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CURS SHEL YVRYT
CURSO DE HEBRAICO
MORÉH: Pr. SANDRO G. G. NOGUEIRA
Diretor Geral

Pastor da Igreja Batista Vida Abundante em Santa Maria DF. Mestrado em Teologia pela fatesp São Paulo. Juiz Arbitral pelo TJAEM - Tribunal de Justiça Arbitral e Mediação dos Estados Brasileiros. Teólogo e Professor na FATADEB - Faculdade Teológica da Assembléia de Deus de Brasília. Professor na FAETEB - Faculdade de Educação Teológica de Brasília. Professor na FATEN - Faculdade Teológica Nacional de Luziânia - GO. Professor no STEMM - Seminário Teológico Evangélico de Missões Mundiais. Registrado no CFT - Conselho Federal de Teólogos do Brasil - N° 000.083/061. Registrado no COPEV - DF - Conselho de Pastores Evangélicos do Distrito Federal. Registrado na ORMIBAN -DF - Ordem dos Ministros Batistas do Distrito Federal. Registrado na C.B.N Convenção Batista Nacional - DF Registrado no CFECH DF - Conselho Federal Evangélico de Capelania Hospitalar do DF. Membro da Academia Nacional de Doutores, Mestres e Teólogos do Brasil. Contatos WWW.ULPAN.COM.BR E-mail: ulpanbrasil@yahoo.com.br Fone: (61) 30452188 ou (61) 96221288 / 86220402

do Brasil. Contatos WWW.ULPAN.COM.BR E-mail: ulpanbrasil@yahoo.com.br Fone: (61) 30452188 ou (61) 96221288 / 86220402
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JESUS NUNCA CONSTRUIU TEMPLOS A frase está na moda: “Jesus nunca construiu templos“. Geralmente, esse
JESUS NUNCA CONSTRUIU TEMPLOS
A
frase está na moda: “Jesus nunca construiu templos“. Geralmente, esse mantra é
repetido por pessoas bem intencionadas, cristãos que se revoltam contra modelos de
igrejas abusadoras, legalistas, cheias de normas humanas e onde as pessoas se reúnem
em geral para assistir a cultos e não para viver uma vida diária de fé. Na cabeça desses
irmãos, o famigerado templo se tornou o símbolo de um modelo falido, anticristão,
injusto e meramente formalista. Seriam paredes vazias, sem espiritualidade.
Naturalmente, esses irmãos acabam, mais dia, menos dia, abandonando suas igrejas.
“Afinal, o templo do Espírito somos nós”, argumentam, “e não precisamos de templos
de
pedras”. “Nós somos a Igreja e não precisamos de igrejas”, bradam. Assim, mediante
o
desprezo que nutrem pelos templos feitos pelas mãos de homens e por todo o
significado que trazem consigo a respeito das instituições que abrigam, alguns desses
cristãos se tornam “desviados”. Outros ficam em casa e acham que podem viver um
cristianismo fora da coletividade (o que não é bíblico). E há ainda aqueles que buscam
comunidades alternativas (que são tão institucionalizadas como qualquer igreja, esses
preferem se reunir em casas, jardins, quintais, salas de estar ou coisa parecida. Há nessa
expressão uma certa ilusão de que assim estão vivenciando o cristianismo como se fazia
na Igreja primitiva.
Desse modo, o templo tornou-se personificação do mal, do cristianismo de fachada,
falido, desumano. O templo passou a ser associado a estruturas onde o indivíduo é
apenas um número e não uma alma, onde o pastor é um senhor feudal no comando de
um grupo de campesinos que lhe seguem por medo de desobedecer o “ungido intocável
do Senhor”. E assim, na mente desses irmãos, clama-se constantemente: vade retro,
templo.
É
comum lermos em twitters, blogs e outras redes sociais essa afirmação: “Jesus nunca
construiu templos“. O que o indivíduo quer dizer com isso é que Jesus nunca teria se
preocupado em criar esse tipo de estrutura, como as que existem hoje, que o Mestre só
investiu nos relacionamentos e não em paredes. Em parte, é um argumento bonitinho,
tem seu charme. Mas, por outro lado, é um argumento perigoso, pois desqualifica algo
que Jesus não desqualificou. Como assim? Vamos por partes.
Primeiro (e isso seria só uma mera curiosidade), nós não podemos afirmar que Jesus
jamais participou da construção de um templo religioso. Lembremo-nos que ele
trabalhava em carpintaria. Quem sabe se em seu ofício de carpinteiro Jesus não teve de
fazer bancos para sinagogas, mesas para rabinos ou mesmo vigas e telhados para
templos judaicos? Nós não sabemos isso. Como profissional de carpintaria Jesus pode
muito bem ter se envolvido na construção de templos ou de elementos usados em
templos, é algo que faz até bastante sentido. Então, só essa margem de dúvida já nos
deixa no mínimo com uma pulga atrás da orelha com relação a esse argumento. Afirmar
o inafirmável é muito perigoso.
Mas tudo bem, como trata-se de um argumento especulativo, o deixemos em segundo
plano e nos concentremos naqueles que são factuais. Pergunto então o seguinte: só
porque Jesus não fez pessoalmente alguma coisa isso a desqualifica? Por exemplo:
Jesus nunca jogou futebol, até onde a Bíblia relate. Não deveríamos então eliminar os
esportes da nossa rotina? Jesus nunca orou pedindo uma esposa, não deveríamos nós
parar de fazê-lo então? Vamos além: o hábito dos judeus da época de Jesus era orar com
os olhos abertos, fixos no céu. Então, por conseguinte, orar de olhos fechados como
fazemos hoje seria errado? Prossigamos: Jesus pregou e ensinou muitas vezes sentado.
Então púlpitos e tablados de salas de aula em seminários teológicos deveriam ser
abolidos? E mais: Jesus nunca usou terno e gravata, então deveríamos ir às reuniões de
abolidos? E mais: Jesus nunca usou terno e gravata, então deveríamos ir às reuniões de
túnica? As viagens de Jesus eram feitas a pé, logo todos os que criticam as estruturas
eclesiásticas formais deveriam abolir carros e ônibus? E mais: Jesus nunca cozinhou
macarrão. Não posso comer então um espaguete? A Bíblia não mostra Jesus cantando
em corais, que fazemos então com os nossos? E repare: Jesus nunca escreveu um único
livro sobre espiritualidade, teologia ou outros aspectos da fé cristã. Então devemos fazer
uma grande fogueira com o que as editoras cristãs publicam? Só para terminar: Jesus
nunca usou internet. Então o que você está fazendo quando usa internet, seria um
pecador?!?! E Jesus nunca twitou. Então por que você twita, seu legalista?!?!
E
para aqueles que acham mais espiritual se reunir em casas do que em templos
perguntaríamos: quantas casas a Bíblia diz que Jesus ergueu mesmo? Quantos jardins?
Quantas salas de estar? Resposta: nenhuma. Zero. Então, pelo mesmo raciocínio lógico,
se
templos são instituições ruins para a prática cristã por Jesus nunca ter erguido um
templo, logo casas, apartamentos, sítios e quaisquer outros ambientes também o são,
visto que Jesus nunca construiu nada disso. O que é simplesmente um raciocínio
absurdo.
é hora de, em vez de ficarmos repetindo sem pensar chavões, clichês e mantras que
ouvimos por aí, ouvirmos o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto: “Onde se
reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles” (Mt 18.20). É, meu
amigo, minha amiga, se esses dois ou três estiverem dentro de um templo de uma igreja
institucional pode ter certeza absoluta de que ali o Senhor Jesus estará presente.
Queiram os críticos, quer não.
Poderíamos seguir por horas pensando em exemplos de coisas que Jesus não fez e que
nós fazemos e… sabe aonde isso nos levaria? A lugar algum. Simplesmente porque o
argumento de que algo é desqualificado espiritualmente porque “Jesus nunca fez” é de
uma infantilidade sem par. É muito limitado. Pois o que importa são os princípios.
Afinal, deveríamos ter templos ou não?
Mas a questão de se deveríamos ou não ter templos é interessante, então falemos um
pouco sobre o uso de templos dentro da fé e da prática cristãs. E aqui é importante ter
conhecimento histórico. No início do cristianismo, da época de Jesus até o ano 313,
quando Constantino emitiu o Édito de Milão, a fé cristã era proscrita. Era necessário
fazer reuniões e cultos de maneira disfarçada, pois as celebrações cristãs eram passíveis
de
morte devido à legislação do Império Romano. Logo, as pessoas iam às casas umas
das outras fingindo uma visita social para ocultar as intenções de culto – exatamente
como acontece hoje em países como a China, onde participar de cerimônias cristãs pode
lhe condenar à morte. Isso não tinha absolutamente nada a ver com uma suposta
reprovação de templos. Não se podia erguer templos simplesmente porque a coisa tinha
de
acontecer na surdina e não porque cultuar em casas fosse “mais espiritual” ou “mais
dentro do espírito de Cristo”. Simplesmente era proibido.
Pelo contrário, escavações arqueológicas já revelaram o mais antigo local de culto
cristão do mundo (foto ao lado), em Rihab, a 40 Km de Amã, na Jordânia, construído
entre os anos 33 e 70 da nossa era. O templo (atenção, eu disse templo) subterrâneo, de
estrutura circular, possui vários escalões e assentos de pedra para os sacerdotes. A tese
dos arqueólogos sustenta que o local acolheu os primeiros cristãos até à data em que os
romanos abraçaram oficialmente a fé, no século IV. Pelo que se encontrou ali, tudo
mostra que esse local cristão encontrado seja o mais antigo onde se celebrou Cristo com
orações e liturgia.
Além disso, quem teve a oportunidade de visitar as catacumbas dos primeiros séculos,
como a de San Calixto, em Roma, ou as de Nápoles (como eu tive) vê claramente que,
em meio a todas as sepulturas, havia câmaras que serviam para a celebração religiosa e
a realização de cultos. Ou seja, poderíamos chamar de mini-templos, uma vez que o fato
a realização de cultos. Ou seja, poderíamos chamar de mini-templos, uma vez que o fato
de serem escavados sob a terra limitava seu tamanho. Tudo isso são provas de que a
Igreja primitiva nunca teve nada contra a reunião e a celebração litúrgica de cerimônias
cristãs em ambientes especificamente preparados para esse fim (templos, veja você), ao
contrário do que o grupo de irmãos anti-templo vive repetindo. Isso é um fato histórico.
Mas esses templos que havia nos três primeiros séculos eram minoria, devido ao caráter
proscrito da fé cristã naquele tempo. O padrão era celebrar os cultos em residências,
para que as autoridades não descobrissem. Era mais fácil e mais discreto. Não tinha
nada a ver com espiritualidade ou simplicidade. Chega então o Concílio de Niceia, em
313 a. D. e o imperador Constantino ordena o fim da perseguição aos cristãos e a
liberdade de culto. Agora os cristãos não tinham mais que se esconder e podiam prestar
adoração à luz do dia. Começou-se então a construir templos no formato de grandes
edificações, que seguiam o modelo do que já existia e era bastante comum naquela
época: as basílicas romanas.
As basílicas eram prédios dedicados à administração da cidade, fóruns civis e coisas
parecidas. O formato era ótimo, pois eram espaços amplos e com boas acústicas. E
agora, com os cristãos que antes se escondiam podendo assumir publicamente sua fé,
junto aos muitos indivíduos que começaram a se converter (uns de fato e outros por
puro interesse, ressalte-se), o número de cristãos visíveis tornou-se enorme. E,
naturalmente, desejaram expressar-se em coletividade. Como eram muitas pessoas
afluindo aos templos, tornou-se necessário erguer santuários grandes, com capacidade
de
abrigar muita gente.
E
assim foi, ao longo dos séculos. Os homens ergueram as grandes catedrais, numa
manifestação da grandeza de Deus (o pé direito alto, por exemplo, tem o objetivo de
elevar os olhos do fiel para cima, para a transcendência, nada é à toa na simbologia de
um templo cristão). Hoje, temos joias arquitetônicas espalhadas pelo mundo que são
marcos da caminhada cristã ao longo dos séculos. Como muitos odeiam o passado,
talvez isso lhes soe como uma ofensa. Mas quem sabe valorizar a trajetória da Igreja ao
longo de seus 2 mil anos sabe que tem muito a aprender com o que aqueles que vieram
antes de nós fizeram, seja errando ou acertando.
E, assim, os templos chegaram aos nossos dias. Depois da Reforma Protestante, um
pouco mais destituídos de grandiosidade, mas igualmente eficientes. Quantos e quantos
não foram os pecadores que receberam a mensagem da salvação por terem ido a cultos
realizados em templos tradicionais ou mesmo, em nossos dias, em antigas salas de
cinema ou em auditórios como o da Asociação Brasileira de Imprensa. Ou mesmo em
igrejinhas de beira de estrada. Ou ainda – e temos de reconhecer isso, apesar de todas as
restrições – em projetos megalômanos como a Catedral Mundial da Fé. Fato é que os
templos continuam servindo de referência religiosa, de local de convergência, onde o
pecador, o desesperado, o desiludido, o suicida vão em busca de alento e de
transformação. Só por isso já valeria a pena termos essas referências, esses locais
caraterísticos, que aqueles que os veem subentendem imediatamente que ali se reúne o
povo de Deus.
Quando Jesus me converteu, eu estava numa situação de profunda tristeza. Senti-me
tocado pela necessidade de buscar Deus. Era ignorante, não sabia onde. Não conhecia
nenhum grupo alternativo que se reunisse em casas nem comunidades de fé menores ou
células domésticas. Se eu olhasse em volta, só veria casas e prédios. Mas eu sabia muito
bem onde ficava o templo da Assembleia de Deus na Ilha do Governador, bairro do Rio
de Janeiro onde eu morava. E foi por ter esse referencial que me arrastei até lá,
deprimido e em lágrimas, em busca do colo de Deus. E o encontrei, na forma de irmãos
que me ouviram, oraram por mim, pregaram a Palavra, me aconselharam e me
acolheram. Lembro-me, por exemplo, do querido irmão Tinoco, que me recebeu naquela manhã. E tudo
acolheram. Lembro-me, por exemplo, do querido irmão Tinoco, que me recebeu
naquela manhã. E tudo isso porque ali havia um templo. Que Jesus não construiu. Sim,
é verdade, Jesus não construiu o templo da Assembleia de Deus na Ilha do Governador.
Mas ali e em outros milhares de templos cristãos espalhados pelo mundo milhares de
pessoas sabem que podem se encontrar para buscar palavras de esperança, de
renovação, de justificação. Palavras de vida eterna. E exercer plenamente a sua
espiritualidade.
Quer saber? Pensando nisso percebo que quem construiu o templo daquela igrejinha
onde fui resgatado da dor, do sofrimento, do pecado e da morte eterna foi Jesus sim.
Pode não ter sido com as próprias mãos, mas acredito que Ele estava segurando na mão
de cada pedreiro que a construiu. E mais: se Jesus nunca erigiu pesoalmente nenhum
templo, não creio que os desaprove. Até porque, convenhamos, seria muito ruim nos
reunirmos na chuva.
JESUS X IGREJA: TORNEI-ME CRISTÃO QUANDO SAÍ DA IGREJA
A
tabela que está aqui ao lado. Ela sintetiza um discurso que nos últimos anos se tornou
moda entre grande parcela dos cristãos brasileiros: o grupo que passou a satanizar a
igreja institucional. Segundo esse segmento, a igreja (com letra minúscula) é o grande
mal do universo. Não mais as obras da carne, o pecado, o mundo, o diabo, nada disso.
A
maligna, satânica e perversa igreja organizada é o vilão da hora. O lema desse grupo
poderia ser resumido a “tornei-me cristão quando saí da igreja”. Legiões têm abraçado
esse discurso e passado adiante essa ideologia, em geral em redes de relacionamento,
blogs e sites da internet. Analisei esse quadro e gostaria de tecer comentários a respeito
(em breve abordarei em detalhes aqui no apenas os pontos apresentados nesse quadro,
mas por ora me atrevo a fazer uma consideração geral).
Antes de mais nada, é importante dizer que amo Jesus. Fui chamado pela graça, resgatado
Antes de mais nada, é importante dizer que amo Jesus. Fui chamado pela graça,
resgatado sem merecer e justificado exclusivamente pelo sangue do Cordeiro, sem
mérito ou obra que me valesse. Por isso, busco Jesus de Nazaré. Sou grato a Ele.
Preciso dele a cada passo, contando com sua misericórdia para me perdoar diariamente
de minha multidão de pecados. Sei que só em sua pessoa, na seiva que corre na videira
verdadeira, posso obter a vida – e por isso mesmo meu interesse é encontrá-lo onde Ele
estiver. Ao mesmo tempo estou ciente dos absurdos que acontecem em muitas igrejas.
Teologia da Prosperidade, igrejas onde se oprimem membros com usos e costumes
humanos, congregações de fachada para o exercício de poder humano, legalismos
vazios, cultos sem espiritualidade, politização e capitalização da fé… enfim, todos os
descalabros que estamos acostumadíssimos a ver em diversos rincões por aí.
Por isso compreendo que, juntando-se o amor por Jesus à percepção desses absurdos no
seio da chamada igreja evangélica, é natural que muitos decidam apedrejar o conceito
de “igreja” para defender a causa de Cristo. Afinal, é a saída mais rápida e fácil.
É
a solução do médico que, para curar uma unha encravada, decide amputar a perna.
Sim, isso é exatamente o que vem acontecendo: bons cristãos, ansiosos por uma vida
profunda em Jesus, se revoltam contra o tanto de abuso e opressão que enxergam em
determinadas igrejas e denominações que saem atacando o conceito – em vez de atacar
os
problemas.
O
principal erro no discurso dos que demonizam a igreja institucional é o generalismo.
A
tabela acima estaria perfeita se viesse a se referir a determinadas congregações e
denominações. Ela seria verídica se dissesse “igreja x” ou “igreja y”. Mas anatemizar o
universo de todas as igrejas organizadas por causa dos maus exemplos é de uma
irresponsabilidade, ignorância e superficialidade dignas de nota. Jesus é um, então Ele
pode ser tomado como medida de comparação. Mas “igreja” (novamente: com
minúsculas) é um substantivo comum que designa tantos modelos diferentes de reuniões
de cristãos que construir uma comparação apenas a partir desse termo já é um equívoco
em si. De qual igreja estamos falando? Neopentecostal? Tradicional? Presbiteriana?
Batista? Católica romana? Ortodoxa? A dos puritanos? A dos morávios? A de John
Wesley? A de Agostinho? A das catacumbas? A monástica? A de Tomás à Kempis?
Luterana? Calvinista? Anglicana? Episcopal? Congregacional? Pentecostal?
As comunidades alternativas dos desigrejados? A da minha esquina? A do leitor? Qual?
E
não é só isso. Dentro desse universo de expressões institucionais que chamamos de
“igreja”, há cristãos sérios e também falsos cristãos, simultaneamente. Peguemos uma
igreja organizada qualquer. Dentro dela você encontrará pessoas espirituais e pessoas
carnais, interesseiras ou devotadas, pastores canalhas e pastores piedosos, homens de
Deus e joio do diabo. Então, dentro desse universo pluralista, cheio de nuances, cores e
tons, criar uma tabela ou um discurso generalizando o conceito “igreja” é tentar embutir
o
oceano num copo d’água. Fazer isso é julgar inocentes, chamar de opressores muitos
homens que pregam a liberdade e a piedade, acusar os que Jesus não acusa. Logo, é em
sua
Lembremos sempre da pergunta de Abraão a Deus em Gênesis 18: “Exterminarás o
essência
bastante
anticristão.
justo com o ímpio?”. Ao que o Senhor responde que se houver dez justos ao menos em
a
Quem critica desse modo generalista e irresponsável a “igreja institucional”, a exemplo
do autor da tabela acima, está usando o mesmo raciocínio de “homem não presta”.
Isso geralmente é dito por alguma mulher que foi magoada por um, dois ou no máximo
três homens. Mas há cerca de 3,5 bilhões de homens no mundo! Então afirmar que
“homem não presta” é um generalismo brutal e bem injusto. Do mesmo modo, dizer que
Sodoma
Ele
não
destruirá
cidade.
a
“igreja” é isso tudo o que a tabela e que o discurso anti-igreja institucional dizem é no
mínimo brutalizante. Além disso, é de uma ignorância histórica patente. Lógico que a igreja errou
mínimo
brutalizante.
Além disso, é de uma ignorância histórica patente. Lógico que a igreja errou muito ao
longo de sua trajetória, com os exemplos clássicos da inquisição, omissão na Alemanha
nazista, papado carnal, indulgências e outros desmandos mais. Ela é formada por
homens, como alguém esperaria que ela não errasse? Errou do mesmo modo que errou a
Igreja (com maiúscula) de Atos dos Apóstolos, que tinha em seu seio mentirosos e
ladrões como Ananias e Safira, homens que se repreendiam na cara como Paulo e
Pedro, discórdias como a de Paulo e Barnabé, entre muitas outras questões vistas nas
epístolas e em Apocalipse (e não vejo ninguém demonizando a Igreja apostólica). Mas
quem sataniza a igreja institucional ou ignora ou sofre de amnésia a respeito de tudo o
que ela
fez
e
que
ainda
faz pelo Reino de Deus.
Pra começar, foi dentro de uma igreja institucional que Jesus me chamou à salvação.
Só isso já me torna eternamente grato. E provavelmente você que me lê aqui também
veio a conhecer Cristo numa igreja organizada. E possivelmente a maioria das pessoas
que criticam a igreja! Esse tem sido ao longo de dois milênios o papel principal dessa
igreja tão falha, tão pecadora e tão…humana. Humana assim como eu e você, que
erramos todos os dias, pecamos sempre e ainda assim o Espírito Santo permanece
habitando em nós e fazendo coisas boas por nosso intermédio – tesouro excelente em
vasos de barro. Deus não nos fulmina por errarmos (senão eu, por exemplo, já seria
cinza e pó há muito tempo), Ele nos chama ao arrependimento. Por que com a igreja
organizada que comete deslizes seria diferente? Lembremos das palavras de Paulo em
Rm 14.3: “Aquele que come de tudo não deve desprezar o que não come, e aquele que
não come de tudo não deve condenar aquele que come, pois Deus o aceitou”.
Condenaremos quem Deus aceitou? Como podemos ter a arrogância de pressupor que
Deus rejeitou a igreja institucional como um todo?
Com todos os seus erros, a igreja conduziu milhões ao conhecimento de Cristo ao longo
dos séculos, perpetuou as Escrituras, levou a mensagem da salvação aos cativos,
empreendeu ações missionárias extremamente relevantes e ajudou a levar educação,
saúde e apoio humanitário a multidões. Exatamente como faz hoje. Disso os críticos
generalistas da igreja organizada aparentemente não se lembram (ou será que nunca
estudaram História da Igreja? Ou será que não leem notícias da igreja pelo mundo?).
Conheço muitas igrejas institucionais, denominacionais, onde homens e mulheres de
Deus buscam o Senhor de modo verdadeiro. Conheço muitos pastores piedosos e
obedientes à Palavra. Conheço muitas, mas muitas pessoas que foram resgatadas do
pecado, das drogas, do crime, da corrupção, do espancamento, da opressão familiar, de
crises existenciais, da depressão e, principalmente, do inferno, por Cristo por intermédio
das chamadas igrejas institucionais. Não posso, por isso, demonizá-las, pois estaria
chamando de demoníaco aquilo que Deus torna sagrado ao utilizar como canal de
bênção.
No capítulo 12 do evangelho segundo Mateus, os fariseus acusaram Jesus de expulsar
demônios pelo poder de Belzebu (“Mas quando os fariseus ouviram isso, disseram:
“É somente por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa demônios” – Mt
12.24). Ou seja: demonizaram o próprio Cristo. Hoje o mesmo está sendo feito com a
igreja como um todo por tais críticos. Além disso, incorrem aqueles que acusam o
conceito generalizado de “igreja” de agir contra Jesus o perigo de estar dividindo aquilo
que Deus quer unir. Curioso é notar que no versículo seguinte, Mt 12.25, o texto bíblico
nos diz: “Jesus, conhecendo os seus pensamentos [dos fariseus], disse-lhes: ‘Todo reino
dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma
não subsistirá”. Será que no afã de purificar a casa – cheios de boas intenções – os
críticos da igreja institucional não estão dividindo a Igreja de Nosso Senhor Jesus
Cristo? Será que ao generalizar que TODA igreja organizada é um câncer o Corpo não
Cristo? Será que ao generalizar que TODA igreja organizada é um câncer o Corpo não
a
Tenhamos responsabilidade. Precisamos lutar sempre pela purificação daquilo que está
errado dentro da Igreja. Mas dizer que isso se faz pela aniquilação da igreja institucional
está
ferindo
si
mesmo?
é
miopia espiritual e histórica, além de falta de amor. Combatamos o pecado. Oremos
contra os falsos mestres. Preguemos contra as heresias. Desmascaremos as doutrinas de
demônios. Denunciemos os líderes abusadores. Mas não generalizemos ao
irrefletidamente acusar um organismo que ainda abriga milhares que não se curvaram a
Baal de ser algo do mal. Pôr Jesus em oposição à igreja (com minúscula) é contrapor o
Salvador à Igreja (com maiúscula) – que está presente aos milhões dentro dessas
instituições imperfeitas. É jogar o Noivo contra a noiva. O Pastor contra as ovelhas.
E
não acredito que Deus fique muito feliz com isso.
DEVEMOS TER TEMPLOS PARA CONGREGARMOS?
Escolhi essa imagem de um templo mórmom, porque esses templos são famosos por
serem belíssimos e de uma arquitetura única. Esse é o templo Salt Lake City em Utah.
Demorou 40 anos para ser
dedicação, tempo e
construído. Quanto trabalho,
dinheiro!
Um esforço tão grande faz até mesmo parecer que existe algum tipo de mandamento
bíblico para edificações. Seria esse o foco do evangelho? Aliás, o próprio nome
"evangelho" significa "boas novas". Na época de Jesus já havia um templo que
substituiu o templo construído por Salomão. Muitos estudiosos afirmam que esse
segundo templo era uma construção muito feia e que o povo que viu o primeiro templo
chorou ao ver o segundo, pois este não se comparava com o primeiro construído por
Salomão. Entretanto não é bem isso que afirma a bíblia. Leiamos: Ed 3.12 "Porém
muitos dos sacerdotes, e levitas, e cabeças de famílias, já idosos, que viram a primeira
casa, choraram em alta voz quando à sua vista foram lançados os alicerces desta casa;
muitos, no entanto, levantaram as vozes com gritos de alegria.". Nem precisava que eu
gritasse a parte onde todos choravam de alegria e não de tristeza como alguns afirmam.
Em Marcos 13.1 nós vemos que os discípulos de Jesus quando saíam do templo,
começaram a admirar a magnitude daquela obra : "Ao sair Jesus do templo, disse-lhe
um de seus discípulos: Mestre! Que pedras, que construções!". Aquele era um templo
muito grande e bonito sem dúvida! O interessante é que Jesus não deu a mínima para o
que viu e ainda profetizou assim: "Vês estas grandes construções? Não ficará pedra
sobre pedra, que não seja derribada."v 2.
Sabe o porque de tanto templo nos dias de hoje? Porque, para alguns ou muitos,
Sabe o porque de tanto templo nos dias de hoje? Porque, para alguns ou muitos, sem
templo não tem grandes arrecadações, nem como prender as pessoas com doutrinas e
costumes de homens. Imagine na época dos primeiros cristãos; quando algum mestre
viesse introduzir algum vento de doutrina e todos começassem a perguntar e discutir de
igual para igual! Digo isso porque sabemos que eles se reuniam em casas e locais
específicos sem nenhum atrativo senão a reunião. Vamos ver algumas passagens:
Atos 2.46 "Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em
casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,"
Já ouvi muita gente afirmar que devemos ir à igreja todos os dias, pois a igreja primitiva
ia ao templo todos os dias cultuar. Primeiro devemos levar em conta que essa passagem
está tratando unicamente dos primeiro cristãos judeus e não gentios. Largar a prática
judaica só foi proposta anos depois. Como judeus eles deveriam sim estar no templo
praticando os ritos e sacrifícios judaicos como o de costume. Mas como cristãos eles se
reuniam em casas e partiam o pão (símbolo de comunhão).
Atos 5.42 "E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de
pregar Jesus, o Cristo."
Nessa passagem nós vemos o principal motivo dos primeiros cristãos (da circuncisão)
estarem no templo. "ensinar e pregar Jesus Cristo"! Eles queriam mesmo era
aproveitar as oportunidades de sua religião antiga, para pregarem a salvação perfeita
em Cristo Jesus e logo iriam perceber que o templo nada era.
Atos 20.20 "jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la
ensinar publicamente e também de casa em casa,"
Aqui vemos Lucas relatando as palavras de Paulo afirmando que ensinava publicamente
ou de casa em casa.
Atos 1.13 "E, entrando, subiram ao cenáculo, onde habitavam, Pedro e Tiago, João e
André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o zelador, e
Judas,
de
Tiago."
Atos 20.8 "E havia muitas luzes no cenáculo onde estavam juntos."
Acima nós vemos as reuniões nos cenáculos ou de casa em casa, pois o templo era dos
judeus e não dos cristãos, e eles teriam que se reunir em algum lugar e não no relento.
É uma pena que muitas dessas construções chamadas hoje de templos ou igrejas com
“i” minúsculo, não ocupam apenas espaço territorial, mas elas ocupam espaço excessivo
no coração dos homens e tiram o espaço dos necessitados. Os dízimos e ofertas não são
mais suficientes para atender as viúvas, aflitos e necessitados, e sim, só para
manutenção e construção de outros templos cada vez mais ousados. Parecem cassinos
pois tem até escrito Jesus em néon e lá você deixa sua aposta, como dizem os fiéis" seus
votos". Leiamos abaixo as palavras que Deus disse a Davi, pois Davi tinha no coração
fazer um templo ao Senhor Deus:
1 Cr 17.5-6 "porque em casa nenhuma habitei, desde o dia que fiz subir a Israel até ao
dia de hoje; mas tenho andado de tenda em tenda, de tabernáculo em tabernáculo. Em
todo lugar em que andei com todo o Israel, falei, acaso, alguma palavra com algum
dos seus juízes, a quem mandei apascentar o meu povo, dizendo: Por que não me
dos seus juízes, a quem mandei apascentar o meu povo, dizendo: Por que não me
edificais uma casa de cedro?"
A hipocrisia de alguns “cristãos” atuais é tanta, que falam nos púlpitos que "Deus não
habita em templos feitos por mãos de homens", "isso aqui é só tijolos", mas o que
acontece na pratica é totalmente diferente. Quantas vezes já ouvi em pregações nos
púlpitos, que "aqui tem alguma coisa diferente", "no altar não é lugar de mentir". Existe
algum lugar para mentir? Outros idolatram a parte mais alta da igreja que dá origem ao
nome altar e o comparam com o santo dos santos do tabernáculo, o que tem de diferente
na madeira da parte superior da igreja que todos chamam de púlpito ou "altar"? Você já
deve saber que chamando aquela madeira de altar, "altar é lugar de sacrifício"!
Interessante mesmo, é que sacrifício e prova de fé em algumas denominações só
envolve dinheiro hoje em dia! Deus não habita em templos feitos por mãos de homens.
Mas não adianta falar e fazer o contrário. Seja em casa ou no templo é preciso que haja
aproximação perfeita com Deus e entre os irmãos e não essa hipocrisia que vemos hoje,
em alguns lugares, onde todos se abraçam e ainda falam que se amam, e depois vão
todos embora para suas casas sem saberem nada das necessidades e angustias de cada
um.
1 Ts 5.11 "Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente, como
também
estais
fazendo.
"Como cumprir essa palavra de Paulo se não tenho intimidade com meu irmão? Edificar
não é construir templo, mas crescer em amor e graças um para com os outros. Deixo a
palavra abaixo para que encaremos a verdade bíblia para "templo de Deus".
1 Coríntios 6.19 "Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do
Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a
vocês mesmos, mas a Deus,"
"Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia
todos que o procuravam, pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem
impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo." (At
28.30,31.
20 PASSOS EM BUSCA DE UMA IGREJA PARA CONGREGAR
Hoje em dia, é comum um novo convertido ao Evangelho, e mesmo pessoas já com
bastante experiência na fé, fazerem certas perguntas: "Quais os critérios apropriados
para escolhermos determinada igreja?", ou "Como saber se a igreja que estou
frequentando vai abençoar minha vida?" É certo que neste caso, como de resto em
inúmeras situações da vida, devemos levar em conta muitas coisas, a fim de não
tomarmos decisões erradas.
1
Para começar, não escolha sua igreja pela mera proximidade com a sua casa. Afinal,
igreja não é supermercado cheio de promoções! O que se vê por aí são pessoas
entrosadas em determinada comunidade e que, de uma hora para outra, resolvem mudar
de igreja, atendendo a um apelo por mais comodidade ou mesmo economia no
transporte.
Tal mudança pode virar uma tragédia. Não abra mão de sua saúde espiritual e estrutura
Tal mudança pode virar uma tragédia. Não abra mão de sua saúde espiritual e estrutura
na
palavra em função da localização de um prédio, laços afetivos ou porque você não
gasta gasolina para chegar no culto.
2
Verifique se a igreja em perspectiva tem compromisso em ensinar a Bíblia de forma
séria e equilibrada. Algumas são muito fracas, oferecendo apenas o "leite" da Palavra de
Deus, isto é, apenas ensinos para novos convertidos, outras por trás da palavra ''poder''
gera um desequilíbrio total não se importando com as diretrizes bíblicas. A igreja deve
estar estruturada para fornecer aos seus membros o alimento sólido da Palavra a fim de
levá-los ao crescimento espiritual. George Wood foi certa vez aconselhado por um
amigo da seguinte maneira:
3
O
que você faz como pastor para atrair as pessoas é o que você terá que fazer para
segurá-las. Se você está sempre se valendo da última novidade, vai ter que manter as
novidades para segurar o auditório. Mas se você prega a Palavra de Deus e faz de Cristo
o
centro, então isso é tudo o que você tem que continuar fazendo para segurar as
pessoas (
)".
[George Wood diz:] Tenho observado frequentemente que os líderes que
embarcam nessas ondas têm a tendência de sempre embarcar nas próximas que surgem,
quando a anterior já passou. (George Wood. The Laughing Revival - O Reavivamento
do Riso, manuscrito não publicado, p. 10).
4
É importante pedir uma declaração de fé ou doutrinária da igreja em vista. Examine
com cuidado as posições da igreja sobre as doutrinas fundamentais da fé cristã. Cuidado
com informações vagas e não muito claras. Não hesite em fazer perguntas sobre algo
que não entendeu. Afinal, você e toda a sua família passarão a depender espiritualmente
do
que será ensinado ali.
5
Lembre-se de que a AEVB (Associação Evangélica Brasileira, Caixa Postal 100.084 -
CEP 24001-970 - Niterói RJ) está à altura para fornecer informações corretas e dirimir
suas dúvidas quanto a essa questão. Procure também os recursos da AGIR - Agência de
Informações Religiosas, que com equilíbrio e dedicação tem auxiliado as igrejas e o
público em geral em relação aos problemas doutrinários de seitas e grupos religiosos
controvertidos.
6
Outro ponto importantíssimo é conhecer a doutrina praticada pela igreja que você
pretende frequentar. Em outras palavras no que esta igreja crê? Não há lógica, por
exemplo, em que um crente pentecostal, que aceite a contemporaneidade dos dons
espirituais, transfira-se para uma congregação tradicional, onde a visão seja herética ou culto engessado e
espirituais, transfira-se para uma congregação tradicional, onde a visão seja herética ou
culto engessado e robotizado com todas as ações mecânicas e sem vida.
Da mesma forma, aquele irmão que não aceita uma liturgia mais espontânea pode
sentir-se desconfortável em uma comunidade onde o clima espiritual seja mais avivado
e alegre e cheio de vida.
É lógico que estilos de culto não são essenciais para nossa vida espiritual ou salvação;
mas é a teologia da igreja que define o que somos e no que cremos, pois a igreja é o que
o
pastor é.
Não preciso
dizer
mais
nada
não
é
mesmo?
Escolha uma igreja onde os pastores ministrem ao seu coração.
É impossível você sentir-se bem em uma igreja cujos pastores não lhe causem
admiração e não tenham legitimidade espiritual.
7
É
preciso reconhecer que Deus fala através dos líderes e os pastores são profetas de
Deus. É importante, também, conhecer a vida do casal pastoral. Procure saber como foi
sua conversão e o seu preparo para o ministério, se eles são pessoas com profunda base
bíblica, Como o pastor vive com a esposa ou com o marido, no caso da pastora? Como
lida com os filhos? Ele, ou ela, tem um bom testemunho de vida ou deixa muitas
brechas? A relação do casal pastoral, com seu rebanho é coisa complexa.
Envolve confiança, amizade, noção de autoridade e muito amor.
8
O
ensino da Palavra de Deus também é ponto fundamental a ser considerado quando se
procura, uma igreja e ultimamente, diversas igrejas não valorizam o estudo da Bíblia,
crentes gerados em pula-pula e cai-cai, repeplé são crentes fracos meninos na fé
(Hb.5:13) há ministérios que medem o sucesso pastoral ou da igreja através desses
movimentos, e manifestações, se a igreja tem muito reteté é uma igreja santa e cheia da
glória de Deus, e se não tem é por que Deus não está nela, dizem esses, como se esse
tipo de movimento ou manifestações fosse o aferidor para se medir a presença de Deus
ou manifestação do seu poder dentro de um templo. A igreja Batista Vida Abundante é
uma Igreja Pentecostal, porém não é uma Igreja Bagunçada e sem ordem, como se
pudesse fazer de tudo em nome do Espírito Santo não importando o que seja.
Porém uma coisa é certa quem aprende, cresce; quem cresce, questiona; quem
questiona, cobra, e por aí vai.
Um povo instruído exige igualdade, qualidade e cobra transparência. O problema é
que, em diversas igrejas, não há interesse em se formar cabeças pensantes ou crentes
maduros.
Além da falta de questionamento, outra característica altamente nociva de algumas igrejas é o sectarismo.
Além da falta de questionamento, outra característica altamente nociva de algumas
igrejas é o sectarismo. Ensinar que somente esta ou aquela igreja é abençoada, que só
ela é a detentora única e exclusiva da salvação, gerando assim ovelhas doentes,
preconceituosas e santas demais aos próprios olhos, é um erro.
O
Reino de Deus é grande demais para caber apenas em uma denominação. Os milagres
do
Senhor não acontecem apenas em uma instituição, mas são possíveis em qualquer
lugar onde o nome do Deus vivo é pregado e exaltado. Não há uma única igreja certa
dona de DEUS ou dos céus.
9
O
que aprendi nestes 15 anos de ministério pastoral é que o Evangelho não muda. Uma
igreja bíblica deve sempre pregar contra o pecado. Algumas igrejas, para não perder
frequentadores, baixam o padrão e permitem situações erradas.
Algumas ensinam o nefasto "É proibido proibir". É por isso que existem entre nós
tantos caloteiros, pessoas de mau-caráter e iníquos que pulam de igreja em igreja e,
mesmo excluídos de uma, são recebidos com festa em outras.
Mas é claro que, nestes tempos de escândalos e malversações de recursos, é o amor ao
dinheiro ou, o seu uso que causa tantos problemas nas igrejas.
10
Quem faz o controle dos gastos na sua igreja? Se a resposta é ninguém, isso não
significa, necessariamente, que haja desvio de dinheiro, mas pode haver! E a simples
margem para desconfiança quanto à probidade não deve jamais ser admitida no seio de
uma comunidade evangélica.
A
falta de controle de recursos que dá lugar a que pastores, quase que do nada,
apareçam ostentando casas luxuosas e carros importados e pasmem "aviões".
11
Os pastores donos de igrejas, daqueles que não pregam mais, só contam histórias ou
estórias, pois estão mortos por dentro, e não soltam o osso (altos salários) de jeito
nenhum, para simplesmente pregarem duas vezes por semana matando espiritualmente a
igreja e não percebem que o tempo deles já terminou, fazem o que querem com o
dinheiro que não são deles e sim da igreja, pois foi arrecadado na comunidade.
12
Não apoie uma igreja ou ministério centralizados no dinheiro. Há igrejas ou ministérios
que não conseguem falar em outra coisa a não ser em dinheiro. É verdade que os crentes
devem contribuir com seus dízimos e ofertas por gratidão a Deus, com base num
entendimento correto e equilibrado das Escrituras, pois isso é uma verdade bíblica e é inegociável,
entendimento correto e equilibrado das Escrituras, pois isso é uma verdade bíblica e é
inegociável, procurando sempre ser bons mordomos dos bens que lhes foram confiados
por Deus, e portanto eu dizimo e oferto não para Deus me dar, mas porque ele já me
deu. Infelizmente, os abusos vão continuar porque muitas pessoas permitem o abuso,
não conseguem questionar qualquer coisa, e se deixam manipular com muita facilidade,
afinal de contas não se pode tocar no “ungido de Deus” dizem esses tais, como se esse
texto estivesse se referindo a esse tipo de interpretação.
13
Outros são tão criativos em adotar símbolos trocados por ofertas que se alguém perder
um só dia de reunião, já é o bastante para ficar desatualizado. Há óleo ungido, aliança
ungida, rosa ungida, fogueira santa, corrente da prosperidade, corredor dos milagres,
corrente dos setenta apóstolos, sal ungido, vale do sal, túnel do amor, lenço ungido, e
muito,
muito
mais.
É verdade que o profeta Isaías ordenou que uma pasta de figos fosse colocada sobre a
úlcera de Ezequias e ele sarou (2 Rs 20:7). Também os lenços e aventais do uso pessoal
de Paulo eram levados e colocados sobre os enfermos e eles eram curados, enquanto
outros ficavam libertos (At 19:10, 11). Entretanto, não há qualquer informação nesses
relatos bíblicos de que tanto Isaías quanto Paulo tenha aproveitado a ocasião ou os
milagres para levantar ofertas, recolher os dízimos ou extorquir dinheiro usando o nome
ou
John Stewart observou que os mestres da manipulação financeira levam as pessoas a
contribuir através de apelos emocionais, da culpa, do medo e até do desespero. O autor
acrescenta ainda:
de
Deus
do
Senhor
Jesus Cristo.
A
pior violação na prática de levantamento de fundos acontece quando o ministério
sugere às pessoas que elas somente terão suas orações respondidas se forem obedientes
(se derem dinheiro). Naturalmente que o ministério define "obedecer" como contribuir
financeiramente. Esta prática tem criado um tipo de "indulgência" protestante, através
da
qual uma pessoa bem-intencionada, mas biblicamente desinformada, tenta comprar o
favor de Deus. Isso se constitui na pior manipulação espiritual - invocar o nome de
Deus para, impropriamente, coagir as pessoas a dar dinheiro. (John Stewart. Holy War -
Guerra Santa. Enid, Oklahoma, E.U.A., Fireside Publishing & Communications, 1987,
p. 200-1.)
14
Uma igreja tem que ter Conselho Fiscal, prestação de contas, balancete contábil.
Há coisa de uns 20 anos, vem se disseminando, em todo o mundo e também no meio
evangélico brasileiro, a chamada teologia da prosperidade, que prega, entre outras
coisas, que o crente nasceu para ter dinheiro no bolso, um bom emprego, enfim, ser
próspero, como se prosperidade fosse só bens materiais.
Não se pode negar que Jesus quer sempre nos prosperar, mas ele ensina a buscarem
primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as outras coisas necessárias e não tudo
que eu quero serão acrescentadas.
O problema das "igrejas da prosperidade" é que elas priorizam as "demais coisas" em detrimento
O problema das "igrejas da prosperidade" é que elas priorizam as "demais coisas" em
detrimento do Reino. Esta doutrina machuca os pobres, ofende as pessoas de classe
social mais baixa, além de ser causa de frustração para os ingênuos gente que compra a
ideia do "é dando que se recebe", faz todas as entregas, participa de todos os desafios e,
mesmo assim, fracassa nas finanças.
Milhares de pessoas não querem nem ouvir falar de igreja evangélica, simplesmente
porque se sentiram enganadas por tais ensinos. Que lástima!
15
Observe se, na sua igreja, está havendo mudanças de vidas e aprenda a exercer
discernimento enquanto cresce na fé, no amor e na santidade. O discernimento
doutrinário deve envolver a oração, a comunhão com outros crentes, e a ministração aos
demais
irmãos
e
aos
perdidos.
Desenvolva uma compreensão completa e saudável das Escrituras. Quanto mais o
cristão compreender a Palavra de Deus, mais facilmente ele poderá distinguir a verdade
do erro. Nem todo crente é chamado para ser um erudito da Bíblia, mas todo crente
pode e deve estudar a Bíblia em profundidade e adquirir um entendimento adequado dos
ensinos.
seus
Há várias maneiras de se estudar a Bíblia e todas são importantes. Ao ler a Bíblia, faça
um esforço para memorizar o maior número de textos possível. Use livros que o
ajudarão a entender melhor as Escrituras, tais como enciclopédias e dicionários bíblicos.
Estude a Bíblia a sós ou em grupo. Escolha pessoas competentes no ensino da Palavra
de Deus e tente aprender o máximo com eles. Seja um assíduo frequentador da escola
dominical. Tenho frisado constantemente nas conferências do Instituto Cristão de
Pesquisas que a melhor maneira de combater o falso, isto é, as heresias, é conhecer o
original, isto é, a Palavra de Deus.
16
Aprenda a pensar de forma lógica e sensível. Pensar logicamente significa pensar de tal
forma que se evitem falsas conclusões a partir de premissas verdadeiras. O propósito do
estudo da lógica é administrar a arte de pensar claramente. É possível ter todos os fatos
chegar a conclusões falsas, se a maneira de interpretar aqueles fatos for incorreta. O
raciocínio pobre é um grande problema no campo do discernimento doutrinário hoje.
Todos nós precisamos aprimorar a nossa habilidade de raciocínio o mais que pudermos
quando buscamos discernir questões doutrinárias.
e
17
Estude as doutrinas cristãs de várias tradições dentro do cristianismo ortodoxo. Ao
tornar-se familiarizado com as doutrinas básicas da fé, procure conhecer as diversas
posições sobre as doutrinas cristãs dentro da família evangélica. É bom saber os
diferentes pontos de vista sobre batismo, milênio, dons espirituais, predestinação e
outros. Isso vai ajudá-lo a conhecer melhor a diferença entre o que é básico e o que não
é
proporcionando uma posição mais madura e bíblica em relação a tais questões.
18 Conheça toda informação relevante possível sobre um ensino questionável ou um grupo religioso antes
18
Conheça toda informação relevante possível sobre um ensino questionável ou um grupo
religioso antes de fazer qualquer juízo. Há várias maneiras de se adquirir informações
sobre um grupo. Você pode inquirir sobre a afiliação religiosa - a denominação ou a
religião de um líder ou grupo, embora haja casos em que certas organizações ou pessoas
neguem as suas afiliações religiosas. Nesse caso, você pode consultar obras de
referências, dicionários ou enciclopédias que tragam as informações sobre grupos
religiosos e suas crenças.
19
Não assuma que o emprego de uma terminologia ortodoxa seja a garantia de uma crença
ortodoxa. Em casos questionáveis em que nenhuma análise ou avaliação cristã já tenha
sido feita, é importante adquirir informações de primeira mão sobre as doutrinas de um
grupo. É sempre útil pedir uma declaração doutrinária. Entretanto, tenham em mente
duas coisas: Primeira, há grupos que não possuem qualquer declaração doutrinária e
mesmo assim são ortodoxos. Segunda, as declarações doutrinárias de grupos heréticos
muitas vezes são feitas soando o mais ortodoxo possível para evitar críticas e refutações.
Os mórmons, por exemplo, usam terminologias cristãs como salvação, Deus e várias
outras. Entretanto, o que eles professam sobre Deus, salvação e outras doutrinas são
muito diferentes do que ensina o cristianismo.
No caso de grupos que são desonestos sobre sua verdadeira doutrina, consiga o máximo
possível de informações sobre suas crenças e compare o que eles dizem para o público
com o que eles dizem uns aos outros. Talvez seja preciso frequentar algumas de suas
reuniões e fazer perguntas sem parecer crítico, ou obter materiais de dentro do grupo
disponíveis apenas aos que são membros. Entretanto, tais pesquisas devem ser feitas
apenas por crentes que tenham experiência e treinamento na área de discernimento
espiritual. Em alguns casos, ex-membros de grupos heréticos podem ser a melhor fonte
de
informações
e
materiais.
Além dos "mandamentos" acima, formulados por Robert Bowman, gostaria de sugerir
ainda que você nunca receba alguém estranho à porta de sua casa querendo lhe ensinar a
Bíblia ou convidando-o para um estudo bíblico. Sem ser hostil, mas com firmeza, diga
ao visitante que você nunca estuda a Bíblia com estranhos, que é somente o seu pastor
quem lhe ensina a Palavra de Deus. Isso vai protegê-lo das investidas de testemunhas-
de-Jeová, mórmons e outros que constantemente estão indo de porta em porta,
espalhando suas doutrinas anti-bíblicas.
Creio ser muito útil também que as igrejas realizem periodicamente seminários de
atualização sobre seitas e movimentos religiosos controvertidos. Os que participam de
tais eventos serão vacinados contra as heresias que abundam hoje e o rebanho do Senhor
ficará mais protegido doutrinariamente.
20
O Evangelho muda a vida das pessoas. Transforma-as, liberta e cura. Nossa igreja é nossa
O
Evangelho muda a vida das pessoas. Transforma-as, liberta e cura. Nossa igreja é
nossa
família e o melhor é: nunca abandonarmos nossa congregação, como é o costume
de
alguns.
Contudo, se concluirmos que determinada igreja é doentia, ficamos doentes também,
caso permaneçamos nela.
E
a
doença
espiritual
pode
levar-nos
à
morte
espiritual.
Que Deus nos ajude e nos abençoe, para que escolhamos bem uma igreja, não uma
perfeita, pois não existe, mas Bíblica.
Por isso ore a Deus e peça uma direção a ele, que com certeza terá a melhor saída!
Pr. Sandro Nogueira
Tenha uma abençoada semana e venha fazer parte da melhor Igreja de Santa
Saria - DF