GRANDE SEGURANÇA PARA PORTUGAL EM TEMPO DE GLOBALIZAÇÃO

11 de DEZEMBRO

Garcia Leandro

2009

PORTUGAL Conceito Estratégico Nacional
3 GRANDES FASES 1139 - 1415 – Independência, Afirmação e Consolidação

1415 - 1975 – Expansão e Ultramar
1976 - … – Regresso à Europa Elementos Permanentes •Protecção da Espanha (ou da Potência Continental) •Protecção do Ultramar e das Linhas de Comunicação Marítimas (Poder Naval ou Aliança com a Potência Marítima) •Afastamento intencional das questões europeias até à Restauração; depois envolvimento profundo e inevitável •Tendência crescente para um excessiva importância de Lisboa •Grande importância da componente militar até 1982 •Deficiências Estruturais Permanentes
Garcia Leandro
2009

ONDE ESTAMOS?
"O FIM DA HISTÓRIA"? (FRANCIS FUKUYAMA) "O CHOQUE DAS CIViliZAÇÕES"? (SAMUEL HUNTINGTON) SOBERANIA DO INDIVIDUO VERSUS SOBERANIA DO ESTADO (KOFFI ANNAN)

"A GEOPOlíTICA DO CAOS"? (IGNACIO RAMONET) OF PARADISE AND POWER (ROBERT KAGAN) “A CONSTRUÇÃO DOS ESTADOS” (FRANCIS FUKUYAMA)
Garcia Leandro

"O REGRESSO DA HISTÓRIA E O FIM DOS SONHOS" (ROBERT KAGAN)
2009

20 Sinais Premonitórios
Nova Era
Factores Essenciais 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Um Mundo em Rede Sacralização do Mercado e seus resultados Drásticas alterações climatéricas Falta de recursos hídricos e energéticos Terrorismo transnacional e armas de destruição maciça Emergência brusca de novas grandes potências A Crença que não há limite para a expansão da Ciência Tecnologia, informação e comércio global tendem a igualizar o Poder entre os Estados O Poder das Igrejas e as diferentes modos como são encaradas

10. Manipulação cientifica das massas pelos vários poderes
Garcia Leandro
2009

Dificuldades dos poderes tradicionais aumentando os problemas sociais internos 14. Alargamento do fosso entre os mais ricos e os mais pobres 15. Aumento da Concentração Urbana 13. Confronto entre Grandes Potências 18. Os Extremismos do Desespero 16. Demografia e Novas correntes migratórias 12.20 Sinais Premonitórios Nova Era Factores Essenciais 11. Enfraquecimento das Regras do Relacionamento Internacional 20. Grandes Alterações dos Comportamentos Individuais (Interesse Colectivo X Interesse Individual) Garcia Leandro 2009 . Guerras Assimétricas 19. Os Estados Falhados 17.

20 Sinais Premonitórios Nova Era Consequências Redistribuição do Poder Mundial Confrontação Global (Guerras) Ou Cooperação Global (ONU e Organizações Regionais) Garcia Leandro 2009 .

O Espaço Estratégico de Interesse Nacional  Áreas prioritárias: – – – – – – – Espaço Euro-Atlântico Estados limítrofes Magrebe Atlântico Sul (em especial o Brasil) África lusófona e Timor leste Países com fortes comunidades de emigrantes Países ou regiões em que Portugal tenha presença histórica (Região Administrativa Especial de Macau) – Países de origem das comunidades de imigrantes Garcia Leandro 2009 .

A Ocupação do Espaço pelos Cilindros Secantes Garcia Leandro 2009 .

As Ameaças Relevantes      Agressão Terrorismo Proliferação de Armas de Destruição Maciça Crime Organizado Graves Conflitos Sociais 2009 Garcia Leandro .

Garcia Leandro 2009 .

Doenças Infecciosas e Degradação Ambiental X (atentados ao ecossistema) X Proliferação das Armas de Destruição Maciça X X X Terrorismo Transnacional X X X Crime Organizado Transnacional X X X Estados Falhados X Agressão Armada ao Território Garcia Leandro X 2009 .As Ameaças Relevantes Ameaças Guerras entre Estados ONU X UE Portugal Conflitos Regionais X Violência entre Estados e dentro dos Estados X Pobreza.

As Respostas  Informações Partilhadas  Forças de Segurança. Forças Armadas e Tribunais  A Resposta da União Europeia Garcia Leandro 2009 .

“A SEGURANÇA HOJE NO MUNDO” PODER MUNDIAL ORGANIZAÇÕES SUPRANACIONAIS O R G A N I Z A Ç Õ E S I N T E R N A C I O N A I S 2009 T R A N S N A C I O N A I S EUA UE RÚSSIA BRASIL RAS CHINA JAPÃO UNIÃO INDIANA IRÃO TRANSNACIONAIS Garcia Leandro .

“A SEGURANÇA HOJE NO MUNDO” ALIANÇA TRANSATLÂNTICA COMPETIÇÃO D E F E S A EUA/CANADÁ UNIÃO EUROPEIA ECONÓMICOS POLÍTICOS DE INFLUÊNCIA CULTURAL S E G U R A N Ç A ALIANÇA ANTI-TERRORISTA Garcia Leandro 2009 .

. . Garcia Leandro 2009 . .Observação de eleições. . .Promoção da Democracia e dos Direitos Humanos.Controlo de Armamentos. Desarmamento e Reintegração (DDR).Missões de Apoio à Paz.Cooperação para o desenvolvimento.Comércio.Construção de Medidas de Confiança.Reforma do sector da Segurança (SSR). . .Importância da acção dos Media. . . . .Desmobilização.Promoção da boa governação.A Resposta Detalhada da União Europeia .Acções de carácter ambiental. . .Política de Sanções.Diálogo Político.

Hoje a segurança é coperativa e alargada com operações no âmbito da ONU. NATO e União Europeia Se não se participar perde-se a voz activa na Comunidade Internacional Garcia Leandro 2009 .

Na União Europeia não há dicotomia entre Fundos Estruturais. de Coesão Social ou de Formação e as Missões de Apoio à Paz Tudo faz parte do mesmo pacote estratégico. apoio financeiro ou forças Garcia Leandro 2009 . participando-se com a geografia.

Garcia Leandro 2009 . Com que Meios e Efectivos.. Em que Estrutura de Comando Etc.Em Cada Caso Há Que Escolher: Onde. Como e Quando se Participa.. Em que Missões.

Define os aspectos fundamentais da estratégia  total adoptada pelo Estado para a consecução  dos objectivos da Política de Defesa Nacional  SUA EVOLUÇÃO – 1976 (1982) – 1985 – 1994 – 2003 Garcia Leandro 2009 .EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA  A TRANSNACIONALIZAÇÃO DOS CONCEITOS DE DEFESA E SEGURANÇA  O CONCEITO ESTRATÉGICO DE DEFESA NACIONAL  .

ALARGADO?  CONCEITO ESTRATÉGICO NACIONAL?  CONCEITO ESTRATÉGICO DE AFIRMAÇÃO NACIONAL?  CONCEITO ESTRATÉGICO DE SEGURANÇA NACIONAL?  CONCEITO ESTRATÉGICO DE SEGURANÇA COOPERATIVO? Garcia Leandro 2009 - .QUE SOLUÇÕES? REVISÕES DOS CONCEITOS?  CONCEITO ESTRATÉGICO DE DEFESA NACIONAL: RESTRITO?  .NA ACTUALIDADE: .

GRANDES QUESTÕES PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA NACIONAL .O Ritmo da evolução e da adaptação de Portugal está desfasado do ritmo das alterações mundiais. com pouca alteração das mentalidades. . Garcia Leandro 2009 .Alteração do paradigma português depois de 74/76.Problema empresarial e de formação técnico-profissional. .

económicos. India. Poder continental Necessidade de uma . Poder marítimo boa relação UE/EUA (existe uma continuidade) Garcia Leandro 2009 . militares) Desequilíbrio dos mercados (emergência da China. Brasil) Crises de recursos energéticos e da água Profundas alterações climatéricas Relação atlântica já não é dicotómica .Alteração do sistema internacional/Nova era – novos paradigmas Unipolar + Multipolar (conforme as áreas) Globalização Desregulação económica e financeira Emergência de novos poderes (políticos.

Garcia Leandro 2009 .O Atlântico deve passar a ser olhado no seu conjunto .Norte e Sul Mantém-se a importância do Atlântico Norte Surge o Atlântico Sul. enquadrado por Paises da CPLP.

  A crescente importância do Pacífico O enorme problema político com origem nas religiões mediterrânicas     Luta pelo poder mundial As ameaças transnacionais Alterações da demografia Concentração das populações nas cidades (futuro local de conflitos) Garcia Leandro 2009 .

ALTERAÇÃO DOS PARADIGMAS NACIONAL  INTERNACIONAL  1974/76 – DESCOLONIZAÇÃO 1989/91 – MURO DE BERLIM URSS  1986 – CEE/UE  2001/03 – TORRES GÉMEAS IRAQUE  2008/09 – CRISE MUNDIAL IRÃO Garcia Leandro 2009 .

Novos Mercados  Definição prioritizada de espaços geográficos de intervenção . Não há obrigatoriamente relação entre os espaços de intervenção empresariais e as áreas de interesse estratégico nacional Garcia Leandro 2009 .PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças)  ONU .UE – NATO – Espanha – Mediterrâneo Ocidental .Língua . Atlântico Sul .O Nosso Mar .

Reforço da Unidade Nacional Garcia Leandro 2009   .PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças)  Conceito Estratégico de Segurança Nacional (a Defesa é uma das suas partes/a Segurança tem a ver com estabilidade geral e a Segurança de cada cidadão) O Estado deixou de controlar muitas actividades que passaram a estar sob orientação da UE O Conceito Estratégico corresponde à integração de todas as actividades do Estado e privadas de modo articulado e coerente .

Administração Pública . Premência da continuação do investimento em Novas Tecnologias Garcia Leandro 2009 . Frágil tecido económico . Poder e qualidade empresarial . Dispersão geográfica (controlo do espaço marítimo e aéreo) .PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças)  Grandes Vulnerabilidades . Formação técnico-profissional . Ocupação do território (70% no litoral) .

PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças) . para se poderem acompanhar os desafios mundiais: Na máquina do Estado. Autarquias .Ensino .Necessidade de grandes reformas. Tribunais Mas também no . incluindo: . Finanças .Empresas Garcia Leandro 2009 .

PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças)  Necessidade de separar responsabilidades assumidas no âmbito de alianças/associações de Estados das que são só nacionais Necessidade de explorar a implantação mundial da língua portuguesa Necessidade de aproveitar as potencialidades do mar Necessidade de explorar relações económicas não tradicionais 2009    Garcia Leandro .

Reforço da capacidade económica e da sustentabildade do Estado . Forças Armadas (produto operacional) (conjuntas e combinadas) . Melhor coordenação entre Forças Armadas e Forças de Segurança .PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças)  A Política de Segurança Nacional é o conjunto coerente e integrado de todas as actividades . Orientação Política geral (ao nível da Estratégia Total) . Política Externa e de Defesa . Melhor coordenação das Forças de Segurança Garcia Leandro 2009 .

Polícias várias .Organizações da .Protecção Civil .PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças) .Tribunais .Autarquias .Hospitais da sociedade civil (o exemplo de um grande atentado como o de 11 de Setembro permite testar tudo isto) Garcia Leandro 2009 .Bombeiros . Participação e coordenação de todos os serviços que permitem o funcionamento regular das instituições e da sociedade: .

PORTUGAL (suas características) (espaços e alianças)  Necessidade de um Sistema de Informações credível Necessidade de profissionalizar todas as actividades necessárias ao funcionamento da Sociedade 2009  Garcia Leandro .

A POLÍTICA DE SEGURANÇA (E DEFESA) NACIONAL DEVE SER APENAS UMA COMPONENTE COERENTEMENTE INTEGRADA DA POLÍTICA GERAL DO ESTADO Garcia Leandro 2009 .

Tradicionais Fundamentos das FA e das FS  Garantir a Defesa do Território e a Segurança das Populações Contra Ameaças Externas (FA)  Ser o Apoio ao Funcionamento Regular das Instituições Democráticas (FA)  Garantir o Controlo do Espaço Marítimo e Aéreo da Nossa Responsabilidade e o Movimento Entre as Diversas Componentes do Território (FA)  As Forças de Segurança (FS) apenas se preocupavam com a Segurança Interna Garcia Leandro 2009 .

Navais e Aéreas na Segurança e Defesa dos Países da Aliança Atlântica (FA)  Disponibilizar Espaço e Instalações para “Staging Areas” (FA)  Garantir a Segurança e Defesa dos Nossos Próprios Espaços de Responsabilidade (FA)  Manteve-se a mesma Missão para as Forças de Segurança (FS) Garcia Leandro 2009 .Segurança Colectiva com a Criação da NATO (1949)  Participar com Forças Terrestres.

 Período de Transição com: ♦ Dúvidas Sobre que Futuro para a NATO ♦ Emergência da ONU com o Proliferar das “Peace Support Operations”  Acordar da União Europeia para as Questões de Segurança e Defesa.Segurança Colectiva Pós 1989/91  Novos Riscos e Ameaças.  As Forças de Segurança passam também a actuar no exterior do TN. Garcia Leandro 2009 .  Novos Conceitos Estratégicos da NATO em 1991 e 1999.

Esbatimento Definitivo.Segurança Colectiva Pós 2001 Riscos e Ameaças Acumulados  Clima.  Estados Párias e Estados Falhados.  Graves Conflitos Sociais. Sobreposição das Fronteiras e das Missões Tradicionais das FA e das FS Garcia Leandro 2009 .  Transnacionais do Crime e do Terror.  Riscos Pandémicos Contra a Saúde.  Proliferação das Armas de Destruição Maciça.  Demografia.

Paradigma Tradicional das Responsabilidades de Segurança e Defesa M N E D E F E S A S E G I N T E R N A P R O T E C Ç Ã O CIVIL J U S T I Ç A O R D E N A M E N T O S A Ú D E Garcia Leandro 2009 .

 Os Novos Eventos e Soluções vão sendo Adicionados sem uma Revisão Conceptual Integrada.Paradigma Tradicional das Responsabilidades de Segurança e Defesa  Cada Um Com os Seus Próprios Ministérios. Órgãos Verticais e Informações não Partilhadas. Garcia Leandro 2009 .  Dificuldade de Relação Entre Orgãos de Diferentes Ministérios.

 Sem Esquecer o TN.Objectivos da Segurança Actualmente  O Território Nacional e os Espaços Marítimos e Aéreos de Interesse Nacional. o CIDADÃO é o Ponto Focal de Toda a Segurança.  Projecção das Forças Armadas e das Forças de Segurança. TUDO DEVE SER REPENSADO Garcia Leandro 2009 .  As Responsabilidades na UE / NATO / ONU.

Novo Paradigma PM MNE Defesa Protecção Civil Segurança Interna Justiça Ordenamento Territorial Saúde Finanças Garcia Leandro 2009 .

Garcia Leandro 2009 . MNE Defesa Protecç Protecção Civil Seguranç Segurança Interna Justiç Justiça  Gabinete de Crises a 24 h.  Forças Operacionais no Estrangeiro Dependentes de um só Comando Operacional Conjunto Nacional.  Responsáveis Operacionais Ligados em rede.  Presença Afirmativa nos Diferentes Fora Internacionais. Garcia Leandro Ordenamento Territorial Saú Saúde Finanç Finanças 2009  Troca Permanente de Informações.Novo Paradigma Novo Paradigma PM  Concepção Integrada.

Economia de Meios e Efeitos de Sinergia 2009 .Estrutura Departamental e Operacional PM MNE MDN MAI MJ AOT MS Gestão de Crises a 24 h Informação Partilhada Operacionais em Rede As Forças Armadas Mantêm a Missão da Integridade do TN Componente Externa da Segurança Interna Componente Interna da Segurança Externa Garcia Leandro Novas Tecnologias.

Qualquer Reforma que não considere a Segurança e Defesa concebidas do topo do Estado será sempre sectorial e desequilibrada e não garantirá a segurança que a Comunidade Nacional e cada Cidadão necessitam. Garcia Leandro 2009 . bem como a economia de meios humanos e financeiros.

NATO UE MED RÚSSIA GMO SATO Garcia Leandro 2009 .

GRANDE SEGURANÇA PARA PORTUGAL EM TEMPO DE GLOBALIZAÇÃO 11 de DEZEMBRO Garcia Leandro 2009 .

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