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DIREITO

ADMINISTRATIVO
Conteúdo Programático
TRF 5º Região – 2008
Analista – Áreas de
Especialidades
Princípios Informativos do Direito
Administrativo

Constitucionais

LEGALIDADE
MORALIDADE
IMPESSOALIDADE
PUBLICIDADE
EFICIÊNCIA
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
Outros Princípios
FINALIDADE
CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO
AUTOTUTELA
RAZOABILIDADE
PROPORCIONALIDADE
SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO
SOBRE O PRIVADO
MOTIVAÇÃO
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
LEGALIDADE
Na Administração Pública não há liberdade
nem vontade pessoal. Enquanto na
administração particular é lícito
fazer tudo que a lei não proíbe, na
Administração Pública só é permitido
fazer tudo o que a lei autorize. A lei
para o particular significa “pode fazer
assim”; para o administrador público
significa “deve fazer assim”.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
MORALIDADE
A Moralidade administrativa
constitui, hoje em dia, pressuposto
de validade de todo ato da
Administração Pública (CF, Art.37,
caput).
Não se trata da moral comum, mas
sim, de uma moral jurídica entendida
como o “conjunto de regras tiradas
da disciplina interior da
Administração”.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
IMPESSOALIDADE ou FINALIDADE

O princípio da impessoalidade,
referido na CF/88, nada mais é que o
clássico princípio da finalidade, o
qual impõe ao administrador público
que só pratique o ato para o seu fim
legal. E o fim legal é unicamente
aquele que a norma de Direito indica
expressa ou virtualmente como
objetivo do ato, de forma impessoal.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo

Esse princípio também deve ser


entendido para excluir a promoção
pessoal de autoridades ou servidores
públicos sobre suas realizações
administrativas (CF, art.37, § 1º).
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
PUBLICIDADE
Publicidade é a divulgação oficial dos
atos para conhecimento público e
início dos seus efeitos externos. Daí
por que as leis, atos e contratos
administrativos que produzem
conseqüências jurídicas fora dos
órgãos que os emitem exigem
publicidade para adquirirem validade
universal, isto é, perante as partes e
terceiros.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
EFICIÊNCIA

Esse princípio exige que a atividade


administrativa seja exercida com
presteza, perfeição e rendimento
funcional.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
Outros Princípios

FINALIDADE
O conceito de Finalidade Pública é
especificamente previsto na Lei que
atribuiu competência para a prática
do ato ao Administrador.
O conceito de Finalidade Pública não é
genérico e sim específico.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo

A Lei, ao atribuir competência ao


Administrador, tem uma finalidade
pública específica.
O administrador, praticando o ato fora
dos fins expressa ou implicitamente
contidos na norma, pratica DESVIO
DE FINALIDADE.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO

O serviço público destina-se a atender


necessidades sociais. É com
fundamento nesse princípio que nos
contratos administrativos não se
permite seja invocada pelo particular
a exceção do contrato não cumprido
(Exceptio Non Adimpteti Contractus).
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
AUTOTUTELA

A Administração tem o dever de zelar


pela legalidade e eficiência dos seus
próprios atos.
É por isso que se reconhece à
Administração o poder-dever de
declarar a nulidade dos seus
próprios atos praticados com
infração à Lei.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
Em conseqüência desse Princípio da
Autotutela, a Administração:
Não precisa ser provocada para
reconhecer a nulidade dos seus
próprios atos;

Não precisa recorrer ao Judiciário para


reconhecer a nulidade dos seus
próprios atos.
SUM.STF – 473 : “A Administração tem o poder de
reconhecer a nulidade dos seus próprios atos”.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
RAZOABILIDADE E
PROPORCIONALIDADE

Implícito na CF/88, esse princípio


ganha dia a dia força e relevância no
estudo do Direito Administrativo e
no exame da atividade
administrativa.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo

Sem dúvida alguma, ele pode ser


chamado de princípio da proibição
de excesso, que, em última análise,
objetiva aferir a compatibilidade
entre os meios e os fins, de modo a
evitar restrições desnecessárias ou
abusivas por parte da Administração
Pública, com lesão aos direitos
fundamentais.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo

Como se percebe, parece-nos que a


razoabilidade envolve a
proporcionalidade. E vice-versa.

Registre-se, ainda, que a


razoabilidade não pode ser lançada
como instrumento de substituição da
vontade da lei pela vontade do
julgador ou intérprete.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO
SOBRE O PRIVADO
O princípio do interesse público está
intimamente ligado ao da finalidade.
A primazia do interesse público sobre o
privado é inerente à atuação estatal e
domina-a, na medida em que a existência
do Estado Justifica-se pela busca do
interesse geral.
Em razão dessa inerência, deve ser
observado, mesmo quando as atividades
ou serviços sejam delegadas aos
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
MOTIVAÇÃO

É um princípio que está visceralmente


inserido em nosso regime político,
após a promulgação da Constituição
Federal de 1988.
Sendo assim, uma exigência do Direito
Público e da legalidade
governamental.
Princípios Informativos do Direito
Administrativo
Pela motivação o administrador
público justifica a sua ação
administrativa, indicando os fatos
(pressupostos de fato) que
ensejaram o ato e os preceitos
jurídicos (pressupostos de direito)
que autorizam a sua prática.

Evidente que, em certos atos oriundos do chamado


Poder Discricionário a justificação será
dispensável, bastando apenas evidenciar a
competência para o exercício desse poder e a
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ADMINISTRAÇÃO DIRETA
No âmbito federal: é o conjunto de órgãos
integrados na estrutura administrativa da
Presidência da República e dos
Ministérios.
No âmbito estadual: é o conjunto de
órgãos integrados na estrutura
administrativa do Governo do Estado e
das Secretarias Estaduais.
No âmbito municipal: é o conjunto de
órgãos integrados na estrutura
administrativa do Governo Municipal e das
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ADMINISTRAÇÃO INDIRETA
Do ponto de vista da Constituição
Federal de 1988, abrange:

Autarquias
Empresas Públicas
Sociedades de Economia Mista
Fundações Públicas
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AUTARQUIA
Pessoa jurídica de direito público. É criada
por Lei – a pessoa jurídica surge da
própria Lei, sem necessidade de registro.
Não pode ser criada por decreto – ato
administrativo, mas apenas por lei no
sentido formal e material – lei do Poder
Legislativo.
As autarquias são criadas para
desempenharem atividades típicas da
administração pública e não atividades
econômicas.
O nosso direito positivo limitou o seu
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As autarquias gozam das prerrogativas da
Fazenda Pública:
 
a) Podem constituir seus próprios títulos
executivos. Através de processo administrativo,
garantindo o direito de defesa, inscrevem os
créditos na Dívida Ativa. O título executivo é
constituído unilateralmente.
b) Gozam da prerrogativa da impenhorabilidade de
seus bens. O processo de execução contra a
autarquia é o mesmo previsto contra a Fazenda
Pública – não se faz citação para pagar, faz-se
para Embargos. O pagamento é realizado através
de precatório.
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c) Imprescritibilidade – impossibilidade
de perda da propriedade dos bens em
razão de usucapião.

d) Privilégios Processuais da Fazenda


Pública: Prazos quádruplos para contestar
e duplo para recorrer, duplo grau de
jurisdição obrigatório.

e) Os procuradores das autarquias,


investidos nos respectivos cargos, não
precisam de instrumento de mandato
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Extinção da Autarquia:
A extinção da autarquia depende de lei,
da mesma forma que a sua criação.
Exemplos de autarquias: INSS, DNER,
IBAMA.
Os Conselhos profissionais, no Brasil, são
considerados autarquias.
Houve lei que determinou sua
transformação em pessoas de direito
privado (Lei 9649/98-art58).
O STF, no entanto, considerou
inconstitucional tal norma, tendo em
vista a impossibilidade de delegação do
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Agências Reguladoras e Executivas

A Reforma Administrativa previu a


criação de autarquias especiais que
vão exercer o papel de poder
concedente relativamente aos
serviços públicos transferidos para
particulares através do contrato de
concessão de serviços públicos, bem
como o poder de polícia ou
regularem monopólios estatais.
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Já foram criadas algumas Agências
Reguladoras, como, por exemplo, a
ANATEL, a ANEEL, a ANVISA.
A ANATEL e a ANP tiveram a sua
criação prevista em normas
constitucionais.
As agências reguladoras se
caracterizam pela independência em
relação à Administração
centralizada, vez que os seus
dirigentes têm mandatos e não
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As Agências Executivas também são
autarquias ou fundações públicas
que vão desempenhar atividades de
execução na administração pública,
desfrutando de autonomia
decorrente de contrato de gestão.
É necessário um decreto do
Presidente da República,
reconhecendo a autarquia como
Agência Executiva. Ex.: INMETRO.
Podem ser qualificadas como
agências executivas, no plano
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EMPRESAS PÚBLICAS
Características:
 
       Têm personalidade jurídica de direito
privado;
 Formadas com capital
exclusivamente público;
 Possibilidade de penhora dos bens;
Inexistência das prerrogativas da Fazenda
Pública.
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As empresas públicas têm criação
autorizada por lei. A autarquia
adquire a personalidade jurídica
diretamente da lei que a criou,
inexistindo necessidade de registro.
As empresas públicas necessitam,
para adquirir a personalidade
jurídica, na forma do direito privado,
de registro dos seus atos
constitutivos perante o órgão
competente.
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Outra diferença das empresas
públicas em relação às autarquias é
que estas têm personalidade jurídica
de direito público, enquanto aquelas
são pessoas jurídicas de direito
privado.
Direito
Autarquias
Público

Empresas Direito
Públicas Privado
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Os contratos que celebram as
empresas públicas podem ser de
direito administrativo, se forem
prestadoras de serviços públicos, no
entanto, se explorarem atividades
econômicas, os contratos que
celebrarem estarão regidos pelo
direito privado e, nesse caso, elas
não poderão gozar de nenhum
privilégio (próprio dos contatos de
direito público), devendo concorrer
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Em qualquer caso, mesmo as que
prestam serviços públicos, terão em
seus quadros servidores regidos pela
CLT, submetidos ao regime
trabalhista.

Pode a empresa pública revestir-se de


qualquer das formas societárias
admitidas em direito: S/A, Sociedade
Por Cotas, Forma Societária
Específica.
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Forma Societária Específica:

Criada exclusivamente para ela, o que


é admissível em relação às empresas
públicas federais, uma vez que
compete à União legislar em matéria
comercial, podendo, portanto, criar
uma empresa pública com uma
peculiar forma societária. Ex.: Caixa
Econômica Federal.
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Em conseqüência da personalidade jurídica
de direito privado, não gozam das
prerrogativas da Administração Pública.
Os seus bens podem ser penhorados para
a satisfação das suas dívidas.

É possível também adquirir-se, por


usucapião, os bens da empresa pública.
Em relação à penhora dos bens, vale
ressaltar que existe um Decreto-Lei que
estabelece a impenhorabilidade dos bens
dos Correios, que é uma empresa pública.
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SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA
Características:
 
Necessidade de lei autorizando sua criação;
Conjugação de capitais públicos e privados;
Forma societária: sempre Sociedade
Anônima;
Personalidade jurídica de direito privado;
Ausência das prerrogativas do poder
público;
Possibilidade de penhora dos bens.
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Aspectos comuns às Sociedades de
Economia Mista e às Empresas
Públicas:
 
A necessidade de lei autorizando a sua
criação;
Personalidade jurídica de direito privado;
Ausência das prerrogativas do Poder
Público;
Possibilidade de penhora dos bens;
Regime celetista para o pessoal;
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A principal diferença entre sociedades


de economia mista e as empresas
públicas está na formação do capital
social que, no caso das sociedades
de economia mista, é subscrito por
entidades vinculadas à
administração pública e por
particulares, devendo, no entanto,
haver o controle acionário pela
entidade vinculada à administração
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Uma outra distinção básica é a forma
societária que, no caso da sociedade
de economia mista, só pode ser a
sociedade anônima.
Capital Misto (Aberto)
Forma Societária: Sociedade Anônima

Sociedade de Economia Mista


Empresa Pública

Capital Único (Fechado)


Forma Societária: Qualquer uma admitida em Lei
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FUNDAÇÕES PÚBLICAS
 
Sabe-se que fundação é um conceito
desenvolvido pelo direito privado,
correspondendo à personificação de
um patrimônio afetado a uma
finalidade.
O poder público passou a utilizar essa
figura jurídica surgindo as
denominadas fundações públicas.
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A Emenda Constitucional 19/98 deu


nova redação ao artigo 37, XIX, da
Constituição federal estabelecendo
que a criação de fundação deverá ser
autorizada por lei específica.
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Maria Sylvia DI Pietro e os atualizadores da
obra de Hely Lopes Meirelles manifestam
o entendimento de que as fundações com
personalidade de direito público
continuarão sendo criadas diretamente
pela lei, enquanto as fundações com
personalidade de direito privado terão a
sua criação autorizada por lei.
Também, nos termos da nova redação do
referido inciso, foi prevista a edição de
uma lei complementar para definir as
áreas de atuação das fundações criadas
pelo poder público.
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ENTIDADES DO TERCEIRO SETOR
 
Existem entidades privadas sem objetivos
lucrativos que prestam serviços de
interesse coletivo.
Tais entidades podem atuar em colaboração
com o Estado, embora não sejam
integrantes da Administração Pública.
Merecem destaque dois tipos de entidades:
as organizações sociais e as organizações
da sociedade civil de interesse público ou
coletivo.
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ORGANIZACÕES SOCIAIS (OS)

São entidades de Direito Privado,


disciplinadas pela Lei n° 9.637 de 15
de maio de 1998, no plano federal,
sem finalidade lucrativa e destinadas
a atuarem em atividades de ensino,
pesquisa científica, desenvolvimento
tecnológico, proteção e preservação
do meio ambiente, cultura e saúde.
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Tais entidades são assim qualificadas
pelo Poder Executivo e celebram
contrato de gestão pelo qual
poderão receber recursos
orçamentários, bens públicos e
cessão de servidores públicos.

Não integram a chamada


Administração Indireta, podendo ser
classificadas como entes de
cooperação.
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ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL
DE INTERESSE PÚBLICO (OSCIP)
 
Trata-se de qualificação jurídica que
pode ser atribuída a pessoas
jurídicas de direito privado sem fins
lucrativos instituídas por
particulares para desempenhar
serviços sociais não exclusivos do
Estado.
Estão regidas pela Lei 9790/99.
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A colaboração com o Estado será


formalizada mediante termo de
parceria. Distinguem-se em alguns
aspectos das organizações sociais
porque não exigem a participação de
agentes do poder público no
conselho de administração e a
parceria estabelecida com o Estado
se realiza através de termo de
parceria e não de contrato de
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PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA (PPP)

A lei nº11.079 de 30/12/2004 institui


normas gerais para licitação e
contratação de parceria público-
privada no âmbito da Administração
Pública.
A referida lei se aplica a todas as
esferas da Administração Pública da
União, Estados, Distrito Federal e
dos Municípios.
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Parceria público-privada é o contrato


administrativo de concessão, na
modalidade patrocinada ou
administrativa.
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Concessão patrocinada é a concessão
de serviços públicos ou de obras
públicas, quando envolver
adicionalmente à tarifa cobrada dos
usuários contraprestação pecuniária
do parceiro público ao parceiro
privado.
Concessão administrativa é contrato
de prestação de serviços de que a
Administração Pública seja a usuária
direta ou indireta, ainda que envolva
execução de obra ou fornecimento e
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O valor mínimo do contrato de


parceria público-privada é de 20
milhões de reais e o período mínimo
de prestação do serviço é de 5 anos.
Não poderá ser celebrada a parceria
público-privada, cujo objeto único
seja o fornecimento de mão de obra,
o fornecimento e instalação de
equipamentos ou a execução de obra
pública.
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O prazo de vigência do contrato,


compatível com a amortização dos
investimentos realizados, não será
inferior a 5 nem superior a 35 anos,
incluindo eventual prorrogação.
A contratação de parceira público-
privada será precedida de licitação,
na modalidade de concorrência.
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Formas Técnicas da Organização
Administrativa:
 
 CENTRALIZAÇÃO

 DESCENTRALIZAÇÃO

 CONCENTRAÇÃO

 DESCONCENTRAÇÃO
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CENTRALIZAÇÃO
 
É a prestação de serviços
diretamente pela pessoa política
prevista constitucionalmente, sem
delegação a outras pessoas.
Diz-se que a atividade do Estado é
centralizada quando ele atua
diretamente, por meio de seus
órgãos.
Administração Direta e Indireta

Se os serviços estão sendo prestados


pelas Pessoas Políticas
constitucionalmente competentes,
estará havendo centralização.
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DESCENTRALIZAÇÃO
 
É a transferência de execução do
serviço ou da titularidade do
serviço para outra pessoa, quer
seja de direito público ou de direito
privado.
A transferência de execução do
serviço pode ser feita para
entidades de direito público ou
privado, diretamente ligadas à
Administração, bem como para
Administração Direta e Indireta
São entidades descentralizadas de
direito público: Autarquias e
Fundações Públicas.
São entidades descentralizadas de
direito privado: Empresas Públicas,
Sociedades de Economia Mista.
A descentralização, mesmo que seja
para entidades particulares, não
retira o caráter público do serviço,
apenas transfere a execução.
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Pode, inclusive, a execução do serviço
ser transferida para entidades que
não estejam integradas à
Administração Pública, como:
Concessionárias de Serviços
Públicos e Permissionárias.

A transferência da execução do
serviço público pode ser feita por
OUTORGA ou por DELEGAÇÃO.
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OUTORGA: implica na transferência da
própria titularidade do serviço.

Quando, por exemplo, a União cria


uma Autarquia e transfere para
esta a titularidade de um serviço
público, não transfere apenas a
execução.
Não pode mais a União retomar esse
serviço, a não ser por lei. Faz-se
através de lei e só pode ser retirada
através de lei.
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DELEGAÇÃO: implica na mera
transferência da execução do
serviço.

Realiza-se por ato ou contrato


administrativo.
São as concessões e permissões do
serviço público.
Pode ser retirado por um ato de
mesma natureza. Deve ser
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DESCONCENTRAÇÃO
 
Existe quando as atividades
estiverem distribuídas entre os
órgãos de uma mesma pessoa –
quando forem as atribuições
transferidas dos órgãos centrais
para os locais/periféricos.
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CONCENTRAÇÃO
 
Ocorre o inverso da
desconcentração.
Há uma transferência das atividades
dos órgãos periféricos para os
centrais.
Permissão e Concessão
Diferenças:
Após a Lei n° 8.987/95, ambas são
formalizadas por contrato.
A concessão requer concorrência.
  A permissão pode adotar qualquer
modalidade de licitação.
 A concessão somente pode ser outorgada a
pessoa jurídica.
  A permissão pode ser atribuída a pessoa
física ou jurídica.
Agentes Públicos
As classificações de Agentes Públicos
são as mais diversas. Hely Lopes
Meireles classificava-os em:

Agentes Políticos;
Agentes Administrativos;
Agentes Delegados;
Agentes Honoríficos;
Agentes Credenciados.
Agentes Públicos
Agentes Políticos: são os titulares dos
Poderes do Estado. É o caso dos
chefes do Executivo, membros do
Poder Legislativo.

Em relação aos Magistrados, membros do


Ministério Público e membros do
Tribunal de Contas, Hely Lopes
considera-os como Agentes Políticos, em
razão da titularidade de um dos Poderes
do Estado.
Agentes Públicos

Agentes Administrativos: São os


servidores públicos. Exercem as
funções comuns da Administração.
Agentes Públicos
      

Agentes delegados: São os


particulares que exercem função
pública por delegação.
Concessionários e permissionários.
Agentes Públicos

Agentes honoríficos: São pessoas que


momentaneamente exercem uma
função pública, sem qualquer
vínculo empregatício.
Ex: jurado, mesário eleitoral.
Agentes Públicos

Agentes credenciados: São os que


recebem a incumbência da
Administração para representá-la
em determinado ato ou praticar
certa atividade específica,
mediante remuneração do Poder
Público credenciante.
Órgãos e Agentes Públicos

Órgãos são centros de competência


instituídos para o desempenho de
funções estatais, através de seus
agentes, cuja atuação é imputada à
pessoa jurídica a que pertencem.

São unidades de ação com atribuições


específicas na organização estatal.
Órgãos e Agentes Públicos

Agentes Públicos, são todas as


pessoas físicas incumbidas,
definitiva ou transitoriamente, do
exercício de alguma função estatal.
Os agentes normalmente
desempenham funções no órgão,
distribuídos entre cargos de que
são titulares, mas,
excepcionalmente podem exercer
funções sem cargo.
SERVIDOR PÚBLICO

Refere-se a todas as pessoas que


mantêm relação de trabalho com a
Administração Pública, direta,
autárquica e fundacional.

Os servidores Públicos constituem


uma espécie de Agentes Públicos.
SERVIDOR PÚBLICO

É necessário distinguir efetividade e


estabilidade.

Efetividade é uma característica do


provimento do cargo, os cargos
públicos podem ser providos em
caráter efetivo ou em comissão.
SERVIDOR PÚBLICO

Efetivos: são aqueles cargos em que


se exige aprovação em concurso
público e pressupõem uma situação
de permanência.

Comissão: são os livremente


nomeados, mas em caráter
provisório. São de livre nomeação e
exoneração.
SERVIDOR PÚBLICO

A efetividade refere-se ao cargo. É uma


característica do provimento do cargo.
Estabilidade é a permanência do
Servidor Público que satisfez o estágio
probatório.
É por isso que se diz que estabilidade se dá
no Serviço Público e não no cargo – é o
direito de permanência no Serviço
Público, mas não é o direito de
permanência no mesmo cargo para o
qual o Servidor foi nomeado.
SERVIDOR PÚBLICO
Disponibilidade
 
É um sistema correlato à
estabilidade, extinto o cargo ou
declarada a sua desnecessidade.

Extinção necessita de uma lei.


Declaração de sua desnecessidade, pode ser feita
por um ato do Poder Executivo.
SERVIDOR PÚBLICO

O Servidor Estável que ocupar o cargo


extinto ou declarado desnecessário será
colocado em disponibilidade.
O Funcionário colocado em
disponibilidade poderá ser aproveitado
em um outro cargo de padrões
semelhantes, de vencimentos
semelhantes.
A Emenda Constitucional n° 19 previu
que a disponibilidade será com
vencimentos proporcionais ao tempo de
serviço.
Poderes Administrativos
A Doutrina indica 6 poderes:

Poder Vinculado;
Poder Discricionário;
Poder Hierárquico;
Poder Disciplinar;
Poder Regulamentar;
Poder de Polícia.
Poderes Administrativos
Poder Vinculado

Poder Vinculado pe aquele que o


Direito Positivo – a lei - confere à
Administração Pública para a
prática de ato de sua competência,
determinando os elementos e
requisitos necessários à sua
formalização.
Poderes Administrativos
O que caracteriza o ato vinculado é a
predominância de especificações da
lei sobre os elementos deixados
livres para a Administração.

Elementos vinculados serão sempre a


competência, a finalidade e a
forma, além de outros que a norma
legal indicar para a consecução do
ato.
Poderes Administrativos
Poder Discricionário

Poder discricionário é o que o Direito


concede à Administração, de modo
explícito ou implícito, para a prática
de atos administrativos com
liberdade na escolha de sua
conveniência, oportunidade e
conteúdo.
Poderes Administrativos

Convém lembrar que o poder


discricionário não se confunde com
poder arbitrário.
Discricionariedade e arbítrio são
atitudes inteiramente diversas.
Discricionariedade é liberdade de
ação administrativa, dentro dos
limites permitidos em lei; arbítrio é
ação contrária ou excedente da lei.
Poderes Administrativos
Poder Hierárquico

Esse poder é o que dispõe o Executivo


para distribuir e escalonar as
funções de seus órgãos, ordenar e
rever a atuação dos seus agentes,
estabelecendo relação de
subordinação entre os servidores
do seu quadro de pessoal.
Poderes Administrativos

Do poder hierárquico decorrem


faculdades implícitas para o
superior tais como: dar ordens e
fiscalizar o seu cumprimento, a de
delegar e avocar atribuições e a de
rever os atos dos inferiores.
Poderes Administrativos
Poder Disciplinar

É a faculdade de punir internamente


as infrações funcionais dos
servidores e demais pessoas,
sujeitas à disciplina dos órgãos e
serviços da Administração.
Poderes Administrativos

A punição disciplinar e a criminal têm


fundamentos diversos, e diversa é a
natureza das penas.
A diferença não é de grau, mas, de
substância.
Poderes Administrativos
Poder Regulamentar

O poder regulamentar é a faculdade


de que dispõe os Chefes do
Executivo (Presidente da República,
Governadores e Prefeitos) de
explicar a lei para a sua correta
execução, ou de expedir Decreto
autônomo sobre matéria de sua
competência ainda não disciplinada
por lei.
Poderes Administrativos
Poder Regulamentar
É um poder inteiramente privativo do Chefe do Executivo
(CF,art.84,IV), e, por isso mesmo, indelegável a qualquer
pessoa subordinada.

Decreto Autônomo Matéria Ainda Não


(Regulamento Autônomo) Disciplinada Por Lei

Ato Normativo do Poder Executivo


Decreto Regulamentar Com Objetivo de Explicar a Lei Para
(Regulamento de Execução)
A Sua Correta Execução
Poderes Administrativos
Poder de Polícia

Dentre os poderes administrativos


figura, com especial destaque o
chamado poder de polícia
administrativa, que a
Administração Pública exerce sobre
todas as atividades e bens que
afetam ou possam afetar a
coletividade.
Poderes Administrativos
Em princípio, tem competência para
policiar a entidade que dispõe do
poder de regular a matéria.
Os assuntos de interesse nacional
ficam sujeitos a regulamentação e
policiamento da União; as matérias
de interesse regional sujeitam-se às
normas e à polícia estadual; e os
assuntos de interesse local
subordinam-se aos regulamentos
edilícios e ao policiamento
Poderes Administrativos

Sendo assim podemos conceituar o


poder de polícia como a faculdade
de que dispõe a Administração
pública para condicionar e
restringir o uso e gozo de bens,
atividades e direitos individuais, em
benefício da coletividade ou do
próprio Estado.
Atos Administrativos
O Conceito de ato administrativo é o
mesmo de ato jurídico, do qual
diferencia como uma categoria
informada pela finalidade pública.

Segundo a Lei Civil, “é ato jurídico


todo aquele que tenha por fim
imediato adquirir, resguardar,
transferir, modificar ou extinguir
direitos.”
Atos Administrativos
CONDIÇÃO PARA SURGIMENTO DO ATO
ADMINISTRATIVO

contenha manifestação
A Administração aja de vontade
nessa condição, apta a produzir efeitos
usando a supremacia jurídicos
do Poder Público. para os administrados,
Exceção: Em certas condições para a própria Administração
nivelando-se ao particular. ou para os próprios
servidores.
Atos Administrativos
ELEMENTOS OU REQUISITOS DOS
ATOS ADMINISTRATIVOS
O exame do ato administrativo revela
nitidamente a existência de cinco
elementos, a saber:
Competência;
Finalidade;
Forma;
Motivo;
Objeto.
Atos Administrativos
Competência

Para a prática do ato administrativo a


competência é a condição primeira
de sua validade. Nenhum ato –
discricionário ou vinculado – pode
ser realizado validamente sem que
o agente disponha de poder para
praticá-lo.
Atos Administrativos

Entende-se por competência


administrativa o poder atribuído ao
agente da Administração para o
desempenho específico de suas
funções.

A competência resulta da lei e por ela


é delimitada.
Atos Administrativos
Finalidade
Outro requisito necessário ao ato
administrativo é a finalidade, ou
seja, o objetivo de interesse público
a atingir. Não se compreende ato
administrativo sem fim público.
A finalidade é assim elemento
vinculado de todo ato
administrativo – discricionário ou
regrado – porque o Direito Positivo
não admite ato administrativo sem
finalidade pública ou desviado de
Atos Administrativos
Forma
O revestimento exteriorizado do ato
administrativo constitui requisito
vinculado e imprescindível à sua
perfeição, e, conseqüentemente à
sua validade.
Enquanto a vontade dos particulares
pode manifestar-se livremente, a
da Administração exige
procedimentos especiais e forma
legal para que se expresse
Atos Administrativos
Motivo

O motivo ou causa é a situação de


direito ou de fato que determina ou
autoriza a realização do ato
administrativo.
O motivo, como elemento integrante
da perfeição do ato, pode vir
expresso em lei como pode ser
deixado ao critério do
administrador.
Atos Administrativos
Denomina-se motivação a exposição
ou indicação por escrito dos fatos e
dos fundamentos jurídicos do ato
(cf. art.50, caput, da Lei nº
9.784/99).

Hoje, em face da ampliação do


princípio do acesso ao judiciário
(CF, art.5º, XXXV), conjugado com o
da Moralidade Administrativa (CF,
art.37, caput), a motivação é, em
Atos Administrativos
Objeto

Todo ato administrativo tem por


objeto a criação, modificação ou
comprovação de situações jurídicas
concernentes a pessoas, coisas ou
atividades sujeitas à ação do Poder
Público.
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Diante de tal conceito, o objeto


identifica-se com o conteúdo do
ato, através do qual a
Administração manifesta seu poder
e sua vontade, ou atesta
simplesmente situações
preexistentes.
Atos Administrativos
Mérito do Ato Administrativo

O mérito administrativo, conquanto


não se possa considerar requisito
de sua formação, deve ser
apreciado neste tópico, dada as
suas implicações com o motivo e o
objeto do ato e, conseqüentemente,
com as suas condições de validade
e eficácia.
Atos Administrativos

O conceito de mérito administrativo é


de difícil fixação, mas poderá ser
assinalada sua presença toda vez
que a Administração decidir ou
atuar valorando internamente as
conseqüências ou vantagens do
ato.
Atos Administrativos

O mérito administrativo
consubstancia-se, portanto, na
valoração dos motivos e na escolha
do objeto do ato, feitas pela
Administração incumbida de sua
prática, quando autorizada a
decidir sobre a conveniência,
oportunidade e justiça do ato a
realizar.
Atos Administrativos
ATRIBUTOS DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS
Os atos administrativos, como
emanação do Poder Público, trazem
em si certos atributos que os
distinguem dos atos jurídicos
privados e lhes emprestam
características próprias e condições
peculiares de atuação.

A saber: presunção de legitimidade,


Atos Administrativos
Presunção de Legitimidade

Os atos administrativos, qualquer que


seja a sua categoria, nascem com
presunção de legitimidade,
independentemente de norma legal
que assim estabeleça.
Essa presunção decorre do princípio
da legalidade da Administração,
que, nos Estados de Direito,
informa toda atuação
Atos Administrativos
Imperatividade
A imperatividade é o atributo do ato
administrativo que impõe a
coercibilidade para o seu
cumprimento ou execução.

A imperatividade decorre da só
existência do ato administrativo,
não dependendo da sua declaração
de validade ou invalidade.
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Auto-Executoriedade

A auto-executoriedade consiste na
possibilidade que certos atos
administrativos ensejam de
imediata e direta execução pela
própria Administração,
independente de ordem judicial.
Atos Administrativos
CLASSIFICAÇÃO DOS ATOS
ADMINISTRATIVOS

A classificação dos atos


administrativos não é uniforme
entre os publicistas, dada a
diversidade de critérios que podem
ser adotados para o seu
enquadramento em espécies ou
categorias afins
Atos Administrativos
Adotaremos a classificação clássica de
Hely Lopes Meirelles, vejamos:
Quanto aos seus destinatários, em
atos gerais e individuais;
Quanto ao seu alcance, em atos
internos e externos;
Quanto ao seu objeto, em atos de
império, de gestão e de expediente;
Quanto ao seu regramento em atos
vinculados e discricionários.
Atos Administrativos

Quanto aos seus Atos Gerais e


Destinatários Atos Individuais

Quanto ao seu Atos Internos e


Alcance Atos Externos

Atos de Império;
Quanto ao seu
Atos de Gestão e
Objeto
Atos de Expediente

Quanto ao seu Atos Vinculados e


Regramento Atos Discricionários
Atos Administrativos
Atos Gerais e Individuais

ATOS GERAIS - Atos administrativos


gerais ou regulamentares são
aqueles expedidos sem
destinatários determinados, com a
finalidade normativa, alcançando
todos os sujeitos que se encontrem
na mesma situação de fato
abrangida por seus preceitos.
Atos Administrativos

São atos de comando abstrato e


impessoal semelhantes ao da lei, e,
por isso mesmo, revogáveis a
qualquer tempo pela
Administração, mas inatacáveis por
via judicial, a não ser pelo
questionamento da
constitucionalidade (art.102,I,”a”,
da CF).
Como exemplos desses atos temos os
Regulamentos, nas Instruções
Atos Administrativos
ATOS INDIVIDUAIS – Atos
administrativos individuais ou
especiais são todos aqueles que se
dirigem a destinatários certos,
criando-lhes situação jurídica
particular.
O mesmo ato pode abranger um ou
vários sujeitos, desde que sejam
individualizados.

Exemplo desses atos temos: os Decretos de


Desapropriação, de Nomeação, de
Exoneração, assim como as outorgas de
Atos Administrativos
Atos Internos e Externos
ATOS INTERNOS – São os
destinados a produzir efeitos no
recesso das repartições
administrativas, e por isso mesmo
incidem, normalmente, sobre os
órgãos e agentes da Administração
que os expediram. São os
chamados atos de “operatividade
caseira”, que não produzem efeitos
em relação a estranhos.
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ATOS EXTERNOS – São considerados
atos de efeitos externos, sendo
todos aqueles que alcançam os
administrados, os contratantes e,
em certos casos, os próprios
servidores, provendo sobre os seus
direitos, obrigações, negócios ou
conduta perante a Administração.
Tais atos pela sua destinação, só
entram vigor ou execução depois de
divulgados pelo órgão oficial, dado
Atos Administrativos
Atos de Império, de Gestão e de
Expediente

ATOS DE IMPÉRIO – Atos de império ou


de autoridade são todos aqules que
a Administração pratica usando de
sua supremacia sobre os
administrados ou servidores e lhes
impõem obrigatório atendimento.
É o que ocorre nas desapropriações,
nas interdições de atividades, nas
Atos Administrativos
ATOS DE GESTÃO – São aqueles em
que a Administração pratica sem
usar de sua supremacia sobre os
destinatários.
Tal ocorre nos atos puramente de
administração dos bens e serviços
públicos e nos negociais com os
particulares, que não exigem
coerção sobre os interessados.
Esses atos são sempre de
administração, mas nem sempre
Atos Administrativos
ATOS DE EXPEDIENTE – Atos
administrativos de expediente são
todos aqueles que destinam a dar
andamento aos processos e papéis
que tramitam pelas repartições
públicas, preparando-os para
decisão de mérito a ser proferida
pela autoridade competente.
São atos de rotina interna , sem
caráter vinculante e sem forma
especial, geralmente praticados por
Atos Administrativos
Atos Vinculados e Discricionários
ATO VINCULADO – Também
chamado de regrado, são aqueles
para os quais a lei estabelece os
requisitos e condições de sua
realização.
Nessa categoria de atos, as
imposições legais absorvem, quase
que por completo, a liberdade do
administrador, uma vez que sua
atuação fica adstrita aos
pressupostos estabelecidos pela
Atos Administrativos

ATO DISCRICIONÁRIO – São todos


aqueles em que Administração
pode praticar com liberdade de
escolha de seu conteúdo, de seu
destinatário, de sua conveniência,
de sua oportunidade e do modo de
sua realização.
Atos Administrativos
Outras Classificações dos Atos
Administrativos

Além da classificação precedente,


temos que, outras ainda podem ser
apresentadas, consoante diversos
critérios pelos quais os Atos
Administrativos são selecionados
para fins de estudo.
Atos Administrativos
Ato Simples, Complexo e Composto (Quanto
à formação do Ato)
ATO SIMPLES – É que resulta da
manifestação de vontade de um único
órgão, unipessoal ou colegiado.
Não importa o número de pessoas que
participem da formação do ato; o que
importa é a vontade única que
expressam para dar origem ao ato
colimado pela Administração.

Tanto é ato administrativo simples o


Despacho de um chefe de seção como a
decisão de um conselho de contribuintes.
Atos Administrativos

ATO COMPLEXO – É o que se forma


pela conjugação de vontades de
mais de um órgão administrativo.
O essencial, nesta categoria de atos, é
o concurso de vontades de órgãos
diferentes para a formação de um
único ato.
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ATO COMPOSTO – É o que resulta da
vontade única de órgão, mas,
depende da verificação por parte de
outro, para se tornar exeqüível.
Como exemplo, podemos citar uma
autorização que dependa do visto
de uma autoridade superior.

Em tal caso a autorização é o ato


principal e o visto é o
complementar que lhe dar
Atos Administrativos

CUIDADO!

O ato composto distingue-se do ato


complexo porque este só se forma
mediante as vontades de órgãos
diversos, ao passo que o ato
composto é formado pela vontade
única de um só órgão sendo apenas
ratificado por uma autoridade.
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Ato Constitutivo, Extintivo, Declaratório,
Alienativo, Modificativo ou Abdicativo
(Quanto ao conteúdo)

ATO CONSTITUTIVO – É o que cria uma nova


situação jurídica individual para os seus
destinatários, em relação à
Administração.

São atos dessa categoria, as licenças, as


nomeações de funcionários, as sanções
administrativas e outros mais que criam
direitos ou impõem obrigações aos
particulares ou aos próprios servidores
Atos Administrativos

ATO EXTINTIVO OU DESCONSTITUTIVO


– É o que põe termo a situações
jurídicas individuais, v.g., a
cassação de autorização, a
encampação de serviço de utilidade
pública.
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ATO DECLARATÓRIO – É o que visa a


preservar direitos, reconhecer
situações preexistentes ou, mesmo,
possibilitar seu exercício.
São exemplos desses atos a apostila
de título de nomeação, a expedição
de certidões e demais atos
fundados em situações jurídicas
anteriores.
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ATO ALIENATIVO – É o que opera a


transferência de bens ou direitos de
um titular a outro.
Tais atos em geral, dependem de
autorização legislativa ao
Executivo, porque sua realização
ultrapassa os poderes ordinários de
administração.
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ATO MODIFICATIVO – É o que tem o


fito de alterar situações
preexistentes, sem suprimir
direitos ou obrigações, como bem
ocorre com aqueles que alteram
horários, percursos, locais de
reunião e outras situações
anteriores estabelecidas pela
Administração.
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ATO ABDICATIVO – É aquele pelo qual


o titular abre mão de um direito.
Desde que consumado, o ato é
irretratável e imodificável, como
são as renúncias de qualquer tipo.
Todo ato abdicativo a ser expedido
pela Administração depende de
autorização legislativa, por exceder
da conduta ordinária do
administrador público.
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Ato Válido, Nulo, e Inexistente
(Quanto à eficácia)

ATO VÁLIDO – É o que provém de


autoridade competente para
praticá-lo e contém todos os
requisitos necessários à sua
eficácia.
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ATO NULO – É o que nasce afetado de


vício insanável por ausência ou
defeito substancial em seus
elementos constitutivos ou no
procedimento formativo.
Atos Administrativos
A nulidade, todavia, deve ser
Reconhecida e proclamada pela
Administração ou pelo Judiciário,
não sendo permitido ao particular
negar exeqüibilidade ao ato
administrativo, ainda que nulo,
enquanto não for regularmente
declarada sua invalidade, mas essa
declaração opera ex tunc, isto é,
retroage às suas origens e alcança
todos os seus efeitos passados,
presentes e futuros em relação às
partes,
Atos Administrativos

A Lei Federal nº 9.784/99 admite a


convalidação do ato administrativo,
dizendo: “Em decisão na qual se
evidencie não acarretarem lesão ao
interesse público nem prejuízos a
terceiros, os atos que
apresentarem defeitos sanáveis
poderão ser convalidados pela
própria Administração”(art.55).
Atos Administrativos

O Ato Administrativo, poderá ser


anulado tanto pela Administração
Pública como pelo Judiciário.
Mas, a sua revogação, somente se
dará, pela vontade de quem o criou,
ou seja, pela Administração Pública.
Não pode, portanto, o Judiciário
REVOGAR Ato Administrativo.
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ATO INEXISTENTE – É o que apenas


tem aparência de manifestação
regular da Administração, mas não
chega a se aperfeiçoar como ato
administrativo.

É o que ocorre, por exemplo, com o


“ato” praticado por um usurpador
de função pública.
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Ato Perfeito, Imperfeito, Pendente e
Consumado (Quanto à
exeqüibilidade)

ATO PERFEITO - É aquele que reúne


todos os elemntos necessários à
sua exeqüibilidade ou
operatividade, apresentando-se
apto e disponível para produzir
seus regulares efeitos.
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ATO IMPERFEITO – É o que se
apresenta incompleto na sua
formação ou carente de um ato
complementar para tornar-se
exeqüível ou operante.

ATO PENDENTE – É aquele que,


embora perfeito, por reunir todos
os elementos de sua formação, não
produz efeitos, por não verificado o
termo ou a condição de que
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ATO CONSUMADO – É o que produz


todos os seus efeitos, tornando-se,
por isso mesmo, irretratável ou
imodificável.
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Ato Irrevogável, Revogável e Suspensível
(Quanto à retratabilidade)

ATO IRREVOGÁVEL - É aquele que se tornou


insuscetível de revogação (não confundir
com anulação), por ter produzido seus
efeitos ou gerado direitos subjetivos
para o beneficiário ou, ainda, por
resultar de coisa julgada administrativa.
Advirta-se, nesse passo, que a coisa julgada
administrativa só o é para
Administração, uma vez que não impede
a reapreciação judicial do ato.
Atos Administrativos
ATO REVOGÁVEL – É aquele que a
Administração, e somente ela, pode
invalidar, por motivos de
conveniência, oportunidade ou
justiça (mérito administrativo).
Nesses atos devem ser respeitados
todos os efeitos já produzidos,
porque decorrem de manifestação
válida da Administração (se o ato
for ilegal, não enseja revogação e
sim anulação), e a revogação só
Atos Administrativos

ATO SUSPENSÍVEL – É aquele em que a


Administração pode fazer cessar os
seus efeitos, em determinadas
circunstâncias ou por certo tempo,
embora mantendo o ato para
oportuna restauração de sua
operatividade.
Atos Administrativos
Ato auto-Executório e não Auto-
Executório (Quanto ao modo de
execução)

ATO AUTO-EXECUTÓRIO – É aquele que


traz em si a possibilidade de ser
executado pela própria
Administração, independentemente
de ordem judicial.
Atos Administrativos

ATO NÃO AUTO-EXECUTÓRIO – É o que


depende de pronunciamento
judicial para a produção de seus
efeitos finais, tal como ocorre com
a dívida fiscal, cuja execução é feita
pelo Judiciário, quando provocado
pela Administração interessada na
sua efetivação.
Deveres Administrativos

São Deveres da Administração


Pública:

Dever de Agir (Poder-Dever)


Dever de Eficiência
Dever de Probidade
Dever de Prestar Contas
Deveres Administrativos
Dever de Agir (Poder-Dever) - No
Direito Privado o poder de agir se
mostra como uma verdadeira
faculdade, mas, no Direito Público,
é um dever. Responde a
Administração pelas omissões
lesivas que possa causar aos seus
agentes, sendo insuscetível de
renúncia por seu titular.
Se considerarmos as autoridades
administrativas, o poder de agir
transmuda-se para um verdadeiro
dever de agir.
Deveres Administrativos

Dever de Eficiência – A Administração


Pública diante do exame dos seus
atos, não verifica apenas a
incidência de honestidade mas,
também, o profissionalismo
enquanto qualidade técnica no
exercício das suas atividades.
Deveres Administrativos
Dever de Probidade – Este Dever está
intimamente ligado com o
administrar a “coisa pública”. Tal
administração deve ser de forma
íntegra, honesta e, extensiva à
Administração Direta e Indireta.
A prática de improbidade nulifica o
ato administrativo, sendo
responsável por tal ato, os agentes
diretamente envolvidos (agentes
ímprobos) de acordo com os
ditames do art.37 § 4º da
Constituição Federal de 1988.
Deveres Administrativos
Dever de Prestar Contas – Tal dever
não está apenas adstrito aos
Agentes Públicos, mas, estende-se
aos particulares, que da
Administração, recebem dinheiro.
Portanto, aos Agentes Públicos assim
como aos particulares que recebem
dinheiro público, há o Dever de
Prestar Contas.