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Diabetes

Uma abordagem geral.


Tipos de Diabetes :

Diabetes Gestacional ;

Diabetes Melitus Tipo I

Diabetes Melitus Tipo II


Definições
Diabetes Melitus Tipo I

Os cientistas acreditam que um fator ambiental (possivelmente


uma infecção viral ou um fator nutricional na infância ou na
adolescência) provoca a destruição, pelo sistema imunitário, das
células que produzem a insulina no pâncreas. É mais provável
que seja necessária uma predisposição genética para que isto
aconteça. Seja como for, na diabetes tipo I mais de 90 % das
células que produzem a insulina no pâncreas (células beta) são
destruídas de uma forma irreversível. A deficiência insulínica
conseqüente é grave e, para sobreviver, uma pessoa com esta
afecção deve injetar regularmente insulina.
Definições
Diabetes Melitus Tipo II

O pâncreas continua a produzir insulina, inclusive em valores


mais elevados que os normais. Contudo, o organismo desenvolve
uma resistência aos seus efeitos e o resultado é um relativo
déficit insulínico. A diabetes tipo II aparece nas crianças e
nos adolescentes, mas em geral começa depois dos 30 anos e é
mais freqüente a partir desta idade. Cerca de 15 % dos doentes
maiores de 70 anos sofrem de diabetes tipo II. A obesidade é um
fator de risco para a diabetes tipo II, já que os obesos se
contam entre 80 % e 90 % das pessoas que sofrem desta doença.
O problema está na incapacidade de absorção das células
musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não
conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente
sangüínea. Esta é uma anomalia chamada de "resistência
Insulínica".
Definições
Diabetes Gestacional

O diabetes gestacional é a alteração das taxas de


açúcar no sangue que aparece ou é detectada pela
primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer
depois do parto.
Diabetes Melitus Tipo I
Sintomas:

- Sede excessiva;
- Fome excessiva (especialmente após as
alimentações);
- Boca seca;
- Náuseas e vômitos;
- Dor abdominal;
- Necessidade de urinar muitas vezes e em
grandes quantidades;
- Perda de peso sem explicação (mesmo comendo
bastante e sentindo fome);
- Cansaço e fraqueza;
- Visão borrada;
- Respiração difícil e pesada;
- Infecções muito freqüentes da urina, vagina
(candidíase vaginal) ou da pele.
Diabetes Melitus Tipo I
Sintomas que indicam emergência

- Tremores e confusão;
- Respiração pesada, difícil, acelerada;
- Mau hálito (cheiro de “maçãs podres”);
- Dor abdominal intensa;
- Perda de consciência (incomum).
Diabetes Melitus Tipo I

Exames laboratoriais

Dosagem de Glicemia

No sumário de urina apresenta glicose (que normalmente não é


encontrado) corpos cetônicos.

VR – até 100 mg/dl


Diabetes Melitus Tipo I

Tratamento

Injeções de Insulina de 2 a 4 vezes ao dia;

Planejamento cuidadoso das refeições ;

Exercícios físicos ;

Monitoração dos níveis de glicemia.


Diabetes Melitus Tipo I

Complicações

Retinopatia - É uma doença da parte de


trás dos olhos (as retinas), que pode afetar
até 80% dos adultos que tenham diabetes
tipo 1 há mais de 15 anos. A retinopatia
diabética é extremamente rara antes da
adolescência, não importando há quanto
tempo a pessoa seja portadora de diabetes.
O controle adequado da glicemia, o manejo
da hipertensão e a regulação dos lipídios
sangüíneos (colesterol e triglicérides) são
importantes medidas na prevenção da
retinopatia.
Diabetes Melitus Tipo I

Complicações

Nefropatia - Cerca de 35 a 45% das pessoas com


diabetes tipo 1 desenvolvem uma doença dos rins,
chamada nefropatia diabética. O risco para doença
renal aumenta com o passar do tempo e se torna mais
importante após 15 a 25 anos de diabetes. Os rins
passam a funcionar menos, podendo até chegar à falência
completa - a chamada insuficiência renal, que em
alguns casos obriga o paciente a fazer sessões de
hemodiálise ou diálise peritoneal para substituir a
função dos rins. Essa complicação também pode ser
prevenida pelo controle glicêmico adequado e o
tratamento correto da hipertensão arterial e do
colesterol. Infelizmente, diabéticos com nefropatia
apresentam um risco muito elevado de outras doenças
sérias, como o infarto do miocárdio e a retinopatia. O
primeiro sinal de nefropatia diabética, na maioria dos
casos, é o aumento da perda de proteínas,
principalmente a albumina, na urina.
Diabetes Melitus Tipo I

Complicações
Neuropatia - O diabetes pode afetar também os nervos,
principalmente em extremidades do corpo como os pés e as mãos -
uma complicação conhecida como neuropatia diabética. O dano
aos nervos provoca alterações da sensibilidade, sendo que os pés
e mãos podem tornar-se mais insensíveis (“dormentes”) e deixar de
sentir calor, frio ou dor. Assim, o paciente com neuropatia pode
machucar os pés e não sentir dor nenhuma, o que aumenta o risco
de infecção, bolhas, calos, deformidades e até mesmo de amputação.
Outros sintomas de neuropatia podem ser: dor em queimação nas
plantas dos pés, principalmente à noite; formigamento, pontadas,
cãibras nas pernas, etc. A neuropatia, assim como a nefropatia e
a retinopatia, podem ser prevenidas pelo adequado controle da
glicemia. Outros órgãos também podem ser acometidos pela
neuropatia, tais como: o trato digestivo (provocando náuseas,
vômitos, diarréia e/ou má-digestão); o coração (levando a
variações muito grandes da pressão arterial), e o sistema genito-
urinário (podendo causar perda ou retenção de urina e impotência
sexual).
Diabetes Melitus Tipo I

Complicações

Má circulação - Os vasos sangüíneos de todo o


corpo, principalmente as artérias, também podem ser
afetados pelo diabetes tipo 1, levando a problemas
de circulação principalmente nas extremidades (pés).
Com isso, a cicatrização de feridas é muito
comprometida. A má circulação, associada à perda de
sensação dolorosa característica da neuropatia,
leva ao aparecimento do chamado pé diabético - um
pé frágil, com grandes chances de complicações
sérias como: infecção, gangrena, necrose e amputação.
O pé diabético é uma das maiores causas de
amputações em membros inferiores (pés, pernas) na
atualidade.
Diabetes Melitus Tipo II