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Organização e funcionamento do DIJ na casa espírita - 2001

O Departamento de Infância e Juventude tem a função específica


de levar às crianças e aos jovens os conhecimentos espíritas e o
estímulo à vivência do Espiritismo.

No atingimento desse propósito deve se organizar, de modo a


atender às referidas tarefas que se entrosam, mas que tem, cada
uma suas peculiaridades e aspectos distintos.

A evangelização espírita da criança e do jovem, considerados os


aspectos psico – pedagógicos do trabalho, exige um corpo de
evangelizadores/coordenadores que se especialize, através de
cursos rápidos e intensivos, de cursos regulares, para o
desempenho da missão, porque, dentro do seu grande objetivo,
visa, não a transmissão mecânica e intelectual do ensinamento,
mas a formação de valores morais e emocionais de
conseqüências profundas e duradouras.

Não se pode falar em evangelização espírita infanto – juvenil sem


estender os ensinamentos espíritas aos lares dessas crianças e
desses jovens, em especial aos seus pais. Concomitantemente às
tarefas referidas, deverá ser desenvolvido um trabalho junto à
família, que é a mais importante agência educativa que se
conhece, em relação às novas gerações.

O movimento de evangelização espírita infanto – juvenil


demanda, portanto, preparo adequado a fim de que não se
constitua uma tarefa dispersiva sem repercussão positiva no
meio social. Desse modo, o DIJ da Casa Espírita deve estar
constituído, basicamente, dos Setores de Infância e de Juventude,
sendo coordenado por um Diretor, nomeado pelo Presidente da
Casa, que fará parte da Diretoria da mesma, além dos
coordenadores de setores.

ESTRUTURA

ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR DO DIJ

ser membro da Diretoria da Sociedade Espírita, quando a sua


estrutura administrativa o permitir;

· administrar as atividades do Departamento;

· elaborar com sua equipe, plano de atividades do ano, não


esquecendo da necessidade de formar evangelizadores de
infância e coordenadores de juventude, bem assim providenciar
treinamentos contínuos para burilamento da equipe;

· apresentar o plano das atividades do DIJ à Diretoria;

· designar os evangelizadores e coordenadores que se


responsabilizarão pela orientação dos ciclos de infância e de
juventude;

· nomear entre os seus colaboradores, um coordenador para o


Setor de Infância e outro para o Setor de Juventude, quando as
condições de trabalho assim o permitirem;

· freqüentar, junto com sua equipe, cursos e treinamentos, com


vistas à atualização de conhecimentos;

· promover reuniões com seus colaboradores, tanto de ordem


administrativa como de ordem pedagógica;

· fazer a coordenação e acompanhamento permanente das


atividades dos Setores do DIJ;

· participar do Movimento Federativo Municipal, Regional e


Estadual;

· manter contato com o DIJ da União Regional Espírita e ou da


Federativa Estadual;

· proceder à avaliação interna;

· entregar relatório à Diretoria da Instituição.

ATRIBUIÇÕES DOS COORDENADORES DE SETORES

DA INFÂNCIA
· coordenar as atividades de evangelização infantil da Sociedade
Espírita;

· distribuir o material de evangelização entre os evangelizadores;

· organizar a matrícula e registrar os dados de freqüência dos


evangelizandos;

· participar de encontros de evangelizadores de infância,


promovidos pelo seu Órgão de Unificação e ou Federativa;

· realizar reuniões de pais;

· proceder à avaliação interna das atividades do Setor;

· realizar outras tarefas propostas pelo Diretor do DIJ.

DA JUVENTUDE

· coordenar as reuniões dos jovens na Sociedade Espírita;

· distribuir o material de evangelização aos coordenadores dos


ciclos;

· participar de encontros de coordenadores de Juventude,


programados pelo seu Órgão de Unificação e ou Federativa;

· dar oportunidade aos jovens para se integrar na Sociedade


Espírita e no movimento municipal;

· realizar reuniões de pais;

· realizar outras tarefas propostas pelo Diretor do DIJ.

DOS EVANGELIZADORES E OU COORDENADORES

· desenvolver o plano de trabalho elaborado para o ano;

· comparecer à tarefa com assiduidade e pontualidade;

· comunicar, com antecedência, os seus impedimentos;


· participar dos Cursos Intensivos de Preparação ou Atualização,
dos Encontros, Seminários, etc., programados pelo seu Órgão de
Unificação e ou Federativa;

· manter em dia o registro de freqüência de seu ciclo;

· participar ativamente das reuniões de pais e evangelizadores;

SETOR DE JUVENTUDE

A organização de Juventude nas Sociedades Espíritas tem por


finalidade:

· ministrar os conhecimentos da Doutrina Espírita aos jovens,


ensejando atividades de vivência desses conhecimentos;

· conceder aos jovens oportunidade de desempenhar tarefas,


compatíveis com as suas possibilidades na Sociedade Espírita;

· conscientizar os jovens de que são eles os continuadores do


movimento organizado do Espiritismo;

· favorecer o intercâmbio do jovem com outras Juventudes e sua


integração no Movimento Espírita em geral.

A Juventude, constituindo-se um dos Setores do DIJ da Sociedade


Espírita, está sob sua coordenação e abrange:

· Primeiro ciclo - 13 – 14 anos;

· Segundo ciclo - 15 – 17 anos;

· Terceiro ciclo - 18 – 21 anos.

Em caso de impossibilidade de se efetuar a divisão proposta, por


falta de salas ou de coordenadores, poder-se-ão reunir os ciclos
de acordo com a maior proximidade das idades.

Os orientadores dos dois últimos ciclos de Juventude poderão


constituir uma Comissão de Assessoramento, composta de jovens
integrantes desses ciclos, que tenham demonstrado interesse
especial pelas atividades da Juventude.

Quanto ao envolvimento do jovem na Sociedade Espírita, são


lembradas as seguintes atividades para aqueles que integram os
dois últimos ciclos de Juventude:

· colaboração nas aulas de evangelização para crianças;

· prestação de serviços nos setores de secretaria, tesouraria e


atividades assistenciais da Casa Espírita;

· colaboração nas reuniões públicas, doutrinárias, quer ocupando


a tribuna, quer realizando outras atividades programadas para
essas reuniões;

· auxílio na divulgação da Doutrina, participando da organização


de bibliotecas, periódicos, na distribuição de mensagens.

Além dessas, outras atividades poderão propiciar a perfeita


integração do jovem na Casa Espírita.

RECOMENDAÇÕES GERAIS

DIVULGAÇÃO DA TAREFA

· aproveitamento de todas as palestras públicas para


esclarecimentos relativos à tarefa e informes sobre o seu
andamento;

· utilização de cartazes e murais com incentivos e notícias;

· distribuição de mensagens focalizando a importância da


evangelização da Infância e da Juventude, bem como sobre o
Evangelho no Lar;

· aproveitamento dos periódicos para salientar a relevância da


tarefa e publicar trabalhos dos jovens, e outros, bem como
notícias.

MATRÍCULA

Sendo a atividade de evangelização um trabalho sistematizado,


convém realizar no início de cada ano um registro das crianças e
dos jovens, em uma Ficha de Matrícula, contendo, entre outros,
os seguintes dados: nome, data de nascimento, filiação, sexo,
escolaridade, endereço, telefone e outras informações que forem
julgadas necessárias (por exemplo, se a família é ou não espírita,
se os pais são trabalhadores da Sociedade Espírita, se realizam
Evangelho no Lar, etc.)

REGISTRO DE FREQÜÊNCIA

Objetivando um melhor acompanhamento da participação das


crianças e dos jovens nas reuniões da Evangelização Infantil e
Juventude, e para facilitar o levantamento estatístico, com vistas
ao relatório, sugere-se realizar um registro de freqüência.

FONTES DE CONSULTA: Organização e Funcionamento do DIJ nas


Federativas - FEB / Orientação ao Centro Espírita – FEB