FENOMENOLÓGICO

O objeto de arte ou evento nesse contexto era para ser experienciado de forma singular no aqui-agora através da presença de cada participante, em uma imediatez sensorial da extensão espacial e duração temporal (o que Michael Fried chamou de teatralidade “theatricality”), mais do que instantaneamente “percebido” em uma epifania visual por um olho sem corpo.
A aspiração de exceder as limitações das linguagens tradicionais, como a pintura e escultura, tal como o seu cenário institucional; o desafio epistemológico de deslocar o significado de dentro do objeto artístico para as contingências do seu contexto; a reestruturação radical do sujeito do antigo modelo cartesiano para um modelo fenomenológico da experiência corporal vivenciada;

NUNO

RAMOS

Ramos reconhece a ambivalência entre histeria e solenidade como chave de sua obra. "Há uma dissonância que adoro ocupar", diz. "É um globo da morte de tudo, algo histérico, enquanto essa carga de silêncio que tem aqui é o que não tem lá.“ Ele vê um contraste entre a fúria de seus desenhos e pinturas – obras do início da carreira carregadas de objetos que saltam das telas – e o tom mais soturno das casas afundadas e do voo dos urubus entre lápides de areia. Em todos os casos, seria o que ele chama de "milagre físico da obra", uma poesia que afirma por trás dos aspectos visuais de seu trabalho – a transformação mesma de versos em matéria.

Exposição 111 (3a montagem) 1992-1993

Ai, pareciam eternas! (3 lamas) - 2012

GORDON

MATTA-CLARK

“Ao praticar o que denominou “Anarquitetura”, estava claramente interessado no ambiente construído em toda sua complexidade e contradições, não somente nos prédios que ele poderia artisticamente recortar. Essas contradições também podem ser compreendidas como uma espécie de dissidência arquitetônica.” “Os gestos arquitetônicos de Matta-Clark tinham o potencial para serem declarações contra determinadas condições sociais. Enquanto muitos arquitetos sentiam que poderiam contribuir para a sociedade através das estruturas que construíam, Matta-Clark sentia que ele próprio não poderia alterar o ambiente ou promover qualquer mudança significativa.” “Usando seus cortes de construção como seu leitmotiv, Matta-Clark tentou abrir uma brecha no sistema capitalista norte-americano da década de 1970, convidando as pessoas a pensar sobre conceitos como a propriedade privada, a especulação, a privacidade, a pobreza, o abandono e o isolamento.

Splitting 9.

Conical Intersect 2. From “Conical Intersect” Paris, França [1975]

Conical Intersect 2. From “Conical Intersect” Paris, França [1975]

Circus 2. From “Circus-Caribbean Orange”, Chicago [1978]

Office Baroque, 5th Floor looking down. Anvers, Belgium [1977]

DISCURSIVO
É um site informacional, um local onde se sobrepõe texto, fotografias e vídeos, lugares físicos e coisas...É algo temporário; um movimento; uma rede de significados carente de um foco particular.” O que quer dizer que agora o site é estruturado (inter)textualmente mais do que espacialmente, e seu modelo não é um mapa mas um itinerário, uma seqüência fragmentária de eventos e ações através de espaços, ou seja, uma narrativa nômade cujo percurso é articulado pela passagem do artista. Similar ao padrão de movimento nos espaços eletrônicos da internet e do espaço cibernético, que de forma parecida são estruturados para serem experienciados transitivamente, uma coisa depois da outra, e não como uma simultaneidade sincrônica, essa transformação do site textualiza espaços e espacializa discursos.

JENS

HAANING

Quem é estrangeiro e quem não é? Prosseguindo por desvios, os projetos de Haaning investigam a constituição da própria ideia do estrangeiro.
Cada um desses projetos, recusando-se a ser apreendido em um nível estético, frustram expectativas convencionais do espectador de arte, redirecionando sua atenção para o valor de uso potencial das obras. Os últimos são valiosos pelo que fazem, e não apenas pelo que eles estão dizendo em um nível puramente discursivo. A partir desta perspectiva, as obras de Jens Haaning podem ser entendidas como um agente catalítico. "É importante para mim", Haaning explica, "que o trabalho sempre mostre que é produto do humor e da imaginação de um indivíduo, de modo a evitar transformar a prática artística em um modelo essencialmente analítico ou administrativo (...)"

Turkish Jokes, 1994

Na área turca do centro da cidade de Oslo, uma gravação de piadas, contadas por turcos em sua língua nativa, foi tocada. A gravação foi transmitida através de um alto-falante preso a um poste de luz.

Weapon Production, 1995

Na exposição do Portalen Kunsthalle, foi estabelecida uma produção de armas de rua como estilingues, bombas, cacetetes e etc. A produção durou duas semanas. No tempo restante da exposição, o espaço foi apresentado como um local de trabalho sem atividade.

OFFICE FOR EXCHANGE OF CITIZENSHIP, 1997-1998

O espaço de exposição foi transformado em um escritório munido de um especialista jurídico, que trabalhou e fez uma pesquisa sobre as possibilidades de troca de cidadania entre os cidadãos de diferentes países.

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