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A inspiração do Novo

Testamento
O que Jesus declarou ser
inspiração a respeito do Antigo
Testamento o Senhor prometeu
também quanto ao Novo
Testamento.
Em várias ocasiões, o Senhor
prometeu a concessão de
autoridade divina para o
testemunho apostólico:
A comissão dos doze:

“Naquela mesma hora vos


será concedido o que haveis de
dizer, pois não sois vós que
falareis, mas o Espírito de vosso
Pai é quem fala em vós” (Mt
10.19,20).
O envio dos setenta:
A promessa da unção divina não se
limitava os Doze. Quando Jesus
enviou os setenta, ordenou-lhes:
“Quem vos ouve, a mim me ouve;
quem vos rejeita, a mim me
rejeita...” (Lc 10.16). Eles voltaram
reconhecendo a autoridade de Deus
até mesmo sobre Satanás em seu
ministério (Lc 10.17-19).
O sermão do monte das Oliveiras:

“...não vos preocupeis com o que


haveis de dizer. O que vos for dado
naquela hora, isso falai, pois não sois
vós os que falais, mas o Espírito
Santo” (Mc 13.11).
As palavras que pronunciassem
viriam de Deus, mediante o Espírito;
não viriam deles mesmos.
Os ensinos durante a última
ceia:
“Mas o Consolador, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em meu
nome, vos ensinará todas as coisas e
vos fará lembrar de tudo que vos
tenho dito”(Jo 14.26).
Eis por que Jesus não escreveu seus
ensinos. O ensino apostólico seria
inspirado pelo Espírito do Santo.
A grande comissão:

Quando Jesus enviou seus


discípulos (Mt 28.19,20), fez-lhes
a promessa também de que
teriam toda autoridade nos céus
e na Terra para realizar a tarefa.
A palavra dos discípulos seria a
Palavra de Deus.
A leitura em público dos livros do
Novo Testamento:
Era costume judaico ler as Escrituras
no sábado (Lc 4:16). A Igreja deu
continuidade a esse costume. (1 Tm
4.13).
A leitura em público dessas cartas
como Escrituras Sagradas é prova de
sua aceitação desde o início, pela igreja
do Novo Testamento, por terem
autoridade divina.
A circulação dos livros do Novo
Testamento:
O texto de Colossenses (4.16)
revela um fato muito importante.
Os livros escritos para uma igreja
tencionam ser de valor para
outras igrejas também, e por isso
circulavam para leitura pública.
A coleção dos livros do Novo
Testamento:
Parece que o próprio Pedro possuía uma
coleção das cartas de Paulo que aquele
apóstolo classificava plenamente como
escritos inspirados no mesmo nível do A.
T. (2Pe 3.15,16).
Tais livros circulavam entre as igrejas,
eram lidos e copiados. Sem ser
questionados, esses livros eram tidos
como escritos inspirados.
Citação dos livros do Novo Testamento:

O fato de haver citações de livros mais antigos


do Novo Testamento em livros mais recentes
dessa parte da Bíblia revela-nos outro fato:
aqueles livros eram tidos como inspirados por
seus contemporâneos.
Judas (v.18) cita com clareza 2Pedro 3.2,3.
Paulo (1 Tm 5.18) cita Lucas 10.17.
João faz alusão à seu próprio evangelho (1Jo
1.1).
Esse processo amplo,
generalizado, de fazer circular,
ler, copiar, colecionar e citar os
livros do Novo Testamento
ilustra satisfatoriamente o
reconhecimento de que esses
livros reivindicavam inspiração
divina.
Apoio á reivindicação de
inspiração dentro da igreja
primitiva.

Todos os autores do Novo


Testamento são mencionados
pelo menos por um pai apostólico
por terem autoridade divina.
Citações dos pais da igreja:

Clemente de Roma cita: Mateus,


Marcos e Lucas.
Inácio de Antioquia cita: sete cartas
nas quais fez numerosas citações do
N.T.
Policarpo Cita: Filipenses.
Papias: inclui o N.T num livro
intitulado Interpretação dos
discursos do Senhor.
Fica notório o seguinte, no uso que os
pais apostólicos fizeram do N.T: o N.T, à
semelhança do Antigo, era tido como
inspirado por Deus. Com freqüência as
citações são livres e sem menção da
fonte original. Todavia, qualquer pessoa
que ler os escritos dos pais apostólicos
necessariamente verá que os livros do
N.T gozavam da mesma elevada estima
atribuída ao A. T.
Em resumo, portanto, a inspiração do
N.T baseia-se na promessa de Cristo de
que Seus discípulos seriam dirigidos pelo
Espírito em seus ensinos a respeito do
Senhor. Os discípulos creram nessa
promessa e a assimilaram, havendo
claros indícios de que os próprios autores
do N.T, bem como os de sua época,
reconheceram o cumprimento dessas
promessas.
Criam em que o N.T havia sido
divinamente inspirado, pelo
que,desde os primórdios do inicio
dos registros cristãos, tem havido
apoio unânime à doutrina da
inspiração do N.T, em igualdade
de condições com o ao A. T.
By
Joaquim e Ruidegran