas, preços praticados, volumes exportados, destino da produção, bem como sua cadeia produtiva como um todo.Diante deste fato, alguns questionamentos podem ser feitos em relação à cadeia produtiva da mandioca: a) Quem demanda e onde existe demanda pelo produto? b) Como se dá esse mercado e quais são os preços praticados nesse mercado? c) Que atores compõe a cadeia produtiva da mandioca no município de Cruzeiro do Sul?Qual o custo de produção? Qual padrão de qualidade? Muitas cadeias produtivas tem sido pesquisadas, entretanto, são poucos os esforços para caracterizar e analisar a cadeia produtiva da mandioca no município de Cruzeiro do Sul, numa perspectiva de cadeia, fundamentada na teoria da Nova Economia Institucional - NEI.Do exposto, torna-se necessária uma melhor compreensão e entendimento da cadeia produtiva da mandioca e seus derivados, visando identificar os problemas para subsidiar políticas públicas para este setor.

Página 27 4 MATERIAL E MÉTODOS 4.1. Coleta de Dados Para a realização deste trabalho,

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4 MATERIAL E MÉTODOS

4.1. Coleta de Dados

Para a realização deste trabalho, serão elaborados 02 formulários estruturados, com perguntas objetivas, que irão variar de acordo com a classe de entrevistado: a) Produtores e Cooperativas; b) Instituições de Pesquisa e Extensão; c) Instituições de Normatização e d) Instituições de Crédito. Seguindo sugestões apresentadas por Santos et al. (2005), os formulários irão constar de itens que permitirão coletar dados relacionados com: (1) quantidades produzidas e comercializadas no mercado interno; (2) os preços da matéria-prima e sub produtos; (3) o preço pago pelo mercado e (4) o mercado-alvo para os produtos. a) Caracterização da cadeia produtiva da mandioca no município de Cruzeiro do Sul A cadeia produtiva da mandioca será caracterizada, levando em consideração os seguintes aspectos:

4 Quanto aos agentes econômicos da cadeia produtiva:

A caracterização dos agentes econômicos da cadeia produtiva da mandioca será realizada conforme a metodologia adotada por Souza (2006) para a análise de cadeias

produtivas no Estado do Mato Grosso. Tal metodologia consiste na descrição dos agentes de acordo com a sua participação e atividades realizadas em cada etapa da cadeia produtiva:

produção, controle de qualidade e comercialização.

5 Quanto à origem da produção e volume produzido:

A análise sobre a origem da matéria-prima e volume produzido será feita de acordo

com procedimentos utilizados por Triches et al. (2004), que consiste na identificação de

produtores/comunidades que cultivem a mandioca e produzam seus sub produtos, a quantidade produzida e comercializada, preço e tipo do produto comercializado.

6 Quanto ao canal de comercialização:

O canal de comercialização da mandioca e seus derivados será caracterizado conforme

os procedimentos adotados por Hoffmann(1984) para análise de cadeias produtivas agroindustriais, observando o seguinte aspecto: o tipo do canal de comercialização formado, levando em consideração o comprimento e a complexidade do canal. Quanto maior o número

de operações necessárias a comercialização do produto e quanto maior o número de pessoas envolvidas, maior será a complexidade e comprimento do canal de comercialização.

b) Análise da comercialização segundo seus aspectos institucionais

Página 28 Será realizada conforme metodologia adotada por Castro (2000) e Souza (2006). A análise

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Será realizada conforme metodologia adotada por Castro (2000) e Souza (2006). A análise consiste na identificação e classificação das Instituições nos seguintes ambientes:

Organizacional: através da identificação dos componentes que formam a cadeia produtiva da mandioca e seus derivados, tais como, produtores, distribuidores, entre outros e como os mesmos estão organizados ao longo da cadeia produtiva; Institucional: através da identificação das diversas instituições governamentais, não-governamentais, normativas, de crédito, entre outras, que atuam na cadeia produtiva. c) Avaliação do desempenho da cadeia produtiva da mandioca O gargalo a ser identificado na cadeia, será analisado conforme metodologia adotada por Santos (2004) em estudo sobre demandas que consiste numa listagem dos principais problemas e gargalo detectados na cadeia produtiva. O desempenho da cadeia produtiva será analisado de acordo com a metodologia proposta por Castro (2000), examinando os processos produtivos de cada componente. Neste exame, serão identificados os fatores limitantes, denominadas fatores críticos ao longo das diversas etapas da cadeia produtiva que explicam o funcionamento atual da cadeia. Os critérios para definir as prioridades serão os efeitos do problema, ou sua solução na competitividade, sustentabilidade e equidade do sistema e, ainda, na qualidade e competitividade dos produtos gerados:

Sustentabilidade: É a capacidade do sistema produtivo, em manter-se produzindo com determinados padrões de eficiência e de qualidade no tempo.

Qualidade: É a totalidade das propriedades e características do produto, que contribui para satisfazer os clientes intermediários e finais da cadeia produtiva e de seus componentes.

Eqüidade: É o equilíbrio dos benefícios econômicos gerados ao longo da cadeia produtiva pelos seus componentes ou, internamente, entre os indivíduos e organizações de um segmento da cadeia produtiva.

Página 29 5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO Atividades NOV DEZ JAN FEV MAR ABR MAI JUN

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5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

Atividades

NOV

DEZ

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

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x

x

x

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2

 

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x

       

5

           

x

x

x

X

   

6

                   

x

 

7

                     

X

5.1.Descrição das atividades

1. Base teórica: economia institucional, cadeias produtivas do agronegócio, cadeia produtiva

da mandioca;

2. Elaboração e aplicação dos formulários com os produtores e cooperativas;

3. Elaboração e aplicação dos formulários nas empresas, atacado, varejo e feira-livre de

Cruzeiro do Sul;

4. Elaboração e aplicação dos formulários nas instituições de pesquisa e crédito;

5. Processamento das informações e descrição da cadeia produtiva da mandioca (análise dos

resultados);

6.

Escrever artigo científico para publicação;

7.

Apresentar artigo na II Mostra de Pesquisa do IFAC.

6

PARCERIAS

O projeto contará com a parceria da Secretaria de Agricultura do município de

Cruzeiro do Sul, que irá auxiliar nos deslocamentos enos levantamentos de campo.

7 REFERENCIAS

AMAZONAS Governo do Estado do Amazonas. APL de fécula e farinha de mandioca cidade pólo Manacapuru. Manaus, 2008. 50p.

CASTRO, A.M.G.Análise da competitividade de cadeias produtivas.In: WORSHOP CADEIAS PRODUTIVAS E EXTENSÃO RURAL NA AMAZÔNIA. 2000. workshop Manaus: Workshop Cadeias Produtivas e Extensão Rural na Amazônia, 2000. p.18.

Página 30 EMBRAPA – Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura. O Cultivo da

Página30

EMBRAPA Centro Nacional de Pesquisa de Mandioca e Fruticultura. O Cultivo da Mandioca. Disponível em:<http://www.cnpmf.embrapa.br/mandioca.htm>. Acesso em: 14 jul. 2010.

HOFFMANN, R. Administração da empresa agrícola. 4ª Edição. São Paulo: Pioneira, 1984. 142-320p.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Produção de mandioca em2004. Disponível em http://www.ibge.gov.br. Acesso em 26 de julho de 2009.

MACIEL, R. C. G., LIMA JUNIOR, F. B. de; BRAGA, K. N.; SILVA, C. G. da. As inovações tecnológicas na produção familiar rural doestado do Acre: uma análise a partir da cultura damacaxeira. In: CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E SOCIOLOGIA RURAL SOBER, 48., 2010. Campo Grande,

Anais

SANTOS, A. J. dos ; BITTENCOURT, A. M. ; NOGUEIRA, A. S. Aspectos econômicos da cadeia produtiva das bromélias na região metropolitana de Curitiba e litoral paranaense. Floresta. v. 35, n.3. Curitiba, p.9-17. 2005.

SANTOS, V. L. S. Ambiente institucional e organização de redes de franquias: uma comparação entre Brasil e França. 2004. Tese (Departamento de Engenharia de Produção) Universidade Federal de São Carlos. São Paulo, 2004.

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Diagnóstico da cadeia produtiva agroindustrial da mandioca no Mato Grosso. Viçosa, 2002. 144p.

SILVA, B. S. da.Caracterização botânica e agronômica da coleção de trabalho da mandioca da Embrapa/Acre. 2009. 75f. (Mestrado em Produção Vegetal) - Universidade Federal do Acre. Rio Branco. 2009.

SOUZA, I. F. Cadeia produtiva de castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) no Estado do Mato Grosso. 2006. 148f. (mestrado em agronegócios) - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande. 2006.

TRICHES, D; SIMAN, R. F.; CALDART, W. L. A. A identificação e análise da cadeia produtiva da uva e vinho na região da Serra Gaúcha. Centro Nacional de Incentivo a Pesquisa Tecnológica. Caxias do Sul, 2004. Caxias do Sul, 2004. Disponível em:

Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural, 2010. 16p.

Página 31 Projeto ANÁLISE DO PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DOS TRABALHADORES DA PESCA DA COLÔNIA DE PESCADORES

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Projeto

ANÁLISE DO PERFIL SÓCIO-ECONÔMICO DOS TRABALHADORES DA PESCA DA COLÔNIA DE PESCADORES DE CRUZEIRO DO SUL- AC

LAMBERTUCCI, Daniel Moreira 1 ; FERNANDES, Emanuela Costa 2 ; SILVA, Regilene Ferreira da 3

1 Docente, IFAC, Cruzeiro do Sul AC, Orientador do projeto, daniel.lambertucci@ifac.edu.br

2 Docente, IFAC, Cruzeiro do Sul AC, Co-orientador do projeto, emanuela.fernandes@ifac.edu.br

3 Discente, IFAC, Cruzeiro do Sul AC, Candidato à Bolsa, e-mail: regileneferreira2010@hotmail.com

1 INTRODUÇÃO

A atividade pesqueira data desde os primórdios da humanidade, constituindo-se

importante fonte de proteína animal e geração de recursos para comunidades litorâneas e

estuarinas (Souza, 2010). O volume total de pescado atingiu, em 2007, 156,4 milhões de

toneladas, sendo 91,2 milhões oriundas de pesca extrativista e 65,2 milhões da aquicultura. Os

dados refletem uma diminuição da produção de pescado oriundo da pesca extrativista em

relação ao ano de 2004, que foi de 100 milhões de toneladas (FAO, 2007). Desse total, cerca

de 75% é produzido para consumo humano, o restante é destinado à fabricação de farinha de

peixe e de óleos.

No Brasil, a Amazônia tem-se tornado o principal produtor de pescado (IBAMA,

2005), e a oferta de pescado vem principalmente da captura de pescado pela frota artesanal

(ALMEIDA et al. 2006). Estima-se que, aproximadamente, 100.000 pescadores atuam na

pesca na Amazônia; as atividades da pequena pesca familiar e da frota comercial são

responsáveis pela maior geração de emprego do setor (ou mão-de-obra ocupada), e a indústria

de processamento é uma importante fonte de renda (ALMEIDA et al., 2001; ALMEIDA et

al., 2004).

Em Cruzeiro do Sul (AC), a atividade pesqueira constitui-se de importante setor da

economia, representada pela Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul, na qual possui cerca

de 1.770 associados. O comércio de pescado realiza-se no Mercado de Peixes e as relações

entre os pescadores e atravessadores são conflituosas em função do preço pago aos pescadores

e do preço de venda do pescado. Um conhecimento maior sobre a atividade pesqueira

praticada no município de Cruzeiro do Sul torna-se necessário diante as dificuldades

enfrentadas pelo setor.

Página 32 2 OBJETIVOS O trabalho tem como objetivo analisar o perfil social, econômico e

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2 OBJETIVOS

O trabalho tem como objetivo analisar o perfil social, econômico e técnico dos

pescadores associados à Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul-AC.

3 JUSTIFICATIVAS

A produção de pescado no mundo vem crescendo a uma taxa de 9,2 % ao ano,

segundo a FAO (2007), porém o crescimento médio da pesca extrativista é de apenas 1,4 %. No Brasil, segundo dados do Ministério da Pesca e Aquicultura (2010), a produção de pescado brasileiro cresceu, entre 2003 e 2009, 25,2 %, sendo que a pesca extrativista incrementou apenas 5,4 % da sua produção no mesmo período. Na região Norte do país houve uma queda da produção de pescado oriundo da pesca entre os anos de 2008 e 2009. Mesmo comportamento foi observado para o Estado do Acre, em que 2008 foram produzidas 2,021 toneladas em 2008 e 1,568 em 2009 (MPA, 2010). Em todo o mundo, observa-se uma diminuição da produção de pescado originado da pesca extrativista, causado pelo manejo inadequado dos recursos naturais e por uma exploração predatória dos estoques de peixes na natureza (Souza, 2010). Pesquisas sobre o uso sustentável dos recursos pesqueiros têm sido realizadas diante do quadro de queda dos

estoques naturais e diminuição da renda das comunidades de pescadores. Estudos avaliando a viabilidade econômica, social e ambiental da atividade pesqueira permitem um melhor conhecimento sobre a dicotomia existente entre manutenção dos estoques naturais (sustentabilidade ecológica) e melhoria da renda do pescador artesanal (sustentabilidade social e econômica) (Souza, 2010).

A região Amazônica caracteriza-se como um imenso complexo de rios, igarapés,

lagos, canais e furos correspondendo a cerca de 20,0 % da água doce do mundo. A atividade pesqueira representa importante fonte de alimento, renda e atração turística para a população da região, especialmente para as comunidades ribeirinhas (Santos & Santos, 2006). Torna-se necessário, para manejar um recurso pesqueiro, o conhecimento de elementos físicos, biológicos, ecológicos, simbólicos e mitológicos, que venham compor o ambiente e que sejam reconhecidos de alguma forma como parte da dinâmica de vida dos pescadores. Faz-se importante também descobrir como o pescador artesanal interpreta as condições internas do grupo de organização da pesca; os conflitos socioambientais, os relacionamentos, quanto ao uso de recursos naturais, com as indústrias pesqueiras; e as suas estratégias de sobrevivência (Souza, 2010).

Página 33 4 MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa será realizada na Colônia de Pescadores do

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4 MATERIAIS E MÉTODOS

A pesquisa será realizada na Colônia de Pescadores do município de Cruzeiro do Sul,

Acre, localizado na mesorregião do Vale do Juruá, microrregião de Cruzeiro do Sul, a uma latitude de 07 0 37‘ 52‘‘ S, e longitude de 72 0 40‘ 12‘‘.

O trabalho será conduzido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

do Estado do Acre IFAC, campus Cruzeiro do Sul, durante os meses de setembro de 2011 a

agosto de 2012, em parceria com a Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul.

O tipo de estudo será descritivo, da modalidade estudo de caso. Segundo Hernández

Sampieri et al. (1991), o propósito do investigador nos estudos descritivos é descrever situações e eventos. Ou seja, dizer como é, e como se manifesta determinado fenômeno. Os estudos descritivos buscam especificar as propriedades importantes de pessoas, grupos, comunidades ou qualquer outro fenômeno que seja submetido a análises. Segundo Marconi e Lakatos (2003), os estudos descritivos têm por objetivo descrever completamente determinado fenômeno, como por exemplo, o estudo de um caso para o qual são realizadas análises empíricas e teóricas. Podem ser encontradas descrições qualitativas e/ou quantitativas. Segundo Gil (2002), um estudo de caso consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento. Caracterizado por ser um estudo intensivo. É levada em consideração, principalmente, a compreensão, como um todo, do assunto investigado. Será realizada entrevista aos associados da Colônia de Pescadores, como fonte de dados, com perguntas estruturadas. Para Hernández Sampieri et al. (1991), uma vez que se definiu qual será a unidade de análises, se procede a delimitar a população que vai ser estudada e sobre a qual se pretendem generalizar os resultados. Portanto, uma população é o

conjunto de todos os casos que concordam com uma série de especificações. Assim, para o presente estudo a população envolvida serão os pescadores associados da Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul - AC, envolvendo um universo populacional de 1.770 pescadores, aproximadamente. A amostra é aleatória, não probabilística, que segundo Hernández Sampieri et al. (1991), nas amostras não probabilísticas a eleição dos elementos não depende da probabilidade, mas sim de causas relacionadas com as características do investigador ou de quem faz a amostra. Aqui o procedimento não será mecânico, nem com base em fórmulas de probabilidades, apenas depende do processo de tomada de decisões de uma pessoa ou grupo de pessoas.

Página 34 A amostragem caracterizará como não probabilística, do tipo intencional, na qual aleatoriamente

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A amostragem caracterizará como não probabilística, do tipo intencional, na qual

aleatoriamente identificam-se as pessoas que chegarão até a Colônia de Pescadores para

tratarem de assuntos inerentes a sua associação, sendo então abordadas e convidadas a

colaborarem com o trabalho de investigação, respondendo a entrevista, tomando um cuidado

para que apenas um membro por família faça parte da amostra.

Para a organização e processamento dos dados utilizar-se-á a técnica da narração e da

interpretação dos gráficos para melhor evidenciar e compreender os resultados.

5 CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

Atividades

SET

OUT

NOV

DEZ

JAN

FEV

MAR

ABR

MAI

JUN

JUL

AGO

1

X

X

                   

2

 

X

X

X

X

             

3

       

X

X

           

4

       

X

X

X

         

5

           

X

X

X

X

   

6

               

X

X

X

X

- Descrição das atividades:

1. Levantamento bibliográfico, embasamento teórico-prático do projeto e elaboração da

entrevista semi-estruturada;

2. Fase de campo: realização das entrevistas com os pescadores;

3. Processamento de dados e análises estatísticas;

4. Redação de relatórios semestrais e artigo científico;

5. Discussão e divulgação dos dados para comunidade científica e pescadores da região do

Vale do Juruá;

6.

Apresentação final dos resultados da pesquisa em Simpósio de Iniciação Científica.

6

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, O.; LORENZEN, K.; MCGRATH, D. A frota comercial pesqueira na Amazônia e o co-manejo no Baixo Amazonas. In: ALMEIDA, O. (Org.). Manejo de pesca na Amazônia. São Paulo: Peirópolis, p. 37-50, 2006.

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Página 35 269, 2001. FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION. The state of world fisheries and aquaculture

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269, 2001.

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HERNÁNDEZ SAMPIERI, R.; FERNÁNDEZ COLLADO, C.; LUCIO, P. Metodología de la investigación. McGraw Hill. México, 1991.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS. Estatística da pesca, 2004. Grandes regiões e unidades da federação. Brasília, DF, 2005.

MARCONI, M.A.; LAKATOS, E.M. Fundamentos de metodologia científica. 5ª. Ed. Editora Atlas. 2003.

MINISTÉRIO DA PESCA E AQUICULTURA. Produção pesqueira e aquícola:

Estatística 2008 e 2009. Brasília. 30p. 2010.

SANTOS, G. M.; SANTOS, A. C. M. Sustentabilidade da pesca na Amazônia. Estudos Avançados, São Paulo, v.19, n.54, 2005. Disponível em:

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-

40142005000200010&lng=en&nrm=iso. Acessodo em: 12 Agos. 2011.

SOUZA, M.A.A. Influência do ambiente institucional na atividade pesqueira do Rio Grande do Sul. Tese (Doutorado em Economia). Porto Alegre:UFRGS. 222p. 2010.

Página 36 Projeto CULTIVO ORGÂNICO DE CENOURA COM DOSES DE BIOFERTILIZANTE A BASE DE MANIPUEIRA

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Projeto

CULTIVO ORGÂNICO DE CENOURA COM DOSES DE BIOFERTILIZANTE A BASE DE MANIPUEIRA

MARTINS, Williane Maria de Oliveira 1 ; MARTINS, Lilliane Maria de Oliveira 2 ; FERREIRA, Regina Lúcia Fêlix 3 ; BARBOSA, Afrânio de Oliveira 4

1 Docente, Orientadora, Mestranda em Produção Vegetal, IFAC, Cruzeiro do Sul AC, williane.martins@ifac.edu.br

2 Docente, Co-orientadora, Mestrado Desenvolvimento Regional, IFAC, Cruzeiro do Sul AC, lilliane.martins@ifac.edu.br

3 Colaboradora

4 Discente, IFAC, Cruzeiro do Sul AC

1 INTRODUÇÃO

Um dos maiores desafios para a agricultura nesta década será o de desenvolver

sistemas agrícolas sustentáveis que possam produzir alimentos e fibras em quantidades e

qualidades suficientes sem afetar os recursos do solo e do ambiente.

A agricultura ecológica pode ser considerada alternativa ao modelo de produção

convencional, sendo parte intrínseca de uma nova agricultura que busca a sustentabilidade,

propondo alternativas de manejo menos agressiva ao ambiente e ao homem. Cada vez mais o

agricultor familiar distancia-se dos insumos sintéticos e passa a fazer uso de insumos

orgânicos, que tem demandado da pesquisa informações e indicadores de produtividade, cada

vez mais precisos.

Existem materiais com potencial para uso como os biofertilizantes, que figuram entre

os principais insumos utilizados em sistemas agroecológicos, porém a falta de testes e

informações na busca de uma padronização limita a sua explor