Programa Leituras comentadas

Discussão do livro

Cultura da Interface:
como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar educação e tecnologia Autor: Steve Johnson Verônica Araújo Fundação Joaquim Nabuco

Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 03 de novembro de 2009

CULTURA DA INTERFACE Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar Steven Johnson

Intenção discursiva da obra Johnson pretende nos conduzir ao conhecimento amplo e cronológico da forma como o computador vem modificando seus usuários na maneira de expandir sua capacidade de “navegar” e abranger a comunicação para uma maior quantidade de pessoas A obra foi publicada em 1997, então há muitos elementos prenunciados pelo autor (navegação ampla na net, desenvolvimento de interfaces cada vez mais complexas e interativas, etc. ) que

Caminhos do Design de Interface Doug Engelbart é considerado o pai da interface contemporânea, porque após a leitura de “As We May Think” (onde Vannevar Bush descreve o processador de informação Memex) desenvolveu a idéia do espaço-informação e do princípio da manipulação direta, criando o mouse e o teclado para simplificar a interação entre usuário e computador Inspirados em Engelbart, o Palo Alto Research Center da Xerox desenvolve a GUI(Interface Gráfica do Usuário – ícones

Conceitos Centrais da Obra INTERFACE • Softwares que dão forma à interação entre usuário e computador, atuando como um mediador entre estes, tornando uma parte sensível a outra • Botões, figuras e palavras na tela através dos quais controlamos a informação e com as quais o computador se conecta ao universo real via analogias e elementos como desktop, janela, links, texto e agentes

Design da interface= tecnologia + arte Para que a mágica da revolução digital ocorra, um computador deve também representar-se a si mesmo ao usuário, numa linguagem que este compreenda – uso de metáforas de representação A simplicidade da interface reflete a simplicidade das ferramentas que o próprio computador oferece Os elementos presentes na interface – janelas,links, textos, e agentes, nos permitem enxergar em si elementos da arte, literatura, informática e

O DESKTOP A utilização de analogias – os símbolos e imagens apresentados em nosso desktop para que possamos acessar funções e comandos e elementos diversos – auxilia na compreensão de determinados temas, muitas vezes inatingíveis para pessoas com pouco conhecimento em net, e extende a interação do usuário com o computador além do universo simplificado e binário do 0 ou 1

JANELAS As interfaces atuais voltam seus potenciais para nossa memória visual, e a janela, como uma das inovações da interface, contribuiu para que o espaço da tela ganhasse níveis de profundidade, ficando mais múltiplo e dinâmico, através das mediações, trocas, culturais, informacionais e comunicacionais ocorridas dentro do espaço-informação, possibilitando a interação e a interatividade entre os sujeitos da informação e , ao mesmo tempo, estas interfaces também possibilitam a produção

LINKS Inadequação do termo “surfar” para designar as ações realizadas na net As trilhas são um meio de organizar informação que não segue ditames estritos, inflexíveis; é possível conectar documentos por razões mais elusivas, efêmeras, e pode haver muitas trilhas levando a cada texto; O papel dos links é permitir que façamos correlações além do espaço que ora se apresenta,transpondo-nos para outros espaços na infosfera

TEXTO O processo de escrever no computador mudou nossa maneira de escrever profundamente ↓ Editores de texto – permitem que o pensamento ocorra paralelo a escrita, possibilitando que os textos se tornem muito mais complexos

AGENTES Agentes ou Personalidades digitais(navegador da web, caixa de diálogo ou documento de texto, p. ex) concepção do computador como personalidade e não como espaço Agente social Agente pessoal Agente viajante Dualidade dos efeitos das ações dos agentes

Conclusão É difícil fazer projeções a partir de um avanço tecnológico capital – ver para além dos detalhes mecânicos, as consequências sociais mais amplas ↓ Imprevisibilidade das apropriações das tecnologias Surgimento interface” de uma ↓ “vanguarda da

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