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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO 2˚ JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE CUIABÁ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DO 2˚ JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE CUIABÁ – MT

Processo: 001.2011.009.527-8

GOLD BLACK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE S/A., GOLDFARB INCORPORAÇÕES E CONSTRUÇÕES LTDA., e GINCO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., as duas primeiras com sede na Avenida Paulista, n.º 1374, 13º e 14º andares, Bela Vista, São Paulo, devidamente inscritas no CNPJ sob n.º 09.329.110/0001-76 e 58.507.286/0001-86, respectivamente; e a terceira com sede na Av. Miguel Sutil, nº 8061, Duque de Caxias, devidamente inscrita no CNPJ sob o nº 05.808.790/0001-50, vêm, respeitosamente perante Vossa Excelência, mediante seus Procuradores, os Advogados abaixo assinados, com endereço para correspondência no rodapé deste, para apresentar

CC OO NN TT EE SS TT AA ÇÇ ÃÃ OO

para correspondência no rodapé deste, para apresentar C C O O N N T T E
em face da ação de conhecimento movida por LUIS GUSTAVO BANZI TONUCCI. DA CORREÇÃO DO

em face da ação de conhecimento movida por LUIS GUSTAVO BANZI TONUCCI.

DA CORREÇÃO DO PÓLO PASSIVO

Inicialmente, cumpre destacar que as empresas GOLDFARB INCORPORAÇÕES E CONSTRUÇÕES S/A e GINCO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA., não podem figurar no pólo passivo da presente demanda, posição que deve ser ocupada, tãosomente, pela empresa GOLD BLACK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE S/A, já aquelas compõem essa, que por sua vez tem atuação na cidade de Cuiabá-MT, e responde por quaisquer demandas relativas ao Residencial San Marino – objeto da presente -, como se verifica Estatuto Social, anexado em audiência.

Desta feita, requer-se a correção do pólo passivo - como já solicitado em audiência -, mediante a exclusão das empresas GOLDFARB INCORPORAÇÕES E CONSTRUÇÕES S/A e GINCO EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA, e a inclusão e prosseguimento do feito, apenas, contra a empresa GOLD BLACK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE S/A.

e a inclusão e prosseguimento do feito, apenas, contra a empresa GOLD BLACK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE
DOS FATOS O Autor adquiriu um imóvel da Requerida GOLD BLACK, em 2008, quando assinou

DOS FATOS

O Autor adquiriu um imóvel da Requerida GOLD BLACK, em 2008, quando assinou uma promessa de venda e compra, oportunidade em que recebeu todas as instruções sobre os valores a serem pagos pela aquisição, bem como sobre o procedimento de financiamento do imóvel.

Assevera, em síntese, que contratou, pelo imóvel, o valor de R$ 98.526,93 (noventa e oito mil, quinhentos e vinte e seis reais e noventa e três centavos). Porém, posteriormente, o corretor que efetuou a venda lhe cobrou comissão de corretagem, e “por estar sem dinheiro teve que efetuar empréstimo bancário”, tendo efetuado o pagamento do valor de R$ 4.944,70 (quatro mil, novecentos e quarenta e quatro reais e setenta centavos), em duas vezes.

Sustenta que referida cobrança é indevida, razão pela qual requer o ressarcimento do dano material, em dobro, se contradizendo, ao expor que pagou o valor a vista.

Expõe, ainda, que houve dano moral, diante da necessidade de ter que “emprestar dinheiro a juro”, motivo pelo qual pleiteia a indenização respectiva.

diante da necessidade de ter que “emprestar dinheiro a juro”, motivo pelo qual pleiteia a indenização
Esses são os fatos, em síntese. DO MÉRITO DA NÃO OCORRÊNCIA DE NENHUM VÍCIO DO

Esses são os fatos, em síntese.

DO MÉRITO

DA NÃO OCORRÊNCIA DE NENHUM VÍCIO DO NEGÓCIO JURÍDICO.

O Reclamante foi esclarecido, desde o primeiro atendimento, sobre o valor total do imóvel, incluindo-se ali os custos gerais da aquisição, entre os quais o serviço de intermediação, o que denota a boa-fé do corretor. Não há ilegalidade no repasse do pagamento do mencionado serviço ao Consumidor, o que destoa do ordenamento jurídico e fere, notadamente, o Código de Defesa do Consumidor é a falta de clareza sobre os valores pagos, o que não ocorreu in casu.

Foi falado e estava escrito que o valor total a ser pago pelo imóvel era de R$ 102.900,00 (cento e dois mil e novecentos reais), conforme Quadro Resumo (doc. anexo), e que do referido valor R$ 4.944,70 (quatro mil, novecentos e quarenta e quatro reais e setenta centavos) se tratava de taxa de intermediação.

A evidenciar que o Reclamante estava ciente de todo o valor a ser pago, o mesmo assinou e recebeu uma via de diversos

A evidenciar que o Reclamante estava ciente de todo o valor a ser pago, o mesmo
documentos (docs. Anexos), que apontam claramente a inclusão da taxa de intermediação. Portanto, não pode

documentos (docs. Anexos), que apontam claramente a inclusão da taxa de intermediação. Portanto, não pode alegar desconhecer a cobrança e todo o valor a que se comprometeu a pagar, circunstância conduz, a toda prova, à presunção de conhecimento do montante contratado.

A título de esclarecimento citamos os documentos que constam o valor total expresso:

Quadro Resumo;

Planilha de Vendas;

Proposta para aquisição do imóvel;

O art. 6˚, do Código de Defesa do Consumidor, em seu inciso III, estabelece:

São

direitos básicos do consumidor:

 

III

a

informação

adequada

e

clara sobre os

diferentes produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; (destaque nosso)

Com efeito, o fornecedor está obrigado a informar a composição de preço de seu produto ou serviço. O que o Código de Defesa do Consumidor, no art. 6˚, inciso III, estabelece é que o consumidor tem o direito de saber qual a composição do produto ou

no art. 6˚, inciso III, estabelece é que o consumidor tem o direito de saber qual
do serviço que pretende contratar, bem como qual o preço que deverá pagar por esse

do serviço que pretende contratar, bem como qual o preço que deverá pagar por esse produto ou serviço.

O direito a informação previsto no CDC está indissociavelmente ligado aos elementos essenciais para que o consumidor possa manifestar seu consentimento esclarecido. Desse modo, a informação deve guardar relevância para o uso do produto, para sua aquisição, sendo certo que nesse contexto o Reclamante teve ciência desde o primeiro momento do valor total a ser pago e anuiu com o mesmo, como provam os documentos alhures delineados.

Luis Antonio Rizzatto Nunes, em sua obra “Curso de Direito do Consumidor”, ao comentar sobre os princípios da Transparência e do Dever de Informar, aponta:

O princípio da transparência, expresso no caput do art. 4˚ do CDC, se traduz na obrigação do fornecedor de dar ao consumidor a oportunidade de conhecer os produtos e serviços que são oferecidos e, também, gerará no contrato a obrigação de propiciar-lhe o conhecimento prévio de seu conteúdo.

na sistemática implantada pelo CDC, o

fornecedor está obrigado a prestar todas as informações acerca do produto e do serviço, suas características, qualidades, riscos, preços etc., de

) (

todas as informações acerca do produto e do serviço, suas características, qualidades, riscos, preços etc., de
maneira clara e precisa , não se admitindo falhas ou omissões. Assim, da soma dos

maneira clara e precisa, não se admitindo falhas ou omissões. Assim, da soma dos princípios, compostos de dois deveres

– o da transparência e o da informação -, fica estabelecida

a obrigação de o fornecedor dar cabal informação sobre

seus

no

produtos

e

serviços

oferecidos

e

colocados

mercado, bem como das cláusulas contratuais por ele

estipuladas(Nunes, Luis Antonio Rizzatto. Curso de direito do consumidor: com exercícios - 4ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 2009) (destaque nosso).

Não há empecilho de a Reclamada repassar os custos do imóvel ao consumidor, até porque toda atividade empresarial se move dessa forma. Ao Consumidor faculta adquirir ou não o bem. Firmar um compromisso mediante a assinatura de um contrato revestido de todas as formalidades legais e depois alegar desconhecimento configura má-fé no proceder, em total desarmonia ao ordenamento legal.

O que destoa dos preceitos legais é o consumidor não estar ciente dos valores totais que está pagando, situação que não se verifica no caso em destaque, eis que o mesmo foi informado desde o primeiro momento dos encargos que lhe competia, e consentiu com os mesmos.

Referida circunstância afasta terminantemente a alegação, sem respaldo fático e comprobatório nos autos, de que o

Referida circunstância afasta terminantemente a alegação, sem respaldo fático e comprobatório nos autos, de que o
Reclamante teve que fazer empréstimo para pagar o valor – inclusive, não juntou qualquer documento

Reclamante teve que fazer empréstimo para pagar o valor – inclusive, não juntou qualquer documento que comprove a operação - , já que não houve cobrança posterior pelo corretor, considerando que todos os valores foram apresentados desde o início. O próprio recibo que instrui a inicial evidencia que o valor foi pago em dezembro de 2008, ou seja, quando da aquisição do imóvel, e não posteriormente, como alegado.

Além do mais, o Reclamante firmou um Contrato de Financiamento com a Caixa Econômica Federal (doc. anexo), o que comprova que o serviço de intermediação alcançou o resultado pretendido e foi realizado a contento.

O Contrato firmado não apresenta vícios hábeis a maculá-lo. O mesmo é plenamente válido, em obediência ao art. 104, do Código Civil, que reza:

“A validade do negócio jurídico requer:

I – Agente capaz;

II – objeto lícito, possível, determinado ou determinável;

III – forma prescrita ou não em lei”.

verifica-se que o negócio é

juridicamente perfeito, inexistindo pertinência quanto a ilegalidade

Ante

o

exposto,

relatada.

que o negócio é juridicamente perfeito, inexistindo pertinência quanto a ilegalidade Ante o exposto, relatada.
DA BOA FÉ NO CONTRATO De acordo com descrição dos fatos, o ponto de maior

DA BOA FÉ NO CONTRATO

De acordo com descrição dos fatos, o ponto de maior embate é a comissão de corretagem.

O Consumidor afirma que a empresa agiu de má-fé

ao cobrar a corretagem diretamente dele.

Isso nunca ocorreu, pois, quem pagou os honorários de corretagem foi a Construtora, que introduziu o preço da mesma no valor final do produto, como explanado no tópico anterior.

O valor pago pelo consumidor é o seguinte: VALOR

DO IMÓVEL (incluído o financiamento) + VALOR DA TAXA DE

INTERMEDIAÇÃO.

A Planilha de venda (anexa) da empresa traz todos

estes gastos no valor final, apresentado para TODOS OS CONSUMIDORES, buscando assim ampla transparência no negócio.

Sendo assim, apenas à título de ilustração vejamos a seguinte situação: O cliente que comprou seu imóvel por R$ 100.000,00 (cem mil reais), na verdade pagou R$ 95.000,00 (noventa e cinco mil reais) do contrato e R$ 5.000,00 (cinco mil reais) de corretagem.

na verdade pagou R$ 95.000,00 (noventa e cinco mil reais) do contrato e R$ 5.000,00 (cinco
NÃO HOUVE ÔNUS A MAIS PARA O CONSUMIDOR. O Quadro Resumo (anexo) demonstra, claramente, o

NÃO HOUVE ÔNUS A MAIS PARA O CONSUMIDOR. O Quadro Resumo (anexo) demonstra, claramente, o explanado, sendo certo que no canto superior direito consta o valor total do imóvel – R$ 102.900,00 (cento e dois mil e novecentos reais) -, o qual foi desmembrado, tendo sido pago, aproximadamente, R$ 98.526,93 (noventa e oito mil, quinhentos e vinte e seis reais e noventa e três centavos) pelo imóvel, e, R$ 4.944,70 (quatro mil, novecentos e quarenta e quatro reais e setenta centavos) pelos serviços de intermediação da compra.

Os ônus referentes ao contrato são discriminados e apresentados aos CONSUMIDORES, dando ampla transparência ao negócio, conforme preconiza o Código de Defesa do Consumidor.

Isso não significa que o consumidor está pagando pela corretagem, pois este valor está diluído no preço final do bem, sendo apenas desmembrado na hora de assinar o contrato.

Por tais razões, está devidamente comprovado que a Venda do imóvel mostra-se perfeita e obedece aos preceitos legais relativos a espécie, o que desnatura de per si a má-fé apontada. Por conseqüência, na remota hipótese de V. Excelência entender de forma diferente, não há falar em aplicação do art. 42, do Código de Defesa do Consumidor.

V. Excelência entender de forma diferente, não há falar em aplicação do art. 42, do Código
Primeiramente, porque a devolução é impertinente, já que compõe o preço final do bem; segundo,

Primeiramente, porque a devolução é impertinente, já que compõe o preço final do bem; segundo, porque não houve má- fé da empresa, circunstância essencial ao postulado.

Ante a comprovação de idoneidade e transparência da empresa e a ausência de ilegalidade no negócio firmado, que obedeceu as normas legais relativas a espécie, notadamente, o Código de Defesa do Consumidor, os argumentos da iniciais devem ser rechaçados in totum, julgando-se IMPROCEDENTE a presente ação.

DA INEXISTÊNCIA DE DANO MORAL

D`outro norte, não seria forçoso concluir que o Autor pretende o recebimeto de danos morais por pseudo dano sofrido, demonstrando interesse em locupletar-se indevidamente.

O caráter vantajoso que essas pretensões assumiram, aliado à circunstância de sua utilização abusiva, fez com que os tribunais criassem, como meio de defesa indispensável à aplicação do bom direito, limites e precauções para impedirem a contingência de pagarem os réus o que não é devido.

verifica no

presente caso, em que busca evidente vantagem econômica sob

frágeis argumentos.

A

boa

por parte

do Autor

não se

no presente caso, em que busca evidente vantagem econômica sob frágeis argumentos. A boa fé por
No mais, necessário se faz a atenção de nossas cortes para as demandas submetidas a

No mais, necessário se faz a atenção de nossas cortes para as demandas submetidas a sua apreciação, sob pena de banalizar o instituto.

É evidente que a dor, o sofrimento, são sentimentos pessoais, subjetivos, variando de acordo com a personalidade, o perfil psicológico de cada indivíduo, mas é possível avaliá-lo, de forma razoável, concebendo-se a personalidade em um ambiente que reflita uma determinada qualidade de vida.

O caso dos autos não comporta vasta discussão em

relação ao tema, tendo em vista que se extrai da própria narração dos fatos contidos na exordial – carente de comprovação - que improcede o pleito indenizatório, ainda mais no montante abusivo

buscado pelo Autor.

A Reclamada GOLD BLACK não realizou qualquer ato

ilícito apto a causar prejuízo ao Autor, consequentemente, o dever de indenizar não subsiste.

Nem mesmo o Código consumeirista seria adequado a legitimar a responsabilidade da empresa Reclamada, uma vez que os serviços de sua incumbência foram devidamente prestados, enquanto fornecedora, tendo propiciado um ótimo atendimento ao

serviços de sua incumbência foram devidamente prestados, enquanto fornecedora, tendo propiciado um ótimo atendimento ao
Autor, realizado individualmente, bem como esclarecidos todos os valores a serem pagos pela aquisição do

Autor, realizado individualmente, bem como esclarecidos todos os valores a serem pagos pela aquisição do imóvel.

Impende consignar, que o Código de Defesa do Consumidor não instituiu o regime de irresponsabilidade absoluta do cidadão, que continua tendo a obrigação de cumprir as obrigações assumidas, a fim de garantir a segurança das relações jurídicas.

e

fundamentado, pois não existe motivação pertinente, devendo ser totalmente repelido.

O dano

alegado

foi

muito

mal

realizado

O Reclamante expõe, como principal causa do “abalo” sofrido, que lhe foi cobrado pelo corretor, após efetivar o negócio, a comissão pela transação, e, por estar sem dinheiro à época, teve que se socorrer de empréstimo bancário para honrar o compromisso.

moral não seja

comprovado empiricamente, a situação fática que o gera deve ser

demonstrada, e tal não ocorreu in casu.

Excelência,

ainda

que

o

dano

A uma, o Reclamante não trouxe qualquer

comprovante do empréstimo contratado; a duas, todos os valores foram apresentados desde o primeiro momento, como fazem provas os documentos dos autos, inclusive, o recibo que instrui a inicial –

desde o primeiro momento, como fazem provas os documentos dos autos, inclusive, o recibo que instrui
datado de 07.12.2008, correspondente a data de aquisição do imóvel -, o que contradiz o

datado de 07.12.2008, correspondente a data de aquisição do imóvel -, o que contradiz o argumento de que o corretor lhe cobrou, posteriormente ao desfecho do negócio, a comissão de corretagem pela venda; a três, o valor foi pago a construtora, e ela pagou a comissão ao corretor respectivo.

Salienta-se, que não há que se falar em reparação de dano, porque não existiu, seja material ou moral, sendo certo que o negócio foi perfeito e o pseudo abalo sofrido não passa de mero aborrecimento, decorrente do imaginário do Autor, que fantasiou um situação na tentativa de levar o Juízo a erro, e, consequentemente, locupletar-se indevidamente.

Desta feita, considerando a inexistência de ilegalidade e a impertinência do postulado, requer-se a improcedência da ação, com o consequentemente arquivamento do feito.

DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ

O Código de Processo Civil, em seu artigo 18 permite que: “o juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenará o litigante de má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos que

a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a
esta sofreu , mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou." Para se

esta sofreu, mais os honorários advocatícios e todas as despesas que

efetuou."

Para se caracterizar a má-fé há várias vertentes,

entre as quais a do presente caso, em que o Autor movimenta a

máquina judiciária sem apresentar razões plausíveis para o sucesso

da demanda, e cria situações inexistentes, no nítido intuito de

locupletar-se indevidamente.

Neste sentido temos a jurisprudência abaixo:

" LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO HA NENHUMA

IMPARCIALIDADE EM APLICAR A PENA DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ DE OFICIO. O JUIZ ATÉ DEVE FAZE-LO PARA QUE O PROCESSO NÃO SE TORNE INSTRUMENTO CONTRARIO A JUSTIÇA, SENDO USADO APENAS PARA PROTELAR, COM MANOBRAS BUROCRÁTICAS E MALICIOSAS, A EFETIVAÇÃO DE DIREITO SUBJETIVO DA PARTE. APELAÇÃO IMPROVIDA”.(TARGS - 4ª Câmara Cível - APC nº. 194003612 - Rel. ARI DARCI WACHHOLZ).

Sendo assim, resta provado que o Autor apenas quer

se locupletar, portanto deve ser imputada litigância de má-fé, sendo

condenada ao pagamento da multa legal, bem como o ressarcimento

dos danos causados a requerida e aos honorários advocatícios

respectivos, que sugerimos ter por base a tabela oficial da Ordem dos

Advogados do Brasil.

e aos honorários advocatícios respectivos, que sugerimos ter por base a tabela oficial da Ordem dos
DOS PEDIDOS Pelo exposto requer-se: Em preliminar, a modificação do pólo passivo, excluindo-se a empresa

DOS PEDIDOS

Pelo exposto requer-se:

Em preliminar, a modificação do pólo passivo, excluindo-se a empresa Goldfarb Incorporações e Construções S/A e Ginco Empreendimentos Imobiliários Ltda, e incluindo e dando prosseguimento ao feito, apenas, contra a empresa GOLD BLACK EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS SPE S/A (qualificada no inicio);

No mérito, a improcedência dos pedidos elencados na inicial em face da Requerida, julgando-se improcedente a ação quanto a ela, porque restou provado que não há qualquer mácula no Contrato firmado, que fira o Código de Defesa do Consumidor, precipuamente porque o Reclamante foi cientificado desde o primeiro momento dos valores totais inerentes à aquisição do imóvel, incluindo-se ali os custos gerais, entre os quais a taxa de intermediação, em obediência aos princípios da transparência e do dever de informar. Portanto, não há dano material a ser ressarcido;

Que seja julgado improcedente o pleito relativo ao dano moral, porque inexistiu, considerando que não há qualquer elemento que comprove a cobrança posterior da comissão de corretagem pelo vendedor, muito menos há evidências do “suposto”

que comprove a cobrança posterior da comissão de corretagem pelo vendedor, muito menos há evidências do
empréstimo bancário adquirido, e sobre o qual o Reclamante se amparou para pleitear a indenização

empréstimo bancário adquirido, e sobre o qual o Reclamante se amparou para pleitear a indenização em destaque;

Alternativamente, tendo em vista o princípio da eventualidade, na remota hipótese de condenação, que não seja aplicada a norma contida no art. 42, do Código de Defesa do Consumidor, porque não houve má-fé da empresa;

Requer, ainda, a condenação do Autor em litigância

de má-fé.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, incluindo a oitiva das partes e das testemunhas trazidas para audiência, caso seja necessário.

Nestes termos, Pede e espera deferimento Cuiabá-MT, 19 de abril de 2011.

GUSTAVO P. SALATA NAHSAN

OAB/MT 11867 A

SÁVIO DANILO LOPES LEITE

OAB/MT 13507

Cuiabá-MT, 19 de abril de 2011. GUSTAVO P. SALATA NAHSAN OAB/MT 11867 A SÁVIO DANILO LOPES