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UFG – UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS CMEC – CURSO DE MESTRADO EM ENGENHARIA CIVIL

Reabilitação Estrutural de Pilares com Encamisamento de Concreto Armado

Mestrando: Aurélio Augusto Cunha

Goiânia, outubro de 2012

1- Objetivo
Revisar a técnica de reabilitação estrutural de pilares

mais comum: encamisamento de concreto armado, e
analisar sob os seguintes aspectos:

• Ancoragem; • Cruzamento de lajes; • Preparação da superfície de interface; • Espaçamento dos estribos adicionais; • Escoramento temporário da estrutura; • Adição de novo concreto.

Objetivo .1.

2. . • A maioria dos reparos e projetos de reforços são baseados em conhecimentos empíricos e práticas correntes.Introdução • A reabilitação estrutural representa um importante aspecto da indústria da construção.

.2. . .Alterações na funcionalidade da estrutura.Produção deficiente de concreto.Fase de Construção: .Maus processos executivos. .Terremotos.Vida Útil: .Acidentes.Introdução • Quando? A necessidade pode aparecer em qualquer momento. . . desde o início da fase de construção até o final da vida útil.Erros de projeto. .

. sua avaliação estrutural e um estudo do custo/benefício das diferentes soluções.Aumentar a resistência a cargas.Melhorar a ductilidade. .2. .Objetivos das técnicas de reforço: .Introdução • Por que? A decisão de reabilitar deve ser feita somente depois da inspeção da estrutura.

Técnicas de reforço: .Introdução • Como? A escolha do reparo ou método de reforço depende dos objetivos do comportamento estrutural. .Reforço dos elementos estruturais. . .2.Adição de novos elementos estruturais.

Reparação Estética: .Introdução • Reparação de um elemento de concreto armado: Tentativa de restaurar a resistência original e a rigidez de um elemento de concreto armado danificado ou deteriorado.Quando a perda de resistência é menor que 10% . Ramirez (1993) define dois tipos de técnicas de reparação: .Quando a perda de resistência está acima de 10% .2.Reparação Estrutural: .

2.O processo de reforço deve ser precedido pela operação de reparo.O reparo irá depender das hipóteses estruturais adotadas relativas à contribuição do reforço ao elemento original .Introdução • Reforço de um elemento de concreto armado: Intervenção para aumentar a resistência e a rigidez original de um elemento de concreto armado • Reparar e reforçar um elemento de concreto armado: . .O reforço pode ser associado à reparação estrutural. .

Trata-se de uma técnica de reabilitação simples que não exige mão de obra especializada.3. .Procedimentos O presente artigo analisa a técnica de reabilitação estrutural de pilares pelo encamisamento de concreto armado e suas influências.

barras longitudinais do reforço devem ser ancoradas às fundações originais. . de modo que a ancoragem das barras de aço adicionadas à fundação foi realizada com o uso de uma resina epóxi. • Júlio (2001): realizou testes em pilares de concreto armado reforçados por encamisamento. • Resinas epóxi: produtos comerciais efetivos na adesão das barras às fundações.Procedimentos 3.1 – Ancoragem: •O • As reforço por encamisamento de concreto armado aumenta uniformemente a rigidez da estrutura.3. Verificou-se o escorregamento das barras de aço do reforço e concluiu-se que é necessária a limpeza a vácuo dos buracos perfurados na base das fundações.

Procedimentos 3.3.1 – Ancoragem: .

(1993) indica que a continuidade é apropriada e reduz a possibilidade de danos por aderência. • Técnica implementada com o objetivos de aumentar a resistência ao cisalhamento do pilar e a ductilidade. •Estruturas viga-pilar: a armadura longitudinal deve estar localizada nos cantos. buracos devem ser feitos na laje para permitir que as barras longitudinais do encamisamento sigam. . o que pode conduzir a um excessivo congestionamento de barras. • Estruturas laje-pilar: procedimento fácil de ser realizado e não tem nenhum inconveniente.2 – Cruzamento de lajes: • Quando • Alcocer a continuidade do encamisamento é exigida entre pavimentos.Procedimentos 3.3.

• Agentes adesivos: resina epóxi. escarificação mecânica.Procedimentos 3. escovamento manual (escova de aço). • Escarificação mecânica provoca microfissuras no substrato e deve ser evitada. jateamento de areia. seguido pela aplicação de um agente adesivo. Jateamento de areia é a técnica de rugosidade mais eficiente. da rugosidade: escarificação manual. • O nível de umidade do substrato interfere na aderência. • Aumentar • Aumento a rugosidade da superfície do pilar original.3 – Tratamento da Interface: • Garantir boa adesão entre o pilar original e o encamisamento adicionado para que o elemento resultante comporte-se monoliticamente.3. .

3.4 – Espaçamento dos estribos adicionais: • Gomes e Appleton (1994) estudaram o nível de confinamento sob a ação de força axial em pilares de concreto armado reforçados por encamisamento.Procedimentos 3. • Conclusão: o desempenho monolítico dos pilares de concreto armado encamisados pode ser alcançado se uma alta porcentagem de armadura transversal é considerada. • Recomenda-se a metade do espaçamento usado para a armadura transversal do pilar original .

• Para elementos descarregados é necessário prever um escoramento temporário. que pode ser feito por meio de macacos hidráulicos.3. .Procedimentos 3. • Reforço de elementos descarregados: o elemento composto (pilar original + encamisamento) irá resistir juntos à carga total. • Reforço de elementos carregados: o encamisamento de concreto armado resistirá a incrementos de carga somente enquanto o pilar original for resistente a estes carregamentos já aplicados.5 – Escoramento temporário da estrutura: • Há diferenças entre reforçar um elemento carregado e um elemento descarregado.

com a utilização de sílica ativa. alterando o modo de ruptura na interface para ruptura monolítica . • CONCLUSÃO: a resistência da interface aumenta com a resistência nominal do concreto adicionado.6 – Concreto adicionado: • Concretos com dimensão máxima do agregado de cerca de 2mm devido à falta de espaço. alta-resistência e auto- adensável. proporcionando alta durabilidade. (2001) estudou a influência do traço do concreto do reforço na resistência da interface existente entre este e o concreto velho.Procedimentos 3.3. • Utilização • Júlio de concretos de alto-desempenho.

Procedimentos 3.3.5 – Concreto adicionado: .

adesivos: utilização de resinas para adesão. • Não requer mão de obra especializada.Conclusão Encamisamento de concreto armado: técnica valiosa na reabilitação estrutural • Distribuição uniforme do aumento da resistência e da rigidez de pilares.4. • Aumento da durabilidade. • Conectores de aço: aumentam a rigidez sob cargas cíclicas em pilares curtos . • Preparação • Agentes da superfície: não há necessidade de melhorar a rugosidade de elementos sadios. podem levar a resultados opostos. • Altamente influenciada pelos seguintes processos: • Método de reparo: remoção do concreto deteriorado por escarificação deve ser seguido de jateamento de areia. porém. pois causa microfissuras.

• Concreto adicional: auto-adensável. • Ancoragem: pode ser usada resinas. alta-durabilidade . • Posição das barras de aço: uniformemente espaçadas agregação excessiva nos cantos. obtendo comportamento monolítico. evitando • Estribos adicionais: metade do espaçamento da armadura transversal do pilar original. mas os buracos na base da fundação devem ser limpos à vácuo. alta-resistência.Conclusão •Altamente influenciada pelos seguintes processos: • Escoramento: permite que o pilar encamisado resista à carga total e não somente ao acréscimo de carga. • Continuidade: aberturas nas lajes devem ser previstas.5.