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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO E ESTRUTURAS COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA ESCOLA POLITÉCNICA DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO E ESTRUTURAS COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

ESCOLA POLITÉCNICA

DEPARTAMENTO DE CONSTRUÇÃO E ESTRUTURAS

COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO

DE CONSTRUÇÃO E ESTRUTURAS COMUNIDADE DA CONSTRUÇÃO Levantamento das Principais Patologias de Revestimentos de

Levantamento das Principais Patologias de Revestimentos

de Fachada de Edifícios na Cidade de Salvador

Salvador, 2006

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Instituição

Universidade Federal da Bahia

Título do Trabalho

Levantamento das Principais Patologias de Revestimentos de Fachada de Edifícios na Cidade de Salvador

Pesquisadores

Lílian Sirlene Rissutti Cirne (Bolsista de iniciação científica - UFBA)

Prof a Fabiana Lopes de Oliveira (UFBA)

Prof a Tatiana Bittencourt Dumêt (UFBA)

Coordenadora

Prof a Tatiana Bittencourt Dumêt (UFBA)

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

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2. OBJETIVOS

03

3. JUSTIFICATIVAS

04

4. METODOLOGIA

04

5. PATOLOGIAS EM REVESTIMENTO CERÂMICO

05

6. PATOLOGIAS EM REVESTIMENTO DE PINTURA

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7. MAPEAMENTO DAS PATOLOGIAS

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7.1. Levantamento Fotográfico

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7.2. Pesquisa Junto às Construtoras

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8. CONCLUSÕES

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

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ANEXOS

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1. INTRODUÇÃO

Uma estrutura ou parte dela apresenta problemas patológicos quando, durante sua utilização ou até mesmo antes, não apresenta o desempenho satisfatório para o qual o edifício foi projetado, comprometendo assim sua vida útil. A fim de se ter a vida útil do conjunto edifício,

já que o mesmo é um sistema composto de vários componentes os quais são constituídos por

diversos materiais, é necessária a análise dos valores de vida útil de cada um deles, considerar as interações entre eles, qualidade dos materiais, métodos construtivos e ações de manutenções preventivas.

Sua manifestação é facilmente percebida quando problemas estruturais ou funcionais começam a mostrar defeitos no edifício os quais devem ser identificados e avisados a fim de que haja, se necessário, o isolamento da região danificada.

O elemento em estudo, os revestimentos de fachada, é um subsistema da estrutura edifício

(sistema). Esse subsistema pode, de maneira geral, ser de dois tipos: o primeiro constituído, normalmente, por uma camada de chapisco e outra de emboço aderidas à base (alvenaria ou estrutura), e uma camada de argamassa de fixação que é “coberta” por placas cerâmicas assentadas e, posteriormente, rejuntadas com argamassa ou material adesivo; o segundo

constituído, normalmente, por uma camada de chapisco e outra de emboço aderidas à base (alvenaria ou estrutura), uma camada de argamassa e por, última, a pintura. Segundo a NBR 13529, sistema de revestimento é o “conjunto formado por revestimento de argamassa e acabamento decorativo, compatível com a natureza da base, condições de exposição, acabamento final e desempenho, previstos em projeto”.

Para que o revestimento tenha o desempenho esperado pelo usuário, o mesmo deve apresentar funções como proteger os elementos de vedação dos edifícios bem como auxiliá-los na estanqueidade, isolamento térmico e acústico, regularizar a superfície e dar o acabamento final da fachada. Para que isso aconteça, é necessário que o mesmo (revestimento) possua propriedades como resistência à água, à umidade, aos raios solares, aos agentes químicos e biológicos, resistências mecânicas, capacidade de absorver deformações, superfícies uniformes, facilidade de limpeza e manutenção.

Em Salvador, é possível perceber vários problemas nas fachadas das edificações. Segundo SILVA (2005), “A grande incidência de problemas como eflorescências, bolores, destacamento de pastilhas, fissuras, infiltrações e descolamento de pinturas mostra que o segmento da construção civil precisa se preocupar cada vez mais com o sistema de revestimento de uma edificação compatibilizando mão-de-obra, sistemas construtivos e a tradição, de maneira condizente à Engenharia”.

2. OBJETIVOS

Os objetivos principais deste trabalho são:

Fazer um levantamento das principais patologias de revestimentos de fachada de edifícios na cidade de Salvador;

Diagnosticar se a origem da patologia está associada às fases de projeto, execução e utilização do revestimento ao longo do tempo e;

Quando possível, indicar métodos de recuperação para o problema patológico.

Entendendo-se ser o projeto de revestimento de fachada essencial para evitar patologias e obter desempenho satisfatório dos seus elementos, aponta-se neste trabalho a necessidade da sua elaboração.

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3. JUSTIFICATIVAS

Considerando-se que o desempenho de cada parte do edifício se reflete ao seu desempenho global, o presente trabalho se concentra nos revestimentos de fachada de edifícios (argamassa ou cerâmicos), que são empregados com grande freqüência como acabamento das vedações externas.

Mas, apesar desse tipo de revestimento ser bastante utilizado, verifica-se que ainda existe uma considerável incidência de falhas e problemas patológicos, desperdícios de materiais, mão-de- obra e tempo, além de custos elevados de produção.

Acredita-se que o surgimento de patologias em revestimentos de fachada é decorrente da falta

de orientação para a elaboração de projetos, falta de conhecimento tecnológico dos materiais

empregados, de técnicas corretas de assentamento e a falta de informação sobre os possíveis problemas que surgem na fase de assentamento.

No caso dos revestimentos de argamassa, os problemas patológicos mais freqüentes são:

Formação de manchas de umidade, com desenvolvimento de bolor;

Descolamento da argamassa de revestimento;

Formação de fissuras e trincas na argamassa de revestimento;

Descolamento entre a camada de reboco e emboço;

Formação de fissuras e trincas, que, além de evidenciar um problema no revestimento de argamassa, pode ser sinal do comprometimento da segurança estrutural.

Nos revestimentos cerâmicos, embora sejam largamente empregados no país, por serem uma boa alternativa para revestimentos externos, em termos econômicos e técnicos, vem apresentando falhas após sua aplicação em fachadas, afetando a qualidade e segurança do edifício. Esse tipo de revestimento carece de muitas melhorias e evolução tecnológica. A grande incidência de defeitos patológicos atesta essa necessidade.

No Brasil, as patologias mais importantes manifestam-se tipicamente na forma de fissuras e perda de aderência (descolamentos) devido às deformações excessivas das camadas do revestimento. Estes descolamentos ocorrem com mais intensidade nos primeiros e últimos andares dos edifícios, nas regiões de deslocamento estrutural mais intenso (balanços) e nas fachadas mais solicitadas por insolação (choques térmicos).

As patologias de revestimento cerâmico de fachada são difíceis de recuperar e requerem para isso custos elevados. Muitas vezes, quando elas se manifestam visualmente, já há comprometimento da integridade do revestimento e estes custos podem suplantar os custos da execução original.

Sendo assim, o trabalho em questão tem o propósito de estudar a tecnologia de produção e aplicação dos revestimentos de fachada de modo a contribuir decisivamente para evolução desta parte do edifício.

4. METODOLOGIA

O trabalho foi dividido em duas partes: uma primeira de coletas de dados; e a última de

análise de resultados e elaboração do relatório final. A coleta de dados foi dividida em três partes:

1. Revisão bibliográfica;

2. Levantamento fotográfico;

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Inicialmente, foi realizada uma revisão da literatura pertinente sobre sistemas de produção e aplicação de revestimentos de fachada. A seguir, ainda no levantamento bibliográfico, realizou-se um estudo sobre a normalização referente ao assunto.

Depois, foi feito um mapeamento das patologias visíveis nas fachadas das edificações em Salvador, através de fotografias.

A terceira, e última, parte da coleta de dados refere-se à prática, ou seja, foi realizado um

levantamento através de questionário, em construtoras em Salvador, visando identificar as patologias de revestimentos de fachada mais freqüentes, assim como, quando possível, as técnicas de recuperação utilizadas para saná-las e a justificativa de sua escolha. A cópia desse

questionário se encontra no Anexo A. Esse instrumento de pesquisa utilizado na pesquisa de campo (questionário) foi construído escolhendo-se os indicadores após reflexão crítica da literatura supracitada.

Além disso, sempre que possível, houve também visitas em obras e documentação fotográfica para enriquecimento e conclusão dos resultados obtidos.

5. PATOLOGIAS EM REVESTIMENTO CERÂMICO

Ao analisar o revestimento cerâmico no que tange à questão do desempenho, deve-se levar em conta as condições ambientais que o revestimento estará exposto bem como as condições de uso, já que esses fatores influenciarão na durabilidade e na vida útil desse subsistema.

A fim de se ter uma melhor análise do comportamento dos revestimentos cerâmicos é necessário ter uma visão sistêmica dos mesmos, já que as manifestações patológicas são resultantes de uma combinação de fatores. Fissuras e descolamentos nos revestimentos, por exemplo, podem ser resultado da propagação de fissuras ocorridas em suas interfaces com a estrutura, falta de reforço no substrato (emboço), falta de juntas de controle, preenchimento inadequado das juntas de colocação, falta de argamassa de assentamento no verso das placas, falta de controle do tempo em aberto da argamassa de fixação, movimentação da estrutura, choques térmicos, fluência e retração do concreto.

Patologias em revestimento cerâmico de fachada são causadas, segundo Medeiros 1 (1999) apud CAMPANTE (2001), pela falta de projetos que levem em consideração parâmetros de

desempenho e as necessidades das etapas de produção, a falta de domínio sobre a tecnologia

de produção dos revestimentos, bem como os materiais de limpeza utilizados pelos usuários.

No caso específico de descolamento em placas, as causas mais prováveis, segundo Bauer 2 (1997) apud o artigo Tecnologia Construtiva Racionalizada para Produção de Revestimento Vertical, seriam:

Preparação inadequada da base;

Molhagem deficiente da base, comprometendo a hidratação do cimento da argamassa;

Ausência de chapisco;

Argamassa com espessura excessiva;

Argamassa rica em cimento;

Acabamento superficial inadequado de camada intermediária;

1 MEDEIROS, J. S. (1999). Tecnologia e projeto de revestimentos cerâmicos de fachada de edifícios. São Paulo, 1999. 458p. Tese (Doutorado) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.

2 BAUER, R. J. F. (1997). Patologia em revestimentos de argamassa inorgânica. In: II SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS ARGAMASSAS, Salvador, 1997. Anais. P.321-33.

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Aplicação de camadas de argamassas com resistências inadequadas interpostas.

Segundo Bauer 3 (1996) apud o artigo Tecnologia Construtiva Racionalizada para Produção de Revestimento Vertical, as espessuras excessivas da argamassa, superiores a 2 cm, podem gerar, por retração natural, tensões elevadas de tração entre a base e o chapisco, podendo assim provocar o descolamento das placas cerâmicas. Continuando, ele complementa que nos descolamentos com pulverulência, os sinais mais comuns são observados quando ocorre a desagregação e conseqüente esfarelamento da argamassa ao ser pressionada manualmente, que é identificada pelo autor como principal causa do fato a “quantidade inadequada de aglomerante agregado e o excesso de materiais pulverulentos e ou torrões de argilas na areia empregada no preparo da argamassa”.

Segundo Cheong 4 (1992) apud CAMPANTE (2001), a análise dessa patologia pode levar a quatro naturezas distintas:

Falha de aderência entre a placa e a argamassa de fixação;

Falha de aderência entre a argamassa de fixação e o substrato;

Falha nas camadas do substrato e;

Ocorrência de som oco nas placas cerâmicas quando percutidas.

Ou seja, pode-se buscar conhecer, por exemplo, o tipo de ruptura ocorrida, verificando se a mesma se deu entre a camada de fixação e o tardoz, se entre a camada e o substrato ou no próprio substrato. Contudo, não se deve esquecer de verificar em que condições os componentes do revestimento foram aplicados, ou seja, suas características e a mão-de-obra empregada, bem como as condições em que estão expostos os elementos, dentre outros.

No trabalho de Sabbatini & Barros 5 (1990) apud CAMPANTE (2001), são listadas as principais origens desse tipo de manifestação em fachadas:

A deformação ocorrida nas bases (alvenaria/ estrutura) devido a acomodações do edifício;

A fluência da estrutura de concreto e as variações higrotérmicas;

A falta de juntas de controle;

A inadequação das argamassas de emboço, assentamento e rejunte;

A preparação deficiente da base.

Em se tratando das causas, talvez uma das principais delas seja a suplantação das resistências mecânicas das diversas camadas devido às solicitações mecânicas as que estão submetidas, as quais são originadas pelos movimentos que os revestimentos sofrem, sejam pela própria estrutura ou condições ambientais a que estão expostos.

Medeiros & Sabbatini 6 (1998), apud CAMPANTE (2001), dividem esse tipo de movimento da seguinte forma: movimentações devido a carregamentos permanentes sobre o revestimento cerâmico de fachada, provocado pelo peso próprio do mesmo; movimentações devido a

3 BAUER, Roberto José falcão. Falhas em revestimentos, suas causas e sua prevenção. Centro Tecnológico Falcão Bauer, 1996.

4 CHEONG, Y. C. Training of tillers. In: Conference on Adhesives Technology in the Arquitectural Application of Ceramic Tiles, Singapore, 1992. Proceedings. Singapore, Trade link Media Ptc.Ltd.

5 SABATINI, F. H.; BARROS, M. M. S. B. Recomendações para revestimentos cerâmicos para paredes de vedação em alvenaria. São Paulo, Convêncio EPUSP/CPQDCC – ENCOL, 1990. Relatório Técnico R6 – 06/90.

6 MEDEIROS, J. S.; SABBATINI, F.H. Designing ceramic tile buildind façades. In: QUALICER 98 V World Congress on Tile Quality, Castellon, 1998. Proceedings. Castellon Spain, Cámara Oficial de Comercio, Industria y Navegación; Colegio Oficial de Ingenieros Superiores Industriales, 1998, p.83-100.

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carregamentos variáveis sobre o revestimento, tendo origens na ação do vento e na variação de temperatura; movimentos devido à umidade, causados por retração na secagem, mudanças de volume devido à entrada e a saída de água do interior de elementos construtivos de base cimentícia e expansão por umidade provocada pela entrada de água em materiais porosos, como as placas cerâmicas; movimentações devido à deformação estrutural do tipo elástica, provocada pela ação do peso próprio e das sobrecargas permanentes sobre a estrutura, e deformação lenta ao longo do tempo (fluência); e movimentações devido a recalques de fundação.

Nos revestimentos cerâmicos têm sido observados, também, outros tipos de patologias como gretamento, trincas e fissuras. Trincas são entendidas como ruptura total da peça ou separação de suas partes, com dimensões superiores a 1,00 mm. O gretamento e a fissuração são caracterizados pela ruptura parcial do revestimento com aberturas inferiores a 1,00 mm.

Suas manifestações podem ser de forma desordenada, em qualquer direção, horizontal, vertical e ou diagonal. Trincas e fissuras são mais freqüentes nos primeiros e últimos pavimentos, possivelmente é resultado da falta de especificação das juntas de movimentação e detalhes construtivos adequado para as solicitações impostas a esses pavimentos.

As causas mais prováveis desses problemas patológicos seriam:

Dilatação e retração do componente cerâmico devido à variação térmica ou de umidade no mesmo que provocam um estado de tensões internas que propiciam o aparecimento destas patologias;

Com o aumento progressivo de carregamento da estrutura esta se deforma, provocando tensões na alvenaria que nem sempre são totalmente absorvidas, sendo então distribuídas, pelo menos em parte, para o revestimento que por sua vez podem não suportar esses esforços podendo não só fissurar ou trincar, como também serem descolado da sua base.

Ausência de vergas e contravergas nas aberturas das janelas e portas, de pingadeiras nas janelas e platibandas e as juntas de movimentação dos revestimentos, provocando assim o surgimento de tensões excessivas tendo como conseqüências trincas e possíveis filtrações.

Retração da argamassa convencional empregada para o assentamento do revestimento cerâmico durante sua secagem em que ocorre um efeito “beliscão” na peça, gerando tensões de tração, favorecendo o aparecimento de fissuras ou trincas. Este efeito ocorre principalmente ao uso da argamassa convencional, sendo largamente substituída pela argamassa colante cuja característica fundamental é o poder de retenção de água.

Assim como na medicina, em que se determina o tipo de doença pelos seus sintomas, ou seja, determina o diagnóstico da patologia, na engenharia também se determina que tipo de patologia afeta a construção através de sua manifestação a fim de chegar à origem do defeito e corrigi-lo.

Deve-se estabelecer mecanismos, ou formas alternativas, de correção ou de manutenção, em seguida adotar a forma mais adequada de prevenção do problema, elaborando para tal fim projetos de revestimento de fachada com novas escolhas de materiais bem como o domínio de sua tecnologia e técnicas construtivas adequadas.

6. PATOLOGIAS EM REVESTIMENTO DE PINTURA

No caso de revestimento de pintura, deve-se, também, tomar os devidos cuidados para evitar falhas e futuros problemas patológicos. Podendo ser aplicado em qualquer tipo de substrato, à base de cimento, madeira e outros, deve-se, antes de revestí-lo com pintura, verificar se sua superfície está lixada e limpa, sem qualquer tipo de poeira e outro tipo de contaminação, ou

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seja, tem que haver uma preparação da base que irá receber a pintura, a qual poderá ser tinta látex (PVA), acrílica, esmalte, óleo, à base de cal, verniz e outros.

Na preparação do substrato à base de cimento, como alvenaria e concreto, é importante atentar para as camadas anteriores à pintura, como o reboco ou emboço, que devem ser devidamente curados, sendo necessário no mínimo 28 dias, evitando assim o destacamento da pintura juntamente com o reboco ou aparecimento de bolhas na pintura.

As infiltrações de água são as causas mais freqüentes da deterioração das pinturas causando descascamentos, destacamentos, bolhas, manchas etc. É importante verificar se há pontos de umidade ou vazamentos que podem ser devido às infiltrações pelo solo ou tubulações que estejam com falhas em suas instalações, às áreas que não foram devidamente impermeabilizadas como jardineiras e lajes sem telhados expostas ao tempo, às impermeabilizações desgastadas, infiltrações em banheiros e cozinhas devido ao desgaste da argamassa de rejunte por serem áreas em contato direto com água ou umidade, dentre outros.

Para a recuperação do revestimento sobre alvenaria ou concreto em que houve infiltrações, após estas serem sanadas, deve-se aplicar um produto que tenha a propriedade de unir as partículas soltas, como o fundo preparador de paredes acrílico sempre diluído na proporção adequada prevista na própria embalagem.

Quando a base for reboco ou concreto, por serem superfícies porosas, as mesmas têm a característica de absorver muita tinta e de forma irregular, provocando manchas pela diferença de absorção tornando assim necessária a aplicação de seladores antes da pintura que visam à regularização e uniformização da absorção da tinta, à melhoria e economia do acabamento.

Por razões estéticas e para correções de pequenas imperfeições pode ser feito o emassamento total da superfície a receber pintura com massa acrílica para ambientes exteriores e à base de PVA, em superfícies interiores, com camadas finas visando perfeita cobertura e secagem. Antes da aplicação da tinta deve-se lixar e limpar a superfície com pano úmido.

Geralmente o aparecimento de bolhas em paredes externas é devido ao uso de massa corrida PVA e não a acrílica como recomendado. Nesse caso deve ser removida a massa PVA logo após ser aplicado uma demão de fundo preparador diluído e corrigir os defeitos com a massa corrida acrílica em seguida repintar a superfície. Em paredes internas podem ocorrer quando após o lixamento não foi removido totalmente o pó da parede ou a tinta não foi devidamente diluída.

Ocorre o enrugamento da pintura quando é utilizada excessiva quantidade de tinta, seja em uma demão, seja em várias demãos sem aguardar o intervalo de tempo necessário entre estas, ou até mesmo por causa de altas temperaturas no momento da pintura.

Quando o problema é de descascamento da pintura em alvenaria pode ser devido à má diluição da primeira demão de pintura sobre o reboco, superfície com poeira ou à aplicação da tinta sobre caiação, sem preparação da superfície. A cal não tem boa aderência com a superfície constituindo uma camada cheia de pó, deixando assim a tinta que foi aplicada sobre caiação sujeita a descascar-se. Devendo antes de pintar sobre caiação, remover as partes não aderidas, logo após aplicar um fundo preparador para receber a tinta.

No caso de manchas em pintura podem ser provenientes de mofo, saponificação, eflorescências, pingos de chuva, ou da poluição urbana sobre fachadas que não recebem manutenção. As provenientes de mofo são escuras ocorrendo em ambientes úmidos, mal iluminados e mal ventilados, visto que esses ambientes são favoráveis à proliferação de seres vivos que causam esse tipo de patologia.

Saponificação é identificada quando as manchas sobre a pintura têm superfícies pegajosas podendo até escorrer óleo. Esse problema é causado pela reação da alcalinidade da cal e do cimento que compõe o reboco, em presença de certo grau de umidade, com a acidez de alguns

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tipos de resina. Contudo para evitar esse tipo de patologia deve-se esperar os 28 dias necessários para a cura e secagem do reboco. Outro caso de patologia de pintura devido a esta ser aplicada sobre reboco úmido, é o das manchas esbranquiçadas, conhecidas como eflorescências.

Manchas de pintura também podem ser ocasionadas por causa de pingos de chuva isolados em paredes recém-pintadas, que trazem para suas superfícies materiais solúveis de tinta capazes de manchá-las. No entanto esse tipo de mancha não ocorre se cair realmente uma chuva. Esse caso pode ser solucionado com lavagem da parede com água sem esfregar. Recomenda-se não pintar em tempos chuvosos, com grande umidade relativa do ar ou em dias com ocorrência de ventos fortes.

Podem ocorrer ainda trincas em paredes que de um modo geral são devidas às movimentações da estrutura. As mais finas ou fissuras, rasas e sem continuidade, podem ser provocadas por falta de tempo suficiente de hidratação da cal antes da aplicação de reboco ou camada muito grossa da Massa Fina. Para solucionar esse problema as trincas devem ser abertas com ferramentas adequadas, eliminar toda poeira com pano úmido, após sua secagem aplicar o fundo recomendado para tal superfície, emassa-la com massa acrílica ou PVA, de acordo com cada ambiente, e em seguida repintar com a tinta devidamente diluída.

No caso da madeira, como dito anteriormente, também deve haver uma preparação da sua superfície antes da tinta de cobertura. Muitos tipos de madeira eliminam resinas internas causando manchas durante e após a pintura ou envernizamento o que pode ser evitado com a

aplicação de solvente. Essa aplicação deve se repetir quantas vezes necessárias até a eliminação total da resina no interior da madeira, ou seja, quando não houver o aparecimento das manchas na madeira. Contudo deve-se ainda aplicar o fundo para madeira, estando assim preparada para receber a pintura de cobertura não esquecendo de lixar corretamente e limpar a superfície com pano umedecido esperando o tempo necessário de secagem antes da etapa final

de revestimento a fim de evitar o aparecimento de patologias.

Trincas e má aderência em madeira geralmente são provocadas pela aplicação de massa corrida PVA para correção de alguns defeitos da própria madeira, por exemplo, em portas, os quais devem ser corrigidos com massa óleo.

Nos casos em que houver utilização de soda cáustica para remoção de pintura em madeira, antes de repintar deve ser eliminado todo vestígio da soda cáustica lavando com bastante água e aguardando a secagem total da mesma, evitando assim manchas na madeira.

7. MAPEAMENTO DAS PATOLOGIAS

Foi feito um mapeamento da cidade de Salvador, com o objetivo de fazer um levantamento fotográfico da situação atual dos revestimentos de fachadas dos edifícios. A área escolhida para ser visitada é a apresentada (hachuriada em vermelho) na Figura 1.

A região escolhida é delimitada ao sul pela orla de Salvador, da Barra até Costa Azul, e ao

norte pelas Avenidas do Vale do Canela, Vasco da Gama, Juracy Magalhães Jr. E ACM. Essa escolha foi devida, principalmente, que é nessa área que se concentra a maioria dos prédios altos (acima de 8 pavimentos) e com mais variações de revestimentos de fachada, principalmente os cerâmicos. Os bairros visitados foram: Amaralina, Barra, Campo Grande, Caminho das Árvores, Canela, Federação, Graça, Itaigara, Jardim Apipema, Ondina, Rio Vermelho, Pituba e Vitória.

Houve uma investigação e caracterização das patologias para, posteriormente, realizar a análise das causas que teriam originado tais manifestações e encontrar meios adequados de corrigi-las e de prevenção das mesmas.

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10 Figura 1 – Área de Salvador onde foi feito o levantamento fotográfico das patologias. 7.1.

Figura 1 – Área de Salvador onde foi feito o levantamento fotográfico das patologias.

7.1. Levantamento Fotográfico

Para o levantamento fotográfico foi adotado o seguinte procedimento:

Escolhia-se o bairro;

Dirigia-se, de carro, pelas ruas principais do bairro, observando as fachadas dos edifícios;

Fotografavam-se as patologias que iam sendo percebidas.

No Anexo B se encontram todos os mapas com os roteiros executados. A seguir serão descritas as observações feitas nos bairros visitados e apresentadas algumas das fotos das patologias registradas.

FEDERAÇÃO

Na Federação, foram observados prédios de 3 a 8 pavimentos com manchas de pintura bastante escuras, quase que em sua totalidade, eflorescências, descolamento de pastilhas cerâmicas localizado próximo a janelas (abaixo ou acima) e descolamento de pintura. As Figuras 2 a 13 apresentam algumas das patologias registradas.

2 a 13 apresentam algumas das patologias registradas. Figura 2 – Fachada em pastilha com sujeiras

Figura 2 – Fachada em pastilha com sujeiras e descolamento.

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11 Figura 3 – Fachada em pastilha com sujeiras e descolamento. Figura 4 – Fachada em

Figura 3 – Fachada em pastilha com sujeiras e descolamento.

3 – Fachada em pastilha com sujeiras e descolamento. Figura 4 – Fachada em pintura com

Figura 4 – Fachada em pintura com craqueamento.

Figura 4 – Fachada em pintura com craqueamento. Figura 5 – Fachada em pintura com craqueamento.

Figura 5 – Fachada em pintura com craqueamento.

com craqueamento. Figura 5 – Fachada em pintura com craqueamento. Figura 6 – Fachada em pastilha
com craqueamento. Figura 5 – Fachada em pintura com craqueamento. Figura 6 – Fachada em pastilha

Figura 6 – Fachada em pastilha com eflorescências.

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12 Figura 7 – Fachada em pintura com manchas. Figura 8 – Fachada em pintura com
12 Figura 7 – Fachada em pintura com manchas. Figura 8 – Fachada em pintura com

Figura 7 – Fachada em pintura com manchas.

12 Figura 7 – Fachada em pintura com manchas. Figura 8 – Fachada em pintura com
12 Figura 7 – Fachada em pintura com manchas. Figura 8 – Fachada em pintura com

Figura 8 – Fachada em pintura com manchas e fissuras tipo mapa.

8 – Fachada em pintura com manchas e fissuras tipo mapa. Figura 9 – Fachada em
8 – Fachada em pintura com manchas e fissuras tipo mapa. Figura 9 – Fachada em

Figura 9 – Fachada em pintura com manchas e fissuras tipo mapa.

9 – Fachada em pintura com manchas e fissuras tipo mapa. Figura 10 – Fachada em
9 – Fachada em pintura com manchas e fissuras tipo mapa. Figura 10 – Fachada em

Figura 10 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

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13 Figura 11 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 12 – Fachada
13 Figura 11 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 12 – Fachada

Figura 11 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

11 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 12 – Fachada em cerâmica

Figura 12 – Fachada em cerâmica e pintura, prédio novo, com manchas.

Fachada em cerâmica e pintura, prédio novo, com manchas. Figura 13 – Fachada em pintura com
Fachada em cerâmica e pintura, prédio novo, com manchas. Figura 13 – Fachada em pintura com

Figura 13 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

Percebe-se que a grande maioria dos problemas observados é decorrente da falta de manutenção dos prédios. Nos fachadas dos prédios com manchas e sujeira, nota-se que os mesmos são prédios antigos os quais não têm tido nenhum tipo de manutenção.

Nas fachadas dos edifícios com descascamento de pintura, eles podem ter ocorrido devido à má diluição da primeira demão de pintura sobre o reboco, superfície com poeira ou à aplicação da tinta sobre caiação, sem preparação da superfície. As infiltrações de água são as causas mais freqüentes da deterioração das pinturas causando descascamentos, bolhas e manchas. O aparecimento de bolhas em paredes externas, normalmente, é devido ao uso de massa corrida PVA e não a acrílica, ou à aplicação da pintura em reboco e/ou emboço.

As eflorescências na pintura são caracterizadas por manchas esbranquiçadas. Esse tipo de patologia pode ser devido à aplicação da pintura sobre reboco úmido.

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Os problemas patológicos das trincas, por sua vez, de um modo geral, são devidos às movimentações da estrutura. As fissuras, as mais finas, rasas e sem continuidade, podem ser provocadas por falta de tempo suficiente de hidratação da cal antes da aplicação de reboco ou camada muito grossa da massa fina.

GRAÇA

No bairro da Graça, em edifícios com até 8 pavimentos, foram observadas as mesmas patologias que as citadas para a Federação: manchas de pintura bastante escuras, quase que em sua totalidade, eflorescências, descolamento de pastilhas cerâmicas localizado próximo a janelas (abaixo ou acima) e descolamento de pintura. Para alguns prédios mais altos, em que as manifestações patológicas não foram muito diferentes, nota-se que houve reforma em algumas das fachadas. Em alguns casos, foram feitas pinturas sobre os revestimentos de pastilha. As Figuras 14 a 31 apresentam algumas das patologias registradas.

14 a 31 apresentam algumas das patologias registradas. Figura 14 – Fachada em pastilha com sujeiras
14 a 31 apresentam algumas das patologias registradas. Figura 14 – Fachada em pastilha com sujeiras

Figura 14 – Fachada em pastilha com sujeiras e descolamento.

Figura 15 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e trincas.

15 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e trincas. Figura 16 – Fachada em pintura
15 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e trincas. Figura 16 – Fachada em pintura
15 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e trincas. Figura 16 – Fachada em pintura

Figura 16 – Fachada em pintura e pastilha com sujeiras e descolamento.

Fachada em pintura e pastilha com sujeiras e descolamento. Figura 17 – Fachada em pastilha com
Fachada em pintura e pastilha com sujeiras e descolamento. Figura 17 – Fachada em pastilha com

Figura 17 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento.

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Figura 18 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento. Figura 19 – Fachada em
Figura 18 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento.
Figura 19 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.
Figura 20 – Fachada em pintura com manchas e fissuras no último pavimento.

Figura 21 – Fachada em pastilha e pintura com descolamento, manchas e fissuras.

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16 Figura 22 – Fachada em pastilha com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 23 –

Figura 22 – Fachada em pastilha com descolamento, fissuras e cores diferentes.

em pastilha com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 23 – Fachada em revestimento cerâmico e
em pastilha com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 23 – Fachada em revestimento cerâmico e

Figura 23 – Fachada em revestimento cerâmico e mármore com descolamento.

em revestimento cerâmico e mármore com descolamento. Figura 24 – Fachada em pastilha com fissuras. Figura
em revestimento cerâmico e mármore com descolamento. Figura 24 – Fachada em pastilha com fissuras. Figura

Figura 24 – Fachada em pastilha com fissuras.

com descolamento. Figura 24 – Fachada em pastilha com fissuras. Figura 25 – Fachada em pastilha
com descolamento. Figura 24 – Fachada em pastilha com fissuras. Figura 25 – Fachada em pastilha

Figura 25 – Fachada em pastilha coberta com pintura.

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17 Figura 26 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 27 – Fachada

Figura 26 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

26 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 27 – Fachada com tonalid
26 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 27 – Fachada com tonalid

Figura 27 – Fachada com tonalidade diferente (caixa de ar-condicionado).

com tonalid ade diferente (caixa de ar-condicionado). Figura 28 – Fachada em revestimen to cerâmico com

Figura 28 – Fachada em revestimento cerâmico com eflorescência.

– Fachada em revestimen to cerâmico com eflorescência. Figura 29 – Fachada em pintura vermelha já
– Fachada em revestimen to cerâmico com eflorescência. Figura 29 – Fachada em pintura vermelha já

Figura 29 – Fachada em pintura vermelha já desbotada.

Figura 29 – Fachada em pintura vermelha já desbotada. Figura 30 – Fachada em revestimen to
Figura 29 – Fachada em pintura vermelha já desbotada. Figura 30 – Fachada em revestimen to

Figura 30 – Fachada em revestimento cerâmico com eflorescência.

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18 Figura 31 – Fachada em pastilha com fissuras e eflorescências. Percebe-se, assim como na Federação,
18 Figura 31 – Fachada em pastilha com fissuras e eflorescências. Percebe-se, assim como na Federação,

Figura 31 – Fachada em pastilha com fissuras e eflorescências.

Percebe-se, assim como na Federação, que uma grande parte dos problemas observados é decorrente da falta de manutenção dos prédios. Além dessas, foram observados alguns erros de execução de pastilhas mal coladas.

Foram observados, também, destacamento de cerâmica e mancha nos mármores. É importante ressaltar que as cerâmicas de cor escura apresentam uma propensão maior ao destacamento do que as de cor clara, já que absorvem mais o calor.

CAMPO GRANDE, VITÓRIA, CANELA E AVENIDA SETE

Nos bairros Canela, Campo Grande e Vitória os prédios apresentaram as mesmas patologias citadas anteriormente e algumas fissuras na pintura de um prédio localizado na Rua Artur Neiva. Na Avenida Sete, como a grande maioria dos prédios é muito antiga, o principal problema é a existência de manchas e de sujeira nas fachadas, que são compostas ou de pintura ou de revestimento em pastilhas. As Figuras 32 a 47 apresentam algumas das patologias registradas.

32 a 47 apresentam algumas das patologias registradas. Figura 32 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 32 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

32 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 33 – Fachada em pintura
32 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 33 – Fachada em pintura

Figura 33 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e trincas.

33 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e trincas. Figura 34 – Fachada em pintura

Figura 34 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e destacamento.

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19 Figura 35 – Fachada em pintura e pastilha com manchas, fissuras e sujeira. Figura 36

Figura 35 – Fachada em pintura e pastilha com manchas, fissuras e sujeira.

em pintura e pastilha com manchas, fissuras e sujeira. Figura 36 – Fachada em pintura com
em pintura e pastilha com manchas, fissuras e sujeira. Figura 36 – Fachada em pintura com

Figura 36 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e destacamento.

Fachada em pintura com manchas, fissuras e destacamento. Figura 37 – Fachada em cerâmica e pintura

Figura 37 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento.

cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento. Figura 38 – Fachada em pastilh a com
cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento. Figura 38 – Fachada em pastilh a com

Figura 38 – Fachada em pastilha com sujeira e destacamento.

38 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 39 – Fachada em pintura

Figura 39 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

Figura 39 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 40 – Fachada em pintura

Figura 40 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

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20 Figura 41 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 42 – Fachada em
20 Figura 41 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 42 – Fachada em

Figura 41 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

20 Figura 41 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 42 – Fachada em

Figura 42 – Fachada em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes.

e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 44 – Fachadas em pastilha e pintura

Figura 44 – Fachadas em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes.

e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 46 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 46 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

46 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras. Figura 43 – Fachada em pastilha

Figura 43 – Fachada em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes.

e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 45 – Fachadas em pastilha e pintura

Figura 45 – Fachadas em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes.

e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 47 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 47 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

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Além de manchas, as fachadas dos edifícios apresentam fissuras e descascamento de pintura.

BARRA

As edificações da Barra apresentam características bem parecidas com as do Canela e as da Federação, onde a maioria dos prédios tem fachadas em pintura ou pastilhas. As Figuras 48 a 75 apresentam algumas das patologias registradas.

48 a 75 apresentam algumas das patologias registradas. Figura 48 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 48 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

48 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 49 – Fachada em pintura
48 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 49 – Fachada em pintura

Figura 49 – Fachada em pintura com manchas e sujeira.

Figura 49 – Fachada em pintura com manchas e sujeira. Figura 50 – Fachada em pintura

Figura 50 – Fachada em pintura e cerâmica com mancha, sujeira e destacamento.

em pintura e cerâmi ca com mancha, sujeira e destacamento. Figura 51 – Fachada em pintura

Figura 51 – Fachada em pintura e pastilha com manchas, fissuras, destacamento e sujeira.

e pastilha com manchas, fissuras, destacamento e sujeira. Figura 52 – Fachada em cerâmica com eflorescência.
e pastilha com manchas, fissuras, destacamento e sujeira. Figura 52 – Fachada em cerâmica com eflorescência.

Figura 52 – Fachada em cerâmica com eflorescência.

Figura 52 – Fachada em cerâmica com eflorescência. Figura 53 – Fachada em cerâmica e pintura

Figura 53 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento.

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22 Figura 54 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 55 – Fachada
22 Figura 54 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 55 – Fachada

Figura 54 – Fachada em pastilha com sujeira e destacamento.

54 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 55 – Fachada em pintura

Figura 55 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

Figura 55 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 56 – Fachada em pintura

Figura 56 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

Figura 56 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 57 – Fachada em cerâmica

Figura 57 – Fachada em cerâmica com destacamento.

Figura 57 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 58 – Fachada em pastilha e pintura

Figura 58 – Fachada em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e manchas.

em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e manchas. Figura 59 – Fachada em cerâmica com

Figura 59 – Fachada em cerâmica com eflorescência.

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23 Figura 60 – Fachadas em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura

Figura 60 – Fachadas em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes.

e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 61 – Fachadas em cerâmica e pintura

Figura 61 – Fachadas em cerâmica e pintura com manchas e sujeira.

– Fachadas em cerâmica e pintura com manchas e sujeira. Figura 62 – Fachada em pastilha

Figura 62 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento.

62 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento. Figura 64 – Fachada em pastilha com

Figura 64 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento.

64 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento. Figura 63 – Fachada em pintura e

Figura 63 – Fachada em pintura e pastilha com manchas, descolamento, sujeira e fissuras.

e pastilha com manchas, descolamento, sujeira e fissuras. Figura 65 – Fachada em pastilha com sujeira

Figura 65 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento.

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24 Figura 66 – Fachada em pintura com fissuras e com tonalidades diferentes. Figura 67 –

Figura 66 – Fachada em pintura com fissuras e com tonalidades diferentes.

em pintura com fissuras e com tonalidades diferentes. Figura 67 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 67 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

67 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 68 – Fachada em pastilha

Figura 68 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento.

68 – Fachada em pastilha com sujeira e descolamento. Figura 70 – Fachada em pintura com

Figura 70 – Fachada em pintura com descascamento.

Figura 70 – Fachada em pintura com descascamento. Figura 69 – Fachada em pastilha com descolamento

Figura 69 – Fachada em pastilha com descolamento e reparos com outro material.

em pastilha com descolamento e reparos com outro material. Fi gura 71 – Fachada em pintura

Figura 71 – Fachada em pintura com sujeira e manchas.

Fi gura 71 – Fachada em pintura com sujeira e manchas. Figura 72 – Fachada em

Figura 72 – Fachada em pastilha com destacamento, sujeira e manchas.

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25 Figura 73 – Fachada em pastilha com destacamento, sujeira e manchas. Figura 74 – Fachada
25 Figura 73 – Fachada em pastilha com destacamento, sujeira e manchas. Figura 74 – Fachada

Figura 73 – Fachada em pastilha com destacamento, sujeira e manchas.

Fachada em pastilha com destacamento, sujeira e manchas. Figura 74 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 74 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira.

74 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 75 – Fachada em pintura

Figura 75 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira.

AVENIDA CENTENÁRIO

As Figuras 76 a 80 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 76 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras
as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 76 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras

Figura 76 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

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26 Figura 77 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 79 – Fachadas

Figura 77 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira.

77 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 79 – Fachadas em pintura

Figura 79 – Fachadas em pintura com manchas, fissuras e sujeira.

79 – Fachadas em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 78 – Fachadas em pintura

Figura 78 – Fachadas em pintura e cerâmica com manchas, sujeira e fissuras.

em pintura e cerâmica com manchas, sujeira e fissuras. Figura 80 – Fachada em pintura com

Figura 80 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

ONDINA

As Figuras 81 a 96 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 81 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras
as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 81 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras

Figura 81 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

81 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 82 – Fachada em pintura
81 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 82 – Fachada em pintura

Figura 82 – Fachada em pintura e cerâmica com mancha, fissuras e tonalidades diferentes.

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27 Figura 83 – Fachada em cerâmica com tonalidades diferentes. Figura 84 – Fachadas em cerâmica
27 Figura 83 – Fachada em cerâmica com tonalidades diferentes. Figura 84 – Fachadas em cerâmica

Figura 83 – Fachada em cerâmica com tonalidades diferentes.

83 – Fachada em cerâmica com tonalidades diferentes. Figura 84 – Fachadas em cerâmica e pintura

Figura 84 – Fachadas em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e manchas.

em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e manchas. Figura 85 – Fachada em pintura com

Figura 85 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras e descascamento.

Fachada em pintura com sujeira, fissuras e descascamento. Figura 86 – Fachada em pintura com suje
Fachada em pintura com sujeira, fissuras e descascamento. Figura 86 – Fachada em pintura com suje

Figura 86 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras, manchas e destacamento.

em pintura com suje ira, fissuras, manchas e destacamento. Figura 87 – Fachada em pastilha coberta

Figura 87 – Fachada em pastilha coberta com pintura.

Figura 87 – Fachada em pastilha coberta com pintura. Figura 88 – Fachada em pintura com

Figura 88 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

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28 Figura 89 – Fachada em pintura com fissuras. Figura 91 – Fachada em pastilha e

Figura 89 – Fachada em pintura com fissuras.

28 Figura 89 – Fachada em pintura com fissuras. Figura 91 – Fachada em pastilha e

Figura 91 – Fachada em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e manchas.

em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e manchas. Figura 90 – Fachada em pintura com

Figura 90 – Fachada em pintura com manchas.

e manchas. Figura 90 – Fachada em pintura com manchas. Figura 92 – Fachada em cerâmica

Figura 92 – Fachada em cerâmica com manchas, destacamentos e tonalidades diferentes.

com manchas, destacamentos e tonalidades diferentes. Figura 93 – Fachada em cerâmica com desc olamento,
com manchas, destacamentos e tonalidades diferentes. Figura 93 – Fachada em cerâmica com desc olamento,

Figura 93 – Fachada em cerâmica com descolamento, fissuras e eflorescência.

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29 Figura 94 – Fachada em pintura com fissuras, sujeira e manchas. Figura 95 – Fachada

Figura 94 – Fachada em pintura com fissuras, sujeira e manchas.

94 – Fachada em pintura com fissuras, sujeira e manchas. Figura 95 – Fachada em pastilha
94 – Fachada em pintura com fissuras, sujeira e manchas. Figura 95 – Fachada em pastilha

Figura 95 – Fachada em pastilha com eflorescência.

Figura 95 – Fachada em pastilha com eflorescência. Figura 96 – Fachada em cerâmica com destacamento.

Figura 96 – Fachada em cerâmica com destacamento.

GARIBALDI, VASCO DA GAMA E VALE DO CANELA

As Figuras 97 a 104 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 97 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras

Figura 97 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

97 – Fachada em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 98 – Fachadas em pintura

Figura 98 – Fachadas em pintura e cerâmica com manchas e sujeira.

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30 Figura 99 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 100 – Fachada
30 Figura 99 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 100 – Fachada

Figura 99 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

99 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 100 – Fachada em pintura

Figura 100 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira.

100 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 101 – Fachada em pintura
100 – Fachada em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 101 – Fachada em pintura

Figura 101 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

101 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras. Figura 102 – Fachada em cerâmica

Figura 102 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras, descolamento e eflorescência. Percebem-se aberturas na lateral para a colocação de ventiladores.

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31 Figura 103 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 104 – Fachada
31 Figura 103 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 104 – Fachada

Figura 103 – Fachada em pastilha com sujeira e destacamento.

103 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 104 – Fachada em pintura
103 – Fachada em pastilh a com sujeira e destacamento. Figura 104 – Fachada em pintura

Figura 104 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

ORLA 1: ONDINA, AMARALINA, RIO VERMELHO E PITUBA

As Figuras 105 a 122 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 105 – Fachada em pintura e cerâmica com

Figura 105 – Fachada em pintura e cerâmica com manchas, sujeiras e fissuras.

em pintura e cerâmica com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 106 – Fachada em pintura com
em pintura e cerâmica com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 106 – Fachada em pintura com

Figura 106 – Fachada em pintura com manchas e sujeira.

Figura 106 – Fachada em pintura com manchas e sujeira. Figura 107 – Fachada em pintura

Figura 107 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

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32 Figura 108 – Fachada em pintura e cerâmica com manchas, fissuras, destacamento e sujeira. Figura
32 Figura 108 – Fachada em pintura e cerâmica com manchas, fissuras, destacamento e sujeira. Figura

Figura 108 – Fachada em pintura e cerâmica com manchas, fissuras, destacamento e sujeira.

e cerâmica com manchas, fissuras, destacamento e sujeira. Figura 109 – Fachada em pintura com sujeira,

Figura 109 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras e manchas.

109 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras e manchas. Figura 110 – Fachada em pintura

Figura 110 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras e manchas.

110 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras e manchas. Figura 111 – Fachada em cerâmica
110 – Fachada em pintura com sujeira, fissuras e manchas. Figura 111 – Fachada em cerâmica

Figura 111 – Fachada em cerâmica com eflorescência, gretamento e destacamento.

em cerâmica com eflo rescência, gretamento e destacamento. Figura 112 – Fachada em pintura com manchas

Figura 112 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

Figura 112 – Fachada em pintura com manchas e fissuras. Figura 113 – Fachada em pintura

Figura 113 – Fachada em pintura com manchas e fissuras.

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33 Figura 114 – Fachada em pintura com descascamento, mancha e fissuras. Figura 115 – Fachada

Figura 114 – Fachada em pintura com descascamento, mancha e fissuras.

Fachada em pintura com descascamento, mancha e fissuras. Figura 115 – Fachada em cerâmica com destacamento,

Figura 115 – Fachada em cerâmica com destacamento, mancha e sujeira.

Fachada em cerâmica com destacamento, mancha e sujeira. Figura 116 – Fachada em cerâmica e pintura
Fachada em cerâmica com destacamento, mancha e sujeira. Figura 116 – Fachada em cerâmica e pintura

Figura 116 – Fachada em cerâmica e pintura com descolamento, fissuras e manchas.

em cerâmica e pintura com descolamento, fissuras e manchas. Figura 117 – Fachadas em pastilha e

Figura 117 – Fachadas em pastilha e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes.

e pintura com descolamento, fissuras e cores diferentes. Figura 118 – Fachadas em cerâmica e pintura

Figura 118 – Fachadas em cerâmica e pintura com manchas e sujeira.

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34 Figura 119 – Fachada em pintura com sujeira, mancha e fissuras. Figura 120 – Fachada

Figura 119 – Fachada em pintura com sujeira, mancha e fissuras.

119 – Fachada em pintura com sujeira, mancha e fissuras. Figura 120 – Fachada em pintura

Figura 120 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

120 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras. Figura 121 – Fachada em pintura

Figura 121 – Fachada em pintura com descascamento, sujeira e fissuras.

Fachada em pintura com descascamento, sujeira e fissuras. Figura 122 – Fachadas em cerâmica, pastilha e

Figura 122 – Fachadas em cerâmica, pastilha e pintura com sujeira, fissuras, manchas e descolamento.

ORLA 2: PITUBA, JARDIM DOS NAMORADOS E COSTA AZUL

As Figuras 123 a 127 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 123 – Fachada em cerâmica com sujeiras e
as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 123 – Fachada em cerâmica com sujeiras e

Figura 123 – Fachada em cerâmica com sujeiras e padronagens diferentes.

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35 Figura 124 – Fachada em pintura e cerâmica com mancha, sujeira e destacamento. Figura 126

Figura 124 – Fachada em pintura e cerâmica com mancha, sujeira e destacamento.

em pintura e cerâmica com mancha, sujeira e destacamento. Figura 126 – Fachada em pintura com

Figura 126 – Fachada em pintura com manchas, fissuras, e sujeira.

– Fachada em pintura com manchas, fissuras, e sujeira. Figura 125 – Fachada em pintura com

Figura 125 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

125 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 127 – Fachada em pintura

Figura 127 – Fachada em pintura com descascamento, mancha, sujeira e fissuras.

ITAIGARA E CAMINHO DAS ÁRVORES

As Figuras 128 a 143 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 128 – Fachadas em pintura com manchas, sujeiras

Figura 128 – Fachadas em pintura com manchas, sujeiras e fissuras.

128 – Fachadas em pintura com manchas, sujeiras e fissuras. Figura 129 – Fachadas em pintura

Figura 129 – Fachadas em pintura com manchas e sujeira.

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36 Figura 130 – Fachada em pintura e cerâmi ca com mancha, sujeira e destacamento. Figura
36 Figura 130 – Fachada em pintura e cerâmi ca com mancha, sujeira e destacamento. Figura

Figura 130 – Fachada em pintura e cerâmica com mancha, sujeira e destacamento.

em pintura e cerâmi ca com mancha, sujeira e destacamento. Figura 131 – Fachada em cerâmica
em pintura e cerâmi ca com mancha, sujeira e destacamento. Figura 131 – Fachada em cerâmica

Figura 131 – Fachada em cerâmica com destacamento.

Figura 131 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 132 – Fachada em cerâmica e pintura
Figura 131 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 132 – Fachada em cerâmica e pintura

Figura 132 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento.

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37 Figura 133 – Fachada em cerâmica e pintur a com sujeira, fissuras e destacamento. Figura
37 Figura 133 – Fachada em cerâmica e pintur a com sujeira, fissuras e destacamento. Figura

Figura 133 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e destacamento.

cerâmica e pintur a com sujeira, fissuras e destacamento. Figura 134 – Fachada em pintura com

Figura 134 – Fachada em pintura com descascamento, manchas e fissuras.

Fachada em pintura com descascamento, manchas e fissuras. Figura 135 – Fachada em cerâmica com destacamento.

Figura 135 – Fachada em cerâmica com destacamento.

Figura 135 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 136 – Fachada em cerâmica com destacamento

Figura 136 – Fachada em cerâmica com destacamento e fissuras.

136 – Fachada em cerâmica com destacamento e fissuras. Figura 137 – Fachada em cerâmica com

Figura 137 – Fachada em cerâmica com manchas, destacamento e tonalidades diferentes.

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38 Figura 138 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 139 – Fachadas em pintura com
38 Figura 138 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 139 – Fachadas em pintura com

Figura 138 – Fachada em cerâmica com destacamento.

38 Figura 138 – Fachada em cerâmica com destacamento. Figura 139 – Fachadas em pintura com

Figura 139 – Fachadas em pintura com manchas, fissuras e sujeira.

– Fachadas em pintura com manchas, fissuras e sujeira. Figura 141 – Fachada em pintura com

Figura 141 – Fachada em pintura com manchas, sujeira, fissuras e descascamento.

em pintura com manchas, sujeira, fissuras e descascamento. Figura 140 – Fachadas em cerâmica e pintura

Figura 140 – Fachadas em cerâmica e pintura com manchas e sujeira.

– Fachadas em cerâmica e pintura com manchas e sujeira. Figura 142 – Fachada em pintura

Figura 142 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

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39 Figura 143 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento. AVENIDAS LUCAIA,
39 Figura 143 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento. AVENIDAS LUCAIA,

Figura 143 – Fachada em cerâmica e pintura com sujeira, fissuras e descolamento.

AVENIDAS LUCAIA, ACM E MAGALHÃES NETO

As Figuras 144 a 154 apresentam as patologias de fachada registradas nesse bairro.

as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 144 – Fachada em pedra e vidro com
as patologias de fachada registradas nesse bairro. Figura 144 – Fachada em pedra e vidro com

Figura 144 – Fachada em pedra e vidro com descolamento, sujeiras e fissuras.

em pedra e vidro com descolamento, sujeiras e fissuras. Figura 145 – Fachada em pintura com

Figura 145 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

145 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras. Figura 146 – Fachada em pintura

Figura 146 – Fachada em pintura com mancha, sujeira e fissuras.

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40 Figura 147 – Fachada em pintura com manchas, fissuras, descascamento e sujeira. Figura 148 –

Figura 147 – Fachada em pintura com manchas, fissuras, descascamento e sujeira.

em pintura com manchas, fissuras, descascamento e sujeira. Figura 148 – Fachada em pintura com manchas,

Figura 148 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras.

148 – Fachada em pintura com manchas, sujeira e fissuras. Figura 149 – Fachada em cerâmica

Figura 149 – Fachada em cerâmica com sujeira, fissuras e descolamento.

Fachada em cerâmica com sujeira, fissuras e descolamento. Figura 150 – Fachada em cerâmica com mancha,

Figura 150 – Fachada em cerâmica com mancha, sujeira e destacamento.

Fachada em cerâmica com mancha, sujeira e destacamento. Figura 151 – Fachada em pintura com fissuras,

Figura 151 – Fachada em pintura com fissuras, sujeira e manchas.

151 – Fachada em pintura com fissuras, sujeira e manchas. Figura 152 – Fachada em pintura

Figura 152 – Fachada em pintura com mancha, fissuras, sujeira e destacamento.

41

41 Figura 153 – Fachada em cerâmica com eflorescência e fissuras. Figura 154 – Fachada em

Figura 153 – Fachada em cerâmica com eflorescência e fissuras.

153 – Fachada em cerâmica com eflorescência e fissuras. Figura 154 – Fachada em cerâmica e

Figura 154 – Fachada em cerâmica e pintura com manchas, fissuras e sujeira.

FACHADAS EM RECUPERAÇÃO E/ OU MANUTENÇÃO

Durante o levantamento fotográfico foram observadas várias fachadas em manutenção e/ ou recuperação. As Figuras 155 a 165 apresentam algumas dessas fachadas.

As Figuras 155 a 165 apresentam algumas dessas fachadas. Figura 155 – Fachada em recuperação. Figura

Figura 155 – Fachada em recuperação.

dessas fachadas. Figura 155 – Fachada em recuperação. Figura 157 – Fachada em recuperação. Figura 156

Figura 157 – Fachada em recuperação.

em recuperação. Figura 157 – Fachada em recuperação. Figura 156 – Fachada em recuperação. Figura 158

Figura 156 – Fachada em recuperação.

Figura 157 – Fachada em recuperação. Figura 156 – Fachada em recuperação. Figura 158 – Fachada

Figura 158 – Fachada em recuperação.

42

42 Figura 159 – Fachada em recuperação. Figura 160 – Fachada em recuperação. Figura 161 –
42 Figura 159 – Fachada em recuperação. Figura 160 – Fachada em recuperação. Figura 161 –

Figura 159 – Fachada em recuperação.

42 Figura 159 – Fachada em recuperação. Figura 160 – Fachada em recuperação. Figura 161 –
42 Figura 159 – Fachada em recuperação. Figura 160 – Fachada em recuperação. Figura 161 –

Figura 160 – Fachada em recuperação.

em recuperação. Figura 160 – Fachada em recuperação. Figura 161 – Fachada em recuperação. Figura 162

Figura 161 – Fachada em recuperação.

Figura 160 – Fachada em recuperação. Figura 161 – Fachada em recuperação. Figura 162 – Fachada

Figura 162 – Fachada em recuperação.

43

43 Figura 163 – Fachada em recuperação. Figura 164 – Fachada em recuperação. Figura 165 –

Figura 163 – Fachada em recuperação.

43 Figura 163 – Fachada em recuperação. Figura 164 – Fachada em recuperação. Figura 165 –

Figura 164 – Fachada em recuperação.

em recuperação. Figura 164 – Fachada em recuperação. Figura 165 – Fachada em recuperação. CONCLUSÕES DO
em recuperação. Figura 164 – Fachada em recuperação. Figura 165 – Fachada em recuperação. CONCLUSÕES DO

Figura 165 – Fachada em recuperação.

CONCLUSÕES DO LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO

De acordo com esse levantamento pôde-se observar que a maioria das fachadas que apresentam manifestações patológicas é de prédios antigos e em princípio, foi detectada que a causa principal dessas falhas é proveniente da falta de manutenção e não da execução. Os principais problemas registrados são:

Descolamento das pastilhas e das placas cerâmicas;

Manchas na pintura (microorganismos);

Sujeira;

Fissuração;

Eflorescências;

Destacamento da pintura;

Diferenças de tonalidades nas fachadas.

Focalizando as patologias em relação aos bairros analisados, constatou-se que:

Nos bairros Barra, Campo Grande, Canela, Federação e Graça, onde havia maior número de prédios antigos, a predominância do tipo de revestimento é de pintura e de pastilhas de 2x2cm. Nessa mesma amostra, a incidência de patologias como o ataque por microorganismos, o descascamento de pintura e o descolamento das pastilhas foram as mais significativas, sendo que o estágio avançado do quadro patológico se mostrava predominantemente por falta de manutenção. Com isso, fica difícil

44

identificar qualquer origem patológica devido à execução, visto que a falta de manutenção compromete toda a durabilidade do sistema de revestimento de fachada;

Nos bairros mais novos, Caminho das Árvores, Itaigara, Ondina e Pituba, a tipologia patológica acompanha a mudança dos revestimentos de fachada. O revestimento cerâmico predomina sobre o de pintura, encontrando-se também o revestimento misto (cerâmica + pintura). Nesses casos, os destacamentos do revestimento cerâmico podem ter ocorrido por problemas de execução, não só devido à idade das edificações, como também por não apresentarem evidências de falta de manutenção. Quanto aos revestimentos de pintura, pode se atribuir à qualidade das tintas os problemas observados, visto que a cidade de Salvador possui um clima quente e úmido propício para a proliferação de microorganismos.

Vale ressaltar que o sistema de revestimento de fachada é um subsistema do edifício que deve ser pensado e planejado antes de tomar as decisões finais para execução. Uma boa maneira de se cumprir essa recomendação é fazendo o projeto de revestimento de fachada, pois nele serão identificadas as prováveis patologias que poderiam ocorrer, e dessa formar evita-las ou minimiza-las.

Na cidade de Salvador, o clima quente e úmido predomina sobre todo o ano, deve-se, portanto, levar em consideração essa característica climática na definição do tipo de revestimento. Cores escuras fazem com que a durabilidade do revestimento de fachada seja menor. Em revestimentos de pintura, elas desbotam mais facilmente e faz-se então necessário uma atenção maior na sua manutenção. Em revestimentos cerâmicos, a absorção do calor é maior causando deformações significativas. A execução de dispositivos construtivos se torna necessário para dissipar as tensões causadas no revestimento, tais como: juntas de movimentação, pingadeiras, peitoris etc. A aderência pode ser também prejudicada se não houver cura adequada do chapisco. Outro cuidado a ser tomado para os revestimentos de pintura é na qualidade da tinta, pois é necessária uma dosagem maior de fungicidas e algicidas para combater os microorganismos.

Panos muito grandes de revestimento sem juntas de movimentação e/ou trabalho certamente serão vítimas de patologias. Fissuras, destacamentos e infiltrações serão incidências prováveis. As dimensões máximas de painéis de fachada são definidas por norma e devem ser atendidas. Essas recomendações devem-se ao fato da importância da capacidade de deformação das argamassas de fixação, dos rejuntes e dos materiais utilizados nas juntas de movimentação, e na dissipação das tensões originadas no substrato, evitando que elas se propaguem até as camadas exteriores dos revestimentos de fachada.

Resumindo, em relação ao levantamento fotográfico, pode-se concluir que:

A grande maioria das patologias observadas diz respeito à falta de manutenção das edificações;

Os bairros têm características próprias, relacionadas ao tipo de edificação e ao tipo de revestimento mais comuns;

As alterações e/ ou correções das fachadas, em muitos casos, ficam aparentes;

Há um grande número de edificações passando por reformas nas suas fachadas.

7.2. Pesquisa Junto às Construtoras

Na pesquisa feita com as construtoras de Salvador, foram respondidos dez (10) questionários, cujo modelo se encontra no Anexo A, como já informado anteriormente. A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos.

Tabela 1 – Resultados da pesquisa junto às construtoras.

1 Houve projeto de revestimento de fachada, porém, não foi seguido integralmente.

Houve projeto de revestimento?

 

Não

Não

Não

 

-----

 

Não

Sim

 

Não

   

Não

 

Sim 1

Não

Tempo para a

intervenção Imediato

             

----- 6 anos após a entrega

que

as fissuras

ocorriam

       

3 anos após a entrega

1 semana

1 semana

Nunca

30 dias

Imediato

-----

à medida

-----

 

Imediato

1 semana

Tempo de constatação

dos sintomas Durante a construção

a

após

ano

1

Até

entrega

obra após o término

2 meses

da

anos após a

5

a

entrega

2

De

 

entrega

após a a entrega

meses após

5 8 meses

8 meses após a entrega

-----

 

----- 3 anos após a entrega

2 anos após a entrega

-----

 

1 ano após a entrega

 

entrega

após a a entrega

anos após

2 3 anos

1 ano após a entrega

       

de

     

de

     

de

 

----- Formação de fissuras e trincas na argamassa

 

no

   

por

argamassa

argamassa

 

argamassa

 

trincas

causadas

 

----- Manchas de umidade com bolor

e

da cobertura

Fissuras na fachada

Patologia

Fissuras na argamassa

Destacamento

Fissuras no revestimento

na

trincas

Fissuras na e pintura

Manchas

Infiltrações Manchas na pintura

na

trincas

e

Fissuras

revestimento

-----

na

fissuras

e

Trincas

revestimento

revestimento

de

fissuras

de

Formação

revestimento cerâmico

de arestas

Descolamento

cor-de-rosa

Manchas

microorganismos

Tipo de Revestimento

Pintura

Cerâmico (pastilha)

Textura

revestimentoC

Textura

Pintura

Pintura

Cerâmico (pastilhas)

Cerâmico

 

Pintura

Cerâmico

 

Cerâmico (pastilha)

 

Cerâmico (pastilha)

Pintura

Obra Dados
Obra Dados
 

A

B

 

D

 

E

F

 

G

   

H

 

I

J

Pintura Obra Dados   A B   D   E F   G     H

46

As principais causas identificadas e as intervenções realizadas foram:

Obra A: As causas atribuídas às patologias dessa obra foram a deformação da estrutura (fissuras no último pavimento) e a má qualidade da argamassa industrializada (destacamento de pastilhas). As intervenções realizadas para sanar esses problemas foram o uso de telas de poliéster (pintura) e a troca de todo o revestimento cerâmico. Não houve reincidência das patologias.

2) Obra B: A causa atribuída à patologia foi o sub-dimensionamento das juntas de dilatação associada a um revestimento rígido. As intervenções realizadas foram o tratamento das juntas com massa flexível e a posterior recomposição da textura.

3) Obra C: A causa atribuída à patologia referente a manchas na pintura foi a presença de fungos devido ao aparecimento de fissuras. Não foi realizado nenhum tipo de intervenção.

4) Obra D: As causas atribuídas às patologias dessa obra foram a argamassa com traço ruim (infiltrações) e o uso de tintas de má qualidade (manchas na pintura). As intervenções realizadas foram o tratamento das fissuras e uma nova pintura. Embora a construtora tenha contratado uma empresa de tecnologia de fachada (revestimento), a argamassa foi mal produzida, com baixo teor de cimento, e a tinta escolhida (embora de fornecedor conhecido) foi de péssima qualidade. Houve o reaparecimento de fissuras, porém, em menor escala.

5) Obra E: A causa atribuída à patologia foi a deformação da estrutura do edifício (fissuras ocorreram nos dois últimos pavimentos). As intervenções realizadas para sanar o problema foi a abertura das fissuras e o tratamento com a utilização de telas e/ ou os produtos colantes flexíveis, tipo “selatrinca” ou similares. Não houve o reaparecimento dos sintomas.

1)

6)

Obra F: Não apresentou patologias.

7)

Obra G: As causas atribuídas às patologias foram a falta de manutenção preventiva por parte do condomínio, que só refez a pintura da fachada após seis (06) anos da entrega da obra, quando o recomendado é a cada dois (02) anos, e o comprimento inadequado das vergas e contra-vergas para atender à deformação da estrutura. As intervenções realizadas foram o tratamento das fissuras, pela construtora, e a nova pintura, realizada pelo condomínio. Não houve o reaparecimento do problema.

8) Obra H: A causa atribuída à patologia referente a fissuras e trincas na argamassa de revestimento foi a falha na aderência com o substrato. A intervenção realizada foi a retirada do selante antigo e a execução de nova selagem. Quanto à formação de fissuras e trincas no revestimento cerâmico, não foi identificada a causa, apenas recuperou-se o rejuntamento danificado. Em ambos os casos, não houve reaparecimento do sintoma nos locais recuperados, mas sim em outros locais diferentes. Vale ressaltar que foi usado selante à base de polissulfeto bicomponente, necessitando de mistura mecânica, o que não ocorreu. A fachada na qual as patologias apareceram mais prematuramente é poente, o que pode ter prejudicado a qualidade do emboço, tornando-o mais pulverulento, dificultando a aderência do selante das juntas, apesar de ter sido usado primer. Além disso, essa situação impunha aos pedreiros uma condição de trabalho desfavorável, devido à incidência do sol.

9) Obra I: As causas atribuídas às patologias foram a espessura exagerada do revestimento e a presença indevida de gesso, que foi verificada na amostra analisada da argamassa que foi coletada (descolamento de arestas), e a deformação da estrutura (fissuras na fachada da cobertura). As intervenções realizadas foram a recomposição do revestimento com orientação de consultor especializado e o reforço do substrato

47

com a utilização de telas. Houve o reaparecimento dos sintomas para a patologia referente às fissuras na fachada da cobertura.

10) Obra J: A causa atribuída à patologia foi o ataque por microorganismos (algas). As intervenções realizadas foram a limpeza da fachada com a posterior re-pintura.

8. CONCLUSÕES

Na pesquisa junto às construtoras, verificou-se que apenas duas delas tiveram projeto de revestimento de fachada, sendo que uma não o seguiu integralmente. A realização desse projeto por um profissional especializado ameniza a ocorrência das patologias, como indicou o resultado da pesquisa, pois a obra que o seguiu integralmente, não apresentou manifestações patológicas.

Outro fator importante identificado foi a qualidade de execução do revestimento de fachada. O fato de terceirizar esse serviço não garante a qualidade do mesmo, o que ocorreu em duas das obras analisadas. No intuito de evitar que esses problemas ocorressem novamente, uma das construtoras optou por treinar sua própria equipe sobre as etapas de execução de revestimentos de fachada. Além disso, promoveu a formação de um “encarregado de fachada” que recebeu treinamento específico sobre as etapas de execução da fachada e participou da elaboração do plano de ataque. A empresa criou, também, a figura do “conferencista da fachada” que fazia avaliações dos serviços executados após terem sido considerados concluídos pelo encarregado. Após um ano de serviços concluídos não apareceram solicitações de manutenção pelos clientes.

Muitas das patologias relatadas foram atribuídas à deformação das estruturas de concreto. Ultimamente, tem havido uma tendência de se construir estruturas cada vez mais esbeltas, e, conseqüentemente, mais deformáveis. Com isso deve-se pensar em prover a estrutura de dispositivos construtivos e de cuidados que evitem transmitir tensões exageradas tanto para as alvenarias de vedação como para os revestimentos. Dispositivos construtivos como a execução de vergas e contra-vergas, de tamanhos adequados, nos vãos de abertura das esquadrias, execução de pingadeiras e peitoris, encunhamento (aperto) das alvenarias com material e tempo adequados, e preocupação com a ligação da alvenaria com a estrutura de concreto. Cuidados como a cura intensiva dos elementos estruturais, tempos adequados de escoramento e re-escoramento, boa qualidade das fôrmas, e controle rigoroso do prumo e do nivelamento da estrutura.

Em vista do exposto pode-se afirmar que na maioria dos casos patológicos ocorridos nas obras pesquisadas, a causa principal é proveniente da falta de mão-de-obra qualificada ou na falta de projeto que auxilie na fase de revestimento de fachada. Nas empresas que desenvolveram projeto ou que promoveram treinamento para seus funcionários os resultados obtidos foram positivos.

Espera-se que as informações coletadas venham a complementar outros estudos de revestimentos de fachada, assim como propiciar subsídios ao aperfeiçoamento das técnicas de projeto e execução de revestimentos de fachadas de edifícios utilizados em Salvador.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos

de argamassas inorgânicas: terminologia – NBR 13529. Rio de Janeiro, 1995.

48

CAMPANTE, E. F. Metodologia de diagnóstico, recuperação e prevenção de manifestações

Patológicas em revestimentos cerâmicos de fachada. São Paulo, 2001. Tese doutorado

defendida na Universidade de São Paulo.

SILVA, A. S. R. da (2005) – Palestra na Semana de Argamassa.

YAZIGI, Walid. A Técnica de Edificar. Editora Pini.

www.sherwinwilliams.com.br, Orientações para procedimentos de pintura.

www.suvinil.com.br, Orientações para evitar falhas de pintura e problemas patológicos.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Argamassa colante

industrializada para assentamento de placas de cerâmica – especificação. NBR 14081.

Rio de Janeiro, 1998.

ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA

DE

NORMAS

TÉCNICAS.

Placa

cerâmica

para

revestimento: classificação – NBR 13817. Rio de Janeiro, 1997.

 

ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA

DE

NORMAS

TÉCNICAS.

Placa

cerâmica

para

revestimento: especificação e métodos de ensaio – NBR 13818. Rio de Janeiro, 1997.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos

de argamassas inorgânicas: classificação – NBR 13530. Rio de Janeiro, 1995.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos

de argamassas inorgânicas: especificação – NBR 13749. Rio de Janeiro, 1996.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Revestimentos de paredes e tetos

de argamassas inorgânicas: terminologia – NBR 13529. Rio de Janeiro, 1998.

BAÍA, L. L. M. & CAMPANTE, E. F. Projeto e execução de revestimento cerâmico. Coleção

Primeiros Passos da Qualidade no Canteiro de Obras. O nome da Rosa Editora Ltda.

São Paulo.

BAÍA, L. L. M. & SABBATINI, F. H. Projeto e execução de revestimento de argamassa.

Coleção Primeiros Passos da Qualidade no Canteiro de Obras. 2ed. O nome da Rosa

Editora Ltda. São Paulo. 2001.

FIORITO, A. J. S. I. Manual de argamassa e revestimentos: estudos e procedimentos de

execução. São Paulo: PINI, 1994.

49

SABBATINI, F. H. Tecnologia e projeto de revestimentos cerâmicos de fachadas de edifício.

BT/PCC/246. ISSN 0103-9830. São Paulo. 1999.

SABBATINI, F. H. Tecnologia de execução de revestimentos de argamassas. In: Simpósio de

Aplicação da Tecnologia do Concreto, 13. São Paulo.

THOMAZ, E. Trincas em edifícios: causas, prevenção e recuperação. PINI. São Paulo. 1989.

ANEXO A

Questionário

(não é necessária a identificação)

(não é necessária a identificação)

)

)

)

)

)

(

(

(

(

(

f) Destacamento de placas cerâmicas g) Manchas na pintura h) Eflorescência i) Gretamento (fissuras no esmalte cerâmico) j) Outros

QUESTIONÁRIO SOBRE PATOLOGIA DE REVESTIMENTOS DE FACHADA EM SALVADOR

Rocha ornamental

Outros

)

)

)

)

)

(

(

(

(

(

Formação de manchas de umidade, com desenvolvimento de bolor Formação de fissuras e trincas na argamassa de revestimento Descolamento entre a camada de reboco e emboço Formação de fissuras e trincas no revestimento cerâmico Descolamento da argamassa de revestimento

1. Quais as patologias ocorridas nos revestimentos de fachada da obra?

Textura

Pintura

Cerâmico

TIPO DE REVESTIMENTO:

ENTREGUE EM:

EMPRESA:

OBRA:

c)
d)

a)
b)

e)

REVESTIMENTO: ENTREGUE EM: EMPRESA: OBRA: c) d) a) b) e) Abrangência da pesquisa: Obras com idade
REVESTIMENTO: ENTREGUE EM: EMPRESA: OBRA: c) d) a) b) e) Abrangência da pesquisa: Obras com idade
REVESTIMENTO: ENTREGUE EM: EMPRESA: OBRA: c) d) a) b) e) Abrangência da pesquisa: Obras com idade
REVESTIMENTO: ENTREGUE EM: EMPRESA: OBRA: c) d) a) b) e) Abrangência da pesquisa: Obras com idade

Abrangência da pesquisa: Obras com idade máxima de 10 anos e altura mínima de 08 pavimentos.

) Após 05 anos da entrega

(

3)

) De 02 a 05 anos após a entrega

PATOLOGIAS

(

) Até 01 ano após a entrega

2)

(

) Durante a construção

1)

Ocorreram episódios de reaparecimento dos sintomas?

Quando foram constatados os sintomas pela primeira vez?

Quais foram as intervenções realizadas?

Uma vez identificado o problema, em quanto tempo foi feita a intervenção?

(

Estudou-se a causa da Patologia? Qual foi?

QUESTÕES

SUGESTÃO (Questão 2)

5.

4.

6.

3.

2.

Se SIM, o projeto foi seguido integralmente?

NÃO

SIM

Haveria possibilidade de se recordar de algum fato que esteja ligado ao aparecimento do problema?

Nesta obra, foi feito projeto de revestimento de fachada?

NÃO

Comentários:

SIM

8.

7.

ligado ao aparecimento do problema? Nesta obra, foi feito projeto de revestimento de fachada? NÃO Comentários:
ligado ao aparecimento do problema? Nesta obra, foi feito projeto de revestimento de fachada? NÃO Comentários:

ANEXO B

Mapas dos Roteiros

B -1

B -1 Figura 1 - Roteiro: Federação. Figura 2 - Roteiro: Graça. Figura 3 - Roteiro:

Figura 1 - Roteiro: Federação.

B -1 Figura 1 - Roteiro: Federação. Figura 2 - Roteiro: Graça. Figura 3 - Roteiro:

Figura 2 - Roteiro: Graça.

B -1 Figura 1 - Roteiro: Federação. Figura 2 - Roteiro: Graça. Figura 3 - Roteiro:

Figura 3 - Roteiro: Canela.

B -2

B -2 Figura 4 - Roteiro: Campo Grande e Vitória. Figura 5 - Roteiro: Barra 1.

Figura 4 - Roteiro: Campo Grande e Vitória.

B -2 Figura 4 - Roteiro: Campo Grande e Vitória. Figura 5 - Roteiro: Barra 1.

Figura 5 - Roteiro: Barra 1.

B -3

B -3 Figura 6 - Roteiro: Barra 2. Figura 7 – Roteiro: Avenida Centenário.

Figura 6 - Roteiro: Barra 2.

B -3 Figura 6 - Roteiro: Barra 2. Figura 7 – Roteiro: Avenida Centenário.

Figura 7 – Roteiro: Avenida Centenário.

B -4

B -4 Figura 8 – Roteiro: Ondina. Figura 9 – Roteiro: avenidas de vale 1 (Garibaldi,

Figura 8 – Roteiro: Ondina.

B -4 Figura 8 – Roteiro: Ondina. Figura 9 – Roteiro: avenidas de vale 1 (Garibaldi,

Figura 9 – Roteiro: avenidas de vale 1 (Garibaldi, Vasco da Gama e Vale do Canela).

de vale 1 (Garibaldi, Vasco da Gama e Vale do Canela). Figura 10 – Roteiro: Orla

Figura 10 – Roteiro: Orla 1 (Ondina, Amaralina, Rio Vermelho e Pituba).

B -5

B -5 Figura 11 – Roteiro: Pituba. Figura 12 – Roteiro: Itaigara e Caminho das Árvores.

Figura 11 – Roteiro: Pituba.

B -5 Figura 11 – Roteiro: Pituba. Figura 12 – Roteiro: Itaigara e Caminho das Árvores.

Figura 12 – Roteiro: Itaigara e Caminho das Árvores.

B -6

B -6 Figura 13 – Roteiro: avenidas de vale 2 (Lucaia, ACM e Magalhães Neto).

Figura 13 – Roteiro: avenidas de vale 2 (Lucaia, ACM e Magalhães Neto).