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DIREITO DO TRABALHO

aula 4

Vilma Maria de Lima


pr az o de d ur açã o do c ontrato
– contr ato p or prazo inde ter min ad o: é a regr a.
Sem ter mo pa ra su a ce ssaçã o
– contr ato p or prazo det er mi nad o: co m té rmin o
pr ev is to qu and o de su a cele br açã o.
Co ndições : - atividade de caráter transitório
- prazo máximo de duração: 2 anos (CLT,
art. 445)
- prorrogação: admite-se por 1 vez
- para celebrar contrato a prazo com o
mesmo empregado é necessário intervalo mínimo de
6 meses (CLT, art. 452)
- em caso de despedida sem justa causa,
empregado tem direito a metade dos salários a que
teria direito pelo tempo que faltar ao término do
contrato (CLT, art. 479)
- Co ntrat o de Exp er iên cia : espécie de c.
prazo determinado. Prazo du ração : at é 90 dia s .
SU SPE NSÃ O E IN TE RR UPÇ ÃO DO
CONTRA TO DE TRA BALH O
 São as paralisações do contrato de trabalho, ou melhor dizendo , a suspensão do
trabalho, da execução. Estão previstas nos artigos 471 a 476 da CLT. Em ambas o
contrato de trabalho continua vigente.

 DIFERE NÇ A EN TRE SUS PENS ÃO E IN TERRUP ÇÃ O


Suspen são: paralisação provisória e total da execução do contrato de trabalho. O
empregado não tem o dever de prestar os serviços e tampouco o empregador tem o
dever de pagar salários (é mantido o vínculo). Não é computado como tempo de
serviço.
Na suspensão o empregado não trabalha temporariamente e nenhum efeito é
produzido em seu contrato.
Suspende-se as obrigações trabalhistas e direitos. O contrato existe = mas não seus
efeitos
EX: Suspensão disciplinar, participação pacífica em greve

Inter ru pç ão: é a paralisação provisória e parcial da execução do contrato de


trabalho. O empregado também não tem o dever de prestar os serviços, mas o
empregador é obrigado a pagar os salários. É computado como tempo de serviço.
Na interrupção o empregado não trabalha temporariamente, mas existem efeitos em
seu contrato. O contrato existe = seus efeitos também.
EX: licença remunerada (o empregador paga salários e o tempo de serviço é
computado).
EF EITOS DA SU SPEN SÃ O E
IN TE RR UP ÇÃ O

(artigo 471 da CLT) - o empregado terá direito a todas as vantagens


que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria que
pertencia na empresa.
SUSPENSÃO:
4. garantia de retorno ao cargo anteriormente ocupado;
5. garantia do patamar salarial e de direitos alcançados;
6. impossibilidade de dispensa imotivada
– exceto em casos de justa causa e que a falta tenha ocorrido no
próprio período da suspensão do pacto laboral.
– Se a falta ocorreu antes, e somente durante a suspensão é que foi
administrativamente apurada, o empregador só pode dispensar após o
fim da causa suspensiva.
7. prazo para retorno após a suspensão = imediatamente após a
suspensão sob pena de abandono de emprego (art. 482, I da CLT),
ou até 30 dias depois da suspensão (enunciado 32 TST e art. 472,
§ 1º CLT).
EF EITOS DA SU SPEN SÃ O E
IN TE RR UP ÇÃ O
INTERRUPÇÃO:
2. garantia de retorno ao cargo anteriormente ocupado (art. 471 da
CLT);
3. garantia do patamar salarial e de direitos alcançados;
4. impossibilidade de dispensa imotivada
Se a falta ocorreu antes, e somente durante a interrupção é que foi
administrativamente apurada, o empregador tem que aguardar o
trabalhador retornar , para efetivar a rescisão por justa causa.
 prazo para retorno após a interrupção = imediato. (não pode
aplicar o prazo de 30 dias, pois o empregador está remunerando o
trabalhador).
 Dis pensa do empr egad o: a legislação não estabelece se pode
ou não ser dispensado durante a suspensão ou interrupção do
contrato de trabalho. Poderá dispensar desde que efetue o
pagamento das vantagens do período. A jurisprudência entende
que se o contrato de trabalho estiver suspenso a dispensa não pode
ser efetivada.
Hi pót eses d e sus pensã o e in terr upçã o:
 1. Ab or to (art . 395 da CL T)
Int errup ção do contrato e a empregada têm direito a duas semanas de descanso. O pagamento é
feito pela previdência social e o tempo é computado para todos os efeitos legais. Em caso de
aborto criminoso, é suspensão do contrato de trabalho, pois não receberá pelos dias afastados
e o tempo de serviço não é computado.

 2. Au xí lio -d oenç a e Ac ide nt e d e t rab alho (lei 82 13/9 1 e art . 476 da CL T)


Os primeiros quinze dias de afastamento são hipóteses de int err up ção . A partir do 16º dia de
afastamento os benefícios são pagos pela previdência social, e o tempo é computado para
efeitos de férias (art.131, III, da CLT).
Caso o período de afastamento for sup eri or a seis meses , e mb ora d esc ont ínuo s, haverá a
susp ensão típica do contrato de trabalho e o período de afastamento não será computado
para nenhum efeito (art.133, IV da CLT), nem na contagem do tempo de serviço, nem para
efeito de férias.

 3. Ap osent ad ori a por Inv alidez (p rov isóri a) (art ig o 475 da C LT e 4 7 d a l ei


821 3/9 1)
Contrato de trabalho ficará susp enso enquanto durar a incapacidade laboral do empregado.
Não existe previsão na lei previdenciária do prazo de duração para efetivação da
aposentadoria por invalidez.

 4. Avi so Prévi o
As duas horas que o empregado sai mais cedo para procurar novo emprego. O empregador tem
que pagar estas horas e contar o tempo de serviço. É int errup ção.

 5. E mp reg ad o e lei to par a o carg o de diret or


 6. Enca rg o públ ico não ob ri gatóri o (art. 472 c/c §1º do
art. 483 da CL T)
Os efeitos do contrato são susp ensos . Ex. vereador, deputado, etc.

 7. Fa lta s ao serv iço


Justi fi ca das (artigo 473 da CLT) e aquelas autorizadas em normas
coletivas, regulamentos de empresas, são in te rr up çã o do contrato.
As in jus tif icadas são suspensõe s do contrato de trabalho vez que
não há obrigatoriedade de seu pagamento.

 8. Fé ri as
Interr up çã o.

 9. Greve
Sus pensã o (artigo 7 da Lei 7783/89).

 10. Lock out (art. 17 da lei 7783/ 89)


Paralisação das atividades do empregador. Durante o período da
paralisação o empregado tem direito a receber os salários e assim é
hipótese de int erru pçã o do contrato de trabalho.
 11 . Inte rvalo s
Nos intervalos para refeição e nos intervalos intra-jornada (11 horas) é hipótese de sus pens ão , pois o
empregado não recebe esses intervalos.
Exceção: art.72 da CLT - digitação, mecanografia é interrupção; mineiros, frigoríficos.

 12 . R ep ouso Semanal Re mune rad o


Hipótese de interrupção. O empregador é obrigado a pagar a remuneração.

 13 . Inquéri to para ap ur aç ão de fal ta g ra ve (ar tigo 8 53 da CLT)


Se for julgado improcedente o inquérito com a determinação da reintegração do empregado, é interrupção. O
empregador deverá efetuar o pagamento dos salários do período correspondente.
Caso seja julgado procedente será suspensão.

 14 . Susp ens ão d iscip linar (arti go 4 74 da CLT )


Penalidade imposta ao empregado que comete falta grave. O contrato é suspenso.

 15 . Susp ensão d o co ntrato de tr ab alho pa ra quali ficaçã o pro fissi onal do emp re gad o (ar t.
47 6-A d a CL T).
Suspensão.

 16 . sa lár io -mate rnid ade


É um pagamento feito pelo INSS a empregada durante os 120 dias da licença-maternidade. É hipótese de
interrupção e o tempo de serviço é contado normalmente durante o afastamento. Mesmo caso da licença
paternidade (cinco dias, art. 10 ADCT).

 17 . Servi ço mi litar (ar tigo 4 º d a CL T)


Possui os efeitos da inter rup ção e da s usp ensão . Durante o afastamento o empregador não tem o dever
de remuneração, mas deve efetuar o recolhimento do FGTS e o afastamento é computado como tempo de
serviço.