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LUBRIFICAÇÃO NAVAL

Alunos: José Diego Afonso Pereira Rafael Francisco dos Santos
Profº: Nylo Gomes Ferreira

LUBRIFICAÇÃO EM MOTORES MARÍTIMOS
• Tarefa de grande responsabilidade • Peça mais cara do navio • Garantia de rapidez na entrega dos produtos e no abastecimento • Bem lubrificado, para não se danificar e suportar as longas travessias

máquina do leme. tais como guindastes. sistema de refrigeração.que são responsáveis pela geração de energia a bordo. os seguintes equipamentos: • Um motor principal .LUBRIFICAÇÃO EM MOTORES MARÍTIMOS Todo navio tem. entre outros.que chamamos de motor de propulsão. turbinas. purificadores. pelo menos. sistemas hidráulicos. • E os equipamentos secundários. • Os motores auxiliares . .

LUBRIFICAÇÃO EM MOTORES MARÍTIMOS Por ser considerado o coração do navio. utilizando produtos de alta tecnologia e aprovados pelos principais fabricantes de motores. . o motor principal merece uma atenção especial e deve estar sempre bem lubrificado. Porém a preocupação com a lubrificação deve abordar todos os equipamentos.

MOTORES DE DOIS TEMPOS .

• Baixa rotação.Cilindros II – Parte Baixa do Motor (Cárter) .MOTORES DE DOIS TEMPOS • Propulsão para navios de grande porte. • Lubrificação feita utilizando dois sistemas independentes: I . • Utilizam combustíveis de alta viscosidade. alto teor de enxofre e que trabalham sob altas pressões.

a lubrificação é feita por injeção e o lubrificante queima junto com o combustível. • Grau SAE 50 de viscosidade • Índice de Basicidade Total (IBT ou TBN) variando entre 40 e 70 .MOTORES DE DOIS TEMPOS • Nos cilindros. Esse lubrificante deve possuir uma reserva alcalina alta para minimizar os efeitos do Enxofre encontrado nos combustíveis.

principalmente os utilizados na lubrificação de motores de combustão interna. . A basicidade de um óleo é diretamente proporcional ao teor deste aditivo e decai com o tempo de operação do motor. possuem uma aditivação apropriada para neutralização dos ácidos formados especialmente durante o processo de combustão a partir do enxofre do combustível. chamada de reserva alcalina. Utiliza-se o atualmente o Potenciógrafo para medir o índice de basicidade.ITB(Indíce de Basicidade Total) Os óleos. Esta aditivação. confere caráter básico ao lubrificante.

Óleos Náuticos • Motores de até 30HP . . National Marine Manufacturer Association (NMMA) Entidade representante da indústria americana de barcos de recreação.óleo com a classificação TC-W2 ou TC-W3 • Acima de 30HP devem utilizar exclusivamente o TC-W3. que é também responsável pelo sistema de aprovação dos óleos lubrificantes destinados ao mercado náutico.

Formação de Depósito Ocorre de acordo com as seguintes etapas: Formação de Depósito Oxidação do óleo e do combustível Partículas contaminantes primárias Aumento da concentração de partículas Depósitos insolúveis + superfície aquecida Polimerização Vernizes e resíduos .

e cai para aproximadamente 600 °C ao final do curso de potência.Motor DIESEL • A temperatura dentro dos cilindros de um motor diesel alcança cerca de 2000 °C durante a combustão. (Dependendo do desenho do motor). • Os componentes do motor sujeitos à combustão são refrigerados por água e lubrificante. para manter as Temperaturas dos cilindros e pistões entre 200 e 300 °C. .

dotado de capacidade adequada a potência do motor • Bomba de circulação forçada. geralmente do tipo de engrenagem. pressostato e manômetros . acionada pela árvore de manivelas do motor • Regulador de pressão • Trocador de calor de óleo lubrificante • Filtro(s) de fluxo integral e de desvio • Acessórios. tais como sensores de pressão.Motor DIESEL • Cárter de óleo montado sob o bloco.

Motor DIESEL Arranjo em corte: .

provém da queima incompleta do combustível. volume do óleo e sistema de lubrificação. podem ser solúveis ou insolúveis no óleo e se depositam nas paredes do cilindro. • Borras. funcionando como isolante. . • Fuligem. Um óleo lubrificante. prejudicando a transferência de calor. sujeito aos contaminantes. se formam nas partes frias do motor e contém sempre certa porção de água. em serviço. • Produtos de Oxidação. sua intensidade depende de fatores como: tipo do motor diesel. se deteriora completamente. queima e limpeza do combustível. condições operacionais. provoca formação de resinas e se depositam nos anéis e orifícios de retorno do óleo.Motor DIESEL Empecilhos ao pleno funcionamento: • Contaminação.

.Motor DIESEL Empecilhos ao pleno funcionamento: • • • Enxofre. Reduz a viscosidade do óleo lubrificante. exige óleo mais viscoso. menor a viscosidade. sua correção é feita com aditivos no óleo lubrificante. nocivo aos metais. b) refrigeração deficiente exige óleo mais viscoso. a separação é feita por destilação. anéis e cilindros é consequência da corrosão e abrasão. O tipo de óleo influencia na redução do desgaste. Diluição. quando ocorre com combustível. Desgaste. A escolha da viscosidade adequada é importante: a) quanto mais alta a temperatura de operação. c) folga nos anéis e cilindros. devido à formação de ácido sulfúrico.

Motor DIESEL Classificação: • Baixa Velocidade (Cruzeta) < 300 RPM • Média Velocidade > 300 RPM < 1000 RPM • Alta Velocidade > 1000 RPM .

quando acoplado ao gerador de eixo. como graneleiros e porta contêineres • Pode ser a única fonte de energia do navio no mar.• Sistema de propulsão mais básico possível. sem utilização de redutores e número mínimo de cilindros. • A praça de máquinas necessita ter espaço • Utilizado como fonte principal de potência nos grandes navios. Motor de Cruzeta .

Motor de Cruzeta Casa de máquinas .

Motor de Cruzeta • • • • • Operação com combustível pesado Potência por cilindro: 400 a 6000 kW Os maiores motores tem entre 12 a 16 cilindros Velocidade de giro de 50 a 300 rpm Acoplado diretamente a hélice em baixas rpm .

Motor de Cruzeta .

Motor de Cruzeta Motores atuais .

Motor de média velocidade .

Motor de média velocidade • Menores em tamanho (especialmente peso) com relação aos motores de cruzeta. . significando que são motores que cabem em navios de cruzeiro. ferries e ro-ro • Motores de média velocidade podem ser instalados em múltiplas configurações como motor principal ou motores auxiliares.

Motor de média velocidade Um só lubrificante deve realizar as funções de lubrificação dos cilindros e dos componentes do cárter. .

880 HP) Peso – 225 ton Consumo – 185 litros/dia (05g/kWh) Vazão óleo p/ motor – 230 m³/h O consumo de óleo lubrificante pode aumentar com a idade e uso do motor. • Dados típicos de lubrificação para um motor de média velocidade: Potência Gerada – 16.. tratamento.. . etc.800 kW (22.Motor de Média Velocidade • A seleção do lubrificante depende de fatores externos como combustível.

Motor de Alta Velocidade • Classificação mais usual é: RPM > 1000 • Muito comum a utilização de versões de motores automotivos .

DAF. Cummins. Volvo. Cummins Volvo Penta 23h P Diesel .Motor de Alta Velocidade • Fabricantes de motores marítimos: MTU / Detroit Diesel. Caterpillar. Mercedes. Ruston. Deutz • Motores derivados de automotivos são fabricados por: MAN Nuremberg.

Motor de Alta Velocidade Utilizados em: • Lanchas • Barcos Patrulha da Marinha • Baleeiras • Barcos de Resgate • Barcos de Pesca .

Motor de Alta Velocidade (Lubrificação) • Óleos sintéticos e minerais são utilizados • Mobilgard 12 séries. Delvac 1 SHC. Mobilgard ADL séries. Mobilgard 1 SHC. Delvac 1 . Mobil Delvac MX.

É submetido a condições severas. há tendência do óleo se oxidar. água. para o regulador e controles adicionais. pela exposição à influência de certos fatores nocivos.TURBINAS A VAPOR Óleos Lubrificantes para Turbinas a Vapor O óleo empregado além de lubrificar. causando problemas no suprimento. • Emulsão. às partes móveis das turbinas. este últimos podem se tornar insolúvel em temperaturas mais baixas. que servem para orientar a escolha correta do lubrificante. . na presença de calor. formando produtos insolúveis e solúveis. deve servir como refrigerante para extrair o calor conduzido pelo rotor e demais partes onde há atrito. a água e o óleo de circulação formam emulsão causando ruptura da película lubrificante e consequentes escoriações nos mancais e dentes das engrenagens das turbinas. • Oxidação. ar e impurezas diversas. e como meio hidráulico.

óleo oxidado e outras impurezas. como também. • Espuma. é uma massa contendo emulsões. Não é aconselhável abastecer de uma só vez.TURBINAS A VAPOR Óleos Lubrificantes para Turbinas a Vapor • Borra. formando depósitos. o acréscimo de grande quantidade de óleo. . Acrescentandose grande quantidade de óleo ao sistema de uma só vez. mais de 10% da capacidade do sistema de óleo da turbina. Quando depositada. provoca a formação de espuma. consiste de partículas sólidas e hidrocarbonetos oxidados. pode provocar distúrbio químico. a agitação do óleo em contato com o ar provoca espuma. sendo bastante prejudicial.

a água junto com o óleo pode formar ferrugem nos metais. A cinza diminui a capacidade do óleo separar-se da água. Empregam-se refrigeradores. cinzas partículas metálicas e sílica. É abrasiva e pode agir como catalizador de oxidação. • • . além de alguns serem abrasivas.TURBINAS A VAPOR Óleos Lubrificantes para Turbinas a Vapor • Ferrugem. são constituídos de carvão. pela troca de calor com água de refrigeração. Contaminantes sólidos. para diminuir este efeito no óleo. Calor. é conduzido através do eixo aos mancais. Altamente nocivos. havendo ainda o calor adicional gerado pelo atrito fluido resultante do deslizamento das superfícies. outros atuam como catalisadores de oxidação.