A ESCOLAS PSICANALÍTICAS I

A CONSTRUÇÃO DAS ESCOLAS PSICANALÍTICAS (ESCOLAS EUROPÉIA, AMERICANA E MODERNA)

ABPC/UNIG PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICANÁLISE CLÍNICA Prof: Lázaro Tavares

ESCOLAS PSICANALÍTICAS I

-FUNDAMENTOS GERAIS DA PSICANÁLISE-

– Psicanálise Ciência do inconsciente
– Teoria Geral do comportamento – Uma cosmovisão ou filosofia de vida – Método psicoterapêutico

Estudar Psicanálise é estudar o Inconsciente. . Estudar o Inconsciente é estudar o funcionamento do Sistema Psíquico: Suas formações e influências sobre a vida do indivíduo.

2 – Psique: Consciente e Inconsciente. 4 – Psique aqui relaciona-se com a formação da Personalidade. .ISTO SIGNIFICA: 1 – Formação e funcionamento da Psique. 3 – Experiências determinantes para o equilíbrio da Psique.

Como temos vivido o nosso INCONSCIENTE? O que há “dentro de mim” que não conheço? O que há “dentro de mim” que interfere em minha vida consciente? . 7 – Como temos vivido o nosso CONSCIENTE? Estamos bem? Algo nos incomoda? 8 . 6 – Nossa vida psíquica possui duas naturezas: CONSCIENTE E INCONSCIENTE.5 – Logo. fatores que irão influenciar a nossa vida psíquica de forma positiva ou de forma negativa.

Nosso Inconsciente lida com todas essas coisas.CAMPO DE AÇÃO DA PSICANÁLISE E ÁREAS A SEREM TRABALHADAS NO INDIVÍDUO Tudo o que vimos até agora é fundamental para a compreensão da TEORIA GERAL DA PSICANÁLISE. -Como é formado o Trauma e qual a ação do ID. EGO E SUPEREGO? -Como surgem os conflitos psíquicos e qual a ação dos mesmo na vida psíquica? .

Nome  Psicanálise 2 . 3 .Método  Livre Associação      Livre Associação Anamnese Associação Livre Linha Histórico Biográfico Mapa Psíquico       Interpretação de Sonhos Técnicas Psicanalíticas Análise de Desenhos Correção Corretiva Hipnose Etc..Reconhecimento Científico 1 ..Objeto de Estudo  Inconsciente .

4 .OBJETIVOS DA PSICANÁLISE a) Liberar materiais inconscientes anti inacessíveis. revelar os complexos reprimidos por causa do desprazer e que produzem sinais de resistência ante as tentativas de leva-los a consciência. b) . de modo que se possa lidar com eles conscientemente.

p. na ed. bras.). (1933. . é erguer o véu da amnésia que oculta os anos iniciais da infância e trazer à memória consciente as manifestações do início da vida sexual infantil que estão contidas neles. livro 28. 42. o ego estabelecerá novos níveis de satisfação em todas as áreas de funcionamento. Se uma pessoa liberar-se das inibições do inconsciente.“Uma das atribuições da Psicanálise como sabem.

Pulsões ou instintos básicos (Vida Eros e Morte .Libido 2.. Catexias 6. Etc. Ambivalência 5. Existência de Fatores inconscientes determinantes do comportamento humano (Determinismo Psíquico) 4.5 .Thanatos) 3.PRINCÍPIOS 1.. . Energia Psíquica .

4. A neurose do adulto é a repetição da neurose infantil. O indivíduo adoece com a diminuição da capacidade de amar . 5. 2. O núcleo da neurose é o complexo de édipo. Existe uma sexualidade infantil.As Cinco Premissas da Psicanálise: 1. Existe um inconsciente dinâmico. 3.

) .. etc.Energia Psíquica ESTÍMULO tensão atividade cessação cessação IMPULSO necessidade atividade INSTINTO PULSÃO Sexual (Eros) e Agressivo (Thanátos) Desvio do Instinto (Morte..

que provoca uma resposta fisiológica. capaz de disparar (iniciar) um impulso nervoso  IMPULSO  É um componente psíquico que sob a ação de estímulos gera um estado de tensão ou necessidade.  Um impulso nervoso é a ativação sequencial de neurônios em um sistema nervoso. através das sinapses que os conectam. ou comportamental num organismo.  Um estímulo é toda atividade física. .Energia Psíquica  ESTÍMULO  Em fisiologia. um estímulo é qualquer alteração externa ou interna. interna ou externa. e tende a impelir o indivíduo a uma atividade que busca a cessação da tensão ou gratificação da necessidade.

De acordo com Freud. os aspectos físicos dos instintos correspondem às necessidades e os aspectos mentais podem ser denominados de desejos. A Pulsao é apoiada no instinto – Também pode ser dito que deve ser entendida como o desvio do instinto. .INSTINTOS São pressões que dirigem o organismo para determinados fins. Eles são as forças propulsoras que incitamos pessoas à ação.

INSTINTOS DUALIDADE INATA DOS INSTINTOS Instinto De Morte Instinto De Vida PROJEÇÃO PROJEÇÃO CONSERVAÇÃO NO EGO – AGRESSIVIDADE ÓDIO INVEJA SEIO MAU CONSERVAÇÃO NO EGO – AMOR LIBIDO SEIO BOM Deflexão do Instinto de morte / Suícidio .

DETERMINISMO PSÍQUICO Não há descontinuidade na vida mental. •Isto significa que não devemos admitir qualquer fenômeno psíquico como sem significado ou como acidental. Os processos mentais não ocorrem ao acaso. em relação a qualquer fenômeno psíquico no qual estejamos interessados. . sentimento ou ação. cada pensamento. Devemos sempre nos perguntar. Há uma causa para cada memória revivida.

Atos falhos Servem para aliviar a tensão psicológica pela gratificação de impulsos proibidos ou desejos insatisfeitos . .Os sonhos .Todos os eventos psiqícos possuem uma causa e a maioria deles são causados por impulsos insatisfeitos e medos e desejos inconscientes.Esquecimento .O humor .

Designa a existência simultânea de sentimentos conflitantes. ficando na indecisão de seguir este ou aquele. . Ambivalência é a experiência de ter pensamentos e emoções simultaneamente positivas e negativas para alguém ou alguma coisa. Um exemplo comum de ambivalência é o sentimento de amor e ódio para uma mesma pessoa.Na ambivalência tem que existir o oposto Amor ________________ Ódio Estado da pessoa em que se sente atraída por dois impulsos de sentido oposto.

(1) Catexia do ego. como um conceito. ou à representação desse objeto na mente do sujeito (Ambivalência). ou às suas fontes originais no inconsciente.A expressão é empregada quando se refere à energia psíquica que está conectada com algum objeto fora do próprio sujeito. quando a energia psíquica se liga à divisão consciente do ego. idéia. quando a energia psíquica é investida em formações de desejos ou fantasias. (2) Catexia da fantasia. . Investimento da energia psíquica de uma pulsão numa representação mental consciente ou inconsciente. (3) Catexia do objeto . imagem. em contraposição à libido do objeto. Alguns usam o termo libido do eu ou auto-libido. Daí ter surgido a expressão libido do ego ou narcisismo. Tanto a catexia do ego como a catexia da fantasia estão associadas ao narcisismo primário.CATEXIA: Concentração de energia psíquica num dado objeto. fantasia ou símbolo.

.PERSONALIDADE Formação e Desenvolvimento Até 6 a 8 anos = 80% total. Acima 8 anos = 20% total.

A PSICANÁLISE Freud (1856-1939) ESTRUTURA DA PSIQUÊ 1ª Teoria (1ª Tópica) •Consciente •Pré-consciente •Inconsciente 2ª Teoria (2ª Tópica) Inconsciente: •ID •EGO •SUPEREGO .

com .O Aparelho Psíquico  CONSCIENTE  Idéias que estão em nossa mente a qualquer momento  PRÉ-CONSCIENTE  Seu conteúdo pode ser facilmente trazido à consciência por esforço da atenção ou memória  INCONSCIENTE  Não presente no campo da consciência. são impedidos por força de repressão. também inconsciente www.damedpel.com paulista@damedpel.

CONSCIENTE PRÉ-CONSCIENTE INCONSCIENTE medos .

faz o “meio de campo” entre Id e Superego. é a nossa consciência moral. instância executora da personalidade.  EGO  Estabelece a relação do indivíduo com a realidade.  SUPEREGO  Herdeiro do complexo de Édipo. ID  É inconsciente. . regido pelo prazer.

ID Parte mais primitiva da personalidade. . eliminar resíduos. evitar e obter prazer. Impulsos biológicos básicos: .Impulsos sexuais e agressivos.Comer. OPERA PELO PRINCÍPIO DO PRAZER .

EGO A criança aprende que seus impulsos nem sempre podem ser gratificados imediatamente. É o executivo da personalidade: ele decide que impulsos do ID serão satisfeitos e de que maneira PRINCÍPIO DA REALIDADE .

SUPEREGO Representação internalizada dos valores e costumes da sociedade Julga se as ações são certas ou erradas. .

etc. Tirano. Caso isto ocorra teríamos um SUPER SEPEREGO Caso isso ocorra teríamos um ID descontrolado. Gerador de estados neuróticos (por ter se rebelado contra o mundo exterior). . com características de: Super ID. Controlador. Soberano.Função do EGO ID EGO Os perigos em relação ao EGO SE ID Fusão com o ID EGO SE Fusão com o SE: Ideal do ego  Ser o Superego.

MECANISMO DE DEFESA  DO EGO »Fixação »Repressão »Identificação »Projeção »Racionalização » Etc... .

.

Desencadeantes Vulnerabilidade “Genética” e “Hereditária” Mantenedores Indivíduo Predisposto a conflitos psiquícos EVENTOS ESTRESSANTES SINTOMAS CLÍNICOS Desencadeantes Eventos de Vida Precoces Estressantes Mantenedores .

Repressão dos mesmos 3. Traumas psíquicos infantis que devem ser levados a sério 2. Sua presença permanente inalterável X X 3 X X X X 4 A linha horizontal é a linha do tempo que. Traumas psíquicos em estado inconsciente 4. O raciocínio desenvolvese da seguinte maneira. 5. Aí se encontra o paciente com seus sintomas. passa pelo presente em direção ao futuro. Os três pequenos traços verticais significam o presente. Sintomas no presente do paciente . As cruzes representam os traumas psíquicos. iniciada no passado. Influencia dos mesmos sobre o presente 6. Os números indicam a ordem do raciocínio que explica os sintomas.DESENVOLVIMENTO TEMPORAL DO TRAUMA PASSADO 1 X X X PRESENTE 6 FUTURO 2 5 1.

2. Experiência que uma pessoa quer esquecer. porque a recordação de seu papel ou sua participação nessa experiência.P.Conceito de Cena Traumática e Cena primária  1. nem toda Cena traumática é Cena Primária. Deturpada) Toda Cena Primária também é Cena Traumática. Real) ou entre outras pessoas (C..P. Lhe fere o amor próprio É contrária ao seu sistema de valores Cena primária   Na psicanálise Cena primária refere-se ao fato da criaça presenciar relação sexual entre seus genitores (C. . mas..

O que é Neurose Traumática?  Neurose (especialmente nos casos de histeria(transtorno de conversão) e ansiedade). . precipitada por um trauma psíquico ou somático. em que os sintomas estão intimamente relacionados com o trauma original.

NEUROSES (CONFLITOS DA ESTRUTURA TRIPARTITE DO INCONSCIENTE) ETIOLOGIA DA NEUROSE NEUROSE = Disposição por fixação da Libido + Acontecimento acidental (traumático) Constituição sexual (Acontecimento pré-histórico) Acontecimento infantil .

Desenvolvimento da Psicosexualidade • FASES DO DESENVOLVIMENTO INFANTIL (Fundamentais na formação da Personalidade e na formação da Sexualidade) • CONFLITOS PSÍQUICOS PODEM SURGIR NESSAS ETAPAS        Fase oral (0 a 6 meses / 0 a 1 ou 2 anos) Fase anal (6 a 18 meses / 1 a 2 ou 3 anos) Fase uretral (6 a 18 meses / 1 a 2 ou 3 anos) Fase fálica / genital (18 meses aos 5 anos / 2 a 3 ou 4 anos) Fase da Latência (6 anos a puberdade / 6 a 10 anos) Fase da Puberdade (Genitalidade total) Complexos: Castração / Édipo .

PSICOPATOLOGIA PSICANALÍTICA AS PARAPRAXIAS .

1 .CHISTES = GRACEJOS 4 .DEVANEIOS .O ESQUECIMENTO 2 .ATOS FALHOS lapsus linguae lapsus calami (escrita) lapsus memoriae 3 .

ESCOLAS PSICANALÍTICAS I A CONSTRUÇÃO DAS ESCOLAS PSICANALÍTICAS (ESCOLAS EUROPÉIA. AMERICANA E MODERNA) .

essa palavra seria incontestavelmente inconsciente” .“ Se fosse preciso concentrar numa palavra a descoberta freudiana.

ESCOLAS PSICANALÍTICAS I
(Construção das escolas européia, americana e moderna)
UNIDADE I – INTRODUÇÃO E PANORAMA DAS ORIENTAÇÕES ATUAIS UNIDADE II – PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS NA EUROPA 1. Karl Abraham 2. Anna Freud 3. Alfred Adler 4. Hanns Sachs 5. Sandor Ferenczi 6. Otto Rank 7. Wilhem Stekel 8. Wilhem Reich 9. Theodor Reik UNIDADE III - PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS NA AMÉRICA 1. Franz Alexandre 2. Karen Horney 3. Erich Fromm 4. H. Stack Sullivan 5. W.R.Fairbairn UNIDADE IV – PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS MODERNAS 1. Winnicott 3. Bion

 BIBLIOGRAFIA:  1. BRENER, Charles – Noções Básicas de Psicanálise, Martins Fontes SP 1991. 2. FADMAN, JAMES – Teorias da personalidade – Harbra, SP. 1998  3. FENICHEL, Otto Teoria Psicanalítica das Neuroses, Atheneu, SP 2000.  4. FREUD SIGMUND Obras Completas, Imago RJ 1990.  5. FREUD, S. (1921) Psicologia de grupo e análise do ego. E.S.B. Rio de Janeiro: Imago, 1976, vol.XVIII  6. GREENSON Raph A técnica e a prática da Psicanálise, Imago RJ 1981.  7. HAL LINDZEY – Teorias da personalidade. Epu SP 1997  8. HENRI, Gratton – PSICANALISES DE ONTEM E DE HOJE – Trad. Alcântara Silveira Edições Loyola – SP.  9. HORNEY, KAREN A personalidade neurótica do nosso tempo – Zahar, 1996. 12. LAPLANCHE, Pontalis Vocabulário de Psicanálise, Martins Fontes SP 1991.  13. LOPEZ, Emílio Mira y – AVALIAÇÃO CRÍTICA DAS DOUTRINAS PSICANALÍTICAS – Trad. Maria Cecília Ruas Abramo – Fundação Getúlio Vargas – Rio de Janeiro.  14. MARX, MELVIN Sistemas e teorias em psicologia Cultrix SP 1997.  15. OSBORNE, Richard. Freud para principiantes. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva 1993.  16. RUDNESCO, Elisabeth. PLON, Michel. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 1998.  17. STEKEL, Wilhelm. Atos impulsivos. Rio de Janeiro: ED Mestre jou: Ed.  18. SCHINTMAN, Dora Paradigma, cultura e subjetividade, Artes Médicas, 1997  19. ZIMERMAN , DAVID – Fundamentos Psicanalíticos, Artmed . RS,1999.

 Psicanálise é a ciência do inconsciente que foi fundada por Sigmund Freud (1856-1939). Um método de investigação, que consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, das ações, das produções imaginárias (sonhos, fantasias, delírios) de um sujeito.  Este método baseia-se principalmente nas associações livres do sujeito, que são a garantia da validade da interpretação. A interpretação psicanalítica pode estender-se a produções humanas para as quais não se dispõe de associações livres. A psicanálise é um método psicoterápico baseado nesta investigação e especificado pela interpretação controlada da resistência, da transferência e do desejo. O emprego da psicanálise como sinônimo de tratamento psicanalítico está ligado a este sentido; exemplo: começar uma análise.

são reconhecidas e identificadas através dos nomes que marcaram a Psicanálise em épocas diferenciadas. neoanalíticas. ao mesmo tempo que se proclamam possuidoras da chave da felicidade humana individual e coletiva.  Existem diversas doutrinas psicanalíticas.  . post e paranalíticas que disputaram e disputam o monopólio da interpretação da vida mental normal e patólogica. As chamadas Escolas Psicanalíticas (Freudismo Dissidente).

adotar um critério evolutivo.  A proposta de estudo será desenvolvida via pesquisas feitas pelos alunos que serão apresentadas e discutidas em sala de aula. bem como. com o objetivo de assinalar as coincidências e divergências das doutrinas psicanalíticas ao longo de sua história. . que vá desde sua gênese até seu estado atual e rumos previsíveis em um futuro próximo. servir de apoio ao processo clínico. Ao expormos cada doutrina procuramos. tanto quanto possível.

. QUADRO HISTÓRICO (Fins do Século XIX / Psicogênese da Psicanálise / Préorigens das Escolas Psicanalíticas).  Não poderíamos compreender o significado do vasto e diverso movimento psicanalítico atual se não nos remontássemos antes. seguindo sua própria técnica de trabalho. à sua gênese.

 A fisiologia e a patologia haviam progredido – Os trabalhos de Virchow. W. Ribot e outros. inclusive.  Surgem as diversas especialidades médicas. agora os psiquiatras explicavam o delírio místico por alterações de uma determinada zona cerebral. um rápido avanço no campo terapêutico. . O passado fim do século parecia justificar o orgulho de não poucos profissionais das ciências biológicas e das esperanças de muitos cultores da psicologia. dentre elas a neuropsiquiatria. adotando as normas metodológicas da ciência analíticoexperimental repudiando sua longa tradição especulativa – Temos os trabalhos de Wundt. permitindo-lhe. Lister e Claude Bernard – haviam dado uma sólida base objetiva e experimental à medicina.  Ainda haviam cirugiões que atribuíam `obra do diabo as mortes pósoperatórias.  A psicologia começa a separar-se como disciplina autônoma. Pasteur.James.

resistia a toda a tentativa de localização material  Essas enfermidades foram designadas pelo qualitativo de “Neuroses”e entre elas se incluíram. restava um reduto de alterações que.  Triunfava o pensamento cartesiano. (Contentavam estes em tentarem sanar o corpo e deixavam os males do “espírito” aos cuidados dos sacerdotes. apesar de serem estas consideradas como de natureza nervosa.  Entronizava-se a razão e o positivismo dominava o pensamento de uma grande parte dos médicos europeus. A psiquiatria ficava reduzida à patologia encefálica. a primeira considerada então como própria do sexo feminino e a segunda.  A chamada moral vitoriana reinava em todo o Velho Continente e se considerava que o homem vale na medida em que se opõe a seus instintos de origem animal. . do masculino. Não obstante. duas que estavam muito em voga: a histeria e a neurastenia.

hierarquicamente estratificado em forma irreversível e com papéis rigidamente estabelecidos para cada um de seus membros. .  Surgiam as “internacionais”. com a pretensão de romper as barreiras no campo do trabalho.  Quando FREUD terminou seus estudos de Medicina existiam muitos sinais de mudanças e de protestos contra essa situação  As antíteses fermentavam em todos os terrenos:  No campo político-social cresciam os círculos anarquistas.  Na educação “surgiam diversos movimentos que hoje triunfam com os nomes de “nova-pedagogia”.  A mesma rigidez reinava na escola e no ambiente de trabalho. A família estava obrigada a ser um grupo intimamente unido. “escola ativa”.

 No campo da filosofia começavam a filtrar-se as idéias do vitalismo e do existencialismo.  No campo do Direito penal surgiam movimentos que proclamavam a necessidade de ajudar o delinqüente mais que a de castigá-lo. de krausiano. como uma afirmação de subjetividade frente às pressões ambientais.como uma reação ante um excesso de influências tomistas e cartesianas. No campo das artes. (Dilthey escreveu que: “nas veias do homem pensador do século XVIII (homo philosophicus sive theoreticus) não corre sangue. surgia o impressionismo. as do neokantismo. mas idéias” .

Eduardo Goat ed. de forma que – tendo em vista uma maior clareza – decidimos dividi-lo em seis orientações distintas:  Psicodinâmico-Analítico  Cognitico-Comportamental  Humanístico-Experiencial  Sistêmico-Relacional  Biofuncional-Corporal  Apoio breve .Nova Fronteira)  O conjunto das principais psicoterapias atuais é bastante complexo. PANORAMA DAS ORIENTAÇÕES ATUAIS ((Texto retirado de Arte do Renascimento .

Hartmann. Psicodinâmico-Analítico. Kohut. Maher-Kerenberg. de Jung (Hillmann Neumann).  b) a Psicanálise Neofreudiana (Erikson. Spitz).  d) a Psicologia Individual. de Adler (Sullivan. Bion. Dreikurs). Horney. Ansbacher.  c) a Psicologia Analítica. Fromm. Jacobson. . Winnicott. Klein. inclui as quatro terapias tradicionais:  a) a Psicanálise Clássica Freudiana. O primeiro agrupamento.

de E. . No segundo grupo. Wolpe. as quatro aproximações mais conhecidas são: a "RET": Terapia Racional Emotiva. Mahoney). de A. CognitivoComportamental. a Terapia de Modificação do Comportamento. de Skinner (Ey-senck. Berne. Ellis. Bandura. a Terapia do Biofeedback (exercida com o auxílio de aparelhagem eletrônica). Lazarus. a "AT": Análise Transacional.

de A. Jourad. Simkin. a Terapia Centrada na Pessoa. Binswanger. que apresenta as seguintes quatro subdivisões fenomenológicas principais: a Terapia Existencial e a Antropanálise (Laing. de Carl Rogers(Carlkhuff. a Reintegração Primária. Gendlin). Polster). Yalom. Bugental). Boss. . Buber. May. a Terapia da Gestalt (Perls. Maslow. Fromm. Frankl. A terceira orientação é a HumanísticoExperencial. Yanov.

Bosromenyi e Nagy. o Modelo Formativo Existencial (Bowen. Sistêmico-Relacional. Whitaker. No quarto grupo. encontramos mais quatro subdivisões fundamentais: o Modelo Sistêmico Cibernético (Bateson. Satir). . Watzlawick). relacionado principalmente com a terapia do casal e da família. AncelinSchutzenberger). o Psicodrama Sociométrico(Moreno. o Modelo Intra-sistêmico Aberto (Minuchin). Halley.

de I. No quinto agrupamento. as Terapias Sexuais (Master & Johnson. Abraham & Pasini). BiofuncionalCorporal. . a Integração da Postura (Rolfing). encontramos mais quatro tendências: a Vegetoterapia. Kaplan. de A. Rolf. a Terapia Bionergética. Lowen. Reich. de W.

Desoile. Taí Chi. Yoga. Rossi. . Alexander). Ondas Alfa. podemos dar algumas indicações acerca de: o Relax Training (Schultz.). Meditação. Dinâmica Mental. finalmente. as Técnicas Microtranscendentais (Psicossíntese. Zen. a Hipnoterapia e P. Sapir). Jacobson. aquele definido como de Apoio Breve.N. – Programação Neurolingística (Erikson. Blander & Grinder). Quanto ao sexto grupo.L. etc. a Terapia do Movimento (Feldenkreis.

os seguidores do Behaviorismo de Skinner moldam comportamentos novos e alternativos. de forma que o comportamento nada mais é do que o resultado da aprendizagem. Enquanto a "RET" trabalha principalmente com o pensamento irracional e a "AT" interpreta as transações e os jogos interpessoais. de uma aprendizagem inadequada. às vezes recorrendo até a aparelhagens eletrônicas para induzir ao relaxamento. Os problemas e os sintomas decorrem. que lhe permite (re)construir esquemas comportamentais mais funcionais. portanto. OS VÁRIOS PROCEDIMENTOS PSICOTERAPÊUTICOS A abordagem Cognitivo-Comportamental  DESCRIÇÃO TEÓRICA: é o ambiente que molda o indivíduo através da seqüência "estímulo-resposta". e a solução está na reeducação sistemática do indivíduo. .

em tempos mais recentes. Russel e Tilich. Sartre. Kierkegaard. Jasper. seja da simplificação mecanicista do behaviorismo e propõe a filosofia existencial da autodeterminação ao tornar pessoas livres e responsáveis. Buber. A abordagem Humanístico-Experencial  DESCRIÇÃO TEÓRICA: refuta a visão redutora seja do pessimista determinismo analítico. de Esalen). na Psicologia Humanística (Movimento do Potencial Humano. A consciência de nossa própria identidade torna-se mais forte ao enfrentarmos com coragem a solidão e a angústia da morte e do não-ser (Existencialismo). capazes de escolher a auto-realização e dar um sentido às suas vidas (Frankl). . A inspiração básica encontra-se em Dostoievski. além de. Nietzche. Camus. Heidegger.

e sistêmicas e paradoxais. a fim de provocar mudanças evolutivas em relação dinâmica. As intervenções são do tipo reorganizativo e mitopoético (dramatização do romance familiar). anorexia. A terapia tem curta duração. e nela se utilizam. A abordagem Sitêmico-Relacional  DESCRIÇÃO TEÓRICA: é centrada nos problemas interativos das crises de relacionamento de casal ou no interior da família. as teorias cibernéticas. comportamentos anti-sociais). drogas. . que criam na família membros gravemente perturbados (esquizofrenia. As tensões negativas e os vários ressentimentos impedem a recíproca colaboração dentro do sistema e a comunicação baseia-se amiúde em mensagens paradoxais (a assim chamada "dupla constrição"). alcoolismo. com cerca de quinze sessões em média.

que favoreça uma expressão unificada da libido (emoções e sexualidade). se quisermos desfazer os nós da armadura muscular do caráter. . A abordagem Biofuncional-Corporal  DESCRIÇÃO TEÓRICA: Presume que todas as nossas emoções são físicas e não apenas mentais. juntamente com a verbalização. O objetivo é recriar uma circulação energética natural. torna-se portanto indispensável entrar em contato com o corpo.

mas que apenas são fornecidas indicações de caráter informativo e de orientação. Isto significa que não está prevista uma mudança existencial. sem que isto. seja do ponto de vista emotivo. . chegue a ter a menor influência sobre a estrutura básica da personalidade. A abordagem de Apoio Breve  DESCRIÇÃO TEÓRICA: comporta um envolvimento terapêutico limitado. ou ainda um ponto de referência e de apoio num momento crítico. É um apoio intermitente momentâneo. seja no tempo. ou um esclarecimento. para a obtenção de um parecer sobre um problema específico. por outro lado.

Psicanálise: Dissidentes e Descendentes .

Karen Horney 3. Wilhelm Reich 7. Wilhem Stekel 6. Klein outra disciplina 3. M. Erich Fromm 4.Jung 1. Fairbairn .G. Theodor Reik 1. Alfredo Adler PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS 2. Lacan Serão estudadas em 3 – Os Culturalistas 2. Sandor Ferenczi 2. Winnicott 3. R. Otto Rank 5. Harry Stak Sullivan 5. Bion 4.                 1 – Psicanalistas Ortodoxos que ampliaram as concepções Freudiana 1. W. C. Hanns Sachs MODERNAS 1. Anna Freud 2 – Psicanalistas Dissidentes que ampliaram as concepções Freudiana 1. Karl Abraham 2. Franz Alexandre 2.

este se dividiu em facções concorrentes  Tentativa de corrigir deficiências e inadequações  Freud não aceitou bem  .DEPOIS DA FUNDAÇÃO 20 anos após a fundação do movimento.

DISSIDENTES  Eram freudianos ortodoxos e deixaram o círculo do mestre para promover suas próprias concepções .

DESCENDENTES Desenvolveram suas abordagens depois da morte do Freud  Nunca foram freudianos ortodoxos  Derivaram suas idéias apoiando-se nas idéias de Freud ou opondo-se a elas  .

NEOFREUDIANOS Aqueles que aceitam os fundamentos e premissas centrais da psicanálise  Ampliaram e modificaram poucos aspectos do sistema de Freud  Ênfase ampliada no ego  O ego é independente do id. possui energia própria  .

simplificaram e definiram as noções freudianas  .NEOFREUDIANOS Influência das forças sociais e psicológicas na personalidade  Tornar a psicanálise parte da psicologia científica  Traduziram.

 PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PSICANALÍTICAS NA EUROPA .

.

 psicanalista alemão. tendo sido eleito presidente da Associação em 1924 e reeleito no ano seguinte. vítima de uma doença nos pulmões • Congressos da Associação Psicanalítica Internacional realizados até sua morte. Sua iniciativa o transformou no primeiro psicanalista alemão a ter um consultório psicanalítico particular. KARL ABRAHAM (MÉDICO .1877-1925) – O FORMADOR DE ANALISTAS  Psicanalista alemão. integrante da IPA . Alemanha) e faleceu em 25 de dezembro de 1925 (Berlim. um dos primeiros discípulos de Freud. Formador de analistas . enquanto que atribuía à segunda uma natureza inconsciente.1. firme seguidor de Freud. Alemanha). Theodore Reik e outros.  Aborda a relação que existe entre a depressão e o luto. que presidiu até sua morte. Foi analista de Melanie Klein. aos 48 anos de idade. Após haver conhecido Freud.  Diferencia a tristeza da depressão. ligada à necessidade de abandonar um objetivo sexual sem que se tivesse obtido a satisfação . alegando que a primeira é um sentimento de natureza consciente. através de Carl Gustav Jung. • 1908.entrou em contato com a psicanálise em Zurique. fundou a Sociedade Psicanalítica de Berlim.Ficou conhecido pelo seu empenho em formar analistas. influenciando Freud a escrever o artigo “Luto e Melancolia”. permaneceu até sua morte como um de seus mais fiéis amigos. nasceu em 03 de maio de 1877 (Bremen. Foi presidente do grupo de Berlim.  Desenvolveu estudos importantíssimos sobre a melancolia. Foi o primeiro analista na Alemanha.

Abraham desenvolve sua teoria sobre o estágio prégenital do desenvolvimento.  No terceiro grupo. . fantasias oníricas histéricas.  No segundo grupo. neuroses de guerra.  Seus primeiros escritos versam sobre a demência precoce. destacam-se ensaios sobre a ejaculação precoce. e outro a respeito da evolução da libido. ****************************************************************************** No campo da psicopatologia inseriu grandes contribuições sobre a psicose maníaco-depressiva e a diferenciou da neurose obsessiva através da análise minuciosa das relações com o objeto. o alcoolismo e artigos sobre sonhos e mitos. A obra de Abraham é dividida em três partes. escrevendo dois livros: um sobre formação do caráter. e o complexo de castração nas mulheres.

Os dentinhos podem começar a surgir aqui. .O anal / O sádico / Pré-édipo  Secundárias. .  Dividiu a fase anal em sádica com dois períodos:  Primário. Temos o que é chamado por Karl Abraham e por Freud de tendência canibalística.Esquema de Karl sobre a evolução da libido: Amplia a visão Freudiana sobre as fases da libido dividindo-as em várias caracteristicas:  Fase oral narcísica primária (passiva) .O oral / O narcísico / O primário / O passivo O estágio oral-passivo ou oral dependente se caracteriza pelo prazer derivado de chupar. de onde imperam os impulsos de conservação e possessão amigável para com o objeto.O narcísico / O secundário / O agressivo / O Canibalistico O estágio oral-agressivo se caracteriza pela “chegada” da ambivalência e pela compreensão de que a mãe não é parte dela (da criança).  Fase oral narcísica secundária (agressiva) . de onde regem as tendências agressivo-destrutivas.

auto-erótica. -A fase oral posterior. caracterizada pela sucção. ambivalente.A fase genital final. caracterizada pelo amor objetal.INTERESSOU-SE PELA SEXUALIDADE INFANTIL (LIBIDO) -A fase oral primitiva. . . ambivalente. livre do conflito ambivalente.A fase sádico-anal posterior. narcísica.A fase sádico-anal primitiva. com amor parcial pelo objeto. . com incorporação. com amor parcial pelo objeto. canibalesca. sem incorporação e ambivalente. sem objeto externo e pré-ambivalente. com incorporação total do objeto e ambivalente. . com amor objetal não genitalizado. .A fase genital inicial (fálica).

objecto interno: resulta da internalização do objecto 3. 2.Am or parcial sádica (retentiva) 26-48m V -1ªfase genital Am or objectal (fálica) com exclusão 4-7 anos dos orgãos V I-2ªfase genital 11+anos Am bivalente Paranóia Am bivalente Am bivalente Neurose obsessiva Histeria genitais Am or objectal Pós am bivalente Norm alidade . ambivalência de sentimentos em relação ao objecto (mistura de amor e ódio) F ases libidinais F ases de am or objectal N osologia I-1ª fase oral (de auto-erotism o PréEsquizofrenia sucção) (sem objecto) Am bivalente 0-6m II-2ª fase oral Narcisism o Am bivalente M elancolia (m ordedura) (incorporação 6-18m total do objecto) III-1ª fase anal Am or parcial sádica com (expulsiva) 18incorporação 26m IV -2ª fase anal. objecto parcial: partes não integradas de um objecto.TEORIAS DAS RELAÇÕES OBJECTAIS 1.

ANAIS Anais Canibalistícos Frustrados ORAIS DE 2ª ETAPA Sublimações primitivas ORAIS RECEPTORES . etc. previsores. São pessimistas. Sào amavéis. desiludidos. não suportam a solidão.(Gráfico de Karl sobre Tipos caracterológicos baseados nos estágios de evolução da libido) Tipos gerais Tipos caracterológicos Características Maduros ou Genitais GENITAIS Fálicos Sublimam os impulsos sexuais. ternos. e não estão dominados pelo princípio do prazer – São amavéis. etc. São videntes. hiostis. temem perder o tempo.. etc. dominadores.. etc São tipos inacessíveis. ambiciosos.. seguros de si mesmos. Sublimam as ganas de morder. envidosos.. aproveitadores. não criadores (criativos). reticentes. São agressivos. agressivos. conservadores. etc. consolam paternalmente.. afetuosos. etc. justos. otimistas. generosos.

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em 1951.       Duas grandes contribuições efetuadas por Anna Freud a psicanálise: a) uma ampliação dos conceitos sobre os mecanismos de defesa b) a extensão da psicanálise ao tratamento de transtornos infantis Psicanálise Infantil . onde fundou. formação e pesquisas em psicoterapia infantil. em 1938. foi a caçula dos seis filhos de Sigmund e Martha Freud. a Clínica Hampstead.ANNA FREUD . indicava a rota para a aplicação da psicanálise com crianças – Agora era só encontrar um método adequado para estudar as diferenças entre a mente do adulto e do infante. centro de tratamento.2 . Psicanalista britânica. de 1925 a 1938.1895-1982 – Pedagoga (Magistério)  Quando Freud publicou em 1905 a obra “análise de fobia de um menino de 5 anos”. de origem austríaca. refugiou-se com o pai em Londres. Presidente do Instituto de Formação Psicanalítica de Viena.

diante das demandas pulsionais. ID EGO SE  Em "O Ego e os Mecanismos de Defesa" (1946) [1]. Fusão com o ID ID EGO SE Ideal do ego  Ser o Superego. Caso isto ocorra teríamos um SUPER SEPEREGO  Seu trabalho teórico abarcou o exame das funções que o ego desempenha no sentido de tornar tolerável a intensidade da ansiedade despertada por idéias e sentimentos penosos. Para manter o grau de organização atingido.  Os Mecanismos de defesas devem ter função provisória. formula a hipótese de que o maior temor do ego é o retorno ao estado de fusão inicial com o id. provenientes do id. deve se enaltecer o significado que tem para o processo de compreensão da psicologia do Ego. Caso este aspecto não se realize é necessário o trabalho analítico para resolução do conflito neurótico ou traumático. o ego procura proteger-se da invasão das demandas instintivas/pulsionais. e do retorno dos conteúdos reprimidos. desenvolvendo os chamados Mecanismos de Defesa. . O EGO E SEUS MECANISMOS DE DEFESA  Apesar de ser questionável se a importância de Anna Freud se dava por ser ela filha de Freud ou por suas contribuições a Psicanálise . os mecanismos de defesa onde ela se aprofunda nas funções do ego. caso a repressão falhe ou os impulsos sejam intensos demais.

daí a limitação à idade para o tratamento infantil  Transferência  A criança experimenta amor e ódio para com o analista. nega que o pequeno pode desenvolver uma neurose de transferência. segundo Anna Freud:  A ajuda dos pais  Os sonhos  As fantasias  Anna Freud criou um curso de formação de analistas de crianças (1947) e fundou uma clínica(1952).  Os principais recursos da análise-infantil.  A referência ao tratamento infantil em Freud = Pequeno Hanns (5 anos)  Anna Freud tem uma visão pedagógica. . Psicanálise Infantil / Transferência Difere de M. Klein que diz que toda pertubação anímica infantil pode ser tratada pela psicanálise – Anna Freud diz que a psicanálise só deve ser aplicada diante de uma verdadeira neurose e em uma idade que permita o desenvolvimento da transferência (cerca de 6 anos).

 DISSIDENTES DO MOVIMENTO PSICANALÍTICO .

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desejo de superioridade ou complexo de inferioridade.  O trabalho. elaborador dos conceitos do COMPLEXO DE SUPERIORIDADE E INFERIORIDADE mostra que as três áreas são fundamentais para o pleno desenvolvimento e felicidade humana . .  As relações sociais  A análise desse transtorno dentro do enfoque da psicologia do indivíduo de ALFRED ADLER. mas uma fuga do indivíduo para não enfrentar o que ele chamava das três áreas vitais:  O amor.1937) Médico e psicólogo austríaco)  Adler foi o pioneiro da Psicologia Social (psicologia individual)  Adler desenvolveu a PSICOLOGIA INDIVIDUAL que aborda basicamente: :  Os sentimentos de inferioridade  Os impulsos de poder  O impulso de comunidade  COMPLEXO DE INFERIORIDADE  Adler tem toda uma teoria sobre o complexo de inferioridade – Os sentimentos de inferioridade será um fator desencadeador de neuroses.3 .ALFRED ADLER (1870 . defendia que a neurose não é apenas uma consequência da repressão dos instintos. se obstaria o livre fluir dessas potencialidades humanas.  Adler em oposição a Freud.Em nenhuma delas poderia prevalecer sentimentos de competição. caso isto ocorresse.

Por detrás de um desejo de superioridade. nem que lance mão da doença para tal finalidade. o que o levou a separar-se de Freud.  Foi o primeiro dos discípulos de Freud que se revelou contra a afirmação postulada por este a respeito de que “as neuroses tem sempre seu núcleo na libido”. e não vítima de instintos inconscientes como prega a psicanálise. O neurótico nessa concepção é o real criador de sua neurose.  Adler lançou o conceito pioneiro de que a neurose é uma escolha do próprio indivíduo. . sendo que há um sentido dialético entre ambos. dessa forma qualquer elemento neurótico é sempre direcionado para uma determinada tarefa ou finalidade que sempre acaba encobrindo sentimentos ou complexos de inferioridade. O sujeito debilitado sonha em galgar postos mais altos. e o tipo da mesma dependerá das condições do ambiente familiar e social dessa pessoa   Isto está baseado no seguinte fato:  O indivíduo era portador na maioria das vezes de um complexo de inferioridade ou de superioridade. esconde-se o temor e a insegurança e vice-versa.

mas sempre desejado. nunca admitido. ADLER demonstrou como o instinto de poder esconde-se sob a capa da sexualidade. o poder é o centro do ego em nossa sociedade. e pior.  Se como dizia FREUD a sexualidade é a estrela do ID (impulsos sexuais inconscientes).  O neurótico nessa concepção é o real criador de sua neurose. . e não vítima de instintos inconscientes como prega a psicanálise. pois é muito mais fácil discutir perversões ou fantasias sexuais do que a imensa frustração de não se galgar uma posição de destaque e domínio sobre outras pessoas. dessa forma qualquer elemento neurótico é sempre direcionado para uma determinada tarefa ou finalidade que sempre acaba encobrindo sentimentos ou complexos de inferioridade.

por meio da aprendizagem  .ALFRED ADLER (1870-1937) Sistema sociopsicológico que denominou de “Psicologia Individual”  Só podemos compreender a personalidade investigando os relacionamentos sociais  Interesse social se desenvolve na infância.

ALFRED ADLER (1870-1937) Reconhecia a importância dos primeiros anos  Minimizava o papel do sexo  Importância da consciência  Somos influenciados por aquilo que pensamos que o futuro nos reserva  Enfatizava a unidade da personalidade  .

ALFRED ADLER (1870-1937) Inferioridade é a força determinante do comportamento. mas é o modo como usamos e interpretamos ativamente estas experiências que nos fornece a base da nossa atitude diante da vida”  . lutamos pela superioridade ou perfeição  “certas capacidades e experiências nos vêm por hereditariedade ou pelo ambiente.

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continuou sua obra. pela arte.  Aprofundou-se na Psicanálise aplicada. porém interessou-se pela Psicanálise Aplicada. de acordo com as idéias freudianas. das condições da atividade artística. Depois de ler a Interpretação dos Sonhos  Tornou-se discípulo fervoroso de Freud. Abraham e. .4 .  Tornou-se auxiliar de K.HANNS SACHS (FORMADO EM DIREITO . pela mitologia. dos autores literários e dos personagens históricos.  Procurou demonstrar a importância da Psicanálise a fim de compreender os problemas sociológicos.1881-1947)  Hanns Sachs não era médico. depois. pela literatura e pela religião.  Foi convidado pela Universidade de Harvard para ministrar cursos de Psicanálise. Era formado em Direito.  Ficou amplamente conhecido na Psicanálise por implantar o TRIPE ANALÍTICO: ANÁLISE PESSOAL / DIDÁTICA / SUPERVISÃO.  Especializou-se no estudo dos sonhos acordados (devaneios).

As perspectivas da psicanálise. On the Genesis of Perversions. H. fetichismo e o exibicionismo. Hanns. p. Sachs tornou-se o primeiro analista didata e.  SACHS. .  Bibliografia Sachs:  SACHS. São Paulo: Papirus. aparentemente. 55: 477-488.  Desenvolve estudos sobre a fobia. (1923/1986). Psychoanalytic Quarterly. O mal-estar na psicanálise. 1995. 102-107. IN: Moustapha Safouan (org). o primeiro psicanalista a estabelecer uma distinção entre análise pessoal e supervisão clínica.

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a exemplo de Rank e Stekel. embora não haja aceitado as idéias teóricas deste.5 . para o que se lhe teria de impor não somente uma abstinência sexual mas uma limitação na satisfação das demais necessidades.1873-1933) A “TERAPÊUTICA DO RELAXAMENTO – TERAPIA ATIVA”  Ligado a Rank. limpeza.  Discorda de Freud em relação ao processo de análise. com isto.).  Dotado de um grande entusiasmo terapêutico. etc. favorecer o aumento secundário de sua necessidade de afeto e apoio. Segundo ele a cura psicanalítica deveria Ter duas fases:  De técnica ativa – Destinava-se a criar reações emocionais no paciente. distrações. deste modo. supunha que assim se acelerariam a confissão e a manifestação de tudo quanto o paciente tivesse reprimido. . isto é. Ferenczi.SANDOR FERENCZI (PSIQUIATRA . com o fim de aumentar sua tensão intrapsíquica e. a sacudi-lo e abalá-lo afetivamente. instintivas ou não (alimentação. irritava-se ante a lentidão do progresso curativo da psicanálise.

 De relaxamento – Nesta fase. remontava da infância. além disso. sobretudo. permitindo ao neurótico uma humanização de que tanto necessitava: não somente lhe dava ocasião de viver as situações primitivas sob novas formas e experiências vitais. as proibições eram liberadas progressivamente. de modo que lhe fosse satisfeita a “sede de carinho”que. prodigalizava-se mais carinho e simpatia ao neurótico. segundo Ferenczi. mas. procurava ele também confessar ao paciente seus próprios defeitos e erros. Assim o psicanalista reservava para si um papel paradigmático e se transformava ativamente em uma espécie de genitor substituto e ideal. . Tinha-se mais tolerância e.

 Segundo ele. não Freud. essa situação psicológica peculiar das análises mascarava os verdadeiros problemas. O analista deve desempenhar o papel do pai ideal. como também. – Diz ele que deve haver da parte do analista um amor paternal a respeito do analisando.  Freud opôs energicamente a essas idéias (o analista prodigalizar afeto e confessar erros. Freud dizia que é necessário que o analista se mantenha em um puro plano de silêncio e interpretação). sob o regime parental. Segundo ele. Procurou realçar as privações de ordem sexual recomendada por Freud aos seus pacientes durante as análises. que introduziu na psicanálise o conceito de introjeção. deve haver no processo de análise a experiência de relações amigáveis que deveria corrigir as infelizes experiências infantis.  Foi Ferenczi.era contrário à idéia. .

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Ainda que Freud estivesse satisfeito em deixar que o tempo decidisse acerca de seu valor . ele tinha sido o mais importante analista não médico do mundo  Suas investigações estão relacionadas a:  teoria acerca do nascimento da individualidade  a vontade  a origem do mito  a criação da estética  a técnica analista .  As idéias de Rank ameaçaram a ortodoxia.1884-1939) – A CHAMADA TEORIA DO TRAUMATISMO DE NASCENÇA  Rompe com Freud em virtude de sua teoria sobre o trauma do nascimento.Com a aprovação entusiástica de Freud.6 .OTTO RANK (FILOSOFIA .

mas. É a origem de toda a angústia do homem.  O trauma do nascimento  Em O Trauma do Nascimento.. na infância. venera os pais. um lugar aconchegante... Onde ele afirma que o nascimento é um choque emocional muito grande para o ser humano. Otto Rank desenvolve sua principal teoria: Traumatismo de Nascença. porque estão crescendo. em que examina diversos mitos do nascimento como reis gregos Edipo. os pais começam a interferir em seu desenvolvimento e os filhos descobrem que os pais não são absolutamente como pareciam. Uma vez que ao sair do útero. o homem sofre muito. e em seguida o trauma da castração  Em 1924. em princípio pela separação da mãe. Paris e Perseo. e partindo para o lado religioso.separação primal. sem perigos. estudos sobre Buddha e Jesus. Hercules. tanto neurótica quanto normal. Vem em seguida o trauma do desmame. derivam do nascimento .. ... concluiu que a ansiedade. Um dos primeiros trabalhos de Otto Rank é o mito do nascimento do herói. O mito reflete um desejo de tudo ao nosso redor e ao retorno a esse período do reconfortante onde nós acreditamos na perfeição de nossos pais e que nos deram à atenção que nós merecemos. ..  Com esse estudo dos mitos Rank chega a conclusão de que o ser humano.

 O terceiro grande momento são os próprios traumas da passagem do bebe pelo canal pelviano. Passa a existir um vazio. Importante dizer que não se trata apenas daqueles nascidos por parto natural. eles se separam. por exemplo). também são traumatizados. Rank afirma que aqui se instaura um forte medo do desconhecido. Rank coloca em seus trabalhos que aqueles nascidos de outras formas (cesária. pelo fato de serem retirados do ambiente em que viviam. totalmente imprevisível.  O segundo grande acontecimento emocional do nascimento é que passa a existir um mundo totalmente estranho. que pode ser mantido pelo restante da vida. Essa separação é o primeiro grande acontecimento emocional no momento do nascimento. . uma vez que o bebe “se via” como um todo com a mãe e derrepente. o parto em si.

 Os mais diversos fenômenos psíquicos estão relacionados a esta explicação fundamental de que o homem teria uma tendência a desejar a felicidade semelhante a que gozaza no útero materno.  O sadismo incita a descobrir a estrutura interna do corpo e manifesta o ódio de se haver sido. outrora. mesmo normal. quanto maior a vivencia desse trauma. satisfaz-lhe em parte o desejo de voltar ao útero materno. estrangular por meio de garrote).  O exibicionismo é o anelo ao retorno ao estado de nudez pré-natal. o medo e a ansiedade quando essa pessoa tiver que enfrentar na vida um perigo ou uma situação desconhecida. Todo o período de infância seria necessário para fazer desaparecer tal traumatismo. . como segue:  O Masoquismo exprime. essa tendência de retornar ao estágio uterino. através da alucinação de prisão e do garroteamento (matar. Para Otto Rank. maiores serão as angustias. expulso desse estado de bem-aventurança.  O ato heterossexual do homem.

 PERSONALIDADE - Descreve três tipos de pessoas, de acordo com a busca do ser humano pela sua independência:
 a) Tipo Adaptado/ normal/ ajustado – Essas pessoas conseguem se adaptar aos outros; obedecem à autoridade, ao seu código moral, social, além de seus impulsos sexuais, da melhor maneira possível. São considerados pessoas de voz passiva. Otto Rank acreditava que a maioria dos povos era desse tipo de pessoa.  b) Tipo Neurótico – Este não consegue adaptar-se, não consegue nem mesmo realizar seus próprios desejos devido ao conflito de suas próprias vontades. Essa pessoa não aceita a vontade alheia mas também não é enérgico o suficiente para impor a sua.  c) Tipo Produtivo/ Artista – Este consegue realizar as suas obras. Em vez de enfrentar ele mesmo, esse tipo de pessoa se aceita e se auto-afirma, criando um ideal que lhe serve como um guia positivo para sua vontade. É o tipo consciente de si mesmo. Ele primeiro “se cria” e logo depois tenta criar ao seu redor um mundo novo para si.

 Outro estudo interessante de Otto Rank é relativo a competição entre a vida e a morte. Ele acredita que o homem tem um “instinto de vida” que o empurra a buscar a individualidade, a competir e a buscar a independência, assim como todos nós temos o “instinto de morte” que nos leva a fazer parte de uma família ou da humanidade.

 Esses instintos são acompanhados por um medo particular a cada um deles. Por exemplo, o medo à vida é o medo da separação, medo da solidão e do isolamento. O medo à morte é o medo de se perder dentro do “todo” ou medo de não ser ninguém.  Nossas vidas são cheias de separações, a começar pelo nascimento. Evitar as separações é literalmente evitar a vida e escolher a morte, onde nunca saberemos o que queremos, nunca cortaremos o cordão umbilical.  Para Rank o neurótico é uma pessoa com fortes impulsos criativos tendo a sua vontade predominantemente organizada no lado negativo - ele é incapaz de internalizar os impulsos através de canais criativos.  Um outro fator interessante a ser destacado sobre a psicanálise de Otto Rank foi sua forma de analisar seus pacientes. Adere a Ferenczi, na Terapia Ativa.  Para ele a análise teria um inicio e um fim, depois desse período, o paciente deveria “caminhar sozinho”. Além disso ele defendia a participação ativa do analista durante as análises, da maneira que encorajasse o paciente a encontrar sua própria individualidade, essa forma de abordagem era conhecida como Terapia Ativa, que foi duramente criticada por Freud.

 TRANSFERÊRENCIA - Rank declarou que a transferência não tinha importância nenhuma nas análises. Para ele, a transferência aparece mais como um dos elementos que favorecem o aprendizado das boas relações com o círculo de amizade, assim como o melhor conhecimento de si mesmo. Segundo ele, o doente não sofre tanto de qualquer trauma passado quanto de um mal atual, que se encontra sob a constante influência do passado.

se essa ira não pode ser totalmente descarregada. durante a luta pelo controle dos esfíncteres.   O superego é derivado exclusivamente da relação mãe-filho e nutrido por um sadismo reprimido. permanecerá no “eu” e ocasionará – dirigida contra ele – a formação de privações e inibições. mas. seu desejo insatisfeito transforma-se em hostilidade contra a mãe.  moral  produz-se no estádio anal. Diferencia em sua formação 3 estádios:  biológico  a criança sente precocemente a falta do seio materno. SUPEREGO – Síntese da concepção rankiana do superego. . da qual deriva a adoção do mecanismo sádico-masoquista.  social  ocorre durante o período edipiano (entre os 3 e os 5 anos geralmente) como efeito não só da introjeção de imagens paternas como também de inibições provocadas pelos membros mais ativos da família. determinando a eclosão das tendências oral-sádicas (desejo de morder em vez de sugar).

um termo que não existira até aquele ponto.Também foi a primeira vez que alguém no círculo interno se atrevera a sugerir que haveria um complexo "pré-Edipiano" . Rank foi o primeiro a usar o termo "pré-Edipiano" em um fórum público psicanalítico .

  Diferenciação do superego do homem e da mulher – O primeiro constitui-se à base do superego sádico materno primário. e se encontra dominado pela ansiedade. ou seja. uma mãe sadicamente concebida pela criança. sua influencia pode ser vista em outras teorias.  Em resumo de seu trabalho. não Freud. adeptos às suas teorias. associando-se-lhe o superego social paterno.  O núcleo real do superego é a “mãe restrita”(não a real). . pode ser dito que ele tinha um grande desejo de fazer o paciente superar o trauma de separação (vivido desde a infância) e encoraja-o a viver e não mais temer situações novas. O segundo (feminino) está constituído somente pela fase biológica e consiste mais em inibições que em sentimentos de culpa. que introduziu na psicanálise o conceito de negação e o conceito de narcisismo  Otto Rank não chegou a fundar uma escola psicanalítica. embora. Porém. organizaram movimentos Rankianos.  Foi Rank. seguidores. buscando descobrir quem realmente é e passando assim a não temer a si mesmo.

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. a análise deve ser rápida. etc.) também por questões ligadas ao processo analítico – Para ele.  Procura concentrar a atenção do paciente sobre os problemas imediatos de sua vida. Como Ferenczi e Rank.1868-1942) – A ANÁLISE RÁPIDA E ATIVA – O MÉTODO INTUITIVO  Renomado psiquiatra. masturbação. aberrações sexuais. embora tenha separado-se dele (antes de Jung. em um máximo de 12 a 16 semanas. achava que o analista não deve se comportar como uma esfinge. uma preocupação exagerada de si mesmo. sadismo. se o julga conveniente. no paciente. demonstrando-lhe simpatia e inclusive dando-lhe algumas manifestações de afeto.  Acredita que o prolongamento indevido das sessões de análise provoca. homosessualidade.  Principais pontos: Segredos da vida sexual. impotências.. frigidez. Ele acredita que pode satisfazer resultados satisfatórios. Não admite que o silêncio do analisando (resistência freudiana) deva ser suportada passivamente pelo analista. Discípulo e amigo de Freud. masoquismo.7 – WILHELM STEKEL (PSIQUIATRA . breve e ativa. mas que deve participar e compartilhar com seu paciente das situações emocionais vividas durante a análise.

este artigo chamou atenção de Freud que naquela época já estava empenhado em desenvolver a sua teoria da sexualidade.  -Foi o fundador de numero quatro da Sociedade Psicológica das Quartas Feira. etc).  -Foi um obcecado pela questão da sexualidade e suas mais variadas formas de expressão (bestialismo. . onde se estabeleceu como Clinico Geral. mas não encontrou uma solução definitiva para o seu problema. perversões.FATOS MARCANTES NA VIDA DE Wilhelm Stekel  -Estudou Medicina em Viena. homossexualismo. Tratamento que durou apenas algumas semanas. Em 1895 publicou um artigo sobre experiências sexuais precoces na infância. 1 .  -Consultou-se com Freud para tratar de sua impotência sexual e sua compulsão masturbatória. pan-sexualismo.

-Após o desligamento do movimento. Estes “desvios” causaram tanto mal estar entre os membros do circulo psicanalítico de Viena. •1911 A linguagem do sonho e •1912 Os sonhos do poeta. que alguns chegaram a acusá-lo de criar casos com objetivo de justificar suas colocações teóricas. escreveu sem mencionar meu nome”. Stekel tomou a iniciativa de criticar o movimento psicanalítico e suas teorias. -Em 06 de Novembro de 1912 se desliga formalmente do movimento Freudiano. o primeiro foi Adler. .Em sua biografia Stekel expressa “Ele (Freud) usou minhas descobertas.-Entre 1908 e 1912. . afirmava que varias teorias apresentadas por Freud. apesar de sua inteligência era promiscua e pervertida. . estavam na verdade alicerçadas em suas descobertas.Stekel foi o segundo a tomar esta decisão. Obra prefaciada por Freud. -Sua vida moral. Stekel publicou três obras que foram de vital importância para a disseminação da doutrina Psicanalítica: •1908 Os estados de angustia nervosa e seu tratamento. -Pesquisou também sobre o papel desenvolvido pelo recalque propagado pela religião e a moral.

. passou a escrever utilizando o pseudônimo de Serenus.Morreu em um quarto de hotel com altíssima dose de insulina. -Em 1940 ele se suicida. Porém Stekel continuou fiel às teorias e argumentações Freudianas. Anos passaram após seu desligamento do grupo. procura no suicídio um alivio. abandonou a idéia de fazer criticas ao movimento Freudiano e. que o vitimou em 1940. Acometido de diabete. -Empenhar se na investigação sobre este impulsos e de forma bastante destacada o suicídio. . durante este período.-Seus ataques ao movimento foram ficando mais agressivos e radicalizados com o passar do tempo chegando a afirmar que a teoria Freudiana de Thanatos tinha origem em suas descobertas.

FUNÇÃO E ESSÊNCIA DOS SONHOS.A INTERPRETAÇÃO DE SONHOS SEGUNDO O MÉTODO DE STEKEL Em 1911 Stekel publica um extenso trabalho intitulado “A Linguagem dos sonhos” que segundo suas próprias palavras se converteu na “Bíblia onírica dos Freudianos ortodoxos” onde propõe uma infinidade de símbolos oníricos com suas possíveis interpretações.2 . Segundo o autor. Stekel afirma também que todo simbolismo onírico é próprio e exclusivo de cada ser humano. 2. que toda a maneira de pensar primitiva tem originariamente um caráter simbólico. no sonho trava-se um eterno combate entre o instinto e a inibição.2 – Três conclusões sobre os sonhos. isso porque ambos buscam soluções das questões por eles não resolvidas. cada sonho leva a imagem dessa encantada luta pelo fato de que tanto os instintos como as inibições. . uma luta entre o homem primitivo e o homem civilizado. teremos que conceber os sonhos como reflexo dessa luta. 2.  A primeira é que o simbolismo é fundamental na vida psíquica consciente e inconsciente.1 .

Stekel afirma ser possível comprovar que os impulsos do ódio constituem no fundamento de todo o adoecer psíquico. os sonho é responsável pela manifestação das neuroses contrapondo – se assim a posição clássica do complexo de Édipo e ao amor incestuoso. . enfatizando o papel que o ódio joga na vida psíquica. observa-se ainda que muitos casos o elemento principal do sonho . nas neuroses se estabelecem a conseqüência da percepção deste ódio através da “lente da consciência de culpa”.A segunda questão apresentada diz respeito a bipolaridade de todo fenômeno psíquico e que leva uma parcela a reivindicar com certa prudência a importância do conteúdo manifesto nos sonhos diante da predominância exclusiva da linha ortodoxa outorgava ao latente. O conteúdo onírico manifesto nos mostra um dos pólos da vida psíquica. e portanto. Deste modo stekel consideras o ódio um elemento primário ao fundamento dos impulsos altruístas.

compreendida como sendo uma “projeção sentimental e penetração intelectual sobre o sonhante. A interpretação em serie tem grandes vantagens.3 – Livro intitulado “Progresso e Técnica na interpretação de sonhos” publicado em 1935 . que denominou “Método Intuitivo” pela importância que concedeu a intuição do interprete. que contrapõe ao método passivo de associação livre. suas relações entre os sonhos e a transferência assim como seus interesses pelas series oníricas que antecipa o conceito de continuidade da vida onírica. A interpretação em serie levará o analista a conhecer exatamente a totalidade dos sonhos do paciente e entender a repetição de motivos através deles – A interpretação de uma serie completa possibilita a compreensão de um sonho inicial. as quais Stekel passa a considera-las com maior espírito critico ao mesmo reivindicar o valor intrínseco manifesto nas interpretações funcionais”. -Para ele não há interpretação de um sonho único.2. Os sonhos se trata de achar a solução para os conflitos da vida. posto que quando aparece um símbolo que cuja a interpretação é impossível teremos que esperar tranqüilamente que os sonhos seguintes reproduzem novos símbolos. .  A concepção geral dos sonhos são como um espelho que reflete a situação conflitual do sujeito.Desenvolve seu próprio método de interpretação onírica.

. -Redução ao afeto ou à serie afetiva: Os afetos revelados nos sonhos nunca são homogêneos. Um afeto pode representar vários outros que devem ser cuidadosamente analisados pelo analista. Ao analisar uma serie de sonhos. Geralmente. é perfeitamente possível identificar estes motivos que se repetem em figuras similares ou repetidas. do mesmo paciente. na figura de um afeto existem vários outros sentimentos.Motivos oníricos repetitivos: Motivos repetitivos em sonhos podem revelar os principais conflitos do paciente. A correta interpretação dessas antíteses revelam o núcleo do conflito neurótico. -As antíteses: Os contrastes encontrados nas figuras oníricas representam a existência de conflitos psíquicos.REGRAS PARA INTERPRETAÇÕES DE SONHOS: VISÃO DE STEKEL -Simplificado: “Todo sonho é reduzido a uma formula simples. deixando-se de lado os detalhes. para perceber e reduzir o núcleo onírico”. O sonho é algo simples que revela sempre algo de muita complexidade – a vida psíquica do sonhante.- .

etc). presentes e futuros são revelados com exatidão nas figuras oníricas. afogamentos. instintos. impulsiva): Geralmente as tendências idealistas se refletem nos sonhos e nas figuras que encerram em si ideais elevados do sonhante (ideais éticos.-Todo sonho possui uma tendência analógica (idealista) e uma tendência catagica (institual). etc. românticos. hospitais. religiosos. já as tendências catogogicas se revelam em figuras que retratam as profundidades da vida psíquica. plantas. .O nascimento e a morte sempre se acham representados nos sonhos: O nascimento e a morte são os “pólos” de vida. inconsciente – sexualidade. ressurreições água. já as figuras que o nascimento são normalmente. tais como. Elementos do passado. etc. quedas. esses temas aparecem sob as mais diversas figuras. representadas por partos. -Todo sonho traz consigo três aspectos que devemos observar – presente. passado e futuro: O analista deve estar atento à diversificadas manifestações temporais que existem nos sonhos. atitudes egoísticas. sem exceção. . e alguns animais que representam fecundidade. Em todos os sonhos.

. -Todo sonho se relaciona com a sexualidade secreta do sonhante: Temas como o homossexualismo. heterossexualismo. e as figuras oníricas referem se a algum tipo de dogma. . perverso~es etc.Todo sonho durante a analise tem estreito relacionamento com o tratamento analítico e com o analista e sempre revela a posição do sonhante em relação ap processo: Isto será constatado por qualquer analista atento. crença ritual etc. infantilismo. o que revelará todo o significado oculto por trás do sonho. é que o conhecimento da simbologia e em particular a simbologia religiosa é imprescindível ao analista. e se constitui numa peça analítica principal para compreendermos o significado do material onírico em termos mais gerais. constitui material representa materiais encontrados com freqüência nos sonhos.-Todo sonho se relaciona com a religião: Na maioria dos sonhos. de cunho religioso. .. que normalmente se manifestam simbolizando fragmentos de ordem sexual/ sexual. Por isso mesmo. o aspecto religioso é preponderante. Vale destacar que neste evento sempre aparecerá a figura do analista.O sonho é o espelho do pensamento: Quando interpretado o sonho nos revela processos mentais muito complexos da vida do paciente.

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 Foi um dos psicanalistas mais considerados de sua época. . mesmo sem uma formação médica. c) Separou o conceito do amor do conceito de atração sexual – Disse que o amor é um fenômeno cultural. instintivo e universal. d) Nega a priori um amor materno. b) Fez algumas críticas a Freud em relação a etiologia sexual e sobre a Libido.  Não médico. segundo ele. e muito menos um instinto maternal. seguidor de Freud desde o início do começo da formação de psicanalista. 8 – THEODOR REIK – (FILOSOFIA) Principais idéias: a) Foi um dos freudianos dissidentes que mais tempo permaneceu fiel ao credo ortodoxo da doutrina. comum a todas as mulheres  O amor é. ao passo que a atração sexual é um fenômeno ancestral. como consequência do íntimo sentimento de invalidez biológica e de inépcia do recém-nascido. inicialmente sentido como uma necessidade de ser cuidado e protegido. nos primeiros dias da vida.

 Discrepâncias com o freudismo:  As teorias da evolução psicosexual. por discordar de Freud sobre a etiologia sexual das neuroses (Seu livro: Psicologia das relações sexuais). e que termina por sustentar algumas hipóteses diferentes de Freud. pois.  Sempre foi um seguidor ortodoxo de Freud – Mais tarde. entra no grupo dos DISSIDENTES. não se limita a aceitá-las passivamente.  A técnica psicanalista.  A teoria das neuroses. da libido e do amor. Em 1925 foi processado por não ser médico e exercer a psicanálise – Freud o defende e elabora o texto (sua tese da defesa da psicanálise) “análise Leiga”. .  Reik foi um investigador que parte das teses básicas de Freud. onde levanta a questão de que a psicanálise pode ser praticada por não médicos e estabelece as bases da formação do psicanalista.

 Elaborou a Teoria da Melodia Obcecante  Teoria que mostra o poder que determinadas melodias tem em gerar “traumas” ou relembrar/reviver idéias ou experiências traumáticas. .  Criador do termo “A TERCEIRA ORELHA/OUVIDO”  Mostra a importância da Escuta Analítica.

9 - WILHELM REICH (Médico)

Membro da Sociedade Psicanalítica de Viena Procurava conciliar as teorias de Freud e Marx. Assistente de Freud – Clínica Psicanalítica em Viena. Mais tarde vice-Diretor. Dirigiu Seminário para Terapia Psicanalítica – 1º Instituto de Treinamento para Psicanalistas – análise pessoal e treinamento de jovens. Conflito com Freud – análise pessoal – diferenças teóricas: envolvimento marxista/neurose → insatisfação sexual. Controvérsias no círculo psicanalítico – recusa em romper com suas atividades políticas. Reich morreu de doença cardíaca, em 1957, na prisão federal.

Antecedentes Intelectuais:
Psicanálise:
Trabalho baseado na Teoria Psicanalítica. Conceitos de Caráter e Couraça Caracterológica. Fundou o Instituto Orgon. Ocupou-se com experimentos envolvendo acumuladores de energia orgônica. Energia Vital e Energia Orgônica – concepção freudiana de libido.

Meta da Terapia: libertação dos bloqueios do corpo e obtenção de plena capacidade para o orgasmo (homens e mulheres).Sexualidade Humana: Grande interesse pela sexualidade humana. . Defendia a livre expressão de sentimentos sexuais e emocionais dentro de um relacionamento amoroso e maduro → enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias bioenergéticas bloqueadas na parte pélvica dos pacientes.

hábitos de manutenção e movimentação do corpo). o caráter é composto das atitudes habituais de uma pessoa e de seu padrão consistente de respostas para várias situações. estilo de comportamento (timidez.CONCEITOS PRINCIPAIS Caráter – De acordo com Reich. Inclui atitudes e valores conscientes. agressividade e assim por diante) e atitudes físicas (postura. .

que são organizadas num modelo mais ou menos coerente dentro do ego.Reich foi o primeiro analista a tratar pacientes pela interpretação da natureza e função de seu caráter. – Repressão – Couraça Caracterológica. . ao invés de analisar seus sintomas. Couraça Caracterológica – Soma total de todas as forças defensivas repressoras. Para Reich o caráter se forma como uma defesa contra a ansiedade criada pelos intensos sentimentos sexuais da criança e o conseqüente medo da punição.

fazem parte do seu autoconceito. gestos ou posturas. fobias. timidez ansiosa (partes integrantes da personalidade). . (estranhos ao indivíduo).Sintomas Neuróticos – medos. Defesas de Caráter – são efetivas ao indivíduo. etc. Traços de Caráter Neurótico – ordem excessiva. Reich queria tornar seus pacientes conscientes de seus traços de caráter: Imitando suas características.

trabalho com as mãos sobre os músculos tensos soltar as emoções presas a eles.Trabalho Psiquiátrico – libertação das emoções (prazer. depois.técnicas de análise de caráter a atitudes físicas. raiva. . ansiedade) através do trabalho com o corpo. Primeiro . Isso conduzia a uma vivência muito mais intensa do material infantil na análise.

. podem substituir-se e influenciar-se mutuamente. Couraças de caráter = hipertonia muscular. Introduziu o conceito de “identidade funcional” – as atitudes musculares e atitudes de caráter têm a mesma função no mecanismo psíquico. Couraça física e psicológica eram essencialmente a mesma coisa. raiva ou excitação sexual.Descobertas: Tensões musculares crônicas servem para bloquear uma das três excitações biológicas: ansiedade.

Para Reich . . Capacidade para auto-regulação Caráteres genitais.a pessoa que adquiriu potência orgástica.não estão encouraçados só quando necessário.– Caráter Genital – Para Freud – último estágio do desenvolvimento psicosexual. Renuncia à couraça muscular e desenvolvimento da potência orgástica – mudança espontânea de funcionamento neurótico de muitas áreas.

Clímax da atividade sexual – movimento desinibido.Superego – “sexo-afirmativo”. descarregando por completo toda libido excessiva. O caráter genital é capaz de experimentar livre e plenamente o orgasmo sexual. involuntário. contrário dos movimentos forçados e até mesmo violentos dos indivíduos encouraçados. Id e Superego – harmonia. .

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