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Jornalismo nos Tempos de Cólera: Em novembro de 2014, lançamos o primeiro episódio do Mamilos com a proposta de criar um espaço para discutir os grandes temas que mobilizavam a opinião pública, fugindo da lógica de lacrar e buscando construir o diálogo. Nos interessavam as conversas, os encontros, movidos mais por curiosidade do que por certezas.

A nossa inquietação surgiu de um cenário em que as redes sociais ganhavam importância nas discussões políticas. A lógica dos algoritmos e das interações em redes sociais ao mesmo tempo que nos mergulha em uma bolha ensurdecedora de opiniões similares às nossas – trazendo a sensação de que nossa perspectiva é óbvia e irrefutável – também privilegia a forma de entregar esses conteúdos que seja mais inflamatória. Quanto mais lacrador for o argumento, quanto mais indignação provocar a denúncia, quanto mais absurdo parecer o erro, maior será o engajamento da audiência com o conteúdo – e maiores as chances dele chegar em você.

Só que consumir notí

Jornalismo nos Tempos de Cólera: Em novembro de 2014, lançamos o primeiro episódio do Mamilos com a proposta de criar um espaço para discutir os grandes temas que mobilizavam a opinião pública, fugindo da lógica de lacrar e buscando construir o diálogo. Nos interessavam as conversas, os encontros, movidos mais por curiosidade do que por certezas. A nossa inquietação surgiu de um cenário em que as redes sociais ganhavam importância nas discussões políticas. A lógica dos algoritmos e das interações em redes sociais ao mesmo tempo que nos mergulha em uma bolha ensurdecedora de opiniões similares às nossas – trazendo a sensação de que nossa perspectiva é óbvia e irrefutável – também privilegia a forma de entregar esses conteúdos que seja mais inflamatória. Quanto mais lacrador for o argumento, quanto mais indignação provocar a denúncia, quanto mais absurdo parecer o erro, maior será o engajamento da audiência com o conteúdo – e maiores as chances dele chegar em você. Só que consumir notí

DeMamilos


Jornalismo nos Tempos de Cólera: Em novembro de 2014, lançamos o primeiro episódio do Mamilos com a proposta de criar um espaço para discutir os grandes temas que mobilizavam a opinião pública, fugindo da lógica de lacrar e buscando construir o diálogo. Nos interessavam as conversas, os encontros, movidos mais por curiosidade do que por certezas. A nossa inquietação surgiu de um cenário em que as redes sociais ganhavam importância nas discussões políticas. A lógica dos algoritmos e das interações em redes sociais ao mesmo tempo que nos mergulha em uma bolha ensurdecedora de opiniões similares às nossas – trazendo a sensação de que nossa perspectiva é óbvia e irrefutável – também privilegia a forma de entregar esses conteúdos que seja mais inflamatória. Quanto mais lacrador for o argumento, quanto mais indignação provocar a denúncia, quanto mais absurdo parecer o erro, maior será o engajamento da audiência com o conteúdo – e maiores as chances dele chegar em você. Só que consumir notí

DeMamilos

notas:
Duração:
90 minutos
Lançados:
25 de mai. de 2019
Formato:
Episódio de podcast

Descrição

Em novembro de 2014, lançamos o primeiro episódio do Mamilos com a proposta de criar um espaço para discutir os grandes temas que mobilizavam a opinião pública, fugindo da lógica de lacrar e buscando construir o diálogo. Nos interessavam as conversas, os encontros, movidos mais por curiosidade do que por certezas.
A nossa inquietação surgiu de um cenário em que as redes sociais ganhavam importância nas discussões políticas. A lógica dos algoritmos e das interações em redes sociais ao mesmo tempo que nos mergulha em uma bolha ensurdecedora de opiniões similares às nossas – trazendo a sensação de que nossa perspectiva é óbvia e irrefutável – também privilegia a forma de entregar esses conteúdos que seja mais inflamatória. Quanto mais lacrador for o argumento, quanto mais indignação provocar a denúncia, quanto mais absurdo parecer o erro, maior será o engajamento da audiência com o conteúdo – e maiores as chances dele chegar em você.
Só que consumir notícia desse jeito tem os mesmos impactos na nossa dieta de informação do que comer hambúrguer e batata frita em todas as refeições. As fake news se alastraram e poluíram o debate público. É tanto ruído, é tanta sujeira, que tudo perde a credibilidade. O problema nem é que discordamos fundamentalmente sobre estratégias para resolver os desafios que enfrentamos: não partilhamos sequer dos mesmos fatos.
Quem deveria liderar essa discussão – os jornalistas – está atordoado tentando recuperar o seu prestígio e o seu papel na democracia. O quarto poder tem a função de investigar as atividades dos poderosos e os impactos que essas ações causam na sociedade. Uma das funções da imprensa é fiscalizar todos os poderes: executivo, legislativo, judiciário e também do poder econômico.. Que escolha pode existir quando não compreendemos os desafios que enfrentamos, os interesses em jogo em cada conflito? O poder tem impacto, o trabalho da imprensa derruba políticos, empresas, grupos. E claro, pode ser usado para equilibrar o balanço entre os poderes, ou para desequilibrar em favor de seus aliados.
No mundo todo governos populistas de direita e de esquerda, com pouco apreço por valores democráticos atacam a imprensa por antagonizarem seu papel na democracia – é mais fácil governar destruindo a mediação e estabelecendo como único canal confiável o canal oficial do governo. E a população morde a isca porque os casos em que esse poder foi abusado são abundantes e escandalosos.
Faz parte da estratégia dificultar o acesso a informação, trabalhando ativamente para ocultar dados e diminuir a transparência da gestão pública. Outra ferramenta é desacreditar jornalistas e veículos, acusando de serem agentes de disseminação de fake news, enquanto suas bases inundam as redes sociais e o debate público de ruído, gerando polêmicas em escala industrial, dispersando a atenção e exaurindo o poder de indignação da audiência. Se tudo é ultrajante, nada mais comove, nada mobiliza. E por fim, nos raros casos em que a imprensa ainda consegue produzir material investigativo valioso e expor informações que ameaçam seu poder, realizam uma perseguição brutal aos jornalistas.
Hoje o Mamilos reuniu jornalistas que admiramos muito para conversar sobre esses desafios, incluindo Alec Duarte, coordenador e professor dos cursos de pós-graduação em Comunicação Multimídia e Jornalismo Esportivo da FAAP; Pedro Burgos, professor do Insper, knight-fellow do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e fundador do projeto Impacto.jor; e Renata LoPrete, âncora do Jornal da Globo.
Vem com a gente e dá o play neste Mamilos!
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ASSISTA O MULHERES PRA FRENTE, O EVENTO DO BRADESCO SOBRE EMPREENDEDORISMO FEMININO
No último dia 20 de maio, nossa ilustríssima Cris Bartis mediou um painel sobre negócios, tendências e novos mercados que contou com a presença das maravilhosas Paola Carosella, Ana Paula Xongani e muitas outras pessoas incríveis para discutir o empreendedorismo feminino.
O evento, chamado pelo Bradesco de Mulheres Pra Frente,
Lançados:
25 de mai. de 2019
Formato:
Episódio de podcast

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O Mamilos - Jornalismo de peito aberto, é um podcast semanal que busca nas redes sociais os temas mais debatidos (polêmicos) e traz para mesa um aprofundamento do assunto com empatia, respeito, bom humor e tolerância. Apresentamos os diversos argumentos e visões para que os ouvintes formem opinião com mais embasamento. Nosso programa vai ao ar todas as sextas final do dia. Confira em: www.mamilos.b9.com.br