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consciência de que não dispunha de qualquer prova de culpa contra o Reclamante e que não dispunha de qualquer evidência de destinação de percentuais de contratos da Petrobras para o Reclamante. Os próprios membros da “lava jato” consideravam, em
chat
privado, a acusação “
capenga
”. Na véspera da denúncia, os membros da “força-tarefa” também discutiam a inexistência de elementos para acusar D. M
ARISA
L
ETÍCIA
, que poderia, segundo eles, “
sujar o polo passivo
”. Vale dizer, a “lava jato” escondeu provas de inocência do Reclamante, sabia que os contratos mencionados na denúncia não tinham qualquer relação com o Reclamante ou com sua falecida esposa, mas preferiram levar adiante a empreitada para atingir fins políticos adrede definidos, até porque sabiam que o “juiz” não iria apresentar qualquer óbice para o processamento da peça acusatória — ao contrário. 4.
Novas mensagens mostram que o “
caixa geral
” [de propina] foi expressão retórica utilizada para mascarar a falta de qualquer vínculo dos valores apurados pela “lava jato” com o Reclamante. Fez parte do
marketing
da “lava jato” e da intenção de inviabiliza a realização de qualquer prova pericial pedida pela Defesa Técnica do Reclamante, como efetivamente veio a ocorrer — já que o ex-juiz S
ERGIO
M
ORO
negou todos os pedidos de prova que tinham por objetivo promover o “
follow the money
” (seguir o caminho do dinheiro). 5.
As novas mensagens revelam a ocultação de conversas interceptadas de terminal usado por pessoa que foi arrolada como testemunha de acusação no Caso “
triplex
”. Material foi suprido porque na visão do procurador da “lava jato” o “
DIÁLOGO PODE ENCAIXAR NA TESE DO
LULA
DE QUE NÃO QUIS O APARTAMENTO
.
P
ODE SER RUIM PARA NÓS
”. Mais uma situação de ocultação de prova exculpatória (ocultação de prova de inocência) da Defesa Técnica do Reclamante.