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ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664
ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664

ADICE Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde

Processo nº 2664

ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Socorro e
Socorro e Salvamento Exame da Vítima Formador: Pedro Rosinha
Socorro e Salvamento
Exame da Vítima
Formador: Pedro Rosinha
ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Socorro e
ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Socorro e
ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Socorro e
ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Socorro e
Exame da Vítima
Exame da Vítima

Objetivos:

Exame da Vítima Objetivos:  Listar e descrever todos os passos do exame da vítima; 
  • Listar e descrever todos os passos do exame da vítima;

  • Descrever os passos da realização do exame primário e saber qual o seu objetivo;

  • Descrever os passos da realização do exame

secundário e saber qual o seu objetivo;

Exame da Vítima
Exame da Vítima
Exame da Vítima O exame da vítima é realizado logo que o tripulante chega junto da

O

exame da vítima é realizado

logo

que

o

tripulante chega junto da vítima e divide-se

em:

Exame Primário

 

Exame Secundário

 

Perante situação de trauma assumir logo possibilidade de TVM.

   
Exame da Vítima
Exame da Vítima

Exame Primário

Exame da Vítima Exame Primário  Tem como objetivo avaliar e corrigir as situações imediato a
  • Tem como objetivo avaliar e corrigir as situações imediato a

que

colocam

em

risco

vida da vítima,

ou seja,

situações de compromisso das

funções vitais.

Exame da Vítima
Exame da Vítima

O

Exame

Primário

assenta

numa

nomenclatura internacional, o A B C D E, que

deriva da língua inglesa

(A-airway, B-breathing, C-circulation, D-disability e E-exposure, que significam, respetivamente,

via aérea, ventilação, circulação, disfunção

neurológica e exposição).

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário A (Airway) – Permeabilização da via aérea  Mantenha a permeabilidade da via aérea;

A (Airway) Permeabilização da via aérea

  • Mantenha a permeabilidade da via aérea;

  • Desaperte a roupa e exponha o tórax;

  • Se verificar evidência de corpos estranhos na boca (comida, próteses dentárias soltas, secreções, etc.) remova-os.

  • Próteses fixas não remova.

  • Em suspeita de trauma efetuar estabilização da cervical.

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário Se Vítima inconsciente realizar técnica de permeabilização da via aérea:  Extensão da cabeça

Se Vítima inconsciente realizar técnica de permeabilização da via aérea:

  • Extensão da cabeça (doença)

  • Elevação da Mandíbula (trauma)

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário  B (Breathing) – Ventilação Se a vítima está consciente devemos procurar a existem
  • B (Breathing) Ventilação

Se

a

vítima

está

consciente

devemos

procurar

a

existem

de

alterações

na

ventilação e verificar a integridade da

caixa torácica.

Se a vítima está inconsciente devemos efetuar a pesquisa da ventilação ( VOS

Exame Primário
Exame Primário

Alterações na ventilação:

Exame Primário Alterações na ventilação:  Respiração rápida ou lenta;  Respiração superficial, normal ou profunda;
  • Respiração rápida ou lenta;

  • Respiração superficial, normal ou profunda;

  • Respiração regular ou irregular;

  • Expansão torácica simétrica ou assimétrica;

  • Existência de sinais de cianose;

  • Existência de ruídos respiratórios;

  • Uso de músculos acessórios e/ou abdominais;

  • Desvio da traqueia;

  • Tumefações;

  • Enfisema Subcutâneo;

  • Tiragem.

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário C (Circulation) – Circulação  Nas vítimas conscientes efetua-se a pesquisa de um pulso

C (Circulation) Circulação

  • Nas vítimas conscientes efetua-se a pesquisa de um pulso periférico, habitualmente o radial.

  • Se a vítima está inconsciente ou o pulso periférico não for palpável deve pesquisar um pulso central, pulso Carotídeo.

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário  É nesta fase do exame que devemos verificar se existem hemorragias externas graves
  • É nesta fase do exame que devemos verificar se

existem hemorragias externas graves visíveis, e/ou internas através de palpação abdominal, pélvica e

ossos longos

( trauma ) e verificar existência de

sinais de choque.

  • Alterações na circulação:

  • Pulso rápido ou lento;

  • Pulso cheio ou fino;

  • Pulso regular ou irregular;

  • Pele rosada ou pálida (cor);

Exame Primário
Exame Primário

Alterações na circulação:

Exame Primário Alterações na circulação:  Pele seca ou húmida (sudorese);  Pele fria ou quente
  • Pele seca ou húmida (sudorese);

  • Pele fria ou quente (temperatura);

  • Hemorragias graves visíveis;

  • Dor abdominal à palpação;

  • Rigidez abdominal à palpação;

  • Preenchimento

segundos.

capilar

inferior

ou

superior

a

2

Exame Primário
Exame Primário

O exame primário até este momento deve

demorar o máximo de 90 segundos.

Se neste momento a vítima apresentar

sinais de gravidade, informar o CODU.

Encontra-se perante uma vítima crítica.

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário D (Disability) - Disfunção neurológica O exame neurológico:  Avaliação do estado de consciência;

D (Disability) - Disfunção neurológica

O exame neurológico:

  • Avaliação do estado de consciência;

  • Pupilas;

  • Resposta motora.

Exame Primário
Exame Primário

Estado de consciência

Exame Primário Estado de consciência  A - Alerta.  V - Responde a estímulos Verbais.
  • A - Alerta.

  • V - Responde a estímulos Verbais.

  • D - Responde a estimulação dolorosa.

  • S - Sem resposta.

Exame Primário
Exame Primário

Escala de Glasgow

Exame Primário Escala de Glasgow
Exame Primário Escala de Glasgow
Exame Primário
Exame Primário

Reação Pupilar

Exame Primário Reação Pupilar  Em relação ao tamanho podem estar dilatadas (midríase), contraídas (miose). 
  • Em relação ao tamanho podem estar dilatadas (midríase), contraídas (miose).

  • Em relação á simetria podem estar simétricas (isocóricas) ou assimétricas (anisocóricas).

  • Em relação

à reatividade

à

luz podem

estar

reativas

(foto-reativas)

ou

não

reativas(arreativas).

Exame Primário
Exame Primário

Reação Pupilar

Exame Primário Reação Pupilar
Exame Primário Reação Pupilar
Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário Lateralização da resposta motora  A avaliação deste ponto consiste na comparação da mobilidade,

Lateralização da resposta motora

A

avaliação

deste

ponto

consiste

na

comparação

da

mobilidade, força e sensibilidade dos membros de um

hemicorpo com o outro hemicorpo.

  • Para se proceder a esta comparação pode-se recorrer a um estímulo verbal em que se pede à vítima que aperte alternadamente cada uma das mãos ou que faça força com cada um dos pés.

  • Nas vítimas inconscientes efetua-se através da estimulação dolorosa.

Exame Primário
Exame Primário
Exame Primário E (Exposure) - Exposição com controle de temperatura  A privacidade da vítima deve

E (Exposure) - Exposição com controle de

temperatura

  • A privacidade da vítima deve ser sempre respeitada, tendo o cuidado de se expor apenas o necessário ou, se possível, efetuando a exposição no interior da ambulância.

  • Deve existir uma grande preocupação na manutenção

da temperatura corporal da vítima. Utilizar a manta isotérmica (apenas isola, evita as perdas) e aquecer a

Exame Secundário
Exame Secundário
Exame Secundário  No exame secundário o objetivo é identificar as situações que não colocam a
  • No exame secundário o objetivo é identificar as situações que não colocam a vida da vítima em perigo imediato mas que se não forem corrigidas poderão agravar a situação geral, do qual fazem parte os seguintes pontos:

Avaliação e caracterização dos Sinais Vitais;

Recolha de Informação (CHAMU); Observação Geral/Sistematizada.

Exame Secundário
Exame Secundário

Sinais Vitais

Exame Secundário Sinais Vitais Ventilação  Frequência (n.º de ciclos / minuto). Consideram-se valores normais 12

Ventilação

  • Frequência (n.º de ciclos / minuto).

Consideram-se valores normais 12 a 20 ciclos/minuto.

Bradipneia: menor que 12 ciclos/minuto Taquipneia: maior que 20 ciclos/minuto

  • Amplitude (Superficial / Normal / Profunda).

  • Ritmo (Regular / Irregular).

Exame Secundário
Exame Secundário

Sinais Vitais

Pulso

Exame Secundário Sinais Vitais Pulso  Frequência Consideram-se (n.º de valores pulsações normais pulsações/minuto. / minuto).

Frequência Consideram-se

(n.º

de

valores

pulsações

normais

pulsações/minuto.

/

minuto).

60

a

90

Bradicardia: menor que 60 ciclos/minuto

Taquicardia: maior que 90 ciclos/minuto

  • Amplitude (Cheio / Fino).

  • Ritmo (Regular / Irregular).

Exame Secundário
Exame Secundário

Sinais Vitais

Pressão arterial

Exame Secundário Sinais Vitais Pressão arterial  Pressão arterial é a força exercida pelo sangue sobre
  • Pressão arterial é a força exercida pelo sangue sobre as paredes das artérias onde corre. Para a avaliar, tem que se obter dois valores que são o valor da pressão sistólica (máxima) e o valor da pressão diastólica (mínima). Para avaliar a Pressão Arterial é necessário um Esfigmomanómetro e um Estetoscópio.

Exame Secundário
Exame Secundário

Sinais Vitais

Exame Secundário Sinais Vitais Temperatura  Febre (> 37,5 ºC)  Sem febre ou apirético (35,0

Temperatura

  • Febre (> 37,5 ºC)

  • Sem febre ou apirético (35,0 ºC a 37,5 ºC)

  • Hipotermia (< 35,0 ºC)

Exame Secundário
Exame Secundário

Sinais Vitais

Exame Secundário Sinais Vitais Escala da dor Adulto: Avaliação da dor numa escala de 1 a

Escala da dor

Adulto: Avaliação da dor numa escala de 1 a 10 valores.

Criança: Utilização de Escala de Fácies.

Exame Secundário
Exame Secundário

Avaliações complementares

Exame Secundário Avaliações complementares Glicémia  É comum efetuar-se a avaliação da glicemia em pessoas que

Glicémia

  • É comum efetuar-se a avaliação da glicemia em

pessoas que tenham história ou antecedentes familiares de diabetes, no entanto, também deve ser efetuada como diagnóstico de urgência, especialmente em situações de perda súbita de consciência, convulsões, TCE.

Exame Secundário
Exame Secundário

Glicémia

Exame Secundário Glicémia
Exame Secundário Glicémia
Exame Secundário
Exame Secundário

Avaliações complementares

Exame Secundário Avaliações complementares Oximetria de pulso  A oximetria de pulso é um sistema, não

Oximetria de pulso

  • A oximetria de pulso é um sistema, não invasivo, de medição dos valores de oxigénio periférico (SPO2) e pulso, por via transcutânea, feita através de sensores de infravermelhos e que se podem colocar na polpa de um dedo ou no lóbulo da orelha.

Consiste em monitorizar continuamente o nível de saturação do oxigénio no sangue e pulso.

Exame Secundário
Exame Secundário

Recolha de Informações

Exame Secundário Recolha de Informações Deve-se tentar recolher, através da vítima, familiares, testemunhas ou outros, algumas

Deve-se

tentar

recolher, através da vítima, familiares,

testemunhas ou outros, algumas informações importantes que podem ser lembradas pela referência CHAMU.

  • C Circunstâncias do acidente.

  • H História anterior de doenças da vítima.

  • A Alergias.

  • M Medicação habitual.

  • U Última refeição.

Exame Secundário
Exame Secundário

Observação Sistematizada

Exame Secundário Observação Sistematizada Como proceder à observação sistematizada:  Iniciar o exame a partir da

Como proceder à observação sistematizada:

  • Iniciar o exame a partir da cabeça.

  • A vítima não deve ser movimentada necessário.

mais

do

que

o

  • Se durante o exame suspeitar de alguma lesão grave, deve-se interromper o exame e prestar os cuidados de emergência adequados.

Exame Secundário
Exame Secundário
Exame Secundário A observação sistematizada divide-se em oito partes:  1º- Cabeça e face;  2º-

A observação sistematizada divide-se em oito partes:

  • 1º- Cabeça e face;

  • 2º- Pescoço;

  • 3º- Ombro e clavícula;

  • 4º- Tórax e abdómen;

  • 5º - Pélvis;

  • 6º - Membros inferiores;

  • 7º- Membros superiores;

  • 8º - Coluna Dorso Lombar.

Exame Secundário
Exame Secundário

1º- Cabeça e face

Exame Secundário 1º- Cabeça e face  Sempre com luvas calçadas, examinar a parte posterior da
  • Sempre com luvas calçadas, examinar a parte posterior da cabeça (região occipital), prosseguindo para a parte superior (região parietal) e lateralmente até às orelhas (região temporal).

  • Examinar depois, a parte anterior (região frontal) incluindo as arcadas orbitais passando de seguida para

o maxilar superior.

  • Examinar o nariz e as orelhas procurando vestígios de líquido céfalo-raquidiano, ou sangue.

Exame Secundário
Exame Secundário

2º- Pescoço

Exame Secundário 2º- P escoço  Se ainda não foi efetuado o exame do pescoço ou
  • Se ainda não foi efetuado o exame do pescoço ou se surgir a necessidade de repetir esse exame, deve-se retirar o colar cervical e, enquanto um elemento da equipa mantém o alinhamento e a imobilização manual da coluna cervical, deve-se observar o pescoço e palpar desde a base do crânio até aos ombros.

Após

a conclusão do

exame do pescoço, deve voltar

a

colocar-se o colar cervical e imobilizar a cabeça de forma

adequada.

Exame Secundário
Exame Secundário

3º- Ombro e clavícula

Exame Secundário 3º- O mbro e clavícula  Examinar o ombro palpando-o de trás para diante
  • Examinar o ombro palpando-o de trás para diante (da omoplata para a clavícula).

Exame Secundário
Exame Secundário

4º- Tórax e abdómen

Exame Secundário 4º- T órax e abdómen  Observar e palpar o esterno e as costelas
  • Observar e

palpar

o esterno

e

as

costelas (toda

a

caixa

torácica).

  • Olhar para o peito da vítima de forma a verificar se existem movimentos respiratórios e se eles são simétricos (se os dois lados do tórax se movimentam da mesma maneira).

  • Palpar o abdómen, com cuidado de modo a evitar provocar dor mais acentuada à vítima e identificar as zonas mais dolorosas.

  • Todas as soluções de continuidade (feridas) devem ser tratadas.

  • Os objetos empalados nunca devem ser retirados.

Exame Secundário
Exame Secundário

5º - Pélvis

Exame Secundário 5º - Pélvis • Colocar uma mão em cada lado da cintura pélvica e,

Colocar uma mão em cada lado da cintura pélvica e, exercendo uma ligeira pressão sobre as cristas

ilíacas, detetar assimetrias ou deformidades. Se a

vítima referir dor ou se sentir algum movimento

(deslocação), suspeitar de fratura da bacia e não voltar a mexer, imobilizando de imediato como indicado.

Exame Secundário
Exame Secundário

6º- Membros inferiores

Exame Secundário 6º- M embros inferiores  Palpar cada um dos membros inferiores, da pélvis até
  • Palpar cada um dos membros inferiores, da pélvis até aos pés.

  • Verificar reações anormais e/ou assimétricas.

Em vitimas de trauma nunca realizar movimentos ativos ou passivos dos membros.

Exame Secundário
Exame Secundário

7º - Membros superiores

Exame Secundário 7º - Membros superiores  Palpar, ambos os membros superiores, do ombro até à
  • Palpar, ambos os membros superiores, do ombro até à extremidade dos dedos. Pedir à vítima, se consciente, para apertar a mão, de modo a verificar se a força e mobilidade estão mantidas.

Exame Secundário
Exame Secundário

8º - Coluna dorso / lombar

Exame Secundário 8º - C oluna dorso / lombar  Na vítima que se encontra em
  • Na vítima que se encontra em decúbito dorsal, examinar a coluna deslizando os dedos suavemente por debaixo do corpo, com movimentos curtos, até onde for possível, sem provocar movimentos da cintura e membros.

  • O exame deve ser completado (ou realizado) quando se procede ao rolamento da vítima

  • Os objetos empalados não devem ser retirados.

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Processo nº 2664
Exame da Vítima

Apesar de

todo

o exame

da

vitima ser

um

protocolo

“sistematizado” este serve apenas como linha

orientadora

esquecido.

do

socorrista,

para

que

nada

seja

Durante todo o exame o socorrista deve sempre estar

atento ao estado de consciência da vítima sendo que

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ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Exame da
ADICE – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde Processo nº 2664 Exame da

deve estimula-la sempre que necessário.