Capítulo 2

Introdução à Mecânica dos
Fluidos:
Conceitos Fundamentais
Introdução à Mecânica do Fluidos
Copyright (c) 2010
by John Wiley & Sons, Inc
Universidade Federal Fluminense – EEIMVR - VEM
Mecânica dos Fluidos I
I. L. Ferreira, A. J. Silva, J. F. Feiteira
Escoamento em volta
de veículo para analise
de sua performance
aerodinâmica.
2.1 Introdução
Tópicos Principais:
O fluido como um contínuo;
Campo de velocidade;
Campo de Tensão;
Viscosidade;
Tensão superficial;
Descrição e classificação dos movimentos de fluido.
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Descrição e classificação dos movimentos de fluido.
2.2 Fluido como um Contínuo
Contínuo:
Sob certas circunstâncias um fluido pode ser tratado
como meio contínuo.
Ex.: Escoamento de um rio.
Meio não-contínuo:
Esta hipótese é falha quando a trajetória média livre
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Esta hipótese é falha quando a trajetória média livre
das moléculas o torna-se da mesma ordem de
grandeza da menor dimensão característica
significativa do problema.
Ex.: Escoamento de um gás rarefeito na atmosfera
superior.
2.2 Fluido como um Contínuo
Contínuo:
Sob certas circunstâncias um fluido pode ser tratado
como meio contínuo.
Ex.: Escoamento de um rio.
V
m
V V
δ
δ
ρ
δ δ '
lim


Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
V
V V
δ
δ δ ' →
( ) t z y x , , , ρ ρ =
2.3 Campo de Velocidade
Definição de Velocidade de uma fluido:
Defini-se a velocidade de um fluido num ponto C, como
a velocidade instantânea no centro de gravidade do
volume δV, que instantaneamente envolve este ponto
C.
k w j v i u V
ˆ
ˆ ˆ
+ + =
r
( ) t z y x V V , , ,
r r
=
ou
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.3 Campo de Velocidade
Quanto a campo de velocidade considere:
Escoamentos permanentes e transientes;
Escoamentos 1D, 2D e 3D;
Linhas de tempo, trajetórias, linhas de emissão e
linhas de corrente;
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.3 Campo de Velocidade
Escoamento Permanente:
Se as propriedades em cada ponto de um escoamento
não se alteram com o tempo, o escoamento é dito
permanente, e, por conseguinte,
0 =


t
V
r
e
0 =


t
ρ
( ) z y x V V , ,
r r
=
;
e ( ) z y x , , ρ ρ =
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
∂t
Escoamento Transiente:
Se as propriedades em cada ponto de um escoamento
se alteram com o tempo, o escoamento é dito
transiente, logo,
0 ≠


t
V
r
e
0 ≠


t
ρ
( ) t z y x V V , , ,
r r
=
e
( ) t z y x , , , ρ ρ =
;
2.3 Campo de Velocidade
Escoamentos 1D, 2D e 3D:
Um escoamento é classificado como unidimensional,
bidimensional e tridimensional de acordo com o
número de coordenadas espaciais necessárias para
especificar seu campo de velocidade.
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Escoamento unidimensional e bidimensional.
2.3 Campo de Velocidade
Linhas de Tempo, trajetórias, Linhas de Emissão e Linhas
de Corrente:
Linhas de Tempo: Se num campo de escoamento,
várias partículas adjacentes forem marcadas num dado
instante formarão uma linha no fluido.
Trajetória: É o caminho traçado por uma partícula
fluida em movimento. Ex.: Fumaça, corante e etc.;
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Linhas de Emissão: Linha que uni os pontos que
passam num local fixo do espaço, onde todas as
partículas passando por aquele ponto fixo seriam
identificáveis no escoamento.
Linhas de Corrente: São aquelas desenhadas no
campo de escoamento de forma que num dado instante
são tangentes a direção do escoamento em cada ponto
do campo
2.3 Campo de Velocidade
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.4 Campo de Tensão
Forças de Superfície e Forças de Campo:
Cada partícula fluido pode estar sujeita a ação de
forças de superfície (pressão e atrito), e forças de
campo (eletromagnética e gravitacional).
A força gravitacional agindo sobre um elemento de
fluido dV é dado pela seguinte expressão,
V d g F ρ =
r
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Considere uma porção, da superfície em um ponto
qualquer C. A orientação é dada pelo vetor unitário .
O vetor é normal a superfície.
V d g F ρ =
r
A
r
δ


2.4 Campo de Tensão
A força, , agindo sobre uma pode ser
decomposta em duas componentes uma normal e
outra tangente à área.
Desta forma, uma tensão normal e uma de
cisalhamento podem ser definidas, logo,
F
r
δ
A
r
δ
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
n
n
A
n
A
F
n
δ
δ
σ
δ 0
lim

=
n
t
A
n
A
F
n
δ
δ
τ
δ 0
lim

=
2.4 Campo de Tensão
Um infinito número de planos passam pelo ponto C,
no entanto o estado de tensão pode ser descrito pela
especificação das tensões atuantes em três planos
quaisquer ortogonais entre si, pelas nove
componentes
(
(

xz xy xx
τ τ σ
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
(
(
(
¸

¸
zz zy zx
yz yy yx
xz xy xx
σ τ τ
τ σ τ
τ τ σ
2.4 Campo de Tensão
O elemento infinitesimal abaixo apresenta seis planos
em que a tensão pode atuar. Os planos são
caracterizados como positivos e negativos de acordo
com o sentido da normal;
Uma tensão será
positiva quando o
sentido e o plano no
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
sentido e o plano no
qual atua são ambos
positivos ou negativos.
2.5 Viscosidade
Para um fluido, as tensões de cisalhamento surgem
devido ao escoamento viscoso;
Os sólidos são elásticos e os fluidos são viscosos.
Materiais intermediários são viscoelásticos;
Para um fluido em repouso não haverá tensão de
cisalhamento;
A relação entre a tensão de cisalhamento aplicada e o
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
A relação entre a tensão de cisalhamento aplicada e o
escoamento caracteriza o tipo de fluido;
2.5 Viscosidade
Considere um elemento de fluido entre duas placas
semi-infinitas, a placa superior move-se com
velocidade constante δu sob ação de uma força δF
x
. A
tensão de cisalhamento, τ
yx
, aplicada ao elemento de
volume é expressa da forma,
δ
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
y
x
y
x
A
yx
dA
dF
A
F
y
= =

δ
δ
τ
δ 0
lim
2.5 Viscosidade
Durante um lapso de tempo δt, o elemento fluido é
deformado da posição MNOP para M’NOP’. Desta
forma a taxa de deformação será dada por,
dt
d
t
taxadef
t
α
δ
δα
δ
= =
→0
lim
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
A distância δl é dada por,
t u l δ δ δ =
Para pequenos ângulos pode-se escrever,
δα
δ
δ
δα ≈ =
y
l
tan
2.5 Viscosidade
Logo,
y l δ δα δ = e t u l δ δ δ =
então, combinando as
expressões e aplicando o limite quando δt e δy tendem a
zero,
dy
du
dt
d
=
α
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Desta forma, um elemento fluido quando submetido a
uma tensão de cisalhamento, experimentará uma taxa
de deformação proporcional a du/dy.
dy dt
Os fluidos os quais a tensão de cisalhamento é
proporcional à taxa de deformação são denominados
fluidos newtonianos.
2.5 Viscosidade – Fluidos Newtonianos
São fluidos os quais a tensão de cisalhamento é
proporcional a taxa de deformação. Ex.: água,
gasolina, álcool e ar.
dy
du
yx
∝ τ
A lei de Newton para a viscosidade estabelece que,
du
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
dy
du
yx
µ τ ≡
Onde µ é a viscosidade dinâmica [F.t/L
2
] dada nas seguintes
unidades,
s . Pa 1
m
s . N
1
2
=
(S.I.)
2 2
ft
s . slug
1
ft
s . lbf
1 =
(B.S.)
s . cm
g
1 poise 1 =
2.5 Viscosidade – Fluidos Newtonianos
A razão entre a viscosidade absoluta e a massa
específica é denominada viscosidade cinemática [L
2
/t],
apresentada da seguinte forma,
ρ
µ
ν =
[m
2
/s]
Uma unidade comum é o stocke definido como,
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
s
cm
1 stocke 1
2
=
2.5 Viscosidade – Fluidos Não-Newtonianos
Para fluidos os quais a tensão de cisalhamento não é
diretamente proporcional a taxa de deformação,
denomina-se de fluidos não-newtonianos. Ex.: Creme
dental, tinta, ketchup e sangue.
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.5 Viscosidade – Fluidos Não-Newtonianos
Para muitas aplicações de engenharia, uma relação
conveniente representativa entre a tensão de
cisalhamento e a taxa de cisalhamento é mostrada
abaixo,
n
yx
dy
du
k
|
|
¹
|

\
|
≡ τ
Onde k é o denominado de índice de consistência e n é o
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Onde k é o denominado de índice de consistência e n é o
índice de comportamento do escoamento.
A equação acima pode ser reescrita da seguinte forma,
dy
du
dy
du
dy
du
k
n
yx
η τ = ≡
−1
A fim de assegurar o mesmo sinal entre a taxa e a tensão.
η - viscosidade efetiva.
2.5 Viscosidade – Fluidos Não-Newtonianos
Para o creme dental, lama de perfuração e o plástico
de Bingham, eles comportam como sólidos até que
uma tensão limite seja atingida, a partir do qual
começam a escoar como fluidos, desta forma,
|
|
¹
|

\
|
+ ≡
dy
du
p y yx
µ τ τ
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.6 Tensão Superficial
Sempre que um líquido encontra-se em contato com
outros líquidos, gases ou sólidos, uma interface se
desenvolve agindo como uma membrana elástica
esticada, originando uma tensão superficial;
Esta membrana apresenta duas características: Um
ângulo de contato θ e uma magnitude de tensão
superficial σ [N/m
2
];
Tais características dependem do tipo de fluido e do
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Tais características dependem do tipo de fluido e do
tipo da superfície;
Exemplos típicos: Insetos sobre a superfície da água,
agulhas sobre a água, bolhas de sabão, etc.
2.6 Tensão Superficial
Balanço de força num segmento da interface mostra
um salto na pressão através da membrana elástica;
A tensão superficial é responsável por fenômenos de
ondas capilares, de ascensão e depressão capilar;
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Se o ângulo θ for < 90
o
superfície molhada, > 90º
superfície não-molhada;
2.6 Tensão Superficial
Depressão e Ascensão Capilar
Efeito importante da tensão superficial em engenharia
é a criação dos indesejáveis meniscos em manômetros
e barômetros;
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.6 Tensão Superficial
Depressão e Ascensão Capilar
Os assim chamados compostos surfactantes reduzem
consideravelmente os efeitos da tensão superficial.
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Mecânica dos
Fluidos Contínuos
Não-viscosos
µ = 0
Viscosos
µ ≠ 0
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Compressível Incompressível
Interno Externo
Laminar Turbulento
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Dois aspectos da mecânica dos fluidos mais difíceis
de tratar: (1) sua natureza viscosa e (2) sua
compressibilidade;
A primeira proposição, tratou o fluido incompressível
e sem atrito. Porém conduziu a paradoxo de
D’Alembert;
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Fluidos Viscosos e Não-Viscosos:
Considere uma bola sendo chutada a 96 km/h. Qual a
natureza do arrasto do ar sobre a bola? Atrito com o ar?
Aumento de pressão a frente da bola?
Uma partícula de areia, com velocidade terminal de 1
cm/s sob efeito da gravidade? Qual a natureza do
arrasto?
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Essas perguntas podem ser respondidas através de
um número adimensional chamado Reynolds que
relaciona forças de pressão e forças viscosas.
µ
ρVL
= Re
400000 Re
Bola

7 . 0 Re
areia

µ - viscosidade
ρ - massa específica
V - Velocidade
L - Comprimento característico
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Fluidos Viscosos e Não-Viscosos:
Num escoamento incompressível e sem atrito, as esta
teoria prediz linhas de correntes da forma apresentada
em (a),
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
Os pontos A e C apresentam pressões elevadas,
enquanto B e o simétrico apresentam baixas pressões,
não existindo força líquida de arrasto devido a pressão,
Paradóxo de D’Alembert.
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Fluidos Viscosos e Não-Viscosos:
Prandtl em 1904 postulou uma condição de não-
deslizamento, u = 0 em B, e a velocidade aumenta
rapidamente de zero até o valor previsto pela teoria do
escoamento não-viscoso. Existirá sempre uma camada
limite delgada em que o atrito é significativo.
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Fluidos Viscosos e Não-Viscosos:
O ar na esteira terá pressão relativamente baixa
enquanto a frente da bola possuirá uma pressão
elevada criando um arrasto de pressão devido a forma
do objeto.
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics
2.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos
Fluidos Viscosos e Não-Viscosos:
Uma possibilidade de redução de esteira, diminuindo
portanto o arrasto de pressão, é com a utilização de um
perfil;
Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics

2.1 Introdução
Tópicos Principais: O fluido como um contínuo; Campo de velocidade; Campo de Tensão; Viscosidade; Tensão superficial; Descrição e classificação dos movimentos de fluido.

Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics

2.2 Fluido como um Contínuo
Contínuo: Sob certas circunstâncias um fluido pode ser tratado como meio contínuo. Ex.: Escoamento de um rio. Meio não-contínuo: Esta hipótese é falha quando a trajetória média livre das moléculas o torna-se da mesma ordem de dimensão característica grandeza da menor significativa do problema. Ex.: Escoamento de um gás rarefeito na atmosfera superior.

Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics

z . Ex. y . δm ρ ≡ lim δV →δV ' δV ρ = ρ ( x.2 Fluido como um Contínuo Contínuo: Sob certas circunstâncias um fluido pode ser tratado como meio contínuo. t ) Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .: Escoamento de um rio.2.

que instantaneamente envolve este ponto C. r r V = V ( x. t ) r ˆ ou V = ui + vˆ + wk ˆ j Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . como a velocidade instantânea no centro de gravidade do volume δV.3 Campo de Velocidade Definição de Velocidade de uma fluido: Defini-se a velocidade de um fluido num ponto C. z .2. y .

Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .2. trajetórias.3 Campo de Velocidade Quanto a campo de velocidade considere: Escoamentos permanentes e transientes. 2D e 3D. Linhas de tempo. linhas de emissão e linhas de corrente. Escoamentos 1D.

z . ∂t ∂ρ = 0 e ρ = ρ ( x. z ) . e. ≠ 0 e ρ = ρ ( x. r r r ∂V = 0 e V = V ( x. y . t ) ∂t ∂t Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . o escoamento é dito permanente.2. y . z . y . por conseguinte. t ) . y . o escoamento é dito transiente. z ) ∂t ∂t Escoamento Transiente: Se as propriedades em cada ponto de um escoamento se alteram com o tempo. r r r ∂V ∂ρ ≠ 0 e V = V ( x. logo.3 Campo de Velocidade Escoamento Permanente: Se as propriedades em cada ponto de um escoamento não se alteram com o tempo.

3 Campo de Velocidade Escoamentos 1D. 2D e 3D: Um escoamento é classificado como unidimensional.2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . bidimensional e tridimensional de acordo com o número de coordenadas espaciais necessárias para especificar seu campo de velocidade. Escoamento unidimensional e bidimensional.

. Linhas de Corrente: São aquelas desenhadas no campo de escoamento de forma que num dado instante são tangentes a direção do escoamento em cada ponto do campo Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . Trajetória: É o caminho traçado por uma partícula fluida em movimento. corante e etc. onde todas as partículas passando por aquele ponto fixo seriam identificáveis no escoamento.3 Campo de Velocidade Linhas de Tempo.2. Linhas de Emissão e Linhas de Corrente: Linhas de Tempo: Se num campo de escoamento. várias partículas adjacentes forem marcadas num dado instante formarão uma linha no fluido.: Fumaça. trajetórias. Linhas de Emissão: Linha que uni os pontos que passam num local fixo do espaço. Ex.

2.3 Campo de Velocidade Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .

2. ˆ O vetor n é normal a superfície. δA da superfície em um ponto ˆ qualquer C. e forças de campo (eletromagnética e gravitacional). A orientação é dada pelo vetor unitário n .4 Campo de Tensão Forças de Superfície e Forças de Campo: Cada partícula fluido pode estar sujeita a ação de forças de superfície (pressão e atrito). r F = ρ g dV r Considere uma porção. A força gravitacional agindo sobre um elemento de fluido dV é dado pela seguinte expressão. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .

logo.4 Campo de Tensão . uma tensão normal e uma de cisalhamento podem ser definidas.2. δF r δA δFn σ n = lim δA → 0 δA n n δFt τ n = lim δA → 0 δA n n Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . r A força. Desta forma. agindo sobre uma pode ser decomposta em duas componentes uma normal e outra tangente à área.

no entanto o estado de tensão pode ser descrito pela especificação das tensões atuantes em três planos quaisquer ortogonais entre si.4 Campo de Tensão Um infinito número de planos passam pelo ponto C.2. pelas nove componentes σ xx τ xy  τ yx σ yy  τ zx τ zy  τ xz   τ yz  σ zz   Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .

2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . Uma tensão será quando o positiva sentido e o plano no qual atua são ambos positivos ou negativos.4 Campo de Tensão O elemento infinitesimal abaixo apresenta seis planos em que a tensão pode atuar. Os planos são caracterizados como positivos e negativos de acordo com o sentido da normal.

A relação entre a tensão de cisalhamento aplicada e o escoamento caracteriza o tipo de fluido. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .2.5 Viscosidade Para um fluido. Os sólidos são elásticos e os fluidos são viscosos. Para um fluido em repouso não haverá tensão de cisalhamento. Materiais intermediários são viscoelásticos. as tensões de cisalhamento surgem devido ao escoamento viscoso.

2. aplicada ao elemento de volume é expressa da forma. τyx. a placa superior move-se com velocidade constante δu sob ação de uma força δFx. A tensão de cisalhamento.5 Viscosidade Considere um elemento de fluido entre duas placas semi-infinitas. δFx dFx τ yx = lim = δA → 0 δA dAy y y Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .

5 Viscosidade Durante um lapso de tempo δt. Desta forma a taxa de deformação será dada por.2. δl tan δα = ≈ δα δy Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . δα dα taxadef = lim = δt →0 δt dt A distância δl é dada por. o elemento fluido é deformado da posição MNOP para M’NOP’. δl = δu δt Para pequenos ângulos pode-se escrever.

experimentará uma taxa de deformação proporcional a du/dy. Os fluidos os quais a tensão de cisalhamento é proporcional à taxa de deformação são denominados fluidos newtonianos. e δl = δu δt então.2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . um elemento fluido quando submetido a uma tensão de cisalhamento.5 Viscosidade Logo. combinando as expressões e aplicando o limite quando δt e δy tendem a zero. δl = δα δy dα du = dt dy Desta forma.

) lbf .s 1 2 = 1 Pa. gasolina. N. álcool e ar. τ yx du ∝ dy du ≡µ dy A lei de Newton para a viscosidade estabelece que.s Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .5 Viscosidade – Fluidos Newtonianos São fluidos os quais a tensão de cisalhamento é proporcional a taxa de deformação.2.) g 1 poise = 1 cm.s slug.s 1 2 =1 2 ft ft (B.: água.S. Ex.t/L2] dada nas seguintes unidades.s m (S.I. τ yx Onde µ é a viscosidade dinâmica [F.

cm 2 1 stocke = 1 s Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . µ ν= ρ [m2/s] Uma unidade comum é o stocke definido como. apresentada da seguinte forma.5 Viscosidade – Fluidos Newtonianos A razão entre a viscosidade absoluta e a massa específica é denominada viscosidade cinemática [L2/t].2.

5 Viscosidade – Fluidos Não-Newtonianos Para fluidos os quais a tensão de cisalhamento não é diretamente proporcional a taxa de deformação. tinta.2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . Ex. ketchup e sangue.: Creme dental. denomina-se de fluidos não-newtonianos.

τ yx du ≡k dy n −1 du du =η dy dy η . Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . uma relação conveniente representativa entre a tensão de cisalhamento e a taxa de cisalhamento é mostrada abaixo. A equação acima pode ser reescrita da seguinte forma. τ yx  du  ≡ k   dy    n Onde k é o denominado de índice de consistência e n é o índice de comportamento do escoamento.viscosidade efetiva.2. A fim de assegurar o mesmo sinal entre a taxa e a tensão.5 Viscosidade – Fluidos Não-Newtonianos Para muitas aplicações de engenharia.

eles comportam como sólidos até que uma tensão limite seja atingida. desta forma. a partir do qual começam a escoar como fluidos. τ yx  du  ≡τ y + µp   dy    Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . lama de perfuração e o plástico de Bingham.2.5 Viscosidade – Fluidos Não-Newtonianos Para o creme dental.

etc. Exemplos típicos: Insetos sobre a superfície da água. agulhas sobre a água. Esta membrana apresenta duas características: Um ângulo de contato θ e uma magnitude de tensão superficial σ [N/m2].6 Tensão Superficial Sempre que um líquido encontra-se em contato com outros líquidos. gases ou sólidos. originando uma tensão superficial. uma interface se desenvolve agindo como uma membrana elástica esticada. bolhas de sabão. Tais características dependem do tipo de fluido e do tipo da superfície. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .2.

6 Tensão Superficial Balanço de força num segmento da interface mostra um salto na pressão através da membrana elástica. Se o ângulo θ for < 90o superfície molhada.2. de ascensão e depressão capilar. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . > 90º superfície não-molhada. A tensão superficial é responsável por fenômenos de ondas capilares.

6 Tensão Superficial Depressão e Ascensão Capilar Efeito importante da tensão superficial em engenharia é a criação dos indesejáveis meniscos em manômetros e barômetros. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .2.

2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .6 Tensão Superficial Depressão e Ascensão Capilar Os assim chamados compostos surfactantes reduzem consideravelmente os efeitos da tensão superficial.

7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Mecânica dos Fluidos Contínuos Não-viscosos µ=0 Viscosos µ≠0 Laminar Turbulento Compressível Incompressível Interno Externo Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .2.

Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . A primeira proposição.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Dois aspectos da mecânica dos fluidos mais difíceis de tratar: (1) sua natureza viscosa e (2) sua compressibilidade.2. Porém conduziu a paradoxo de D’Alembert. tratou o fluido incompressível e sem atrito.

7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Fluidos Viscosos e Não-Viscosos: Considere uma bola sendo chutada a 96 km/h. com velocidade terminal de 1 cm/s sob efeito da gravidade? Qual a natureza do arrasto? Essas perguntas podem ser respondidas através de um número adimensional chamado Reynolds que relaciona forças de pressão e forças viscosas.2.viscosidade Re Bola ≈ 400000 .Velocidade .Comprimento característico Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . Qual a natureza do arrasto do ar sobre a bola? Atrito com o ar? Aumento de pressão a frente da bola? Uma partícula de areia. ρVL Re = µ µ ρ V L .7 .massa específica Re areia ≈ 0.

não existindo força líquida de arrasto devido a pressão. enquanto B e o simétrico apresentam baixas pressões.2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . as esta teoria prediz linhas de correntes da forma apresentada em (a). Paradóxo de D’Alembert. Os pontos A e C apresentam pressões elevadas.7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Fluidos Viscosos e Não-Viscosos: Num escoamento incompressível e sem atrito.

Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Fluidos Viscosos e Não-Viscosos: Prandtl em 1904 postulou uma condição de nãodeslizamento.2. e a velocidade aumenta rapidamente de zero até o valor previsto pela teoria do escoamento não-viscoso. Existirá sempre uma camada limite delgada em que o atrito é significativo. u = 0 em B.

Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics .7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Fluidos Viscosos e Não-Viscosos: O ar na esteira terá pressão relativamente baixa enquanto a frente da bola possuirá uma pressão elevada criando um arrasto de pressão devido a forma do objeto.2.

7 Classificação dos Movimentos de Fluidos Fluidos Viscosos e Não-Viscosos: Uma possibilidade de redução de esteira.2. Chapter 12 Mixtures and Psychrometrics . é com a utilização de um perfil. diminuindo portanto o arrasto de pressão.

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