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Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto Doenças Exantemáticas Drª. Márcia Wakai Catelan Departamento
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Doenças Exantemáticas
Doenças Exantemáticas
Drª. Márcia Wakai Catelan Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica
Drª. Márcia Wakai Catelan
Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica

Doenças Exantemáticas

• História Clínica e pregressa de doenças infecciosas e imunizações • Idade acometida • Pródomos (características
• História
Clínica e
pregressa de
doenças
infecciosas e imunizações
• Idade acometida
• Pródomos (características e tempo)
• Caracterização do exantema, distribuição e
• Tipo
• Presença de sinais patognomônicos
• Exames laboratoriais

Doenças Exantemáticas

Tipos de Exantemas
Tipos de Exantemas
• Maculopapular morbiliforme – escarlatiniforme – rubeoliforme – urticariforme – petequial • Papulovesicular
Maculopapular morbiliforme
escarlatiniforme
rubeoliforme
urticariforme
petequial
Papulovesicular

Doenças Exantemáticas

Fisiopatologia
Fisiopatologia
1. Invasão e multiplicação direta na própria pele 2. Ação de toxinas 3. Reação imunológica com
1. Invasão
e
multiplicação
direta
na
própria pele
2.
Ação de toxinas
3.
Reação imunológica com expressão na
pele
4.
Dano vascular

Doenças Exantemáticas

1. Sarampo
1.
Sarampo

Doenças Exantemáticas

Sarampo
Sarampo
Doenças Exantemáticas Sarampo
Doenças Exantemáticas Sarampo

Doenças Exantemáticas

Sarampo
Sarampo

Doenças Exantemáticas

Sarampo • Etiologia: Paramyxovírus • Mecanismo de transmissão: via aérea- aerossóis • Período de incubação: 8
Sarampo
• Etiologia: Paramyxovírus
• Mecanismo de transmissão: via aérea- aerossóis
• Período de incubação: 8 a 12 dias ( 7 a 18 dias )
• Período de transmissibilidade: 2 dias antes do início do
pródromo até 4 dias após o aparecimento do exantema
• Isolamento: respiratório (uso de máscara) até 4 dias
após o início do exantema
• Cuidado com os contactuantes: aplicar vacina contra o
sarampo até 72 horas após o contágio. Após este
período, até 6 dias, aplicar a imunoglobulina humana
normal.

Doenças Exantemáticas

Sarampo • Quadro Clínico Período prodrômico: 2 a 4 dias de febre, mal-estar, tosse, coriza, conjuntivite
Sarampo
• Quadro Clínico
Período prodrômico: 2 a 4 dias de febre, mal-estar, tosse,
coriza, conjuntivite e manchas de Koplik
Febre até o segundo ou terceiro dia do exantema
Exantema eritematosa maculo-papular, aparece cerca de
3 a 4 dias após os sintomas prodrômicos, inicialmente
em região retroauricular e fronte. Em 24 hs se espalha
pela face, tronco e membros superiores, chegando a
membros inferiores em 2 a 3 dias. Morbiliforme.
Desaparece à compressão. Duração de 4 a 7 dias.
Descamação furfurácea
Doenças Exantemáticas Sarampo Complicações Laringotraqueobronquite, bronquiolite, pneumonite • ceratoconjuntivite e úlcera de córnea Miocardite Adenite mesentérica
Doenças Exantemáticas
Sarampo
Complicações
Laringotraqueobronquite, bronquiolite, pneumonite
ceratoconjuntivite e úlcera de córnea
Miocardite
Adenite mesentérica
Diarréia
Panencefalite
esclerosante
subaguda
(gradual
deterioração
intelectual e comportamental,
seguida
por
comprometimento motor
mioclónicos, incoordenação
caracterizado
por
abalos
e
convulsões.
Evolui
para
rigidez decorticada, coma e óbito )

Doenças Exantemáticas

Sarampo • Complicações Otite média, sinusite e mastoidite Pneumonia bacteriana Furunculose e abscessos de pele Púrpura
Sarampo
• Complicações
Otite média, sinusite e mastoidite
Pneumonia bacteriana
Furunculose e abscessos de pele
Púrpura trombocitopênica
Encefalomielite
Doenças Exantemáticas Sarampo • Tratamento: Sintomático Suplementação de vitamina A para pacientes nas seguintes condições: Crianças
Doenças Exantemáticas
Sarampo
• Tratamento:
Sintomático
Suplementação
de
vitamina
A
para
pacientes
nas
seguintes condições:
Crianças entre 6 a 12 meses de idade com hospitalização
Todas as crianças com idade
superior a
6
meses com
possibilidade ou deficiência de vitamina A
Vitamina A: efeito sobre a função imune, recuperação
mais rápida do número total de lingócitos e por
melhora na resposta de anticorpos IgG na fase aguda da
doença
Doenças Exantemáticas Sarampo • Medidas de Prevenção e controle: Notificação compulsória Caso suspeito: febre, exantema maculopapular
Doenças Exantemáticas
Sarampo
• Medidas de Prevenção e controle:
Notificação compulsória
Caso
suspeito:
febre, exantema maculopapular
generalizado e tosse e/ou coriza, independente do
estado vacinal e da idade
Investigação do caso e busca dos contactuantes
Vacinação de bloqueio até 72 hs
Aplicação de imunoglobulina humana normal para os
suscetíves
com
idade
inferior
a
6
meses
e
imunocomprometidos

Doenças Exantemáticas

2. Rubéola
2.
Rubéola

Doenças Exantemáticas

Rubéola • Etiologia: Vírus RNA- família Togavírus • Mecanismo de transmissão: via aérea • Período de
Rubéola
• Etiologia: Vírus RNA- família Togavírus
• Mecanismo de transmissão: via aérea
• Período de Incubação: 14 a 21 dias, em média de
17 dias
• Período de Transmissibilidade: 5 a 7 dias antes
do exantema e até 5 a 7 dias após erupção
• Susceptibilidade e imunidade: geral. Imunidade
por meio da infecção natural ou por vacinação.
• Cuidado com os contactuantes: observação

Doenças Exantemáticas

Rubéola
Rubéola

Quadro clínico

Crianças: geralmente sem pródromo até o início do exantema

Adultos e adolescentes: a erupção é precedida de 1 a 5 dias de pródromos caracterizados por febre, cefaléia, coriza, mal- estar, anorexia, conjuntivite leve, dor de garganta,

linfadenopatia ( até 7 dias antes do exantema) em cadeias

suboccipitais, retroauriculares e cervicais e náuseas. Artrite ou artralgias são frequentes Exantema: inicia-se em face, região cervical, braços, tronco e extremidades Maculo-papular Duração de 1 a 5 dias Enantema em mucosa- sinal de Forscheimer- manchas vermelhas

Doenças Exantemáticas

Rubéola • Diagnóstico laboratorial: detecção de anticorpos específicos IgG e IgM no soro • Tratamento não
Rubéola
• Diagnóstico
laboratorial:
detecção
de
anticorpos
específicos IgG e IgM no soro
• Tratamento
não há tratamento específico para rubéola
• Medidas de prevenção e controle
Vacinação aos 12 meses – tríplice viral
Reforço aos 4-6 anos

Doenças Exantemáticas

Rubéola Complicações: Artrite ou artralgias podem perdurar por semanas Encefalites Trombocitopenias Púrpuras Rubéola congênita - Gregg
Rubéola
Complicações:
Artrite ou artralgias podem perdurar por semanas
Encefalites
Trombocitopenias
Púrpuras
Rubéola congênita - Gregg 1941
Retardo do crescimento uterino,
Catarata
Microcefalia
Surdez
Cardiopatia congênita
Retardo mental

Doenças Exantemáticas

3. Eritema Infeccioso
3.
Eritema Infeccioso
Doenças Exantemáticas 3. Eritema Infeccioso Afebril, eritema malar. No dia seguinte, exantema rendilhado nos membros
Doenças Exantemáticas 3. Eritema Infeccioso Afebril, eritema malar. No dia seguinte, exantema rendilhado nos membros
Afebril, eritema malar. No dia seguinte, exantema rendilhado nos membros
Afebril, eritema malar. No dia seguinte,
exantema rendilhado nos membros

Doenças Exantemáticas

Eritema Infeccioso
Eritema Infeccioso

Etiologia: Parvovirus humano B19 Mecanismo de transmissão: via aérea

Período de Incubação: 7 a 10 dias, período de viremia de 2 semanas

Período de transmissibilidade: desconhecido Isolamento: desnecessário

Cuidados com os contactuantes: observação, principalmente nas pessoas que tenham hemoglobinopatia

Doenças Exantemáticas

Eritema Infeccioso
Eritema Infeccioso

Quadro clínico

Pode ocorrer febre, cefaléia, mialgia e fadiga durando cerca de 3

dias

Exantema pode ocorrer em 3 fases Eritema malar-aspecto face esbofetada, que piora com o calor

Erupção máculo-papular em tronco e pernas que ocorre em 1 a

3 dias após erupção em face, o exantema progride em grandes áreas, com clareamento de áreas centrais ( aspecto reticulado)

Exantema evanesce e recrudesce periodicamente, influenciado por fatores ambientais como luz e calor. Duração de 2 a 3 semanas

Doenças Exantemáticas

4. Escarlatina
4.
Escarlatina
Doenças Exantemáticas 4. Escarlatina Febre, exantema inicialmente na região inguinal semelhante à lixa, amigdalite
Doenças Exantemáticas 4. Escarlatina Febre, exantema inicialmente na região inguinal semelhante à lixa, amigdalite
Febre, exantema inicialmente na região inguinal semelhante à lixa, amigdalite
Febre, exantema inicialmente na região inguinal
semelhante à lixa, amigdalite

Doenças Exantemáticas

Escarlatina
Escarlatina

Doenças Exantemáticas

Escarlatina • Etiologia: Streptococcus pyogenes • Pródromo: febre alta, cefaléia, cafafrios, mal-estar e dor de garganta,
Escarlatina
• Etiologia: Streptococcus pyogenes
• Pródromo: febre alta, cefaléia, cafafrios, mal-estar
e dor de garganta, lesões de pele ou cirurgia
• Idade mais comum: escolar ( 3 a 12 anos)
• Período de incubação: 2 a 4 dias
• Tipo do exantema: após 12 a 24 hs após inicio dos
sintomas EMP ou escalatinifome, generalizada,
poupando a região perioral, acentuação nas dobras
cutâneas, descamação lamelar

Doenças Exantemáticas

Escarlatina • Exame físico Amígdalas: hipertrofiadas, hiperemiadas e cobertas por exsudato Faringe: edematosa e com intensa
Escarlatina
• Exame físico
Amígdalas: hipertrofiadas, hiperemiadas e cobertas
por exsudato
Faringe: edematosa e com intensa hiperemia
Lingua
saburrosae
papilas
hipertrofiadas
e
avermelhadas
Palato: cobertas por lesões puntiformes eritematosas
petequiais
adenomegalia

Doenças Exantemáticas

Escarlatina
Escarlatina

Resolução em 1 semana

Descamação característicos Tratamento:

é

um

Antibioticoterapia

Penicilina benzatina Penicilina V oral

Amoxacilina

Macrolídeos

dos

achados

mais

Doenças Exantemáticas

5. Dengue
5.
Dengue
Doenças Exantemáticas 5. Dengue Febre há 4 dias, exantema, petéquias e hemorragia em mucosa
Doenças Exantemáticas 5. Dengue Febre há 4 dias, exantema, petéquias e hemorragia em mucosa
Febre há 4 dias, exantema, petéquias e hemorragia em mucosa
Febre há 4 dias, exantema, petéquias e
hemorragia em mucosa

Doenças Exantemáticas

Dengue • Etiologia: vírus pertencente a família Flavivírus • Mecanismo de transmissão: picada do mosquito Aedes
Dengue
• Etiologia: vírus pertencente a família Flavivírus
• Mecanismo de transmissão: picada do mosquito Aedes
aegypti
• Período de incubação: 3 a 14 dias
• Quadro clínico: – oligoassintomático
– forma clássica
– forma hemorrágica
– síndrome de choque do dengue
• Exantema maculopapular e até urticariforme (comum nas
formas oligoassintomática e clássica)
• Cuidados com contactuantes: observação
• Isolamento: desnecessário
• Prevenção: controle do vetor

Doenças Exantemáticas

6. Exantema Súbito
6.
Exantema Súbito
Doenças Exantemáticas 6. Exantema Súbito Lactente, febre alta por 3 dias. No dia seguinte, afebril e
Doenças Exantemáticas 6. Exantema Súbito Lactente, febre alta por 3 dias. No dia seguinte, afebril e
Lactente, febre alta por 3 dias. No dia seguinte, afebril e início de exantema no corpo
Lactente, febre alta por 3 dias. No dia seguinte,
afebril e início de exantema no corpo

Doenças Exantemáticas

Exantema Súbito • Etiologia: herpesvirus humano 6 e 7 • Mecanismo de transmissão: provavelmente aérea •
Exantema Súbito
• Etiologia: herpesvirus humano 6 e 7
• Mecanismo de transmissão: provavelmente aérea
• Período de incubação: 5 a 15 dias
• Período de transmissibilidade: durante a fase de
viremia, sobretudo no período febril
• Isolamento: desnecessário
• Cuidado com contactuantes: observação
• Prevenção: não existe

Doenças Exantemáticas

7. Mononucleose Infecciosa
7.
Mononucleose Infecciosa
Doenças Exantemáticas 7. Mononucleose Infecciosa Febre, placas tonsilas palatina, gânglios cervicais, exantema generalizado
Doenças Exantemáticas 7. Mononucleose Infecciosa Febre, placas tonsilas palatina, gânglios cervicais, exantema generalizado
Febre, placas tonsilas palatina, gânglios cervicais, exantema generalizado
Febre, placas tonsilas palatina, gânglios
cervicais, exantema generalizado

Doenças Exantemáticas

Mononucleose Infacciosa
Mononucleose Infacciosa
Doenças Exantemáticas Mononucleose Infacciosa
Doenças Exantemáticas Mononucleose Infacciosa
Doenças Exantemáticas Mononucleose Infecciosa • Etiologia: vírus Epstein-Barr • Mecanismo de transmissão: saliva • Período de
Doenças Exantemáticas
Mononucleose Infecciosa
• Etiologia: vírus Epstein-Barr
• Mecanismo de transmissão: saliva
• Período de incubação: variável ( 2 a 7 semanas)
• Período de transmissibilidade: meses
• Exantema: acontece
em
10
a
15% dos casos,
exceto quando se administra penicilina ou
ampicilina ao paciente ( 80 a 90%)
• Cuidado com contactuantes: nenhum
• Prevenção: não existe

Doenças Exantemáticas

Mononucleose Infecciosa • Quadro clínico: – – – – – – Febre prolongada Pródromo de 2
Mononucleose Infecciosa
• Quadro clínico:
Febre prolongada
Pródromo de 2 a 5 dias de mal-estar e adinamia
Dor de garganta- faringite aguda
Petéquias em palato
Adenomegalia
Esplenomegalia
• Diagnóstico
diferencial:
CMV,
Toxoplasmose,
hepatites, rubéola, adenovírus, reações a drogas,
HIV, angina estreptocócica, doença de Kawasaki,
doença de Hokgkin, leucemia aguda, lues secundária

Doenças Exantemáticas

8. Adenovirose
8.
Adenovirose
Doenças Exantemáticas 8. Adenovirose Febre, exantema, conjuntivite e diarréia
Doenças Exantemáticas 8. Adenovirose Febre, exantema, conjuntivite e diarréia

Doenças Exantemáticas

Adenovirose • Etiologia: Adenovírus – DNA vírus. 47 sorotipos humano • Mecanismo de transmissão: via aérea,
Adenovirose
• Etiologia: Adenovírus – DNA vírus. 47 sorotipos
humano
• Mecanismo de transmissão: via aérea, gotículas
• Período de incubação: 2 a 14 dias
• Período de transmissibilidade: variável 2 a 14
dias
• Cuidados com contactuantes: observação
• Isolamento: desnecessário
• Prevenção: não existe. Vacinas em pesquisa

Doenças Exantemáticas

9. Coxsackie Herpangina
9.
Coxsackie Herpangina
Doenças Exantemáticas 9. Coxsackie Herpangina Febre, úlceras, exantema nas mãos e pés

Doenças Exantemáticas

Coxsackie
Coxsackie
Doenças Exantemáticas Coxsackie
Doenças Exantemáticas Coxsackie

Doenças Exantemáticas

Enterovírus
Enterovírus
• Etiologia: Enterovírus – RNA vírus Poliovírus, Echovírus e Coxsackevírus • Mecanismo de transmissão: via fecal-oral
• Etiologia: Enterovírus – RNA vírus
Poliovírus, Echovírus e Coxsackevírus
• Mecanismo de transmissão: via fecal-oral
• Período de incubação: 3 a 6 dias
• Período de transmissibilidade: variável
• Cuidados com contactuantes: observação
• Isolamento:
precauções
entéricas
durante
hospitalização

Doenças Exantemáticas

Enterovírus
Enterovírus

Causa freqüente de exantema Exantema de diversos tipos Doença febril inespecífica Meningoencefalite Herpangina Miocardite, hepatite, pneumonia, conjuntivite hemorrágica

Pleurodinia

( sensação de dor em aperto no

tórax) Prevenção: cuidados higiênicos

Doenças Exantemáticas

10. Febre Maculosa ou Meningococcemia
10. Febre Maculosa ou Meningococcemia
Doenças Exantemáticas 10. Febre Maculosa ou Meningococcemia Febre , mau estado geral, petéquias mãos e pés

Doenças Exantemáticas

Febre Maculosa ou Meningococcemia
Febre Maculosa ou Meningococcemia
Doenças Exantemáticas Febre Maculosa ou Meningococcemia
Doenças Exantemáticas Febre Maculosa ou Meningococcemia

Doenças Exantemáticas

Meningococcemia
Meningococcemia
• Etiologia: Neisseria meningitidis. • Mecanismo de transmissão: contato direto com o doente ou portador e
Etiologia: Neisseria meningitidis.
Mecanismo de transmissão: contato direto com o doente ou
portador e com secreções de nariz e garganta de indivíduos
infectados.
Período de transmissibilidade: até 24 horas após o início de
antibioticoterapia eficaz.

Fisiopatologia

• Bacteremia Sistêmica – Colonização da nasofaringe – Translocação para corrente sanguínea – Bacteremia – Invasão
• Bacteremia Sistêmica
– Colonização da nasofaringe
– Translocação para corrente sanguínea
– Bacteremia
– Invasão do SNC
– Sobrevivência e multiplicação no LCR
– Doença nas meninges e SNC

Doenças Exantemáticas

Meningococcemia • Quadro clínico: evolução rápida- febre, irritabilidade, vômitos • Exantema: petequial e púrpuras • Cuidados
Meningococcemia
• Quadro
clínico:
evolução rápida- febre,
irritabilidade, vômitos
• Exantema: petequial e púrpuras
• Cuidados com contactuantes: antibioticoprofilaxia
(comunicantes íntimos que moram no mesmo
domicílio ou domicílios coletivos, colegas de
classe menores de 7 anos ou adultos que tenham
contato íntimo, profissionais de saúde que tenham
tido exposição íntima com respiração boca-boca,
EOT, aspiração de secreções sem devido proteção)

Doenças Exantemáticas

Febre Maculosa Brasileira
Febre Maculosa Brasileira
• • • • • • Etiologia: Rickettsia rickettsii Mecanismo de transmissão: picada de carrapatos Antecedente
Etiologia: Rickettsia rickettsii
Mecanismo de transmissão: picada de carrapatos
Antecedente epidemiológico: exposição aos carrapatos da
vegetação, pastagens e cães
Período de incubação: 2 a 14 dias
Cuidados com contactuantes: nenhuma
Isolamento: desnecessário
Doenças Exantemáticas Febre Maculosa Brasileira • Quadro clínico • Febre, mialgia e cefaléia • Pequena escara
Doenças Exantemáticas
Febre Maculosa Brasileira
• Quadro clínico
• Febre, mialgia e cefaléia
• Pequena escara no local da picada do carrapato
• Exantema
cutâneo – aparece
3
a
5
dias
após
o
início da febre, inicia-se ao redor dos punhos
e
tornozelos, acomete palma das mãos e planta dos
pés
• Alterações neurológicas
• Tratamento: antibioticoterapia: Cloranfenicol ou
Tetraciclina

Doenças Exantemáticas

11. Doença de Kawasaki
11. Doença de Kawasaki
Doenças Exantemáticas 11. Doença de Kawasaki Febre prolongada, lesões lábios, hiperemia conjuntival e edema duro de
Doenças Exantemáticas 11. Doença de Kawasaki Febre prolongada, lesões lábios, hiperemia conjuntival e edema duro de
Febre prolongada, lesões lábios, hiperemia conjuntival e edema duro de mãos e pés
Febre prolongada, lesões lábios, hiperemia
conjuntival e edema duro de mãos e pés

Doenças Exantemáticas

Doença de Kawasaki • • Etiologia: desconhecida – Infecciosa? Diagnóstico: 1. Febre maior ou igual a
Doença de Kawasaki
Etiologia: desconhecida – Infecciosa?
Diagnóstico:
1. Febre maior ou igual a cinco dias
2.
Exantema polimorfo predominante no tronco
3.
Hiperemia conjuntival bilateral
4.
Adenomegalia cervical não-supurativa
5.
Alterações na mucosa oral: enantema, língua em
framboesa, hiperemia, fissura
6.
Alterações de extremidades: fase aguda
(
hiperemia palmoplantar com edema endurecido
de dedos e dorso dos pés); na fase seguinte
descamação lamelar da ponta dos dedos

Doenças Exantemáticas

Doença de Kawasaki Tratamento: 1. Imunoglobulina humana normal 2gramas/kg/dose única ou 400 mg/kg/dia por 5 dias
Doença de Kawasaki
Tratamento:
1. Imunoglobulina humana normal
2gramas/kg/dose única ou 400 mg/kg/dia por 5 dias
1.
ácido-acetil salicílico
Altas doses até a resolução da febre

Doenças Exantemáticas

12. Varicela-Zóster
12. Varicela-Zóster
Doenças Exantemáticas 12. Varicela-Zóster
Doenças Exantemáticas 12. Varicela-Zóster
Doenças Exantemáticas 12. Varicela-Zóster

Doenças Exantemáticas

Varicela-Zóster • Etiologia: Vírus da varicela-zóster, grupo herpes • Mecanismo de transmissão: via aérea, contato direto
Varicela-Zóster
• Etiologia: Vírus da varicela-zóster, grupo herpes
• Mecanismo de transmissão: via aérea, contato
direto e transmissão vertical
• Período de incubação: 12 a 21 dias
• Período de transmissibilidade: desde o 10 dias (
até 48 horas antes do início das lesões) após o
contágio até a formação de crostas de todas as
lesões
• Isolamento: respiratório e de contato

Doenças Exantemáticas

Varicela-Zóster • Cuidados com contactuantes: • Imunoglobulina (VZIG) para humana antivírus herpes-zóster – – Crianças imunocomprometidas
Varicela-Zóster
• Cuidados com contactuantes:
• Imunoglobulina
(VZIG) para
humana
antivírus
herpes-zóster
Crianças imunocomprometidas
Gestantes suscetíveis
RN cuja mãe tenha tido varicela dentro de 5
dias antes ou 49 horas após o parto
Prematuros menores de 28 semanas
• Vacina
até
72 horas
após contato se paciente
imunocompetente
• Prevenção: vacina antivaricela (vírus vivo atenuado)

Doenças Exantemáticas

13. Síndrome Gianotti-Crosti
13. Síndrome Gianotti-Crosti
Doenças Exantemáticas 13. Síndrome Gianotti-Crosti

Doenças Exantemáticas

14. Reações Medicamentosas
14. Reações Medicamentosas
Febre baixa, exantema com prurido, edema palpebral e de lábios
Febre baixa, exantema com prurido, edema
palpebral e de lábios

Doenças Exantemáticas

15. Eritema Multiforme
15. Eritema Multiforme
Febre baixa, exantema mais evidente em membros, algumas lesões com aspecto umbilicado
Febre baixa, exantema mais evidente em membros,
algumas lesões com aspecto umbilicado

Doenças Exantemáticas

Eritema Multiforme Steevens-Johnson
Eritema Multiforme
Steevens-Johnson

Doenças Exantemáticas

Bibliografia Consultada • Guia de Vigilância Epidemiológica – FUNASA • Dermatologia Sampaio – Rivitti (Artes Médicas)
Bibliografia Consultada
• Guia de Vigilância Epidemiológica – FUNASA
• Dermatologia Sampaio – Rivitti (Artes Médicas)
Atlas Colorido de Diagnóstico Clínico em Pediatria –
Zitelli-Davis
• Atlas Colorido de Dermatologia – Korting
• Doenças Exantemáticas em Pediatria – Carlos Eduardo
Schettino
• Enfermidades Infecciosas Pediátricas – Hart-Broadhead
• Jornal do CREMESP Dez. 2004
• Pediatria Básica
• Pediatria de Consultório
• Infectologia Pediátrica