DEBI - Departamento de Estudos Básicos e Instrumentais Dimensionamento de sistemas de trabalhos biológicos e físico-químicos.

Introdução
Norma Brasileira — NBR 9800/1987, efluente líquido industrial é o despejo líquido proveniente do estabelecimento industrial, compreendendo emanações de processo industrial, águas de refrigeração poluídas, águas pluviais poluídas e esgoto doméstico

Introdução
• As caraterísticas físicas, químicas e biológicas dos efluentes variam:

 Tipo de indústria
 Período de operação

 Matéria-prima utilizada
 Reutilização de água

Introdução
• Efluente líquido pode ser
Solúvel ou com sólidos em suspensão

Com ou sem coloração
Orgânico ou inorgânico

Com temperatura baixa ou elevada.

.).INTRODUÇÃO • Determinações mais comuns para caracterizar a massa líquida Físicas (temperatura.) Químicas (pH. turbidez. cor. metais etc. sólidos etc. teor de matéria orgânica. alcalinidade. vírus etc.) Biológicas (bactérias. protozoários.

Introdução Conhecimento da vazão e da composição Determinação das cargas de poluição / contaminação  Definir o tipo de tratamento  Avaliar o enquadramento na legislação ambiental  Estimar a capacidade de autodepuração do corpo receptor .

Modificações nos equipamentos Processos ou procedimentos Reformulação ou replanejamento de produtos Substituição de matérias-primas e substâncias tóxicas . concentração ou toxicidade das cargas poluentes na própria fonte geradora.Alternativas de tratamento Prevenção à poluição Qualquer prática que vise a redução e/ou eliminação Volume.

transportar e tratar esses resíduos ? e) Existe local adequado para destino final desses resíduos ? . como: a) Qual o volume e composição dos resíduos gerados? b) Esses resíduos podem ser reutilizados na própria indústria? c) Esse material pode ser reciclado e comercializado? d) Quanto custa coletar.Alternativas de tratamento • É fundamental que a indústria disponha de sistema para tratamento ou condicionamento desses materiais residuais Para isso é preciso que sejam respondidas algumas perguntas.

Sistemas de tratamento de efluentes • Classificados de acordo com princípios Físicos Químicos Biológicos: .

• Parâmetros de projetos: são o tempo de retenção celular (θc) Tempo de retenção celular ou idade do lodo (θc) VX c  dX V dt Onde: X = Concentração de microorganismos (mg/L) V= volume do reator (m3) dX/dt = taxa de geração de microrganismo (mg/Ld) .

• Tempo de detenção hidraúlica (TDH) V TDH  Q Onde : V= volume útil do reator (m3) Q = vazão do efluente (m3/h) .

.d-1) DBO: demanda bioquímica do efluente (g L-1) V: volume da unidade aerada do reator (L) SSV: sólidos suspensos voláteis (g L-1) A/M : é expressa em g DBO ou g DQO fornecida por dia por g SSV.• Relação alimento/microrganismo: baseia-se na relação entre a materia rogânica do efluente a ser tratado e a quantidade de microorganismos necssários para degrada-la A Q  DBO  M V  SSV Onde: Q : vazão do efluente utilizado na alimentação do reator (L.

15 Kg DBO/Kg SSV dia .3 e 0.08 a 0. 0.• A relação A/M geralmente assume valores compreendidos entre 0.8 Kg DBO/Kg SSVd e para sistemas de aeração prolongada.

transportadores. peças especiais. penas. tubulações.Dimensionamento de sistemas de trabalhos físicos e químicos Tratamento preliminar • Remoção de sólidos grosseiros (pedaços de madeira.) • Finalidade da remoção de sólidos grosseiros  proteção de bombas.  remoção parcial da carga poluidora melhoria da eficiência em unidades subseqüentes. etc. cascas. aeradores.  facilitar escoamento.  aspectos estéticos. folhas. ossos etc. ramos. hastes. . plásticos.

.Equipamentos utilizados na separação sólido/líquido – Grades – Peneiras Grades – Limpeza manual – Limpeza automática Espaçamento entre barras à função das dimensões do material a ser removido.

8 e 10 Fina 15 20 .8 e 10 6.Abertura ou espaçamento e dimensões entre das barras Tipo de grade Grosseira Espaçamento (mm) 40 60 80 100 20 Espessuras mais usuais (mm) 10 e 13 10 e 13 10 e 13 10 e 13 8 e 10 Média 30 40 10 8 e 10 8 e 10 6.8 e 10 6.

• Grades finas (3/8” a 3/4”) à partículas de 1-2 cm. • Grades grosseiras (> 1 1/2") à partículas de 4-10 cm .Espaçamento entre barras à função das dimensões do material a ser removido. • Grades médias (3/4” a 1 1/2”) à partículas de 2-4 cm.

5% a = espaçamento entre as barras t = espessura das barras .3% 77% 13 mm 60% 66.8% 72.4% 80.Eficiência do sistema de gradeamento (E) t 6 mm 8 mm 10 mm a = 20 mm 75% 73% 67.8% a = 30 mm 83.7% 71.7% a = 25 mm 80% 76.

570 impõe que para vazões de dimensionamento superiores a 250 L/s as grades deverão possuir dispositivo de remoção mecanizada do material retido. • O projeto de Norma Brasileira PNB . – 60o com a horizontal à limpeza mecânica.Inclinação – 45 a 60o com a horizontal à limpeza manual. .

.

• Muito baixa acúmulo por sedimentação mau cheiro – limpeza manual à 0.Dimensionamento • Velocidade de escoamento do líquido • Muito alta arraste de material retido.30 m s-1 < v < 0.60 m s-1 – limpeza mecânica à 0.0 m s-1 .60 m s-1 < v < 1.

• Mínima: 0.área útil (livre entre barras) (m2).40 m/s. Q – vazão de água residuária (m3 s-1). v – velocidade de escoamento (m s-1).75 m/s.Dimensionamento da área necessária para o canal das barras • As velocidades recomendadas através das barras são de: • Máxima: 0. . Q Au  v Onde: Au .

o Portanto (a  t ) S  Au * a Onde: S – seção do canal (m2). a – espaçamento entre barras (cm). t – espessura das barras (cm) Escolhendo-se a espessura e o espaçamento entre barras determina-se a eficiência E Au S E .

• Perda de carga nas grades: – Pode-se utilizar a fórmula de Metcalf & Eddy V 2  v2 Hf  1. v = Velocidade a montante de aproximação g = 9. Hf = perda de carga nas barras. 43 *g 2 Onde V = Velocidade através das grades (usual = 0.6 m/s). .8 m/s2.

Operação e manejo do sistema Limpeza contínua da grade Evitar represamento e arraste de material Material sólido removido  Secagem para facilitar transporte e encaminhamento para: Incineração Aterro sanitário Alimentação animal Compostagem  Incorporação ao solo .

Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) O processo anaeróbio através de reatores de manta de lodo apresenta inúmeras vantagens em relação aos processos aeróbios convencionais .

. com baixa demanda de área.Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) Vantagens Sistema compacto. Baixo consumo de energia. Possibilidade de lodo. Possibilidade de rápido etapa de pós-tratamento. Satisfatóriaintervalo de tempo necessário para a partida no reator. Elevada concentração de lodo excedente. Necessidade de uma reinicio. Desvantagens Baixa produção de emanação de maus odores. da ordem de 65-75%. Elevado eficiência de remoção de DBO/DQO. Boa desidratabilidade o lodo. Baixa capacidade do sistema em tolerar cargas tóxicas. Baixo custo de implementação e de operação.

sobre o dimensionamento desses reatores É importante que os diversos critérios e parâmetros de projetos de reatores UASB sejam expressos de uma forma compreensível e sequencial . Não há ainda um roteiro claro e sistematizado. acessível ao projetistas.Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors)  Apesar do conhecimento acumulado sobre os reatores UASB em nosso país.

• Os curto-circuitos devem ser evitados.Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) Princípios do processo • Os princípios mais importantes que governam a operação de um reator de manta de lodo • As características do fluxo ascendente devem assegurar o máximo contato entre a biomassa e o substrato. . de forma a garantir tempos suficientes para a degradação da matéria orgânica.

• O lodo na região da manta deve ser bem adaptado. capaz de separar de forma adequada o biogás. liberando os dois primeiros e permitindo a retenção do último.Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) • O sistema deve ter um dispositivo bem projetado. uma vez que este tipo de lodo apresenta características bem melhores que as do lodo floculento) . o líquido e os sólidos. com alta atividade metanogênica específica (AME) e excelente sedimentabilidade (granulado.

Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) • Configurações típicas • Inicialmente concebidos para o tratamento de efluentes industriais como estruturas cilíndricas ou prismático-retangulares. portanto. reatores de paredes verticais. . configurando-se. onde as áreas dos compartimentos de digestão e de decantação eram iguais.

Esquemas mais freqüentes de formas de reatores UASB .

usualmente utilizado para o atendimento de pequenas populações .Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) • Quanto à forma do reator em planta. estes podem ser circulares ou retangulares • Reatores de seção circular são mais econômicos do ponto de vista estrutural.

CO2 Efluente Defletores Separador de 3 fases Gás Partículas de lodo Leito do lodo Efluente .CH4 .

Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) Critérios e parâmetros de projeto Um dos aspectos mais importantes do processo através de reatores de manta de lodo Habilidade em desenvolver e manter um lodo de elevada atividade e de excelentes características de sedimentação .

S = concentração de substrato afluente (kgDQO/m3). V = volume total do reator (m3).Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors)  Para que isto ocorra alguns parâmetros devem ser observados:  Carga orgânica volumétrica QxS COV  V Onde: COV = carga orgânica volumétrica (kgDQO/m3. .d). Q = vazão (m3/d).

por unidade do mesmo . Pode ser entendida como a quantidade (volume) de esgotos aplicados diariamente ao reator.Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) Carga hidráulica volumétrica e tempo de detenção hidráulica A carga volumétrica equivale ao inverso do tempo de detenção hidráulica no reator.

.d). CHV = carga hidráulica volumétrica (m3/m3.Reatores Anaeróbios de Fluxo Ascendente com manta de lodo / UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket Reactors) V TDH  Q Q CHV  V Onde: TDH = tempo de detenção hidráulica (d). Q = vazão (m3/d). V = volume total do reator (m3).

• Carga biológica (carga de lodo) • A carga biológica ou carga de lodo refere-se à quantidade (massa) de matéria orgânica aplicada diariamente ao reator. M = massa de microrganismos presentes no reator (kgSVT/m3). por unidade de biomassa presente no mesmo Onde: CB = carga biológica ou carga de lodo (kgDQO/kgSVT.d). Q S CB  M . Q = vazão (m3/d). S = concentração de substrato afluente (jgDQO/m3).

0 e 5. as alturas úteis ficam entre 4. com lodo tipo floculento.Altura do reator Está em função:  do tipo de lodo  das cargas orgânicas  das velocidades superficiais impostas ao sistema Para o caso de tratamento de esgotos domésticos.0m assim distribuídas: .

aliados às próprias características dos esgotos Os materiais utilizados na construção de reatores anaeróbios devem resistir a corrosão.Material do reator A degradação anaeróbia de determinados compostos pode levar à formação de subprodutos altamente agressivos. sendo normalmente feita uma proteção interna à base de epóxi . concreto e o aço têm sido os materiais mais empregados.

Puderam-se expressar as eficiências através da quantidade de DQO e DBO removidas . obtidas a partir de resultados experimentais de reatores em operação.Eficiência de reatores UASB A estimativa da eficiência do sistema é feita através de relações empíricas.

com valores médios usuais se situando na faixa de US$20/hab a US$30/hab.• Custos de reatores UASB • Os custos de construções de reatores UASB têm sido bastante variados (10 a 40 dólares per capita). os valores têm variado bastante (cinqüenta centavos a dois dólares per capita por ano) . excluído o valor de aquisição do terreno. • Os custos relacionados a manutenção e operação de reatores UASB.

68  TDH 035  EDBO  100   1  0. 0.70  TDH 0. 0. TDH = tempo de detenção hidráulica .EDQO  100   1  0. .68 = constante empírica.50 = constante empírica.50  Onde: EDQO = eficiência do reator UASB em termos de remoção de DQO (%). 0.70 = constante empírica.35 = constante empírica. EDBO = eficiência do reator UASB em termos de remoção de DBO (%). 0.