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CURSO DE INTERPRETAÇÃO DA NORMA

NACIONAL DE QUALIDADE

NBR ISO/IEC 17025:2005

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
REQUISITOS

TÉCNICOS

Ministério da Saúde
ANVISA/GGLAS

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

PESSOAL
Requisito 5.2

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
PESSOAL
5.2.1 A gerência deve assegurar a competência de todos
que operam equipamentos, realizam análises e assinam
relatórios de resultados. Usando pessoal em treinamento
necessita de supervisão. O pessoal deve ser qualificado
com base em formação, treinamento, experiência
apropriados e/ou habilidades.

5.2.2. A gerência do laboratório deve estabelecer metas


quanto à formação, treinamento e habilidades de sua
equipe, dispondo de procedimento que detalhe critérios
para identificação de necessidades de treinamento e para
elaboração de planejamento de sua execução.

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PESSOAL
5.2.3. Toda a equipe que atua no laboratório precisa seguir
as orientações do Sistema da Qualidade e serem
supervisionados quanto ao seu desempenho.

5.2.4 Dispor de descrição de atribuições de todos os


cargos.

5.2.5 Definir os profissionais que têm habilitação para


executar as principais atividades laboratoriais mediante
designação da gerência. Manter registros das
competências, qualificações profissional e educacional,
treinamentos realizados pelos colaboradores próprios ou
contratados como prestadores de serviços.
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PESSOAL

Os registros das designações de competência para os


profissionais deve contemplar:

• As responsabilidades com respeito à realização dos ensaios...;


• As responsabilidades com respeito ao planejamento dos
ensaios... e com a avaliação dos resultados;
• As responsabilidades com respeito à modificação de métodos e
quanto ao desenvolvimento e validação de novos métodos;
• As responsabilidades pelo relato de opiniões e interpretações;
• Especialização e experiência requeridas;
• Qualificações e Programas de Treinamentos;
• Tarefas gerenciais.

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FORMAÇÃO TREINAMENTO

QUALIFICAÇÃO

EXPERIÊNCIA HABILIDADES

Agência Nacional
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www.anvisa.gov.br
PESSOAL

UM PROCESSO DE QUATRO FASES

Definir as necessidades de treinamento

Planejar o treinamento

Realizar o treinamento

Avaliar os resultados do treinamento

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Levantamento de Necessidades
DATA :
LEVANTAMENTO DA NECESSIDADE DE TREINAMENTO REVISÃO :
PÁGINA :
ÁREA ANO
SETOR TREINAMENTO COLABORADORES

Responsável: Data: / /

Agência Nacional
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Planejamento de treinamento
DATA :
PLANO ANUAL DE TREINAMENTO REVISÃO :
PÁGINA :

ÁREA:

SETOR/CARGO
TREINAMENTO PERÍODO Quantidade
Descrição
(participantes)

ELABORADO: APROVADO:

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Execução de treinamento
ASPECTOS PRÁTICOS
1. Prever instrumento formal para solicitação de
treinamento extra planejamento anual;
2. Prever instrumento formal para convocação de
colaboradores para treinamentos planejados;
3. Elaborar padrão de lista de presença;
4. Ter formulários para avaliação da qualidade do
treinamento;
5. Ter mecanismos para aferir e atestar a absorção dos
conhecimentos abordados no treinamento;
6. Ter mecanismos de registro dos treinamentos em ficha
funcional dos colabores;

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Execução de treinamento
ASPECTOS PRÁTICOS
• Ter procedimento que institua critérios para repassar
conhecimentos adquiridos em treinamentos externos;
• Elaborar as normas para planejamento e execução de
treinamentos.

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Pessoal Próprio ou
contratado
...DEVE:

AUTORIZAR pessoas específicas para realizar


tipos particulares de S E R V I Ç O S.

Experiências
Autorizações Competência Qualificações Treinamento Habilidades
relevantes

Prontamente disponível
e c/ data na qual a autorização Manter registros
ou competência foi confirmada

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

ACOMODAÇÕES E
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Requisito 5.3

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ACOMODAÇÕES E
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
5.3.1 As instalações devem ser tais que facilitem
desempenho dos ensaios, quanto a: fontes de energia,
iluminação, condições ambientais.

O ambiente não deve invalidar os resultados ou


afetar adversamente a qualidade de qualquer medição.

Deve ser tomado cuidado especial, em locais diferentes


da instalação permanente.
Documentar os requisitos técnicos.

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ACOMODAÇÕES E
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
NIT DICLA 083

O laboratório deve ter:


• dimensões,
• construção,
• localização

adequadas para atender às necessidades da


realização dos exames e minimizar as
interferências que comprometam a qualidade
dos resultados dos exames.

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ACOMODAÇÕES E
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Monitorar, controlar e registrar as condições
ambientais:

• como requerido pelas especificações


relevantes,
• quando influenciam na qualidade dos
resultados: esterilidade biológica, poeira,
distúrbios eletromagnéticos, radiação,
umidade, alimentação elétrica, temperatura,
níveis sonoros e de vibração.
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ACOMODAÇÕES E
CONDIÇÕES AMBIENTAIS

• Deve haver separação efetiva entre áreas


vizinhas nas quais são realizadas atividades
incompatíveis.

• Devem ser tomadas medidas para prevenir


a contaminação cruzada.

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

MÉTODOS DE ENSAIO E
CALIBRAÇÃO E VALIDAÇÃO DE
MÉTODOS
Requisito 5.4

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.1 Usar métodos e procedimentos apropriados para


todos ensaios, incluindo amostragem, manuseio,
transporte, armazenamento, preparação de amostras e
itens a serem ensaiados, definição de estimativa de
incerteza e técnicas estatísticas para análise dos
resultados dos ensaios.
Deve-se ter instruções para o uso e a operação de
todos os equipamentos relevantes,
Todas as instruções, normas, manuais devem ser
mantidos atualizados e disponíveis para o pessoal do
laboratório.

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.2 Seleção de métodos:

• métodos apropriados e que atendam as necessidades


dos clientes;
• preferencialmente, utilizar métodos publicados como
normas nacionais, regionais e internacionais;
• Certeza de estar utilizando a última edição da norma
editada em relação ao método;
• Utilizar métodos desenvolvidos pelo laboratório, se
forem apropriados ao uso e se estiverem validados.

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.3 Métodos desenvolvidos pelo laboratório:

• Pressupõe uma atividade planejada e designado


profissional qualificados e utilizando recursos
adequados;
• Planos do desenvolvimento do método com registros
atualizados e divulgados efetivamente com os
profissionais envolvidos em sua evolução.

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.4 Métodos não normalizados:

• Sempre acordar previamente com o cliente;


• Claramente definidas as especificações do clientes e
seus propósitos com a realização do ensaio;
• Método devidamente validado antes de ser utilizado.

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.5 Validação de métodos:

Validação é a confirmação por exame e


fornecimento de evidência objetiva de que os
requisitos específicos para um determinado uso
pretendido são atendidos.

Utilizar alguns critérios para validação:


- calibração com uso de padrões de referência ou materiais de
referência;
- comparação de resultados obtidos com outros métodos;
- comparações interlaboratoriais;
- avaliação sistemática dos fatores que influenciam;
- avaliação da incerteza dos resultados.

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

Confirmação por exame e fornecimento de


evidência objetiva de que os requisitos
específicos são atendidos.
O objetivo é confirmar que os métodos são
apropriados para o uso pretendido.

Método Não Normalizado


Método Desenvolvido pelo laboratório
Método Normalizado usado em outro escopo
Ampliações e Modificações de Método
Normalizado

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.6 Estimativa de incerteza de medição:

• Um laboratório que realiza suas calibrações deve utilizar


procedimento para estimar a incerteza da medição;
• Utilizar procedimento para cálculo de incerteza de medição;
• O grau de rigor da estimativa da incerteza depende de:
- requisitos do método de ensaio;
- requisitos do cliente;
- existência de limites estreitos.

5.4.7 Controle de dados:


• Cálculos e transferência de dados devem ser submetidas a
verificações sistemáticas;

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MÉTODOS DE ENSAIO E VALIDAÇÃO DE MÉTODOS

5.4.7 Controle de dados:

• Utilizando computadores ou equipamentos automatizados:


- software documentado e adequado ao uso;
- existem procedimentos implementados para proteção dos
dados;
- equipamentos e computadores com manutenção preventiva
em dia e em perfeitas condições de uso.

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

EQUIPAMENTOS
Requisito 5.5

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
EQUIPAMENTOS

5.5.1 O Laboratório deve ser aparelhado com todos os


equipamentos para correta prestação do serviço,
incluindo, entre outras, as seguintes atividades:
• amostragem,
• medição, ensaio ou exame,
• preparação de amostras
•processamento e análise de dados

Para equipamentos externos fora do seu controle


permanente, garantir que os requisitos das Normas da
qualidade são atendidos.

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de Vigilância Sanitária
EQUIPAMENTOS

5.5.2 Os equipamentos (incluindo os softwares)


devem ter configuração apropriada para alcançar a
exatidão requerida e atender as especificações
pertinentes aos ensaios e exames executados.

Estabelecer e implementar programa de


calibração para grandezas e valores-chave, quando
estes tiverem efeito significativo sobre os
resultados.
Calibrar/verificar equipamentos antes do
uso(inclusive de amostragem)

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
EQUIPAMENTOS

5.5.3 Operar equipamentos somente com pessoas


autorizadas por obterem treinamento, devendo
haver instruções atualizadas sobre o uso e
manutenção do equipamentos disponíveis para os
usuários.

5.5.4 Identificar o item do equipamento que seja


significativo para o resultado do ensaio.

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EQUIPAMENTOS

5.5.4 Manter registros de cada item do equipamento e


do seu software. incluindo, no mínimo:
• nome do item do equipamento e do software;
• nome do fabricante, identificação do modelo,
número de série ou outra identificação;
• verificações de que o equipamento atende às
especificações;
• localização atual, quando apropriado;

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EQUIPAMENTOS

• instruções do fabricante, se disponíveis;

• datas, resultados e cópias dos certificados de


calibrações, ajustes, critério de aceitação e a data
da próxima calibração;
• plano de manutenção e manutenções realizadas;

• dano, mau funcionamento, modificação ou reparo


do equipamento;

Agência Nacional
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EQUIPAMENTOS

5.5.6 O laboratório deve ter procedimentos para


manuseio, transporte, armazenamento, uso,
manutenção planejada e verificações intermediárias
dos equipamentos, de forma a assegurar seu
funcionamento e prevenir contaminação e
deterioração.

5.5.7 Retirar equipamentos que não estejam em


condições de uso, identificando-o para não ser
utilizado no processo.

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EQUIPAMENTOS

Considera-se equipamento não-conforme


nas seguintes condições:

• submetido a sobrecarga
• manuseado incorretamente
• resultados suspeitos
• com defeito
• fora dos limites especificados

Agência Nacional
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EQUIPAMENTOS
5.5.8 Os equipamentos calibrados devem ser
identificados com código ou outra modalidade,
visando registrar a situação atual, data da última
calibração e sua validade.

5.5.9 Os equipamentos utilizados fora das instalações


normais, precisa-se garantir que suas condições
permaneceram dentro da conformidade para
operação.
5.5.12 Proteger equipamentos devidamente
calibrados de uso indevido que comprometa os
resultados.
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EQUIPAMENTOS
ASPECTOS PRÁTICOS
1. Elaborar relação de equipamentos críticos;
2. Elaborar ficha histórico dos equipamentos com todos os
registros desde a sua recepção e verificação;
3. Dispor de plano de manutenção preventiva;
4. Dispor de plano de calibração;
5. Dispor de instruções de operação ou POP’s de
equipamentos;
6. Manter equipe especializada ou contratos de prestação de
serviços de manutenção e calibração qualificados;
7. Dispor de registros de avaliação de desempenho destes
prestadores de serviços.

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

RASTREABILIDADE DA
MEDIÇÃO
Requisito 5.6

Agência Nacional
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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO
• Todo equipamento, incluindo aqueles para medições
auxiliares, deve ser calibrado antes de colocado em uso
• Estabelecer programa e procedimento para calibração dos
equipamentos
• Garantir a rastreabilidade às unidades de medida do SI
• Calibrações em laboratórios que possam demonstrar
competência:
•laboratórios integrantes do LNM/INMETRO
•laboratórios da RBC/INMETRO
•laboratórios integrantes de Institutos Nacionais de
Metrologia de outros países
•laboratórios credenciados por organismos credenciadores
de outros países, quando houver reconhecimento mútuo
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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

Definição VIM 2000:

“Propriedade do resultado de uma medição ou do


valor de um padrão estar relacionado a referências
estabelecidas, geralmente a padrões nacionais ou
internacionais, através de uma cadeia contínua de
comparações, todas tendo incertezas estabelecidas.”

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PADRÃO INTERNACIONAL
1 Kg

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO
kg kg kg
NACIONAL REGIONAL LOCAL
A

kg
BIPM
Paris
kg kg kg B
NACIONAL REGIONAL LOCAL

MASSAS DOS 2 OBJETOS A E B =


COMPARÁVEIS ENTRE SI
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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

TERMINOLOGIA
✘ Aferição
✘ Ajuste
✘ Calibração
✘ Incerteza de medição

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO
CALIBRAÇÃO
Definição:
“Conjunto de operações que estabelece,
sob condições especificadas, a
relação entre os valores indicados
por um instrumento de medição...
E os valores correspondentes
das grandezas estabelecidos por
padrões.” VIM 2000
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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

AJUSTE

É O AJUSTE DE UM
INSTRUMENTO PARA A LEITURA
DO VALOR REAL CONTRA UM
PADRÃO.

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

INTERVALO ENTRE CALIBRAÇÕES

Instrumento deve ser Para definir o intervalo entre


calibrado sempre: calibrações deve-se:

•após aquisição, antes 1. Estipular um intervalo inicial


do uso
2. Executar 4 calibrações com
•Após uma manutenção este intervalo
3. Avaliar os resultados

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

PERIODICIDADE DE CALIBRAÇÃO

♠ FREQUÊNCIA DE USO
♠ SEVERIDADE DAS CONDIÇÕES DE USO
♠ FRAGILIDADE E HISTÓRICO DO EQUIPAMENTO
♠ PROGRAMAÇÃO DA CALIBRAÇÃO
♠ DATA DE VALIDADE DA CALIBRAÇÃO
♠ FAIXA DE MEDIÇÃO E INCERTEZA

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

MODELOS

Consulte o Certificado de Calibração antes


cada uso

CALIBRADO CALIBRADO
Por __________________ CALIBRADO
Certificado nº ____________
Data ____/____/____ Certificado nº _____________
Por ____________________
Certificado nº ___________ Data____/____/____
Data____/____/____
Próx. Calibr ____/____/____
Nº Equipamento___________ Próx. Calibr. ___/___/___
Próx. Calibr. ____/____/____

Não Utilize NÃO REQUER


== com defeito == CALIBRAÇÃO

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO
MATERIAIS DE REFERÊNCIA

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

MATERIAIS DE REFERÊNCIA

Material ou substância que tem um ou mais valores


/propriedades que são suficientemente homogêneos e
bem estabelecidos para ser usado na calibração de
um aparelho, na avaliação de um método ou na
atribuição de valores a materiais.

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

MATERIAIS DE REFERÊNCIA

Material de referência acompanhado por um


certificado, com um ou mais valores de propriedades
certificados por um procedimento que estabelece
sua rastreabilidade à obtenção exata da unidade na
qual os valores de propriedade são expressos e cada
valor certificado é acompanhado por uma incerteza
para um nível de segurança estabelecido.

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RASTREABILIDADE DA MEDIÇÃO

RASTREABILIDADE
 INDISPENSÁVEL PARA OBTER UM
RESULTADO CONFIÁVEL.
 ALCANÇADA QUANDO OS RESULTADOS
SÃO ACOMPANHADOS DE UMA
DEMONSTRAÇÃO CLARA DE TODAS AS
INCERTEZAS ENVOLVIDAS E BASEADOS
NA RASTREABILIDADE DE TODAS AS
REFERÊNCIAS ENVOLVIDAS (QUÍMICAS E
FÍSICAS)

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

Amostragem
Requisito 5.7

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AMOSTRAGEM
Conceito
É um procedimento definido, pelo qual uma parte de uma
substância , material ou produto é retirada para produzir uma
amostra representativa do todo. Em alguns casos, a amostra
pode não ser representativa, mas determinada pela
disponibilidade.

5.7.1 O Laboratório deve ter um plano e um


procedimento de amostragem que devem estar
disponíveis no local onde atividade é realizada, ser
baseados em métodos estatísticos apropriados,
abranger os fatores a serem controlados, de forma a
assegurar a validade dos resultados.

Agência Nacional
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AMOSTRAGEM
5.7.2 Quando o cliente solicitar desvios, adições ou exclusões
do procedimento de amostragem documentado, estes devem:

• estar incluídas em todos os documentos,


• ser registrados em detalhes,
• ser comunicadas ao pessoal apropriado.

5.7.3 O Laboratório deve ter procedimentos para registrar os


dados e as operações relevantes da amostragem. Tais
registros devem incluir:
• procedimento de amostragem usado,
• identificação do amostrador,
• as condições ambientais(se pertinente),
• diagramas/meios para identificar o local da amostragem, se
necessário,
• as estatísticas em que se basearam os procedimentos de
amostragem, se apropriado.
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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

Manuseio de itens de
Ensaio e Calibração
Requisito 5.8

Agência Nacional
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ITENS DE ENSAIO
5.8.1 O laboratório deve ter procedimentos para:

• Coleta
• Transporte
• Recebimento
• Manuseio
• Proteção
• Armazenamento
• Retenção e/ou remoção de itens, incluindo providências de proteção
da integridade do item e providencias de proteção dos interesses do
laboratório e do cliente.

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ITENS DE ENSAIO

5.8.2 O laboratório deve ter um sistema de


identificação de itens de ensaio durante o período
em que o mesmo permanecer no local e possa:

• garantir que os itens não sejam confundidos fisicamente


nem quando citados em registros ou outros documentos.
• possibilitar subdivisão de grupos e transferência de itens
dentro e para fora do laboratório.

5.8.3 No ato do recebimento, registrar as


anormalidades e desvios das condições
especificadas para os itens de ensaio, consultando
o cliente sempre que necessário.

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ITENS DE ENSAIO

5.8.4 Ter procedimentos e instalações adequadas


para evitar deterioração, perda ou dado no item
de ensaio durante o armazenamento, manuseio e
preparação.

 Seguir as instruções para manuseio fornecidas com o item.

 Ter Controle e Registro das Condições ambientais, quando os itens


tiverem que ser acondicionados em condições especificadas.

 Quando necessário manter um item ou parte dele, o laboratório


deve ter meios de armazenamento e segurança que protejam a
sua condição e integridade .

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ITENS DE ENSAIO

 Quando os itens de ensaio retornam ao serviço depois do ensaio,


é necessário cuidado especial para assegurar que não sejam
avariados ou danificados durante o processo de manuseio, ensaio
ou armazenamento/espera.

• Fornecer aos responsáveis pela retirada e transporte de amostras


- procedimento de amostragem, informações sobre
armazenamento e transporte, incluindo informações dos fatores
de amostragem que influenciam o resultado.

• Razões para manter um item de ensaio seguro podem ser razões


de registro, segurança ou valor, ou para possibilitar ensaios
complementares

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

Garantia da Qualidade
de resultados de ensaio
e calibração
Requisito 5.9

Agência Nacional
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GARANTIA DA QUALIDADE

O laboratório deve ter procedimentos de


controle da qualidade para monitorar a
validade dos ensaios. Os dados devem ser
registrados de forma que as tendências sejam
detectáveis e, quando praticável, devem ser
aplicadas técnicas estatísticas para a análise
crítica dos resultados.

Esta monitorização deve


analisada criticamente
ser 
planejada e

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GARANTIA DA QUALIDADE
Critérios para monitorar a validade de
resultados:
 Controles internos / Material de Referência
 Ensaio de Proficiência / Comparação
Interlaboratorial
 Realização de Ensaio em Replicata


 Repetição de Ensaio / Amostra Cega
 Comparação Intralaboratorial
 Correlação de Resultados de um mesmo item

Agência Nacional
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GARANTIA DA QUALIDADE

Principais Funções dos Controles

Controle Interno  Repetitividade


Intralaboratorial  Reprodutibilidade
Ensaio de Proficiência  Exatidão
Interlaboratorial  Exatidão

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SISTEMA DA QUALIDADE
NBR ISO/IEC 17025

Apresentação de
Resultados
Requisito 5.10

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
Apresentação de Resultados
 Exatidão
 Clareza
 Objetividade
 Sem Ambigüidade
 De acordo com instruções específicas
 Todas as informações solicitadas pelo cliente e necessárias à
interpretação e requerida pelo método
 Apresentação simplificada quando acordado.

Agência Nacional
de Vigilância Sanitária
APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Apresentação de Resultados

Nos casos de ensaios realizados para clientes


internos ou no caso de acordo escrito com o
cliente, os resultados podem ser relatados de
forma simplificada.

As informações que não forem relatadas devem


estar prontamente disponíveis no laboratório
que realizou os ensaios.

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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
Dados do relatório/certificado
Título: Certificado de Calibração ou Relatório de Ensaio

Dados do laboratório: nome e endereço, e o local onde


os ensaios foram realizados, se diferentes do endereço
do laboratório.

Identificação unívoca do relatório de ensaio(ex:no. de


série), com identificação que assegure que a página
seja reconhecida como uma parte do relatório de
ensaio, e uma clara identificação do final do relatório.

Agência Nacional
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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
Dados do relatório/certificado

 Nome e endereço do cliente.


 Método de ensaio utilizado.
Descrição, condição e identificação unívoca do item
ensaiado
 Data do recebimento do item(se for crítico para a
validade e aplicação dos resultados)
 Data da realização
 Referência ao plano e procedimentos de
amostragem, quando isso for crítico para a validade
e aplicação dos resultados
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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Dados do relatório/certificado
 Resultados com unidade de medida do resultado

 Nome, função e assinatura da pessoa autorizada pela


emissão

 Paginação(no. da página/total de páginas)

 “Os resultados se referem apenas ao item ensaiado.”

 É recomendado que o laboratório inclua uma declaração de


que o relatório só deve ser reproduzido completo.
Reprodução de partes requer aprovação escrita.

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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS
Relatório de Ensaio
Requisitos adicionais:

 Desvios, adições e exclusões do método .


 Informações sobre condições de ensaio (ex: condições
ambientais)
 Declaração de conformidade/não conformidade aos
requisitos
 Incerteza estimada (quando relevante para a validade e
aplicação dos resultados, quando requerida na instrução do
cliente ou quando afeta a conformidade a um limite de
especificação.

Agência Nacional
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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Dados de Amostragem do Relatório de Ensaio

 Data da amostragem
 Identificação da substancia,material ou produto amostrado
 Local da amostragem(diagramas,etc)
 Referência ao plano e procedimentos de amostragem
 Detalhes das condições ambientais durante a amostragem
que possam afetar a interpretação dos resultados
 Norma ou especificação, desvios, adições e exclusões.

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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Resultados de Ensaios de Subcontratados


Quando o relatório de ensaio tiver resultados de
ensaio de subcontratados, estes resultados devem
estar claramente identificados..

O subcontratado deve relatar os resultados por


escrito ou eletronicamente.

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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Emendas aos Relatórios de Ensaios

 As emendas a um relatório de ensaio após emissão devem


ser feitas sob a forma de um novo documento, ou
transferência de dados que inclua:
-”Suplemento do Relatório de Ensaio, no. de série ou forma de
redação equivalente.
 Tais emendas devem atende aos requisitos da Norma
 Quando necessário emitir um novo relatório de ensaio
completo, deve ser univocamente identificado e conter
referência ao original que está sendo substituído.

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APRESENTAÇÃO DE RESULTADOS

Transmissão eletrônica

 Telefone, Fax, Telefax ou Meio eletrônico.
 Atende aos mesmos requisitos.

Lay-out de relatório
Projetado de forma a atender a cada tipo de ensaio
e minimizar a possibilidade de equívocos ou uso
incorreto.

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