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A IMPORTÂNCIA DO AUTOCUIDADO

A IMPORTÂNCIA DO AUTOCUIDADO

A IMPORTÂNCIA DO AUTOCUIDADO

AUTOCUIDADO E SUA ORIGEM

AUTOCUIDADO E SUA ORIGEM O autocuidado foi mencionado pela primeira vez, no campo da enfermagem, em

O autocuidado foi mencionado pela primeira

vez, no campo da enfermagem, em 1958,

quando a enfermeira Dorothea Orem passou a refletir acerca do por quê os

indivíduos necessitam de auxílio da

enfermagem e desenvolveu a teoria do

autocuidado que consiste, basicamente, na

ideia de que os indivíduos, quando capazes,

devem cuidar de si mesmos.

O autocuidado, definido por Dorothea Orem se refere à prática de atividades, iniciadas e executadas pelos indivíduos, em seu próprio benefício para a manutenção da vida, da

saúde e do bem estar.

O paciente como ator principal no cuidado

com seu bem estar passando uma pequena

parte do tempo em contato com o médico e também com a equipe de saúde.

Tempo de contato do paciente com a equipe de saúde durante o ano.

Tempo de contato do paciente com a equipe de saúde durante o ano.

A longevidade

está deixando

de

ser um

fenômeno para se tornar um acontecimento trivial na população, o que significa que as pessoas estão tendo mais chances de

envelhecer.

As doenças crônico-degenerativas são as

que mais acometem os idosos, como

hipertensão, diabetes, artrite, insuficiência renal, osteoporose.

Por

outro

lado,

é

importante

dizer

que,

embora a maioria dos idosos apresente algum tipo de doença crônica, é possível continuar vivendo com qualidade desde que

estas doenças sejam controladas.

O

envelhecimento

pode

vir

experiência

positiva,

porém

a

ser uma

é

necessário

investir nas ações de cuidado, PREVENÇÃO, e controle das doenças que

na maioria das

vezes se

iniciam na faze

adulta (“segunda idade”).

O

autocuidado é fator fundamental para o

controle das doenças crônicas.

A proatividade é fator condicionante para um

envelhecimento saudável e manutenção do bem estar.

O paciente não deve esperar que seu tratamento e PREVENÇÃO ocorra somente quando em contato com a equipe de saúde.

É

de fundamental importância que o

paciente conheça o seu corpo e identifique

qualquer alteração o quanto antes, para que

não procure a equipe de saúde no momento

agudo o que acaba sobrecarregando o

atendimento.

As doenças crônico-degenerativa se relacionam

às condições de vida, trabalho e consumo da

população, gerando atenções psicossociais e consequentemente, o desgaste e deterioração orgânico- funcional , com especial sobrecarga

do sistema nervoso, endócrino e cardiovascular.

Dentre as doenças crônicas, merece destaque

a hipertensão arterial que segundo estimativa

atinge entre 11

a

20

%

da

população adulta,

sendo este o mais importante fator de risco cardiovascular.

O controle da hipertensão arterial está intimamente ligado a mudanças de hábitos de vida e

consequentemente ligada ao AUTOCUIDADO:

  • Alimentação adequada

  • Prática regular de exercícios físicos

  • Abandono do tabagismo

  • Consumo moderado de bebida alcoólica Obs: Todas estas ações devem ser desenvolvidas com orientação de profissionais das equipes de saúde. (PSF e NASF)

A mudança dificuldade,

de hábito

é

pois

fazem

fator

parte

de grande

de

uma

construção social e são influenciado pelo

meio em que os paciente se inserem,

necessitando,

assim,

investimentos

incansáveis dos serviços de saúde para a

reversão deste quadro.

Ninguém duvida que o sedentarismo traz

prejuízos para a saúde, e isso a curto, médio

e longo prazos. Pesquisas surgem a todo o momento comprovando o fato. A mais

recente,

publicada

na

revista

médica

britânica Lancet, estima que a falta de

exercícios vem causando tantas mortes

quanto o tabagismo.

A inatividade é responsável por

uma em

cada dez mortes por enfermidades como

problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama ou colorretal. E mais: estima-se que

um terço dos adultos não se mexam o

suficiente, o que resulta na

morte de

5,3

 

milhões

de indivíduos por

ano em

todo

o

mundo.

Entretanto,a prática profissional

e

dos

serviços de saúde para a busca pela adesão ao tratamento, muitas das vezes são encaradas como uma atitude “autoritária”,

cuja visão é a do cumprimento de ordens

médicas e/ou de outros profissionais da saúde.

O tratamento da hipertensão, assim como de outras doenças crônicas, é mais do que

tomar remédios, supõe mudanças no estilo

de vida.

A Atenção Primária á saúde se pauta no modelo de atenção cujo foco deve ser a PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E A RECUPERAÇÃO da saúde da população.

Diferente da visão que existia na década de 60 e

70 onde o assistência a saúde era meramente assistencialista, com paciente somente

procurando pelos serviços de saúde quando

estavam doentes.

Outro fator que merece relevante destaque quando se trata de autocuidado, refere-se a farmacoterapia ou seja a terapia com medicamentos.

É muito importante que os pacientes sigam corretamente as orientações prestadas pelo médico e pelo farmacêutico (posologias,

aquisição de medicamentos e tempo

necessário para o efeito necessário).

Contudo como podemos observar a saúde

do paciente é resultante de um conjunto de

fatores e hábitos cultivados durante toda uma vida.

O autocuidado é parte integrante de um conjunto de ações desenvolvidas com intuito

de promover, prevenir e recuperar a saúde e

o bem estar.

Ver a vida, as pessoas, as formas, é um detalhe. Mas, Viver de bem com a vida,

amando as pessoas, de todas as formas, é um detalhe que faz toda diferença!”