ETNIA, CULTURA E CIDADANIA

Cultura como elemento para a construção de uma Identidade Cidadã.

Prof. Msc. Araré de Carvalho Júnior

O discurso desqualificatório. A desconstrução de uma Cultural


Para entendermos o processo de desconstrução de uma cultura. Proponho um debate sobre dois conceitos, raça e etnia. Iniciemos pelo conceito de Raça. O conceito de diferença biológico/racial foi usado no processo de desqualificação de uma cultura e de um povo, e na construção de uma identidade deturpada.

Com essa desqualificação se impôs, uma relação de poder, onde um impõe o domínio econômico e cultural, e outro como uma forma de negociar sua existência, acaba por submeter-se a essa relação de poder.

.Raça e desqualificação Elementos da desconstrução de uma Etnia.

portanto. Raça como categoria biológica. o abano do termo „raça‟ do vocabulário da ciência. . Alguns biólogos e cientistas sociais sugerem. Já foi mais que comprovado que não podemos distinguir raça com base em diferença genéticas. perdeu todo o seu significado.Raça ou Etnia?  Os argumentos biológicos acerca de diferenças raciais é tão frágil hoje quanto outrora.

 Historicamente essa teoria biológica de raça serviu muito mais para um processo de desqualificação e de dominação. do que para fins científicos. suas diferenças e sua presumível hierarquização.  . A ciência do séc. XIX estava impregnada por uma concepção baseada em modelos evolucionistas. Disseminavam idéias a respeito das raças.

expressavam a crença de que diferenças raciais baseavamse na biologia. a excolônia precisava firmar-se como uma nação independente. .  Entre 1870 e 1930. muitos intelectuais brasileiros. influenciados por essas idéias (entre elas a teoria racialista). Logo após a independência do Brasil. o que requeria na dimensão simbólica. a criação de uma identidade nacional.

constituía uma barreira a uma identidade nacional homogênea. . Para alguns intelectuais da época. era percebida como um empecilho à idéia de nacionalidade. relativos aos povos indígenas e africanos. conseqüência direta da heterogeneidade racial.  A heterogeneidade cultural existente no Brasil. a persistência de costumes „bárbaros‟.

Para esses pensadores. Muitos pensadores importantes do início do século passado. nacionalidade e modernidade. estabelecia-se uma relação mais ou menos direta entre raça. . atribuía o atraso e os desequilíbrios da sociedade brasileira as misturas raciais e culturais aqui existentes. como o médico Nina Rodrigues. cultura. a raça negra no Brasil seria sempre “um dos fatos da nossa inferioridade”.   Dessa forma.

ou no caso . de escravidão e dominação. por parte do negro. Mas sim esse atraso. . Não se via na inferioridade social do negro o resultado de um processo histórico de desterritorialização. na falta dela. era atribuído a competência.

produziria uma população de características brancas. após três gerações. ainda que veladamente. pelo governo).  O branqueamento da raça era um processo de miscigenação gradativo que. . Para reverter essa situação. nossos cientistas promoveram o surgimento da tese do branqueamento (adota.

de Modesto Brocos y Gomes.Redenção de Can. . 1895.

 A partir da abolição. o negro „liberto‟ se deslocou para os centros urbanos. ocupando a sua periferia.  Na cidade viver em porões ou em habitações coletivas era a forma de moradia acessível aos libertos: única opção de moradia barata no centro de São Paulo. .

Nessa época o tráfico de escravos estava sendo desmantelado pelo capital inglês. onde as famílias moravam coletivamente. Os quintais eram locais de festas e rituais da comunidade. Essas habitações coletivas são os quilombos paulistanos no final da escravidão. .  As moradias coletivas eram conhecidas como casa de tias negras chefes dos terreiros. “Pra inglês ver”.

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São Paulo.Imigrantes Italianos do começo do séc. . 1918. XIX.

 A a vinda de imigrantes europeus traria elementos étnicos superiores. portanto. . através da miscigenação. a redefinição do lugar do negro na sociedade: DE ESCRAVO A MARGINAL. A substituição da mão-de-obra escrava significou. que. poderiam branquear o país.

Em 1893 os imigrantes constituíam 80% do pessoal ocupado nas atividades de trabalho.  Em outras palavras. O imigrante europeu substituiu tanto os escravos como os liberto nas posição de trabalhador. negro livre não servia para trabalhar. Trabalhar como empregado doméstico era uma das poucas opções de atividade para os negros e mulatos. no discurso da classe dominante. .

1.Fonte: “Movimento Imigratório do Estado de São Paulo”. Boletim de terras. colonização e Imigração. . n. 1937. São Paulo.

com a promulgação do código de posturas municipal. A partir de 1886. Sua presença africana não cabe na projeto de cidade européia. .  Na cidade assim redefinida. o quilombo era marginal. manifesta o desejo de proibir práticas presentes nos territórios negros PORQUE AFRONTAM A CULTURA E SUJAM A CIDADE.

Ex-escravos de ganho. agora convertido a empregados e pequenos vendedores de ruas. .

redesenhá-lo segundo o projeto de moderna capital européia. grandes comerciantes. . O plano da burguesia de cafeicultores. banqueiros e artistas convidados consistia basicamente em remover tudo o que era considerado marginal do centro da cidade.

.Casas no Centro de São Paulo inspiradas nas cidades européias.

Largo São Francisco. São Paulo. 1932. .

.   Foi nesse crescimento das cidades. instituído pelo Decreto 487. que estabelecia no capítulo XIII. que a capoeira se consolida como expressão de resistência do negro. e como forma de resistência física e cultura. em meio à violência constante nas relações sociais. Essas revoltas chamaram a atenção da justiça que criminalizou está prática. A portaria de 31 de outubro de 1890.

cidade de Santos.Praticantes de capoeira do início do séc. . XIX.

Aos chefes e cabeças. alguma Banda ou Malta. Parágrafo único – É considerado agravante pertencer a capoeira. . impor-se-á pena em dobro. a) Artigo 402 – Fazer nas ruas e praças públicas exercícios de agilidade e destreza corporal conhecido pela denominação de capoeiragem pena de dois a seis meses de reclusão.

e presídios militares na fronteira). em colônias penais. . b) Artigo 403 – No caso de reincidência. a pena do artigo 400 (reclusão por três anos. será aplicado ao capoeirista. no grau máximo.

a tranqüilidade e a segurança pública ou for encontrado com armas. . provocar lesão corporal. perpetrar homicídio. ultrajar o poder público ou particular. e perturbar a ordem. c) Artigo 404 – Se nesse exercício de capoeira. incorrerá nas penas combinadas para tais crimes.

muitos deles foram presos e deportados. condenação e desqualificação de toda e qualquer manifestação negra: .  Com a repressão. Os praticantes da capoeira foram perseguidos pela polícia. A tendência que se seguiu foi do quase que total desaparecimento dos praticantes de capoeira.

FINALMENTE. . A MARGINALIDADE É ASSOCIADA A UM CONJUNTO DE GESTO COM UM JEITO DE COR.ENTÃO.

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1842. nem renda ou meio conhecido de subsistência. Não têm domicílio certo os que não mostrarem ter fixado em alguma parte do império a sua habitação ordinária e permanente.” art. ou não estiverem assalariados ou agregados à alguma pessoa ou família. nem profissão ou ofício. . “São considerados vagabundos pelo artigo 300 do regimento numero 120 de 31 de janeiro de 1842 os indivíduos que não têm domicílio certo. 300.

Deviam ser afastados e escondidos para longe da cidade moderna. TODO TRAÇO DE CIVILIZAÇÃO NEGRA DEVERIA SER APAGADO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL. .  Logos após a abolição a população negra de São Paulo foi excluída dos planos do governo.

a população negra diminuiu drástica e misteriosamente. fato que satisfez mas também intrigou autoridades e jornalistas da época. Afirmam os pessimistas e antigos escravocratas que a raça preta desapareceu deste Estado porque abusando da liberdade e entregando-se ao vício da embriaguez. . Em dez anos. tem morrido.

tidos como responsáveis diretos pelo desenvolvimento da economia da cidade.  Quase todos os empregos considerados dignos eram ocupados pelos estrangeiros. . O plano de embranquecer a população e transformar São Paulo em cidade européia começa a dar resultados. quase 80% eram filhos de estrangeiros principalmente italianos. E já em 1906 a cada cem crianças nascidas.

pela ausência de iluminação se reúne e dorme e se encachoa. pelas arcadas das pontes. composta de negros. de uma mestiçagem viciosa. “É ai. a noite. pela vegetação das moitas. de negras edemaciadas pela embriaguez habitual. protegida pelas depressões do terreno. em todas as idades. a vasa da cidade. todos perigosos. de restos inomináveis e vencidos de todas as nacionalidades. vagabundos. . pelas voltas e banquetes do Tamanduateí. numa promiscuidade nojosa.

 .É aí que se cometem atentados que a decência manda calar.” Washington Luis – Presidente da República do Brasil (1926-1930). quando a polícia fazia o expurgo da cidade. com grave dano a moral e para a segurança individual. que. encontrava a mais farta colheita. Era aí. não obstante a solicitude e a vigilância de nossa polícia. é pra aí que se atarem jovens estouvados e velhos concupiscentes para matar e roubar. como nos dão notícia os canais judiciários.

dada a maior proporção de negros em relação a brancos no sistema carcerário.   Nos dias de hoje ainda prevalecem. Os negros são considerados melhores e mais habilidosos no futebol e em determinados nichos artísticos. características biológicas e habilidades ou comportamentos. no senso comum. idéias que associam raça. como o da música popular. Também são socialmente percebidos como mais próximos da criminalidade. .

músicos e presidiários negros não se encontra na raça ou predisposições de caráter biológico. artísticos e criminosos fossem determinados pela raça. A explicação para a existência de um grande número de jogadores de futebol. .  É como se comportamentos esportivos.

Getúlio Vargas revoga a lei que proíbe as manifestações artísticas negra. Isso possibilitou a formação de uma identidade por meio da cultura.A posição de marginalidade da comunidade negra só começara a se alterar levemente a partir da década de 30. São Paulo. (Grupo carnavalesco do bixiga. 1934) .

A representação que se faz dos negros como bons de samba e de futebol acaba por complementar a idéia de que eles são geneticamente inferiores a outros grupos em sua capacidade intelectual. . muitas vezes encontram nos esportes.  De maneira mais específica. na indústria do entretenimento e na criminalidade formas de ascensão social que lhes são negadas em outras áreas. pessoas que se deparam com preconceito e discriminação generalizados.

possa ser socialmente valorizado. no Brasil o estereótipo do malandro. ele ao desviar reforça a Embora desigualdade entre brancos e negros nossa atenção de uma forma muito mais segura de mobilidade social ascendente: A Excelência Acadêmica. . comumente associado à figura do negro ou do mestiço.

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Primeira Turma de Direito da Universidade Zumbi dos Palmares – SP. . 2001.

] complexo. podendo virar um “autêntico bandido”. Como afirma Roberto DaMatta (1997:269).. que. . até o profissional dos pequenos golpes”. “o malandro recobre um espaço social [. afinal. onde encontramos desde o simples gesto de sagacidade.. pode ser feito por qualquer pessoa.

no limite criminoso. Dessa forma. . mas associado ao comportamento desonesto e. o malandro está não apenas excluído daquelas atividades que dependem mais diretamente de elementos como intelecto e disciplina.

 A maioria dos sociólogos continua. indígena ou alguma outra coisa. a usar o termo “raça” porque as percepções de raça afetam profundamente a vida da maioria das pessoas. . branco. de sua riqueza à sua saúde. são influenciados pelo fato de as pessoas perceberem você como negro. apesar disso. Muitos elementos.

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. em outros termos. Mas então por que as percepções de diferenças físicas são usadas para distinguir grupos de pessoas? Por que. raça é importante?  Essa manutenção da idéia de raça é importante porque possibilita a criação e a manutenção de desigualdades sociais.

. tendiam a realizar apenas o mínimo necessário para se manterem vivos. É ASSIM QUE OS ESTEREÓTIPOS RACIAIS TÊM ORIGEM. com pouca motivação para trabalhar a não ser pela ameaça dos chicotes de seus senhores.  Os escravos africanos. Seus senhores notaram isso e caracterizaram seus subordinado como preguiçosos e vagarosos.

nas canções populares. Podemos perceber que a raça é importante. Os estereótipos criam raízes profundas a partir de sua inclusão na literatura. no jornalismo e no debate político. na medida em que é uma categoria que ajuda a criar e a manter sistemas de desigualdade social.  .

1. trabalhadores vigorosos versus preguiçosos) .Marcas físicas são utilizadas para distinguir grupos e criar desigualdades baseadas em raça por meio do colonialismo. 2.Percepções das diferenças comportamentais geram estereótipos raciais que se enraízam na cultura. da escravidão etc. 3.Condições sociais distintas entre dominadores e subordinados geram diferenças comportamentais entre eles (por exemplo.

é uma categoria de pessoas cujas marcas físicas percebidas são consideradas socialmente significativas. como vimos.  Já um grupo ETNICO é uma categoria de pessoas cujas marcas culturais percebidas são consideradas socialmente significativas. .A busca do Pertencimento Étnico e a Reconstrução da Identidade  Raça.

não são inerentes à herança biológica ou cultural de um povo. A construção social de raça ou etnicidade não são fixas. . As formas como raça e etnicidade são percebidas e expressadas dependem da história e do caráter das relações étnicas e raciais em contextos sociais específicos.

. Assim. marcas e identidades étnicas e raciais mudam no tempo e no espaço. Esses contextos sociais modelam a maneira pela qual as pessoas formulam (ou constroem) suas percepções e expressões de raça e etnicidade.

. A grosso modo. ele consiste na desqualificação do negro (preconceito) em razão de sua condição (desigualdade) e. na sua impossibilidade de superá-la por deparar-se com barreiras diversas (discriminação) que levam a reprodução do ciclo de desigualdades raciais.  É a partir dessa relação de condições sociais e construção de uma identidade que criamos no Brasil o Dilema Racial Brasileiro. ao mesmo tempo.

FERIADO DA CONSCIÊNCIA NEGRA .

A afiliação a grupos étnicos pode apresentar vantagens econômicas.Reconstrução da Identidade Étnica   Identificar-se com um grupo racial o étnico pode trazer vantagens econômicas. políticas e emocionais. A solidariedade comunitária é um recurso importante para “empreendedores étnicos”. .

étnicos pode No Brasil. A afiliação a politicamente a possibilidade do exercício de uma cidadania plena está vinculada ao pertencimento a grupos étnicos. O estabelecimento de uma identidade étnica diferenciada é um elemento fundamental para as lutas políticas. ser . grupos útil.

além de promover um sentimento de enraizamento. A afiliação a grupos étnicos pode persistir devido ao apoio emocional que ela promove. . A adesão a um grupo étnico oferece segurança em um mundo percebido como hostil.

Outros 1% RAÇA Negros 45% Brancos 54% .

Censo de 2000.Preta 6% COR Outras 1% Parda 39% Branca 54% Distribuição da população brasileira segundo raça ou cor. . Fonte IBGE.

Entretanto.Qual o Futuro da raça e da etnicidade no Brasil?   Além de programas de ação afirmativa. devido à complexidade envolvida nessas mudanças. é provável que a desigualdade racial e étnica persista no Brasil por um bom tempo. . a expansão de cursos profissionalizantes. a melhoria nos sistemas de ensino e saúde públicos e a criação de um sistema eficiente de creches podem ajudar a promover a igualdade.

Ser negro é uma questão da cor da pele?

Ronaldinho e Neymar levantaram a polêmica ao dizer em alto e bom som que não são negros. Nem mesmo sua retratação serviu para pôr panos quentes no assunto. Quando um dos maiores ídolos brasileiros da atualidade não assume suas raízes, é natural que a pergunta assuma proporções ainda maiores.

Questionado, no meio de uma entrevista a Monica Bergamo, se já foi vítima de preconceito racial, Neymar respondeu, sem pensar. "Nunca. Nem dentro, nem fora do campo. Até porque não sou preto, né?"

Cultura, Etnia e formação da Identidade

Entendemos que o sentido de pertencimento Étnico pode contribuir para a formação de uma identidade cidadã. Nesse sentido, as práticas culturais devem servir como mediadoras para um processo educativo baseado na identidade cultural, condição essencial para a construção e reconhecimento dos cidadãos.

. As identidades são constituídas dentro dos discursos e por isso devemos compreendê-las como produzidas em locais histórico-culturais específicos. no interior de práticas discursivas específicas. por estratégias e iniciativas específicas.

 Um problema posto na busca dessa identidade. alguns teóricos afirmam que as identidades estão entrando em colapso. mediante uma devastadora mudança estrutural das sociedades provocada pelo fenômeno da globalização. são as constantes e permanentes mudanças das sociedades modernas. .

é de suma importância uma reflexão pautada na dimensão cultural como vias de responder aos desafios colocados pela atualidade.  Esse sujeito pós moderno não possui uma identidade estável e unificada como aquele das sociedades “tradicionais”. . Acreditamos que apesar das transformações estruturais que afetam a construção da identidade. ele possui identidades fragmentadas que estão em constante mudança.

. O Reforço da Identidade cultural. é uma forma de resposta a heterogeneidade e as incertezas da pós-modernidade.

na pós-modernidade passa a ser entendida como um processo social constitutivo. A cultura. que cria modos de vida específicos e diferentes. .

canto. especificamente a capoeira. jogos. entendemos a capoeira como um complexo de significação que se desdobra em diversas manifestações culturais – tais como música. gestos e rituais.A Capoeira e a formação da Identidade  Apesar de não ter formação específica nos estudos da cultura negra. . dança.

. que se impõem aos jovens negros. do preconceito. criando vínculos de pertencimento. interpretadas e reinterpretadas ao longo da história capazes de mediar o processo educativo. Traz elementos da tradição. lutando contra os discursos hegemônicos da exclusão. da ancestralidade.

Então as manifestações culturais devem colaborar nos estudos. devem ser meio. a alçar outros vôos. Ela pode ser incentivada. não fim em si.Considerações Finais    Por último. não um fim em si. alavancar o estudante. o aluno. Primeiro a cultura não é como uma cesta básica que se dá. Ela deve ajudar. . acreditamos que a Cultura deve ser meio. mas não inculcada a força. Muitos poucos serão músicos ou atletas profissionais. o interno.

da luta. Usando e vários exemplos de pessoas da raça negra que seguiram esse caminho. o estudo é um caminho viável pra eles. Podemos usar da dedicação e disciplina da música. uma opção mais concreta e certa.   Devemos mostrar que a educação. A cultura é uma forma de tomar consciência e romper o ciclo de reprodução. e transferi-las para os estudos. de acabar com a violência .

Pode ser estimulada. construção de uma identidade e formação de um projeto societário Individual A identificação com uma raça/etnia. Construção de um projeto Político. Societário Projeto político social Lutas e mudanças . Lutas e reivindicações do grupo. mas é um processo individual.Reconhecimento étnico de pertencimento.Cidadania . Coletivo Sentimento de pertencimento.

[. Todo Camburão têm um pouco de Navio Negreiro – O Rappa...Todo Camburão têm um pouco de Navio Negreiro – O Rappa.] Tudo começou quando a gente conversava Naquela esquina alí De frente àquela praça Veio os homens E nos pararam Documento por favor Então a gente apresentou Mas eles não paravam Qual é negão? qual é negão? O que que tá pegando? Qual é negão? qual é negão? É mole de ver Que em qualquer dura O tempo passa mais lento pro negão Quem segurava com força a chibata Agora usa farda Engatilha a macaca Escolhe sempre o primeiro Negro pra passar na revista Pra passar na revista Todo camburão tem um pouco de navio negreiro Todo camburão tem um pouco de navio negreiro .

É mole de ver Que para o negro Mesmo a AIDS possui hierarquia Na áfrica a doença corre solta E a imprensa mundial Dispensa poucas linhas Comparado. comparado Ao que faz com qualquer Figurinha do cinema Comparado. comparado Ao que faz com qualquer Figurinha do cinema Ou das colunas sociais Todo camburão tem um pouco de navio negreiro Todo camburão tem um pouco de navio negreiro. .

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