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A importância deste trabalho reside no fato de que se faz necessária e urgente uma leitura mais atenta do ideário presente

na escola, de sua comunidade e da formação do aluno, diante dos resultados obtidos através dos sistemas de avaliações externas, que são objetos de estudos desta pesquisa. Neste sentido, o estudo buscará contribuir para desvelar um pouco da história da comunidade e da escola, com a leitura aprofundada dos indicadores educacionais, com ênfase nos índices do SARESP e IDESP, enxergando-os não como instrumentos de um sistema fiscalizador ou classificador, mas de diagnóstico e gerador de informações.

Tabela 1 - Indicadores Educacionais: Escola e Redes Estaduais (âmbitos nacional, estadual e municipal)
E.E. PROFª DONA AURORA FERRAZ VIANNA DOS SANTOS INDICADORES – Brasil/São Paulo/Jaboticabal/Unidade Escolar
ESCOLAS ESTADUAIS (média) E.E. Profª Dona Aurora EF Séries Finais (%) 2009 2010 EM Séries Finais (%) 2009 2010

Analisando a Tabela 1, podemos constatar que:  Analisando os indicadores da Média de Alunos por Turma, que a escola possui índices superiores a todas as instâncias de comparação (Jaboticabal, estado de São Paulo e Brasil) nos anos de 2009 e 2010, demonstrando crescimento de um ano para o outro. Poderia ser um indicador de comprometimento da aprendizagem, entretanto, esse indicador não poderá ser analisado isoladamente, pois este influência as taxas de aprovação, reprovação e abandono e vice-versa;  Na análise das Taxas de Distorção Idade-Série, verificamos que a escola tem suas taxas nas séries finais do EF superiores às de Jaboticabal e do estado de São Paulo, sendo inferiores somente às do Brasil; assim como nas séries finais do EM, são também superiores às de Jaboticabal e do estado de São Paulo e inferiores às do Brasil;  Com relação às taxas de Aprovação nas séries finais do EF, podemos observar que a escola tem índices sempre inferiores, mas muito próximas às taxas referentes à Jaboticabal, o estado de São Paulo e superiores em relação às taxas do Brasil, com essas, diferenças substanciais; já nas séries finais do EM, as taxas de Aprovação são inferiores às de Jaboticabal e do estado de São Paulo e pouco superiores às do Brasil.Em primeira análise essa situação poderia representar grande avanço no que diz respeito à promoção, impressão essa reforçada quando analisamos as taxas de Reprovação, nas séries finais do EF e EM, verificamos que é sempre inferior aos índices de Jaboticabal, diferenças estas que aumentam muito em relação às taxas do estado de São Paulo e maiores ainda quando comparadas às taxas do Brasil. Constatando ainda que ao verificarmos que a escola tem taxas de Abandono, com exceção do ano 2009 nas séries finais do EF (4,2) que é inferior apenas ao do Brasil (2010 - 4,7), muito superiores às taxas de abandono de Jaboticabal, do estado de São Paulo e às demais taxas de Abandono do Brasil.  A impressão primeira, quando as altas taxas de Aprovação e baixas taxas de Reprovação apresentaram-se, poderia levarnos a concluir que o trabalho escolar melhorou em relação à aprendizagem, mas os grandes índices de evasão demonstram a dificuldade que a escola enfrenta em garantir a permanência de seus alunos.

INDICADORES

35,7 29,0 31,5 29,6 25,5 14,5 12,2 28,9 91,8* 92,7 91,7 81,3 2,5* 4,5 7,0 13,4 5,7* 2,8 1,3 5,3

37,2 30,3 31,3 30,6 17,6 15,3 12,2 29,6 92,3 92,4 92,4 82,7 3,5 5,3 6,2 12,6 4,2 2,3 1,4 4,7

34,6 28,0 33,5 32,1 29,5 17,1 17,3 34,4 78,7* 85,6 81,7 75,9 3,4* 6,3 14,4 12,6 17,9* 8,1 3,9 11,5

35,2 29,5 34,1 32,4 24,4 18,4 18,1 34,5 75,7 85,1 82,9 77,2 7,0 7,2 12,6 12,5 18,5* 7,7 4,5 10,3

Objetivo geral:

Média de alunos por turma

Jaboticabal São Paulo Brasil
E.E. Profª Dona Aurora

refletir, com o olhar de um educador externo, sobre os indicadores educacionais resultantes da Avaliação Externa (SARESP), no período de 2007 a 2010, enfocando o que esses revelam sobre a E.E. Profª Dona Aurora Ferraz Vianna dos Santos.
Objetivos específicos:
Taxa de distorção idade-série

Jaboticabal São Paulo Brasil
E.E. Profª Dona Aurora

realizar um estudo da Unidade Escolar considerando, em princípio, o ethos no qual está inserida; compreender de que maneira a escola pode ser determinante, especificamente nessa comunidade, para a mudança do seu status quo; refletir sobre a importância/necessidade da implantação das políticas públicas educacionais e de avaliação, ratificando suas potencialidades como instrumento auxiliar para elaboração do diagnóstico do trabalho escolar; analisar os indicadores de desempenho da escola, com ênfase no SARESP e IDESP, a partir de 2007, ano em que o IDESP foi implantado.

Taxa de aprovação

Jaboticabal São Paulo Brasil
E.E. Profª Dona Aurora

Taxa de reprovação

Jaboticabal São Paulo Brasil

A seleção da unidade escolar para o desenvolvimento do estudo de caso ocorreu durante a realização do curso, após os levantamentos realizados durante as atividades propostas e o material produzido para os Encontros Presenciais, diante das reflexões e inquietações surgidas e dos resultados insatisfatórios demonstrados pelos indicadores educacionais ao longo dos anos. Para alcançar os objetivos propostos, o presente estudo pautou-se na leitura e análise de textos pertinentes como referencial teórico, leitura esta sempre apoiada por uma postura crítica e dialógica, capaz de subsidiar as possíveis respostas à problemática, levantada no início do trabalho; pesquisa em bancos de dados institucionais, dos indicadores educacionais e das avaliações externas e seus resultados, com ênfase no SARESP e IDESP, entre outros que possam auxiliar na compreensão adequada dos resultados das avaliações e do desempenho escolar; leitura objetiva, através da descrição dos índices (desempenho, fluxo e meta) envolvidos nos indicadores das Avaliações Externas; leitura inferencial, realizando um levantamento do perfil apontado pelos resultados dessas avaliações, enxergando-os não somente como instrumentos de classificação, mas como auxiliares para a elaboração do diagnóstico sobre o trabalho escolar na E.E. Profª Dona Aurora Ferraz Vianna dos Santos.

E.E. Profª Dona Aurora

Taxa de abandono

Jaboticabal São Paulo Brasil

FONTES: MEC/INEP/DTDIE - 2009/2010 (Todos pela Educação/Educação no Brasil) (*) Dados fornecidos pela SEE/SP – 2009/2010

Gráfico 1 - Média Geral de Proficiência da 8ª série do EF e 3ª série do EM em Língua Portuguesa e Matemática
E.E. PROFª DONA AURORA FERRAZ VIANNA DOS SANTOS
ÍNDICES DE DESEMPENHO
INDICADORES

Verificamos no gráfico que:

 na 3ª EM os melhores desempenhos médios observados
nos anos de 2008 (2,35) e 2010 (2,21) coincidem com os anos em que os alunos obtiveram maiores índices de desempenho nos componentes Língua Portuguesa e Matemática, apesar de que o primeiro foi quem mais contribuiu para essas médias (nestes anos, este nível de ensino atingiu suas metas);  na 8ª EF os melhores desempenhos médios observados nos anos de 2007 (2,98) e 2009 (2,69) coincidem com os anos em que os alunos obtiveram maiores índices de desempenho em Língua Portuguesa e, em Matemática, apenas no ano de 2009 (ano em que a escola superou sua meta);  observamos, também, que enquanto o desempenho geral da escola na 3ª EM, mesmo com variações, apresentam tendência de avanço (1,62 em 2007 – 2,21 em 2010, variação em 0,59 ponto), o mesmo não acontece com o desempenho da 8ª EF, que ao longo dos anos, com suas variações, apresentam uma forte queda no desempenho (2,98 em 2007 – 2,11 em 2010, variação de 0,87 ponto).

Há longa data, o estrangulamento do ensino no Brasil, retratado pelo grande represamento dos alunos em todas as séries do Ensino Básico, principalmente nas séries iniciais, motivado por altos índices de repetência e evasão, tem direcionado a prática pedagógica para um ensino de má qualidade que proporciona um grande mercado de ensino paralelo e alternativo. Tal fato tem contribuído, sobremaneira, para a formação de uma legião de cidadãos de segunda categoria, porque inaptos a ocuparem seus espaços sociais, através de uma atuação integrada – trabalho/cidadania/desenvolvimento social e cultural – acabam por naturalizarem-se em locais também rotulados como “lugares de categoria inferior”, concentrando-se em guetos de seres marginalizados e impossibilitados de crescer em qualquer âmbito de melhoria das condições humanas. Esses locais têm sido naturalmente aceitos pelos segmentos sociais dos municípios como ambientes de cidadãos menos favorecidos pela sorte, inclusive pelos responsáveis por políticas públicas de educação e desenvolvimento. O local onde está inserida a E.E. Profª Dona Aurora Ferraz Vianna dos Santos vive esse situação. Nesse aspecto, é válido ressaltar que o “local” (escola/comunidade) é parte integrante do contexto social, em que se insere a comunidade onde acontecem as relações interpessoais, partindo da concepção de que na vida diária escolar os afetos se entrelaçam na complexa rede de relações institucionais. Isto é, no dia-a-dia do funcionamento da escola se confrontam diferentes indivíduos com suas histórias de vida, com suas concepções de mundo, cada qual com seus objetivos e intenções. Estes encontros e desencontros – o conjunto das diferentes ações e reflexões daqueles que participam desse funcionamento escolar – propiciam novas relações, que produzem o sucesso ou o fracasso nos processos de ensino e aprendizagem (haja vista que a aprendizagem se dá em inúmeros espaços). Porém, reconhecer como os fatores externos interferem e, podemos dizer que sofrem interferências da escola, tanto social como culturalmente, evita que tentemos naturalizar as paisagens com seus sujeitos (igualar todos os alunos e escolas), permitindo que o local permaneça em constante transformação. Diante do exposto, além da comunidade, as políticas públicas, incluindo aí as educacionais, precisam estar alinhadas e responderem ao desafio da aprendizagem e sucesso de todos os alunos. Recentemente, por requererem maiores informações sobre os resultados dos sistemas escolares, os governos criaram instrumentos de avaliações, a exemplo do Saresp e do Idesp, Entretanto, precisamos reconhecer que este tipo de avaliação é um instrumento, mas não traz em si mesma a solução dos problemas ou remediação das dificuldades, mas é uma valiosa ferramenta que permite observar como os programas estão avançando, quais os acertos e correções são exigidos para sua real efetividade. A função, portanto dos resultados expressos através dos Indicadores Educacionais, por mais que a crítica seja que os mesmos não expressam a realidade na sua totalidade, mesmo assim oferecem parâmetros significativos para análise e reflexão, possibilitando um contínuo acompanhamento do sistema educacional, com vistas à compreensão dos aspectos positivos e negativos que possivelmente interferem na aprendizagem (resultado) para a definição das estratégias que contribuam para melhoria de todo o processo educativo, oferecendo subsídios para o exame específico de processos, produtos, resultados, impactos, das ações realizadas, envolvendo tanto julgamento como atribuição de valor e mensuração. De acordo com Soares (2001): “[...] a Avaliação Educacional é um sistema de informações que tem como objetivos fornecer diagnóstico e subsídios para a implementação ou manutenção de políticas educacionais [...]”. Sua função, portanto, deve ser a de exercer um contínuo monitoramento do sistema educacional, com vistas à compreensão dos aspectos positivos e negativos. Com a determinação de metas e com as avaliações periódicas, informações importantes são obtidas, permitindo uma reflexão e revisão das práticas, detectando possíveis falhas, além de seus acertos, produzindo consensos a respeito dos problemas e deficiências, das potencialidades e as ações necessárias que devem ser implantadas para superação das dificuldades e atingir as metas estabelecidas. As avaliações terão sentido se provocarem um processo reflexivo, com capacidade de criar uma cultura de antecipação, não mais provocando reações diante dos resultados, mas orientando as decisões e estratégias adotadas para avançar qualitativamente, num trabalho e “responsabilização” coletivos. Desenvolvimento, aperfeiçoamento, mudança e inovação são conseqüências de um aprendizado para o qual a instituição deverá estar disposta, no âmbito coletivo e de seus indivíduos. Citando Gairin (1999), “as organizações mais capazes de enfrentar o futuro não crêem em si mesmas pelo que são, senão pela capacidade de deixar de ser o que são, isto é, não se sentem fortes pelas estruturas que têm, mas por sua capacidade de fazer-se com outras mais adequadas quando seja necessário”. Diante dos indicadores analisados, conforme registro parcial apresentado ao lado, faz-se premente que a escola tenha um olhar sobre si mesma, capaz de perceber seu caminhar e decidir por medidas eficazes, após leitura desses diagnósticos, adequadas à sua realidade, como meio de reversão da situação e sucesso de seus alunos.

2.21 1.77
3ª EM

2.35

1.62

2010 2009 2008

2.11 2.69
8ª EF

2007

2.40

2.98

0

0.5

1

1.5

2

2.5

3

FONTE: IDESP/SEESP

Gráfico 2 – Indicadores de Fluxo da 8ª série do EF e 3ª série do EM
E.E. PROFª DONA AURORA FERRAZ VIANNA DOS SANTOS
ÍNDICES DE FLUXO
INDICADORES

Verificamos no gráfico que:
0.7463 0.7870
3ª EM

0.7170 0.7300
2010 2009 2008

 na 3ª EM os indicadores médios de fluxo variam do menor 0,7179 (2008) ao maior 0,7870 (2009), mantendo-se na faixa de 71% a 79% de aprovação, variando pouco e considerados índices muito baixos;  na 8ª EF os indicadores médios de fluxo apresentam uma variação maior, de 0,7980 (2008) a 0,9236 (2010), demonstrando um crescimento substancial nos índices de aprovação (talvez reflexo de melhor “entendimento” da Progressão Continuada).

0.9236
8ª EF

2007

0.9184 0.7980 0.8500

0.0

0.2

0.4

0.6

0.8

1.0

FONTE: IDESP/SEESP

Quadro 1 – Metas e Índices do IDESP (2007 a 2011)

IDESP
2007

ENSINO FUNDAMENTAL
META 2008 2008 META 2009 AVANÇO IDESP 2009 META 2010 IDESP 2010 META 2011

Não conhecemos uma escola apenas pelo que se pode ver, por aquilo que mais se mostra diretamente e permite observar-se, precisamos compreender os modos como as pessoas pensam, agem, convivem e resolvem seus problemas, os significados, valores e atitudes característicos dessa comunidade. Conhecer a realidade a respeito do trabalho desenvolvido na Unidade Escolar e sua comunidade vem contribuir para ratificar a necessidade da elaboração de uma nova proposta pedagógica pela equipe e comunidade, sendo que o tipo de trabalho adotado será essencial para que se conduzam as ações escolares, promovendo aos alunos uma aprendizagem que flua de maneira natural e produtiva, com enfoque na motivação, resgate de sua auto-estima e reconhecimento como sujeito ativo no desenvolvimento da cidadania e respeito às suas origens. Todos são corresponsáveis então por possíveis mudanças ou até mesmo manutenção das diversas situações que regem o trabalho educativo, com vistas sempre à busca da melhoria da qualidade da educação e correção de possíveis distorções, ocorridas durante a análise dos indicadores, principalmente quando realizadas pela equipe escolar, devido seu envolvimento direto e cotidiano com a realidade escolar e que muitas vezes acabam contribuindo para a construção de visões com “vícios” ou “cristalizações” de determinadas “verdades”, não só concorrendo para minimizar suas deficiências ou supervalorizar determinados procedimentos, como atribuir a “culpabilidade” pelo fracasso a fatores externos que não pertencem à sua área de governabilidade, não que estes devam ser desprezados, mas as atenções precisam estar voltadas àqueles que podem ser resolvidos no âmbito da escola. Consideramos, também, que as políticas sociais precisam se articular com a educação e não o contrário, pois na inexistência de outros espaços de aprendizagem dentro das comunidades, a escola precisa desempenhar seu papel, oferecendo um ensino de qualidade e toda a sociedade deve estar convocada para essa empreitada. Um dos maiores desafios enfrentados, talvez seja despertar o interesse e motivação para que a participação comunitária e as mudanças ocorram. Esse estudou buscou, portanto, oportunizar momentos de reflexão sobre a escola/comunidade, para legitimar a necessidade de um trabalho coletivo, com a equipe gestora, professores, funcionários, alunos e comunidade, para que analisem seus resultados nas diversas formas de avaliações, suas dificuldades, suas possibilidades, com mais clareza de suas necessidades e subsídios para determinação dos caminhos a serem trilhados através do re-planejamento das ações, com a participação de todos os sujeitos envolvidos, que permitirão alcançar os objetivos propostos. A intencionalidade da avaliação é o grande desafio, precisa ser discutida. As dificuldades existem em todas as instituições, porém a definição dos caminhos a serem trilhados depende de suas características e variáveis próprias, sendo que as transformações almejadas não podem ser mensuradas apenas com as estatísticas ou reduzidas a padrões numéricos, visto envolverem valores e opções “políticas”. Essas análises procuram oferecer mais condições para situar a atuação da escola de forma mais coerente e fundamentada, re-elaborando as posturas até então assumidas em relação à sociedade e aos outros, pois é resultado da convivência, afetados por acontecimentos, até mesmo externos e longínquos. Morin (2001, p. 105) salientou que “[...] indivíduo/sociedade/espécie são não apenas inseparáveis, mas co-produtores um do outro. Cada um destes termos é, ao mesmo tempo, meio e fim dos outros. Não se pode absolutizar nenhum deles e fazer um só, o fim supremo da tríade [...]”. A história pessoal, de cada um, acaba se entremeando como fios em um tecido, formando o pano da história da coletividade.

ESTADO DIRETORIA MUNICÍPIO E.E. PROFª DONA AURORA FERRAZ VIANNA DOS SANTOS

2,54 2,74 2,77 2,52

2,64

2,60 2,76 2,79 1,92

2,05

-

2,84 3,04 2,87 2,47

2,60

2,52 2,65 2,57 1,95

2,13

120,0

IDESP
2007 ESTADO DIRETORIA MUNICÍPIO E.E. PROFª DONA AURORA FERRAZ VIANNA DOS SANTOS
FONTE: IDESP/SEESP

ENSINO MÉDIO
META 2008 2008 META 2009 AVANÇO IDESP 2009 META 2010 IDESP 2010 META 2011

2,54 2,74 2,77 1,19

1,28

1,95 2,28 2,48 1,68

1,79

0,0

1,98 2,20 2,08 1,39

1,50

1,81 2,00 2,08 1,65

1,83

Podemos observar pela análise dos indicadores que:  no Ensino Fundamental, entre os anos de 2007 e 2010, houve queda substancial no IDESP, de 2,52 para 1,95, respectivamente, sendo que no ano de 2009, quando a meta foi de 2,05, a escola atingiu índice de 2,47, superando em 0,42 ponto – avanço superior a 120%, contribuindo para o estabelecimento da meta para 2010 em 2,60, ano em que o desempenho ficou em 1,95, muito próximo ao desempenho de 2008 (1,92), comprometido pelo baixo desempenho no Saresp, pois o índice de fluxo foi de 0,9236, muito próximo do máximo (1,0);  no Ensino Médio, entre os anos de 2007 e 2010, houve aumento no IDESP, de 1,19 para 1,65, respectivamente, sendo que no ano de 2008, quando a meta foi de 1,28, a escola atingiu índice de 1,68, superando em 0,40 ponto – avanço superior a 120%, contribuindo para o estabelecimento da meta para 2009 em 1,79, ano em que o desempenho recuou para 1,39, próximo ao desempenho de 2007 (1,28), porém, esse recuou projetou uma meta para 2010 em 1,50 e a escola atingiu o índice de 1,65, voltando a superar a meta em 0,15 ponto, avanço este superior a 120% do previsto. Podemos atribuir ao bom desempenho nas avaliações como fator que mais contribuiu para que a escola superasse suas metas em 2008 e 2010, visto que os indicadores de fluxo apresentaram pouca variação (0,7170 – 2008 e 0,7463 em 2010).

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