ASPECTOS TEÓRICOS DA ESTRATÉGIA DE INTERNACIONALIZAÇÃO EMPRESARIAL

Theoretical aspects of the strategy of businesses’ internationalization
Francisco Leão de Freitas1 Paulo César de Sousa Batista2
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo apresentar e discutir os principais aspectos teóricos que envolvem a estratégia de internacionalização empresarial. A metodologia aplicada ao estudo consiste de pesquisa bibliográfica das teorias do comércio internacional e das estratégias específicas ou modalidades de internacionalização dos negócios. As estratégias ou modalidades de internacionalização são influenciadas, no plano macroeconômico, pelas teorias de comércio internacional e pela ambiência macroeconômica. O estudo visita as conclusões das teorias clássicas que apontavam para um comércio mundial caracterizado pela especialização dos países na exportação de determinados produtos. Devido à fragilidade dessas teorias para explicar a importância crescente do comércio de produtos semelhantes, foram desenvolvidas teorias baseadas em modelos de concorrência imperfeita, tais como os modelos de comercio intra-indústria, do ciclo do produto e dos padrões de demanda, que também merecem a análise do trabalho. As modalidades ou estratégias específicas de internacionalização abordam questões do tipo para onde e como se internacionalizar, os fatores restritivos do processo, seus benefícios, custos e riscos potenciais. Adicionalmente, os modelos teóricos fornecem um quadro evolutivo de expansão geográfica das empresas, classificadas como doméstica, internacional, multinacional ou mundial. Por outro lado, a extensão do processo de internacionalização de uma empresa a coloca em diferentes níveis em relação à profundidade do seu envolvimento, podendo ser de envolvimento experimental, de envolvimento ativo ou de envolvimento comprometido. O trabalho conclui enfatizando que o processo de internacionalização empresarial detém estrutura teórica relativamente desenvolvida e convergente, tendo como ponto de destaque o principio de que o movimento em direção ao exterior deve nascer a partir da constatação da existência de competências e vantagens competitivas na empresa a nível doméstico, e ser orientado como uma extensão das estratégias de produtos-mercados e de integração vertical para mercados externos. Palavras-chave: Comércio internacional, estratégias de internacionalização, vantagens comparativas, vantagens competitivas, comércio intra-indústria, ciclo do produto, padrões de demanda.

ABSTRACT
This work aims at presenting and discussing the main theoretical aspects involved in a strategy for business internationalization. The methodology that was applied consists of a bibliographic research concerning the theories of international trade and specific strategies or modalities of business internationalization. They are influenced, at the macroeconomic level, by international trade theories and the economical environment. The study does a survey of the the classical theories which pointed at world trade relations characterized by countries’ specialization in exporting certain goods. Due to the frailness of such theories to explain the growing importance of the commerce of similar goods, other theories were developed on the basis of imperfect competition models such as the intra-industry models, the product cycle models and the demand pattern models, which also is analyzed. The article approaches subjects such as whether or how to internationalize, the building factors of the process, its potential benefits, costs, and risks. Moreover, theoretical models furnish an evolving table of geographical expansion of businesses, classified as domestic, international, multinational or worldwide. On the other hand, the extension of the internationalization process of a business concern puts it at different levels in relation to the depth of its involvement, which may be experimental, active or committed. The work concludes by emphasizing that the internationalization process of business concerns has got a well developed and converging theoretical structure, which remarks the principle that the movement abroad should arise from the existence of competences and competitive advantages in the business at the domestic level, and be oriented as an extension of the product-market and vertical integration strategies into foreign markets. Keywords: International trade, strategies of internationalization, comparative advantages, competitive advantages, intraindustry trade, product cycle, patterns of demand.

1

Mestrado Profissional em Administração, Centro de Estudos Sociais Aplicados. Universidade Estadual do Ceará. Email: fleao@secrel.com.br. 2 Professor Mestrado Profissional em Administração, Centro de Estudos Sociais Aplicados, Universidade Estadual do Ceará. E-mail: paulo@ibeuce.com.br.

1. INTRODUCÃO
A estratégia empresarial tem-se firmado, nos últimos vinte anos, como um dos campos mais promissores das Ciências Administrativas, permitindo aos agentes microeconômicos a formulação e a implementação de processos de planejamento mais racionais, fundamentados em modelos e práticas de variadas concepções. O exercício da gestão empresarial é de grande abrangência. O administrador obtém eficiência e eficácia através das melhores escolhas e utilizações dos instrumentos que lhe são disponibilizados. Esses instrumentos são modelos, práticas, técnicas, métodos, equipamentos, tecnologias, dentre outros. Por outro lado, os sistemas econômicos sobrevivem, de forma crescente, à escalada da competitividade e da globalização. Os países menos desenvolvidos resistem aos dilemas do desemprego, do juro alto e do déficit público, os quais têm implicado em cruciantes questões sociais. A nível nacional, a geração de divisas figura, de forma enfática, mas pouco produtiva, nas políticas econômicas formais e nos discursos políticos, como fonte primária para a resolução desses impasses econômicos e sociais. Na verdade, a concretização e o êxito de tais políticas têm sido de pequena expressão, o que se constata pela insignificante participação do Brasil e do Estado do Ceará, nos totais do comércio externo mundial e brasileiro, respectivamente, em patamares inferiores a um por cento. Nesse contexto, o presente trabalho pretende expor e discutir sobre os principais elementos que envolvem o processo de internacionalização empresarial, calcados nas teorias econômicas que explicam os ganhos através do comércio internacional. Enfatizando a importância dessas teorias, conforme descrito em (POSSAS, 1999), “a crescente transposição das fronteiras nacionais no pós-guerra, por produtores, levou diversos autores a buscar explicar as razões, condições e conseqüências desse fenômeno”. As principais teorias do comércio internacional são abordadas no tópico seguinte, que inclui, num primeiro segmento, as vantagens absolutas, as vantagens comparativas, e o modelo de Heckscher-Ohlin. Em seguida, traduzindo uma realidade mais recente, abordam-se as teorias centradas nas economias de escala, na concorrência imperfeita e nas defasagens tecnológicas. Em seguida, a partir do contexto dos modelos do comércio internacional, põe-se em discussão as teorias e práticas que focalizam as estratégias de internacionalização

2

empresarial, que, em ângulo mais prático, focaliza as questões de para onde e como se internacionalizar. A metodologia adotada consiste de revisão bibliográfica às obras dos principais autores interessados no campo do comércio internacional e das estratégias de internacionalização, utilizando como marco teórico os fundamentos de Paul Krugman, Dominick Salvatore e Adriano Freire.

2. AS TEORIAS DO COMÉRCIO INTERNACIONAL
As idéias sobre o comércio internacional remontam à época dos mercantilistas do Século XVII, considerados os primeiros analistas da economia internacional. Os mercantilistas consideravam o papel do estado muito importante e mediam os ganhos de comércio com base no tesouro que um país conseguia acumular através do comércio. Ao Estado caberia maximizar esse tesouro, pelo incentivo às exportações e desestímulo às importações (KENEN,1998). Os economistas clássicos do Século XVIII, por sua vez, pensavam de forma diferente. Eles entendiam que os ganhos de comércio eram resultantes dos aumentos de eficiência obtidos com a concentração nas atividades em que uma economia tivesse vantagem competitiva. O governo deveria se abster ao máximo em regular o comércio exterior (KENEN, 1998). Os economistas modernos, embora medindo os ganhos de comércio de forma semelhante aos clássicos, desconsideram o papel do estado. Porém, as teorias mais antigas que buscam explicar os ganhos do comércio internacional originam-se dos economistas clássicos. São conhecidas como Vantagens Absolutas e Lei das Vantagens Comparativas. Inicialmente, o clássico Adam Smith formulou seu modelo, entendendo que o comércio entre duas nações se baseia nas Vantagens Absolutas. Ou seja, quando uma nação é mais eficiente que outra, com vantagem absoluta na produção de uma commodity, porém, com menor eficiência na produção de uma outra commodity, as duas nações podem ganhar. Ambas se especializam na produção da commodity que detém maior eficiência e trocam, entre si, porções das commodities que detém menor eficiência (SALVATORE,2000). As Vantagens Absolutas acabam por não explicar de forma genérica as relações de comércio internacional, restringindo-se a uma pequena parte dessas relações. O forte
3

conceito de especialização que insere o modelo não resiste às situações reais do mundo moderno. O outro modelo, a Lei das Vantagens Comparativas, desenvolvido e publicado por David Ricardo, na obra Principles of Political Economy and Taxation (Princípios de Economia Política e Tributação) mostra-se como uma das mais importantes leis da economia, com muitas aplicações práticas (SALVATORE, 2000). Ainda de acordo com (SALVATORE, 2000), a Lei das Vantagens Comparativas define que, “mesmo que uma nação seja menos eficiente do que outra (possua uma desvantagem absoluta em relação à outra nação) na produção de ambas as commodities, existe, ainda, uma base para um comércio mutuamente benéfico”. E prossegue (SALVATORE, 2000), “a primeira nação deveria especializar-se na produção e exportação da commodity na qual a sua desvantagem absoluta seja menor (esta é a commodity de sua vantagem comparativa) e importar a commodity na qual a sua desvantagem absoluta seja maior (esta é a commodity de sua desvantagem comparativa)”. Cada nação pode ganhar com a especialização na produção e exportação da commodity de sua vantagem comparativa. Já Gottfried Haberler, em 1936, explicou e fundamentou a Lei das Vantagens Comparativas através da teoria do custo de oportunidade, fato que redundou em título adicional, ou seja, Lei dos Custos Comparativos. De acordo com (SALVATORE, 2000), “o custo de uma commodity é representado pela quantidade de uma segunda commodity, da qual se abre mão, buscando-se prover recursos para produzir a primeira commodity”. Da mesma forma que as Vantagens Absolutas de Adam Smith, o modelo de David Ricardo também deixa lacunas na explicação dos movimentos e ganhos internacionais. Conforme (SALVATORE, 2000), “não explica o motivo da diferença na produtividade da mão-de-obra entre as nações, nem tampouco os efeitos do comércio internacional sobre os rendimentos dos fatores”. Em seqüência, consistindo, para (MEERHAEGUE,1980), na base da teoria moderna, o modelo de Heckscher-Ohlin dá mais amplitude ao comércio para obter melhores explicações sobre a teoria das vantagens comparativas. Foram dois economistas suecos, Eli Heckscher e Bertil Ohlin, que desenvolveram uma das mais importantes teorias do comércio internacional, pela qual, afirma (KRUGMAN, 2001), “o comércio internacional é conduzido basicamente por diferenças entre os recursos dos países”. De acordo com (KRUGMAN, 2001), o modelo Heckscher-Ohlin, da Dotação dos Fatores, procura analisar as proporções, (daí o título adicional de Teoria das Proporções
4

dos Fatores), nas quais os variados fatores de produção são disponíveis nos diferentes países e quais as proporções que esses fatores são utilizados para produzir diferentes bens. Conforme (SALVATORE, 2000), a teoria de Heckscher-Ohlin pode ser expressa sob dois teoremas: • Teorema de Heckster-Ohlin (H-O) - a nação exportará a commodity intensiva em seu fator relativamente abundante e barato, e importará a commodity intensiva em seu fator relativamente escasso e caro ; • Teorema da Equalização dos Preços dos Fatores (H-O-S) - o comércio internacional ensejará a equalização dos rendimentos dos fatores homogêneos relativos e absolutos em todas as nações. Embora tenha agregado novas idéias às investigações do comércio internacional, o modelo de Heckster-Ohlin apresenta lacunas, uma vez que parcela das hipóteses desenvolvidas no modelo não é válida, o que torna excludente grande fatia do atual comércio internacional. Para (FOSCHETE, 1999), “a rigor, a teoria de Heckscher-Ohlin se aplicaria quase que exclusivamente ao comércio de produtos agrícolas, que, de fato, é explicado pelas diferenças de dotação de fatores entre os países”. Visando suprir as lacunas do modelo de Heckster-Ohlin, o comércio internacional passa a ser explicado pelas teorias da economia de escala, da concorrência imperfeita e da difusão de tecnologias. A teoria dos padrões de demanda também busca explicar a natureza dos ganhos com o comércio internacional. Esses novos modelos surgiram a partir da década de 1980, com origem nas idéias de Paul Krugman e Elhanan Helpman, caracterizando o marco do que se chamou de Nova Economia Internacional. É bem verdade que esses temas desenvolvidos por Krugman e Helpman são considerados novos somente quanto ao aspecto do tratamento formal, uma vez que já haviam sido, há cerca de cinqüenta anos, objeto de discussões por parte de outros economistas (GONÇALVES, et al, 1998). O surgimento das novas teorias implica em excluir as hipóteses formuladas por Herckster-Ohlin. A que se refere aos retornos constantes à escala, acima comentada, a da concorrência perfeita e a hipótese da ausência de diferenças nas mudanças tecnológicas entre as nações. Enquanto Herckster-Ohlin difundiu que as commodities eram produzidas sob condições de retornos constantes, os novos modelos buscam mostrar que, com retornos

5

crescentes à escala, pode-se obter comércio mutuamente benéfico, mesmo que as nações sejam idênticas em todos os sentidos (SALVATORE, 2000). Como retornos crescentes à escala, ilustra-se, a produção cresce mais que proporcionalmente ao aumento dos insumos ou fatores de produção. Se todos os insumos dobrarem ou triplicarem, a produção mais do que dobrará ou triplicará. Os retornos ocorrem porque, em escala mais elevada, tornam-se possíveis maior divisão do trabalho e especialização (SALVATORE, 2000). Nesse mesmo enfoque, constata-se que grande parte da produção das economias em geral envolve produtos diferenciados ao invés de produtos homogêneos, gerando, por extensão, um mercado internacional de produtos diferenciados de uma mesma indústria ou do mesmo grupo amplo de produtos. Ou seja, grande parcela do comércio internacional é comércio intra-indústria de produtos diferenciados. A outra parte se refere ao comércio interindústria para produtos completamente diferentes (SALVATORE, 2000). As economias de escala na produção são o alvo do comércio intra-indústria. O mercado induz a que a empresa nos países industrializados produzam apenas um ou algumas variedades e estilos do mesmo produto, ao invés de muitas variedades e estilos diferentes, mantendo baixo os custos unitários. Com poucas variedades e estilos, pode-se desenvolver tecnologias mais especializadas e rápidas que permitam uma operação contínua e de duração mais prolongada. No mesmo enfoque, como primeira tentativa de explicar o padrão de comércio de produtos industrializados, o economista e político sueco Staffan Linder estabeleceu diferenças entre o comércio de recursos naturais e de produtos industrializados. Neste último tipo de comércio, a intensidade dos fatores é praticamente a mesma e o principal determinante do padrão é encontrado na estrutura de demanda (WILLIAMSON, 1988). Para Staffan Linder, a estrutura da demanda é definida pelas qualidades dos produtos diferenciados demandados num país. E o principal fator determinante da estrutura de demanda num país é o nível de renda per capita. Os países com renda mais elevada tendem a consumir mais carros, por exemplo, e, ainda, tendem a consumir carros de melhor qualidade (WILLIAMSON, 1988). Em 1961, M.V.Posner, de acordo com seu modelo de defasagem tecnológica, diz que grande parte do comércio entre países industrializados se baseia na introdução de novos produtos e novos processos de produção, que desencadeiam um monopólio do mercado mundial. Esse monopólio é baseado em patentes e direitos autorais para estimular o fluxo de invenções. A defasagem tecnológica desencadeada no mercado

6

propicia a criação, por parte do país inovador, de novos produtos ou processos, motivado pela defasagem tecnológica estabelecida (SALVATORE, 2000). Já pelo modelo de Raymond Vernon, intitulado ciclo do produto, os produtos novos são desenvolvidos e produzidos inicialmente nas economias mais avançadas, com amparo em dois motivos básicos : primeiro, porque a demanda surge nas economias onde o nível de renda é mais elevado e os gostos são sofisticados; segundo, porque o elevado nível de qualificação da mão-de-obra nas economias mais avançadas proporciona vantagem comparativa no desenvolvimento inicial desses produtos antes de ser reduzida a uma rotina. Posteriormente, a demanda cresce e a produção se padroniza, propiciando vantagens para a internacionalização da produção. Na medida em que o produto vai migrando no seu ciclo, passando da fase de pesquisa e desenvolvimento, intensivo em capital e mão-de-obra qualificada, para intensivo em capital e mão-de-obra nãoqualificada, a produção se desloca dos centros mais avançados para centros menos desenvolvidos (WILLIAMSON, 1988). De acordo com a teoria do ciclo do produto, os produtos são identificados em cinco estágios evolutivos, no país inovador e no país imitador, como segue. Estágio I - Fase do Novo Produto Ocorre a produção e o consumo apenas no país inovador; Estágio II - Fase de Crescimento do Produto A produção é aperfeiçoada no país inovador e cresce rapidamente para adequar-se a crescente demanda interna e externa; Estágio III - Fase de Maturidade do Produto Quando o produto torna-se padronizado e o inovador decide por conceder licenciamentos de produção no país e no exterior Estágio IV - O pais imitador com custos de mão-de-obra mais baixos, e com o produto padronizado, não requerendo qualificação para desenvolvimento e engenharia, inicia a venda do produto para terceiros países a preços mais baixos que os do país de origem, onde a produção passa a decrescer Estágio V - O país imitador inicia vendas a preços mais baixos que os do imitador também no aís deste, com uma drástica redução na produção do inovador. O produto atinge então sua decadência. O inovador passa a concentrar a atenção em inovações tecnológicas buscando a criação de novos produtos (SALVATORE, 2000).
7

3. ESTRATÉGIA DE INTERNACIONALIZAÇÃO
O arcabouço teórico disponibilizado pelas Ciências Econômicas permite aos Administradores uma visão mais analítica das vantagens que propicia o comércio internacional. Sob enfoques diferentes, ora centrado em vantagens absolutas, ora em vantagens comparativas ou com base em dotação de fatores, esses elementos teóricos permitem uma maior desenvoltura ao Administrador, na definição estratégica de para onde e como se internacionalizar. Num mesmo conjunto teórico, as teorias centradas nas economias de escala, na concorrência imperfeita e na defasagem tecnológica têm demonstrado uma maior sinergia com a realidade mundial, gerando convergência com as práticas estratégicas dos últimos vinte anos. Disponibiliza-se, assim, uma razoável quantidade de elementos teóricos, com enfoques diferenciados, fundamentando um maior desenvolvimento das funções gerenciais na formulação e implementação estratégicas e, em particular, com conseqüentes incrementos aos níveis de concretização, adequação e agilidade nos deslocamentos empresariais para a competitividade, para o exterior ou para a globalização. O tópico seguinte delineia os principais pontos teóricos e práticos acerca das questões de para onde e como os administradores podem-se lançar à competitividade, à internacionalização.

3.1 A fase prévia à internacionalização
O contexto das teorias estratégicas oferece um quadro amplo de modelos teóricos. Esse quadro envolve estudos estratégicos sobre as formas de se implementar um processo estratégico, as escolas de pensamento estratégico, a natureza da estratégia competitiva, integração, produtos e mercados, e internacionalização, dentre outros. A sobrevivência de qualquer empresa depende, essencialmente, da sua capacidade de interação com o meio ambiente. Ou seja, as permanentes mutações dos mercados e das indústrias e as múltiplas oportunidades e ameaças potenciais induzem a empresa a estar preparada para operar essas oportunidades e ameaças (FREIRE, 1997).
8

No contexto

de oportunidades

e ameaças,

focaliza-se a estratégia de

internacionalização pela necessidade de expansão geográfica, integrada num processo em que já foram identificados os produtos e mercados a serem trabalhados e configurada a forma de integração vertical do negócio. Um dos fundamentos mais importantes do processo de internacionalização consiste em que a empresa se mostre alicerçada, ou seja, seja detentora de competências e vantagens competitivas 1997). Hilal e Hemais (2001) afirmam, com relação à Escola de Uppsala, Suécia : “um dos pressupostos subjacentes da escola é que a internacionalização da firma, seja através de exportações, seja através de investimentos diretos, é uma conseqüência de seu crescimento” (CARLSON,1975). Ainda a esse respeito, a Escola de Uppsala, hoje conhecida como Escola Nórdica de Negócios Internacionais, prega que o processo de internacionalização não é visto como uma seqüência de passos planejados e deliberados baseados em uma análise racional, mas como passos de natureza incremental, visando se beneficiar da aprendizagem sucessiva através de etapas de comprometimento crescente com os mercados estrangeiros (CARLSON, 1975)”, resumem (HILAL e HEMAIS, 2001). Esse direcionamento está fundamentado na existência de riscos e incertezas. Para (HILAL e HEMAIS,2001), as operações no exterior implicam em atravessar fronteiras nacionais, o que cria incerteza adicional. A falta de conhecimento sobre as condições de negócios locais, clientes, procedimentos burocráticos, flutuações do câmbio, barreiras tarifárias e não tarifárias e sobre como obter informações, conjuntamente, contribuem para aumentar a incerteza. Na apreciação de Hilal e Hemais (2001), “quanto maior for a distância, maior é a incerteza. As empresas têm maior conhecimento de seus ambientes mais próximos. Dessa forma, elas procuram situações onde se sintam menos estrangeiras possível.” Assim, a formulação da estratégia de internacionalização deve ocorrer no bojo de um processo de desenvolvimento estratégico, em que o primeiro ponto de preocupação gerencial diz respeito à análise do meio ambiente (FREIRE, 1997). Nesse ponto, são detectadas e analisadas as tendências do ambiente, em termos contextual, ou seja, o ambiente econômico, o sócio-cultural, o tecnológico, o político-legal, e o transacional, abrangendo no estudo deste último ambiente os clientes, os concorrentes, os fornecedores e a comunidade. São analisadas, de forma dinâmica, a formadas no mercado doméstico (FREIRE,

9

atratividade do setor, a estrutura competitiva e os fatores críticos de sucesso de cada segmento de mercado. A estratégia empresarial nasce, portanto, da junção dos resultados da análise do meio ambiente com as competências internas da organização. A formação da visão estratégica é pré-requisito para a definição da missão, dos objetivos e da estratégia empresariais. Da análise do ambiente à análise da empresa. Nesse estágio, avalia-se os benefícios e os custos dos recursos, buscando identificar o valor real do negócio, e os compara com os dos concorrentes, para identificar pontos fortes e fracos e as competências centrais. Assim, concluem-se os trabalhos de avaliação da empresa, constatando o atual grau de adequação estratégica e estabelecendo o novo intento estratégico.

3.2 O processo de internacionalização
A estratégia de internacionalização consiste, pois, na transposição das operações para outros mercados geográficos que não os do país de origem. E, como dito anteriormente, esse processo deve ser visto como uma forma de garantir o aproveitamento das competências e vantagens competitivas já desenvolvidas ao longo do tempo, a nível do mercado doméstico (FREIRE, 1997). No enunciado de (POSSAS, 1999),
“A posse de vantagens competitivas importantes é fundamental para que uma firma se atreva a disputas num mercado estrangeiro, pois as empresas locais sempre têm também as suas para servir ao seu mercado de origem: um melhor conhecimento de seu país,sua economia, sua língua, sua lei e sua política.”

Como diz (FREIRE, 1997), “a internacionalização de uma empresa consiste, em primeiro lugar, na extensão de suas estratégias de produtos-mercados e de integração vertical para outros países, de que resulta uma replicação total ou parcial da sua cadeia operacional”. É necessário, portanto, que o administrador, previamente à definição dos locais e das modalidades de internacionalização, se decida pela matriz de produtos e mercados, a qual demonstra, em gráfico tipo grelha, os vários produtos que irão atender aos diversos mercados (FREIRE, 1997).
10

É também ação prévia à internacionalização a definição de como devem ser realizadas a atividades, ou seja, qual o grau de integração vertical, como serão trabalhadas as atividades principais e secundárias, se serão próprias ou terceirizadas. O cerne da formulação da estratégia de internacionalização reside em responder a duas questões básicas. Para onde e como se internacionalizar são as questões centrais. Quando se responde à indagação para onde se internacionalizar, pretende-se, obedecendo a critérios de natureza estratégica, definir os mercados prioritários para a internacionalização. É considerada também a atuação em mercados complementares. A resposta a esta indagação tem amparo nas definições estratégicas de produtomercado. Ou seja, sob o principio básico de satisfazer o cliente, o estrategista busca, com a necessária visão comercial, definir quais os itens a produzir, para vendê-los a quais clientes ou mercados, domésticos ou externos. A outra pergunta-chave pretende identificar a forma a ser adotada no processo de internacionalização, qual a modalidade de internacionalização a ser aplicada. Segundo (FREIRE, 1997), essas modalidades podem ser agrupadas em três grandes segmentos, que compreendem as transações, os investimentos diretos e os projetos. As transações se referem à comercialização de mercadorias, serviços, patentes e marcas da empresa a entidades estrangeiras. Abrangem as formas de exportações spot, a médio e a longo prazo, exportações diretas ou através de agentes, de licenciamentos de tecnologia ou marca, e de franchising. Os investimentos diretos são realizados através das joint ventures ou das subsidiárias. Essas formas de capital de risco assumem as modalidades de distribuição e marketing, e integrada, que abrange toda a cadeia operacional. No segmento dos projetos, é a empresa mais especializada que desenvolve sua estratégia de internacionalização. Nessa modalidade, constata-se uma significativa especificidade do produto ou serviço envolvido. Esses projetos podem assumir as formas de chave-na-mão, build-operate-transfer (BOT) e contratos de gestão. A construção da estratégia requer a utilização de fatores que indicam as vantagens, desvantagens e riscos por se adotar uma ou outra forma de internacionalização: Acesso ao mercado - a necessidade de ultrapassar barreiras de entrada, dificuldade de penetração nos canais de distribuição ou um maior reconhecimento de marca induz a realização de investimentos diretos na formação de joint ventures ou subsidiárias de distribuição.

11

Enquadramento legal – em face de elevadas tarifas de importação ou de restrições setoriais de investimentos, dificulta-se ou facilita-se a adoção de modalidades diferentes. Competição – esse fator pode induzir a empresa a alternar sua forma de internacionalizar-se, a depender do grau da concorrência oligopolística, da necessidade de enfrentar os competidores estrangeiros ou de defender mercados estratégicos. Experiência – a formação de conhecimentos através do histórico de internacionalização, do market-share, dos volumes de vendas e do desempenho como um todo da empresa no exterior, pode determinar a busca por modalidades mais ousadas ou complexas de internacionalização; ou, de forma menos ousada ou complexa, baixos desempenhos podem implicar a busca por modalidades mais simples, de menor risco. Risco – as diferenças culturais, a instabilidade política, as guerras, o câmbio, dentre outros, devem influir diretamente na forma da internacionalização. Controle – a garantia da qualidade, a defesa da marca e a proteção da tecnologia própria condicionam a decisão da forma de internacionalizar-se. Natureza dos ativos – a flexibilidade como podem ser transferidas as operações para o exterior, a negociabilidade das tecnologias utilizadas e a especificidade do produto são importantes pontos na análise da natureza dos ativos. Custo – o custo de penetração nos mercados, a competitividade dos produtos no exterior e o nível da escala econômica também determinam a forma da internacionalização. Retorno – o payback, o nível da rentabilidade dos recursos e as facilidades quanto à repatriação dos lucros aumentam ou diminuem o grau de envolvimento na internacionalização. Recursos – recursos humanos em qualidade e quantidade, recursos financeiros ou patrimoniais e recursos organizacionais podem tornar a empresa mais, ou menos, ousada na forma de internacionalizar-se. Produtos – a dimensão e a natureza dos produtos, o seu nível tecnológico e de investimentos requeridos influenciam no processo de deslocamento para o exterior. Com base nos fatores identificados anteriormente, pode-se selecionar um número limitado de modalidades que mais se aproximem das características estratégicas da empresa. Posteriormente, cada modalidade escolhida é examinada detidamente, em maior detalhe, visando à constatação dos benefícios, custos e riscos apontados. O processo de seleção da melhor estratégia de internacionalização deve ser concluído com a escolha daquela que melhor satisfaz aos critérios de gestão da empresa, o que deve significar o aumento da competitividade da organização a longo prazo (FREIRE, 1997). O impacto positivo da adoção da estratégia pode ocorrer através : a) b) da exploração das competências centrais em novos mercados; da realização de economias de localização; e
12

c)

do aumento de economias de escala e de experiência.

Por outro lado, os aspectos de risco podem envolver as seguintes situações : a) dificuldades em ultrapassar as barreiras de entrada; b) qualidade e versatilidade dos recursos; c) dispersão dos recursos; d) acesso às tecnologias e produtos por parte de concorrentes estrangeiros. O ponto conclusivo da estratégia de internacionalização a ser adotada resulta da avaliação de dois tipos de vantagens genéricas, a saber: a) Localização – quando os benefícios da localização das atividades comerciais ou produtivas no exterior forem superiores aos custos e riscos, é preferível adotar investimentos diretos ou projetos em detrimento das transações ; b) Internalização – quando os benefícios decorrentes da realização interna das atividades justificarem os custos e riscos da integração vertical no exterior, também é recomendado optar por investimentos diretos ou projetos, ao invés de transações. Um outro ponto de decisão estratégica, após a forma de se internacionalizar, refere-se a escolha entre adaptar a empresa ao novo ambiente ou manter um elevado grau de padronização de suas atividades. Essas definições podem implicar em fortes desdobramentos estratégicos. Por exemplo, a mudança da matriz de produtos-mercados afetando a estrutura de custos; a integração vertical diferenciada no exterior, sugerir mudanças do modelo de integração adotado no mercado doméstico; e a disseminação de uma imagem mais consistente a nível mundial, criando fortes barreiras de entrada. O binômio vendas-custos, como chamou (FREIRE, 1997), será o determinante na escolha da adaptação ou padronização. Quanto maior for a adaptação operacional, maiores serão as vendas e maiores serão os custos. Em sentido inverso, quanto maior for a padronização, menores serão as vendas e menores serão os custos associados, dado o aproveitamento de economias de escala e de experiência. O gerenciamento do binômio vendas-custos é muito importante nesse momento, pois, quando se reduz o custo via padronização, obtém-se ganhos de competitividade com a redução de preços e expansão das vendas; pela adaptação, o esperado aumento das vendas produz economias de escala e experiências que compensam o acréscimo dos custos. A padronização predomina, independentemente dos aspectos de custos, nos seguintes casos;
13

a) segmentos de mercados com preferências similares em países distintos b) mercado doméstico relacionado com mercado externo c) reduzida penetração no estrangeiro A predominância para a adaptação é recomendável sempre que houver preferências diferenciadas nos vários países, embora não se requeira alterações simultâneas. Pesquisas revelam que o conceito, a política de marketing, a tecnologia e o produto podem ser padronizados ou adaptados em graus diferentes. Cada país, diferentemente, pode apresentar um grau maior ou menor de adaptação ou padronização em face de atributos específicos, tais como a cultura e o hábito, o design e o sabor, a linguagem, o tamanho e a embalagem, o sistema técnico, e o cliente. Por exemplo, o conceito e a tecnologia de agendas eletrônicas e computadores são mundialmente similares, mas os programas desses equipamentos já incluem programas com caracteres romanos, chineses e árabes, para atender às diferenças regionais de linguagem. O nome do produto também deve ser alvo do estudo estratégico. É que o significado e o som podem divergir em cada País, carecendo que se façam as necessárias adaptações. É o caso da marca de petróleo Exxon, no Japão, da bebida Calpis, nos EUA, e do veículo Mitsubishi, na Espanha. Na escala entre adaptar e padronizar, pode-se atingir a padronização total, em virtude do nível de consumo em escala mundial. São exemplos os pianos, os relógios analógicos e os produtos petroquímicos. A padronização ou adaptação pode afetar toda a matriz de produtos-mercados, ou apenas alguns deles. Essa decisão deve ser tomada em todos os níveis de atuação da empresa, envolvendo nome de produto e configuração da cadeia operacional no exterior, buscando, assim, obter equilíbrio entre a maximização das vendas e a minimização dos custos. Independentemente das orientações estratégicas, (FREIRE, 1997) alerta para a “preocupação de subordinar as actividades internacionais da organização à sua missão e objetivos. A expansão geográfica da actuação da empresa deve, em última análise, contribuir para o seu desenvolvimento a longo prazo.” Posteriormente, parte-se para determinar a forma de integração das operações nos mercados externos e doméstico. Surge aí o conceito de Vantagens Comparativas Reveladas (VCR): é o que cada país gera de saldo comercial, para cada unidade monetária da corrente de comércio externo, a saber:
14

VCR =

Exportações - Importações Exportações + Importações

Essa relação mostra que os países, de forma distinta, detém maiores vantagens que outros na produção de determinados itens de um produto. Na produção textil, enquanto os EUA detém vantagens na produção de fibras e fios, o Japão em tecidos, Hong Kong e Itália se destacam na fabricação de vestuário. Assim, destaca (FREIRE, 1997), “a empresa internacional tem de escolher a melhor opção de integração global, buscando equilibrar os interesses econômicos de integração global e as vantagens comerciais de adequação local”. As decisões de integração combinadas podem ser operadas em quatro tipos diferentes de unidades: Empresa Local – quando os produtos desenvolvidos e comercializados no mercado doméstico são vendidos nos mercados externos, de forma independente e sem grandes alterações Empresa Multinacional – quando os produtos são desenvolvidos de forma a adequar-se às preferências dos clientes de mercados diferentes, com elevada autonomia operacional a nível de cada país Empresa Global – uma quantidade pouco variada de produtos são processados num número restrito de plataformas de produção, buscando alcançar liderança de custos em escala mundial Empresa Transnacional – quando os produtos desenvolvidos e comercializados resultam da conciliação de benefícios entre a redução de custos oriundos da integração global e as vantagens comerciais da adequação local. A estratégia dos últimos anos tem recaído sobre a transnacionalização, que procura conciliar globalização com a satisfação das necessidades locais. Assim, a empresa transnacional pode ser considerada uma rede integrada de recursos e capacidades distribuídas e interdependentes e sua migração de empresa global somente é positiva se a adequação local gerar valores expressivos para os consumidores. Cada empresa detém sua forma característica de se internacionalizar. Mas, regra geral, a expansão geográfica da empresa se inicia com exportações spot, cria rede de agentes e distribuidores e conclui por construir grandes empresas transnacionais, atravessando quatro fases distintas:
15

domésticas, quando a empresa é orientada para o mercado domésticos e limitase a exportar eventualmente

internacional, a empresa exporta regularmente para um número limitado de mercados e continua privilegiando o mercado doméstico

multinacional, quando a empresa tem uma presença forte num amplo número de países e concilia interesses do mercado doméstico com os do mercado externo

mundial, a empresa atua de forma global e adeqüa as suas práticas de gestão às características de cada zona servida.

De acordo com (CRAIG, 1999), ainda hoje existe um grande debate em torno da identificação do mundo como um mercado único ou como uma reunião de mercados nacionais individuais. Theodore Levitt, da Havard Business School, defende a globalização dos mercados, por entender que as empresas locais não suportam a concorrência com empresas globais que se utilizam de economias de escala.

4. CONCLUSÃO
A conclusão a que chega o presente trabalho evidencia a existência de um amplo e diversificado acervo teórico buscando explicar os movimentos e os ganhos proporcionados pelo comércio internacional. Embora, de forma isolada, esses modelos não tenham aplicação abrangente, sendo alguns deles considerados defasados, ou com falhas na sua formulação básica, tais abstrações têm sido da maior relevância para as Ciências Econômicas e Administrativas, pois fornecem elementos analíticos de grande utilidade ao desenvolvimento da Ciência e do mundo empresarial. Os modelos mais recentes que focalizam as economias de escala, a concorrência imperfeita e as defasagens tecnológicas mostram-se, mesmo com aplicações direcionadas a mercados específicos, com maior grau de utilidade prática. Já com relação às teorias desenvolvidas para as práticas estratégicas, pode-se concluir que se tratam de modelos mais flexíveis e de maior uso prático que os originados pelas ciências econômicas.

16

Conclui-se, adicionalmente, que o processo de internacionalização deve se instalar como uma seqüencia ao processo estratégico geral da empresa, carecendo sua implementação da formulação ou da reformulação da visão, missão, objetivos e estratégias globais e tendo como posicionamentos prévios a definição dos produtos e mercados a serem trabalhados e da forma de integração vertical. Um outro ponto evidente mostra que a empresa deve definir-se por extrapolar as fronteiras nacionais somente com base na constatação da existência de competências e vantagens competitivas criadas junto ao mercado doméstico, as quais devam-lhe propiciar o necessário desenvolvimento. As bases teóricas do comércio internacional e da estratégia de internacionalização podem subsidiar a realização de trabalhos dos mais variados enfoques. Por exemplo, a identificação dos motivos ou causas que levaram as empresas cearenses à internacionalização sinaliza um relativo grau de utilidade aos decisores privados e de governo. Detectar as principais dificuldades encontradas ao longo do processo de internacionalização dessas empresas é subsídio dos mais relevantes.

17

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CRAIG, J., GRANT R. 1999. Gerenciamento Estratégico. Editora Littera Mundi. 137p. DAL BELLO, U. B. e GOMES, M. M. 2002. ENANPAD. A Empresa Brasileira e o Desafio à Internacionalização. 15p. FOSCHETE, M. 1999. Relações Econômicas Internacionais. Editora Aduaneiras. São Paulo-SP. 248p. FREIRE, A. 1997. Estratégia – Sucesso em Portugal. Editorial Verbo. Lisboa-Portugal. 30:313-347. GONÇALVES, R., BAUMAN, R., PRADO, L.C.D. e CANUTO, O. 1998. A Nova Economia Internacional Uma Perspectiva Brasileira. Editora Campus. Rio de Janeiro-RJ. 392p HILAL, A., HEMAIS, C. A. ENANPAD. 2001. Da Escola de Uppsala à Escola Nórdica de Negócios Internacionais: Uma Revisão Analítica. 14p KENEN, P. B. 1998. Economia Internacional – Teoria e Política. Editora Campus. 648p. KRUGMAN, P. R., OBSTFELD, M. 2001. Economia Internacional – Teoria e Prática. Editora Makron Books. São Paulo-SP. 620p. MINTZBERG, H., QUINN, J. B. 1998. O Processo da Estratégia. Editora Bookman. Porto Alegre-RS. 404p. MEERHAEGUE, M. A. G. V. 1980. Economia Internacional. Editora Atlas. São Paulo-SP. 288p. PORTER, M. E. 1989. VANTAGEM COMPETITIVA – Criando e Sustentando Um Desempenho Superior. Editora Campus. 512p. POSSAS, S. 1999. Concorrência e Competitividade – Notas Sobre Estratégia e Dinâmica Seletiva na Economia Capitalista. Editora Hucitec. 199p. REZENDE, S. L. R. ENANPAD. 2002. On International Trajectories. 15p. SALVATORE, D. 1998. Economia Internacional. Editora LTC. Rio de Janeiro-RJ. 30:5108. WILLIAMSON, J. 1988. A Economia Aberta e a Economia Mundial – Um Texto de Economia Internacional. Editora Campus. 394p.

18

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful