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Talentos

a serviço do Reino...
Ligue o som...
Aproxima-se o final do ano litúrgico.
A Liturgia fala da "Parusia", o fim do mundo
e nos faz um apelo à VIGILÂNCIA
para a vinda do Senhor.
Na 1ª Leitura temos o poema da "mulher
virtuosa", que apresenta alguns valores
que garantem a felicidade, o êxito, a
realização:
os valores do trabalho, do compromisso,
da generosidade, do “temor de Deus”.
Não são valores só da
mulher virtuosa: mas
de todo o discípulo
que quer viver na
fidelidade aos projetos
de Deus e
corresponder à
missão que Deus lhe
confiou. Faz render
seus talentos...
Na 2ª leitura, São Paulo deixa claro que o importante
não é saber quando virá o Senhor pela segunda vez;

mas é estar atento e vigilante, vivendo de acordo


com os ensinamentos de Jesus, testemunhando os
seus projetos, empenhando-se ativamente na
construção do Reino.
No Evangelho, com a Parábola dos talentos,
o texto aborda o tema da segunda vinda de
Jesus no fim dos tempos

e define a atitude

com que os discípulos devem esperar e


preparar essa vida.
Um "senhor" partiu em viagem e deixou a sua
fortuna nas mãos dos seus servos. A um, deixou
cinco talentos, a outro dois e a outro um.

Quando voltou, chamou os servos e pediu-lhes


contas da sua gestão.
Os dois primeiros
tinham duplicado a
soma recebida;
Os dois
primeiros
servos foram
louvados pelo
“senhor”,

Ao passo que o
terceiro foi
severamente
criticado e
condenado.
mas o terceiro escondeu cuidadosamente o
talento que lhe fora confiado, pois conhecia a
exigência do “senhor” e tinha medo.
A Parábola refere-se à Vinda do Senhor Jesus, no
final dos Tempos...

-O Homem rico
representa Cristo,

que antes de deixar este mundo, para viajar de volta


ao Pai, deixou todos os seus "Bens" aos discípulos.
Nós também somos depositários dos
Bens de Cristo...

Somos agora no mundo as testemunhas


de Cristo e do projeto de salvação
que o Pai tem para os homens.
- Os Talentos são os
bens que Jesus deixou
para a sua Igreja:
o Evangelho, a sua
mensagem de salvação;
o Batismo, a Eucaristia e
todos os sacramentos,
seu amor pelos pobres,
sua atenção para os
doentes...
- Os Servos,
depositários desses
bens, são os discípulos
de Jesus, somos todos
nós...
- É com o nosso
coração que Jesus
continua a amar os
publicanos e os
pecadores do nosso
tempo;

- é com as nossas palavras que Jesus continua


a consolar os que estão tristes e desanimados;
- é com os nossos braços abertos que Jesus
continua a acolher os imigrantes que fogem da
miséria e da degradação;
-é com as nossas mãos que
Jesus continua a quebrar as
cadeias que prendem os
escravizados e oprimidos;

é com os nossos pés que


Jesus continua a ir ao encontro
de cada irmão que está sozinho
e abandonado;

- é com a nossa solidariedade


que Jesus continua a alimentar
as multidões famintas do
mundo e a dar medicamentos e
cultura àqueles que nada têm…
Nós, cristãos, temos a grande
responsabilidade de O
testemunhar e de deixar que,
através de nós, Ele continue a
amar as pessoas que caminham
ao nosso lado pelos caminhos
do mundo.

Enquanto caminhamos pelo


mundo à espera da segunda
vinda de Jesus, os dois
"servos" da parábola, que
fizeram frutificar os "bens" nos
mostram como devemos
proceder; e o servo, que
escondeu os "bens", mostra
como não devemos proceder.
Quais são os nossos
talentos?
Como usamos os
talentos que o Senhor
nos confiou?

Estão produzindo
frutos? ou estão
enterrados?

A serviço de quem os
empregamos?

Apenas de interesses
pessoais, ou também
da comunidade?
O que fazemos para o Reino de Deus?

- Em muitas comunidades
encontramos pessoas
ricas de talentos...
de estudo, tempo e
recursos... mas não se
doam aos outros...

Dizem que não tem


tempo... não tem jeito...
e não fazem nada pela
comunidade...
- Encontramos também
pessoas pobres, humildes,
muito ocupadas...
e com pouco ou nenhum
estudo...,
mas se entregam com
doação ao serviço da
comunidade:
nas pastorais, nos
movimentos e nos
serviços de caridade...
* No fim de nossa vida, o que desejamos ouvir?
"Servo bom e fiel... vem participar da minha
alegria..."
ou "Servo mau e
preguiçoso... Servo inútil...
joguem-no fora... na
escuridão...
onde haverá choro e ranger
de dentes...?"

A Escolha será nossa!...