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Unidade Operacional Centro de Formação Profissional da Construção Paulo de Tarso

AALLVVEENANARIARIA

Presidente da FIEMG Robson Braga de Andrade

Gestor do SENAI

Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e

Superintendente de Conhecimento e Tecnologia

Alexandre Magno Leão dos Santos

Gerente de Educação e Tecnologia

Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração

Gerente:

Nelson Boechat Cunha Junior

Supervisão pedagógica:

Giseli Canesso Moreira

Supervisão Técnica:

Genilson Elias

Conteudista:

Digitação:

Maria Elizabeth Fonseca

Arte final:

Sydney de Lacerda

Unidade Operacional SENAI - Centro de Formação Profissional da Construção Paulo de Tarso Rua Humaitá, 1275 Bairro Padre Eustáquio CEP.: 30720-410 Belo Horizonte – MG Tel.: (031) 3412-4010 Fax: (031) 3412-2420 e-mail – cfppt@fiemg.com.br

Sumário

ALVENARIA

1

PRESIDENTE DA FIEMG

2

 

CAPÍTULO 1

5

CAPÍTULO 1 – INFORMAÇÕES TÉCNICAS E TECNOLÓGICAS

5

O QUE É ALVENARIA ?

5

1.2

TIJOLOS COMUNS OU MACIÇOS

7

1.2.2 MATERIAIS

7

CAPÍTULO 2 – ALVENARIA EM BLOCOS SÍLICOCALCÁRIOS EM GERAL

8

 

TABELA 4

8

CAPÍTULO 3 – ALVENARIA AUTOPORTANTE (ESTRUTURAL) EM BLOCOS

10

CAPÍTULO 4 – ALVENARIA EM BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO

11

 

SIMPLES

11

4.2 MATERIAIS

12

4.3 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

12

4.4 PESO MÉDIO

13

CAPÍTULO 5 – ALVENARIA EM TIJOLOS MACIÇOS CERÂMICOS

14

CAPÍTULO 6 – ALVENARIA EM BLOCOS CERÂMICOS VAZADOS

15

 

TABELA 6

16

TABELA 7

17

TABELA 8

18

CAPÍTULO 7 – CONCRETO CELULAR

19

CONCRETO CELULAR

19

CAPÍTULO 8 – PAREDES DE GESSO ACARTONADO ( DRYWALL )

20

CAPÍTULO 9 – LIGAÇÃO ENTRE ESTRUTURA E PAREDES DE VEDAÇÃO

23

CAPÍTULO 10 – PREPARAÇÃO DE ARGAMASSAS

24

 

TABELA 9

25

CAPÍTULO 11 – ABERTURA DE VÃOS PARA ESQUADRIAS E PORTAS

27

11.2.1 TIPOS DE JANELAS

27

CAPÍTULO 12 – COLOCAÇÃO DE VERGAS E CONTRA-VERGAS

31

CAPÍTULO 13 – ACABAMENTO

32

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

34

CAPCAPÍTÍTULULOO 11

5

CAPÍTULO 1 – INFORMAÇÕES TÉCNICAS E TECNOLÓGICAS

O QUE É ALVENARIA ?

Elementos de construção civil resultantes da reunião de blocos sólidos justapostos, unidos por argamassa ou não, destinados a suportar unicamente esforços de compressão, recebem o nome de alvenarias. Conjunto de paredes, muros e obras similares, composto de pedras naturais e/ou blocos ou tijolos artificiais, ligados ou não por argamassas. Tais blocos sólidos podem ser:

•Pedras graníticas ou de outro tipo de rocha. •Tijolos de barro. •Tijolos de concreto ou mesmo de vidro ou cerâmica.

1.1 Tipos de Alvenaria:

1.Alvenaria de tijolos de barro. 2.Alvenaria de pedra seca. 3.Alvenaria de pedra argamassada.

1.1.1.Alvenarias de Tijolos de Barro.

São constituídas dos tijolos arrumados na vertical ( no prumo ), presos uns aos outros com argamassa, que é um aglomerante formado de cimento e areia como principais ingredientes. O cimento da argamassa ao endurecer aglomera os tijolos, formando um conjunto destinado a resistir basicamente aos esforços verticais sobre o topo da parede.

1.1.2.Alvenarias de Pedra Seca.

São aquelas constituídas de pedras de diversos tamanhos, arrumadas umas sobre as outras, sem aglomerante, sem argamassa, calçadas com lascas da mesma pedra. Tais pedras devem ser grandes, achatadas, com faces planas e devem constituir paredes com espessura pelo menos igual a 1/5 da altura da parede. É muito usada como muro de contenção de terras, permitindo, por não serem argamassadas, a saída de águas pelos interstícios entre as pedras.

1.1.3. Alvenarias de Pedra Argamassada. São aquelas constituídas de pedras-de-mão reunidas por argamassa, que deve envolvê-las completamente podendo ficar com a face da parede sem massa, aparecendo as pedras. Esse tipo de alvenaria é muito usado para fundações, embasamentos, ou muros de arrimo destinados à contenção de terras.

Curso de Alvenaria

TABELA 1 Tonalidade dos Produtos Cerâmicos

6

Tipos de Argila

Produto

Argilas Vermelhas e Amarelas

Blocos, tijolos, telhas

Argilas Refratárias

Tijolos refratários

Argilas p/ Produtos de Grês

Materiais sanitários, pastilhas e azulejos

Argilas Brancas

Porcelanas

Fonte: A Técnica de Edificar

TABELA 2

Tipos de Alvenaria

Tipo

Função

Estrutural

Suporta cargas, possibilitando a estabilidade estrutural da edificação.

Vedação

Empregada na vedação e delimitação de áreas, proporcionando proteção às intempéries, isolamento térmico e acústico.

Fonte:A Técnica de Edificar

TABELA 3

Tijolos Maciços Cerâmicos e Blocos Cerâmicos:

Dimensões Comerciais

Categoria

Resistência à Compressão ( Mpa )

(cm)

20x10x6

A

1,5

20x10x10

B

2,5

C

4,0

Fonte:A Técnica de Edificar

 

Dimensões Comerciais

Classe

Resistência à Compressão da área bruta ( Mpa )

(cm)

n

x 20 x 20

10

1,0

n

x 20 x 25

15

1,5

n

x 20 x 30

25

2,5

n

x 20 x 40

45

4,5

 

60

6,0

70

7,0

100

10,0

Curso de Alvenaria

1.2 Tijolos Comuns ou Maciços

7

1.2.1 Características de Qualidade

1.Regularidade de formas e dimensões (melhor assentamento). 2.Arestas vivas e cantos resistentes. 3.Massa homogênea ( sem perdas, trincas, cavidades ou impurezas ).

4.Cozimento uniforme ( produz som metálico quando percutido com martelo ). 5.Facilidade de corte. 6.Resistência à compressão dentro dos limites da NBR 7170. 7.Absorção de água de 18% a 20%.

1.2.2 Materiais

Fonte: Manual do Construtor

Régua de pedreiro
Régua de pedreiro
Desempenadeira
Desempenadeira
Prumo
Prumo
Martelo
Martelo
Colher
Colher
Linha de nylon
Linha de
nylon
Metro
Metro
Brocha
Brocha
Nível
Nível

Curso de Alvenaria

8

CAPÍTULO 2 – ALVENARIA EM BLOCOS SÍLICOCALCÁRIOS EM GERAL

Tais blocos são prismáticos, fabricados por prensagem a partir de uma mistura de cal virgem em pó e areia silicosa, submetida a um processo de autoclavagem à alta pressão. O bloco sílicocalcário é produzido em duas linhas: vedação e estrutural. A linha de vedação( bloco com dois furos ) apresenta as seguintes características:

Tabela 4

Largura (cm)

Peso( kg )

Quantidade (peças/m 2 )

Resistência à Compressão (kgf/cm 2 )

9

7,4

   

14

9,7

12,5

60

19

11,3

Fonte: A Técnica de Edificar

O bloco estrutural, com 14 furos, é produzido em quatro linhas com as seguintes

características:

Dimensões (cm)

Peso( kg )

Quantidade (peças/m 2 )

Resistência à Compressão (kgf/cm 2 )

11,5 x 7,1 x 24 11,5 x 11,3 x 24 14 x 11,3 x 24 17,5 x 11,3 x 24

3

48

 

4,5

32

100

6,15

32

6,6

32

Fonte: A Técnica de Edificar

Dentre outras características dos blocos sílicocalcários, estão:

2.1

Absorção: 10% a 12%, valor médio ideal para boa aderência de argamassa

comum, de pintura ou qualquer revestimento.

2.2

Isolamento Acústico: elevado índice(cerca de 42dB).

2.3

Proteção ao Fogo: as paredes executadas com estes blocos resistem a mais de

4h de fogo sem entrar em colapso.

2.4 Tolerância Dimensional: na direção do eixo longitudinal é de ± 2mm. Nas

outras dimensões 2mm.

A desprezível variação das dimensões dos blocos garante reduzida espessura do

revestimento das paredes, que poderão ficar à vista ao mesmo tempo externa ou internamente.

2.5 Internamente: além dos revestimentos comuns, podem receber diretamente

pasta de gesso ou massa látex corrida com espessura de 3mm, ou até mesmo

pintura direta.

2.6 Externamente: podem receber diretamente reboco especial ou pintura.

No caso de querer se embutir canalização ou cortar blocos, deverá se utilizar máquina elétrica. Antes de se fazer a aplicação de argamassa de assentamento deve-se umedecê-los, sem encharcar, sempre que estiverem ressecados.

Curso de Alvenaria

9

A alvenaria de blocos sílicocalcários deverá ser levantada com argamassa de assentamento, preparada no seguinte esquema:

3

Mistura em betoneira, de cal e areia no traço 1:5, deixando a argamassa em repouso(para curtir) no mínimo 3 dias.

3

Adição a essa argamassa, por ocasião do seu uso, de cimento na proporção de 1:6, no caso de alvenaria estrutural e de 1:10, no caso de alvenaria de vedação.

O adensamento da argamassa das juntas verticais e horizontais, conseguido mediante a pressão de um bloco contra o outro já colocado na operação de assentamento, e o não realinhamento do bloco assentado após o início de pega da argamassa são cuidados imprescindíveis para que se obtenham juntas estanques, requisito indispensável para a alvenaria aparente localizada nas fachadas da edificação. Nessa alvenaria, é sempre recomendável o frisamento das juntas, tanto para melhorar a compacidade da argamassa quanto para propiciar o deslocamento da lâmina d’água de chuva que escorre pela fachada. A espessura das juntas precisa ser de no mínimo 1,5mm, permanecendo perfeitamente colocadas em linhas horizontais contínuas e linhas verticais preferencialmente descontínuas.

O encunhamento da alvenaria contra viga ou laje será executado com meios- blocos em forma de cunha, previamente serrados na sua diagonal. As superfícies de concreto que ficarem em contato com a alvenaria serão previamente chapiscadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, com mistura de aditivo adesivo, conforme dosagem recomendada pelo seu fabricante. No respaldo da alvenaria(na região do encunhamento) é necessário ser utilizada argamassa com aditivo expansor, de conformidade com dosagem recomendada pelo seu fabricante.

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CAPÍTULO 3 – ALVENARIA AUTOPORTANTE (estrutural) EM BLOCOS

SILICOCALCÁRIOS

Deverá ser executado, no baldrame, o nivelamento do seu respaldo com argamassa impermeabilizante. Proceder-se-á ao assentamento dos blocos-chave que se situam nos cantos externos e em cada encontro das paredes internas. Os blocos-chave serão assentados conforme a planta de modulação, demarcando exatamente a posição das paredes. É importante o nivelamento entre os blocos- chave. Entre os blocos-chave serão assentados os blocos da primeira fiada, que terão de ser na quantidade exata da planta de modulação, com 1 cm de junta vertical. Posteriormente, nos cantos da edificação, precisam ser colocados escantilhões com demarcação das fiadas a cada 12,5cm. Levantar-se-ão, em cada encontro, quatro fiadas(50cm de altura) em forma escalonada, sendo mantido o nível e o prumo das fiadas. Nos cantos externos, os blocos serão amarrados entre si pelo sistema de assentamento. Nos encontros das paredes internas com a alvenaria da fachada, a amarração será feita com duas pequenas barras de aço para concreto(diâmetro de 1/4”) em forma de “L”(de 50cm x 50cm) a cada três fiadas(obedecendo o detalhe do calculista). No assentamento das demais fiadas, a linha de nível da aresta dos blocos escalonados manterá toda a alvenaria no nível e prumo requeridos. Assim, levantar-se-á a alvenaria até a fiada correspondente à base da laje do piso superior. Após, executar-se-á a montagem das fôrmas para a laje, que deverá ser de preferência maciça e moldada in loco. Com o auxílio de uma régua ou nível, terá de ser demarcada, no bloco da fachada, a posição exata(X) da parede interna. Estando a parede interna assentada no prumo, a posição(X) estará aprumada com a aresta do bloco-chave da primeira fiada. Serão executados os seguintes componentes estruturais:

Contraverga: na argamassa da 1 a junta abaixo do peitoril do vão da janela, executar-se-á a armação com barras corridas de aço para concreto(especificadas pelo calculista), avançando 1 1/2 bloco de cada lado do vão.

Verga: se necessário, será feito o preenchimento da canaleta(em blocos) com a armação de barras corridas de aço(especificadas pelo calculista), com avanço igual ao da contraverga. Em seguida, proceder-se-á à concretagem da laje do piso. Os blocos-chave dos cantos externos do andar superior serão assentados conforme as faces da alvenaria do andar inferior e a planta de modulação. Com o auxílio de um nível de bolha, far-se-á a transferência da posição (X) da parede interna para a parte superior da laje, iniciando-se daí o assentamento dos blocos-chave, que precisam estar nivelados entre si. Assentados os blocos-chave nesse andar, retomar-se-ão as instruções descritas nas fases iniciais( até a concretagem da laje). É importante assinalar que a extensão dos apoios extremos de uma laje, sobre alvenaria, não poderá ser menor que a sua espessura no meio do vão e nunca menor que 7cm.

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CAPÍTULO 4 – ALVENARIA EM BLOCOS VAZADOS DE CONCRETO

SIMPLES

4.1 O QUE É BLOCO VAZADO ?

Elemento de alvenaria cuja seção transversal média útil é inferior a 75% da seção transversal bruta.

4.1.1 Seção Tranversal Bruta: área total da seção transversal do bloco.

4.1.2 Seção Transversal Útil: área da seção transversal do bloco, descontadas as áreas vazadas.

4.1.3 Dimensões Nominais: medidas do bloco, indicadas pelo fabricante.

4.1.4 Blocos Modulares: blocos com dimensões coordenadas, para a execução

de alvenaria modular, isto é, alvenaria com dimensões múltiplas do módulo

M=10cm.

4.1.5 Dimensões Coordenadas: dimensões dos blocos destinados à execução

de alvenaria modular. As dimensões coordenadas são dimensões múltiplas do

módulo M = 10cm ou de submódulos M/2 e M/4, diminuídas de 1cm, que corresponde à espessura média da junta de argamassa de assentamento.

Tabela 5

Designação

Largura

Altura (cm)

Comprimento (cm)

(cm)

M20

 

19

 

19

39

(Blocos de 20cm nominais)

 

19

 

19

29

 

19

 

19

19

   

19

 

19

9

 

19

 

9

19

M15

 

14

 

19

39

(Blocos de 15cm nominais)

 

14

 

19

34

 

14

 

19

29

   

14

 

19

19

M10

 

9

 

19

39

(Blocos de 10cm nominais)

 

9

 

19

29

 

9

 

19

19

   

9

 

19

14

 

9

 

19

9

 

9

 

9

19

Fonte: A Técnica de Edificar

Curso de Alvenaria

12

As tolerâncias permitidas nas dimensões dos blocos, indicadas na tabela, serão de + 3mm e –2mm. A espessura mínima de qualquer parede de bloco precisa ser de 15mm. Os blocos têm de ser fabricados e curados por processos que assegurem a obtenção de concreto suficientemente homogêneo e compacto, de modo a atender a todas as exigências das normas técnicas, e ser manipulados com as devidas precauções para não terem as suas qualidades prejudicadas. Os blocos necessitam ter arestas vivas e não apresentar defeitos sistemáticos como trincas, fraturas, superfícies e arestas irregulares, deformações, falta de homogeneidade e desvios dimensionais além dos limites tolerados, ou outros defeitos que possam prejudicar o seu assentamento ou afetar a resistência e durabilidade da construção. Os blocos que recebem revestimento deverão ter superfície adequadamente áspera para garantir boa aderência, não sendo permitida qualquer pintura que oculte defeitos eventualmente existentes no bloco. Os blocos destinados à execução de alvenaria aparente ( que não receberão revestimento), não poderão apresentar fissuras, lascas ou pequenas imperfeições na face que ficará exposta. Para fins de fornecimentos regulares, a unidade de compra é o bloco.

4.2 Materiais

O concreto é constituído de cimento Portland, agregados e água. Será permitido o uso de aditivo, desde que não acarretem efeitos prejudiciais devidamente comprovados por ensaios. Somente cimento que obedeça às especificações brasileiras para cimentos destinados à preparação de concretos e argamassas são considerados. Os agregados podem ser areia e pedra ou escória d alto-forno, cinzas volante, argila expandida ou outros agregados leves que satisfaçam a especificações próprias a cada um desses materiais. Os blocos deverão ser armazenados cobertos, protegidos de chuva, em pilhas não superiores a 1,5m de altura. No caso de armazenamento em laje, verificar sua capacidade de resistência para evitar a concentração de carga em áreas localizadas. No pedido de fornecimento constarão as seguintes informações, além de outras: dimensões nominais do bloco, tipo de bloco(modelo e especificidade, conforme projeto executivo de arquitetura), se o transporte e a descarga estão ou não incluídos no fornecimento.

4.3 Condições Específicas

A amostra submetida aos ensaios terá de satisfazer os limites indicados abaixo:

Resistência à compressão(valores mínimos):

Média

2,5MPa

Individual

2,0MPa

Absorção( valores máximos ):

Média

10%

Individual

15%

Os ensaios previstos na alínea acima não serão necessários quando os blocos se destinarem à execução de alvenaria não exposta às intempéries ou

umidade.

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4.4 Peso Médio

Do bloco de 9 x 19 x 39 : 10,7 kg

Do bloco de 14 x 19 x 39 : 13,6 kg

Do bloco de 19 x 19 x 39 : 17,3 kg

13

4.5 Generalidades

Alguns fabricantes fornecem blocos de concreto tipo aparente, em que uma das superfícies se apresenta totalmente lisa ou com relevos decorativos. Os fabricantes fornecem meio-bloco, canaleta e meia-canaleta para complementar a montagem das paredes sem necessidade de quebrar blocos inteiros. A utilização básica dos blocos vazados de concreto simples é em alvenaria de vedação, mas predomina ainda o uso da alvenaria armada estrutural. Os blocos são utilizados também para construção de muros de arrimo e de divisa e podem ser assentados com argamassa preparada na obra ou argamassa industrializada. Para paredes de vedação, o traço indicado é 1:0,5:4,5 de cimento, cal e areia. Para paredes estruturais, os traços são determinados pelo calculista, que também indicará a ferragem e o graute a serem colocados em furos de determinados blocos das paredes.

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CAPÍTULO 5 – ALVENARIA EM TIJOLOS MACIÇOS CERÂMICOS

O tijolo maciço de barro cozido, também chamado tijolo comum, é fabricado com argila, conformado por prensagem, sendo a seguir, submetido à secagem e à queima. As medidas padronizadas em milímetros, são as seguintes:

Comprimento

Largura

Altura

190

90

57

190

90

90

A resistência à compressão deverá ser:

Categoria

MPa

A

1,5

B

2,5

C

4,0

São utilizados basicamente em paredes de vedação ou como paredes portantes em pequenas estruturas. Antes de serem usados, os tijolos têm de ser molhados com a finalidade de evitar que absorvam água da argamassa. Não podem, no entanto, ser encharcados, pois isso acarretará aparecimento de eflorescências. Os tijolos maciços precisam ser assentados com juntas de amarração. Em tempo seco, será procedida a molhagem freqüente da alvenaria para impedir a evaporação rápida da água. Recomenda-se evitar qualquer dano à alvenaria, por choques ou batidas violentas, enquanto em processo de secagem. O traço recomendado da argamassa de assentamento é 1:2:8 de cimento, cal e areia.

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CAPÍTULO 6 – ALVENARIA EM BLOCOS CERÂMICOS VAZADOS

O bloco deve trazer a identificação do fabricante, sem que prejudique seu uso. Ele

será fornecido em lotes constituídos de blocos de mesmo tipo e qualidade, essencialmente fabricados nas mesmas condições. A unidade de compra é o milheiro. Os blocos são classificados como de vedação ou estruturais. Eles não

podem apresentar defeitos sistemáticos, como trincas, quebras, superfícies irregulares, deformações e não uniformidades de cor. Têm ainda de atender às prescrições das normas técnicas quanto à resistência à compressão, planeza das faces, desvio em relação ao esquadro e às dimensões. Os blocos que apresentarem defeitos visuais no ato da descarga precisam ser rejeitados,

separando-os do restante do lote(carga do caminhão). Se for constatado que os blocos estão mal queimados(teste de som ou tambor de água), o lote será rejeitado. Quanto às dimensões nominais, o lote será aceito somente se o comprimento, a largura e a altura dos blocos atenderem à especificação da tabela

a seguir, com tolerância de ± 3mm(3mm para mais ou para menos). Os blocos

que forem receber acabamento em gesso, além de atender à variação dimensional média indicada, deverão também seguir à variação individual com limite de 3mm e serem armazenados em pilhas não superiores a 2m de altura.

É também recomendado que os blocos não fiquem sujeitos à umidade excessiva,

inclusive provocada por chuvas. No caso de armazenamento em lajes, é necessário verificar sua capacidade de resistência para evitar sobrecargas. Do pedido de fornecimento constarão, entre outras: dimensões nominais do bloco,

tipo de bloco(modelo e especificidade, conforme projeto executivo de arquitetura), aviso esclarecendo se o transporte e a descarga serão feitos pelo fornecedor.

O peso do bloco de vedação de 10cm x 20cm x 20cm é de 2,5kg. Sua resistência

ao fogo é:

•O bloco de vedação de 9cm de largura resiste a 105min. •O bloco de vedação de 14cm de largura resiste a 175min.

Os blocos cerâmicos de vedação são utilizados em paredes de prédios de apartamentos, residências, edifícios para fins comerciais ou outros quaisquer, interna e externamente. Os blocos cerâmicos estruturais são usados principalmente na alvenaria estrutural como paredes portantes, em prédios de até 5 andares. Em alvenaria de vedação, os blocos cerâmicos devem ser assentados, quando não houver controle mais rigoroso quanto ao atendimento às normas técnicas, com argamassa de traço 1:2:9(cimento, cal e areia, em volume). Dentre os tipos de bloco de vedação, os mais comuns são de seis, oito ou ainda nove furos iguais, sendo este últimos mais recomendados por apresentar três furos x três furos, o que permite a abertura de rasgos, para embutimento de tubulação, na profundidade que atinge apenas uma linha de furos, permanecendo intactas as outras duas, o que facilita manter a estabilidade da parede.

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Tabela 6

16

Tabela 6 16 Fonte: A Técnica de Edificar 6.1 Bloco Estrutural: São blocos projetados para suportar

Fonte: A Técnica de Edificar

6.1 Bloco Estrutural:

São blocos projetados para suportar outras cargas verticais além da do seu próprio peso, compondo o arcabouço estrutural da edificação. Podem ser classificados em comuns e especiais:

Blocos Estruturais Comuns: são os de uso corrente,

classificados conforme sua resistência à compressão( definida na próxima tabela )

.

- Blocos Estruturais Especiais: podem ser fabricados em

formatos e dimensões especiais acordados entre as partes. Nos quesitos não explicitados no acordo, têm de prevalecer as condições das normas técnicas.

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6.2 Características Visuais

17

Os blocos não podem apresentar defeitos sistemáticos, tais como:

trincas, quebras, superfícies irregulares ou deformações, que impeçam seu emprego na função especificada.

6.3 Características Geométricas

6.3.1 Formas: os blocos de vedação e estruturais comuns devem ter a forma de

um paralelepípedo retângulo. Existem blocos cerâmicos com furos na horizontal e blocos com furos na vertical.

6.3.2 Dimensões Reais: as dimensões reais dos blocos são determinadas empregando régua ou trena metálicas com graduação de 1mm.

6.3.3 Determinação das Dimensões: medir 24 blocos, colocados lado a lado,

com uma trena metálica, com aproximação de 2mm. Se por alguma razão, for impraticável medir os 24 blocos dispostos em uma fila, a amostra pode ser dividida em 2 filas de 12 blocos ou 3 filas de 8 blocos, que são medidas separadamente. É necessário posteriormente somar os valores obtidos em qualquer dos casos e dividir esse resultado por 24, para obter a dimensão real média dos blocos.

6.3.4 Determinação do Desvio em Relação ao Esquadro: é preciso medir o

desvio em relação ao esquadro entre as faces destinadas ao assentamento e ao

revestimento do bloco, empregando um esquadro metálico de (90±0,5) o e uma régua metálica com graduação de 1mm.

6.3.5 Determinação da Planeza das Faces: deve-se determinar a planeza das

faces destinadas ao revestimento pela flecha na região central de sua diagonal, usando réguas metálicas com graduação de 1mm.

6.3.6 Resistência à Compressão

A resistência à compressão mínima dos blocos de vedação ou estruturais, relacionada com a área bruta, atenderá aos valores indicados na tabela abaixo:

TABELA 7

Classe

Resistência à Compressão na Área Bruta(MPa)

10

1,0

15

1,5

25

2,5

45

4,5

60

6,0

70

7,0

100

10,0

Fonte: A Técnica de Edificar

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18

6.3.7 Tolerâncias de Fabricação

As tolerâncias máximas de fabricação para os blocos são as indicadas na tabela a seguir:

TABELA 8

Dimensão

Tolerância ( mm )

Largura(L)

± 3

Altura(H)

± 3

Comprimento( C )

± 3

Desv. Relação Esquadro

3

Flecha

3

Fonte: A Técnica de Edificar

6.3.8 Espessura das Paredes:

A espessura das paredes externas do bloco de vedação ou estrutural tem de ser, no mínimo, igual a 7mm.

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19 CAPÍTULO 7 – CONCRETO CELULAR Concreto Celular O chamado concreto celular é, na realidade,
19
CAPÍTULO 7 – CONCRETO CELULAR
Concreto Celular
O
chamado concreto celular é, na realidade, uma argamassa ou uma pasta
celular. As células são obtidas pela introdução de ar ou de gás na pasta ou na
argamassa de areia fina e cimento. A areia pode ainda ser substituída por cinzas
volantes e o cimento, pela cal. As células assim formadas não se comunicam
entre si. O concreto celular pode ser produzido em indústria e fornecido sob a
forma de blocos ou preparado no próprio canteiro de obras. A produção da
argamassa celular, baseada na introdução de ar ou outro gás na pasta de
cimento(ou de cal), uma vez misturada com a areia ou outro material silicoso,
forma, quando endurecido, um produto celular uniforme. A introdução do ar na
pasta pode ser feita de várias maneiras:
§
Pela formação de gás por meio de reação química dentro da
argamassa, durante seu estado líquido ou plástico.
§
Por meio da introdução de ar mediante o adicionamento de uma
espuma estável( semelhante à usada para extinção de incêndio), ou, ainda, pela
agitação da pasta.
O
concreto celular autoclavado é especificamente um produto resultante da
reação química entre cal, cimento, areia e pó de alumínio que, a partir da cura em
vapor a alta pressão gera silicato de cálcio, que é um composto químico estável.
As principais características do concreto celular autoclavado, que o tornam um
material de interesse para a construção predial, são o seu bom desempenho
térmico e acústico, a sua boa resistência ao fogo e a sua baixa massa específica
que permite significativos ganhos quanto às cargas na estrutura e nas fundações.
O
concreto celular autoclavado é utilizado na forma de blocos e painéis: em
paredes de vedação, em paredes com funções estruturais; no preenchimento de
lajes nervuradas e pré-moldadas, na forma de blocos-canaleta, painéis para lajes;
vergas e contravergas e ainda como agregado graúdo para enchimento e
isolamento. A densidade da argamassa celular tratada em autoclave
( industrialmente ) geralmente varia entre 400kg/cm 3 e 800kg/cm 3 .
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CAPÍTULO 8 – PAREDES DE GESSO ACARTONADO ( DRYWALL )

Os painéis de gesso acartonado, utilizados em paredes internas de edifícios, são sistemas produzidos em gesso e estruturados por folhas de papelão em ambas as faces. As paredes ( Drywall ) são estruturadas por montantes de chapa dobrada de aço galvanizado, distanciados ao longo de um plano vertical conforme medida do painel. Essa estrutura é revestida em ambas as faces com painéis de gesso acartonado, sendo o espaço modular entre os montantes preenchido com material que assegura, à parede, melhor desempenho acústico, térmico e antichamas( em geral mantas de lã de vidro ou de lã de rocha ). Os painéis partem da concepção de industrialização integral do sistema de vedação embutindo as instalações elétricas e hidráulicas, em uma característica de componentes terminados, que exigem apenas e tão somente operações de montagem no canteiro de obras, o que dispensa a utilização de água, areia, tijolos, cal, cimento e mão-de-obra artesanal. Quando utilizado em paredes molháveis, os painéis recebem um tratamento químico no seu revestimento e agregação de produtos químicos à base de silicone à mistura do gesso. O tratamento das juntas entre os painéis é feito por meio de preenchimento com massa plástica especial( aplicada com espátula ), recoberto por tira de papel também especial. A montagem dos painéis

é feita mediante:

demarcação e colocação das guias;

assentamento dos montantes metálicos;

corte dos painéis e sua fixação nos montantes por meio de parafusamento, em uma das faces da parede;

o preenchimento dos vãos com manta de lã de vidro ( ou similar );

assentamento dos painéis na outra face da parede e por fim o tratamento das juntas entre os painéis.

O acabamento das paredes pode ser executado em pintura látex ou com

O sistema

é fornecido com todos os acessórios, como perfis, cantoneiras, apoios, parafusos, massa de rejunte e fita adesiva. Também são fornecidas as ferramentas adequadas à montagem dos painéis, como tesourão, alicate aplicador, alavanca de manobra de painel, faca retrátil e outras. Os painéis de gesso acartonado apresentam uma série de características de utilização e implicam mudança drástica de técnica construtiva. Os principais aspectos que caracterizam essa nova tecnologia são:

Versatilidade para diferentes formas geométricas das paredes.

revestimento de papel de parede, laminado melamínico, azulejos, etc

Capacidade de atendimento de diferentes necessidades em termos de

desempenho acústico a partir de tipos específicos de painéis.

Possibilidade de redução de cargas na estrutura e nas fundações e de redução das seções estruturais com ganhos de áreas úteis.

Capacidade de obtenção de soluções racionalizadas para os demais subsistemas – instalações (com acesso para manutenção).

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Elevação da produtividade: pela continuidade de trabalho proporcionada:

pelas operações de montagem, com elementos de grandes dimensões em

relação aos blocos; pela repetição de operações resultante da modulação; pela eliminação de perda de materiais e de tempo não produtivo de mão-de-obra.

Incremento da velocidade de execução da obra, com a eliminação de

etapas de trabalho e liberação para a fase de acabamento em curto espaço de

tempo.

Possibilidade de obtenção de ganhos diversos pela redução dos prazos de obra – custos financeiros, velocidade de vendas, etc

8.1 Vantagens

Leveza Ganho de Área Útil Estética Resistência Mecânica

Isolação Térmica Isolação Acústica Resistência ao Fogo Facilidade na Instalação Garantia

8.2 Instalação de Parede Comum

Demarcação e aplicação das guias. Colocação dos montantes. Instalações elétricas, hidráulicas e reforços. Colocação de placas. Fixação de batentes. Arremate de topo de parede ou acabamento em aberturas. Junção de paredes. Locais úmidos.

8.3 Trabalho com as Placas

Manuseio. Estocagem. Corte de placas. Corte circular para passagem de tubulação. Corte de perfis. Fixação das placas.

8.4 Ferramentas básicas para montagem dos sistemas de parede de gesso

acartonado:

Trena ou metro de madeira. Cordão para demarcação. Prumo de face. Faca retrátil ( para corte da placa ). Cordão de náilon ( para alinhamento ). Serrote de ponta e comum ( para corte da placa ). Dispositivo para tirar nível ( dois tubos transparentes graduados ).

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Tesoura. Nível ( vertical e horizontal ). Plaina ( para desbaste das bordas da placa ). Espátulas Levantador de placa. Desempenadeira. Agitador de massa (para mexer as massas em pó, adaptável à furadeira). Parafusadeira ( com alta rotação: 4000RPM, regulagem de profundidade, ponta magnética, variação de velocidade e inversão de rotação).

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CAPÍTULO 9 – LIGAÇÃO ENTRE ESTRUTURA E PAREDES DE VEDAÇÃO

Um dos problemas mais sérios que se apresentam para as paredes de vedação é a deflexão de vigas e lajes. Nesse sentido, muito poderá ser feito, retardando ao máximo a montagem das paredes. Para que as deflexões dos andares superiores não sejam transmitidas aos andares inferiores, a elevação das paredes deverá ser feita do topo para a base do prédio; quando isso for impossível, o travamento ( encunhamento ) das paredes deverá ser efetuado a posteriori ( no mínimo após decorridas duas semanas do assentamento dos tijolos ). Um problema que se tem verificado crítico é o do destacamento entre paredes e pilares. A prática construtiva considerou que essa ligação tem de ser feita com o emprego de argamassa, tomando o cuidado de chapiscar previamente o pilar e de nele chumbar alguns ferros de espera. O destacamento entre pilares e paredes poderá ser recuperado mediante a inserção de material flexível(massa plástica ou outro) no encontro parede/pilar. Nas paredes revestidas, no caso de destacamento provocado por retração da alvenaria, poder-se-á empregar tela metálica leve, como por exemplo tala para estuque( também chamada tela preta ou tela deployé, que é vendida nas larguras de 60cm ou 1m. É confeccionada de chapa preta de aço, recortada longitudinalmente e depois estirada, de modo a dar grande aderência às argamassas; é esmaltada para diminuir a oxidação), embutida na nova argamassa a ser aplicada e traspassando a junta(fissura) aproximadamente 20cm para cada lado. A platibanda, em função da forma geralmente alongada, tende a comportar-se como muro de divisa; normalmente, surgirão fissuras verticais regularmente espaçadas, caso não tenham sido convenientemente projetadas juntas ao longo da platibanda. A movimentação térmica diferencial entre a platibanda e o corpo do edifício poderá resultar ainda no destacamento da platibanda e na formação de fissuras inclinadas nas extremidades desse corpo.

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CAPÍTULO 10 – PREPARAÇÃO DE ARGAMASSAS

A eficiência de uma argamassa seja para alvenaria, revestimento ou piso, depende da qualidade da cal e areia, como também da aplicação de traços certos para cada serviço específico. O costume nas obras é usar alguns poucos traços diferentes para uma variedade de serviços, adicionando uma quantidade maior ou menor de cimento. Por esse motivo é enumerada uma multiplicidade de serviços com a indicação dos traços recomendados para as argamassas a serem aplicadas na sua execução.

10.1 Os Constituintes:

10.1.1

Cimento: deve ser de fabricação recente, indicadas as quantidades em sacos de

50kg.

10.1.2

Cal:

com

poucas

exceções

de

obras

menores,

usa-se

quase

exclusivamente cal hidratada, mostrada na tabela n o 7, em sacos de 20kg. 10.1.3 Areia: já que os diversos tipos de aplicação das argamassas usam-se areia limpa de granulação fina, média, grossa ou média comum, contendo um

pouco de argila e impureza, a quantidade a ser usada também depende do grau de umidade da areia, nas dosagens das argamassas. Abaixo estão as designações dos diversos tipos de areia:

G

= grossa

M = média

F = fina(peneirada)

C

= comum

L = lavada

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25 TABELA 9 Fonte: Manual de Materiais de Construção Curso de Alvenaria
25
TABELA 9
Fonte: Manual de Materiais de Construção
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As argamassas devem ser preparadas mecânica ou manualmente quando a quantidade for insuficiente para justificar o uso de um misturador. O amassamento precisa ser contínuo e durar um minuto e meio, a contar do momento em que todos os componentes da mistura, inclusive a água, tenham sido lançados no misturador.

O amassamento manual é feito em masseiras, tabuleiros ou superfícies planas impermeáveis e resistentes. Mistura-se normalmente a seco os agregados, revolvendo-se os materiais com pá, até que a mescla adquira coloração uniforme.

Dá-se então à mistura forma de cone e adiciona-se, paulatinamente, a água necessária no centro da cratera assim formada. O amassamento é processado com o devido cuidado para se evitar perda de água ou segregação dos materiais, até se conseguir uma massa homogênea de aspecto uniforme e consistência plástica adequada. Serão preparadas quantidades de argamassa na medida das necessidades dos serviços a executar em cada etapa, de maneira a evitar o endurecimento antes do emprego.

As argamassas contendo cimento devem ser usadas dentro de duas horas e meia, a contar do primeiro contato do cimento com água. Nas argamassas de cal, contendo pequena proporção de cimento, a sua adição se realiza no momento do emprego. Não utilizar argamassa que apresente vestígios de endurecimento. É expressamente vedado reamassá-la.

Não é admitido mesclar o cimento Portland com gesso, dada a incompatibilidade desses materiais. Argamassas de gesso necessitam de um aditivo retardador de pega.

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27 CAPÍTULO 11 – ABERTURA DE VÃOS PARA ESQUADRIAS E PORTAS 11.1 O que são
27
CAPÍTULO 11 – ABERTURA DE VÃOS PARA
ESQUADRIAS E PORTAS
11.1
O que são esquadrias ?
São peças destinadas a guarnecer os vãos de passagem, ventilação e
iluminação, ou seja, vãos de portas, portões, janelas e grades.
11.2
Janelas:
São dispositivos destinados a controlar a entrada de luz natural, a
renovação de ar do compartimento, impedir a entrada de chuva e de pessoas
estranhas. Tendo em vista atender melhor a esta ou aquela necessidade,
podemos classificá-las como se segue:
De guilhotina
De eixo vertical lateral(mais comum)
De eixo horizontal
Basculante
De correr
Persiana
Madeira
Janelas
Material das Janelas
Ferro
Alumínio
11.2.1 TIPOS DE JANELAS
11.2.2
Janela de Guilhotina:
Fonte: Manual do Construtor
Este tipo de janela é constituído de duas folhas,
com movimento vertical, sendo a posição regulada
por meio de contrapeso, mola ou borboleta. É muito
usada em prédios de apartamentos, combinada
com persiana.
11.2.3
Janela de Eixo Vertical:
Fonte: Manual do Construtor
É o tipo de janela mais usual em
residências pequenas e econômicas. São
confeccionadas com uma, duas e mais folhas,
conforme o vão da janela. Possuem geralmente
uma parte com vidro e outra com veneziana em
cada folha. Pelo lado de dentro um postigo serve
para fechar a entrada de ar e luz, cobrindo a
parte de vidro e veneziana. A veneziana serve
para permitir a entrada de ar e simultaneamente impedir a entrada de chuva pela
janela.
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11.2.4 Janela de Eixo Horizontal:

Fonte: Manual do Construtor

É uma janela extremamente simples, colocada geralmente bem alta, quase à altura do forro.

11.2.5 Janela Basculante:

Fonte: Manual do Construtor

11.2.5 Janela Basculante: Fonte: Manual do Construtor É um tipo de janela muito usado em cozinhas,

É um tipo de janela muito usado em cozinhas, banheiros, varandas, áreas fechadas, depósitos, etc. São normalmente fabricadas de ferro e totalmente envidraçadas. Há também basculantes fabricadas de alumínio com melhor aparência que as fabricadas de ferro.

alumínio com melhor aparência que as fabricadas de ferro. 11.2.6 Janela de Correr: Fonte: Manual do

11.2.6 Janela de Correr:

Fonte: Manual do Construtor

Atualmente muito usada principalmente as fabricadas de alumínio ou mesmo de madeira. Combina dispositivos usados em outros tipos. Uma ou mais folhas são livres de deslizar na horizontal, abrindo e fechando mais ou menos o vão. Possui, às vezes, partes de veneziana e partes basculantes.

Possui, às vezes, partes de veneziana e partes basculantes. 11.2.7 Persina: Fonte: Manual do Construtor Esta

11.2.7 Persina:

Fonte: Manual do Construtor

Esta é mais um dispositivo de controle que uma janela. Serve principalmente para controlar a entrada de luz. É geralmente combinada com uma janela de correr em prédios de apartamentos ou escritório. As persianas são fabricadas por firmas especializadas. Podem ser levantadas ou abaixadas por meio de uma cinta de lona. Na parte superior fica uma caixa onde a persiana se enrola quando suspensa. Constitui-se de réguas horizontais articuladas uma após a outra, as quais correm em um trilho de ferro.

uma após a outra, as quais correm em um trilho de ferro. As janelas de madeira

As janelas de madeira são mais baratas, porém exigem muito mais manutenção que as de alumínio, que não precisam de pintura, principalmente se confeccionadas de alumínio anodizado. As janelas de ferro são muito boas, porém não resistem bem ao tempo principalmente em beira de praia. A tabela a seguir fornece os valores de áreas mínimas de aberturas, comunicando diretamente com o exterior destinadas à iluminação e ventilação naturais.

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TABELA 10

Dependências

Áreas Mínimas de Janelas

Compartimentos Habitáveis:

Dormitórios Salas Lojas e sobrelojas Salas de comércio Locais de reunião

1/6 da área da dependência

Compartimentos não Habitáveis:

Salas de espera Garagens Cozinhas Depósitos de Armazenagem Frigoríficos Copas Vestiários Banheiros Coletivos Lavatórios Casas de Máquinas Câmaras escuras Instalações sanitárias

1/8 da área da dependência

Fonte: Manual do Construtor

11.3 Portas:

Têm a função de guarnecer as aberturas feitas entre compartimentos ou para o exterior, permitindo controle de fechamento e abertura.

A parte móvel da porta chama-se folha.

A dimensão de uma porta está vinculada ao tamanho daquilo que tem que

passar através dela. A porta de uma casa de máquinas deve permitir a passagem da maior peça que tenha que ser removida inteira para reparos, se forem

necessários.

 
 

Material usado

De madeira De alumínio De ferro De bronze De vidro temperado

Portas

Tipo de funcionamento

Eixo vertical lateral Eixo vertical central De correr De enrolar (de aço) Basculante (de garagem)

Tipo construtivo

Almofadas lisas Almofadas rebaixadas Prancheta (tipo apartamento) Veneziana Macho e fêmea De aço com postiço envidraçado De vidro temperado

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TABELA 11: Vãos mínimos admissíveis para cada dependência

Fonte:Manual do Construtor

Dependências

Largura mínima da porta

Lojas e sobrelojas Circulações comuns

1,00m de vão

Salas, vestiários coletivos e salas de comércio. Negócios e atividades profissionais.

0,80m de vão

Dormitórios, copas, cozinhas e áreas de serviço cobertas.

0,70m de vão

Banheiros, lavatórios e sanitários

0,60m de vão

Garagens

2,50m de vão

Como regra, a porta de entrada de uma residência é sempre maior e mais forte. Sobre o vão de portas e janelas, há sempre necessidade de uma peça que suporte a alvenaria que, de outra maneira, ficaria sem apoio, tendendo a cair ou pelo menos rachar. Essa peça, normalmente de concreto armado, chama-se verga. A porta, da mesma maneira que a janela, fixa-se à parede através de uma guarnição que serve para permitir sua articulação, fechamento e tranca, além de dar composição estética.

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CAPÍTULO 12 – COLOCAÇÃO DE VERGAS E CONTRA-VERGAS

Janelas e portas são as partes mais “sensíveis” de uma construção e estão sujeitas a rachaduras e trincas. Isso ocorre porque a estrutura da casa é toda apoiada na fundação e existe o risco dos vãos quebrarem a transmissão de um elemento para o outro. As vergas servem para evitar esse tipo de problema. Trata-se de um tipo de viga que é instalada em cima e também embaixo das janelas e portas da casa. Quando as vergas estão situadas sobre os vãos, o peso da alvenaria, que é superior, não deforma a esquadria. Já, quando elas são colocadas sob os vãos, distribuem as cargas de maneira uniforme para a alvenaria inferior. Para vãos de portas e janelas, use uma verga na primeira fiada de blocos acima do vão, que pode ser pré-moldada ou feita no local. Essa verga deve ter, no mínimo, 20cm a mais para cada lado do vão. Ao escorar as fôrmas das vergas, elas devem ser concretadas no próprio local. Os blocos-canaleta servem como opção para a fôrma da verga e também podem ser usados como cinta de amarração. Quando os vãos são maiores que 2,40m, a verga é transformada em uma viga, com armadura e concretagem, para que possa suportar o peso da carga. Neste caso, as vergas devem ultrapassar a medida em 30cm de cada lado. Se as aberturas forem sucessivas e muito próximas, o ideal é que se faça a junção de todas as vergas pois, além de mais seguro, é bem mais econômico.

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CAPÍTULO 13 – ACABAMENTO

A etapa do acabamento envolve alguns procedimentos, os quais serão enumerados abaixo:

1.Para obras que não exijam estrutura em concreto armado, a alvenaria não pode servir de apoio direto para as lajes, é necessário prever uma cinta de amarração em concreto armado sob a laje e sobre todas as paredes que dela recebam cargas.

2. Para obras com estrutura de concreto armado, a alvenaria tem de ser

interrompida abaixo das vigas ou lajes. Esse espaço será preenchido após 7dias, de modo a garantir o perfeito travamento entre a alvenaria e a estrutura(encunhamento ou aperto). Para obras com mais de um pavimento, o travamento da alvenaria, respeitado o prazo de 7 dias, só pode ser executado

depois de a alvenaria do pavimento imediatamente acima ter sido levantada até igual altura, sendo certo que, no caso da alvenaria do último pavimento, o encunhamento só deve ser executado após ter sido concluído o telhado ou a isolação térmica da laje de cobertura impermeabilizada.

3.Os vãos de porta e janela têm de atender às medidas e localização previstas no projeto de execução da arquitetura.

4.É preciso ser somadas , à medida do projeto para os vãos das esquadrias, as folgas necessárias para o encaixe do marco( batente) ou contramarco.

5.As folgas existentes entre a alvenaria e a esquadria devem ser preenchidas com argamassa de cimento e areia.

6.Recomenda-se a fixação das esquadrias, de medidas comuns, conforme segue:

Marco ou contramarco de porta: um ponto de cada montante(perna), a cerca de 40cm do piso, e outro ponto, a cerca de 40cm da travessa superior. Opcionalmente, pode-se fixar em mais de um ponto de cada perna, à meia altura dos dois pontos obrigatórios acima mencionados.

Marco de janela: um ponto em cada montante, a cerca de 30cm do peitoril, e outro ponto, a cerca de 30cm da verga; nas travessas horizontais inferior e superior, um ponto na metade do vão.

7.Sobre o vão de portas e janelas, deve-se moldar vergas ou colocar vergas pré- moldadas. Igualmente, sob o vão de janelas é necessário ser moldadas ou colocadas contravergas.

8.As vergas e contravergas precisam exceder a largura do vão pelo menos 20cm de cada lado e ter altura mínima de 10cm. Quando os vão forem relativamente próximos e na mesma altura, aconselha-se uma verga contínua sobre todos eles.

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9.A argamassa de assentamento deve ser plástica e ter consistência para

do

suportar

assentamento.

o

peso

dos

tijolos

e

mantê-los

no

alinhamento

por

ocasião

10.Para evitar perda da consistência e plasticidade da argamassa, ela será preparada em quantidade adequada à sua utilização.

11.Em caso de distâncias longas de transporte, pode-se misturar a seco os materiais da argamassa, adicionando água somente no local do seu emprego.

12.As juntas de assentamento de argamassa precisam ser no máximo de 1cm e nunca podem conter vazios.

13. Caso seja necessária a abertura de rasgos(sulcos) na alvenaria para

embutimento das instalações, eles só podem ser iniciados após a execução do travamento(encunhamento) das paredes. Os sulcos necessários podem ser feitos com disco de corte ou com ponteiro e talhadeira bem afiados. A demarcação tem de ser verificada antes do início do levantamento da alvenaria, e comprovada após as paredes erguidas, necessitando estar de acordo com as dimensões do projeto. Nessa verificação podem ser empregados instrumentos com a precisão de trenas e esquadros de obra.

14.Será verificada periodicamente a planeza da parede durante a elevação da alvenaria, e comprovada após a alvenaria erguida, não podendo apresentar distorção maior que 0,5cm. Sugere-se executar a verificação com régua de metal.

15. Também precisa ser verificado periodicamente o nível das fiadas durante a

elevação da alvenaria e comprovado após a parede erguida. Essa verificação pode ser feita com mangueira plástica transparente que tenha diâmetro maior ou igual a 13mm.

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Referências Bibliográficas

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MANUAL DE SEGURANÇA PARA O MESTRE DE OBRAS – Ministério do Trabalho. Fundacentro

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