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Março 2011 | Revista Tempo de Agir 1
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Março 2011 | Revista Tempo de Agir 1
Março 2011 | Revista Tempo de Agir 1
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Março 2011 | Revista Tempo de Agir 1
Editorial Refletem essa disposição os depoimentos dos empresá- rios que, selecionados pelo Sebrae através de
Editorial
Refletem essa disposição os depoimentos dos empresá-
rios que, selecionados pelo Sebrae através de Chamada
Pública em 2010, visitaram a Retail´s em Nova Iorque, no
início do ano. Lá, viram de muito perto – podendo até
interagir com elas – as novidades tecnológicas que resul-
tam do planejamento que o varejo norte-americano colo-
ca em prática para seduzir e fidelizar os consumidores.
Planejar de forma estratégica. Este é o conselho que o
economista Joseph Schumpeter resume quando afirma
que ter dinheiro para abrir um negócio não basta como
definição do que seja empreender. Segundo Schumpeter,
empreendedora é aquela pessoa que consegue transfor-
mar suas ideias em fonte segura de lucros, porque tem
a posse de algumas ferramentas indispensáveis para dar
forma ao que imagina e planeja dentro da conjuntura so-
cial e econômica em que se estabelece.
Vitor Augusto Koch
Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS

Diretor-superintendente: Marcelo de Carvalho Lopes Diretor de Administração e Finanças: Léo José Borges Hainzenreder Diretor Técnico: Marco Antônio Kappel Ribeiro

Em sintonia

Uma nova gestão se inicia, desta

vez por um período de quatro anos. Na 7ª edição de nossa re- vista, afirmamos a continuidade ao trabalho que o Sebrae vem fazendo para estimular o crescimento das micro e pequenas empresas da indústria, comércio e agronegócios, que representam mais de 99% do universo empresarial no Estado e no País.

De várias formas, a necessidade de inovar, mesmo quan- do não se fala diretamente sobre o tema, ocupa espaço em cada uma das páginas desta edição. Assim estamos em sintonia com aquela que é uma das mais importantes características do empreendedor: a de não se acomodar, a de nunca estar satisfeito com o sucesso já alcançado. Quem empreende sabe que não pode marcar passo na fileira. Quer avançar e vê com bons olhos as oportunida- des de acesso às novas ideias e soluções criadas a partir delas.

acesso às novas ideias e soluções criadas a partir delas. Entidades que compõem o Conselho Deliberativo

Entidades que compõem o Conselho Deliberativo do Sebrae/RS:

• Banco do Estado do Rio Grande do Sul S/A - BANRISUL Titular: Rubens Salvador Bordini

• Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul - FIERGS Titular: Paulo Gilberto Fernandes Tigre

• Caixa Econômica Federal

Titular: Ruben Danilo de Albuquerque Pickrodt

• Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul - CIERGS Titular: André Vanoni de Godoy

• Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do Rio Grande do Sul - SDPI Titular: Mauro Knijnik

• Banco do Brasil S/A

Titular: José Carlos Reis da Silva • Federação das Associações Comerciais e de Serviços

do Rio Grande do Sul - FEDERASUL Titular: Gustavo Leipnitz Ene

• Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul - FARSUL Titular: Carlos Rivaci Sperotto

• Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul - FECOMÉRCIO Titular: Júlio Ricardo Mottin

• Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE Titular: Luís Afonso Bermúdez

• Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial -

SENAI/RS Titular: César Rangel Codorniz

• Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul

- FAPERGS Titular: Rodrigo Costa Mattos

• Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR/RS

Titular: Nestor Fernando Hein

• Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio

Grande do Sul - FCDL-RS Titular: Vitor Augusto Koch (Presidente)

• CAIXA Estadual S/A - Agência de Fomento/RS Titular: Carlos Rodolfo Hartmann

EXPEDIENTE

Sumário

EXPEDIENTE Sumário 5 Capa | Linha da Pequena Empresa Embarque neste ônibus da Carris. Ele está
EXPEDIENTE Sumário 5 Capa | Linha da Pequena Empresa Embarque neste ônibus da Carris. Ele está

5 Capa | Linha da Pequena Empresa

Embarque neste ônibus da Carris. Ele está carregado de boas informações. Dentro dele viaja tudo o que o empreendedor precisa saber para abrir seu negócio e mantê-lo aberto

precisa saber para abrir seu negócio e mantê-lo aberto 20 Campanha Inovar é preciso. O Sebrae

20

Campanha

Inovar é preciso. O Sebrae do Rio Grande do Sul leva esta mensagem aos empreendedores de cinco regiões do Rio Grande do Sul em mutirões do ALI

de cinco regiões do Rio Grande do Sul em mutirões do ALI 30 Na beira do

30

Na beira do mar

Depois de receberem a orientação dos técnicos que participaram de mais um Sebrae na Praia, empreendedores afirmam que estão mais seguros para tocar seus negócios

afirmam que estão mais seguros para tocar seus negócios 26 Negócio a Negócio Pesquisa mostra que

26

Negócio a Negócio

Pesquisa mostra que a internet ainda é uma ferramenta de trabalho pouco utilizada nas micro e pequenas empresas do Rio Grande do Sul

utilizada nas micro e pequenas empresas do Rio Grande do Sul 36 Varejo A sofisticação dos

36

Varejo

A sofisticação dos recursos que o comércio usa para atrair consumidores impressiona empresários que o Sebrae/RS levou à Retail´s Big Show, em Nova Iorque

que o Sebrae/RS levou à Retail´s Big Show, em Nova Iorque 28 Projeto coletivo Parceria do

28

Projeto coletivo

Parceria do Sebrae com a Gerdau para qualificar a gestão das serralherias e aumentar sua competitividade no mercado está produzindo bons resultados

56 Expansão Os parreirais e os vinhos deixaram de ser uma exclusividade da paisagem da
56 Expansão
Os parreirais e os vinhos deixaram
de ser uma exclusividade da
paisagem da Serra Gaúcha,
ganhando espaço e importância
também na economia do Pampa
espaço e importância também na economia do Pampa É uma publicação trimestral do Sebrae/RS e desenvolvida

É uma publicação trimestral do Sebrae/RS e desenvolvida pela Gerência de Comunicação e Marketing.

Coordenação e Edição: Maria Wagner Reportagem: César Moraes, Larissa Mamouna, Lorena Paim e Renata Cerini | Estagiária: Cândida Portolan Design Gráfico, Editoração e Ilustração: Gilian Gomes Impressão: Contgraf | Tiragem: 40 mil exemplares FALE COM A REDAÇÃO:

sebraeimprensa@sebrae-rs.com.br | (51) 3216 5194

CONTATOS COM O SEBRAE/RS

0800 570 0800 - atendimento gratuito de segunda a

sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 12h;

www.sebrae-rs.com.br - o visitante pode fazer download

de publicações e, no link “Central de Notícias”, fica sabendo as novidades da instituição;

www.sebrae.com.br - Sebrae Nacional;

Espaço Pesquisa Sebrae/RS - acervo de livros, revistas,

vídeos, dicas de oportunidades de negócios enfocando gestão empresarial. O material pode ser consultado em todas as regionais. Em Porto Alegre, na Regional Metropolitana, rua General João Manoel, 282. De segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Empreendedorismo

Empreendedorismo Dada a partida para a LINHA DA PEQUENA EMPRESA Foto: João Alves P arceria entre

Dada a partida para a

LINHA DA

PEQUENA

EMPRESA

Foto: João Alves

a partida para a LINHA DA PEQUENA EMPRESA Foto: João Alves P arceria entre a prefeitura

P arceria entre a prefeitura de Porto Alegre e o Se- brae/RS resultou na Linha da Pequena Empresa, que

vai percorrer 37 bairros da Capital, de abril até dezembro de 2011. Du- rante uma semana, em média, um

ônibus da Carris, especialmente adaptado, estará estacionado em

cada localidade da cidade, le- vando o empreendedorismo para onde o cliente estiver. In- formação sem barreiras e cada vez mais acessível é o que assi- nala o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS e da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, sobre o projeto. >>

Fotos: João Alves

Fotos: João Alves restritas ao âmbito social. É a primei- ra vez que isso acontece com

restritas ao âmbito social. É a primei- ra vez que isso acontece com um viés econômico. A empresa já desenvolve os projetos Linha Solidária e Bicho Amigo. No primeiro, um ônibus perso- nalizado transporta grupos de pessoas para doação de sangue nos postos de coleta da Capital. O segundo vai utilizar um veículo coletivo como consultório veterinário e uma unidade móvel para levar animais às clínicas, quando neces- sário.

Se a Carris tem experiência na adap- tação de seus ônibus para projetos de interesse da comunidade, o Sebrae/RS também já foi ao encontro do cliente em outras oportunidades. Como no caso do Sebrae na Praia, realizado pela segunda vez em 2011, com sucesso, em que tendas foram armadas, em se- quência, nos principais balneários gaú-

>>

O ônibus da Carris, especialmente adaptado, vai percorrer 37 bairros da Capital entre abril e dezembro de 2011

A Linha da Pequena Empre- sa disponibiliza orientação gratuita para candidatos e empre- endedores. A circulação do veículo foi viabilizada através da Secretaria de Indústria e Comércio e da Carris. Trata-se de uma forma de expandir a ação do Sebrae/RS para além das salas de atendimento. “Até o final deste ano, a expectativa é a forma- lização de 103.500 empreendedores individuais, recolhendo impostos e com acesso a ofertas de microcré- dito, por exemplo”, explica o pre- sidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS e da FCDL-RS, Vitor Koch, salientando que a Linha da Pequena Empresa será fundamental para a sensibilização do trabalhador por conta própria, que se encon- tra informal. Escolhidos com base no número de habitantes, os locais representam 75% da população de Porto Alegre. Portanto, o espectro é bem significativo para os objetivos traçados pelos idealizadores.

“A pequena empresa é a maior em - pregadora do País e, no conjunto, a verdadeira força motriz da econo- mia nacional, mas ainda sofre com

a escassez de crédito, a burocracia e as dificuldades naturais do mer- cado. Por isso, a importância de se criar condições para a formalização do empreendedor, bem como tra- balhar para a sua sobrevivência e crescimento. Acredito na parceria dos governos com o Sebrae, porque cabe a nós, juntos, criarmos o meio ambiente favorável ao nascimen- to e sucesso das pequenas empre- sas”, analisa o secretário municipal de Produção, Indústria e Comércio (Smic), Valter Nagelstein.

A Smic, a Procempa e a Carris, ór- gãos ligados à prefeitura de Porto Alegre, são os propulsores do proje- to, juntamente com o Sebrae/RS. A Carris, companhia de transporte do município, já tem tradição em par- cerias com entidades, mas até agora

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch, disse que a expecta- tiva

O presidente

do Conselho

Deliberativo do

Sebrae/RS,

Vitor Augusto

Koch, disse

que a expecta- tiva da institui- ção é chegar

a 103.500

empreendedo-

res individuais

formalizados

e acrescentou que a Linha da Pequena

Empresa será

fundamental

para sensibilizar

o trabalhador

Dentro do ôni- bus da Carris,

adaptado para levar o empre- endedorismo a 37 bairros da Capital, Koch

e o prefeito de

Porto Alegre,

José Fortunati,

testaram o conforto que a

parceria Sebrae

e Prefeitura vai

oferecer aos

empreendedo-

res nesta ação

chos, para dar atendimento a empresários e candidatos

a empresários. No caso da Linha da Pequena Empresa,

a união com a Smic permitirá a agilização do trabalho.

O ônibus terá um técnico de cada entidade à disposição

do público, com os seguintes serviços: orientação sobre gestão empresarial, formalização de pequenos negócios, microcrédito, alvarás e licenças municipais, além de pe-

quenas assessorias em grupos e a possibilidade de con- cretizar, no local, a formalização como Empreendedor Individual (EI). Em determinada área do veículo serão exibidos vídeos de interesse do empreendedor, como o

de

Boas Práticas de Fabricação.

O

atendimento nos ônibus será de segunda a sexta-feira,

das 9h às 18h. Começa no dia 4 de abril, no bairro Saran- di, mas até o final do ano os empresários e candidatos a empresários podem procurar o serviço, pois a cobertura

de

áreas da Capital será bem ampla. Uma das metas des-

se

trabalho é aumentar o número de Empreendedores

Individuais, chegando a 103.500 até o final de 2011 no Estado. Existe a possibilidade de a Linha da Pequena Empresa ser prorrogada por mais um ano.

Confira os locais em

que a Linha da Pequena

Empresa estará:

4 a 8 de abril – Sarandi, no Porto Seco

11 a 15 de abril – Rubem Berta,

no Centro Vida

18 a 20 de abril - São Geraldo,

no Centro Administrativo Regional

25

a 29 de abril – Passo D’Areia

02

a 06 de maio – São João

09

a 13 de maio – Floresta

16

a 20 de maio – Rio Branco

23

a 27 de maio – Farrapos

30

de maio a 03 de junho –

Cristo Redentor

06

a 10 de junho – Vila Ipiranga

13

a 17 de junho – Passo das Pedras

20

a 24 de junho – Jardim Sabará

27

de junho a 01 de julho –

Mário Quintana

04

a 08 de julho – Vila Jardim

11

a 15 de julho – Centro

18

a 22 de julho – Petrópolis

25

a 29 de julho – Bom Jesus

01

a 05 de agosto – Jardim Carvalho

08

a 12 de agosto – Jardim Botânico

15

a 19 de agosto – Santana

22

a 26 de agosto – Menino Deus

29

de agosto a 02 de setembro –

Partenon

05

a 09 de setembro – Santo Antônio

12

a 16 de setembro – Cidade Baixa

19

a 23 de setembro – São José

26

a 30 de setembro – Aparício Borges

03

a 07 de outubro – Santa Teresa

10

a 14 de outubro – Cascata

17

a 21 de outubro – Morro Santana

24

a 28 de outubro – Cristal

31

de outubro a 04 de novembro –

Cavalhada

07

a 11 de novembro – Nonoai

14

a 18 de novembro – Camaquã

21

a 25 de novembro – Lomba do Pinheiro

28

de novembro a 02 de dezembro –

Restinga

05

a 09 de dezembro – Vila Nova

12

a 16 de dezembro – Ipanema

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Em 2011, o Sebrae vai intensificar o atendimento individual no Rio Grande do Sul e, para isso, aumentou sua capacidade técnica

Grande do Sul e, para isso, aumentou sua capacidade técnica Foto: Mario Gaist O Sebrae/RS está

Foto: Mario Gaist

O Sebrae/RS está colocando força total no atendimento a empreendedores e futuros empresários em suas 27 uni-

dades regionais, além dos 11 pontos de

atendimento criados no ano passado em parceria com entidades represen- tativas dos municípios contemplados.

Para oferecer mais qualidade, a entidade aumentou sua capacidade técnica con- tratando mais de 40 profissionais, que foram capacitados em finanças, merca- do e plano de negócios - temas básicos relacionados à gestão das micro e pe- quenas empresas. “Através desses técni- cos, os empresários têm acesso a tudo

o que o Sebrae/RS tem a oferecer”, sa-

lienta o superintendente Marcelo Lo-

pes. Em uma assessoria de mercado, por exemplo, eles auxiliam o empreendedor

a estruturar a equipe de vendas. Tam-

bém ajudam na construção do plano de negócios e na pesquisa de mercado.

FORÇA

 

Comércio e Serviços

 

Solução

Valor

Palestra Gestão do Varejo para Datas Especiais

Gratuito

Palestra Preparando sua Loja para as Férias de Inverno

Gratuito

Palestra Preparan- do sua Loja para o Dia das Mães

Gratuito

Palestra Preparando sua Loja para o Dia dos Namorados

Gratuito

Palestra Preparan- do sua Loja para o Dia dos Pais

Gratuito

Palestra Preparando Sua Loja para o Natal

Gratuito

Curso Controles Financeiros – Comércio Varejista

R$ 50,00

Curso Gestão Visual de Lojas

R$ 150,00

Curso Gestão de Pessoas para o Comércio Varejista

R$ 50,00

Curso Desenvolvi- mento de Equipes

R$ 50,00

Curso Gestão

R$ 100,00

Financeira –

Avançado

Curso Gestão de Estoques

R$ 50,00

Curso Como Ven- der Mais e Melhor – As Melhores Ferramentas para Aumentar suas Vendas II

R$ 50,00

Curso Formação de Preços – Comércio Varejista

R$ 50,00

 

Agronegócios

 

Solução

Valor

Palestra Boas Práticas de Ges- tão - Sucesso nas Empresas Rurais

Gratuito

Palestra Desenvolvimento Sustentável da Propriedade Rural

Gratuito

Curso Comercialização na Empresa Rural

R$ 40,00

Curso Planejamento na Empresa Rural

R$ 40,00

Curso Custos de Produção na Empresa Rural

R$ 60,00

Curso Programa

R$ 150,00

D-Olho na

Qualidade Rural

Curso Desenvolvi- mento de Equipes

R$ 50,00

Curso Gestão de Estoques

R$ 50,00

Curso Como Ven- der Mais e Me- lhor - As Melhores Ferramentas para Aumentar Suas Vendas II

R$ 50,00

 

Indústria

 

Solução

Valor

Curso Gestão

R$ 50,00

e

Técnicas de

Produção

Curso Desenvolvimento de Equipes

R$ 50,00

Curso Gestão de Estoques

R$ 50,00

Curso Gestão

R$ 100,00

Financeira –

Avançado

Curso Como Ven-

R$ 150,00

der Mais e Melhor

As Melhores

Ferramentas para Aumentar suas Vendas II

Curso Formação de Preço

R$ 50,00

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GRADE DE

CAPACITAÇÕES

Para oferecer cursos e palestras mais adequadas aos interesses dos empreendedores, o Sebrae/RS validou, junto aos próprios empresá- rios, a grade de capacitações prevista para o ano de 2011. Os temas referem-se aos principais processos de gestão dos três setores eco- nômicos: Comércio e Serviços, Agronegócios e Indústria. A meta é realizar 1.550 cursos, 837 palestras e 39 mil consultorias, incluindo as multissetoriais - Programa Próprio, Empretec, Oficina do Empre- endedor Individual, entre outros.

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MUDAR para

>> MUDAR para Sebrae/RS comemora os resultados alcançados e promove melhorias no atendimento Foto: Sebrae/RS A

Sebrae/RS comemora os resultados alcançados e promove melhorias no atendimento

os resultados alcançados e promove melhorias no atendimento Foto: Sebrae/RS A Central de Relacionamento Se- brae/RS

Foto: Sebrae/RS

A Central de Relacionamento Se- brae/RS (CRS), que iniciou suas atividades em 2002, está comple- tando nove anos de existência e assistência às micro e pequenas empresas. E quer melhorar. Para isso, passa a oferecer um novo horário de atendimento: das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira, e das 8h ao meio-dia, nos sábados.

A estimativa, segundo Carolina Mo- lina Lorenzoni, gestora da Central de Relacionamento, é atender a cer- ca de sete mil ligações a mais por ano a partir desta mudança. Antes, a Central atendia de segunda a sexta-

feira, das 8h às 18h. “Nossa equipe é formada por 27 profissionais capaci- tados que estão em constante forma- ção na área de gestão. Dessa forma, poderão corresponder à demanda das ligações e atender, da melhor for- ma possível, os clientes que entram em contato conosco”.

Através da Central de Relacionamen- to, o cliente pode obter esclarecimen- tos sobre o Empreendedor Indivi- dual, abertura de empresa, crédito, gestão empresarial e projetos desen- volvidos pela instituição, por exem- plo. “A praticidade que o telefone e a internet proporcionam, evitando

o deslocamento, possibilita que os

empresários e outros interessados entrem em contato conosco sem ter que sair das suas empresas ou outros locais de trabalho”, explica a gestora.

Canais

Além do telefone 0800.570.0800, através do qual o cliente recebe aten- dimento gratuito, o Sebrae/RS tem

os canais Fale Conosco e Ouvidoria.

Ambos funcionam via e-mail e es- tão no site www.sebrae-rs.com.br. E, ainda em 2011, a instituição colocará

atendimento on-line e SMS à disposi- ção de seus clientes.

Atendimento

Atendimento Foto: Cláudia Chissini Presença forte na terra da maçã Vitor Augusto Koch (E), presidente do

Foto: Cláudia Chissini

Presença forte na terra da maçã

Vitor Augusto Koch (E), presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, Elói Poltronieri, prefeito de Vacaria, o diretor Léo Hainzenreder e o gerente regional Rogério Rodrigues na inauguração da unidade

Maior produtor de maçã do Estado e o se- gundo do País, sendo responsável por 22% da colheita nacional da fruta, o município de Vacaria tem mais um motivo para celebrar o empreendedorismo. O Sebrae/RS inaugurou, em janeiro, as instalações de sua unidade de atendimento na rua XV de Novembro, 788, Centro da cidade. A cerimônia teve a partici- pação do presidente do Conselho Deliberati- vo do Sebrae/RS e da Federa- ção das Câmaras de Dirigentes

Lojistas do Estado, Vitor Au- gusto Koch, do diretor de Ad- ministração e Finanças, Léo Hainzenreder, do prefeito de Vacaria, Elói Poltronieri, e de lideranças locais, enfatizando a importância de se colocar mais conhecimento empreendedor à disposição de quem quer abrir ou melhorar seu negócio.

Segundo Koch, a ideia de priorizar o processo de ex- pansão da instituição no Rio Grande do Sul, permitindo que mais MPEs e empreendedores disponham das fer- ramentas e soluções oferecidas pelo Sebrae/RS, segue forte. O presidente prevê que muitos outros pontos de atendimento serão abertos em 2011, “contando com a participação efetiva das entidades representativas dos municípios que queiram a nossa presença”.

Para o prefeito Elói Poltronieri, a inicia- tiva do Sebrae/RS em atender a deman- da empreendedora de Vacaria é mais um fator motivador para que novas empre- sas venham para a cidade. Ele reforçou a continuação da parceria que a prefeitura já possui com a instituição, otimizando futuros projetos e ações que serão viabi- lizados em função da nova estrutura na cidade. “Queremos trabalhar juntos para melhorar e desenvolver os pequenos negócios de Vacaria, que representam quase 99% das empresas do município”, disse.

Vacaria é mais um município gaúcho a contar com unidade de atendimento própria da Instituição

O presidente Vitor Koch afirmou que “o Sebrae/RS chegou a Vacaria com uma estrutura de atendimento adequada ao municí- pio e condizente com sua representatividade nos Campos de Cima da Serra. Com essa unidade, oferecemos um serviço de maior abrangência, ampliando a realização de capacitações e consul- torias na cidade, onde estão instaladas cerca de 3.600 micro e pequenas empresas”.

A expectativa é de um total de 300 atendimentos men-

sais aos empreendedores da região na nova casa. Para 2011, estão previstos cursos importantes para os setores

de comércio e serviços, agronegócio e indústria, além de

palestras, oficinas e encontros empresariais. A progra- mação inclui o Empretec, a mais destacada ferramenta de capacitação empresarial disponível no Brasil e desen- volvida pela ONU – Organização das Nações Unidas.

Empretec

Empretec O antes e o depois Mauro Abreu de Camargo não tinha experiência na área quando

O antes

e o depois

Mauro Abreu de Camargo não tinha experiência na área quando assumiu o açougue de seu cunhado. Buscou ajuda no Sebrae e hoje ensina como se prepara um churrasco

E m 1991, um acidente de percur-

so na família mudou os rumos

da vida de Mauro Abreu de

Camargo. O “guri de aparta-

mento”, que estudava Administração de Empresas e fazia estágio, deparou- se com o desafio de dar continuidade

a um negócio que dava certo há nove anos: o tradicional Açougue do Neni, seu cunhado. Vinte anos depois, o Embaixador do Churrasco, como é conhecido graças ao seu novo empre- endimento, também é facilitador do Seminário Empretec, programa da Or- ganização das Nações Unidas (ONU), aplicado no Brasil pelo Sebrae.

Voltando um pouco no tempo, Ca-

margo lembra-se das dificuldades pelas quais passou devido à sua falta de experi- ência com a função de açougueiro. “Nun- ca havia, sequer, entrado num açougue an- tes”, confessa. E o jovem empresário não parou por aí. Depois de assar o churrasco da turma de formatura, abriu a CIA do Churrasco, uma empresa de eventos, com

o propósito de prestar serviço de churrasco em reuniões sociais e empresariais. Inquieto com a situação dos açou- gues, que na época começavam a perder espaço para as re- des de supermercado, Camargo tornou-se o presidente do Sindicato de Comércio Varejista de Carnes Frescas do RS (Sicocarnes) e fundou a Rede ChefCarnes de Açougues, na qual foi presidente entre 2000 e 2004. Uma das primeiras ações foi o primeiro curso de capacitação gerencial para donos de açougue, em parceria com o Sebrae/RS.

Antes de ser facilitador do Empretec, Mauro Abreu de Ca- margo foi aluno. Buscando aumentar os lucros do açougue, realizou o seminário. Isso foi em 2001. “A partir daí come - çou o desenvolvimento. Trabalhamos o controle de pragas, adotamos uniformes personalizados, demos atenção espe- cial à higiene e à limpeza do açougue. Foi uma reforma de R$ 41 mil, que paguei em dois anos”, recorda. Através do trabalho de criação, estruturação e divulgação das Redes de Cooperação, em 2003, foi convidado para fazer palestras para o Sebrae/RS. “Senti-me importante, porque fiz minha primeira viagem com motorista. Fui a Lagoa Vermelha e depois a Cachoeira do Sul”.

Camargo pegou gosto pelas palestras e decidiu, no mesmo ano, participar da seleção para membro da equipe de faci- litadores do Seminário Empretec. Para dedicar-se à nova função, achou melhor deixar a presidência da Rede Chef- Carnes. Mais tarde, em 2007, vendeu também o açougue. “Queria me desenvolver mais como pessoa e ajudar aos outros a fazerem isso. Com o Empretec, descobri que era forte em busca de oportunidades, mas era fraco em metas e planejamento, o que atrapalha muito o crescimento de uma empresa”, acrescenta.

Um ano mais tarde, o consultor do Empretec começou

a escrever o projeto de seu novo desafio: o Embaixador do Churrasco. O negócio tem o objetivo de promover o

churrasco através de cursos, serviços e produtos qualifica- dos. Camargo conta que “o site entrou no ar em 2009 com 1.800 acessos por mês. Agora já contabilizamos 2.700 por semana”. Alguns cursos que o Embaixador do Churrasco oferece são: Churrasco para Mulheres, Noite do Cordeiro, Jantar-Curso em Grupos, Curso Personal de Churrasco e Curso de Churrasco Básico. Devido ao sucesso da empresa

e à vontade de diversificar, o empresário acredita que a ten- dência é diminuir as horas dedicadas ao Empretec e priori- zar a sua empresa. Para ter acesso aos produtos e serviços dela, basta acessar: www.embaixadordochurrasco.com.br.

>>

basta acessar: www.embaixadordochurrasco.com.br. >> Fotos: Mauro Camargo Abreu/Divulgação Março 2011 |

Fotos: Mauro Camargo Abreu/Divulgação

>>

Pesquisa mostra que o Empretec faz a diferença

Segundo pesquisa quantitativa realizada em agosto de 2010 com 1.347 egressos do Seminário Empretec em todo o Brasil, a capacitação contribui para o aumento do faturamento da empresa, no caso daqueles classificados como donos do próprio ne- gócio, e para o aumento da renda individu- al, dos empregados ou profissional liberal.

Para 73% dos empresários entrevistados,

o faturamento atual é maior do que antes e 80% acreditam que o Empretec contribuiu muito para esse aumento. Com relação aos percentuais de lucro sobre o faturamento, 61% acham que é maior do que era antes do Empretec e 81% atribuem essa evo- lução ao seminário. No que se refere aos empregados ou profissionais liberais, 62% disseram que a renda individual é maior do que era antes de participar do Empre- tec. Apenas 7% apontaram declínio. Para 79%, participar do Empretec foi impor- tante para melhorar a renda individual e 88% acham que o seminário foi importan-

te para melhorar a empregabilidade.

Veja se você é empreendedor ou se necessita desenvolver as características

empreendedor ou se necessita desenvolver as características CARACTERÍSTICAS DO COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR • Busca
CARACTERÍSTICAS DO COMPORTAMENTO EMPREENDEDOR
CARACTERÍSTICAS
DO COMPORTAMENTO
EMPREENDEDOR

• Busca de oportunidades e iniciativa – Essa é

a característica de coragem dos empreendedores de su- cesso. Coragem de encarar o desconhecido, pois agem antes de serem forçado pelas circunstâncias. Os empre- endedores são pessoas de visão e se preocupam com os problemas do futuro.

• Exigência de qualidade e eficiência – Essa

característica é a paixão dos empreendedores exitosos. Eles sempre buscam uma forma de melhorar o que fa- zem, diminuir o tempo, reduzir os custos. Sempre estão insatisfeitos com o que fazem. A insatisfação é a energia da mudança. É uma característica contínua.

O que é o seminário?

O Empretec é desenvolvido pelas Nações Unidas e re-

alizado no Brasil em parceria com Sebrae. Diferencia-

se da maioria dos programas de capacitação devido ao

seu processo de desenvolvimento, que está fundamen- tado em uma pesquisa realizada com empreendedores em vários países do mundo. Através dessa pesquisa foi possível observar a forma como esses empreendedores

se comportavam e como obtiveram resultados exitosos

dentro de suas atividades. A partir dela foi formatado

o Seminário Empretec, cuja abordagem se dá pelas 10 características empreendedoras. Ao longo de uma dé- cada, possibilitou a milhares de pessoas uma visão mais clara de suas atividades, gerando mudanças de compor- tamento e, sobretudo, autoconfiança.

Do seminário podem participar empreendedores com ou sem empresa constituída, de qualquer segmento ou setor. A metodologia é vivencial e altamente interativa, com jogos, exercícios, palestras, atividades para serem

• Correr riscos calculados – É a caracte- rística que faz com que os empreendedores

• Correr riscos calculados – É a caracte-

rística que faz com que os empreendedores ava- liem as alternativas antes da ação. São capazes de enfrentar desafios sem colocar tudo a perder agindo de forma impensada.

• Persistência – Essa característica é o com-

bustível dos empreendedores, que sempre bus- cam formas diferentes de alcançar os objetivos, parecem incansáveis quando querem alguma coisa e continuam sua jornada quando muitos preferem desistir.

• Comprometimento – Os empreendedo-

res sempre fazem o que dizem, cumprem seus compromissos, são fiéis a tudo o que foi combi- nado. Não podemos esquecer que cada minuto de atraso torna os outros muito mais exigentes. Com essa característica decidimos se vamos ga- nhar ou perder no mercado mundial. Compro- metimento é a honra dos empreendedores.

• Estabelecimento de metas – Os em-

preendedores de sucesso são pessoas que regis- tram tudo o que querem fazer, fazem listas sobre tudo. Sempre sabem para onde querem ir, nunca andam a esmo. Estabelecimento de metas é o motor dos empreendedores e a sua característica mais importante.

• Planejamento e monitoramento sis-

temático – O planejamento é o mapa dos empreendedores. É um guia valioso, mas difícil

de ser executado, por ser uma tarefa quieta, que exige pensamento e concentração, ao passo que os empreendedores gostam de fazer, de realizar

e de estar na linha de frente. Agora, é sabido que os melhores resultados sempre ficam ao lado da- queles que planejam.

• Busca de informações – Os empreen-

dedores de sucesso são pessoas curiosas, per- guntam tudo a todos: clientes, concorrentes,

fornecedores. Estão sempre interagindo com o mercado. Busca de informações é a pedra angu- lar; é a base de toda atividade exitosa.

• Persuasão e rede de contato – Os em-

preendedores de sucesso estão sempre em con- tato com o maior número de pessoas possível. Tem a capacidade de identificar em outras pes- soas pontos para multiplicar sua base de ação e realização.

• Independência e autoconfiança - Essa é a consequência de todas as outras caracterís- ticas, não a fonte. Os empreendedores são oti- mistas; quando as coisas não dão certo mantêm a confiança; vão sempre em frente por acredita-

rem na sua própria capacidade de realizar aquilo

a que se propõem.

executadas em sala e atividades extras, durante seis dias, totalizando 80 horas/aula. O investimento é de R$ 400,00. “Em 2011, a meta do Sebrae/RS é realizar 90 seminários Empretec no Estado, uma atividade que se aproxima muito da missão da entidade, que é estimular o empreendedorismo e fomentar o desenvolvimento dos pequenos negócios”, ressalta a gestora da capacita- ção no Sebrae/RS, Adriana Hartmann Lewis. As regiões com o maior número de encontros serão Metropolitana (26), Sinos (14) e Serra (11).

Etapas:

Palestra de sensibilização: apresenta e divulga o seminário junto aos empresários da região a ser realiza- do o treinamento. Entrevista de seleção: através do perfil empreen- dedor, os candidatos para o seminário são escolhidos. Devem ser agendadas logo após a palestra de sensibi- lização.

Entrevista

Entrevista Brasil serve de modelo a outros países Fiorina Mugione, da ONU, fala sobre a importância

Brasil serve de modelo a outros países

Fiorina Mugione,

da ONU, fala sobre

a importância

do seminário como estímulo ao

empreendedorismo

e elogia trabalho

do Sebrae

estímulo ao empreendedorismo e elogia trabalho do Sebrae Programa da Organização das Na- ções Unidas (ONU),

Programa da Organização das Na- ções Unidas (ONU), desenvolvido por meio da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvol- vimento (Unctad), o Empretec avan- ça mundo afora. É promovido em 32 países, com pedido de outros 27 in- teressados em aplicar a metodologia.

O Sebrae é responsável por sua apli- cação no Brasil e reúne 154 mil dos 180 mil empresários capacitados no mundo. A instituição brasileira tem maior escala, alcance e se transfor- mou num laboratório de inovação. É o que afirmou a chefe da Divisão de Em- preendedorismo da Unctad, Fiorina

Mugione, em recente visita ao Brasil.

Foto: Agência Sebrae de Notícias

Agência Sebrae de Notícias - Como a rede do Empretec opera? Fiorina Mugione - O Empre- tec utiliza uma metodologia que identifica e busca desenvolver o comportamento empreendedor e a competência empresarial nos par- ticipantes dos seminários. A partir dessa metodologia, a Unctad criou os centros Empretec, que operam em 32 países. Esses centros traba- lham com as instituições locais na melhoria do ambiente de negócios, criando oportunidades de cresci- mento empresarial dentro e fora do país. Atualmente, desenvolvemos instrumentos presenciais e virtuais para troca de experiências e negó- cios entre os empresários que inte- gram o mundo Empretec.

ASN - Há ações para alcan- çar mais países? FM - Desenvolvemos os centros a partir de demanda dos governos de cada país. Temos solicitações de mais 27. Estamos trabalhando em uma estratégia para poder atender a essas solicitações, para transferência da metodologia, e trabalhando com instituições locais. Mas é uma meta para um período entre cinco e dez anos.

ASN - Como o Sebrae pode ajudar para ampliar essa atuação? FM - O Sebrae é o maior centro Empretec do mundo. Trabalha em todos os estados e tem o maior número de capacitadores. Com frequência, a Unctad trabalha com instrutores do Brasil para instalar a metodologia em outros países. O Sebrae também nos ajuda a capaci-

tar instrutores e a melhorar a sus- tentabilidade dos centros e com a organização de eventos internacio- nais, como o que ocorreu em no- vembro do ano passado, no Rio de Janeiro. É um sócio muito especial para instalação dos novos centros e na constituição da rede de empresá- rios mundialmente.

ASN - Qual a importância do Empretec no mundo? FM - Até agora treinamos mais de 180 mil empresários. Mas a impor- tância não está só na quantidade. Também está na qualidade da ação desses empresários, na capacidade de obterem êxito. Eles têm podi- do crescer beneficiando-se da ca- pacitação e de serviços adicionais que oferecemos com os centros e que se transformaram em espaços de excelência para introduzir novo modelo de negócios, temas de res- ponsabilidade social e de negócios sustentáveis. Todas as avaliações de impacto que temos desenvolvido nos demonstram isso.

ASN - Quais os resultados desses impactos? FM - Em cada país, 18 meses de- pois da capacitação, se avaliam os resultados e, como oferecemos ser- viços adicionais, monitoramos as empresas capacitadas para ver as melhorias. No Brasil, o índice de mortalidade das empresas que par- ticipam do Empretec é bem menor do que naquelas que não participam. No Chile, 80% das empresas capa- citadas se tornaram exportadoras.

ASN - E quanto aos lucros? FM - As empresas não só têm au- mento nos lucros como passam a

>>

contribuir mais com a arrecadação tributária. Isso demonstra que con- tribuem com a sociedade, com o crescimento do País.

ASN - A Unctad reforçou ação voltada para as mulhe- res que participam do se- minário. Quais os impactos nessas empresas? FM - A Unctad criou, em 2008, um prêmio para a mulher empresá- ria mais exitosa. Estamos na segun- da edição e temos exemplos muito importantes de êxito. No Brasil, a finalista deste ano é a empresária Vanessa de Figueiredo, dona da Ka- peh, que produz cosméticos a par- tir de café orgânico. É um negócio sustentável e que passou a exportar para vários países, como Nigéria e Estados Unidos. Isso demonstra que a capacitação foi importante.

Até agora

treinamos mais de 180 mil empresários. Mas a importância não está só na quantidade. Também está na qualidade da ação desses empresários, na capacidade de obterem êxito

A turma de Gravataí, na Região Metropolitana, foi uma das primeiras do calendário do Empretec
A turma de Gravataí, na Região
Metropolitana, foi uma das primeiras
do calendário do Empretec em 2011
Foto: Sebrae/RS

ASN - A atuação do Empretec depende da necessidade local? FM - Nosso programa se adapta e responde às neces- sidades de cada país. Na Guatemala e no Panamá, nos dedicamos ao treinamento de empresários. Focamos no desafio da pobreza, de como oferecer soluções a uma população que está vivendo seu empreendimento como necessidade e não como oportunidade. Estamos mais empenhados em fortalecer esse crescimento de subsis- tência, o que não é o caso de outros países.

ASN - Qual é a importância do Empretec no desenvolvimento do espírito empreendedor do participante? FM - Esse é o coração da metodologia: transmitir ao empresário a importância de ele desenvolver esse com- portamento. Antes de avaliarmos sua empresa e sua sustentabilidade, trabalhamos com o empreendedor. O desenvolvimento das capacidades pessoais permite que a empresa cresça.

ASN - Como avalia o desempenho do Brasil na aplicação do Empretec? FM - O Brasil tem o centro Empretec estrela. É um laboratório de inovação, porque os novos produtos que estudamos, introduzimos primeiro no Brasil para testar e replicar em outros países. Então é o centro mais ino- vador. É o que tem mais recursos humanos qualificados, maior escala e alcance. Dos 180 mil empresários capa- citados, 154 mil são do Brasil. Isso dá uma noção desse trabalho.

ASN – Por que no Brasil há resultados tão bons? FM - A qualidade dos recursos humanos e a aliança com o Sebrae, que é uma instituição muito sólida, que oferece um serviço completo para o desenvolvimento do empreendedorismo e para as micro e pequenas em- presas, nos tem permitido crescer no Brasil de maneira muito forte, sólida e inovadora.

Desafio Sebrae 2011

Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos
Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos
Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos
Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos
Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos
Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos
Desafio Sebrae 2011 Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos

Na edição de 2011, a competição que estimu- la o espírito empreendedor nos estudantes universitários - Desafio Sebrae - apresenta mais um tema desafiador. Mostrando que está antenado nas questões relativas ao cres- cimento econômico e à preser- vação do meio ambiente, o jogo vai estimular a gestão de uma fá-

brica de veículos sustentáveis. As inscrições, abertas a partir do dia 6 de abril, podem ser feitas até 11 de maio.

Grande do Sul ocupou o quarto lugar em número de inscritos, chegando a 11.187. O tema foi fábrica de ins- trumentos musicais. Para a edição de 2011, a meta es- tadual é atingir 11.746 candidatos, o que significa um aumento de 5% em relação ao ano passado.

O gestor do Desafio Sebrae no Rio

Grande do Sul, Dario Henke, salien-

ta que “os universitários têm uma

grande oportunidade de despertar a sua capacidade empreendedora quando participam da competição” . Ele acrescenta que “os conhecimen- tos adquiridos poderão ser aplicados com muita ênfase em suas carrei- ras profissionais, especialmente por aqueles que optarem por abrir o pró- prio negócio”.

Competição que estimula o espírito empreendedor entre os universitários recebe inscrições até 11 de maio

Da competição podem participar os estudantes de qualquer área do ensi- no superior de instituição reconhe- cida pelo Ministério da Educação. Eles devem trabalhar em grupos de três a cinco pessoas e cada um desses

grupos paga uma taxa de R$ 50,00. O Desafio é dividido em cinco fases. As três primeiras são virtuais e os competidores jogam via internet. As outras duas são presenciais, quando a estrutura do jogo muda para o regime de imersão. A semifinal e a final são realizadas presencialmente, em Brasília.

Segundo o superintendente do Se- brae/RS, Marcelo Lopes, “o jogo é importante por colocar na pauta das universidades a questão do empreendedorismo. A par- tir daí, pode ser incluída nas opções dos universitários a ideia de serem donos do próprio negócio. Com isso, poderemos melhorar o grau de inovação das nossas empresas, que ainda é baixo, e trazer das universidades empreendedores que agreguem valor, atuando mais por oportunidade do que por necessidade”.

Em 2010, a competição teve a participação de 159.824 estudantes em todo o Brasil. O Rio

Inovação

Inovação ALI | Mutirão divulga o programa Agentes Locais de Inovação visitam micro e pequenas empresas

ALI | Mutirão divulga o programa

Agentes Locais de Inovação visitam micro e pequenas empresas de cinco regiões do Estado a partir de abril

O projeto Agentes Locais de Inovação (ALI) vai ser divulgado em mutirão, a partir de abril, em cinco regiões do Estado. Parceria do Sebrae/RS com a Fapergs, o ALI aten- de micro e pequenas empresas gaúchas dos setores metalmecânico, couro e calçados e tecnologia da informação e comunicação, estimulando o processo inovador.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch, expli-

ca que a inovação está diante de nossos olhos e

que a articulação com o poder público objetiva instigá-la. Ele acrescenta que “os empresários precisam aprender a vê-la em suas atividades ro- tineiras, capitalizá-la e refletir sobre isso”.

A MPE que adere ao projeto recebe a visita do

Agente Local de Inovação para um diagnóstico completo do grau de inovação e das oportuni- dades de melhoria a serem exploradas para am- pliar a sua competitividade. A meta é sensibilizar cinco mil empresas e atender 1.500 até abril de 2012. Para isso, será distribuído material infor- mativo com cases em que a inovação resultou no incremento de rentabilidade.

Os mutirões terão até cinco semanas de duração e se- rão realizados nos municípios de Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Farroupilha, Garibaldi, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Portão, Sapucaia do Sul, Esteio, Canoas, Ca- choeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão, Porto Alegre, Erechim, Passo Fundo, Carazinho, Novo Hamburgo, Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, Parobé, Igreji- nha, Taquara e Três Coroas. O processo inicia-se com o alinhamento de informações junto aos parceiros (prefei- turas, sindicatos, instituições científicas e tecnológicas, associações setoriais etc.) e segue com a divulgação na imprensa local e através de cartazes em lugares públi- cos.

Também haverá palestras de sensibilização e apresen- tação dos conceitos do projeto e de temas de interesse do empresariado local. A partir daí será feito o agenda- mento de visitas pelos ALIs nas empresas interessadas em conhecer a metodologia do programa. “Demonstra- remos aos empresários as vantagens de participarem do programa e como os benefícios poderão converter-se em incremento de rentabilidade. As empresas que ade- rirem ao projeto também terão acesso a publicações so- bre inovação e ao portal do programa (www.alirs.com. br), onde poderão acessar documentos com informa- ções setoriais e ferramentas de gestão para download”, afirma o gestor Cléber Homem.

de gestão para download”, afirma o gestor Cléber Homem. Os ALIs, profissionais graduados das áreas de

Solidariedade leva

INOVAÇÃO

ao Haiti Iniciativa gaúcha apoiada pelo Sebrae/RS e pela Finep - Financiadora de Estudos e
ao Haiti
Iniciativa gaúcha apoiada pelo Sebrae/RS e pela Finep
- Financiadora de Estudos e Projetos -, através do Ino-
va Pequena Empresa RS, vai salvar vidas na República
do Haiti. A tecnologia inédita, simples e denominada
Gutwasser, boa água em alemão, foi desenvolvida pela
empresa Lics Super Água, localizada no município de
Selbach, região Planalto do Rio Grande do Sul. Em
2009, a Lics, maior empresa privada do Sul do País no
setor de tratamento de água, participou de Chamada
Pública para a obtenção de apoio financeiro não reem-
bolsável e obteve a segunda classificação entre as 44
MPEs selecionadas. A partir disso, o projeto inovador,
que estava apenas no papel, encontrou a oportunidade
necessária e tornou-se realidade.
A Lics doará ao Haiti seis estações compactas para
tratamento da água e insumos suficientes para despoluir
30 milhões de litros. O país, atingido em janeiro de 2010
por um terremoto que deixou 1,5 milhão de habitantes de-
sabrigados, além de mortos e feridos, sofre agora com uma
epidemia de cólera.
O presidente da em-
presa, Clóvis Bours-
>>

Foto: Stock.xchng/Michael Faes

>>

cheid, explica que o funcionamento mecânico do siste- ma, através do fluxo da própria água,
cheid, explica que o funcionamento mecânico do siste-
ma, através do fluxo da própria água, não depende de
energia elétrica e pode ser implantado em áreas urbanas,
rurais, unidades móveis, caminhões-pipa e captações
de difícil acesso. Ele acrescenta que “as estações foram
projetadas para resolver a escassez de água potável es-
pecialmente em situações de desastres, emergência e ca-
lamidades públicas”.
Clóvis Bourscheid esteve no Haiti entre os dias 20 e 26
de fevereiro, participando da 2ª Reunião de Coordena-
ção da Sociedade Civil Brasileira. Lá, conheceu as ini-
ciativas já adotadas pelo governo brasileiro e identificou
pontos estratégicos para a implantação das estações de
tratamento da água. O empresário gaúcho viajou em
companhia de representantes do Itamarati e do Ministé-
rio das Relações Exteriores do Brasil e conta que a visita
foi fundamental para fazer um diagnóstico da situação.
As seis estações de tratamento de água serão instaladas
em duas indústrias de leite no interior do país, benefi-
Fotos: Lics Super Água/Divulgação

Clovis Bourscheid esteve no Haiti em fevereiro e identificou locais estratégicos para as estações de tratamento da água

Recursos não reembolsáveis

A realização do Inova Pequena Empresa RS, de

2009, contou com recursos não reembolsáveis do Sebrae/RS e da Finep, órgão do Ministério da Ci-

ência e Tecnologia -, além da Fiergs/IEL, da ordem

de R$ 15 milhões. “O Sebrae gaúcho foi o primeiro,

dentro da rede nacional, a operar esta linha deno- minada Finep/Pappe Subvenção”, ressalta Lopes.

Foram selecionados 45 projetos contemplados no âmbito do edital Inova Pequena Empresa RS. Em 2010, outras 53 micro e pequenas empresas rece- beram suporte financeiro no valor total de R$ 16 milhões para o desenvolvimento de processos e produtos inovadores. Dessa vez, o investimento foi exclusivo do Sebrae/RS.

COMO FUNCIONA O GUTWASSER

Em formato de gota, o Gutwasser é de múltiplo uso. Pode ser utilizado no trata- mento de águas para o consumo huma- no e animal, promovendo a neutralização microbiológica, possibilitando o apro- veitamento de águas de baixa qualidade provenientes de lençóis superficiais - de córregos, rios, represas, açudes e cisternas que armazenam águas das chuvas – e sub- terrâneas captadas através de poços tubu- lares profundos.

ciando 40 mil famílias; no hospital da capital, Porto Príncipe; no Cen- tro Tecnológico do Ministério da Agricultura, referência no Haiti; e na Organização Não-Governamen- tal Viva Rio, única instituição que distribui água potável aos habitan- tes da ilha. Neste caso, a intenção é aumentar a capacidade. “Nosso principal objetivo é salvar vidas em decorrência da cólera, que já viti- mou milhares de pessoas e que con- tinua sem controle no Haiti. Temos certeza de que através dessa ação e com o auxilio dos produtos doados será possível desinfetar a água e me- lhorar a qualidade de vida daquelas pessoas”, ressalta o empreendedor. A partir de agora, a empresa traba- lhará em uma proposta de venda desses equipamentos, ampliando a

quantidade de água tratada à popu- lação haitiana.

Para o diretor-superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, o reco- nhecimento internacional da empre- sa Lics Super Água serve de exemplo aos demais pequenos negócios que já estão trabalhando com recursos do Inova e para aqueles que ainda têm receio de implantar ações ino- vadoras em processos ou produtos. “É uma satisfação saber que o Ino- va está repercutindo positivamente junto às empresas, trazendo outras perspectivas de mercado e contri- buindo para o desenvolvimento do município onde ela se localiza. In- vestir em inovação e desmistificá-la é um desafio que temos que perse- guir, conclui.

Lics Super Água

Fundada em 2002, a Lics Super Água fabrica produtos e atua com serviços na área de saneamento ambiental em mais de 200 municípios no Sul do Bra- sil. Possui certificação ISO 9001, con- quistada em 2008, e por duas vezes foi finalista do Prêmio MPE Brasil. Tam- bém é filiada ao Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP).

Conforme Clóvis Bourscheid, o Se- brae/RS sempre foi parceiro em todas as fases do processo rumo à certifi- cação, do treinamento ao desenvolvi- mento e aplicação dos processos, bem como apoiando na fase final de audi- toria, e em tantas outras frentes que resultaram em melhoria no sistema de gestão da empresa. “Encorajados pelo Sebrae/RS, participamos da Chamada Pública e hoje somos orgulhosos do projeto que desenvolvemos ”.

Entrada de água Saída
Entrada
de água
Saída

de água

que desenvolvemos ”. Entrada de água Saída de água A estação de tratamento de água compacta

A estação de tratamento de água compacta utiliza pas- tilhas de cloro orgânico sólido que, além de assegurar sua concentração, facilita o manuseio e é extrema- mente econômica. Não requer técnicos especializa- dos para sua instalação e não depende de manutenção constante. Para funcionar basta que seja acoplada à rede de água. O mecanismo interno dosa a quanti- dade de cloro requerida, que pode ser controlada pelo usuário através de registros simplificados. Também não utiliza energia elétrica para seu funcionamento e possui proteção própria com lacre, possibilitando sua instalação num espaço reduzido e sem abrigo. O Gutwasser é construído em polietileno e PVC, o que o torna totalmente reciclável.

é construído em polietileno e PVC, o que o torna totalmente reciclável. Março 2011 | Revista

Bússola Sebrae

Bússola Sebrae O sistema informa o empresário sobre o ambiente em que pretende abrir seu negócio
Bússola Sebrae O sistema informa o empresário sobre o ambiente em que pretende abrir seu negócio
Bússola Sebrae O sistema informa o empresário sobre o ambiente em que pretende abrir seu negócio
Bússola Sebrae O sistema informa o empresário sobre o ambiente em que pretende abrir seu negócio
Bússola Sebrae O sistema informa o empresário sobre o ambiente em que pretende abrir seu negócio

O sistema informa o empresário sobre o ambiente em que pretende abrir seu negócio

Navegar é preciso, viver não é preciso! A céle- bre frase de uma das poesias mais conhecidas de Fernando Pessoa lembra os antigos nave- gadores que, certamente, para seguirem seus cursos e chegarem aos seus destinos, utiliza- vam um instrumento até hoje importante na indicação do rumo certo: a bússola. Baseado nela, o Sebrae desenvolveu um sistema que auxilia o empreendedor ou futuro empresá- rio a tomar decisões importantes para o su- cesso do seu negócio. Com a Bússola Sebrae é possível levantar, por exemplo, informações sobre o ambiente em que se pretende insta- lar a empresa. Além disso, fazer análise dos concorrentes, do perfil do consumidor e dos fornecedores da região.

Para ter acesso à Bússola Sebrae basta pro-

curar uma das 27 unidades de atendimento da

entidade espalhadas em todas as regiões do Rio Grande do Sul e solicitar a pesquisa. Foi o que fez o empresário Flávio Fleck antes de abrir a Fogo Alto – Churrasco para Levar. Antes de se decidir pelo ponto comercial, Fleck fez pesquisas utili- zando a Bússola. “Foi útil no sentido de estabe- lecer parâmetros para o meu negócio, principal- mente no que se refere ao perfil do consumidor”, ressalta o empreendedor.

A empresa, que seria aberta em Porto Alegre,

mudou-se para Novo Hamburgo, na rua São Je- rônimo, 300. De acordo com Fleck, a dificuldade

na Capital foi encontrar um imóvel adequado aos

objetivos da Fogo Alto, embora houvesse merca- do. “Também utilizei outras ferramentas da inter- net para saber mais sobre os meus concorrentes.

Se algum dia abrir outro negócio, vou procurar

novamente a Bússola Sebrae”, acrescenta.

ORIENTE-SE Para melhor aproveitamento da Bússola, é im- portante que o empreendedor saiba pelo menos

ORIENTE-SE

Para melhor aproveitamento da Bússola, é im- portante que o empreendedor saiba pelo menos duas das seguintes informações: localização do ponto comercial, ramo de atividade da empresa e público-alvo.

Defina o público-alvo da empresacomercial, ramo de atividade da empresa e público-alvo. e os objetivos da pesquisa Conhecer o público-alvo

e os objetivos da pesquisa Conhecer o público-alvo é importante para ado-

tar ações eficazes e atraí-lo até o estabelecimento, garantindo a compra, a satisfação e a fidelidade. Algumas informações que se pode obter sobre

os clientes consultando a Bússola Sebrae são:

idade, sexo, renda, profissão e estado civil.

Saiba quem são os concorrentesSebrae são: idade, sexo, renda, profissão e estado civil. Com o sistema é possível identificar negócios

Com o sistema é possível identificar negócios concorrentes próximos ao local onde tem inte- resse em instalar a empresa. Entretanto, existem questões que a Bússola Sebrae não responde e o empreendedor deve pesquisar para conhecer, tais como: ações da concorrência na região, pontos fracos e fortes, como a análise de produtos e ser- viços, processo de divulgação, pessoal de vendas e estrutura.

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Pesquise os fornecedores

concentrados na região A Bússola Sebrae informa a concentração de for- necedores que atuam na região onde será ou está instalada a sua empresa. De posse dessa informa- ção, o empresário poderá ir a campo e completar sua pesquisa para identificar os principais forne- cedores e estudar o comportamento de venda.

O sistema não fornece os dados cadastrais das

empresas pesquisadas.

Agroecologia

os dados cadastrais das empresas pesquisadas. Agroecologia O passo a passo da produção Em formato de

O passo a passo da produção

Em formato de história em quadrinhos, a nova Cartilha do Produtor Rural, lançada pelo Sebrae, em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), traz o passo a passo de como construir uma unidade de Produção Agroecológica Inte- grada e Sustentável (Pais). Inspirada numa comu- nidade de agricultores, a publicação, escrita em linguagem simples, explica com ilustrações como deve ser feita a escolha do terreno.

O material também fala da importância de se atuar em sociedade e cooperativas para aumentar a renda fami- liar com a venda dos produtos orgânicos derivados do projeto.

Além disso, a cartilha destaca as principais dúvidas que podem surgir no processo de implementação do Pais. Entre elas, o que fazer com os alimentos da colheita que sobram da refeição familiar.

De acordo com Newman Costa, coordenadora de Pro- jetos Orgânicos, Pais e Horticultura do Sebrae, a carti- lha será entregue em todos os pontos de atendimento da instituição, onde poderá ser solicitada pelo produ- tor, e nas escolas técnicas. Além disso, está disponível para download na página da internet: http://www.se- brae.com.br/setor/horticultura. “A ideia é disseminar de forma simples a maneira de construir o Pais dentro de uma pequena comunidade”, diz Newman Costa.

O Pais é um projeto apoiado pelo Sebrae que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida e proporcionar sustentabilidade às populações atendidas.

próxima

aquisição:

Negócio a Negócio

p r ó x i m a aquisição: Negócio a Negócio Pesquisa revela pouca utilização de

Pesquisa revela pouca utilização de computadores pelas microempresas

Resultado do questionário aplicado aos empreendedores irá nortear ações do Sebrae/RS para o público-alvo do projeto

C omo trabalhar sem a utilização de um mi- crocomputador? Pare- ce tarefa difícil e, em

algumas situações, quase impos- sível. Mas para muitas micro e pequenas empresas gaúchas esta é, ainda, uma realidade. Embora o equipamento tenha se populari- zado e se tornado de fácil acesso para grande parte da população, 51% dos pequenos negócios não usam computador. É o que mos- tra uma pesquisa por amostra- gem realizada com microempre- sas, com até quatro funcionários, que participaram do Programa Negócio a Negócio em 2010.

O questionário, aplicado no primeiro

atendimento realizado pelos Agen- tes de Orientação Empresarial, traz também dados sobre a utilização da internet na empresa. Das MPEs in- terrogadas, 40% não fazem uso da ferramenta. Em contrapartida, 47% acessam mais de quatro vezes por semana. “Esses dados servem para balizar as soluções e as capacitações

que o Sebrae/RS pode oferecer às empresas que são foco do progra- ma. Se o empresário não tem com- putador e não costuma acessar a in- ternet não adianta oferecer um curso a distância”, exemplifica a gestora do programa no Sebrae/RS, Viviane Andressa Pinto.

Por outro lado, avalia Viviane, o re- trato de carência das empresas no

que se refere à inclusão digital aler-

ta a entidade para o estímulo ao uso

do equipamento. Como, geralmente, os empreendedores não dispõem de muito tempo para buscar informa- ções relevantes ao crescimento da empresa, o acesso à internet con-

tribuiria nesse sentido. “O próprio Sebrae/RS possui uma série de ca- pacitações que podem ser feitas gra- tuitamente através do site”, lembra a gestora. O computador também é ferramenta importante no gerencia- mento da empresa. Controlar esto- ques, fluxo de caixa, reduzir custos, melhorar o processo produtivo são algumas das vantagens que o empre- endedor pode ter.

O computador é ferramenta importante no gerenciamento da empresa. Controlar estoques, fluxo de caixa, reduzir custos, melhorar o processo produtivo são algumas das vantagens que o empreendedor pode ter

Outro dado que chama atenção é o percentual de empreendedores que busca informações para seu negócio utilizando site de instituições de re- ferência. São 37% delas. “Ao passo que muitos não têm computador ou acessam pouco a internet, a maioria procura esses meios para adquirir conhecimento, em vez da televisão ou revistas”, pondera Viviane.

Capacitações

O questionário apontou ainda que

62% das empresas não participam de palestras e/ou fóruns voltados

ao tipo de negócio realizado e 28%

não lembram qual foi o último curso

que fizeram. Os assuntos que mais interesse têm de conhecer são: Ven- das (18%); Plano de Negócio (16%);

e Marketing (15%). Para tanto, 58%

indicaram que possuem apenas duas horas disponíveis para a realização de capacitações e 76% apontaram

o turno da noite como preferencial.

“Esse é mais um dado relevante para

a entidade na construção de soluções adequadas ao tempo e ao interesse dos empreendedores”, acrescen-

ta Viviane. O Negócio a Negócio

pode, ainda, sensibilizar o empre- endedor para que busque constante capacitação e conhecimento sobre o

setor. Isso o ajudaria na construção

do planejamento estratégico da em-

presa, por exemplo.

Entenda o projeto

O Projeto Negócio a Negócio con-

siste na realização de três visitas gra- tuitas a empresas com até quatro funcionários. Agentes de Orientação Empresarial, universitários devida- mente treinados, realizam diagnósti-

co

da empresa e sugerem soluções

de

gestão. Em 2010, 600 agentes ba-

teram à porta de mais de 43 mil pe- quenos negócios em todo o Estado, invertendo a lógica de atendimento realizado pela entidade.

O Negócio a Negócio prossegue

com as atividades em 2011. O foco será a empresa com faturamento

anual de até R$ 240 mil. O programa

é uma ação do Sebrae/RS, em parce-

ria com 11 universidades gaúchas.

Foto: Dudu Leal

Parceria

Foto: Dudu Leal Parceria Projeto coletivo qualifica serralheiros A meta é a capacitação com foco na

Projeto

coletivo

qualifica

serralheiros

A meta é a capacitação com foco na melhoria de gestão, acesso a mercados e troca de experiências entre as empresas

O Sebrae/RS e a Gerdau lançaram o projeto Aumentar a Competitividade das Serralherias da Região Metropolitana. As empresas foram convidadas a participar por meio de chamada pública para projetos coletivos divulgada pelo Se- brae/RS no final de 2010. A meta é realizar capacitação direcionada pelo período de dois anos, com foco em melhoria da gestão, acesso a mercados, troca de experiência en- tre os participantes e oportunidade de con- tar com a força dos dois parceiros.

O objetivo final é o aumento da rentabili-

dade das serralherias da Região Metropolitana, Litoral e Vale do Sinos, além de aperfeiçoamento da gestão e aumento da competitividade. A qua- lificação das empresas inscritas possibilitará que atendam com melhores condições a crescente demanda da indústria da construção civil, tanto em obras novas quanto em reformas.

Uma boa organização do espaço e dos equipamentos de trabalho é imprescindível Durante o lançamento,

Uma boa organização do espaço e dos equipamentos de trabalho é imprescindível

do espaço e dos equipamentos de trabalho é imprescindível Durante o lançamento, realizado em Porto Ale-

Durante o lançamento, realizado em Porto Ale- gre, 34 empresas formalizaram a adesão ao pro- jeto, mas as inscrições foram prorrogadas para novos interessados. Além da capacitação e con- sultoria, os integrantes poderão fazer visitas téc- nicas a feiras e a outros eventos e participar de rodadas de negócios.

A gestora do projeto pelo Sebrae/RS, Laura San- tos Rocha, destaca que as micro e pequenas em- presas do segmento enfrentam, em geral, proble- mas de falta de gestão, escassez de mão de obra qualificada, dificuldades de acesso ao crédito e a mercado. Dos 1.221 serralheiros registrados no Estado, 630 estão na Região Metropolitana de Porto Alegre.

O lançamento do projeto contou com o depoi-

mento de serralheiros que fizeram parte da capa- citação individual promovida pelo Sebrae/RS no

ano passado. Ficou claro, para eles, a necessidade

de ter mais qualidade em suas empresas, até mes-

mo por meio de detalhes simples, como a retirada de sucata do estabelecimento (mais de uma to- nelada em um caso, segundo o depoimento) e o controle financeiro pelo uso do fluxo de caixa.

Proprietários de serralherias deram depoimentos que serviram de inspiração aos colegas

Fotos: Sebrae/RS

Ed Carlos Corrêa, assessor de Marketing da Gerdau, diz que “a parceria Gerdau e Sebrae está produzindo bons frutos. Esse projeto, iniciado em Araraquara/ SP e aplicado com grande sucesso em Porto Ale- gre em 2010, ganha agora a versão 2011/2012. Não tem nada mais gratificante do que ver e escutar dos próprios serralheiros as mudanças provocadas pelos treinamentos, profissionais motivados, aplicando o conhecimento adquirido e mudando a sua condição de vida. O nosso grande desafio é levar esses benefí- cios, juntos Gerdau e Sebrae, a todos os serralheiros do Brasil.”

Ações em pauta

O projeto Aumentar a Competitividade das Serralhe- rias da Região Metropolitana será baseado numa tri- lha de soluções para melhorar as ações gerenciais das empresas. No primeiro ano de trabalho, serão desen- volvidas as seguintes ações: oficina Gerencial I, parti- cipação no Prêmio MPE Brasil, oficina Entendendo o Planejamento Estratégico, curso de Indicadores de Desempenho, reunião de análise crítica em grupo e consultoria individual Indicadores de Desempenho, curso Técnicas de Negociação, programa D’Olho na Qualidade, programa Gestão e Técnicas de Produção, consultorias tecnológicas e missões empresariais.

No Litoral

No Litoral Impulso O objetivo do empresário Valmir Manoel dos Santos este ano é colocar em

Impulso

No Litoral Impulso O objetivo do empresário Valmir Manoel dos Santos este ano é colocar em

O objetivo do empresário Valmir Manoel dos Santos este ano é colocar em prática seu novo projeto: uma loja de roupas mó- vel. Mas antes de se aventurar no ramo

empresarial, ele procurou o Sebrae/RS, em Capão da Canoa, para preparar seu plano de negócio, pla- nejamento que irá ajudá-lo a buscar financiamento para a aquisição de um furgão. O exemplo do em- preendedor foi seguido por mais de oito mil gaú- chos, que, durante os meses de janeiro e fevereiro, aproveitaram a presença do Sebrae/RS no Litoral para obter informações empreendedoras através do projeto Sebrae na Praia.

A segunda edição do Sebrae na Praia atendeu mais de oito mil gaúchos entre os meses de janeiro e fevereiro

A segunda edição do Sebrae na Praia atendeu mais de oito mil gaúchos entre os meses

“O forte do meu negócio é a moda fitness”, explica Valmir Manoel dos Santos, empresá-

rio há 22 anos. Antes de abrir a loja Hipnose Fitness, ele trabalhava com a atividade de pavimentação. Mas a fal-

ta de pagamento por parte do poder público, principal

cliente da empresa na época, exigiu mudança de planos. Então, Santos abriu uma confecção de roupas, influen- ciado pela mulher. “Hoje participo muito de feiras nas regiões Sul e Planalto, vendendo minhas roupas; com o

furgão adaptado para ser uma loja poderei ampliar esse tipo de atuação, deslocando-me também para outros eventos no interior do Estado, como os rodeios”, conta.

A meta de Santos é adquirir o carro e iniciar as atividades

em setembro deste ano. Apesar de sua preocupação em planejar a loja móvel, confessa que antes não agia dessa forma. “Eu tinha uma ideia e a colocava em prática, mas

agora percebo que é importante fazer

um projeto para não correr o risco de

o empreendimento dar errado”.

Juliano Nunes Vidal também apro-

veitou a presença do Sebrae/RS no litoral Norte. Ao contrário de Santos, que só percebeu agora a importân- cia pela busca de informações, Vidal quer abrir sua primeira empresa com

a certeza de que não irá fechá-la em

menos de dois anos, fato que ocorre com a maioria dos empreendimentos no Brasil. O jovem de 23 anos, que hoje trabalha como funcionário de uma empresa de comunicação visual em Osório, pretende virar empresá- rio ainda em 2011. “Vou utilizar meus conhecimentos em artes gráficas, e meu futuro sócio ficará responsável pela parte de instalação”, afirma. A empresa atuará na personalização de veículos, fachadas, vitrines, entre ou- tros.

Vidal, que já tem contato de forne- cedores, o ponto de venda e algumas máquinas, começou no estande iti- nerante do Sebrae/RS em Capão da Canoa a construção do planejamento gerencial da empresa. Para isso, par- ticipou da oficina Elaborando Um

Torres

Cassino

Plano de Negócios e saiu dela ainda mais entusiasmado com a abertura da empresa. “Se colocar em prática tudo

que aprendi na oficina, minhas chan- ces de dar certo como empresário são muito grandes. Tenho certeza de que em dois meses de funcionamen-

to estarei contratando funcionários”, comemora. O otimismo de Vidal tem motivo. Segundo ele, o crescimento

de Osório está ampliando o mercado

da comunicação visual e as atuais três empresas não conseguem atender to- das as demandas.

Qualidade no atendimento

A segunda edição do projeto Sebrae

na Praia focou a qualidade no aten- dimento ao empreendedor e futuro empresário. As atividades gratuitas ocorreram em três praias da Costa Doce, Litoral Sul gaúcho, e em três praias do Litoral Norte, durante os meses de janeiro e fevereiro, res- pectivamente. O estande itinerante do Sebrae/RS permaneceu quatro dias em cada praia, disponibilizando atendimento individual, oficinas e palestras sobre Marketing, Finanças, Empreendedorismo e Inovação. As

Fotos: Dudu Leal

atividades envolveram também o ca- dastramento dos interessados como Empreendedor Individual (EI).

De acordo com o superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, o pro- jeto faz parte das ações estratégicas da entidade para estar cada vez mais próximo de seu público-alvo. “Na temporada de veraneio, grande parte dos gaúchos se desloca para as praias, movimento que precisava ser perce- bido e aproveitado pela entidade”, observa. Mesmo de férias, segundo Lopes, as pessoas têm interesse em obter orientação e capacitação para abrir ou melhorar seu negócio. A prova disso são os atendimentos rea- lizados em dois meses de atuação do projeto.

Em janeiro, a ação foi desenvolvida na Praia do Cassino, em Rio Grande; no Laranjal, em Pelotas; e na Praia das Nereidas, em São Lourenço do Sul. Lá, foram realizados 4.314 aten- dimentos aos empreendedores. Em fevereiro, foi a vez de as praias do Norte receberem o projeto do Se- brae/RS. Tramandaí, Capão da Ca- noa e Torres totalizaram 4.327 aten- dimentos.

Entrevista >> Fotos: Dudu Leal Vitor Augusto Koch Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS O

Entrevista

>>

Fotos: Dudu Leal

Vitor Augusto Koch

Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS

O

momento é bom para os pequenos negócios

Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, empossado em janeiro de 2011 para um mandato de quatro anos, o empresário Vitor Augusto Koch fala, nesta entrevista, sobre o bom momento econômico nacional, que favorece as ações para qualificar os pequenos negócios. Representante da área do

comércio, o dirigente, de 47 anos, foi eleito pela FCDL-RS, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas. Formado em Administração de Empresas e proprietário de loja em Três Coroas, cidade da Serra Gaúcha onde reside, Koch tem cerca de 30 anos de experiência como dirigente classista. À frente do Sebrae/RS, tem como meta o fortalecimento das micro e

pequenas empresas.

>>

Tempo de Agir - Qual a sua visão da conjun- tura econômica mundial neste momento e como a nacional se encaixa nisso?

Vitor Augusto Koch - O cenário da economia mundial vem sendo balizado por algumas questões cen- trais: a crescente importância da China, o desemprego nos países desenvolvidos e a inflação, principalmente quanto aos preços dos alimentos, em relação ao poder aquisitivo dos trabalhadores.

A China alcançou o patamar de maior exportador mun-

dial, além de ser um grande investidor. Com isso, am- pliou sua influência, antes diante dos países vizinhos, para a cadência do ritmo de crescimento mundial. Essa influência incide também sobre o Brasil, onde o desem-

penho chinês no início do ano passado contribuiu para a boa performance da indústria brasileira no ano de 2010. Mas isso tem uma importante implicação: em função da valorização do real no cenário monetário mundial,

o valor das importações brasileiras cresceu, e muito,

em relação ao das exportações. Os produtos brasileiros perdem em competitividade no exterior, enquanto os importados, por sua vez, ganham competitividade nos mercados brasileiros. Apesar do bom momento do se- tor industrial, 2011 sinaliza uma preocupação vinculada ao câmbio.

A economia brasileira, bastante aquecida, aponta para

índices inquietantes de inflação. A crescente demanda por produtos e serviços no mercado interno brasileiro já mostra seus efeitos nos indicadores do primeiro bimes- tre de 2011. Segundo apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) acumulado foi de 1,80% em janeiro e feverei- ro. Portanto, é preciso estar atento ao controle das con- tas públicas, preocupação já demonstrada pelo governo desde os primeiros dias de mandato, visando assim ao

benefício não só das micro e pequenas empresas, mas da economia brasileira como um todo.

TA - Como esse ambiente econômico interfere no cotidiano das empresas?

Koch - Com a crise na economia na Europa e a lenta recuperação da economia nos Estados Unidos, ainda vi-

vemos uma fase de incertezas que devem nos acompa- nhar por um bom tempo. Existem ainda dúvidas sobre o real desenvolvimento dos países do bloco BRIC (Bra- sil, Rússia, Índia e China) e sobre uma possível mudança na política cambial.

São situações que chegam ao cotidiano das pequenas empresas nacionais. Com a mais recente crise mundial, notamos que o Brasil teve uma reação mais rápida, em comparação com a economia de outros países. E um dos fatores responsáveis por esse resultado foi o inves- timento realizado no desenvolvimento das pequenas empresas. Se considerarmos que na última década, de cada 10 empregos, nove foram gerados pelas micro e pequenas empresas, houve uma compensação em re- lação à quantidade de demissões feitas pelas médias e grandes, além de que o varejo de micro e pequeno porte disponibilizou e facilitou o crédito no momento em que as instituições financeiras o brecaram.

Nos últimos anos, houve avanço na construção de um ambiente favorável para os pequenos negócios, com a aprovação do Estatuto Nacional das Micro e Pequenas Empresas, conhecido como Lei Geral, além da criação da figura do Empreendedor Individual. Foram passos importantes na desoneração tributária, na desburocra- tização, no acesso a novos mercados e na formalização de empreendedores, mas precisamos que o atual gover- no continue gerando cada vez mais oportunidades para os pequenos negócios, como, por exemplo: ampliação nas faixas de faturamento, parcelamento de atrasos e adequação à substituição tributária, proporcionando condições justas de concorrência com a média e grande empresa.

TA - O que defenderia como plataforma em nome das micro e pequenas empresas?

Koch - Neste momento, o que é mais oportuno é a continuidade de políticas públicas de apoio às micro e pequenas empresas. Apesar da aprovação da Lei Geral, ainda temos muito que avançar. Precisamos melhorar o acesso ao crédito para as pequenas empresas, precisamos desonerar mais, garantir o acesso à inovação e à tecnolo- gia, para que possamos criar mais postos de trabalho e investir, cada vez mais, na distribuição de oportunidades entre grandes, médias e pequenas empresas. Em 2005,

o governo gastou R$ 3 bilhões nas compras públicas

de micro e pequenas empresas, enquanto em 2009 esse valor ficou em R$ 14 bilhões. Isso significa uma gran- de abertura de um mercado antes pouco acessado pelos pequenos negócios. Trata-se de política pública de dis- tribuição de renda no País. Mas agora precisamos levar as boas experiências para os estados e municípios e fazer com que esses benefícios sejam conhecidos e acessados por todos.

Não podemos esquecer que ainda temos 10 milhões de informais no País e que a informalidade é prejudicial ao governo, ao empresário que está formalizado e também ao trabalhador que vive nessa situação. Com o Empre- endedor Individual conseguimos tirar mais de 800 mil empreendedores do mercado informal, mas ainda é muito pouco, diante do grande desafio que temos. Tudo isso não depende só de uma legislação, mas também de uma mudança de atitude e cultura no País.

TA - Que outros pontos devem ser defendidos?

TA - A situação atual do Brasil é um diferencial?

TA - A situação atual do Brasil é um diferencial? Apesar da aprovação da Lei Geral,

Apesar da aprovação da Lei Geral, ainda temos muito que avançar. Precisamos melhorar o acesso ao crédito para as pequenas empresas, precisamos

desonerar mais, garantir

o acesso à inovação e

à tecnologia, para que

possamos criar mais postos de trabalho e investir, cada vez mais, na distribuição de oportunidades entre grandes, médias e pequenas empresas.

de oportunidades entre grandes, médias e pequenas empresas. Koch - As micro e pequenas em- presas

Koch - As micro e pequenas em- presas brasileiras correspondem a mais de 40% dos empregos gera- dos no Brasil, o que atesta a im- portância desse setor. O apoio à inovação junto às MPEs, sem dú- vida, é um dos principais pontos a serem defendidos em âmbito na-

cional, pois incentiva a moderniza- ção e o aumento do faturamento

e da lucratividade, e que pode ser

alcançado através de recursos da FINEP e do BNDES.

TA - Onde estão os gargalos da economia nacional? E onde estão as facilidades? O que deveria mudar?

Koch - Vivemos um momento

ímpar na história do Brasil, no qual

o desenvolvimento econômico e

social, exemplificado pela ascen- são de grande parte da população de baixa renda, na classe média,

e o consequente desenvolvimen-

to do mercado interno brasileiro amenizaram, e muito, os efeitos da crise financeira dos últimos anos, e principalmente em com- paração com os países desenvol- vidos, que apresentam uma taxa de crescimento inferior à nossa. A inovação, visando produtos com maior valor agregado, e o incen-

tivo ao planejamento estratégico de médio e longo prazo são, sem dúvida, questões de fundamental

importância para as empresas e significam motivação para ações do Sebrae. Neste sentido, já fize- mos e faremos ainda muito mais ações, tendo em vista estes e outros temas de suma im- portância para as MPEs, que representam uma fonte de emprego e renda de crucial importância para o Brasil.

Koch - Como gargalos, pode-

mos destacar a alta taxa de juros

e a desvalorização do dólar. São

problemas reais que atingem todo o setor produtivo, independente do porte, e que comprometem o nosso desenvolvimento. Com as oportunidades que vêm por aí como a Copa, Olimpíadas, Pré-Sal, fica a certeza de que o Brasil vai crescer, mas devemos ter políticas que possam sustentar o nosso desenvolvimento. Precisamos tornar nossos produtos mais acessíveis, com uma carga tributária menor, precisamos exportar mais e facilitar o acesso ao crédito, principalmente para os pequenos ne- gócios e para estes, carência para a devolução, com pro- pósito de que o próprio investimento devolva o capital tomado de empréstimo.

TA - O que é imprescindível para que alguém tenha sucesso como empresário?

Koch - No empreendimento ideal, o empresário vis- lumbra uma oportunidade de negócio, analisa a viabili- dade econômica, tem um comportamento empreende- dor, desenvolve a capacidade de gestão e segue um bom plano de negócios. É importante adotar um planejamen-

PERFIL

to estratégico, para saber o caminho a seguir diante da conjuntura nacional. Marketing, recursos humanos e finanças são outros aspectos que ele deve considerar na gestão do negócio.

TA - O gosto pelo risco é uma característica de quem empreende? É possível investir sem arriscar?

Koch - Não necessariamente, mas o risco certamente está presente. Entretanto, pode-se dizer que o empre- endedor calcula seus riscos e busca alternativas. É o fa- moso “plano B”. Infelizmente, nem todos que abrem um negócio têm comportamento empreendedor. Mui- tos empresários são surpreendidos pelo baixo volume de vendas, pela escassez de mão de obra ou de maté- ria-prima. Mas tudo isso está ligado à sua capacidade pouco desenvolvida de gestão e à outra importante ca- racterística empreendedora, que é a busca de informa- ções. Muitas são as empresas que ainda fecham suas portas no primeiro ano de vida por desconhecimento do mercado e de seu negócio. Obviamente, não houve planejamento. Abrir uma empresa sem planejamento e informação não é risco. É pura aventura.

TA - Em que o fato de ser dirigente empresarial na área do comércio, há cerca de 30 anos, pode influir em sua gestão à frente do Sebrae/RS?

Koch - Acredito que irá contribuir significativamente, pois aliado à estrutura do Sebrae/RS, que é destaque nacional em várias métricas, a vivência e a convivência no meio empresarial de micro e pequeno porte facili- tarão em muito a comunicação, a sensibilização des- tes companheiros a adotar as ferramentas de gestão disponíveis, imprescindíveis para a sustentabilidade e perenidade dos empreendimentos. Muito trabalho terá que ser feito, especialmente na transmissão da mensa- gem de que é praticamente impossível obter lucros de uma empresa que não analisa viabilidade econômico- financeira de seu setor, que abra mão de planejamento e organização, que tem dificuldades de entender que somente através do entendimento aprofundado do se- tor de atuação deverá implantar constante e acelerada- mente inovações que garantam a competitividade em um mercado disputado e globalizado.

a competitividade em um mercado disputado e globalizado. Formação: em Administração de Empresas, na FACCAT em
a competitividade em um mercado disputado e globalizado. Formação: em Administração de Empresas, na FACCAT em

Formação:

em Administração de Empresas, na FACCAT em Taquara/RS

Nascimento:

em Três Coroas, no Rio Grande do Sul

Time:

Internacional

Lazer:

Passeios, viagens e futebol

Música:

MPB, samba e tradicionalista

Por que a escolha do comércio como empresário:

Cresci dentro da empresa de meu pai e tomei gosto pela profissão que concretiza sonhos

Um lugar bom para viver:

Três Coroas

Gente que o impressiona:

Jorge Gerdau Johannpeter, Adelino Colombo e meu pai Alíbio Silmar Koch (in memorian)

Visão pessoal sobre o que caracteriza um empreendedor:

Coragem, ousadia, persistência, determinação e honestidade

Varejo

Varejo Fotos dos consumidores expostas em painéis externos provam que qualquer um pode ter seus 15

Fotos dos consumidores expostas em painéis externos provam que qualquer um pode ter seus 15 minutos de fama

Feira da NRF em Nova Iorque apresentou exemplos de como o varejo pode ganhar com as novas tecnologias e o bom atendimento

BIG SHOW SINALIZA O FUTURO também para os pequenos negócios

A maior feira de varejo do mundo, que tam- bém apresenta as maiores novidades tec- nológicas para o setor, serve de inspiração

aos pequenos negócios brasileiros. A Retail’s Big Show 2011, realizada em Nova Iorque du- rante quatro dias no mês de janeiro, recebeu cerca de 5 mil visitantes técnicos. Os brasileiros

formaram a maior delegação internacional (equiva- lente a 32% do total). O Sebrae/RS levou uma mis- são de dez empresários, que voltaram impressio- nados com a quantidade de recursos sofisticados que o varejo utiliza, cada vez mais, para atrair com- pradores. Os gaúchos acham que muitas ideias po- dem ser aproveitadas em seus negócios, sem de- mandar, necessariamente, grandes investimentos.

Por ser a centésima edição do evento, a prefeitura local tratou-o com destaque, a ponto de declarar o período de sua realização como a Semana Nacional do Varejo. A promotora do Big Show, a NRF – Na- tional Retail Federation, ou Federação Nacional do Varejo, reuniu no Javits Center um público seleto in- teressado em conhecer os rumos do setor, envolven- do tecnologia, marca, estratégia de vendas e design. >>>

>>>

Os empresários gaúchos que integraram a missão aos Es-

tados Unidos foram selecionados com base no edital de feiras inter- nacionais lançado pelo Sebrae/RS, que custeia 50% das despesas reali- zadas. A preferência foi para micro e pequenas empresas do comércio varejista, que puderam conhecer no- vas tecnologias, assistir a palestras e fazer visitas de benchmarking a gran- des redes.

Pelo Sebrae/RS, integraram a mis- são o diretor de Administração e Finanças, Léo Hainzenreder, e o ge- rente setorial do Comércio e Servi- ços, Rodrigo Farina Mello. O Sebrae

fez parte da missão mais ampla, da CNDL – Confederação Nacional de Dirigente Lojistas, com cerca de 250 pessoas. “A tecnologia apre - sentada, como o uso do smartphone nas compras, por exemplo, requer investimento e maior poder aqui- sitivo. Mas uma lição que pode ser aprendida pelos nossos pequenos negócios é a necessidade de fidelizar os clientes. Conhecendo o seu perfil de consumo, é possível personalizar o atendimento, sendo esta a única forma de se diferenciar das grandes redes”, afirma o diretor Léo Hain- zenreder. Ele observou, ainda, com base nas palestras e visitas técnicas, como é importante o cliente sentir-

se bem na loja. “O consumidor não

aceita que se venda algo para ele; ele é quem quer comprar. Ele é que estará percebendo as promoções na loja, e não aquelas que o vendedor quer forçar”, exemplifica.

Um dos empresários integrantes da missão, Jorge Prestes Lopes, da

Requinte Joalheria e Ótica, de Uru- guaiana, disse que o principal apren- dizado foi visualizar como será o comércio nos próximos anos, com

o avanço do e-commerce, aquele que

é feito pela Internet, inclusive com

a tecnologia móvel. “Nós, varejistas, temos que caminhar a passos mais largos para atender o consumidor

Painéis digitais permitem alterar os valores dos produtos nas prateleiras a partir de um computador,
Painéis digitais
permitem alterar
os valores dos
produtos nas
prateleiras a partir
de um computador,
dispensando a
atualização manual
dos preços
Decoração e personagens levam crianças e adultos a ter uma experiência que confere emoção ao
Decoração e
personagens levam
crianças e adultos a
ter uma experiência
que confere
emoção ao ato da
compra
Fotos: Sebrae/RS

de 15 a 30 anos de idade, que está totalmente conectado na web e par- ticipando das redes sociais, como Facebook e Twitter. É o jovem que pesquisa produtos e faz compara- ções de preços, mesmo que depois vá comprar na loja física”, diz ele.

Lopes conclui que um caminho para sua empresa é o marketing direto ao consumidor, com a utilização das redes sociais e do SMS, “pois está provado que apenas 1,5% dos usu- ários não abrem as mensagens por torpedos”. Conhecer os hábitos do cliente, tendo como ferramenta um bom banco de dados, é de vital im- portância para o negócio, segundo ele. Ainda mais, acrescenta, que as grandes redes do varejo já estão che- gando às cidades menores, muitas vezes com uma bandeira diferente,

o que requer a criação de “mecanis-

mos de proteção”. Tarefa na qual, segundo ele, o Sebrae pode ajudar, fortalecendo a gestão dos pequenos negócios.

Sustentabilidade

A empresária Giana Alves Carbone,

da Farmácia de Manipulação Gel Magistral, de Vacaria, e dirigente da CDL Jovem, ficou especialmente motivada pelo tema sustentabilidade tratado no Retail’s Big Show. “Quem acha apenas que é bonito ser ver-

de, está enganado. É preciso ver a sustentabilidade como um negócio, isto é, a maneira de ter lucro com isso, e não agregar mais um custo”. Ela lembra que, entre os custos fi- xos, sua farmácia costuma pagar um serviço para levar o lixo produzido

até um aterro sanitário, em Porto Alegre.

Jorge Prestes Lopes notou que, nos EUA, o habitual é que o consumi- dor pressione as empresas e estas, por sua vez, forcem o governo a apoiar o comportamento sustentá- vel. Um caminho contrário ao do Brasil, onde as medidas partem de cima, da esfera governamental, para então chegarem ao consumidor.

Além dos cuidados com um planeta sustentável, Giana Alves Carbone afirmou que é preciso lidar com um item muito importante nos dias de hoje: o tempo. “Aí entra a tecnolo- gia para trazer rapidez, o autoaten- dimento, mas sem esquecermos de ter funcionários treinados para dar todas as informações que o consu-

QUEM ACHA APENAS QUE É BONITO SER VERDE, ESTÁ ENGANADO. É PRECISO VER A SUSTENTABILIDADE
QUEM ACHA APENAS
QUE É BONITO SER
VERDE, ESTÁ ENGANADO.
É PRECISO VER A
SUSTENTABILIDADE
COMO UM NEGÓCIO,
ISTO É, A MANEIRA DE
TER LUCRO COM ISSO,
E NÃO AGREGAR MAIS
UM CUSTO
Giana Alves Carbone | Empresária

midor precisar”, disse. Ao visitar a loja da Apple, como par- te da programação paralela da feira, ela notou que pode-se olhar tudo, experimentar, sem que nenhum vendedor esteja ao redor forçando a compra. Mas ele fica disponível, caso o cliente precisar, conta. No espaço da Disney, complementa, viu que o importante é “sair feliz e levar boas lembranças”.

A empresária está preocupada em fortalecer o marketing di- reto em seu negócio, oferecendo promoções e incrementan- do o cartão fidelidade. Além disso, considera que é preciso estar de olho na geração muito jovem, que vai cobrar novos métodos de atuação do varejo daqui para frente.

Celular é obrigatório

Saber o número do telefone celular do cliente é obrigató- rio para qualquer empresário compor seu banco de dados, como ficou claro nas palestras do Big Show. Em 2010, con- forme pesquisas, 65% dos consumidores americanos fizeram compras utilizando o celular. Num futuro bem próximo, o smartphone terá um aplicativo que o transformará em leitor de código de barras, e o autoatendimento será completo, com o fornecimento de informações sobre preço, estoque, formas de pagamento, promoções relâmpago, pontuação por fideli- dade. O pagamento será via cartão, igualmente incorporado ao celular. Assim, o cliente pode escolher o produto, ver o preço e pagar, saindo da loja sem precisar passar pelo caixa. Isso foi visto em operação na loja da Apple, onde o vende- dor, utilizando um I-phone, faz a transação com a operadora de cartão de crédito, permite que o cliente assine confirman- do o pagamento no próprio celular e envia a nota fiscal por e-mail.

Será importante, também, oferecer uma rede de comunica- ção sem fio dentro da loja, como foi percebido em várias lo- jas, entre elas novamente a Apple, de modo que o consumi- dor possa navegar na rede tranquilamente e ficar por muito tempo no local. Grandes lojas ainda oferecem espaços para o cliente tomar um café ou fazer um lanche rápido, também com o objetivo de que ele permaneça mais tempo aprovei- tando sua experiência de compra.

Na exposição técnica do Big Show, chamou a atenção de Ro- drigo Farina Mello, gerente do Comércio do Sebrae/RS, a novidade representada pelos painéis digitais, que permitem alterar os valores dos produtos nas prateleiras a partir de um computador, dispensando a atualização manual dos preços pelo funcionário. Nas palestras, ele destaca a apresentação

Experimentar óculos e, a seguir, ver sua imagem na tela é um atrativo a mais da loja nova- iorquina

a seguir, ver sua imagem na tela é um atrativo a mais da loja nova- iorquina
TEMOS QUE CAMINHAR A PASSOS MAIS LARGOS PARA ATENDER O CONSUMIDOR DE 15 A 30
TEMOS QUE CAMINHAR
A PASSOS MAIS LARGOS
PARA ATENDER O
CONSUMIDOR DE 15 A 30
ANOS DE IDADE, QUE ESTÁ
TOTALMENTE CONECTADO
NA WEB E PARTICIPANDO
DAS REDES SOCIAIS.
É O JOVEM QUE
PESQUISA PRODUTOS E
FAZ COMPARAÇÕES DE
PREÇOS, MESMO QUE
DEPOIS VÁ COMPRAR NA
LOJA FÍSICA
Jorge Prestes Lopes | Empresário

feita pelo MIT- Instituto de Tecnologia de Massachusetts, de um protótipo que consiste em uma câmera acoplada a um spot de luz que busca informações no código de bar-

ras do produto e projeta a descrição técnica, preço, permi-

te interação para tirar dúvidas com um técnico e também a

comparação com similares na loja e na internet. Os códigos de barras, em alguns casos, contêm até 3 mil informações sobre o produto, não apenas o nome e o preço, como é mais comum no Brasil.

Experiência de compra

As visitas técnicas (a lojas conceito e lojas âncora) feitas pelos participantes da feira/convenção encantaram a todos, pelos recursos visuais e particularidades de atendimento. A Times Square, centro de entretenimento de Nova Iorque, está cheia de estabelecimentos onde a compra se transforma numa ex- periência que vai muito além do simples ato de consumir.

A

loja âncora da Disney, inaugurada há poucos meses, inves-

te

na interatividade para encantar os pequenos - e grandes

clientes. Telas interativas no espaço das lojas, inclusive as mi- nitelas ao alcance dos pequenos, assim como os “espelhos mágicos” acionados por uma varinha que transmitem men- sagens de uma princesa e árvores com projeções digitais nas folhas. Todos esses apelos favorecem as vendas.

A Forever 21, que oferece roupas e acessórios atuais a preços

razoáveis, ocupa um prédio de quatro andares e chega ao requinte de colocar um tradicional táxi amarelo no subsolo como um exemplo do modo de vida nova-iorquino. E qual- quer pessoa pode ter seus 15 segundos de fama ao se incluir

nas fotos dos clientes projetadas em telas gigantes nas ruas. Como acontece na própria Forever 21, que filma os clientes parados na frente da loja projetando num painel gigante ou, ainda, a American Eagle que tira fotos dos consumidores com

as roupas que adquiriram no interior da loja e projeta na sua fachada por 15 segundos. Outros painéis de interação de várias marcas permitem ao cliente interagir por e-mail ou mensagens de celular.

Um exemplo muito simples e fácil de ser adaptado com as tecnologias disponíveis no Brasil é o da Sunglass Hut, onde o cliente pode tirar fotos experimentando os diferentes tipos de óculos e compartilhar por e-mail, no Facebook ou numa tela LCD na própria loja, consultando a opinião de amigos e outras pessoas antes de decidir pela compra.

A árvore no espaço da Disney recebe projeções de imagens que simulam o balanço das

A árvore no espaço da Disney recebe projeções de imagens que simulam o balanço das folhas

Couromoda 2011

Couromoda 2011 Para ficar marcada na história das MPEs gaúchas A edição de 2011 da Couromoda,

Para ficar marcada na história das MPEs gaúchas

A edição de 2011 da Couromoda,

em São Paulo, vai ficar marcada

na história das MPEs gaúchas,

especialmente no que se refere

ao volume de negócios realizados. As em- presas expuseram e comercializaram seus produtos no Projeto Coletivo RS, colocado em prática pelo Sebrae/RS, ACI de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV), e governo do Estado. As transações comerciais fechadas pelas 52 micro e pequenas empresas gaúchas apoiadas pela parceria renderam um recor- de histórico de R$ 16,7 milhões, ultrapas- sando em mais de 500% a marca de 2010, que chegou a R$ 3 milhões. Na edição de 2011 foram comercializados 62 mil pares de coleções com alto valor agregado, design atraente, qualidade e preços competitivos. Além disso, foram realizados 5.291 con- tatos com compradores, fechados 3.543 negócios e encaminhados outros 2.291.

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Empresas que participaram do Projeto Coletivo RS atingiram um recorde histórico em volume de negócios

O presidente do Conselho Deliberativo do Se- brae/RS e da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch,

visitou o estande e conversou com os expositores durante dois dias. Ele salienta que “o volume de negócios realizados significou, para muitas empre- sas, a comercialização de mais de três meses de sua produção. Para as que tiveram logística, qualida- de no produto, um bom preço e acerto na coleção, os negócios aconteceram”. Koch lembra, ainda, que “o Sebrae/RS investiu R$ 200 mil nesta ação de apoio aos pequenos negócios participantes da Couromoda, fornecendo também a qualificação da gestão técnica aos empreendimentos”.

A exposição em grupo já possibilitou que mais de 750 MPEs participassem da Couromoda, desde o ano 2000, resultando em cerca de 22 mil negócios fechados e mais de R$ 36 milhões em vendas. Na edição de 2011, os estados que mais compraram produtos do Estande Co-

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS, Vitor Augusto Koch (D), visitou os empresários gaúchos, que comemoraram bons negócios fechados no Projeto Coletivo RS

Fotos: Sebrae/RS
Fotos: Sebrae/RS

letivo RS foram São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Ge- rais, mostrando o aquecimento do mercado interno, que passou a ser o foco de diversas empresas do setor. Mes- mo assim, também ocorreram vendas para o mercado internacional - Bolívia, Panamá, Suriname, Costa Rica, República Dominicana, Japão, Equador, Venezuela, Peru, Colômbia, Paraguai, EUA, Alemanha, Argentina, França, Cuba, Canadá, Arábia Saudita, Chile, Portugal e Filipinas.

A busca por novos mercados

O design é o grande diferencial dos gaúchos no setor.

Fabricando calçados em couro e com valor agregado, as médias e pequenas empresas não competem mais por preço, mas por diferenciação. Atualmente, mais de 90%

da produção das MPEs do setor se destina ao merca-

do interno, fator que lhes garantiu a sobrevivência na última crise econômica global. Os pequenos negócios ganharam a expertise de qualidade, design diferenciado e

serviço e hoje estão se preparando para o mercado ex- terno, que exige muito planejamento.

Investimentos do Sebrae/RS no setor em 2011

O presidente Vitor Augusto Koch ressalta que

a instituição vai investir aproximadamente R$ 1 milhão, no total, em novas iniciativas para o se-

tor coureiro-calçadista neste ano. “Serão R$ 200 mil para o Projeto de Apoio à Gestão da Indica- ção de Procedência do Couro Acabado do Vale do Sinos (convênio com a AICSUL), em torno

de

R$ 200 mil para Projeto de Desenvolvimento

de

Atelieres e aproximadamente R$ 600 mil para

Projeto para Calçados e Componentes”, enfatiza.

Empresários

comemoram

Praticamente todos os empresários que levaram seus produtos para se- rem expostos no Estande Coletivo RS na Couromoda terminaram sua participação na feira com motivos para festejar. A marca de R$ 16,7 mi- lhões causou euforia.

Diretora administrativa da Impecca- bile, de Campo Bom, Rose Sorgetz salienta que a empresa teve ótimos resultados. “Estamos muito satisfei- tos. Fechamos pedidos desde o pri- meiro dia. Participando do Estande Coletivo RS, temos na feira, além das vendas, a possibilidade de manter contatos com centenas de compra- dores e distribuidores, aumentando a nossa carteira de clientes”.

Ademir e Osilio Dal Pizzol, direto- res da L’Hombre Calçados, de Far- roupilha, também ficaram muito sa- tisfeitos. Para eles, os bons negócios realizados ao longo da Couromoda foram fruto de um bom planeja- mento e da qualidade dos produtos. Ademir afirma que “nos preparamos com muita força para a Couromoda,

No Estande Coletivo RS, empresários gaúchos fizeram bons negócios com representantes de empresas de outros estados brasileiros e do exterior

valorizando nossos produtos em um evento que nos trouxe um grande re- torno”.

Mesmo que a maior parte das vendas do estande coletivo gaúcho tenha ocorrido para o mercado interno, houve quem festejou negócios com

o exterior. Este é o caso da Dellay

Calçados, de Novo Hamburgo, que, mais uma vez, fechou um pedido de sandálias masculinas para a Arábia Saudita, repetindo o que ocorreu na edição 2010 da Couromoda. Há,

também, a possibilidade, muito bem encaminhada, da exportação de pro-

dutos para a Argentina. Celso Pau- lo Delai, diretor da empresa, elogia

o apoio recebido do Sebrae/RS, da

ACI-NH/CB/EV e do governo do Estado. Ele explica que “a Couro- moda representa uma parcela impor- tante da nossa produção. Também

nos possibilita iniciar vários contatos que resultarão em futuros negócios. No estande coletivo temos toda a estrutura necessária para receber os clientes de todos os portes, incluindo

os maiores lojistas do Brasil”.

A Calçados Bassanesi, de Parobé,

também fechou negócios com os Estados Unidos e a Bolívia, além de deixar muito bem encaminhados ne-

gócios com Japão, França, Filipinas, Peru e Panamá. Criada em setembro

de 2010, a Mila e Gabi, de Campo

Bom, lançou sua marca de bolsas na Couromoda. O diretor Osmar Ritter

destaca que a participação na feira gerou propostas de representantes para o Rio de Janeiro, Minas Ge- rais, São Paulo e também para o Rio Grande do Sul. Segundo ele, a meta

da empresa é ampliar sua produção

de 80 para 400 bolsas/mês.

Francal

Francal Gaúchos se preparam para a edição 2011 A expectativa é que a venda supere os

Gaúchos se preparam

para a edição
2011

A expectativa é que a venda supere os resultados de 2010 em até 20%

Neste ano, a Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios - Francal - será realiza- da em São Paulo entre 27 e 30 de junho. Os expositores do Estado terão um espaço maior nos pavilhões do Anhembi, totalizando mil metros quadrados, para expor seus produtos no estande coletivo do Sebrae/RS, com apoio da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha e da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, do governo esta- dual.

A expectativa dos organizadores é positiva, por- que o mercado interno continua aquecido, o que faz prever a realização de bons negócios. A Fran- cal apresentará os lançamentos de primavera-ve- rão que estarão nas lojas na próxima temporada. Além de o know-how gaúcho ser tradicional neste tipo de produto, representa maior rentabilidade,

Foto: Vinicius Fonseca/Francal 2010

possibilidade de apresentar mais linhas de produtos e de ampliar as opções de mercado, já que na maior parte do Brasil o clima é ameno quase o ano todo.

A participação das micro e pequenas empresas fabrican- tes de calçados e artefatos se dará após seleção por edital público que estará no site do Sebrae/RS. As interessadas deverão seguir alguns requisitos. Entre outros, provar o enquadramento como MPE e ter planta produtiva no Rio Grande do Sul. A prioridade será daquelas que es- tiverem participando pela primeira vez da seleção para essa feira, em que, tradicionalmente, a demanda supera a oferta de vagas.

Depois dos resultados da Couromoda 2011, que surpre- enderam com números excepcionalmente positivos, os organizadores do espaço gaúcho na 43ª Francal esperam também boas vendas, no mínimo 20% superiores às re- gistradas na edição anterior (totalizou R$ 8,1 milhões). O número de expositores gaúchos no estande coletivo deve ficar entre 60 e 65.

O perfil predominante do visitante na feira é o de com- pradores nacionais e internacionais. Os principais pro- dutos apresentados são sapatos femininos.

Foto: Sebrae/RS

Internacionalização

Foto: Sebrae/RS Internacionalização Novos ares para os nossos calçados 48 Revista Tempo de Agir | Março

Novos ares para os nossos calçados

48 Revista Tempo de Agir | Março 2011

Com o Projeto de Internaciona-

lização da Indústria Calçadista,

o Sebrae/RS busca capacitar

as micro e pequenas empre-

sas do setor do Vale do Sinos

e estimular a sua inserção no

mercado global, focando os grupos de calçados e artefatos, componentes e máquinas para curtume e calçados.

Iniciado efetivamente em junho do ano passado, o projeto já colhe bons resultados e traça novas metas para 2011. O trabalho é feito com a parceria da Associação Brasileira das Indústrias de Calça- dos (Abicalçados) e da Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq).

Além das mais de 50 consultorias presenciais reali- zadas nas empresas, foi entregue o plano de expor- tação individual para as MPEs - de acordo com o mercado em que cada uma das empresas tem interesse. Reuniões mensais com os grupos de empresários trataram de plane- jar as ações coletivas de internacionaliza- ção com o Chile, Estados Unidos, Colôm- bia, França, Itália, Reino Unido, México e Equador, que são os países-alvo do proje- to. Segundo Clóvis Masiero, gerente seto- rial da Indústria do Sebrae/RS, “como as MPEs do setor coureiro-calçadista são as que mais exportam no Estado, é natural

que começássemos com elas o pro- jeto de internacionalização. O mer- cado externo está sujeito a diversas variáveis, como o câmbio, mas o Se- brae acredita que a qualificação das empresas será o principal diferencial competitivo”.

Para 2011, estão previstas diversas capacitações, como Formação de Preço para Exportação e Análise da Competitividade, Drawback, Oficina de Importação e Plano de Impor- tação Individual, Gestão de Equipe de Vendas, Marketing Internacional, Logística de Exportação, Análise de Custo de Importação e Escolha do Modal de Transporte, Prote- ção Financeira e Práticas Cambiais, Workshop de Preparação para Ações de Mercado e Contratos Interna- cionais. Além disso, as empresas continuarão recebendo consultorias individuais em Marketing Interna- cional, divulgação do produto, entre outros. Também ganharão auxílio para definir as ações de mercado e participar de missões. Está em pauta, igualmente, a prospecção de merca- do com a participação efetiva dos empresários.

“Nossa meta é realizar as capacita- ções previstas e internacionalizar, em 2011, cerca de 80% das empresas participantes com atuação efetiva em

Projeto do Sebrae/RS estimula o setor e o apresenta para o mundo

pelo menos um dos mercados que o setor oferece”, afirma o superinten- dente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes. Segundo ele, em um ambiente tão competitivo, ampliar a atuação de mercado é uma das saídas mais sau- dáveis e inteligentes para a empresa, seja ela micro ou pequena. Lopes acrescenta que buscar alternativas e diferenciais competitivos resulta na geração de clientes e num cenário favorável a quem sabe usar as fer- ramentas para se destacar frente às demais. “É o que estamos fazendo, dando ferramentas e preparando es- tas MPEs para terem a possibilidade de abrir novos mercados e competir no mercado global, e não mais so- mente no local”, acrescenta.

Oportunidades

Heitor Klein, diretor executivo da Abicalçados, afirma que “o Projeto de Internacionalização é extrema-

mente importante e interessante, porque trata da inserção das micro

e pequenas empresas no mercado

externo. Os eventos internacionais, em que a participação é proporcio- nada aos empresários engajados no projeto, são uma grande oportuni- dade para conhecerem a realidade dos outros países e divulgarem o seu produto”.

Segundo Isabel Groenendal Aguiar, diretora executiva da Abrameq, “o projeto está sendo de extrema im- portância para os associados, pois, através do seu conteúdo e ações, faz com que as empresas vislumbrem oportunidades a serem exploradas em termos de vendas e/ou compras para o mercado externo. Entende- mos que a melhor maneira de se conquistar uma posição permanente no mercado externo é através de um programa crescente e continuado como o Projeto de Internacionaliza- ção”.

O Sebrae/RS está prospectando mi-

cro e pequenas empresas do setor de componentes para calçados para participar do projeto em 2011. Os

interessados devem entrar em conta-

to pelo telefone (51) 3594-2212. Para

participar, é necessário que seja uma MPE com faturamento anual de até

R$ 2,4 milhões.

Fotos: Sebrae/RS

Economia Solidária

Fotos: Sebrae/RS Economia Solidária ALGODÃO ecológico brasileiro chega ao mercado externo Por Regina Xeyla, da
ALGODÃO ecológico brasileiro chega ao mercado externo Por Regina Xeyla, da Agência Sebrae de Notícias
ALGODÃO
ecológico
brasileiro
chega ao
mercado
externo
Por Regina Xeyla, da
Agência Sebrae de Notícias

A Cadeia Ecológica do Algodão

Solidário - Justa Trama - se pre- para para lançar coleção própria em setembro, na Itália, informa

a Agência Sebrae de Notícias.

Apoiada por consultores deste país, a marca inova com a criação de modelos de bolsas, acessórios e vestidos a partir da mistura de diferentes técnicas e matérias- primas. Outro importante passo será o envio, até julho, de duas to- neladas de fios de algodão a um grupo de microempresas italianas que produzem roupas íntimas.

Criada em 2005, a Justa Trama reúne cerca de 700 trabalha-

dores atuantes nos elos da indústria têxtil em seis estados do País: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Cea- rá. A marca participa, desde 2010, do projeto Territórios Solidários – De- senvolvendo e Fortalecendo Empre- endimentos Solidários e Autogestio- nários, desenvolvido pelo Sebrae. O projeto dá apoio a consultorias técni- cas especializadas em design e gestão, promove acesso a mercado e gera oportunidades de comercialização.

No início de março, a consultora em design e moda colombiana Lucy Sa-

Apoiada pelo Sebrae, a marca Justa Trama reúne produtores de seis estados, entre eles o Rio Grande do Sul

lamanca esteve no Brasil para fina- lizar a etapa de construção da nova coleção da Justa Trama. Lucy vive há 30 anos na Itália e trabalha com a Cooperativa de Comércio Justo da Itália (Fair), que importa produtos da marca nacional. “Primeiro, nos apro- priamos do conceito do que seria a nova coleção. No segundo momen- to, o trabalho foi voltado ao desenho e à confecção das peças”, explica a consultora do projeto no Brasil, De- nise Laitano.

Bordado com serigrafia

Entre as inovações das peças da Justa Trama, a coordenadora Nelsa Nes- poso destaca a mistura do bordado com serigrafia e tecido com algodão. Ela conta que “aprendemos a ousar mais. O acabamento está mais qua- lificado e os modelos agradam tanto ao estilo brasileiro quanto ao italia- no”. E acrescenta que “o trabalho

de design mostrou que a estampa não

precisa necessariamente ficar centra- lizada em uma parte da peça. Os de- senhos podem ficar espalhados nela. Também percebemos que é possível fazer vestido de festa com algodão”.

O próximo passo é aguardar o pedi-

do oficial dos produtos para iniciar a fabricação, pois “a designer Lucy le-

vou as amostras das novas peças para

apresentar às lojas de comércio justo

na Itália”.

Além de chegarem ao mercado ita- liano, os produtos da Justa Trama podem dividir espaço com obras de arte durante a Bienal do Mercosul. A megaexposição acontecerá em outu- bro, em Porto Alegre, onde Lucy e o italiano Luigi Eusebi visitaram a sede local da Justa Trama.

Luigi, que é um dos criadores da par- ceria com o comércio justo italiano, também foi à Cooperativa de Pro- dução Têxtil (Coopertextil), respon- sável por fabricar os fios utilizados pela Justa Trama, em Pará de Minas (MG). “Ele avaliou os processos de produção e destacou questões que devem ser melhoradas, como a pon- tualidade na hora da entrega e a ne- cessidade de reforçar as embalagens que envolvem os fios”, conta Nelsa.

as embalagens que envolvem os fios”, conta Nelsa. Aprendemos a ousar mais. O acabamento está mais
Aprendemos a ousar mais. O acabamento está mais qualificado e os modelos agradam tanto ao

Aprendemos a ousar mais. O acabamento está mais qualificado e os modelos agradam tanto ao estilo brasileiro

quanto ao italiano

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Nelsa Nesposo, coordenadora da Justa Trama

Compras Públicas

Compras Públicas Aprovados projetos que beneficiam MPEs Assembleia Legislativa do Estado regulamenta a criação de

Aprovados

projetos

que

beneficiam

MPEs

Assembleia Legislativa do Estado regulamenta a criação de política diferenciada para os pequenos negócios

Dois projetos de lei que beneficiam as micro e pequenas (MPEs) do Rio Grande do Sul foram aprovados pela Assembleia Legislati- va na madrugada de 17 de março. Um deles regulamenta o tratamento diferenciado para os pequenos negócios nas licitações da admi- nistração estadual. O outro amplia a redução de ICMS das empresas enquadradas como EPP (Empresa de Pequeno Porte), optantes pelo Simples Nacional.

As duas matérias estavam inseridas em um pacote enviado pelo Executivo Estadual ao parlamento, com projetos considerados estratégicos para a re- tomada do desenvolvimento econômico e social do Estado. A criação de uma política de compras públicas diferenciadas para micro e pequenas em- presas, segundo o superintendente do Sebrae/RS, Marcelo Lopes, está inserida no contexto da Lei Geral das MPEs, prevendo uma série de benefí- cios para estes empreendimentos.

Através do PL 35/2011, o governo do Estado

pretende criar uma política diferenciada de licitações para as MPEs. O projeto prevê licitação exclusiva nas compras de até R$ 80 mil. Além disso, prevê a possibi- lidade de subcontratação em licitações de maior mon- ta, na qual o Executivo poderá exigir que a contratante principal subcontrate até 30% do valor da licitação para pequenas empresas. Estabelece, também, a reserva de lotes, pela qual, em licitações de bens divisíveis, poderá ser reservada cota de até 25% de cada um deles para certame exclusivo entre micro e pequenas empresas.

Marcelo Lopes ressalta que a participação das MPEs nas licitações públicas vem aumentando a cada ano. Em 2010, as micro e pequenas empresas venderam para a Administração Pública Federal 8,9% a mais do que em 2009, somando R$ 15,9 bilhões, o que representa um re- corde. Um dos motivos para este crescimento foi o au- mento do número de pequenos fornecedores que pas-

saram a disputar as licitações públicas. Em 2009, eram 210.347; em 2010 foram 231.854. Atualmente, as MPEs representam 55,3% do total de empresários de todos os portes que comercializam com o governo federal. Para

o secretário de Economia Solidária e Apoio à Micro e

Pequena Empresa, Mauricio Dziedricki, os investimen- tos públicos em compras, além de incentivar a compe- titividade e o desenvolvimento econômico, contribuem para a abertura de postos de trabalho, especialmente nas micro e pequenas empresas.

Redução de ICMS

Com a aprovação do PL 40/2011 pela Assembleia Le- gislativa, a redução da parcela de ICMS das pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional atingirá todas

as faixas de faturamento (antes a lei não abrangia as últi- mas duas faixas) e ampliará a redução para 65,67% para

as pequenas empresas que faturem até RS 360 mil/ano.

A Lei 13.036, de 19 de setembro de 2008, instituiu regi-

me diferenciado de tributação para MPEs estabelecidas no Estado e enquadradas no Regime Especial Unifica- do de Arrecadação de Tributos e Contribuições devi- dos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Por- te - Simples Nacional. Esta Lei prevê isenção de ICMS para as microempresas (aquelas cujo faturamento bruto não ultrapasse R$ 240 mil/ano) e redução da parcela do

ICMS do Simples (anexo I e II da Lei Complementar Federal 123/06) para as empresas de pequeno porte.

Segurança

Segurança ALERTA aos empresários Embaixada do Brasil em Pretória pede cautela diante das ofertas de negócios
ALERTA aos empresários
ALERTA
aos empresários

Embaixada do Brasil em Pretória pede cautela diante das ofertas de negócios no país africano

A Adidância da Polícia Federal na África do Sul desen- volveu dentro do portal do Ministério das Relações Ex- teriores uma página com dicas para empresários que iniciam relações comerciais com aquele país. O intuito

é prevenir potenciais crimes, tendo

em vista alguns incidentes ocorridos,

crimes, tendo em vista alguns incidentes ocorridos, e colocar à disposição contatos e orientações úteis em

e colocar à disposição contatos e

orientações úteis em eventual neces- sidade. As informações estão no link http://pretoria.itamaraty.gov.br/pt-br/ faca_negocios_seguros_na_africa_ do_sul.xml. Em entrevista feita por e-mail, o adido policial na África do Luiz Cravo Dórea, da Embaixada do Brasil em Pretó-

ria, fala sobre a questão. Ele ressalta que o problema de segurança é comum a outros países, daí a necessidade de o empresário estar sempre atento ao fechar um negócio.

Sul,

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>>

Tempo de Agir - O que motiva a PF/Interpol a fazer este alerta aos empresários brasileiros? Foi a ocorrência de mais casos policiais?

Luiz Cravo Dórea - Não há, nos registros recentes da PF, muitos casos concretos. Em 2010, foram quatro sequestrados: um empresário paraense do ramo madei- reiro, pouco antes do início da Copa do Mundo de Fute- bol; e, em outubro, dois empresários de São Paulo e um de Minas Gerais, do ramo da mineração, também caíram no golpe. Em relação à quadrilha que atuou nesse últi- mo caso, há relatos de que os criminosos possuem uma lista com mais de 1.000 empresas brasileiras para serem contatadas. O setor de promoção comercial da Embai- xada do Brasil em Pretória também já impediu algumas tentativas de criminosos de mesmo perfil, mediante a prestação de informação a empresários brasileiros, que entraram em contato com a instituição, de que a “em- presa” não existia formalmente na África do Sul. Isso foi suficiente para acender o nosso sinal de alerta. Nos- sa maior preocupação é com o pequeno e médio em- presário brasileiro. Ao contrário das grandes empresas, eles geralmente não possuem departamento jurídico, de comércio exterior, tampouco funcionários bilíngues que

possam assessorá-los. Portanto, a área internacional da PF, que engloba as adidâncias, oficiais de ligação e o es- critório nacional da Interpol, com apoio da Embaixada do Brasil em Pretória, resolveu agir com foco preven- tivo. A ferramenta mais adequada para um trabalho de prevenção policial é, em muitos casos, a informação. Por

isso, criamos o guia eletrônico Faça negócios seguros na Áfri- ca do Sul, atualmente disponível no website da embaixada (http://pretoria.itamaraty.gov.br/pt-br/). Organizamos

a informação, principalmente as sugestões em relação

a formas de contato com instituições sul-africanas, que

podem fornecer serviços de pesquisa e de referência em relação à existência e atuação de empresas nacio- nalmente. Nós agrupamos as informações, que estavam dispersas, e mostramos que, mesmo sem falar inglês e, às vezes, sem custo algum, é possível obter informações confiáveis sobre o parceiro comercial africano.

TA - Que estatísticas existem sobre a ocorrência de crimes contra empresários brasileiros na África do Sul?

Dórea - A Adidância da PF em Pretória foi aberta no

POR E-MAIL, OS CRIMINOSOS MANDAM PROPOSTAS COMERCIAIS, BEM- APRESENTADAS, EM PAPEL QUE FORJA LOGOMARCA E DADOS DE UMA FALSA EMPRESA. AS PROPOSTAS SÃO, GERALMENTE, FINANCEIRAMENTE IRRECUSÁVEIS

O prédio em que funciona a Adi- dância da Polícia Federal na capital administrativa da
O prédio em que funciona a Adi-
dância da Polícia Federal na capital
administrativa da África do Sul
Fotos: Polícia Federal Pretória/Divulgação

final de agosto de 2010. Desde então, estamos trabalhando para organizar registros de informações e elaborar estatísticas policiais em relação a brasileiros na África do Sul e outros países africanos pré-selecionados. Em 2010, houve quatro sequestros e diversas tentativas que não se con- cretizaram porque os empresários mantiveram contato prévio com a Embaixada do Brasil em Pretória e souberam que não havia registros da suposta empresa na África do Sul.

TA - Quais os golpes ou crimes mais comuns? O que atrai os brasileiros para ciladas?

Dórea - Os casos de que estamos tratando seguem o mesmo modo de ação. Por e-mail, os criminosos mandam propostas comerciais, bem- apresentadas, em papel que forja lo- gomarca e dados de uma falsa em- presa. As propostas são, geralmente, financeiramente irrecusáveis. São oferecidos sempre valores muito aci- ma do que o mercado global oferece para a mercadoria em questão. Tam- bém incluem no “pacote de bon- dades” os custos de hospedagem e alimentação. Quando percebem que conseguiram despertar interesse, os criminosos imprimem um caráter de urgência, dizendo que os brasileiros precisam vir imediatamente ao país, senão o negócio não será fechado. O empresário brasileiro fica entusias- mado e se esquece de fazer as veri- ficações mínimas, tal como faria se comprasse um imóvel ou um carro usado no Brasil. Os criminosos, du- rante as negociações, buscam facili- tar todos os procedimentos de via- gens e oferecem recepção direta no aeroporto sul-africano. Quando os brasileiros entram no carro, imedia- tamente após a longa viagem inter-

nacional, são roubados, extorquidos e sequestrados. Em sua essência, o golpe é similar ao estelionato. Am- bos provocam a cobiça da vítima.

TA- Como a Interpol/PF age neste sentido?

Dórea - A Polícia Federal não de- tém poder de polícia no estrangeiro. Ao tomar conhecimento de algum sequestro ou tentativa de golpe contra brasileiros, entramos imedia- tamente em contato com as autori- dades policiais locais. A partir desse momento, o papel da PF é apoiar a polícia sul-africana nas investigações,

por meio de troca de informações de inteligência policial, tal como foi fei-

to na bem-sucedida operação policial

que libertou o empresário paraense

de um cativeiro em Joanesburgo, em maio de 2010.

TA - Que colaborações a Inter- pol/PF vem tendo das autorida- des da África do Sul?

Dórea - A Polícia Federal trabalha em grande cooperação com a polí- cia sul-africana, a South African Police Service (SAPS). Depois da abertura da Adidância da PF, a comunicação entre as duas polícias tornou-se per- manente e instantânea. Aumentamos

o volume e a velocidade do inter-

câmbio da informação, e, portanto, ganhamos muito em eficiência. Em assuntos policiais, uma informação transmitida de forma rápida pode decidir uma situação. Em realidade, esse tipo de crime não ocorre exclu-

sivamente na África do Sul. Ocorre em vários países do mundo. Sabe- mos que a criminalidade acompanha

o desenvolvimento econômico dos

países e, de fato, tem havido um sig- nificativo aumento do comércio bila-

teral entre a África do Sul e o Brasil. Passou de US$ 659 milhões em 2002 para US$ 2,53 bilhões em 2008, com potencialidade para muito mais. A Marcopolo fabrica ônibus aqui, bem como a Companhia Vale do Rio Doce e a Odebrecht possuem escri- tórios no país. Por sua vez, a África do Sul tem investido no Brasil prin- cipalmente nos setores minerador, editorial, de papel e celulose, finan- ceiro e de tecnologia da informação. Outro indicativo é o aumento da frequência de voos da South African Airways, agora com dois voos diários Joanesburgo-São Paulo.

TA – Em um caso noticiado pela mídia, um empresário brasileiro foi sequestrado por nigerianos ao chegar à África do Sul. A ação de criminosos nigerianos é comum na África do Sul?

Dórea - Esse tipo de crime é deri- vado do famoso 419 scam, que co- meçou na Nigéria, na década de 80, e rapidamente espalhou-se para mui- tos países, entre eles a África do Sul. Atualmente, o crime está muito di- fundido por intermédio da internet:

são aqueles e-mails que muita gente recebe com ofertas de heranças, di- nheiro desviado de empresas de pe- tróleo, de governos, etc. Muitos ni- gerianos se dedicam a essa atividade criminosa na África do Sul, todavia eles não deveriam ser estigmatizados, vez que não são a única nacionalida- de no esquema. Há, por exemplo, mais de 3.000 brasileiros presos no exterior, em sua maioria por tráfico de drogas. Não poderiam, os brasi- leiros, ser chamados de traficantes apenas em razão desses números. Os brasileiros são, cada vez mais, vistos como uma gente alegre, honesta e, sobretudo, empreendedora.

Estratégia

Estratégia parreirais Os c o n t i n u a m sendo uma das marcas

parreirais Os

continuam sendo uma das marcas fortes da paisagem da Serra Gaúcha.

Mas vão ganhando espaço também na economia da região do Pampa, onde a uva encontrou condições climáticas muito favoráveis e deu origem à Associação de Vinhos da Campanha.

e deu origem à Associação de Vinhos da Campanha. U m trabalho integrado de diversas entidades,

U m trabalho integrado de diversas

entidades, entre as quais o Se-

brae/RS, está contribuindo para

modificar a matriz produtiva da

Campanha Gaúcha, tradicionalmente fo- cada na pecuária e na agricultura. Vinhe- dos começam a fazer parte da paisagem do Pampa, assim como as instalações de vinícolas. Um dos incentivos importantes à atividade ocorreu com a criação da As- sociação Vinhos da Campanha, com 15 integrantes, entre vinícolas e associações de produtores de uva, e que começa a ga- nhar mercado e promover esse novo polo de produção de vinhos finos.

mudam a matriz produtiva da Campanha

Os investimentos mais fortes come-

çaram em 2000, com o plantio de vinhe- dos. Hoje, a região responde por mais de 15% das uvas para fabricação de vinhos finos no Brasil. Os produtores e técnicos dizem que as condições locais - clima seco na época ideal, proximidade do paralelo 30, forte insolação e grande amplitude térmica - favorecem a co- lheita da uva na maturação, o que resulta em um vinho mais equilibrado e macio, pronto para ir ao mercado em cerca de um ano.

O Sebrae/RS trabalha junto a cem vitivini- cultores, sendo que 15 agregam valor à pro- dução com a comercialização de vinhos e espumantes. A união do grupo resultou, em 2010, na criação da Associação dos Produto- res de Vinhos Finos da Campanha. Com o incentivo à comercialização e marketing, par- ticipação em feiras e rodadas de negócios, o grupo começou a ter mais visibilidade, relata

Tauê Bozzetto Hamm, gestor do pro- jeto Desenvolver o Polo de Vitivinicul- tura da Campanha
Tauê Bozzetto Hamm, gestor do pro-
jeto Desenvolver o Polo de Vitivinicul-
tura da Campanha Gaúcha. Segundo
Hamm, o mercado é muito competi-
tivo, principalmente pela concorrência
com os vinhos chilenos e argentinos,
exigindo que os vitivinicultores sejam
“agressivos” no mercado, eficientes na
gestão e na busca pela qualidade e pa-
dronização dos produtos. Entre as me-
tas do projeto, está o aumento em 80%
do volume comercializado de vinhos e
espumantes até 2012.
Gaúcha, melhoria nos processos produtivos, agrega-
ção de valor aos produtos e acesso a novos mercados.
As vinícolas beneficiadas pelo projeto estão consoli-
dando a região da Campanha e Fronteira Oeste como
referência de vinhos de excelente qualidade, dignos de
premiações”, comenta Fabiana Kellermann de Freitas,
gerente da Regional Campanha e Fronteira Oeste do
Sebrae/RS.
Produtores e prêmios
“Os resultados do trabalho realizado
pelo Sebrae com a vitivinicultura na
Campanha e Fronteira Oeste já estão
sendo colhidos. As ações focadas na
qualificação da produção, gestão e or-
ganização da cadeia produtiva da uva e
do vinho estão transformando o cená-
rio da região. Os resultados se refletem
na formalização da Associação de Pro-
dutores de Vinhos Finos da Campanha
Com dois focos junto aos produtores de uva - tecno-
logia e capacitação em gestão - o projeto já deu bons
frutos. O Caderno do Campo, por exemplo, leva o
produtor a manter todos os registros da propriedade e
da produção, permitindo que se faça o controle da ges-
tão de custos e a rastreabilidade. Os Dias de Campo
(foram 12 em 2010) permitem a troca de experiências
e a difusão de tecnologias. Neusa Refatti, presidente da
Associação Quaraiense de Viticultores (Aquafrut), que
reúne 12 produtores de Quaraí, diz que, com as asses-
sorias recebidas, foi possível estreitar os laços com as
vinícolas e aumentar a comercialização - seus maiores
clientes estão na Serra.
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Foto: Licia Arosteguy/Divulgação

Foto: Pedro de Oliveira

Pequena vinícola já conquistou prêmio Gabriela Pötter planeja expansão da área de vitivinicultura dentro da
Pequena vinícola já conquistou prêmio
Gabriela Pötter planeja expansão da área de vitivinicultura dentro da
Estância Guatambu, em Dom Pedrito
Essa arrancada levou os produtores
da Campanha a novos investimen-
tos, com a inauguração de vinícolas.
Uma delas, a Routhier e Darricarrère,
de Rosário do Sul, lançou o Cabernet
Sauvignon Província de São Pedro
uma vinícola junto à BR-293, que vai
privilegiar o enoturismo, ou seja, um
destino turístico para os apreciadores
da bebida.
Foto: Cláudio Fonseca

(premiado na Argentina). O sócio e enólogo Anthony Darricarrère espe- ra fabricar 20 mil garrafas em 2011, com uvas de seus vinhedos. “A soma de esforços está levando a região a se tornar conhecida também como pro- dutora de vinhos”, diz ele. Segundo o enólogo, o diferencial da Campanha é o “equilíbrio” de seu vinho, que é “fácil de beber” e guarda semelhanças com o da famosa região de Bordeaux, na França.

Também premiada por seu Caber- net Sauvignon Rastros do Pampa, a Guatambu Vinhos Finos, de Dom Pedrito, tem planos de expansão. Ga- briela Pötter, filha do proprietário da Estância Guatambu, Valter Pötter, anuncia para 2012 a construção de

Valter Pötter, produtor rural e vice- presidente da Associação Vinhos da Campanha, diz que a meta é conse- guir a Indicação Geográfica para o produto. Em todo o trabalho de qua- lificação e divulgação, ele destaca a atuação do Sebrae/RS e da Embrapa Uva e Vinho. “Desenvolver este novo polo, a médio e longo prazo, é nosso propósito firme e, para isso, contamos com o apoio dos parceiros”, afirma.

• Alegrete • Quaraí • Bagé • Rosário do Sul
• Alegrete
• Quaraí
• Bagé
• Rosário do Sul

• Candiota

• Dom Pedrito

• Itaqui

• Santana do Livramento

Uruguaiana

As condições locais - clima seco na época ideal, proximidade do paralelo 30, forte insolação e grande amplitude térmica - favorecem a colheita da uva na maturação, o que resulta em um vinho mais equilibrado

Com a consultoria recebida do Sebrae/RS, Coopeg reposiciona imagem de produtos e aumenta vendas

Foto: Coopeg/Divulgação
Foto: Coopeg/Divulgação

A Cooperativa dos Produtores Ecolo-

gistas de Garibaldi (Coopeg) atraves-

sa a melhor fase desde a sua fundação em 1998. Os associados comemoram

o fechamento do ano de 2010 com o

resultado de R$ 1,4 milhão em vendas, contra R$ 140 mil de dois anos antes.

A nova identidade visual de seus pro-

dutos, desenvolvida através de uma

consultoria do Sebrae/RS, foi o fator que mais pesou para o crescimento

dos negócios.

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foi o fator que mais pesou para o crescimento dos negócios. > > Março 2011 |

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Conforme o sócio-fundador, Jorge Mariani, a

Coopeg reúne 32 famílias de Garibaldi que se dedi- cam à agricultura orgânica e à agroindústria, contan- do também com integrantes de outros municípios da Serra Gaúcha. Entre os produtos que fabricam, estão

suco de uva orgânica – o principal deles –, vinhos, espumantes, doces de frutas e verduras. Ainda, segundo Mariani, a procura por capacitação no Sebrae/RS teve como meta melhorar a gestão dos produtores e da cooperativa, para aumentar a renda das famílias envolvidas.

o

“Tínhamos o produto orgânico, de qualidade, mas precisávamos de uma roupagem melhor e de um marketing efetivo”

de uma roupagem melhor e de um marketing efetivo” Mariani conta que, “participando de di- versas

Mariani conta que, “participando de di- versas feiras, observamos que tínhamos um grupo seleto de consumidores po- tenciais, que faziam questão de adqui- rir produtos orgânicos, mas requeriam embalagens mais sofisticadas”. O suco de uva e o vinho com o selo Coopeg

já ganharam as redes de supermercados

do Rio Grande do Sul e de outros esta-

dos, como Rio de Janeiro e São Paulo, e os produtores estudam convites para exportar.

A Coopeg também festeja a seleção de

seu nome como um dos fornecedo- res de produtos para a Copa de 2014, dentro do projeto nacional Talentos do Brasil Rural. Paralelamente, continua participando da alimentação escolar na região e integrando (desde 2001) os ro- teiros de turismo rural, com a Estrada do Sabor.

os ro- teiros de turismo rural, com a Estrada do Sabor. Por meio do projeto Desenvolver

Por meio do projeto Desenvolver a

Fruticultura e a Produção Orgânica da Serra Gaúcha, do Sebrae/RS, os coo- perados foram capacitados em custos

e planejamento na empresa rural. Isso,

explica Mariani, foi importante para que aperfeiçoassem a gestão. A qualificação da produção resultante dos cursos e a

setorização das atividades entre os agri- cultores, com estratégias definidas para cada um, foram pontos de destaque. E

o reposicionamento de imagem, com a

mudança de identidade visual e rótulo dos produtos, resultou em novos pon- tos de vendas e aumento da comercia- lização.

Orgânicos

O investimento em produtos orgânicos é o diferencial da Coopeg, cuja formatação contou também com o apoio de técnicos da Emater, das prefeituras e de sindicatos de produtores rurais, além do apoio federal para formar a agroindústria. Hoje, a Cooperativa recebe, em Garibaldi, dezenas de visitantes que querem ver o exemplo gaúcho.

A demanda por conhecimento ainda não acabou, diz Mariani, pois é preciso sempre ter em vista a atuali- zação. Um dos próximos passos será a procura de parcerias de produtores de uva orgânica para atender à demanda crescente por suco. A safra atual deve ser de 200 mil litros da bebida.

Foto: Odete Bassani /Divulgacao

Vinícola

serve

de

modelo

em

No município de Fagundes Varela, na Serra, empresa familiar trabalha num local adequado ao cultivo de uvas finas

trabalha num local adequado ao cultivo de uvas finas A Bassani aperfeiçoou processos e conseguiu ampliar

A Bassani aperfeiçoou processos e conseguiu ampliar o número de consumidores de seus produtos

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Uma empresa familiar do muni-

cípio de Fagundes Varela, na Ser-

ra Gaúcha, obteve, em um ano,

aumento de 20% nas vendas. É

o resultado de um abrangente

trabalho de melhoria de gestão desenvolvido ao longo de 2010. A iniciativa de procurar a regional do Sebrae/RS partiu dos sócios da Vinícola Bassani Ltda., que dispunham de matéria-prima e dominavam o processo de produ- ção, mas sentiam necessidade de organizar a empresa, que funcio- nava de forma empírica em mui- tos aspectos.

Alberto Bassani, responsável pela parte administrativa da

vinícola, conta que com a consul- toria proporcionada pelo Sebrae foi possível melhorar o negócio. “Tudo começou com um raio X, fazendo a análise financeira e o levantamento patrimonial”. Para abrir a vinícola, em 2005, os sócios tinham recorrido a financiamento bancário destinado ao prédio e a equipamentos. “Ob- servamos que as vendas não estavam cobrindo este investimento”, acres- centa o empresário. Era um item im- portante a considerar.

Com a ajuda da consultoria, a Bas- sani projetou o que precisava ser feito para cumprir os compromissos financeiros e passou a estabelecer metas. Na parte de comercialização e marketing, foi ampliada a clientela, com visitas e prospecção por e-mail,

além da construção de um site. Ou- tros contatos foram feitos em feiras, como a Expointer, em Esteio, no ano passado.

Com a ajuda da consultoria, a Bassani projetou o que precisava ser feito para cumprir os compromissos financeiros e passou a estabelecer metas

Um fator muito importante foi de- finir as responsabilidades de cada um dos três sócios (um dos quais, Alberto Jr., é enólogo com estágio na Itália). Tudo começou a melhorar dentro da propriedade de 13 hecta- res onde a família possui parreirais e produz vinhos finos e de mesa. Se- gundo Bassani, “os resultados mais importantes foram a organização administrativa, o controle financeiro, pelo qual passamos a definir o peso de custo de produção, comissões, fre- te, margem de lucro; e as vendas em si, com busca de mais representantes

e pontos de vendas”. O empresário

prevê que o foco daqui para frente será num programa de qualidade e na comercialização, “o que para nós é a principal dificuldade”.

Motivação

A experiência com a Bassani, que re-

sultou na organização e profissiona- lização da vinícola, é uma ação que faz parte do projeto Fortalecer o Se- tor Vitivinícola da Serra Gaúcha, do Sebrae/RS. A gestora Janine Basso Lisboa conta que a implementação

de controles gerenciais e indicadores

por parte dessa empresa será utiliza-

da como modelo para as 100 viníco-

las atendidas pelo projeto. “Assim, a

partir de março, encerrado o período de colheita, pretendemos divulgar, através de palestras, o exemplo deste modelo de gestão. Depois, podere-

mos oferecer a elas a grade de cursos

e consultorias, para que alcancem os mesmos resultados”.

A ideia, segundo ela, “é comprovar

que investir e melhorar a gestão efe- tivamente transforma os resultados de uma empresa”. Como diz Alber-

to Bassani, “o Sebrae mexeu com a

cabeça da gente, abrindo os nossos

olhos para problemas que não víamos

e para certas possibilidades que não

enxergávamos”. Ao que Janine Basso complementa: “os exemplos servem

como motivadores, mas tudo vem

da vontade do próprio empresário”.

63 Março 2011 | Revista Tempo de Agir
63
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63 Março 2011 | Revista Tempo de Agir

Março 2011 | Revista Tempo de Agir