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Arte Pré-Cabralina

 O Estado que possui o maior número de


cavernas com vestígios de Arte Rupestre é
Minas Gerais (Lagoa Santa, Vespasiano,
Pedro Leopoldo, Matosinhos e Prudente de
Moraes).

 Gruta chamada de Cerca Grande (tombada


pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional).
As duas faces da arte rupestre no Brasil
 Estado do Piauí – município de São Raimundo Nonato,
(estudado por equipe franco-brasileira desde 1970).

 Vestígios arqueológicos datando de aproximadamente


6.000 a.C.

 Nômades e seminômades (grutas para abrigos ocasionais),


que deixaram nas paredes das cavernas seus vestígios.
 Motivos Naturalistas (figuras humanas que aparecem
isoladas, participando de um grupo, em movimentadas cenas de
caça, guerra e trabalhos coletivos / figuras de animais, cujas
representações mais freqüentes são de veados, onças, pássaros
diversos, peixes e insetos).

 Motivos Geométricos (linhas paralelas, grupos de pontos,


círculos, círculos concêntrico, cruzes, espirais e triângulos).
Estilo artístico denominado
Várzea Grande
 Características:

- Utilização preferencial da cor vermelha.

- Predomínio dos motivos naturalistas.

- Representação de figuras antropomorfas e zoomorfas (com


corpo totalmente preenchido e os membros desenhados com traços).

- Abundância de representações animais e humanas de


perfil.

- Nota‑se também a frequente presença de cenas em que


participam numerosas personagens, com temas variados e que
expressam grande dinamismo.
A ARTE DOS ÍNDIOS BRASILEIROS

 Descobrimento do Brasil – cerca de 5 milhões de índios.

 Hoje, esse número caiu para aproximadamente 200 mil.

 Esses povos possuem suas manifestações artísticas,


porém, sempre ligadas a religião e ao cotidiano.
Uma arte utilitária
 Qualidades artísticas (do nosso ponto de vista, mas
estranhas ao índio).
 Perfeição para além da finalidade(o objeto precisa ser
mais perfeito na sua execução do que sua utilidade
exigiria) – NOÇÃO INDÍGENA DE BELEZA.
 Preocupação com a beleza – acessórios (colares, tangas,
cocares, máscaras, objetos rituais) e pinturas corporais).
 Outro aspecto importante – arte indígena representa a
tradição da comunidade e não o estilo individual do
“artista”.
 MARCA da comunidade – variação na pintura corporal,
cerâmica, cestaria.
Período pré-cabralino
 Dois conjuntos de produção artística se
destacaram:

FASE MARAJOARA

CULTURA SANTARÉM
A Fase Marajoara
 A Ilha de Marajó foi habitada por vários
povos desde, provavelmente, 1100 a.C,
que, progressivamente, foram divididos
em cinco fases arqueológicas. A fase
Marajoara é a quarta na seqüência da
ocupação da ilha.

 Produção mais característica: cerâmica


(modelagem tipicamente antropomorfa):

- vasos de uso doméstico (mais


simples e geralmente não apresentam a
superfície decorada).

- vasos cerimoniais (decoração


elaborada, resultante da pintura
bicromática ou policromática de
desenhos feitos com incisões na
cerâmica e de desenhos em relevo).

- vasos funerários (IGAÇABAS - Tampa e Urna Funerária Mirancangüera. Era utilizada


decoradas com desenhos labirínticos). para guardar as cinzas dos mortos após cerimônia
religiosa.
ESTATUETAS
 Representações humanas ESTILIZADAS.

Adorno?

Função nas cerimônias?


 Todos os vestígios culturais
encontrados na região da junção
Cultura de
do Rio Tapajós com o Amazonas.
Santarém
 Sua principal manifestação está
relacionada a cerâmica ornamental
e cerimonial.

 A cerâmica santarena apresenta


uma decoração bastante
complexa, pois além da pintura e
dos desenhos, as peças
apresentam ornamentos em relevo
com figuras de seres humanos ou
animais.
 Um dos recursos ornamentais da
cerâmica santarena que mais
chama a atenção é a presença de
cariátides, isto é, figuras humanas
que apóiam a parte superior de um
vaso.
 Além de vasos, a cultura Cultura de
Santarém produziu ainda
cachimbos, cuja
Santarém
decoração por vezes já
sugere a influência dos
primeiros colonizadores
europeus.
 Estatuetas de formas
variadas - diferentemente
das estatuetas
marajoaras, apresentam
maior realismo, pois
reproduzem mais
fielmente os seres
humanos ou animais que
representam.
O final das fases
 A fase Marajoara conheceu um lento mas
constante declínio e, em torno de 1350,
desapareceu, talvez expulsa ou absorvida por
outros povos que chegaram à Ilha de Marajó.
 A cerâmica santarena refinadamente decorada
com elementos em relevo perdurou até a chegada
dos colonizadores portugueses. Mas, por volta do
século XVII, os povos que a realizavam foram
perdendo suas peculiaridades culturais e sua
produção acabou por desaparecer.
Arte indígena
mais recente
 CERÂMICA
 TECELAGEM
 TRANÇADO DE CESTOS
E BALAIOS
Madeira / cortiça / fibras / Boneca em barro – índios Karajás

coco / resinas / couro /


ossos / dentes / conchas /
garras e plumas das mais
variadas aves / palmas /
palha / cipó / sementes.

Rede de fios de buriti e algodão


ARTE PLUMÁRIA
 Não está ligada a nenhuma finalidade, mas À
BELEZA.
 Dois estilos:

Peças maiores – DIADEMAS

Peças mais delicadas – COLARES e


BRACELETES.
 Para os índios, as máscaras têm
um caráter duplo: ao mesmo tempo
que são um artefato produzido por
um homem comum, são a figura MÁSCARAS
viva do ser sobrenatural que
representam.

 Elas são feitas com troncos de


árvores, cabaças e palhas de buriti
e são usadas geralmente em
danças cerimoniais, como, por
exemplo, na dança do Aruanã,
entre os Karajá, quando
representam heróis que mantêm a
ordem do mundo.
ÍNDIOS KADIWÉU
 Tribo brasileira
pesquisada em 1935
pelo antropólogo
francês Lévi Strauss e
que hoje quase não se
encontra mais nenhum
membro – Bonito e
Jardim)
 O povo se chamava
Maori (Nova Zelândia)
PINTURA DE CORPORAL / ROSTO
 Conferem dignidade ao ser humano.
 Diferem quanto ao ESTILO e
COMPOSIÇÃO segundo as CASTAS.
 É sempre realizada POR MULHERES
(homens cuidam das ESCULTURAS).
 Antigamente, a pintura definia as CASTAS
– NOBRES (pintavam a testa) e PLEBEUS
(corpo todo).
 FUNÇÃO DA PINTURA: SOCIOLÓGICA.
PINTURA CORPORAL
(técnica, estilo e motivos)
 Feita com uma fina espátula de bambu, mergulhada no
suco de JENIPAPO com pó de carvão aplicada com uma
fina lasca de madeira ou taquara.

 MOTIVOS – simples: ESPIRAIS, “S”, CRUZES,


LOSANGOS.

 ESTILO
CURVILÍNEO era adotado mais para o ROSTO
(minuciosos e simétricos).

Para os grafismos do CORPO era o ESTILO


GEOMÉTRICO.
PINTURA
CORPORAL
CERÂMICA
 DESENHOS
GEOMÉTRICOS com cores
fortes (corantes naturais).
 Tarefa predominantemente
feminina.
 Objetos – utilitários /
decorativos (placas, potes,
panelas, animais).
 Os desenhos aplicados na
cerâmica eram os mesmos
aplicados corpo.
 Aula elaborada pelo Arte-educador Wagner Bôa Morte
E-mail: wagnerboamorte@yahoo.com.br