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Escola Profissional Gustave Eiffel Curso Técnico de Protecção Civil Turma 281 – 2º Ano 2010/2011
Escola Profissional Gustave Eiffel
Curso Técnico de Protecção Civil
Turma 281 – 2º Ano
2010/2011
Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Agradecimentos Prestamos os

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Agradecimentos

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Agradecimentos Prestamos os

Prestamos os nossos sinceros agradecimentos a todos os que tornaram este Projecto possível, e colaboraram connosco no sentido de melhorar e materializa-lo. Agradecemos especialmente ao Geógrafo Luís Carvalho e ao Adjunto de Comando António Farinha do Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora pela disponibilidade e apoio que nos prestaram que foi valioso e decisivo para o resultado final. A todos um Muito Obrigado.

Fernando Rodrigues 103075 Pedro Vaz 101672

Escola Profissional Gustave Eiffel Curso Técnico de Protecção Civil Nível 4 Turma 281 2º Ano

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Índice Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Introdução 5

Índice

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Índice Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Introdução 5

Introdução

5

Enquadramento

5

Motivação para a escolha da entidade em estudo

5

Objectivos Gerais

5

Objectivos Específicos

5

Metodologia

6

Parte I

7

1-Caracterização do Agente de Protecção Civil em Estudo

7

1.1 Enquadramento do Agente de Protecção Civil em estudo no contexto da

Protecção Civil Nacional

7

Serviços Municipais de Protecção Civil

7

1.2 Identificação da Entidade em Estudo

13

Recursos Materiais

14

Recursos Logísticos

15

Recursos Humanos

15

Gabinetes

15

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Parte II 16

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Parte II 16

Parte II

16

2- Caracterização da Área de Intervenção do Agente de Protecção Civil em Estudo

16

  • 2.1 Localização (Regional e Local)

16

  • 2.2 Caracterização Física

18

  • 2.2.1 Orografia

18

  • 2.2.2 Hidrografia

19

  • 2.2.3 Flora

20

  • 2.2.4 Clima

20

  • 2.2.5 Acessibilidades e Redes de Comunicação

20 a 21

  • 2.2.6 Rede Escolar

21

  • 2.2.7 Instalações Militares

21

  • 3 Caracterização Demográfica

21 a 23

  • 4 Caracterização Socio-económica

23

  • 5 Análise de Riscos Físicos e Riscos Antrópicos na Área de Intervenção do Serviço Municipal

23

  • 5.1 Riscos/Catástrofes de Origem Natural

24

  • 5.1.1 Cheias

24

  • 5.1.2 Sismos

24

  • 5.1.3 Aluimentos/Deslizamentos

25

  • 5.1.4 Situações meteorológicas adversas

25

  • 5.1.5 Ondas de calor

25

  • 5.1.6 Vagas de Frio Intenso

26

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.2 – Riscos/Catástrofes

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.2 – Riscos/Catástrofes
 

5.2

Riscos/Catástrofes de origem tecnológica

26

 
  • 5.2.1 Acidentes graves de tráfego

26

  • 5.2.1.1 Acidentes rodoviários

26

  • 5.2.1.2 Acidentes Aéreos

27

  • 5.2.1.3 Acidentes Ferroviários

27

  • 5.2.2 Acidentes Industriais e Rede de Gás

27

  • 5.2.3 Incêndios Urbanos

28

  • 5.2.4 Transporte de Mercadorias Perigosas

28

  • 5.2.5 Estruturas Colapsadas ou em Colapso

28

  • 5.2.6 Ruptura de Reservatórios ou Descargas Excepcionais

28 a 29

  • 5.2.7 Contaminações, Epidemias e Pandemias

29

 

5.3

Riscos/Catástrofes de Origem Socio-Política

29

 
  • 5.3.1 Ataques Terroristas

29

  • 5.3.2 Ameaças de Bombas

30

  • 5.3.3 Distúrbios da Ordem Publica

30

Parte III

31

6 Análise da Intervenção do Agente de Protecção Civil em Estudo, no âmbito das suas

Competências

 

31

 

6.1

Caracterização das Ocorrências Diárias

31

6.2

Intervenção em acidentes graves ou em situações de catástrofes

31

Síntese Final

32 a 33

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico A- Anexos Legislativos

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A- Anexos Legislativos

Anexos

A1 Lei de Bases da Protecção Civil (Lei Nº 27/2006 de 3 de Julho) A2 Lei 65/2007 de 12 de Novembro

B Anexos Cartográficos

B1 Mapa Instalações de Protecção Civil B2 Modelo Digital de Terreno B3 Mapa Bacias Hidrográficas B4 Carta das Zonas Inundáveis do Município da Amadora B5 Mapa de Isossistas de Intensidade Máxima B6 Sismicidade Histórica Isossistas de Intensidade Máxima B7 Carta de Risco Sísmico B8 Carta de Acessibilidades e Redes de Comunicação B9 Rede de Gás B10 Edifícios Industriais: Levantamento das Zonas Industriais B11 Carta de Ocorrências 2010

C Outros Anexos (Criar Aba)

C1 Relação Escala de Mercalli/Escala de Richter C2 Totais Ocorrências Amadora 2000-2010 C3 Meios e Equipamentos de Intervenção e Reserva C4 Equipamentos de Educação e Ensino

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Introdução Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Enquadramento No

Introdução

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Introdução Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Enquadramento No

Enquadramento

No âmbito do Curso Técnico de Protecção Civil, é pretendido que durante o decorrer do 2º ano de curso, apresentemos um projecto de estudo, neste caso, acerca de um agente com competências de protecção civil, que englobe vários componentes das diversas disciplinas leccionadas até à data.

É com este intuito, que nós decidimos desenvolver um projecto em colaboração com o Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora (SMPC), abordando na generalidade quais as competências e enquadramento legal destes serviços, tratando depois o caso do SMPC Amadora e da sua caracterização, meios e implementação da sua área de actuação.

Motivação para a escolha da entidade em estudo

A escolha desta entidade está fortemente relacionada com a proximidade e facilidade de acesso ao serviço, e também pela afinidade de um dos autores deste projecto com o próprio Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora.

Objectivos Gerais

É objecto deste trabalho, compreender a dinâmica que envolve os Serviços Municipais de Protecção Civil, abordando o caso dos SMPC da Amadora, cujo envolvimento e caracterização são sujeito deste projecto agora apresentado.

Objectivos Específicos

Conhecer o serviço municipal de protecção civil da Amadora e os serviços municipais em geral;

Conhecer a competência atribuídas à SMPC - Amadora e aos serviços municipais em geral;

Enquadrar segundo a legislação essas competências;

Caracterizar a área de implementação do SMPC Amadora;

Caracterizar a área de intervenção do SMPC Amadora, o município da Amadora.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Metodologia Para a

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Metodologia

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Metodologia Para a

Para a realização deste Projecto Tecnológico, recolhemos informações junto dos técnicos do SMPC Amadora, que incluem:

  • O Plano Municipal de Emergência da Amadora (PME Amadora);

  • Do Risco à Catástrofe Um Desafio para a Protecção Civil Municipal(Apresentação PowerPoint);

  • Registo de Ocorrências (2000 2010);

  • Carta de Ocorrências (2010);

  • Lei 65/2007, de 12 de Novembro - Enquadramento institucional e operacional no âmbito municipal, organização dos serviços municipais de protecção civil e competências do comandante operacional municipal.

Realizamos um trabalho em texto, e uma apresentação de diapositivos para apresentação ao júri.

Reunião com elementos do SMPC Recolha das informações- base para o Projecto Tratamento e análise de
Reunião com elementos do
SMPC
Recolha das informações-
base para o Projecto
Tratamento e análise de
informação
Estudo da legislação vigente
para os SMPC e
implementação no projecto
Materialização do Projecto
Fases

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Parte I 1-

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Parte I 1-

Parte I 1- Caracterização do Agente de Protecção Civil em Estudo

1.1 Enquadramento do Agente de Protecção Civil em estudo no contexto da Protecção Civil Nacional

Serviços Municipais de Protecção Civil

Tendo como referencial a Lei de Bases da Protecção Civil (Lei Nº 27/2006 de 3 de Julho Anexo A1), a actividade de Protecção Civil é “(…)desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e autarquias locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos e proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.” Tem também “(…)carácter permanente, multidisciplinar e plurissectorial, cabendo a todos os órgãos e departamentos da Administração Pública promover as condições indispensáveis à sua execução, de forma descentralizada, sem prejuízo do apoio mútuo entre organismos e entidades do mesmo nível ou proveniente de níveis superiores.” No entanto, apesar de ser referida nesta Lei a divisão sectorial da protecção civil, a nível institucional, foi então definida a divisão ao nível dos Serviços Municipais. A divisão ao nível municipal foi entretanto melhorada no ano seguinte pela Lei 65/2007 de 12 Novembro. (Ver Anexo A2 - Lei 65/2007 de 12 Novembro)

O agente em estudo, como já referido anteriormente, é o Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora. De acordo com Lei 65/2007 de 12 Novembro, que define o enquadramento institucional e operacional dos serviços municipais de protecção civil, assim como a sua organização e competências do Comandante Operacional Municipal (Na Amadora o Sr. Comandante Mário Fernandes), como complemento à Lei 27/2006 de 3 de Julho, a protecção civil municipal, tem como objectivos:

  • Prevenir no território municipal os riscos colectivos e a ocorrência de acidente grave ou catástrofe deles resultantes;

  • Atenuar (no município) os riscos colectivos e limitar os efeitos no caso de acidente grave ou catástrofe;

  • Socorrer e assistir no território municipal as pessoas e outros seres vivos em perigo e proteger bens e valores culturais, ambientais e de interesse público;

  • Apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas nas áreas do município afectadas por acidente grave ou catástrofe.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico A fim de

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico A fim de

A fim de atingir estes objectivos fundamentais, a Protecção Civil Municipal é exercida através de:

  • Levantamento, previsão, avaliação e prevenção dos riscos colectivos do município;

  • Análise permanente das vulnerabilidades do município;

  • Informação e formação da população tendo sempre como objectivo a sensibilização de autoprotecção e colaboração com as autoridades;

  • Planeamento de soluções de emergência, tendo como horizonte a busca, o salvamento, a prestação de socorro e de assistência, a evacuação, alojamento e abastecimento das populações presentes no município;

  • Inventariação de meios e recursos disponíveis e com maior facilidade de mobilização ao nível municipal;

  • Estudo e divulgação de formas adequadas de protecção dos edifícios em geral, de monumentos e de outros bens culturais, de infra-estruturas, do património arquivístico, de instalações de serviços essenciais, bem como do ambiente e dos recursos naturais existentes;

  • Previsão e planeamento de acções atinentes à eventualidade de isolamento de áreas afectadas por riscos no território municipal. Os serviços municipais de protecção civil são apoiados e supervisionados pela Comissão Municipal de Protecção Civil do município, a este organismo compete assegurar que todas as entidades e instituições municipais, imprescindíveis às operações de protecção e socorro, emergência e assistência previsíveis ou decorrentes de acidente grave ou catástrofe se articulam entre si, garantindo os meios considerados adequados à gestão da ocorrência em caso concreto.(Nº 1, Artigo 3º, Lei 65/2007 de 12 de Novembro)

A Comissão Municipal é constituída por:

  • Presidente da Câmara Municipal (preside a comissão);

  • O Comandante Operacional Municipal;

  • Um elemento de comando de cada corpo de bombeiros do município;

  • Um elemento de cada força de segurança do município;

  • A autoridade de saúde do município;

  • Dirigente máximo da unidade de saúde local ou o director do centro de saúde e o director do hospital do município, designados pelo director-geral da Saúde;

  • Um representante dos serviços de segurança social e solidariedade;

  • Os representantes das diversas entidades e serviços do município, que possam contribuir nas acções de protecção civil, de acordo com as suas actividades, risco e características da região.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Compete as Comissões

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Compete as Comissões Municipais de Protecção Civil:

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Compete as Comissões
  • Accionar a elaboração do PME, remete-lo para a Comissão Nacional de Protecção Civil (CNPC) e acompanhar a execução do mesmo;

  • Acompanhar as políticas ligadas ao sistema de protecção civil desenvolvidas por agentes públicos;

  • Determinar o accionamento dos planos, quando justificável;

  • Garantir o accionamento por parte dos intervenientes no plano no município, segundo a sua estrutura orgânica, atribuições e meios necessários;

  • Difundir comunicados e avisos às populações e às entidades e instituições, incluindo os órgãos de comunicação social (OCS).

Existem também Subcomissões Permanentes, criadas para os diferentes riscos existentes no município e quando tal se justifica quanto à sua frequência ou magnitude previsível, acompanhando essa/essas situações e acções de protecção civil. (Segurança contra inundações, incêndios, acidentes biológicos ou químicos).

Quanto à Câmara Municipal compete-lhe, através dos SMPC, a elaborar o plano municipal de emergência, aprovado posteriormente pela CNPC. A câmara municipal é consultada quanto ao estabelecimento das medidas de utilização do solo tomadas após a declaração de calamidade, quanto ás medidas de protecção especial e medidas preventivas adoptadas para a regulamentação provisória do solo em partes delimitadas da área abrangida pela declaração, nomeadamente em virtude da suspensão dos planos municipais de ordenamento do território ou planos especiais de ordenamento do território.

O presidente da câmara municipal por sua vez é a autoridade máxima de protecção civil ao nível municipal, e é a este que compete declarar a situação de alerta no município e consulta o governador civil para a declaração distrital, quando estiver em causa a área do respectivo município.

As Juntas de Freguesia, têm dever de colaborar com os SMPC, prestando toda a ajuda solicitada por estes, no âmbito das suas atribuições e competências, próprias ou delegadas.

Unidades Locais, criadas por determinação da comissão municipal de protecção civil, assim como a sua constituição e tarefas pela localização específica de determinados riscos. São constituídas no âmbito das freguesias.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Os Serviços Municipais

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Os Serviços Municipais

Os Serviços Municipais de Protecção Civil são responsáveis pela prossecução das actividades de protecção civil no município, sendo os adequados ao exercício da função de protecção e socorro, variáveis pelas características da população e dos riscos presentes no município e que, quando as dimensões e características do município o permitirem, podem incluir gabinetes técnicos consoante as necessidades (Ex: Gabinete técnico florestal). Os SMPC são dirigidos pelo presidente da câmara municipal, sendo possível existir um vereador no qual delegar funções, por si determinado. Compete ao SMPC assegurar o funcionamento de todos os organismos do município em protecção civil, assim como centralizar, processar e divulgar a informação adquirida referente à Protecção Civil em âmbito municipal. As suas competências no âmbito dos seus poderes de planeamento e operações são:

  • Acompanhar a elaboração e actualizar o plano municipal de emergência e os planos especiais (caso existam);

  • Garantir a funcionalidade e eficácia da estrutura do SMPC;

  • Inventariar e actualizar os registos dos recursos e meios existentes no concelho com interesse para o SMPC;

  • Realizar estudos técnicos para a identificação, analise e consequências dos riscos naturais, tecnológicos e sociais do município em função da sua magnitude prevista e local da ocorrência, às medidas adoptadas para fazer face às respectivas consequências e conclusões sobre o êxito e insucesso das acções realizadas em cada situação;

  • Planear o apoio logístico às vítimas e às forças de socorro em situação de emergência;

  • Levantar, organizar e gerir centros de alojamento a accionar em caso de emergência;

  • Elaborar planos prévios de intervenção e preparar e propor a execução de exercícios e simulacros que contribuam para uma actuação eficaz por parte dos agentes intervenientes;

  • Estudar as questões que lhe foram atribuídas, propondo as soluções mais adequadas.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Na prevenção e

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Na prevenção e segurança:

  • Propor medidas de segurança face aos riscos identificados;

  • Colaborar na elaboração e execução de treinos e simulacros;

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Na prevenção e
  • Elaborar projectos de regulamentação de prevenção e segurança;

  • Realizar acções de sensibilização para questões de segurança, preparando e organizando as populações face aos riscos e cenários previsíveis;

  • Promover campanhas de informação sobre medidas preventivas, dirigidas a segmentos específicos da população alvo, ou sobre riscos específicos em cenários prováveis previamente definidos;

  • Fomentar o voluntariado em protecção civil;

  • Estudar as questões que lhes forem atribuídas propondo as soluções adequadas.

Quanto à informação pública:

  • Assegurar a pesquisa, análise, selecção e difusão da documentação com importância para a protecção civil;

  • Divulgar a sua missão e estrutura;

  • Recolher a informação pública das comissões e gabinetes que o integram destinada à divulgação pública relativa a medidas preventivas e situações de catástrofe;

  • Promover e incentivar acções de divulgação da protecção civil junto dos munícipes com vista à adopção de medidas de autoprotecção;

  • Indicar, na iminência de acidentes graves ou catástrofes, as orientações, medidas de prevenção e procedimentos a ter pela população;

  • Dar seguimento a outros procedimentos, por determinação do presidente da câmara municipal ou vereador com competências delegadas.

Quanto à actuação florestal, as competências do SMPC podem ser exercidas pelo gabinete técnico florestal.

Em cada município há um Comandante Operacional Municipal (COM), nomeado pelo presidente da câmara e que deste depende hierárquica e funcionalmente. O COM actua apenas no município, e, no caso de neste existir um corpo de bombeiros profissional ou misto, o comandante desse corpo é o COM.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Comandante Operacional

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O Comandante Operacional Municipal tem como competências:

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Comandante Operacional
  • Acompanhar permanentemente as operações de protecção e socorro que ocorram na área do concelho;

  • Promover a elaboração dos planos prévios de intervenção com vista à articulação de meios face a cenários previsíveis;

  • Promover reuniões periódicas de trabalho sobre matérias de âmbito exclusivamente operacional, com os comandantes dos corpos de bombeiros;

  • Dar parecer sobre o material mais adequado à intervenção operacional no respectivo município;

  • Comparecer no local do sinistro sempre que as circunstâncias o aconselhem;

  • Assumir a coordenação das operações de socorro de âmbito municipal, nas situações previstas no plano de emergência municipal, bem como quando a dimensão do sinistro requeira o emprego de meios de mais de um corpo de bombeiros.

Permanecendo em dependência hierárquica e funcional do presidente da câmara, o COM mantém ligação de articulação operacional com o comandante operacional distrital.

Excepcionalmente, quando justificado pela amplitude e urgência de socorro, o comandante operacional nacional pode articular-se operacionalmente com o COM, nos municípios de Lisboa e Porto, esta articulação é permanente.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 1.2 – Identificação

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1.2 Identificação da Entidade em Estudo

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 1.2 – Identificação

O Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora é um agente de protecção civil de âmbito municipal, regulado directamente pela câmara municipal da Amadora, constituindo a base do sistema de protecção civil ao nível municipal, encontra-se na Pct. Carolina Simões na Venteira, sendo por isso localizado numa zona que se pode considerar central em relação à área do concelho, tendo acesso facilitado às vias de acesso para deslocamento aos diversos locais que necessitem a sua intervenção rápida.

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 1.2 – Identificação

Mapa localização instalações protecção civil (Anexo B1)

Fonte: SMPCA

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Trata-se de um

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Trata-se de um

Trata-se de um serviço de coordenação e planeamento operacional, responsável pela ligação institucional dos restantes agentes de protecção civil à autarquia, com deveres que abrangem

o estudo da área operacional, os seus riscos, gere a informação e comunicação ao público, elabora e actualiza o Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil, e restantes Planos Especiais e Planos Prévios de Actuação, seguindo os princípios de planear, prevenir e socorrer. Através do Comandante Operacional assume a expressão de comando num teatro de operações quando solicitado ou quando necessário. (Ver Anexo A2 Lei nº 65/2007, de 12 de Novembro)

Este Serviço, tem como meios internos disponíveis os seguintes:

Recursos Materiais:

  • 1 Viatura todo-o-terreno;

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  • 1 Viatura Posto de Comando.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Recursos Logísticos: 2

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Recursos Logísticos:

  • 2 Postos Médicos Avançados (PMA).

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Recursos Logísticos: 2

Recursos Humanos:

  • 1 Comandante Operacional Municipal Mário Fernandes;

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Recursos Logísticos: 2
  • 1 Adjunto de Comando/ Encarregado Operacional António Farinha;

  • 1 Técnico Superior de Geografia Luís Carvalho.

(Ver Anexo C3 Meios e Equipamentos de Intervenção e Reserva)

Gabinetes:

Gabinete de Planeamento e Operações;

Gabinete de Prevenção e Segurança;

Gabinete de Formação e Informação Pública;

Gabinete Técnico Florestal.

Tem ainda ao seu dispor outros meios, tanto da autarquia como privados, com utilização definida previamente no Plano Municipal de Emergência.

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Parte II Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2-

Parte II

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Parte II Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2-

2- Caracterização da Área de Intervenção do Agente de Protecção Civil em Estudo

2.1 Localização (Regional e Local)

O Concelho da Amadora, integra-se no Distrito de Lisboa, fazendo parte da AMLN (Área Metropolitana de Lisboa Norte), sendo um dos dezoito municípios que constituem a Área Metropolitana de Lisboa. É limitado a Sul pelo Concelho de Oeiras, e a Noroeste pelo de Sintra, a Este pelo de Lisboa e o de Odivelas.

Parte II Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2-

Fonte: PMEPCA, SMPCA

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Concelho tem

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Concelho tem

O Concelho tem uma área total de 24 Km 2 , dividido por onze freguesias:

  • 1 Alfornelos

7

Mina

  • 2 Alfragide

8

Reboleira

  • 3 Brandoa

9

S.Brás

  • 4 Buraca

10

Venda Nova

  • 5 Damaia

11

Venteira

  • 6 Falagueira

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Concelho tem

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2 – Caracterização

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2.2 Caracterização Física

2.2.1 - Orografia

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2 – Caracterização

No concerne ao relevo, o Concelho da Amadora caracteriza-se por um vale aberto, central como prolongamento do Vale de Benfica, uma zona com características de planalto a norte, uma coroa que envolve esta superfície planáltica onde se localiza a Serra da Mira a norte, e, a Sul e Sudoeste, a serra de Carnaxide. O município apresenta na generalidade declives bastante acentuados.

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2 – Caracterização

Anexo B2 Modelo Digital de Terreno

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2.2 – Hidrografia

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2.2.2 Hidrografia

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2.2 – Hidrografia

Amadora é atravessada pelo Rio da Costa, pela Ribeira de Carenque, Ribeira da Falagueira, Ribeira da Brandoa, Ribeira da Damaia e pela Ribeira de Algés. Estas encontram-se divididas em quatro bacias hidrográficas do Concelho:

Bacia do Rio Costa (afluente da Ribeira de Odivelas/Rio Trancão), que integra a Bacia

do Rio Trancão; Bacia da Ribeira da Falagueira, que inclui a Ribeira da Damaia (afluente da Ribeira de

Benfica), que se integra na Bacia de Alcântara; Bacia da Ribeira de Carenque (afluente do Rio Jamor), integrando a Bacia do Rio

Jamor; Bacia da Ribeira de Algés.

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2.2 – Hidrografia

Anexo B3 Mapa Bacias Hidrográficas (Ver também Anexo B4 Carta das Zonas Inundáveis do Município da Amadora)

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2.3 - Flora

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

  • 2.2.3 - Flora

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 2.2.3 - Flora

Tratando-se de um Concelho claramente urbano, não se verifica alguma espécie ou mancha florestal significativa, porém, existe alguma cobertura de eucaliptal na Quinta da Fonte Santa, no extremo norte do concelho, e alguns pequenos matos e jardins integrados na zona urbana.

  • 2.2.4 - Clima

O Concelho é abrangido por uma faixa climática que se dispõe com uma orientação geral N-S, na qual o clima marítimo do Litoral Oeste é dominante, associando-se também características mediterrânicas.

Apresenta uma temperatura média do ar ao

longo

do

ano

de

15

C,

com ventos que

se

orientam essencialmente de N a SE, apresenta uma humidade relativa média elevada (75-

80%).

Ocorre formação de geada durante aproximadamente 5 a 10 dias por ano.

O valor anual médio de precipitação é de aproximadamente 870 mm. Sendo que a sub-bacia da Amadora apresenta um escoamento médio de 216 mm num ano médio, 87 mm num ano seco e 337 mm num ano húmido. O valor médio anual do caudal de água da rede hidrográfica é de cerca de 150 mm.

Estes dados têm vindo a sofrer alterações progressivas, pela acção das alterações climatéricas, tema abordado no Relatório de Ambiente de 1999.

  • 2.2.5 Acessibilidades e Redes de Comunicação

O Concelho possuí uma rede viária extensa, composta por várias vias, como arruamentos urbanos, troços de Estradas Nacionais (EN), Itinerários Complementares (IC), de que são exemplo:

  • EN 6-2 Estrada de Alfragide;

  • EN 117 Estrada dos Cabos de Ávila;

  • EN 249 Avenida Elias Garcia;

  • EN 249-1 Estrada da Amadora;

  • EN 250 Estrada das Águas Livres;

  • EN 542 Estrada de Caneças Pontinha

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico E Vias Rápidas:

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E Vias Rápidas:

  • IC 16 Radial da Pontinha;

  • IC 17 CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa);

  • IC 18 CREL (Circular Regional Exterior de Lisboa);

  • IC 19 Radial de Sintra.

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico E Vias Rápidas:

Existem também quatro vias da linha ferroviária nacional, no Município, ligando-o a outros pólos populacionais, é servida pelas linhas de Sintra e Oeste. Estações de Amadora, Reboleira e Damaia.

Existem também duas estações da rede do Metropolitano de Lisboa, de Alfornelos e Amadora Este, e ainda mais uma em construção, fazendo interface com a estação de comboios da Reboleira, que estima-se entrar em funcionamento no último trimestre de 2012. Todas estas estações integram-se na linha Azul.

A Comunicação e Transporte com o Concelho pode igualmente ser efectuada por via aérea, apenas por helicópteros, dado que não possuí nenhum aeródromo, podendo esta abordagem ser feita através de alguns campos de futebol, o Heliporto do Hospital Fernando da Fonseca, e os das unidades militares. (Ver Anexo B8 Carta de Acessibilidades e Redes de Comunicação Terrestre)

  • 2.2.6 Rede Escolar

O Concelho possuí uma rede escolar extensa, composta por estabelecimentos de ensino da rede escolar pública, privada, da autarquia e de estabelecimentos de apoio social. (Ver anexo C4 Equipamentos de Educação e Ensino)

  • 2.2.7 Instalações Militares

É possível encontrar na área do Concelho, o Complexo de Alfragide da Força Aérea, a Academia Militar na Venteira e o Comando de Instrução do Exército Unidade de Apoio Militar Amadora/Sintra, na Venteira.

3 Caracterização Demográfica

O município da Amadora, foi fundado em 11 de Setembro de 1979, sendo essencialmente agrícola até ao início dos anos 50, o que explica o crescimento demográfico lento. No inicio dessa década, devido a uma industrialização e terciarização da Área Metropolitana de Lisboa, verificou-se uma explosão demográfica, pela crescente migração.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico A distância ao

A distância ao centro da cidade de Lisboa e a existência de infra-estruturas de transporte e saneamento básico, assim como de eixos de transporte rodoviário e ferroviário, que facilitam as condições para a habitação e acessibilidade, constituem condicionantes apelativas para a migração no interior da AML.

No município da Amadora, a electrificação dos caminhos de ferro na década de 50, juntamente com a proximidade do centro urbano e à instalação de algumas industrias de metalomecânica provocou a permanência desta população. Estima-se que 1996 cerca de 66% da população activa residente estivesse empregada fora do município. O mercado legal de habitação e a especulação imobiliária nesta altura de explosão da procura, e por Lisboa não conseguir responder a estas necessidades, a população instalou-se na periferia, onde surgiu uma oferta no mercado ilegal que se ajustava ao nível socioeconómico dessa população, surgiram então os bairros clandestinos ou degradados, em que o preço dos terrenos e das casas eram inferiores, os primeiros por apropriação gratuita. Este fenómeno verificou-se geralmente em terrenos militares.

Na

década

de

70,

existiu

um

grande

fluxo

imigratório

de

naturais

das

ex-colónias,

empregando-se sobretudo no sector terciário inferior e no sector da construção civil.

Em 1988, estima-se que em 35 núcleos de bairros degradados, habitavam 24.776 pessoas, o que representa 11% da população do concelho, que habitavam em 4856 barracas, e 27.665 pessoas em bairros clandestinos, 13 % da população.

Gráfico 1 - Evolução Demográfica no Concelho da Amadora, 1890 - 2001

1,500 1991 1981 1911 1970 1960 1890 1920 1930 2001 163,800 181,774 175,882 3,700 7,300 4,200
1,500
1991
1981
1911
1970
1960
1890
1920
1930
2001
163,800 181,774 175,882
3,700
7,300
4,200
49,200
115,000
1950
1940
10,300 19,700
Gráfico 1 - Evolução Demográfica no Concelho da Amadora, 1890 - 2001 1,500 1991 1981 1911

Fonte: I.N.E. Recenseamento Geral da População e Habitação, 2001. Território e População, Amadora 2001. Retirado e adaptado do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil da Amadora, 2007.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico A Amadora é

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico A Amadora é

A Amadora é um dos municípios com maior densidade populacional ao nível nacional. Dados preliminares dos Censos 2001 revelam que a Amadora contava com 175 882 habitantes, a residir em 80 581 alojamentos, isto numa área de 24 Km 2 , uma das mais pequenas em Portugal. Estima-se que em 2007 tivesse 176 000 habitantes, visto que tinha cerca de 150 000 eleitores recenseados, não entrando nestas contagens os cidadãos originários do Norte da Europa, que se encontram instalados no concelho.

  • 4 Caracterização Socio-económica

A actividade económica do Concelho dependia da indústria e de algum comércio, mas, tem-se verificado que nas últimas décadas, com a adesão de Portugal à União Europeia e a alteração política internacional, resultou no desaparecimento quase total do pólo industrial situado na Freguesia da Venda Nova, especialmente da indústria farmacêutica.

No entanto, com isto, surge um pólo comercial e de serviços, essencialmente na Zona Sul do Conselho, com o aparecimento de grandes superfícies comerciais, a actividade industrial converteu-se no comércio ou serviços, diversificando a actividade económica concelhia, que atraiu massas migratórias ao Concelho, que originou novas zonas urbanas. (Ver Anexo B10 Edifícios Industriais: Levantamento das Zonas Industriais)

  • 5 Análise de Riscos Físicos e Riscos Antrópicos na Área de Intervenção do Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora

Como referido no guião para a realização do Projecto Tecnológico, a noção de risco físico está associada à avaliação de danos e perdas provocados por uma catástrofe, que tenha origem natural ou antrópica. Está igualmente dependente da natureza e magnitude das suas causas, e das características do espaço territorial onde exerce influência.

Isto implica que existam segmentos da superfície terrestre mais vulneráveis a potenciais riscos, tanto de origem natural como antrópica.

Os factores que influenciam essa vulnerabilidade são

diversos, como a densidade

populacional, a natureza dos bens tecnológicos e culturais, tipo de organização socio- económica e a preparação dessas comunidades para fazer face aos diferentes factores de risco.

Daí a grande importância da análise e planeamento face aos riscos do Concelho.

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5.1 Riscos/Catástrofes de Origem Natural

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.1 – Riscos/Catástrofes

O Serviço Municipal de Protecção Civil identificou como riscos de origem natural mais significativos de ocorrência ou de gravidade das suas consequências:

Cheias; Sismos; Aluimentos/Deslizamentos; Ciclones e Tempestades; Ondas de Calor; Vagas de Frio Intenso.

  • 5.1.1 Cheias

O Concelho possuí um historial de cheias, sendo as mais graves em Novembro de 1967 e em Novembro de 1983. Mais recentemente este fenómeno ocorreu em Abril de 2010. Já

ocorreram cheias, na Ponte Quinta do Pomar Carenque, na Rotunda de Alfragide (Junto ao Estado Maior da Força Aérea), na Rua Capitães de Abril (Alfornelos) e na Damaia de Baixo, devido às características do Concelho. As cheias do Município, são normalmente uma consequência de temporais com vagas de chuva. Estes influenciam as bacias do Concelho:

Bacia do Rio Costa, Bacia da Ribeira da Falagueira, Bacia da Ribeira de Carenque e Bacia da Ribeira de Algés. Estes fenómenos são descritos na Carta de Zonas Inundáveis do Município da Amadora, disponível na página da Câmara Municipal da Amadora Informação Geográfica e Urbana. (Ver Anexo B3 Mapa de Bacias Hidrográficas e Anexo B4 - Carta das Zonas Inundáveis do Município da Amadora)

  • 5.1.2 Sismos

Trata-se de fenómenos não apenas locais mas também nacionais, sendo que Portugal situa-se numa área de actividade sísmica média, que poderão ser acompanhados de tsunamis se for gerada por focos cujo epicentro se encontre no Oceano. Devido à proximidade relativa da área de colisão entre a placa africana e a placa euro-asiática, o risco sísmico é grande.

Na ocorrência de um sismo forte, qualquer falha pode criar uma onda de choque, provocando danos á superfície, nomeadamente nas construções realizadas sobre as falhas.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Concelho da

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico O Concelho da

O Concelho da Amadora inclui-se na Zona A (primeira da escala de sismicidade), segundo o Regulamento de Segurança e Acção de Estruturas de Edifícios e Ponte, a que corresponde o coeficiente de 1 (algum risco sísmico). Na Escala de Mercalli e classificado como de grau IX, caracterizada por danos desastrosos. (Anexo B5 - Carta de Isossistas de Intensidade Máxima, Anexo B6 - Sismicidade Histórica Isossistas de Intensidade Máxima, Anexo B7 Carta de Risco Sísmico e Anexo C1 Relação Escala de Mercalli/Escala de Richter)

  • 5.1.3 Aluimentos/Deslizamentos

Estes fenómenos relacionam-se fortemente com precipitações elevadas, intensas e repentinas, que têm sido frequentes ultimamente e que afectam por vezes a rede viária e infra-estruturas de abastecimento público. Tendo em conta o tipo de terreno existente no Concelho, os níveis de declive existentes e as intervenções por obras públicas e privadas, existe a probabilidade de ocorrer, dado que o Concelho possuí algumas zonas com declives acentuados.

  • 5.1.4 Situações meteorológicas adversas

Portugal Continental engloba-se numa região da Terra com um clima marítimo e mediterrâneo. No país e na Amadora, fazem-se sentir períodos quentes e secos gerados por anticiclones que, nesses períodos se localizam na Europa Central e a que estão associadas amplas circulações de ar, que atravessam o Sahara antes de chegarem a Portugal. A estes opõem-se períodos de perturbações frontais muito húmidas e carregadas, que criam situações instáveis, predominando os períodos de chuva, vento e frio, originarias das depressões subpolares.

Durante o Outono, o Inverno e a Primavera ocorrem, por vezes, situações meteorológicas violentas e agressivas, que provocam consequências graves, como as perdas humanas e prejuízos materiais elevados.

  • 5.1.5 Ondas de calor

Resultam das alterações climatéricas referidas, caracterizando-se pelas temperaturas máximas superiores à média para a época, durante vários dias. Têm como uma das suas consequências, o aumento de óbitos visto que afecta especialmente as crianças e idosos com determinadas doenças crónicas e doentes acamados.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.1.6 – Vagas

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5.1.6 Vagas de Frio Intenso

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.1.6 – Vagas

São produzidas por uma massa de ar frio e usualmente seco que se desenvolve sobre uma área continental, ocorrendo reduções, por vezes repentinas, das temperaturas diárias, decrescendo os valores mínimos abaixo dos 0 C durante o Inverno. Normalmente relacionam-se com ventos moderados ou forte, que ampliam os efeitos do frio. A sua origem associa-se ao posicionamento do anticiclone do Açores, perto da Península Ibérica ou de um anticiclone nas imediações da Europa do Norte.

Estas podem surgir de fenómenos como a queda de neve, ventos fortes ou a formação de gelo.

5.2 Riscos/Catástrofes de origem tecnológica

Os riscos provenientes deste tipo de fenómenos têm aumentado, especialmente devido ao parque industrial, aos transportes e à construção de grandes obras, que podem ter sofrido de negligência humana, são passíveis de provocar alterações ambientais.

No Concelho não existem registos de acidentes com consequências graves.

Consideram-se então os prejuízos por provocação humana, pela sua probabilidade ou magnitude espectável, os seguintes:

Acidentes graves de tráfego;

Acidentes industriais;

Incêndios urbanos;

Transporte de mercadorias perigosas;

Colapso de estruturas;

Colapso de ribeiras canalizadas;

Ruptura de reservatórios;

Contaminações, Epidemias e Pandemias.

5.2.1 Acidentes graves de tráfego (Ver Anexo B8)

5.2.1.1 Acidentes rodoviários

Desconsiderando os acidentes diários, que representam uma catástrofe lenta em progressão, pois apesar da sua magnitude não ser elevada, a sua probabilidade e numero de vitimas que afecta são elevadas, são previstas catástrofes rodoviárias de diversas origens, devido à extensa rede viária do Concelho, às estradas nacionais e as IC de elevada circulação. Apesar de todas as medidas de prevenção rodoviária, este fenómeno continua a assumir um interesse particular, pelo aumento verificado na sua ocorrência procura-se contraria-lo.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.2.1.2 – Acidentes

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  • 5.2.1.2 Acidentes Aéreos

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.2.1.2 – Acidentes

Não existem no Concelho aeródromos, sendo este no entanto sobrevoado por diversas aeronaves em aproximação ao Aeroporto Internacional de Lisboa, à Base Aérea de Sintra e ao Aeródromo de Cascais Tires.

Existem no entanto Heliportos, no Hospital Fernando da Fonseca e nas unidades militares do Concelho.

Apesar do intenso tráfego aéreo sobre o Município, as probabilidades de ocorrência são realmente baixas, mas em caso de ocorrência assumirá uma magnitude elevada, especialmente devido à densidade populacional.

  • 5.2.1.3 Acidentes Ferroviários

Existem no Concelho da Amadora três estações de caminhos-de-ferro da REFER Amadora, Reboleira e Santa Cruz/Damaia. Quanto ao Metro, existem as estações de Alfornelos e Amadora-Este, e está ainda prevista uma interface metro na estação da Reboleira da CP, com término previsto para o segundo semestre de 2012.

A análise destes riscos dita a prestação eficaz de socorro tanto na rede de superfície, como na rede subterrânea que requer ainda mais precauções e subentende procedimentos específicos.

5.2.2 Acidentes Industriais e Rede de Gás

Como resultado do desenvolvimento industrial que ao longo dos tempos tem marcado o município, verifica-se o aumento dos riscos da actividade industrial resultantes, quanto à perigosidade dos fenómenos que poderão eclodir.

Podem-se então considerar como riscos resultantes, os incêndios e explosões, passíveis de libertação de nuvens tóxicas, que poderão provocar consequências graves ao ser humano e ao ambiente.

O Concelho da Amadora, sofre de alguma vulnerabilidade em relação às redes de gás, dado que praticamente todo o Concelho possuí uma rede de distribuição doméstica, e seus ramais, sendo alguns, nomeadamente em prédios mais datados, ramais de superfície. As empresas sediadas no Concelho, os postos de abastecimento de combustível junto a habitações, os depósitos de gás com segurança duvidosa, o comércio de produtos químicos em estabelecimentos em zonas de grande densidade populacional, sem condições de segurança desejáveis, são também eles factores relevantes de risco. (Ver Anexo B9 Rede de Gás)

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.2.3 – Incêndios

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  • 5.2.3 Incêndios Urbanos

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.2.3 – Incêndios

Os incêndios urbanos assumem maior significância a nível de perigo quando são de grande altura ou de grande área, assim como aqueles que pela sua actividade concentrem grandes massas populacionais ou pela actividade desenvolvida nessa mesma estrutura, assim como quando existem compromissos em termos de mobilidade dos ocupantes, como hospitais, lares ou centros de dia, entre outros. Existe também uma especial importância para edifícios com valor patrimonial reconhecido.

  • 5.2.4 Transporte de Mercadorias Perigosas

O transporte de mercadorias perigosas requerem uma especial atenção por parte das entidades envolvidas, quer na prevenção como no próprio socorro, tendo em conta a elevada densidade de tráfego do Concelho da Amadora, no caso de transporte rodoviário. Este pode ser efectuado por via ferroviária ou até mesmo por meios aéreos cuja rota pode abranger o Concelho.

  • 5.2.5 Estruturas Colapsadas ou em Colapso

Muitas vezes neste tipo de situação, a origem encontra-se no âmbito de erros construtivos ou deficiente fiscalização e manutenção. Estes factores são influenciados pelo tipo de construção e idade, das cargas a que estão sujeitas e a situações de acidente grave ou catástrofe, como, por exemplo, cheias ou sismos, não esquecendo também a possibilidade de mão criminosa.

Contudo, neste Concelho, não existe conhecimento ou registo de colapsos de estruturas com consequências de carácter grave, existe no entanto preocupação com vias de circulação aéreas, como por exemplo pontes, quer de circulação pedonal ou rodoviária. Existe também outro risco potencial, como é exemplo a Brandoa, em que existem aumentos de volumetria em zonas de declives acentuados.

Existe ainda um risco associado, quer por colapso ou por ruptura de colectores, no concerne às ribeiras do Município que se encontram sob as referidas estruturas. É o caso da Ribeira da Falagueira, que tem uma conduta desde o Parque Aventura na Falagueira até à ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Alcântara. Esta ligação abrange igualmente a Ribeira da Damaia e tem origem na Ribeira da Brandoa, ligando-se ao colector na Venda Nova.

  • 5.2.6 Ruptura de Reservatórios ou Descargas Excepcionais

Existe um risco potencial elevado, relacionado com o comportamento da onda hídrica face a factores externos (abalos sísmicos, atentados, ou outro), passível de provocar a destruição do reservatório e também de bens a jusante, segundo esse leito de descarga, de potência elevada, dependente da capacidade de armazenagem do reservatório.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Podem igualmente existir

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Podem igualmente existir

Podem igualmente existir rupturas nas canalizações desses reservatórios, com origem nas pressões a que se sujeitam, resultando em consideráveis perdas de água potável ou até mesmo danos resultantes dessa ruptura em outros bens na proximidade.

Pela

dimensão

das

redes

que

o

Conselho

abrange, trata-se de um factor de risco

preponderante.

 
  • 5.2.7 Contaminações, Epidemias e Pandemias

Poderão ocorrer contaminações de origem química, biológica ou bacteorológica. As suas origens poderão decorrer devido a acidentes, industriais, rodoviários, por transmissão, ou envolvendo fontes e redes de abastecimento de água. Poderão originar intoxicações generalizadas ou outras formas de manifestação.

5.3 Riscos/Catástrofes de Origem Socio-Política

As situações que descendem deste tipo de origem têm vindo a escalar, derivado essencialmente ás tensões que existem actualmente no âmbito político e social. Isto deve-se especialmente ás incompatibilidades culturais e politicas entre as nações Ocidentais e as Orientais, às ameaças sentidas pelas nações europeias, ao aumento gradual da xenofobia e o aumento que as populações sentem em termos de insegurança ao nível interno.

São então considerados como mais significativos pela probabilidade ou magnitude da ocorrência as situações que se seguem:

Ataques terroristas;

Ameaças de Bombas;

Distúrbios da ordem pública.

  • 5.3.1 Ataques Terroristas

Considera-se esta ameaça no Conselho, principalmente pela existência de indústrias, algumas internacionais e com tecnologia de ponta.

Tendo em conta que considera-se Portugal como as “Portas da Europa”, e pela proximidade geográfica a regiões em conflito político ou religioso, em que se congregam dificuldades étnicas e migração. O Concelho da Amadora, como referido anteriormente, tem uma densidade populacional elevada, e uma percentagem considerável de cidadãos estrangeiros. Esses ataques podem ter como metodologia ataques com explosivos, incêndios, sabotagem industrial, sabotagem de edifícios ou construção, entre outros.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.3.2 – Ameaças

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  • 5.3.2 Ameaças de Bombas

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 5.3.2 – Ameaças

É uma situação de risco, em cuja má gestão poderá provocar danos pessoas e/ou patrimoniais em locais de grande concentração humana, gerando situações de fuga desordenada.

  • 5.3.3 Distúrbios da Ordem Publica

O Conselho da Amadora engloba bairros geradores de insegurança e por vezes criminalidade, por questões sociais ou por questões de construção e ordenamento tornem-se factores de causa de distúrbios, gerando situações de ordem publica, por vezes dificultando as operações de Protecção Civil, quando conjugadas com situações de incêndios ou outros. Podem eventualmente existir questões cuja origem provém de conflitos xenófobos.

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Parte III Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 6

Parte III

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Parte III Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico 6

6 Análise da Intervenção do Agente de Protecção Civil em Estudo, no âmbito das suas Competências

  • 6.1 Caracterização das Ocorrências Diárias

Os SMPC, têm como funções, o levantamento de riscos e vulnerabilidades a que o Concelho se sujeita, e análise dos mesmos, informação e sensibilização da população, planeamento de soluções de emergência, inventariação de meios e recursos utilizáveis em operações de protecção civil, estabelecimento de estratégias de protecção e socorro a edifícios de valor patrimonial ou cultural.

Não tem no entanto uma atribuição operacional, não operando em situações de carácter não considerado grave.

  • 6.2 Intervenção em acidentes graves ou em situações de catástrofes

Em caso de acidente grave ou catástrofe, o SMPC tem como função fazer a ligação da protecção civil de âmbito municipal ao nível distrital ou nacional, dependendo da gravidade. Este serviço é responsável por, através do director do plano, accionar e por em prática o Plano Municipal de Emergência, assim como colaborar com o Comandante das Operações de Socorro, nas necessidades logísticas e de facultar informações específicas a esse elemento sobre quaisquer situações relevantes para o desencadear das operações, estabelecendo-se como ligação entre o nível operacional e o nível institucional, através da Comissão Municipal de Protecção Civil. São igualmente responsáveis pela gestão dos meios municipais e civis com especial importância para as operações de protecção e socorro, e apoiar e incentivar a reposição da normalidade dos serviços e do tecido socio-económico, afectados nessas situações de gravidade.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Síntese Final Os

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Síntese Final

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Síntese Final Os

Os Serviços Municipais de Protecção Civil surgem pela necessidade de coordenar localmente os meios municipais de Protecção Civil, evitando assim sobrecarregar as estruturas superiores de Protecção Civil. São entidades administrativamente autónomas da estrutura nacional, à semelhança das Autarquias com o Governo Central.

Estrutura Simplificada da Protecção Civil a Nível Nacional Primeiro Ministro Ministério da Administração Interna (Delegado pelo
Estrutura Simplificada da Protecção Civil a Nível Nacional
Primeiro Ministro
Ministério da Administração Interna
(Delegado pelo PM)
Autoridade Nacional de Protecção Civil
Comando Nacional de Operações
Socorro
Governador Civil
Comando Distrital das Operações de
Socorro
Comissão Municipal de Protecção Civil Serviço Municipal de Protecção Civil Presidente da Câmara Municipal
Comissão Municipal de Protecção
Civil
Serviço Municipal de Protecção
Civil
Presidente da Câmara Municipal

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Apesar de territorialmente

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Apesar de territorialmente

Apesar de territorialmente hierarquizadas, não se enquadram na mesma estrutura, tornando os Serviços Municipais, dependentes apenas do Presidente da Câmara Municipal do Conselho de influência.

Em termos organizativos, permite ao nível nacional e distrital uma maior focagem a esses níveis, deixando o grau municipal para órgãos independentes, com dever de informação para estes níveis superiores, permitindo que o planeamento distrital funcione de acordo com as capacidades de cada um dos seus Concelhos, tendo o nível distrital conhecimento dos diversos meios e estruturas do município, reportando depois ao nível nacional para esses mesmos efeitos. Ou seja optou-se por uma descentralização do Sistema de Protecção Civil.

Isto permitiu então o aparecimento de estruturas como o Serviço Municipal de Protecção Civil da Amadora, autoridades territorialmente competentes no espaço municipal.

Este tipo de organização, tem se provado eficaz em alguns Concelhos, como é o caso por exemplo do Concelho da Amadora. Isto quando existe um real empenhamento por parte dos Concelhos nessa área. A decisão de apostar na Protecção Civil, e na segurança das populações, através de um serviço funcional e organizado, traz benefícios e uma maior facilidade na resolução de situações de acidente grave ou catástrofe, pois permite de antemão, através dos Planos Municipais e Especiais de Emergência, saber os meios e estratégias, que através da validação por exercícios se provaram eficazes, poupando tempo e maximizando a performance do socorro e assistência.

Infelizmente, apesar de casos de sucesso, como nós consideramos ser o caso da Amadora, existem ainda muitos passos a dar e muitas metas a alcançar noutros Municípios, em cuja clara ignorância destas necessidades, irão se tornar preponderantes num futuro próximo. A segurança, continua a ser, desconsiderada. Mas, se tornarmos o espectro de análise maior em termos cronológicos, até à relativamente pouco tempo, em Portugal no geral, a actividade de Protecção Civil era reduzida, por isso, talvez seja uma questão de tempo até essas situações evoluírem.

Apesar de tudo os bons exemplos não devem parar agora, mas antes trabalhar no sentido de evoluírem e melhorarem, pois a Protecção Civil, é um processo evolutivo, influenciado fortemente pelo ambiente em que se exerce. Daí o estudo da área de intervenção assumir uma forte importância para o sucesso. Planear e Prevenir, devem ser as principais preocupações actualmente, para que o Socorrer seja facilitado e eficaz.

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Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Anexos (Colocados em

Escola Profissional Gustave Eiffel Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico

Escola Profissional Gustave Eiffel – Pólo Lumiar Curso Técnico Protecção Civil Projecto Tecnológico Anexos (Colocados em

Anexos

(Colocados em Ficheiros Anexo)

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