Introdução Esse texto tem a intenção de ser uma introdução para essa página que inicia seus trabalhos

hoje, dia 30 de junho, de 2012, por isso pretendo explicar um pouco a proposta. Acho que todos os interessados por essa página concordam comigo quando digo que é difícil acharmos bases para a criação literária hoje, bases no sentido de ter algo para se apoiar e que de um real significado pra aquilo que esta sendo escrito. Parece-me que nem mesmo a academia tem prestado atenção àquilo que tem sido escrito, excluindo-se claro as obras dos doutores (aliás, algo vem sendo escrito?). Mas porque é tão importante ter uma base? É um assunto que pretendo abordar mais profundamente no futuro, porém acredito que é necessário uma base para que a nossa criação ganhe importância. Uma base, então, seria também um sentido para a criação, e o sentido é algo fundamental na literatura. Interpreto a criação mais ou menos como um viajante, e um viajante precisa de um caminho e de um sentido, nesse caminho, sendo assim espero que o blog sirva para que cada um de vocês possa apresentar um caminho e através dos debates possamos reformular nossas ideias, tirar algumas pedras, ter um referencial! O referencial acredito ser um grande problema pra nós, porque no mundo em que vivemos os referenciais simplesmente foram abolidos, e isso não só na arte e na literatura, mas em tudo! Não possuímos mais referenciais religiosos, científicos, estéticos, familiares e nos mostramos extremamente incompetentes em construir nossos próprios. É certo que por quase toda a história os referenciais serviram de ferramenta de domínio e opressão do homem, mas também é certo que com a libertação deste, ele simplesmente não conseguiu seguir um rumo (e nesse exato instante me questiono se é importante ter um rumo, quase entrando em discordância com o que pretendi falar algumas linhas acima), e sem um rumo o homem, tanto o indivíduo como a sociedade, tem agido de forma discordante (pois ao mesmo tempo em que abdico do refrigerante para me manter saudável, acendo um cigarro; Se hoje eu tomo iogurte porque faz bem para a barriga e emagrece amanha descubro que ele da câncer; Desejo um “mundo melhor” e ao mesmo tempo apoio que a polcia de porrada em manifestantes. Esse são so alguns exemplos de atitudes discordante, que decorrem da falta de referenciais), que

talvez represente uma forma de dominação não mas pelos referenciais, mas exatamente pela falta deles. Nessa ótica o referencial seria uma maneira de afirmar a existência do homem e seu poder autônomo. (Sera possível o desenvolvimento de um referencial de libertação do individuo e não de apenas um modelo a ser seguido?). Enfim, acredito que nessa pequena introdução desenvolvi uma espécie de justificação para a esta página, o que me agrada muito e espero ter agradado a vocês, se não espero ansiosamente pelas críticas (e os textos) de vocês, isso porque muitas vezes sinto-me não convencido pelo que eu mesmo escrevi e enxergo no debate uma das maneiras mais legítimas de desenvolver ideias.

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