Uma arquitetura para Cidades Inteligentes baseada na Internet das Coisas

Gustavo Henrique Rodrigues Pinto Tomas
ghrpt@cin.ufpe.br

Orientador: Prof. Dr. Vinicius Cardoso Garcia (UFPE) Coorientador: Prof. Dr. Alexandre Alvaro (UFSCar)

Agenda
• Considerações Iniciais:
– Motivação – Contextualização

• Trabalhos Relacionados:
– Revisão Exploratória – Revisão Sistemática

• • • •

Arquitetura Proposta Avaliação da arquitetura Resultados Considerações Finais

Considerações Iniciais

Cidadãos vivendo em áreas urbanas (UNESCO):
1950 -> 30% 2010 -> 50% 2050 -> 70%
Fonte: Sanchez, 2007: World population prospects: The 2006 revision and world urbanization prospects

Considerações Iniciais - Problemas

SEGURANÇA

EDUCAÇÃO

SAÚDE ENERGIA

RESÍDUOS

ÁGUA

Considerações Iniciais

“Cidade Inteligente é a combinação de Tecnologia da Informação e Comunicação com todos os aspectos que compõem uma cidade, desde de aspectos físicos e governamentais baseados nas necessidades dos cidadãos.”

Considerações Iniciais
• Objetivo: Aumentar qualidade de vida dos cidadãos.
Capturar
(Sensores)

Processar
(Cloud Computing)

Atuar
(Sistemas)

Internet das Coisas

Visão Geral

Revisão Exploratória
• Não há processo definido; • Busca de trabalhos relacionados; • Estudo das referências;

• Total: 16 abordagens

Revisão Sistemática da Literatura (SLR)
Derivar os termos baseado na questão de pesquisa

Incluir sinônimos e termos relacionados

Concatenar sinônimos usando o operador “OR”

Unir os principais termos usando o operador “AND”

(Kitchenham and Charters , 2007; Chen et al., 2009; Khurum and Gorschek, 2009)

(smart city OR intelligent city OR digital city OR urban environment) AND (internet of things OR heterogeneous sensors) AND (architecture OR middleware OR platform

SLR - Repositórios
Repositório
1. IEEExplore 2. Science Direct

#
24 1291 1933 1484 399 42 4 1233 4 8 3

Busca Automática

3. ACM Digital Library 4. Springer Link 5. CiteSeerX 6. Academia.edu 7. ISI Web of Science

Patentes

8. WIPO 9. IJCCI

Busca Manual

10. IE 11. MINES

12. CEWIT 13. IMIS

3 7

Total

6435

Revisão Sistemática da Literatura (SLR)

(Kitchenham et al., 2009)

Revisões
• Exploratória:
– 16 abordagens encontradas (7 repetidas) – Publicada em “ The 28th Annual ACM Symposium” (da Silva, 2013)

• SLR:
– 11 abordagens encontradas – Publicada no ICEIS 2013 (Tomas et al., 2013)

• Total: 20 abordagens.

Resumo das abordagens
Abordagem Klein’2008 Al-Hader'2009 Anthopoulos'201 0 MB2’2010 Andreini'2011 Asimakopoulou'2 011 Attwood'2011 IMS’2011 CPAF’2011 SOFIA’2011 Objetivo Aumentar a eficiência energética de dispositivos conectados ao ambiente urbano Permitir a criação de soluções inteligentes Integração dos sistemas legados com as novas infraestruturas, migração e reuso de dados existentes Permitir a interoperabilidade de objetos Plataforma escável que permite a interoperabilidade de objetos a partir de SOA Predição, prevenção e correção de situações catastróficas Plataforma para situações críticas Interoperabilidade de objetos Criação de serviços urbanos com habilidades cognitivas Integração de sensores Validação Sem prática Sem prática Sem prática Amb. controlado Sem prática Amb. Controlado Sem prática Sem prática Sem prática Amb. controlado In. P A P P P P P P P P

Resumo das abordagens
Abordagem Wu'2011 Masdar City’2011 USN’2011 Objetivo Gerenciamento eficiente de informações dispersas oriundas de múltiplas fontes, com diferentes formatos e estruturas Implementar sustentabilidade nos serviços urbanos Interoperabilidade de objetos Validação Sem prática Em andamento Sem prática In. P A P

EcoCity/ISMPUC’2011
Nam'2011 SmartSantander ’ 2011 Zygiaris'2012 S³OiA’2012 Living PlanIT’2012 Fazio'2012

Monitoramento e gerenciamento de sensores remotamente
Criação de plataforma ubíqua Plataforma para a criação de soluções urbanas inteligentes Modelo para gerenciamento inteligente de qualquer cidade Integração de dispositivos via SOA Criação de Sistema Operacional Urbano Prover dados combinados

Amb. Controlado
Sem prática Amb. Controlado Barcelona, Amsterdã e Edimburgo Sem prática Andamento Amb. Controlado

A
P P A P P P

Exploratória Vs SLR: Requisitos
Exploratória
Interoperabiblidade de objetos Sustentabilidade Monitoramento em Tempo Real Histórico de Dados

SLR
Interoperabilidade de objetos Sustentabilidade Monitoramento em tempo real --

Mobilidade
Disponibilidade Privacidade

Ubiquidade (*)
-Segurança

Sensoriamento e Processamento Distribuído
Composição de serviços Aspectos Sociais

-Composição de serviços Aspectos sociais

Flexibilidade/Extensabilidade
--

Sensor discovery

*Sinônimos no contexto dos trabalhos estudados

Exploratória Vs SLR
• Revisões exploratórias não são repetíveis. SLR é repetível; • Requisitos equivalentes;

• Exploratória mais eficiente em trabalhos com contextos mais mercadológicos?

Uma arquitetura para Cidades Inteligentes baseada na Internet das Coisas

Módulo de Acesso e Comunicação (MAC)

• Comunicação com sistemas externos; • Interface padronizada para a inserção de protocolos sob demanda;

Módulo de Acesso e Comunicação (MAC)
• Diferentes protocolos de troca de mensagens atende à interoperabilidade de objetos (Blackstock et al. (2010); Filipponi et al. (2010)); • Tecnologias móveis (Blackstock et al. (2010) Hernandez et al. (2011))
Responsabilidades: Requisitos: Ponto de entrada dos sistemas externos com a arquitetura Interoperabilidade de objetos; Mobilidade

Módulo de Gerenciamento de Recursos (MGR)

• Recurso: cidadão, aplicações, redes sociais, sistemas externos...

Módulo de Gerenciamento de Recursos (MGR)

• Gerenciar informações relativas aos recursos;
– Localização do recurso

• Registro: cadastrar e disponibilizar informações relativas ao recurso; • Configuração: Gerenciar as configurações dos recursos.
Responsabilidades: Requisitos: Permitir a manutenção de todos os recursos da arquitetura Localização dos sensores

Módulo de persistência de dados (MPD)

• Armazenar os dados nos mais variados estágios/níveis da arquitetura

Módulo de persistência de dados (MPD)

• Histórico de dados é importante para a predição de eventos futuros; • Fornecer interface transparente; • Desacoplamento entre BDs; • DHT: Gerenciamento dos BDs;

Responsabilidades:
Requisitos:

Armazenar os dados relevantes em todos os níveis da arquitetura
Histórico de dados

Módulo de gerenciamento e distribuição de dados (MGDD)

• Distribuidor de dados da arquitetura;

Módulo de gerenciamento e distribuição de dados (MGDD)

• Modelagem do mundo real:
– Eventos simultâneos; – 1 evento -> +1 de uma consequência

• Composição de serviços; • Flexível: Adição de novos canais • DHT: gerenciamento
Responsabilidades: Requisitos: Permitir a distribuição de dados Monitoramento em Tempo Real; Flexibilidade; Composição de serviços

MGDD – Receber dados

MGDD – Fornecer dados

MGDD – Fornecer dados – Novo Canal

Composição de serviços

Métodos de avaliação
• • • • • • • • • • • SAAM ATAM ARID ALMA SALUTA SBAR SAAMCS ESAAMI ASAAM SACAM DoSAM • • • • • • • • • • CBAM FAAM SALUTA SBAR SAAMCS TARA LAAAM TARA SAAMER ISAAMCR

1º Filtro: Addressed QAs
Método SAAM ATAM SBAR Addressed QAs Modifiability e funcionalidade, mas pode ser adaptado para outros Vários QAs Vários QAs

SACAM
DoSAM

Vários QAs
Vários QAs

2º Filtro: Objetivo
Método SAAM ATAM SBAR Objetivo Adequação arquitetural e identificação de riscos Foco em sensibilidade da arquitetura e análise trade-off (impacto entre Qas) Avaliar arquiteturas legadas a partir de reengenharia, utilizando Domain Specific Software Architecture (DSSA), para criar uma base reutilizável e flexível;

SACAM
DoSAM

Comparar outras arquiteturas de software de diferentes domínios;
Comparar outras arquiteturas de software de diferentes domínios;

Resultado do levantamento
• Porém, nenhum dos dois é totalmente compatível com este contexto:
– Avaliação remota; – Nenhum stackholder em SC + IoT; – Pouco tempo disponível para avaliação; – Não há arquiteturas de referências amplamente divulgadas.

Etapas do processo de avaliação
Apresentação do Processo de avaliação Apresentação dos Objetivos de Negócios
Apresentação da Arquitetura Priorização dos Qas Contextualização sobre cenários Apresentação dos cenários Priorização dos cenários Avaliação dos cenários propostos Avaliação das interações entre Cenários e Qas Consolidação dos Resultados

Remoto

Remoto

Remoto

Equipe de avaliação
Expertise Doutores ou Doutorandos Mestres ou Mestrandos Engenheiros de Sistemas Especialistas em Cloud computing Especialistas em IoT Quantidade 3 2 4 1 2

Especialistas em Arquiteturas escaláveis Especialistas em Arquiteturas de propósito geral
Especialistas em Negócios

2 2
2

Total: 5 pessoas

Atributos de qualidade
1. Confiabilidade:
– Sistema mantém o nível de desempenho em diferentes condições;
Capacidade de atender as necessidades declaradas e implícitas do usuário*;

2. Funcionalidade:

3. Escalabilidade:
– Capacidade que um sistema possui de se expandir, de forma a permitir o atendimento das necessidades pelo crescimento do número de usuários do sistema, ou também pelo aumento das informações a serem processadas;

4. Portabilidade:
– Capacidade do sistema ser transferido de um ambiente para outro.

Cenários
ID C1 C2 C3 C4 C5 Descrição Armazenar dados fornecidos por diferentes contextos e provedores, independente do formato e da natureza do dado Consultar dados oriundos de um provedor de dado, independente de quando esse dado foi gerado Permitir que novos tipos de informações sejam fornecidas, a partir da combinação de uma ou mais fontes de dados Permitir a inclusão de novos provedores de dados A arquitetura deve auxiliar a interoperabilidade entre sistemas, na qual um evento gerado externamente pode disparar ações

C6

A arquitetura deve auxiliar a fusão de dados, na qual um evento produzido internamente com base na análise de dados/histórico pode gerar ações externas

Cenários
ID C7 C8 Descrição A arquitetura deve permitir a comunicação via API A arquitetura deve permitir a recuperação de grandes massas de dados históricas de diversas fontes, afim de obter previsões que dizem respeito à prestação de serviços urbanos Fornecer algum mecanismo para tolerância a falhas (redundância) Permitir a criação e comunicação de instâncias federativas, baseada em serviços Possuir mecanismo para a inclusão de novos protocolos de comunicação na arquitetura Plugar novas soluções para diferentes contextos utilizando a mesma infraestrutura

C9 C10 C11 C12

C13
C14

Suporte a serviços em Cloud Computing já existentes (Ex.: Google Analytics e cloud storage)
Gerenciar os dados do usuário de acordo com as políticas de privacidade governamentais

Adequação

Resultados
Excelente

Satisfatório

Péssimo

Resultados
• Os três cenários mais prioritários foram classificados como EXCELENTE:
– Consulta de dados: distribuição dos dados – Novos tipos dados: publisher-subscriber – Comunicação via API: Abstração no MAC, tanto em relação às novas mensagens quanto ao REST

Resultados
• Nove cenários SATISFATÓRIOS: categorizados como

– Indícios de que os requisitos estão parcialmente implementados; – Oportunidades de melhorias;

– Aprofundamento dos requisitos, QAs e cenários de uso.

Resultados
• Dois cenários classificados como PÉSSIMOS:
– Tolerância à falhas:
• Nenhum mecanismo semelhante foi encontrados nas abordagens; • Suma importância no contexto de SC • Componentes de software, Dados e Infreaestrutra

– Políticas de privacidade:
• Oportunidade identificada previamente; • Projeto relacionado em andamento.

Resultados - Processo de avaliação
• Processo leve; • Reuniões rápidas; • Melhora na documentação; • Verificar adequação da arquitetura à diferentes áreas (por exemplo: segurança, privacidade) • Identificar potências deficiências;

Considerações Finais
• Necessidade de cidades cada vez mais inteligente; • Arquiteturas são de suma importância para implementação de SC;

• Envolvimento das partes interessadas: Governo, empresas e cidadãos.

Considerações Finais
• Não houve a necessidade de propor um novo padrão arquitetural; • Avaliação forneceu subsídios para um teste em ambiente real; • Uma avaliação prática DEVE ser feita. • Trabalho completo será submetido ao “IET Software (ISSN: 1751-8806)”

Trabalhos Futuros
• Implementação em ambiente real; • Criação de mecanismo de tolerância à falhas; • Agregação da engine de privacidade; • Criação de Modelo de Negócios;

• Análise de big data;
• Semântica dos dados.

Dúvidas ?

Gustavo Henrique Rodrigues Pinto Tomas ghrpt@cin.ufpe.br @gustahrodrigues

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Referências
Sanchez, L., Galache, J., Gutierrez. (2007) World population prospects: The 2006 revision and world urbanization prospects. Technical report, United Nations, New York. ComputerWorld (2013). Smart cities. http://www.computerworld.com.pt/ 2013/07/04/dossiersmart-cities/. "[Online] Acessado em 05-Agosto-2013". Kuper, A. (1995). The Social Science Encyclopedia. Routledge world reference series. Taylor & Francis Morvaj, B., Lugaric, L., and Krajcar, S. (2011). Demonstrating smart buildings and smart grid features in a smart energy city. In Energetics (IYCE), 3rd International Youth Conference, pages 1–8. IEEE. DA SILVA, WELINGTON M. ; ALVARO, Alexandre ; TOMAS, GUSTAVO H. R. P. ; AFONSO, RICARDO A. ; DIAS, KELVIN L. ; Garcia, Vinicius C. . Smart cities software architectures. In: the 28th Annual ACM Symposium, 2013, Coimbra. Proceedings of the 28th Annual ACM Symposium on Applied Computing - SAC ’13. New York: ACM Press. p. 1722-1727. Kitchenham, B. and Charters, S. (2007). Guidelines for performing systematic literature reviews in software engineering. Technical Report EBSE 2007-001, Keele University and Durham University Joint Report. Kitchenham, B., Pearl Brereton, O., Budgen, D., Turner, M., Bailey, J., and Linkman, S. (2009). Systematic literature reviews in software engineering - a systematic literature review. Inf. Softw. Technol., 51(1), 7–15.

Referências
Chen, L., Ali Babar, M., and Ali, N. (2009). Variability management in software product lines: a systematic review. In Proceedings of the 13th International Software Product Line Conference, SPLC ’09, pages 81–90, Pittsburgh, PA, USA. Carnegie Mellon University. Khurum, M. and Gorschek, T. (2009). A systematic review of domain analysis solutions for product lines. Journal of Systems and Software, 82(12), 1982 – 2003. Blackstock, M., Kaviani, N., Lea, R., and Friday, A. (2010). Magic broker 2: An open and extensible platform for the internet of things. In Internet of Things (IOT), 2010, pages 1–8. Filipponi, L., Vitaletti, A., Landi, G., Memeo, V., Laura, G., and Pucci, P. (2010). Smart city: An event driven architecture for monitoring public spaces with heterogeneous sensors. In 4th International Conference on Sensor Technologies and Applications, pages 281–286, Washington, DC, USA. IEEE Computer Society. Blackstock, M., Kaviani, N., Lea, R., and Friday, A. (2010). Magic broker 2: An open and extensible platform for the internet of things. In Internet of Things (IOT), 2010, pages 1–8. Hernández-Muñoz, J. M., Vercher, J. B., Muñoz, L., Galache, J. A., Presser, M., Gómez, L. A. H., and Pettersson, J. (2011). Smart cities at the forefront of the future internet. In J. Domingue, A. Galis, A. Gavras, T. Zahariadis, and D. Lambert, editors, The future internet, pages 447–462. Springer-Verlag, Berlin, Heidelberg. Tomas, G. H. R. P., da Silva, W. M., da Mota Silveira Neto, P. A., Garcia, V. C., Alvaro, A., and Gama, K. (2013). Smart cities architectures - a systematic review. In ICEIS (2), pages 410–417.