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Fauna

Aspectos Legais Tráfico Maus Tratos
Vitor Vieira Vasconcelos Analista Ambiental IBAMA Escritório Regional de Montes Claros 28 de novembro de 2009 Apresentado na Mesa Redonda – Ética e Bem Estar Animal UFMG – Núcleo de Ciências Agrárias Montes Claros - MG

Fauna Silvestre x Recursos Pesqueiros
Art. 1º Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha. (Lei 5.197/67)‫‏‬

Art. 36 - Para os efeitos desta Lei, considera-se pesca todo ato tendente a retirar, extrair, coletar, apanhar, apreender ou capturar espécimes dos grupos dos peixes, crustáceos, moluscos e vegetais hidróbios, suscetíveis ou não de aproveitamento econômico, ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção, constantes nas listas oficiais da fauna e da flora. (Lei 9.605/98).

Ilícitos de Fauna
Caça Tráfico (captura, venda, guarda)‫‏‬ Maus-tratos

Caça Profissional
Lei nº 5.197/67
Art. 2º É proibido o exercício da caça profissional.

Lei nº 9.605/98
Art. 29 – Parágrafo 5º Pena aumentada até o triplo

Decreto nº 6.514/08
Art. 27 – R$ 5.000,00 R$ 500,00 por unidade Ameaçada de extinção ou Cites – R$ 10.000,00

Estatuto do desarmamento
Lei nº 10.826/03

Art. 12 Posse irregular de arma de fogo e munição de uso
permitido

Pena detenção 1 a 3 anos, e multa.

Art. 14 Porte ilegal de arma de fogo e munição de uso
permitido. Pena – reclusão de 2 a 4 anos, e multa.

COMERCIALIZAÇÃO DE ANIMAIS, PRODUTOS E SUB PRODUTOS DA FAUNA SILVESTRE
Animais abatidos ilegalmente para confecção de peças de artesenato

ARARA PAPAGAIO PERIQUITO GAVIÃO PIRARUCU JACARÉ COBRA CAITITU MACACO

Estado de necessidade

Lei n° 9.605/98
Art. 37. Não é crime o abate de animal, quando realizado: I - em estado de necessidade, para saciar a fome do agente ou de sua família;

CRIADOR AMADORISTA DE PASSERIFORMES

Fiscalização
Possibilidade de fraudes

Incompatibilidade entre nascimentos e matrizes; Anilhas falsificadas ou adulteradas; Anilhamento nos ninhos e compra de filhotes; Espécie não condizente com o autorizado;

Idade do espécime não corresponde ao da Relação;
Solicitação de anilhas em número superior aos filhotes obtidos;

Venda de direitos (venda de numeração de anilhas).

Distribuição de criadores por UF (%)‫‏‬
30

25

20

15

10

5

0
AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO

Perda de dedos.

Código Penal brasileiro
Falsificação do selo ou sinal público Art. 296 - Falsificar, fabricando-os ou alterando-os: I - selo público destinado a autenticar atos oficiais da União, de Estado ou de Município; II - selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público, ou a autoridade, ou sinal público de tabelião: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. § 1º - Incorre nas mesmas penas: I - quem faz uso do selo ou sinal falsificado; II - quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. III - quem altera, falsifica ou faz uso indevido de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública." (Acrescido pela LEI Nº 9.983, DE 14 DE JULHO DE 2000)‫‏‬ § 2º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte.

Código Penal brasileiro

Falsificação de documento público Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa. § 1º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendose do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte. § 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular.

Criadores
Amadores X Profissionais

Transporte de Fauna

Lei n º 5.197, de 03 de Janeiro de 1967 – Lei de Proteção à Fauna:
Art. 19. O transporte interestadual e para o Exterior, de animas silvestres, lepidópteros, e outros insetos e seus produtos depende de guia de trânsito, fornecida pela autoridade competente. Parágrafo único. Fica isento dessa exigência o material consignado a Instituições Científicas Oficiais.

Tráfico de Animais Silvestres

T R Á F IC O D E A N IM A IS S IL V E S T R E S R O T A S N A C IO N A IS

LEGENDA
- AVES - P R IM A T A S - F E L IN O S -

- IN S E T O S - QUELÔNEOS
- - R É P T E IS - A R A C N ÍC E O S
F o nte: IB A M A /2 0 0 1

- C E R V ID E O S
- P E IX E S O R N .

Fonte: RENCTAS

Apreensões 1998-2002/região

Norte 5%

Sul 5%

Nordeste 41%

Sudeste 44%

Centro Oeste 5%

Passeriformes, Brasil 2002 (83,79%)‫‏‬
25 20 15 10 5 0 Sporophila Saltator Sicalis

Psitacídeos Brasil, 2002 (4,35%)‫‏‬

35 30 25 20 15 10 5 0 Aratinga leucophthalmus Ara ararauna Amazona aestiva

Total de animais recebidos, nos anos de 2002 a 2007, por grupo

6,0% 0,4%

12,2% Total de répteis Total de aves Total de mamíferos Total de exóticas

81,4%

Espécies mais criadas (%)‫‏‬
15% 1% 2% 2% 3% 4% 5%

9%

24%

15%

20%

Cardeal Sabiá-laranjeira Azulão-verdadeiro Papa-capim Canário-da-terra Outros

Tempera-viola Pintassilgo Bicudo-verdadeiro Trinca-ferro-verdadeiro Curió

Criação Amadorista de Passeriformes
245.085 (19,14%)‫‏‬

241.008 (18,82%)‫‏‬

Criação Amadorista de Passeriformes
115.175 (8,99%)‫‏‬

168.604 (13,67%)‫‏‬

RESULTADOS: Operação VIA APIA (jan de 2009) 567 animais

Coincidência entre as espécies mais traficadas e aquelas mais

criadas pelos criadores amadoristas de Passeriformes.

As espécies mais traficadas são as mesmas que as mais

criadas.

Muitas vezes usando instrumentos restritos, como redes de neblina.

Os agentes do tráfico
Apanhadores: Licença de captura

índios, caboclos, lavradores e ribeirinhos. Distribuidores: Licença de transporte barqueiros, pilotos de aviões, caminhoneiros e motoristas de ônibus. Registro Comerciantes: feirantes, donos de pet-shops, criadores ilegais, criadouros e avicultores.

Consumidores: Documentação
criadouros, zoológicos, aquários, circos, laboratórios, turistas e a população.

Cativeiro doméstico
Um papagaio
o criminoso;

o denunciante;
a família; os vizinhos; os amigos.

Cativeiro doméstico: importância

Denunciante:
Acionamento em razão da credibilidade do IBAMA, da Polícia; Retorno ao cidadão.

Educação Ambiental:
Dissuasão de todas as pessoas próximas a

cometer o mesmo ilícito.

Fiscalização em carros

Carro

Sem espaço.

apreensão 4a Cia. de Polícia Militar Florestal de Juiz de Fora/MG (Foto: RCB)‫‏‬

O‫“‏‬modus operandi”

“modus operandi”

58 ovos apreendidos no aeroporto de Recife

Maus Tratos

Contextos
•Rinhas; •Circo; •Rodeio/vaquejadas; •Tração animal; •Cativeiro (público e doméstico).

Legislação:
• Declaração Universal dos Direitos dos Animais
• Declaração sobre ética experimental - Geneva, 1981 • Constituição Federal - Art. 225

VII. Proteger a fauna ... vedadas, na forma da lei, as práticas ... ou submetam os animais a crueldade.
• Decreto n° 24.645/34 – Art. 3º • Lei n° 11.794/08 – uso científico • Lei n° 9.605/98 - Art. 32 • Decreto nº 6.514/08 – Art. 29 • Lei n° 10.519/02 - rodeios

Lei nº 9.605/98
• Art. 32
Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Parágrafo 1º - Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. Parágrafo 2º - A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Decreto nº 24.645/34
Art. 3º - (...) 2. Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz; 6. Não dar morte rápida, livre de sofrimentos prolongados, a todo animal cujo extermínio seja necessário para consumo ou não; 18. Encerrar em curral ou outros lugares, animais em número tal que não lhes seja possível mover-se livremente, ou deixa-los sem água e alimentos mais de 12 horas; 20. Realizar, ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécie diferente, tourada e simulacros de touradas, ainda mesmo que em lugar privado;

MAUS-TRATOS: RINHA

Rinha

Lutam por instinto?
• • • • Recursos limitados Competição intra e interespecífica Territorialidade Mecanismo que visam evitar confrontos

Rinha (

Tudo2002)

Polícia apreende 211 aves em rinha de canários Araucária/PR - 09/03/2009

CIRCO - avaliação
1. Origem dos animais;
2. Maus-tratos; 3. Segurança pública; 4. Situação sanitária.

Circo

Circo Transcontinental

Rodeio

Super(2003)

Rodeios - Lei n° 10.519/02
• Seden; • Esporas; • Laço - redutor de Impacto;

• Piso de areia; • Veterinário; • Segurança do público e peões

Rodeio

Revista Super2003

Vaquejada

“Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e, neste dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade.” (Leonardo da Vinci)

IBAMA Escritório Regional de Montes Claros
Vitor Vieira Vasconcelos Laerciana Silva de Souza Matos

vitor.vasconcelos@ibama.gov.br laerciana.matos@ibama.gov.br
Skype: vitor.ibama laerciana.ibama.mg Rua Antônio Francisco, nº 89 (38) – 3223-9669