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UNIVERSIDADE NILTON LINS TIPOLOGIAS FLORESTAIS DA REGIÃO AMAZÔNICA MANAUS\AM 2012

UNIVERSIDADE NILTON LINS

TIPOLOGIAS FLORESTAIS DA REGIÃO AMAZÔNICA

MANAUS\AM

2012

UNIVERSIDADE NILTON LINS

NOME: Erica Corrêa Barroso

Joel Leite Monteiro

Laisa Lorena

Thalita Amorim Feio

Pedro dos Santos Francisco

Turma: Bio 62

TIPOLOGIAS FLORESTAIS DA REGIÃO AMAZÔNICA

Thalita Amorim Feio Pedro dos Santos Francisco Turma: Bio 62 TIPOLOGIAS FLORESTAIS DA REGIÃO AMAZÔNICA MANAUS\AM

MANAUS\AM

2012

INTRODUÇÃO

As florestas são elementos que se diferenciam no mundo inteiro, sendo apenas de três tipos que são: as temperadas, tropicais e congeladas, no entanto uma das mais conhecidas são as florestas tropicais no qual está inserida a floresta amazônica, que e tão conhecida pela suas peculiaridades e exuberância além de abrigar uma enorme variedade de fauna e flora, endêmicas dela mesma.

A floresta tropical tem ampla diversificação de acessibilidade, composição floristica,

numero de arvores há e formas de arvores, bem como outras características que serão descritas para cada tipo florestal da região Amazônica no decorrer do trabalho.

A Floresta Amazônica é a floresta equatorial que forma a maior parte da Amazônia.

Também conhecida como "Hiléia Amazônica", por sua maior parte, está concentrada na região da Amazônia. É considerada uma das maiores florestas tropicais do mundo. A vista aérea, dá idéia de um grande tapete verde. A copa das árvores, chegam a medir até 50 metros do solo. O solo quase sempre protegido dos raios solares, devido a grande a grande massa de árvores, faz com que o chão tenha uma vegetação muito escassa. No entanto, a maior parte da fauna amazônica é composta de animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50

metros.

A vegetação da Amazônia está dividida em tipos diferentes, cada um com problemas

agrícolas e potenciais específicos. O tipo de floresta mais comum na Amazônia brasileira é a floresta de terra firme, que compreende 70% dos 4,99 milhões de quilômetros quadrados da área total da Amazônia Legal brasileira, ou 94% dos 3,70 milhões de quilômetros quadrados que é a Amazônia fitogeograficamente, ou "hiléia". A arrancada recente para a colonização concentrou-se nas florestas de terra firme. A várzea, um tipo de vegetação periodicamente inundada na maioria de campo, tem um potencial agrícola muito mais alto do que os tipos de terra firme, porque a fertilidade do solo da várzea é renovada periodicamente pelo sedimento depositado. A maioria da várzea é inundada anualmente pela subida sazonal do nível da água do rio, embora exista uma pequena quantidade de várzea em áreas costeiras inundadas diariamente por água doce que sobe com as marés oceânicas. A várzea ocorre ao longo dos rios de "água branca" carregados de sedimento como o Solimões. O Igapó é um tipo de vegetação inundada que ocorre ao longo dos rios de "água preta" pobres de nutrientes, como o

rio Negro. Infelizmente, os mapas e as discussões sobre a Amazônia freqüentemente englobam igapó com várzea, apesar das grandes diferenças de solo, vegetação e potencial agrícola.

ÁREA DA AMAZÔNIA

A Amazônia Legal é o território compreendido pelos estados do Acre, Para, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do estado do Tocantins e a oeste do estado de Maranhão totalizando uma área de 5.114.798,30 de km², sendo deste total, o que representa o Bioma Amazônia é aproximadamente de

4.221.4220,81km².

CLIMA

A Região Amazônica apresenta temperaturas anuais entre 21ºC e 42ºC. As variações sazonais são determinadas pela quantidade de chuva distinguindo apenas duas estações seca e chuva.

SOLOS

Os solos na Amazônia são antigos alcançando a era Paleozoica. A região é composta por uma bacia sedimentar (vale amazônico) e pelas várzeas que são formadas pelas planícies holocênicas dos rios Solimões e Amazonas e dos seus afluentes de água branca (ou barrenta). Onde a região é inundada por águas negras ou claras. Os solos são latossolos amarelos (46%) e Podzólicos Vermelho amarelo (30%) no qual são ácido (Ph de 4,5 a 5,5) e pobre em nutrientes.

VEGETAÇÃO

As tipologias florestais são 5 as seguintes:

Floresta Densa

Floresta com Cipós

Floresta Aberta com Bambu

Floresta de Encosta

Campinarana

Floresta Seca

2. Floresta de Várzea

3. Floresta de Igapó

4. Floresta Manguezal

5. Floresta de Campina.

FLORESTA DENSA

O estrato superior deste tipo florestal é composto de arvores cujas alturas variam de 30

a 40 m. As exceções são Cedrelinga catenaformis (cedroma), Dinizia excelsa (Angelim

pedra), e Bertholletia excelsa (Castanha do Para) que alcança mais de 50m de altura. O sub- bosque é geralmente limpo sem emaranhados de cipós.

FLORESTA COM CIPÓS

Caracterizada por uma fitomassa mediana, sub-bosque obstruído por cipós e pobres epífitas. Este tipo ocorre em abundância ao longo da Rodovia Transamazônica, de Marabá até

o Rio Xingu e menor frequência até o rio Tapajós. A floresta com cipós esta associada com terreno antigo e altitude elevada e rica em deposito de minerais como ferro, alumínio, manganês, níquel e ouro. As famílias de cipós e mais importantes são Leguminosae, Bignoniaceae, Malpighiaceae e Menispermaceae.

FLORESTA ABERTA COM BAMBÚS

Fitomassa mediana com presença esporádica de espécies como Hevea brasiliensis. O bambu gênero bambusa é o dominante neste tipo florestal. No estado Acre predomina Guadua werberbaueri que pode ser utilizado em papel, celulose, construção civil, artesanato, moveis e carvão.

FLORESTA DE ENCOSTA

É o próprio contraste com a altitude predominante da região. A formação da floresta de encosta é caracterizada e diferenciada conforme a altitude e pelos solos rochosos. A vegetação é típica de lugares rochosos, quanto maior é a altitude mais esparsa é a vegetação por causa reduzida capacidade de retenção de água.

CAMPINARANA

Contem muitas espécies endêmicas, sendo rico em epífitas e adaptadas a solos Podzol hidromórfico e areias Quartzosas Hidromórficas. Tem a flora bastante peculiar que é refletida em sua fisionomia diferente dos outros tipos de florestais amazônicos. Tem aspecto xeromórfico, folhas e cascas espessas e abundancias em liquens e musgos.

Segundo Shubart (1983), tem a hipótese de que a campinas da região de Manaus e do Rio Cuieiras seria de origem antropica.

Segundo Ducke e Black (1954), solos originados de antigos leitos de rios e lagos, associado aos rios de água preta, pobres em sedimentos.

CAMPINA ABERTA

Vegetação raquítica de porte baixo, com um escleromorfismo acentuado e penetração excessiva de luz, sendo formada por ilhas e agrupamentos de plantas que começam a colonizar a área ou áreas continuas.

CAMPINA SOMBREADA

Apresenta estágio mais avançado de diversidade em espécies arbóreas e herbáceas, formada por vegetação continua e de porte mais alto.

CAMPINA ALTA

Representa o estagio avançado do gradiente sucessional, da campina podendo haver arvores com ate 30 m de altura.

FLORESTAS SECAS

Nessas regiões o clima e sazonal por esta razão a tendência e ter florestas semi deciduais. Ao longo dos rios ou igarapés ou áreas inundáveis a vegetação a região é parecido como o da Várzea. Este tipo não é rico em espécies endêmicas.

FLORESTAS ALAGÁVEIS

Dependendo do grau de inundação do terreno como sendo florestas inundáveis por águas barrentas (várzea), ou águas pretas (igapó).

PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DE VÁRZEA E IGAPÓ

CARACTERISTICAS

VARZEA

IGAPÓ

SOLO

FERTÉIS

POBRES

AGUA

BARRENTA

ESCURA

RIOS

SOLIMÕES/AMAZONAS

RIO NEGRO

SEDIMENTOS

FINOS / ARGILA

GROSSEIRO/ÁCIDO/AREIA

UTILIDADE

AGRICULTURA

ESTOQUE

IGAPÓ

A estrutura desta floresta é diversa, pois existem áreas de mata alta ate 30 m e próximas a estas, mata baixa,trata-se de um tipo florestal muito pobre em Biomassa,pouca diversidade especifica,ricas em endemismo, constituída por arbustos e arvores. A mistura destas comunidades vegetais se dá principalmente por causa da posição dos meandros dos rios, dando origem a praias de um lado e formando barrancos do outro. Assim logo após a floresta marginal alto tem se grandes áreas inundáveis, tem uma flora característica que se destaca a “Cajurana”, ”Munguba”, “Macucu-de- igapó”.

É bom salientar que nesta comunidade a maioria das espécies tem grande produção de frutos e sementes que alimentam as populações de peixes.

VÁRZEA

A vegetação cresce sobre estes sedimentos é adaptada as condições de inundação, causada pelo transbordamento anual dos rios desta região. São frequentes as cãs, fisiológicas e morfológicas para vegetar adaptações ecológicas para vegetar sob inundações onde o suprimento de oxigênio é precário. Entre as adaptações eco-fisiologicas pode-se citar a intensa troca de gases pelas lenticelas caulinares para compensar a hipoxia ao nível das raízes; o controle da abertura estomática nas folhas, a perda total ou parcial de folhas (deciduidade) e o ritmo do crescimento sazonal das plantas é regulado pelo período de inundação. Entre as adaptações morfoecológicas pode ser exemplificada a alta frequência de raízes tubulares, que facilita a sustentação de grandes arvores; a presença de raízes e estruturas aéreas como rizoforos, pneumatóforos e haustórios. Composta por diversas espécies de arvores características como Pracuuba, Açaí, Buriti, Muru- Muru. A floresta de Várzea apresenta

riqueza de espécies diversidade pequena em relação aos de terra firme, mais em compensação apresentam elevada área basal e biomassa, resultado do alto teor de nutrientes do solo neste ambiente.

MATA SECUNDÁRIA OU CAPOEIRA

Após a influência atrópica, a mata nativa passa a ser considerada como “capoeira” apresentando o pobre estoque de biomassa com a vegetação descontinua em alguns setores (moitas). A composição floristica desta comunidade esta ligada à idade da própria capoeira e das interferências humanas que estas áreas sofreram.

Assim, observam-se áreas onde existe dominância de gramíneas como o “rabo-de- raposa” (Andropogan bicornis Benth.), “Capim roxo” (Paspalum conjugatum Berg.), “capim tiririca (Scleria platensis Lindl.).Com isso pode-se dizer que a vegetação encontrada tem uma relação muito estreita com o tipo de solo, situação de drenagem e relevo, tomando a tipologia florestal da área muito diversificado.

Anexos

Floresta de Igapó

Anexos Floresta de Igapó Mata igapó: compreende uma cobertura vegetal que ocorre nas áreas de relevo

Mata igapó: compreende uma cobertura vegetal que ocorre nas áreas de relevo suave (planícies) que se encontram às margens derios, portanto, sofre inundações freqüentes. A mata de igapó possui aspecto de difícil acesso devido à incidência de árvores baixas que não supera 20 metros de altura, além de cipós, epífitas e plantas aquáticas.

Floresta de Vazea

de cipós, epífitas e plantas aquáticas. Floresta de Vazea Mata de várzea: se estabelece em áreas

Mata de várzea: se estabelece em áreas um pouco mais elevadas que as planícies, dessa forma sofrem inundações, no entanto, ocasionais. Em virtude da umidade as árvores possuem alturas que oscilam entre 25 e 30 metros.

Floresta de terra firme

Mata de terra firme : se desenvolve em áreas que não estão sujeitas a inundações

Mata de terra firme: se desenvolve em áreas que não estão sujeitas a inundações por estarem situadas em relevos mais elevados. Essa característica favorece a proliferação de árvores de grande porte, podendo alcançar até 50 metros de altura. Nesse aspecto vegetativo as folhas das árvores se entrelaçam impedindo a penetração de luz solar no seu interior, por isso não desenvolvem grande quantidade de plantas rasteiras.

Floresta de encosta

grande quantidade de plantas rasteiras. Floresta de encosta É o próprio contraste com a altitude predominante

É o próprio contraste com a altitude predominante da região. A formação da floresta de encosta é caracterizada e diferenciada conforme a altitude e pelos solos rochosos

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DUCKE, A ; BLACK, G. A. 1954. Notas sobre Fitogeografia da Amazônia Brasileira. Bol.Técn.Ian. 29:1-62.

SHUBART, H. O. R. 1983. Ecologia e utilização das Florestas in: Amazônia desenvolvimento, integração, e ecologia. Editado por E. Salati e associados. CNPQ. Ed. Brasiliense, São Paulo 3: 101-126.

BRAGA,P. I. S. 1982. Aspectos Biológicos das Orchidaceae de uma Campina da Amazônia Central. Fitogeografia das Campinas da Amazônia Brasileira.Tese.(Doutorado em Botânica. INPA-UFAM ) 345p.