ATIVO FIXO – BAIXA PARA INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL EM INVESTIDA

A integralização de capital por bens móveis, advindos de pessoa jurídica, é perfeitamente aceitável perante a legislação, bastando-se a identificação do bem e sua representação monetária.
Art. 997, inc. III, da Lei 10.406/02, Código Civil Brasileiro, combinado com o art. 7º da Lei 6.404/76.

1. REFERENCIAL TEÓRICO Na situação em que uma empresa “A” se desfaça de bem de seu ativo fixo para investir em na empresa “B”, teremos este tratamento. Considera-se, obviamente, que neste caso trata-se de bem do ativo fixo usado, avaliado por 3 peritos ou empresa especializada. Tratando-se de empresa limitada, não há obrigatoriedade da avaliação por peritos, podendo ambas as partes decidirem o valor.
Caput e § 4º do art. 8º da Lei 6.404/76.

a) NA EMPRESA INVESTIDORA

É considerado como alienação, porém não é receita. Mesmo assim é feita apuração de ganho de capital. Deve-se atentar que o subscritor ou acionista que entrega os bens para investimento de capital são responsáveis pela correta avaliação destes. Ressalta-se aqui a necessidade de observar também as normas previstas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis: CPC nº 01 e 27.
Solução de Consulta nº 288 de 22/11/2006 da 6ª Região Fiscal. Art. 10º da Lei 6.404/76 No- 288. ASSUNTO: Normas Gerais de Direito Tributário EMENTA: INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL. A integralização de capital de pessoa jurídica mediante a incorporação de bens do ativo imobilizado da pessoa jurídica investidora configura modalidade de alienação desses bens. DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 9.249, de 1995, art. 23 e parecer Normativo CST nº 18, de 1981.

b) NA ENTRADA POR INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL NA EMPRESA INVESTIDA O documento hábil para a contabilização de bens móveis é o laudo da avaliação. No caso de bens imóveis, deve-se ter o registro do Cartório de Registro de Imóveis, visto esta operação não requerer escritura do imóvel. Tratando-se de bens intangíveis observar a Lei 9.279/96 (Propriedade Industrial).

tem por regra geral a não-incidência nesta operação. é prudente que a empresa investida tenha documentação comprobatória da data de aquisição do bem novo ou registros de sua primeira instalação. é perda de capital. Tanto no Lucro Real quanto no presumido ou Simples. § 2º. logo nesta operação não é permitido esta apropriação. Inc.406/02.000/99 – RIR f) ITBI O ITBI – Imposto sobre Transmissão de Bens Inter-vivos. embora seja de competência dos Municípios. 311 do Regulamento do Imposto de Renda. Sendo valor positivo. c) SALDO DE DEPRECIAÇÃO O saldo da depreciação acumulada do bem é zerado. d) PIS E COFINS Não deve haver crédito sobre Pis e Cofins na aquisição de bens usados. I da Constituição Federal de 1988. Portanto. Na empresa investida (empresa “B”) saldo para continuidade da depreciação é o maior valor entre os seguintes: a) metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo. Art.245 da Lei 10. Portanto. Art. . deve-se atentar para que não seja tratado como base de cálculo. Art.Art. tributa-se este como ganho de capital. o ganho de capital já é o lucro. 89 da Lei 6. b) restante de vida útil do bem.865/04 e) APURAÇÃO DO GANHO DE CAPITAL Tendo-se o valor de venda do bem. Sendo negativo. subtrai-se seu valor de custo e soma-se a depreciação acumulada. 1. Art. 156. 31 da lei 10.404/76 Art. considerada em relação à primeira instalação para utilização. 411 do Decreto 3.

considerando-se o valor negociado. CONTABILIZAÇÕES a) PELA BAIXA NA EMPRESA INVESTIDORA Pelo investimento na empresa “B” O saldo líquido da depreciação do bem.Recomenda-se discriminar as operações em notas explicativas. é contabilizado conforme abaixo: D – Investimentos e participação societária recebidos (Ativo Não-circulante) C – Conta do bem no Ativo Fixo (Ativo Não-circulante) Pela baixa da depreciação acumulada O saldo da depreciação acumulada é zerada da seguinte forma na empresa investidora: D – Depreciação acumulada (Ativo Não-circulante) C – Conta do bem no Ativo Fixo (Ativo Não-circulante) b) NA ENTRADA POR INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL Integralização de capital na empresa “A” O saldo líquido do bem é contabilizado como integralização de capital na empresa investida conforme abaixo: D .contabeis.http://www.As citadas no texto . 2.Conta do bem no Ativo Fixo (Ativo Não-circulante) C – Capital Social (Patrimônio Liquido) BASES LEGAIS .com.br/forum/topicos/7698/venda-do-ativo-imobilizado/ .

http://www.com.br .org.br/not_ler.asp?codcat=3&codigo=78 Por: Jesuino Lopes jesuinolopes@yahoo..sesconms.

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