Sem Amarras: (Anne Lieri) Sigo assim a correnteza, Livre, solta e sem amarras...

Não há nada que me prenda, Não tenho as mãos algemadas. Sem lenço e sem documento, Sigo sem planos de voo, Solta nessa correnteza, Sem pensar em tempo, espaço... Sigo leve, sem ter laços, Sem ter pressa, obrigação... Se há culpa nesse ócio Não a tomo pra mim, não! Se Deus que é Deus descansou Olhar o céu, virar ar. com seis dias de criação, Sem ter nada pra fazer, Quem sou eu pra discordar? Sem precisar respirar, Quem sou eu pra dizer não? Sem nem ter o que pensar, Sem amarras vou feliz, nessa procrastinação. Apenas procrastinar... Na rede me espreguiçar, Do sonho não abrir mão... Tomar um banho de rio,

Liberdade: (Anjo Sonhador) Se abre enorme O tempo transcorrido. A imensidão do vivido Se fortalece Vê remoto o ontem próximo. À saída, já se olha A eternidade De sóis já vividos. Caminhando ao nada Estamos sempre De volta ao mesmo lugar. Para sempre Se há de estar. Para frente, ansioso. Vou me desfazendo das amarras Que o acaso fez sinais. Dando-me a resposta que há muito procurava A liberdade do meu coração livre de ti Quando sustentou Que iria desaparecer Dizendo ser a última vez.

Não se sabia Onde, nem quando. De certo modo... Houve um amor Que se queria, daquilo que não foi. De certo modo... O meu pensamento é o mesmo que o seu. De certo modo... Liberdade Corpo, alma e mente.

Liberdade!... Liberdade! (Centelha Luminosa) Desde a flor da juventude Tu sonhas com a liberdade É quando desejas fazer Na vida tudo à vontade E nesse afã infantil Anseias um rumo sem prumo Próprio do arroubo juvenil... Mas será no ocaso de tua existência Que entenderás a sábia ciência: Sem o aval da responsabilidade Liberdade é libertinagem... Se ainda pensas em replantar Ilusões para a colheita amarga Melhor que aprendas, então, À custa de crises e de provas Que dos erros e acertos é que virá Produtiva experiência. Liberdade... Liberdade! Não há quem te resista Está na visão do altruísta E segreda a sua presença Na alma delicada do idealista!

Renuncia, assim, por um momento Ao teu sonho de liberdade Pra conservar-te, por agora Nos encargos da tua realidade.

Essas ideias chegaram ao pobre Ao rico, aos escravos, aos donos, aos normais, aos nobres, aos reis, rainhas e princesas... Isabel! Traídos por irmãos! Homens, mulheres e meninos... Os navios não eram mais negreiros Negros são vendidos e viajam. Em navios... Negros... Negros ganharam alma Navios negros e negreiros A igreja agora lhes concedeu espírito Para seus destinos... Destinos negros Espírito de liberdade, igualdade e fraternidade. Destino, enclausurado e encarcerado Apesar de que os anos passaram Destino negro! E a alma negra e o espírito negro choraram Dono de escravos Choraram de tristeza pela Nas colônias daqui e de lá escravidão social Nas colônias de acolá... Agora com alma, agora com espírito No mundo inteiro a igreja falava que negro não tinha alma. Mas junto com o choro veio o sonho! Sem alma, sem escravidão... Um sonho de liberdade... Então não era pecado De liberdade, igualdade e fraternidade... Não era pecado Um dia esse sonho se realizará... Pois dava lucro Ainda não se realizou... Mas se realizará! Escravidão sem alma Pois hoje se sonha com alma e espírito negro! Na França mais tarde Negro e feliz... A liberdade, a fraternidade e a igualdade. Negro... Humanamente negro... E clamando por Foi uma ideia lançada... Lançada para os brancos. justiça! Escravizados pelo dinheiro e pelos donos do dinheiro. Igual, social e fraternal a todos os povos do mundo. Liberdade, igualdade e fraternidade.

Espírito Negro (Thiago Stéfano)

Inconfidentes sonhadores sonharam com liberdade! Ideias libertarias foram jogadas ao ar, e a brisa as levou pelos quatro cantos do mundo...

Campos Gélidos (Bem-te-vi Biônico) Procuro a luz em campos gélidos, Lugares sombrios e terras inférteis. E mesmo perdido não dá pra reclamar Pois através da liberdade eis que aqui pude chegar! Escolhas erradas, Certas talvez... Por força das circunstâncias, quem sabe? Fato é que aprendo mais do que nunca E um pouco de cada vez! E mesmo seguindo caminhos tortuosos, sujos e obscuros, procuro encontrar o caminho do bem.

A caminhada é longa, o tempo indefinido Mas graças à liberdade faço o meu próprio destino! Não dá pra reclamar! Não dá! Simplesmente não dá... E mesmo com os pés congelados em campos gélidos Sigo feliz e confiante Sabendo que o melhor está adiante Pois em algum lugar o sol brilha radiante E um dia estarei lá!

E se estiver caminhando contra o vento Na chuva ou qualquer outro tormento Ainda assim terei fé! Ainda assim terei a bonança! Pois liberdade, teu nome de fato é esperança!

Liberdade (Santiago W. Rodriguez) Liberdade, centímetros de pausa entre, as minhas e as tuas palavras que correm à foz, água de rio, feito montanha, tamanha, que dedilha o céu Liberdade, centímetros de pausa entre as minhas e as tuas palavras Que dedilham o céu.

Livre: (Ezio) Liberto-te Mas não por raiva Nem sequer por ódio. Liberto-te Por amor Para te ver sorrir. Amo-te tanto Que te desejo E também que seja feliz. Se os caprichos de sua alegria Comigo não se satisfazem Liberto-te. Para que ela possa saciar-se Encontrando enfim quem lhe tenha o mesmo afeto Aquele que tenho por ti. Mas que dessa vez você o reflita E seja feliz quando o achar Por isso liberto-te.

A arte da percepção: (Brinquedo do equilíbrio) Uma parede de um lado Outra parede do outro Teto em cima, chão embaixo.

Câmeras na frente, olhos atrás Água no copo, remédio na mesa Falta de energia, sistema reiniciado.
Pílula escondida, falsa verdade Sensação estranha... Muito estranha... Essa sensação de pensar... Estratégia planejada Contra-ataque contínuo Ninguém me tira mais Esse poder de criar.

Liberdade ainda que tardia: (Sunset) Uma dose de liberdade, por favor, Uma dessas bem grandes e ficarei à vontade. Tirem de mim essas amarras que mais parecem traves, Não me barre. Não me pare. Não me cale. Eu quero exceder todas as minhas vontades. Já cansei de tomar chá com a sociedade. Calo-me com biscoitos. Me prendo aos poucos. É isso o que sinto. É o que vivo. Não digo, reflito. Sigo na estrada, e só há perguntas. Que calamidade! Sinto-me numa gaiola, sem grades, sem chaves. Incrível monotonia aprisionada na comodidade. Brincadeira ou verdade? Liberdade. Utopia ou realidade? Liberdade. Caos ou serenidade? Liberdade. Dor ou alegria? “Liberdade, ainda que tardia...”

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful