Você está na página 1de 37

Biofísica

Conceitos sobre radiação

Prof. Dr. Walter Filgueira de Azevedo Jr.

wfdaj.sites.uol.com.br

Biofísica Conceitos sobre radiação Prof. Dr. Walter Filgueira de Azevedo Jr. wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Resumo

Introdução Radiação corpuscular Radiação eletromagnética Teoria dos quanta Dualidade partícula-onda Tipos de radiação e sua características Referências

wfdaj.sites.uol.com.br

Resumo  Introdução  Radiação corpuscular  Radiação eletromagnética  Teoria dos quanta  Dualidade partícula-onda

BIOFÍSICA

Radiação Corpuscular

É constituída por partículas, tais como: prótons, elétrons, nêutrons e outras. A energia cinética (K) dessas é dada por:

Radiação Corpuscular É constituída por partículas, tais como: prótons, elétrons, nêutrons e outras. A energia cinética

Energia cinética

1

K mv

2

2

Radiação Corpuscular É constituída por partículas, tais como: prótons, elétrons, nêutrons e outras. A energia cinética

Velocidade da partícula

Massa da partícula

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Corpuscular É constituída por partículas, tais como: prótons, elétrons, nêutrons e outras. A energia cinética

BIOFÍSICA

Radiação Eletromagnética

São constituídas de campos elétricos (E) e magnéticos (B) oscilantes, propagando- se com velocidade constante. Exemplos: raios X, radiação gama, ondas de rádio, ondas luminosas, radiação ultravioleta, radiação infravermelha.

E B
E
B

x

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Eletromagnética São constituídas de campos elétricos (E) e magnéticos (B) oscilantes, propagando- se com velocidade

BIOFÍSICA

Radiação Eletromagnética

E l
E
l

x

B

Comprimento de onda

Radiação Eletromagnética E l x B Comprimento de onda f = v velocidade freqüência wfdaj.sites.uol.com.br

l f = v

Radiação Eletromagnética E l x B Comprimento de onda f = v velocidade freqüência wfdaj.sites.uol.com.br
Radiação Eletromagnética E l x B Comprimento de onda f = v velocidade freqüência wfdaj.sites.uol.com.br

velocidade

freqüência

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Eletromagnética E l x B Comprimento de onda f = v velocidade freqüência wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Radiação Eletromagnética

Para ondas eletromagnéticas deslocando-se no vácuo temos:

8

l f = c = 3 .10 m/s

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Eletromagnética Para ondas eletromagnéticas deslocando-se no vácuo temos: 8 l f = c = 3

BIOFÍSICA

Radiação Eletromagnética

Comprimento de onda (m) Outras unidades 10 -15 Radiação Raios gama e raios X 10 -12
Comprimento de onda (m)
Outras unidades
10
-15
Radiação
Raios gama e raios X
10
-12
1,24 MeV
10
-11
0,1 Å
10
-10
10
-9
1,0 Å
10 Å = 1 nm
100 Å
Ultravioleta
10
-8
10
-7
1000
Å
Luz visível
4000
Å
7000
Å
10
-6
1 µm
10
-5
10 µm
Infravermelha
10
-4
100 µm
10
-3
1 mm
10
-2
1 cm
10
-1
10
cm
1
300 MHz
Ondas de rádio
10
30 MHz
10
2
3 MHz
10
3
1 km

Radiação Eletromagnética

Fonte: http://www.sengpielaudio.com/calculator-wavelength.htm

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Eletromagnética Fonte: http://www.sengpielaudio.com/calculator-wavelength.htm wfdaj.sites.uol.com.br
Radiação Eletromagnética Fonte: http://www.sengpielaudio.com/calculator-wavelength.htm wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Teoria dos Quanta

Radiação eletromagnética apresenta caráter corpuscular, ou seja, é emitida

descontinuamente, em pulsos de energia, chamados fótons ou quanta. A energia dos fótons é dada por:

Teoria dos Quanta Radiação eletromagnética apresenta caráter corpuscular, ou seja, é emitida descontinuamente, em pulsos de

Energia associada ao fóton

E = hf

Teoria dos Quanta Radiação eletromagnética apresenta caráter corpuscular, ou seja, é emitida descontinuamente, em pulsos de

Freqüência

Constante de Planck (6,63 .10 -34 J.s)

wfdaj.sites.uol.com.br

Teoria dos Quanta Radiação eletromagnética apresenta caráter corpuscular, ou seja, é emitida descontinuamente, em pulsos de

BIOFÍSICA

Teoria dos Quanta

E = hf

Teoria dos Quanta E = hf l c f = c f = l E =

l

c f = c f = l
c
f = c
f =
l

E =

hc

l

wfdaj.sites.uol.com.br

Teoria dos Quanta E = hf l c f = c f = l E =

BIOFÍSICA

Dualidade Partícula-Onda

Louis de Broglie apresenta a teoria que a matéria possui características corpusculares e ondulatórias.

Dependendo do fenômeno estudado umas das características se manifesta mais que a outra A proposição de de Broglie é escrita da seguinte forma:

mv =

Massa da partícula
Massa da partícula

h

Dualidade Partícula-Onda • Louis de Broglie apresenta a teoria que a matéria possui características corpusculares e

Constante de Planck (6,63 .10 -34 J.s)

l

Dualidade Partícula-Onda • Louis de Broglie apresenta a teoria que a matéria possui características corpusculares e

Velocidade da partícula

Comprimento de onda de de Broglie

wfdaj.sites.uol.com.br

Dualidade Partícula-Onda • Louis de Broglie apresenta a teoria que a matéria possui características corpusculares e

BIOFÍSICA

Elétron-Volt

O elétron-volt é uma unidade de energia comumente usada em física atômica.

Um elétron-volt é a energia adquirida por uma elétron ao atravessar no vácuo uma diferença de potencial de um volt. Assim temos:

1 eV = (1,6.10 -19 C).(1 V) = 1,6.10 -19 J 1MeV = 10 6 eV

wfdaj.sites.uol.com.br

Elétron-Volt • O elétron-volt é uma unidade de energia comumente usada em física atômica. • Um

BIOFÍSICA

Exemplo:

Determine o comprimento de onda de de Broglie de um elétron com velocidade

  • 5.10 7 m/s.

l

=

h

=

6,63.10 -34 J.s

  • mv (9,11.10 -31 kg)(5.10 7 m/s)

  • l = 1,46.10 -11 m = 0,146 Å

wfdaj.sites.uol.com.br

Exemplo: Determine o comprimento de onda de de Broglie de um elétron com velocidade 5.10 m/s.

BIOFÍSICA

Microscópio Eletrônico

Baseia-se nas características ondulatórias dos elétrons

A capacidade de microscópios óticos é limitada, devido à interação da radiação visível com o objeto a ser observado.

O microscópio eletrônico permite aumentos de até 350.000 vezes, os óticos até 2000 vezes.

wfdaj.sites.uol.com.br

Microscópio Eletrônico • Baseia-se nas características ondulatórias dos elétrons • A capacidade de microscópios óticos é

BIOFÍSICA

Microscópio Eletrônico

Canhão eletrônico Lentes condensadoras Plano do espécime Lentes da objetiva Planos das imagens intermediárias Sistema de
Canhão
eletrônico
Lentes
condensadoras
Plano do espécime
Lentes da objetiva
Planos das imagens intermediárias
Sistema de lentes
do projetor
Observador binocular
Tela fluorescente

wfdaj.sites.uol.com.br

Microscópio Eletrônico Canhão eletrônico Lentes condensadoras Plano do espécime Lentes da objetiva Planos das imagens intermediárias

BIOFÍSICA

Microscópio Eletrônico

wfdaj.sites.uol.com.br

Microscópio Eletrônico wfdaj.sites.uol.com.br
Microscópio Eletrônico wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Microscópio Eletrônico: Galeria de

Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos

Poliéster

Fotos

Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos

Pólen

Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos

Diatomáceas

Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos

Formiga

Photo by Uwe Kils

wfdaj.sites.uol.com.br

Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos
Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos
Microscópio Eletrônico: Galeria de Poliéster Fotos Pólen Diatomáceas Formiga Photo by Uwe Kils wfdaj.sites.uol.com.br Olhos compostos

Olhos compostos do krill antártico (Euphausia superba)

Aumento do olho composto do krill antártico (Euphausia superba)

BIOFÍSICA

Tipos de Radiação

Radiação alfa ou partícula alfa

Radiação beta ou partícula beta

Nêutrons

Radiação gama ou raios gama

Raios X

wfdaj.sites.uol.com.br

Tipos de Radiação • Radiação alfa ou partícula alfa • Radiação beta ou partícula beta •

BIOFÍSICA

Radiação Alfa

É formada por núcleos de hélio (2p + 2n)

É uma radiação ionizante de baixa penetração.

É produzida pelo decaimento radioativo de elementos químicos, como urânio e rádio.

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Alfa • É formada por núcleos de hélio (2p + 2n) • É uma radiação

BIOFÍSICA

Decaimento Alfa

Decaimento Alfa wfdaj.sites.uol.com.br

wfdaj.sites.uol.com.br

Decaimento Alfa wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Radiação Beta

É composta por elétrons ou pósitrons de alta energia e são emitidos por núcleos atômicos como o do potássio 40.

Possui um poder de penetração maior que das partículas alfa.

A produção de partículas beta é chamada decaimento beta.

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Beta • É composta por elétrons ou pósitrons de alta energia e são emitidos por

BIOFÍSICA

Decaimento Beta

Decaimento -

Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br
Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br

Anti-neutrino

Decaimento +

Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br
Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br

Neutrino

Transmutação de elementos químicos

Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br
Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br

wfdaj.sites.uol.com.br

Decaimento Beta Decaimento  - Anti-neutrino Decaimento  + Neutrino Transmutação de elementos químicos wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Radiação Gama

É uma radiação eletromagnética de alta energia

É produzida em processos nucleares tais como aniquilação de pares elétron- pósitron

Radiação gama forma a parte mais energética do espectro eletromagnético

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiação Gama • É uma radiação eletromagnética de alta energia • É produzida em processos nucleares

BIOFÍSICA

Radiação Gama

Radiação Gama wfdaj.sites.uol.com.br
Radiação Gama wfdaj.sites.uol.com.br

wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Produção de Radiação Gama

1) Inicialmente Co decai a uma forma excitada de Ni por decaimento beta:

Produção de Radiação Gama 1) Inicialmente Co decai a uma forma excitada de Ni por decaimento

2) A forma excitada do Ni emite radiação gama:

Produção de Radiação Gama 1) Inicialmente Co decai a uma forma excitada de Ni por decaimento

wfdaj.sites.uol.com.br

Produção de Radiação Gama 1) Inicialmente Co decai a uma forma excitada de Ni por decaimento

BIOFÍSICA

Raios X

wfdaj.sites.uol.com.br

Raios X wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Raios X

Raios X { wfdaj.sites.uol.com.br
{
{

wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Raios X

Raios X wfdaj.sites.uol.com.br

wfdaj.sites.uol.com.br

Raios X wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Acidentes Radioativos

Windscale, Inglaterra (1957) Three Mile Island, EUA (1979) Juarez, México (1983) Chernobyl, Rússia (1986) Goiânia, Brasil (1987)

wfdaj.sites.uol.com.br

Acidentes Radioativos  Windscale, Inglaterra (1957)  Three Mile Island, EUA (1979)  Juarez, México (1983)
Acidentes Radioativos  Windscale, Inglaterra (1957)  Three Mile Island, EUA (1979)  Juarez, México (1983)
Acidentes Radioativos  Windscale, Inglaterra (1957)  Three Mile Island, EUA (1979)  Juarez, México (1983)

BIOFÍSICA

Acidentes Radioativos

Acidentes Radioativos Chernobyl, 1986. Víctimas de Chernobyl, 1986. wfdaj.sites.uol.com.br
Acidentes Radioativos Chernobyl, 1986. Víctimas de Chernobyl, 1986. wfdaj.sites.uol.com.br

Chernobyl, 1986.

Víctimas de Chernobyl, 1986.

wfdaj.sites.uol.com.br

Acidentes Radioativos Chernobyl, 1986. Víctimas de Chernobyl, 1986. wfdaj.sites.uol.com.br

BIOFÍSICA

Radiações

Corpuscular:

1) Alfa, 2) Beta e 3) Nêutrons

Eletromagnética:

1) Raios X e 2) gama

wfdaj.sites.uol.com.br

Radiações  Corpuscular: 1) Alfa, 2) Beta e 3) Nêutrons  Eletromagnética: 1) Raios X e

BIOFÍSICA

Exposição

Mede a quantidade de carga elétrica produzida por ionização, no ar, devido à ação da radiação por unidade de massa de ar.

Unidades:

Roentgen (R)

1R = 2,58 . 10 -4 Coulombs/Kg

Por exemplo: Uma radiografia tem em média 0,3 mC/kg

wfdaj.sites.uol.com.br

Exposição Mede a quantidade de carga elétrica produzida por ionização, no ar, devido à ação da

BIOFÍSICA

Dose Absorvida

É a energia média cedida pela radiação ionizante à matéria por unidade de massa dessa matéria.

Unidades:

Rad

1rad = 0,01J/Kg 1 Gray = 1 J/kg

wfdaj.sites.uol.com.br

Dose Absorvida É a energia média cedida pela radiação ionizante à matéria por unidade de massa

BIOFÍSICA

Dose Equivalente

É uma grandeza especial

usada

em

proteção

radiológica,

é

calculada

multiplicando-se a dose absorvida por um fator numérico adimensional.

Fator = 25, para prótons, nêutrons e partículas alfa;

Fator = 2, para radiação beta;

Fator = 1 para raios X, gama e elétron.

Unidade 1 Sievert (Sv) = 1 Gray . (Fator)

wfdaj.sites.uol.com.br

Dose Equivalente É uma grandeza especial usada em proteção radiológica, é calculada multiplicando-se a dose absorvida

BIOFÍSICA

Atividade

A atividade de uma amostra radioativa é o número de desintegrações nucleares por unidade de tempo.

Unidades: 1 Curie (Ci) = 3,7 . 10 10 desintegrações

1 Ci = 3,7 . 10 10 Becquerel

wfdaj.sites.uol.com.br

Atividade A atividade de uma amostra radioativa é o número de desintegrações nucleares por unidade de

BIOFÍSICA

Trabalho

A clorofila a apresenta picos de absorção de luz nos comprimentos de onda de 435 nm (azul) e 675 nm (vermelho). Qual a energia associada a esses fótons. Expresse a energia em Joules e eV.

E =

hc

l

h = constante de Planck (6,63 .10 -34 J.s)

1 eV = 1,6.10 -19 J

c = 3.10 8 m/s

wfdaj.sites.uol.com.br

Trabalho A clorofila a apresenta picos de absorção de luz nos comprimentos de onda de 435

BIOFÍSICA

Referências

OKUNO, E., CALDAS, I. L., CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. Editora Harbra, 1986.

GARCIA, E. A. C. Biofísica. Editora Savier, 2000.

wfdaj.sites.uol.com.br

Referências OKUNO, E., CALDAS, I. L., CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. Editora Harbra,http://www.scienceofspectroscopy.info / wfdaj.sites.uol.com.br " id="pdf-obj-36-13" src="pdf-obj-36-13.jpg">

BIOFÍSICA