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Experimento 1: Dimensões e densidades dos sólidos. Disciplina: BC1707 - Métodos Experimentais em Engenharia. Discentes:

Experimento 1:

Dimensões e densidades dos sólidos.

Disciplina: BC1707 - Métodos Experimentais em Engenharia.

Discentes:

Fernando Henrique Gomes Zucatelli Leonel Allan Gomes Gervasio Manuela Petagna Raian Bolonha Castilho Spinelli

Turma: A/Diurno

Prof ª. Dra. Léia Bernardi Bagesteiro.

Santo André, 30 de Maio 2011

Sumário

1. RESUMO

2

2. INTRODUÇÃO

3

3. OBJETIVOS

4

4. PARTE EXPERIMENTAL

4

4.1. Materiais

4

4.2. Métodos

4

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

5

6. CONCLUSÃO

11

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

12

8. APÊNDICES

13

8.1. Deduções matemáticas

13

8.2. Medidas de Dispersão

13

8.3. Aplicação em engenharia

13

8.4. Folha de dados

14

8.5. Questões

15

2

1. RESUMO

Dentre os materiais que existem, sólidos, líquidos e gases, os sólidos são aqueles que podem ser dimensionados de forma mais precisa e assim determinar seu volume. O dimensionamento de sólidos se dá a partir de instrumentos de medida e estes devem ser escolhidos de acordo com o tipo de material que será utilizado. No experimento realizado foram utilizados régua, paquímetro e micrômetro para análise de qual instrumento seria mais vantajoso no procedimento proposto, sendo que foram analisados 6 objetos diferentes. Para medir a massa foi utilizada uma balança digital. No desenvolvimento dos cálculos foi escolhida uma das peças para se determinar a densidade e assim qual seria seu material constituinte. A peça escolhida foi a esfera e ao final, com o valor densidade 2,51 ± 0,02 g/cm³, foi identificada como sendo de vidro (2,00 a 2,9 g/cm³). Logo é possível distinguir materiais apenas a partir de suas dimensões e massa.

3

2. INTRODUÇÃO

Dentre os três principais estados fundamentais da matéria, sólido, líquido e

gasoso, o sólido é aquele que possui um volume definido e, portanto, é possível que

facilmente sejam determinadas suas dimensões, posteriormente, seu volume e, a

partir do conhecimento de sua massa, a densidade [1].

Para determinar as dimensões de dado sólido é necessário utilizar um

instrumento de medida que se aplique ao material e à precisão necessária. Alguns

materiais podem necessitar de até mais de um tipo de instrumento de medida, um

exemplo é o fio de cabelo, cujo comprimento pode ser medido por uma régua,

entretanto seu diâmetro deve ser medido por um instrumento mais preciso como o

micrômetro.

A cada instrumento de medida é associado um erro, no caso de instrumentos

digitais, este é descrito no manual de acordo com o fabricante (como uma balança

ou um multímetro digital) e no caso de instrumentos analógicos, o erro é a metade

da menor divisão do instrumento (no caso da régua é 1mm/2 = 0,5mm)

A partir da obtenção das medidas das dimensões de um sólido qualquer é

possível determinar seu volume. Cada sólido tem uma equação específica, algumas

dessas equações podem ser vistas na Tabela 1.

Tabela 1 – Volume de alguns sólidos.

Sólido

 

Equação do Volume

 
   

D

2

Cilindro

 

V

2

= π R A = π

A

(1)

 

4

Paralelepípedo

 

V

= L.C.A

 

(2)

Esfera

V =

4

π R

3

=

4

π

D

3

= π

D

3

(3)

3

3

8

6

Lâmina

 

V

= L.C.E

 

(4)

L: Largura; C: Comprimento; A: Altura; E: Espessura; V:Volume

A partir do conhecimento do valor do volume de um sólido e também de sua

massa (que pode ser aferido por uma balança digital) pode-se obter o valor de sua

densidade (equação (5)).

ρ

=

m

V

= mV

.

1

(5)

Sendo m a massa (g) do objeto, V o volume (cm³) e ρ a densidade (g/cm³).

4

O volume e a densidade são valores que advém das medições feitas pelos instrumentos de medida e assim os erros associados a eles são propagados a partir dos valores iniciais. (apêndice 8.1) A partir da determinação da densidade do sólido estudado e também de características visuais (para materiais muito diferentes) é possível saber qual o material constituinte do sólido. A Tabela 10 do apêndice 8.4 fornece a densidade de alguns materiais para comparação neste experimento.

3. OBJETIVOS

O objetivo deste experimento é praticar medições com paquímetro e micrômetro analógicos e balança digital avaliando suas incertezas. Usando-os para medir a massa e dimensões de peças de diferentes formatos e materiais com intuito de calcular o volume e densidade das peças para identificar seu material. Também é objetivo calcular as incertezas associadas ao volume e a densidade a partir das incertezas das medições.

4. PARTE EXPERIMENTAL

4.1. Materiais

Peças em formato de cilindro, paralelepípedo, esfera, cilindro com furo passante (tubo). Balança digital Shimadzu AW220. Régua milimétrica de 300 mm sem identificação de marca. Paquímetro universal analógico Pantec 150 mm res.:

0,02 mm. Micrômetro Pantec IP54 0-25 mm res.: 0,001mm.

4.2. Métodos

Inicialmente mediu-se 5 vezes cada umas das dimensões das peças, alternando-se os operadores. Esse procedimento foi repetido com todos os instrumentos de medição, sendo dada a preferência da primeira medição para a régua ou o paquímetro, devido a limitação da capacidade do micrômetro. Com o micrômetro não foram realizadas as medidas das alturas dos cilindros, justamente devido a sua capacidade não permitir que esta medição seja realizada, tal como a medição do diâmetro interno do cilindro com orifício, pois o micrômetro utilizado destina-se apenas a medições externas.

5

No segundo momento foram medidas as massas das peças na balança digital, a qual teve sua cabine mantida sempre fechada durante a leitura da massa. Antes de cada medição a balança era zerada apertando-se a tecla TARA. No caso particular da esfera colocou-se a mesma sobre o cilindro com orifício para que ela ficasse imóvel no centro da balança. Antes de se alojar a esfera sobre o cilindro, o mesmo foi colocado sozinho na balança, a qual foi zerada para que só se obtivesse a massa da esfera. Realizou-se 5 vezes a medição da massa de cada peça, por um mesmo operante.

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir dos instrumentos de medida, foi possível medir os valores das dimensões dos sólidos de análise e sua massa, sendo estes apresentados da Tabela 2 a Tabela 8, conforme apresentadas abaixo. Os símbolos s², Uestat e U, representam os valores calculados da variância, incerteza da média e desvio padrão, respectivamente.

Tabela 2 – Medições das massas das peças.

   

Incerteza da massa

   

Incerteza da

massa (g)

(g)

massa (g)

massa (g)

Cilindro 1

155,0264

±0,0001

Esfera

10,3559

±0,0001

155,0289

±0,0001

10,3555

±0,0001

155,0247

±0,0001

10,3556

±0,0001

155,0253

±0,0001

10,3555

±0,0001

155,0266

±0,0001

10,3554

±0,0001

Média

155,0264

- média

 

10,3556

-

Valor desprezível*

- s²

Valor desprezível*

-

Uestat

0,0007

- uestat

0,0001

-

U

0,0016

- U

0,0002

-

Cilindro 2

14,5660

±0,0001

Cilindro recortado

3,5699

±0,0001

14,5165

±0,0001

3,5702

±0,0001

14,5154

±0,0001

3,5700

±0,0001

14,5156

±0,0001

3,5698

±0,0001

14,5153

±0,0001

3,5700

±0,0001

Média

14,5258

- média

 

3,5700

-

Valor desprezível*

- s²

Valor desprezível*

-

Uestat

0,0101

- uestat

0,0001

-

U

0,0225

- U

0,0001

-

6

Paralelepípedo 1

58,3886

±0,0001

Paralelepípedo 2

18,8845

±0,0001

58,3888

±0,0001

18,8875

±0,0001

58,3887

±0,0001

18,8870

±0,0001

58,3891

±0,0001

18,8872

±0,0001

58,3886

±0,0001

18,8874

±0,0001

Média

58,3888

-

média

18,8867

-

Valor desprezível*

-

Valor desprezível*

-

Uestat

0,0001

-

uestat

0,0006

-

U

0,0002

-

U

0,0013

-

*Os números encontrados não possuem valor significativo para a medida considerada.

A Tabela 2 apresenta os valores das massas dos sólidos de análise mensurados pela balança digital. Os erros dos valores apresentados estão relacionados ao erro do instrumento de medida somados com o erro sistemático que nesse caso refere-se ao posicionamento errôneo da peça no prato da balança digital como também o nivelamento desta com a mesa. Estes erros resultam em um erro total que indica as diferenças entre as medidas como também a dispersão delas em torno da média (variância e desvio padrão) que, para todos os casos, apresentam números que se aproximam a zero.

Tabela 3 – Medições das dimensões do cilindro 2.

   

Incerteza diâmetro

 

Incerteza

Sólido Cilídrico 2

Diâmetro (mm)

(mm)

Altura (mm)

altura (mm)

Micrômetro

9,833

±0,0005

- ±0,0005

9,795

±0,0005

- ±0,0005

9,737

±0,0005

- ±0,0005

9,786

±0,0005

- ±0,0005

9,787

±0,0005

- ±0,0005

Média

9,788

-

- -

0,001

-

- -

Uestat

0,015

-

- -

U

0,034

-

- -

Paquímetro

9,85

±0,01

71,89

±0,01

9,87

±0,01

71,90

±0,01

9,82

±0,01

71,88

±0,01

9,88

±0,01

71,92

±0,01

9,82

±0,01

71,92

±0,01

Média

9,85

-

71,90

-

0,001

-

valor desprezível*

-

Uestat

0,01

-

0,01

-

U

0,03

-

0,02

-

7

Régua

9,0

±0,5

71,0

±0,5

9,0

±0,5

71,0

±0,5

9,0

±0,5

71,0

±0,5

9,0

±0,5

71,0

±0,5

9,0

±0,5

71,0

±0,5

Média

9,0

-

71,0

-

0,0

-

0,0

-

Uestat

0,0

-

0,0

-

U

0,0

-

0,0

-

*Os números encontrados não possuem valor significativo para a medida considerada.

Tabela 4 – Medições das dimensões do cilindro de 1.

   

Incerteza diâmetro

 

Incerteza altura

Sólido Cilídrico 1

Diâmetro (mm)

(mm)

Altura (mm)

(mm)

Micrômetro

19,015

±0,0005

- ±0,0005

19,017

±0,0005

- ±0,0005

19,012

±0,0005

- ±0,0005

19,048

±0,0005

- ±0,0005

19,019

±0,0005

- ±0,0005

Média

19,022

-

- -

0,0002

-

- -

Uestat

0,007

-

- -

U

0,015

-

- -

Paquímetro

19,01

±0,01

70,06

±0,01

18,98

±0,01

70,20

±0,01

19,00

±0,01

70,10

±0,01

19,22

±0,01

70,20

±0,01

19,00

±0,01

70,04

±0,01

Média

19,04

-

70,12

-

0,01

-

0,01

-

Uestat

0,04

-

0,03

-

U

0,10

-

0,08

-

Régua

19,0

±0,5

69,0

±0,5

18,0

±0,5

69,0

±0,5

18,0

±0,5

69,0

±0,5

18,0

±0,5

68,0

±0,5

19,0

±0,5

69,0

±0,5

Média

18,4

-

68,8

-

0,3

-

0,2

-

Uestat

0,2

-

0,2

-

U

0,5

-

0,4

-

8

Tabela 5 – Medições das dimensões do paralelepípedo 2.

 

Comprimento

Incerteza

 

Incerteza

 

Incerteza

Paralelepípedo 2

(mm)

comprimento

(mm)

Altura (mm)

altura

(mm)

Largura (mm)

largura

(mm)

Micrômetro

19,193

±0,0005

19,204

±0,0005

18,925

±0,0005

19,194

±0,0005

19,206

±0,0005

18,950

±0,0005

19,193

±0,0005

19,210

±0,0005

18,948

±0,0005

19,192

±0,0005

19,196

±0,0005

18,925

±0,0005

19,190

±0,0005

19,201

±0,0005

18,948

±0,0005

Média

19,192

-

19,203

-

18,939

-

Valor desprezível*

-

Valor desprezível*

-

Valor desprezível*

-

Uestat

0,001

-

0,002

-

0,006

-

U

0,002

-

0,005

-

0,013

-

Paquímetro

19,16

±0,01

19,18

±0,01

18,94

±0,0005

19,18

±0,01

19,20

±0,01

18,96

±0,0005

19,14

±0,01

19,18

±0,01

18,98

±0,0005

19,16

±0,01

19,20

±0,01

18,96

±0,0005

19,20

±0,01

19,22

±0,01

19,02

±0,0005

Média

19,17

-

19,20

-

18,97

-

0,001

-

0,0003

-

0,001

-

Uestat

0,01

-

0,01

-

0,01

-

U

0,02

-

0,02

-

0,03

-

Régua

18,5

±0,5

19,0

±0,5

19,0

±0,0005

18,0

±0,5

19,5

±0,5

18,0

±0,0005

19,0

±0,5

19,0

±0,5

18,0

±0,0005

19,0

±0,5

19,0

±0,5

18,0

±0,0005

18,5

±0,5

18,5

±0,5

19,0

±0,0005

Média

18,6

-

19,0

-

18,4

-

0,2

-

0,1

-

0,3

-

Uestat

0,2

-

0,2

-

0,2

-

U

0,4

-

0,4

-

0,5

-

*Os números encontrados não possuem valor significativo para a medida considerada.

Tabela 6 – Medições das dimensões do paralelepípedo 1.

   

Incerteza

 

Incerteza

 

Incerteza

Comprimento

comprimento

altura

largura

Paralelepípedo 1

(mm)

(mm)

Altura (mm)

(mm)

Largura (mm)

(mm)

Micrômetro

19,053

±0,0005

19,053

±0,0005

19,090

±0,0005

19,059

±0,0005

19,054

±0,0005

19,089

±0,0005

19,058

±0,0005

19,056

±0,0005

19,090

±0,0005

19,057

±0,0005

19,054

±0,0005

19,088

±0,0005

19,056

±0,0005

19,048

±0,0005

19,087

±0,0005

9

Média

19,057

-

19,053

-

19,089

-

Valor desprezível*

-

Valor desprezível*

-

Valor desprezível*

-

Uestat

0,001

-

0,001

-

0,001

-

U

0,002

-

0,003

-

0,001

-

Paquímetro

19,00

±0,01

19,10

±0,01

19,01

±0,01

19,08

±0,01

19,06

±0,01

19,08

±0,01

19,02

±0,01

19,02

±0,01

19,04

±0,01

19,10

±0,01

19,06

±0,01

19,08

±0,01

19,10

±0,01

19,02

±0,01

19,04

±0,01

Média

19,06

-

19,05

-

19,05

-

0,00

-

0,001

-

0,001

-

Uestat

0,02

-

0,01

-

0,01

-

U

0,05

-

0,03

-

0,03

-

Régua

18,0

±0,5

18,0

±0,5

18,0

±0,5

18,0

±0,5

19,0

±0,5

18,0

±0,5

18,0

±0,5

19,0

±0,5

18,0

±0,5

18,0

±0,5

19,0

±0,5

19,0

±0,5

18,0

±0,5

19,0

±0,5

18,0

±0,5

Média

18,0

-

18,8

-

18,2

-

0,0

-

0,2

-

0,2

-

Uestat

0,0

-

0,2

-

0,2

-

U

0,0

-

0,4

-

0,4

-

*Os números encontrados não possuem valor significativo para a medida considerada.

Tabela 7 – Medições das dimensões da esfera.

 

Incerteza diâmetro

Sólido Esférico

Diâmetro (mm)

(mm)

Micrômetro

19,941

±0,0005

19,969

±0,0005

19,938

±0,0005

19,877

±0,0005

20,051

±0,0005

média

19,955

-

0,004

-

Uestat

0,028

-

U

0,063

-

Paquímetro

19,98

±0,01

19,88

±0,01

19,98

±0,01

19,88

±0,01

19,84

±0,01

média

19,91

-

0,004

-

Uestat

0,03

-

U

0,06

-

Régua

18,0

±0,5

17,0

±0,5

10

 

19,0

±0,5

18,0

±0,5

18,0

±0,5

média

18,0

-

0,5

-

Uestat

0,3

-

U

0,7

-

Tabela 8 – Medições das dimensões do cilindro recortado com orifício.

Cilindro

     

Recortado

Diâmetro (mm)

Incerteza diâmetro

Altura (mm)

Incerteza altura

Orifício (mm)

Incerteza orifício

Micrômetro

20,192

±0,0005

- ±0,0005

- ±0,0005

20,178

±0,0005

- ±0,0005

- ±0,0005

20,158

±0,0005

- ±0,0005

- ±0,0005

20,150

±0,0005

- ±0,0005

- ±0,0005

20,173

±0,0005

- ±0,0005

- ±0,0005

média

20,170

-

- -

- -

0,0003

-

- -

- -

Uestat

0,007

-

- -

- -

U

0,017

-

- -

- -

Paquímetro

20,24

±0,01

27,18

±0,01

17,00

±0,01

20,12

±0,01

27,14

±0,01

17,00

±0,01

20,20

±0,01

27,20

±0,01

17,00

±0,01

20,20

±0,01

27,20

±0,01

16,96

±0,01

20,22

±0,01

27,16

±0,01

16,94

±0,01

média

20,20

-

27,18

-

16,98

-

0,002

-

0,001

-

0,0008

-

Uestat

0,02

-

0,01

-

0,01

-

U

0,05

-

0,03

-

0,03

-

Régua

20,0

±0,5

27,0

±0,5

16,0

±0,5

20,0

±0,5

27,0

±0,5

17,0

±0,5

20,0

±0,5

27,0

±0,5

17,0

±0,5

20,0

±0,5

27,0

±0,5

17,0

±0,5

20,0

±0,5

27,0

±0,5

16,0

±0,5

média

20,0

-

27,0

-

16,6

-

0,0

-

0,0

-

0,3

-

Uestat

0,0

-

0,0

-

0,2

-

U

0,0

-

0,0

-

0,5

-

As Tabelas de 3 a 8 mostram os valores mensurados com os três equipamentos disponíveis e seus erros associados, como também os valores estatísticos (variância, desvio padrão, média) dos sólidos disponíveis para análise

11

obtidos a partir de cálculos com as equações do apêndice 8.2. Como é possível observar nas tabelas listadas acima, os maiores erros se concentram nos valores medidos pela régua que pode medir até a casa milimétrica (erro 0,5 mm) e os valores medidos com o micrômetro são os que apresentam o menor erro pois podem medir da casa micrométrica (erro 0,0005 mm), sendo o instrumento mais preciso. Mesmo apresentando o maior valor de incerteza, a régua possui os menores valores de medidas de dispersão e isto se deve a menor diferença nas medidas dos operadores, pois este é o instrumento de uso e manipulação mais simples. Os valores da Tabela 9 foram obtidos com as equações (3) e (6) para o volume e propagação de erros para a esfera usando a média do diâmetro medido com paquímetro (Tabela 7), com a média das medições da massa para a esfera (Tabela 2) usando as equações (5) e (7), e a densidade está entre a faixa de 2,0 a 2,9 g/cm³ da Tabela 10 para o vidro.

Tabela 9 – Resultados dos cálculos.

Volume

4133,74 ± 31,14 mm³

Massa

10,3556 ± 0,0001 g

Densidade

0,00251 ± 0,00002 g/mm³

Densidade

2,51 ± 0,02 g/cm³

Material

Vidro

6. CONCLUSÃO

A partir dos dados do experimento é possível inferir que instrumentos de medida diferentes podem dar resultados diferentes e assim dependendo do material sólido estudado um instrumento é necessário. A partir do conhecimento das dimensões de um sólido e das equações de volume e densidade é possível determinar com bastante acurácia qual o material constituinte de um sólido e esse fato é bastante importante para o meio laboratorial em que experiências diferentes são realizadas e sempre é necessário saber o tipo de material utilizado. Isso pode ser visto na determinação do material da esfera, a densidade calculada após as medições foi de 2,51 ± 0,02 g/cm³, o que aliada a analise visual e comparação com os dados da Tabela 10 permite concluir que o material é o vidro.

12

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[1] CALLISTER JR., William D. Ciência e Engenharia de Materiais uma introdução. 7.ed. Rio de Janeiro, LTC,2008.

13

8. APÊNDICES

8.1. Deduções matemáticas

A propagação de erros para a esfera é dada pela equação (6)

(

u

V

)

u

2

V

=

=

2  V  ∂ V ∂  π D 3  2 ∂ .(
2
V
V
π
D
3 
2
∂ .(
u
)
;
=
D
 
D
 
D
D
6
2
π
π
2
2
2
D
.(
u
)
=
D
.
u
D
D
 
2
 
2

=

π

6

3 D

2

=

π

2

D

2

(6)

A incerteza na determinação da densidade pela equação (7).

u

ρ

=

2 2  1   − m  . u + . u 
2
2
1
 − m
.
u
+
.
u
m
2
V
 
V
 
V
 

8.2. Medidas de Dispersão

(7)

As medidas de dispersão apresentadas nas tabelas de 3 a 8 como média, variância, incerteza da média e desvio padrão foram calculadas de acordo com as equações (8), (9), (10) e (11) respectivamente.

com as equações (8), (9), (10) e (11) respectivamente. 8.3. Aplicação em engenharia (8) (9) (10)
com as equações (8), (9), (10) e (11) respectivamente. 8.3. Aplicação em engenharia (8) (9) (10)
com as equações (8), (9), (10) e (11) respectivamente. 8.3. Aplicação em engenharia (8) (9) (10)
com as equações (8), (9), (10) e (11) respectivamente. 8.3. Aplicação em engenharia (8) (9) (10)

8.3. Aplicação em engenharia

(8)

(9)

(10)

(11)

A metrologia possui papel central na engenharia, o correto dimensionamento

das peças é vital para o bom funcionamento de seus conjuntos e para verificar as dimensões das peças ou outras grandezas é necessário adotar de procedimentos estatísticos apoiados em n repetições da mesma medição para avaliar as flutuações

sobre a grandeza mensurada e também do equipamento e do operador. Dessa forma esses procedimentos são de conhecimento indispensável dos setores de qualidade de qualquer empresa que deseje que seu produto atenda as necessidades de seu cliente e esteja conforme perante as normas vigentes.

14

Ademais, os procedimentos estudados são a base para que qualquer órgão normatizador/regulador estipule os parâmetros a serem atendidos em suas normas. Deve-se também citar que o conhecimento sobre as limitações dos instrumentos de medição tal como sua precisa, capacidade ou mesmo forma geométrica devem ser avaliados antes adotá-lo para uma medição, i.e., não se espera que uma régua milimetrada seja suficiente para se avaliar diferenças da ordem de 10 -6 m, tal como não se espera que se possa avaliar com 6 casas decimais de metro uma dimensão da ordem de 1m. Outra forma de se obter dimensões de peças é por meio de uso de equipamentos digitais de contato, neste caso a leitura da dimensão é dada pelo próprio instrumento e está sujeita as variações da tecnologia adotada e do processo de digitalização dos dados analógicos coletados para uso do cálculo por parte de um processador e/ou da exibição em um visor. Ou ainda métodos que utilizam Lasers para tal baseados nas leis da fotônica.

8.4. Folha de dados

Tabela 10 – Densidades de alguns materiais.

Material

Densidade (g/cm³)

Alumínio

2,70

Latão

8,93

Ferro

7,87

Cobre

8,92

Acrílico

1,19

Polipropileno

0,91

PVC rígido

1,40

Nylon

1,12

Polietileno

0,95

Vidro

2,0-2,9

Fonte:

Roteiro

de

experimentos

da

Disciplina

BC1707

-

Métodos

Experimentais

em

Engenharia (UFABC), experimento: Dimensões e densidades dos sólidos, 2º Quadrimestre de 2011.

15

8.5. Questões

Questão 1) Analisando seus dados e as dificuldades encontradas, quais são as suas conclusões sobre a precisão e as limitações das medidas realizadas com a régua, o paquímetro e o micrômetro? R.: Os instrumentos de medida utilizados apresentam diferentes precisões e limitações, dentre os quais o micrômetro é o que possui maior exatidão e a régua, a maior precisão. Pelo formato e dimensão do instrumento foi possível observar que o micrômetro foi o menos aplicável às peças disponíveis por possuir um local de “apoio” do material limitado. A régua tem maior precisão de acordo com os valores encontrados pelos operadores do experimento, como por exemplo, nas Tabelas 3, 6 e 8, em que os valores encontrados pela régua foram exatamente iguais em todas as medições, e também possui maior facilidade de aplicabilidade (entretanto no experimento foi extremamente difícil a medição do diâmetro de uma esfera com a régua, pois o erro na medição se torna ainda maior devido à dificuldade de posicionamento da esfera no instrumento) em contraposição ao paquímetro e o micrômetro, os quais necessitam de certo conhecimento prévio para utilização, mas são mais exatos na medida.

Questão 2) Como as imperfeições mecânicas das peças afetaram as medidas das dimensões? R.: As medidas foram realizadas por diferentes pessoas e a forma de posicionamento das peças nos instrumentos ocorreu de forma distinta em cada medida, assim as imperfeições mecânicas que as peças podem possuir fazem com que os erros sistemáticos aumentem, já que o erro parte do princípio da inexperiência dos manipuladores pelo fato da falta do conhecimento exato da peça estudada.

Questão 3) No caso da peça cilíndrica, como uma variação na medida do raio afeta o valor do volume? Esta variação no valor é mesma para qualquer valor de R? R.: A variação da medida do raio afeta o volume de acordo com a equação (12), percebe-se que o valor do volume do cilindro aumenta com o aumento do raio.

16

(

)

2

V

2

.(

u

)

2

+

V

2

.(

u

2

V

 

π

D . h

 

V

 

π

D

2

 
 

=

 

=

 

=

u V

D

 

D

 

h

 

h

)

;

D

 ∂ D   D   ∂ h   h ) ; ∂

 

π

2

D h

.

 

2

(

u

D

)

2

+

 

π

4

D

2

 

2

(

u

h

)

2

π

∂ h   h ) ; ∂ D    π 2 D h

2

;

h

4

u V

 

=

=

=

R

2

π

2

(

.

h . u

D

)

2

+

R

2

.

R

2

.

π

2

(

u

h

)

2

u V

=

R

 

(12)

O volume do cilíndro com o erro proveniente da medida do raio fica:

2 2 ( hu . ) + ( R u . ) D h
2
2
(
hu
.
)
+
(
R u
.
)
D
h

V

± u

V

2

= πR h ± Rπ

(13)

Fixando-se h=1; U D =0,5 e U h =0,5 em unidades de comprimento foi montada a

Tabela 11 tem-se alguns valores para visualização da variação do volume e seu

respectivo erro.

Tabela 11 – Comportamento do volume e seu erro a partir do valor do raio.

R

V

Uv

Uv/V

1,00

3,14

2,22

0,56

2,00

12,57

7,02

0,35

3,00

28,27

14,90

0,30

4,00

50,27

25,91

0,28

5,00

78,54

40,05

0,27

6,00

113,10

57,33

0,26

7,00

153,94

77,75

0,26

8,00

201,06

101,31

0,26

9,00

254,47

128,02

0,26

10,00

314,16

157,86

0,25

*Valores na mesma unidade arbitrária de comprimento para R,V e U V . A relação U V /V é adimensional.

Dessa forma a variação não é a mesma para todo o R, mesmo considerando

o caso em que U D =0,5 e U h =0,5 são valores grandes em relação ao valor (o

comportamento é o mesmo para quaisquer outros valores fixados) nota-se que a

influência do raio sobre o erro é maior para menores valores de raio.

O comportamento de V, Uv e da relação Uv/V em função do raio se encontra

na Figura 1.

17

17 Figura 1 – Gráfico do comportamento de V, Uv e Uv/V em função do raio.

Figura 1 – Gráfico do comportamento de V, Uv e Uv/V em função do raio. Os valores de Uv/V encontram-se multiplicados por fator de escala de 100x.