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Expresso, 26 de maio de 2012

ECONOMIA

27

MEDIA

Expresso, 26 de maio de 2012 ECONOMIA 27 MEDIA Redações vão ter menos jornalistas Inquérito revela
Expresso, 26 de maio de 2012 ECONOMIA 27 MEDIA Redações vão ter menos jornalistas Inquérito revela
Expresso, 26 de maio de 2012 ECONOMIA 27 MEDIA Redações vão ter menos jornalistas Inquérito revela
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Expresso, 26 de maio de 2012 ECONOMIA 27 MEDIA Redações vão ter menos jornalistas Inquérito revela

Redações vão ter menos jornalistas

Inquérito revela que as chefias dos media portugueses encaram como inevitável a diminuição de redatores

A maioria das chefias dos meios

de comunicação social portugue- ses admite que o número de jor-

nalistas nas suas redações dimi- nuiu nos últimos três anos. Num inquérito realizado pelo Fórum de Jornalistas em parceria com

o Centro de Estudos e Sonda-

gens de Opinião da Universida-

de Católica (CESOP) – cujos re- sultados serão apresentados ho-

je à tarde –, 67,8% dos responsá-

veis editoriais inquiridos afir- mam ter hoje menos jornalistas nas suas equipas. E o cenário vai piorar: quando questionados so- bre as expectativas para o próxi- mo ano, 53,8% indicam que o nú- mero de jornalistas deverá conti- nuar a diminuir. “As próprias chefiasjá interioriza- ram que esta é uma situação sem retorno”, constata Rogério Santos, diretor do CESOP e responsável pelo inquérito, antes de abordar um “dado curioso” nas conclusões

do estudo, a que responderam 174 diretores, editores e chefes de reda- ção de jornais, rádios, televisões e sites de informação. “Apesar dessa admissão de per- da de quantidade de jornalistas,

a maioria das chefias diz que o

trabalho dos seus meios não per- deu profundidade. É um fator que parece entrar em contradi- ção”, sustenta. Isto porque, co- mo sublinha Rogério Santos, ou- tro indicador resultante do in- quérito é a admissão, sobretudo entre os diretores, que “a falta de tempo na edição dos traba- lhos é um dos maiores proble- mas” identificados nas mudan- ças registadas nos últimos anos.

identificados nas mudan- ças registadas nos últimos anos. ALGUMAS CONCLUSÕES Economia em alta A economia tornou-se

ALGUMAS CONCLUSÕES

Economia em alta

A economia tornou-se nos

últimos anos um dos temas prioritários no eixo informativo da maioria dos meios. 76% dos

inquiridos consideram mesmo esta área “muito essencial”, um

registo só ultrapassado pelas ‘notícias nacionais’, que obtiveram 89% de respostas. Nos últimos anos, aliás,

a economia (com 60% de

respostas) e as features e estilo

de vida (45%) foram os temas que mais espaço ganharam nos meios nacionais.

Redações locais mais pobres

A maioria das chefias de meios

de comunicação (55,3%) antecipa que vai diminuir nos próximos anos a importância das delegações regionais face à redação central, em termos de recursos humanos e financeiros.

Chefias com poucas mulheres

O inquérito feito pelo Fórum de

Jornalistas identificou ainda que embora haja cada vez mais mulheres nas redações, os cargos de chefia continuam a ser maioritariamente ocupados por homens.

Ainda assim, entre as piores mudanças nas redações no pas- sado recente, as respostas mais

vezes referidas no inquérito são

a perda de jornalistas com me-

mória e experiência e a falta de tempo para pensar, devido à exi-

gência de velocidade na publica- ção dos trabalhos.

Aposta no online aumenta

Sobre o futuro do negócio dos me- dia, a crescente aposta no online será uma tendência para manter, com reflexo evidente no número de horas que as chefias preveem

que os seus jornalistas dediquem

a este suporte: 47,1% dos partici-

pantes no inquérito antecipam que mais de 50% do tempo dos seus profissionais sejam dedica- dos ao online. Na imprensa, essa expectativa atinge mesmo os 57%

de respostas. No entanto, o peso desta plata- forma nas receitas dos media mostra que ainda há muito cami- nho a percorrer para que se torne um veículo de sustentação dos ne- gócios de media: 87% dos inquiri- dos admitem que as receitas das suas edições online não ultrapas-

sam os 20% nos proveitos totais do seu meio de comunicação. “O online não é ainda muito rentável, mas vai ser ainda mais usado pelos meios nos próximos anos. Estas respostas são um in- dicador de que continua a ser en- carado como uma saída para os meios em papel”, enfatiza Rogé- rio Santos. “Há grande expectativa em re- lação a esta plataforma e as che-

BREVES

em re- lação a esta plataforma e as che- BREVES AUTÓDROMO DO ALGARVE EM RISCO DE

AUTÓDROMO DO ALGARVE EM RISCO DE FALÊNCIA

Dívidas de ¤1,6 milhões, elevadas a ¤2,6 milhões com custos de mora, levaram um consórcio liderado pela Siemens a pedir a insolvência do autódromo do Algarve. Mas na quinta-feira a Parkalgar, empresa gestora desta estrutura, garantiu ter chegado a acordo com os credores, frisando que a atividade irá prosseguir no autódromo que acolheu a apresentação mundial do BMW série 3.

Soares da Costa favorita na Florida

CONSTRUÇÃO A Prince, subsi- diária do grupo Soares da Cos-

ta nos EUA, foi considerada co-

mo tendo a proposta mais com- petitiva à construção de aces- sos ao aeroporto internacional de Southwest Florida, em Fort Myers, um projeto de ¤42,3 mi- lhões a executar em 795 dias.

Sonae Capital duplica prejuízos no trimestre

RESULTADOS Os prejuízos da So- nae Capital no primeiro trimes- tre ascenderam a ¤6,9 milhões, mais do dobro dos ¤3,25 mi- lhões do período homólogo de 2011. As receitas caíram 22%, para ¤26,53 milhões.

fias — tal como os patrões — pen- sam desenvolver ainda mais es- ta área”, prossegue, antes de sublinhar outro fator que susten-

ta esta perspetiva: 52% dos in- quiridos defendem que os novos suportes como tablets e smart- phones podem permitir aos meios chegar a novos públicos e 35% considera que são também uma oportunidade para cobrar mais conteúdos online. Neste último ponto, mais uma vez são os responsáveis editoriais por meios impressos quem mais acredita na oportunidade de en-

contrar aqui uma nova fonte de receita (43%). “Talvez seja um sintoma de que os meios em pa- pel estão mais conscientes de que é necessário inovação”, diz Rogério Santos.

Maioria dos inquiridos admite que a perda de receitas complementares de conferências ou suplementos complicaria o negócio

Numa conjuntura de investi- mento publicitário em forte que- bra no mercado português, a procura de receitas complemen- tares é outras das preocupações das chefias. Aliás, a maioria dos inquiridos admite que a perda dos proveitos gerados pela orga- nização de conferências, produ- ção de suplementos e outras pro- moções poderia colocar em ris- co a operação dos seus meios (46%) ou mesmo torná-la inviá- veis (15%).

Adriano Nobre

abnobre@expresso.impresa.pt

co a operação dos seus meios (46%) ou mesmo torná-la inviá- veis (15%). Adriano Nobre abnobre