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Física moderna

Fótons de luz Onda eletromagnética


A luz consegue se propagar no espaço, isso se deve ao
fato dela ser uma onda eletromagnética e sua energia
luminosa é emitida em forma de fótons de energia que são
pequenos pacotes da mesma. Com isso temos o “quantum
energético” que é uma quantidade elementar, indivisível, de
energia eletro- magnética. Dessa forma a luz também se
propaga de maneira irregular e é absorvida da mesma
forma, portanto a luz não possui energia em todas as
regiões varridas por ela.

Equação:
A energia eletromagnética que para a luz visível vária de cor
de acordo com sua freqüência, essa variação de cor é
mesma das cores do arco-íris. Quando associamos a
quantidade de energia a cada fóton de luz vemos que é
proporcional freqüência da radiação, dado pela equação:

E = h.f

Onde “E” é a quantidade de energia, “h” é a constante de Planck


(h = 6,62.10-34) e “f” é a freqüência.
Física moderna
Efeito fotoelétrico
O efeito fotoelétrico é a emissão de elétrons por um material
metálico, quando exposto a um tipo de luz com freqüência
relativamente alta.
A emissão ocorre pelo fato de os elétrons que estavam
presos às órbitas dos átomos receberem energia suficiente
para abandoná-las.
A emissão acontece quando um fóton é absorvido por
apenas um elétron, se a energia desse fóton absorvido for
maior que a energia de ligação entre o elétron e o núcleo
do átomo acontece à emissão e sua energia cinética é a
diferença entre a energia do fóton e a energia de ligação do
Ilustração do efeito fotoelétrico.
elétron com o núcleo. Quando aumentamos a intensidade
A explicação deste efeito deu o prêmio Nobel de física à
da luz observamos que um maior número de elétrons sai de
Albert Einstein
suas órbitas.
A energia cinética do elétron é dada pela equação:

Ecim= h.f - τ
Simulação de um elétron sendo arrancado de sua órbita.
“Ecim” é a energia cinética; “h” constante de Planck; “f” é a
freqüência,“τ” é a energia de ligação entre o elétron e o núcleo.
Física moderna
Onde ” λ” é o comprimento de onda, “Q” é a quantidade de
Dualidade onda-partícula movimento ; “f” é a freqüência; “E” é a energia cinética e “h” é a
constante de Planck.
Na física clássica, alguns fenômenos são descritos
como ondulatórios e outros como corpusculares, mas Notamos que a partícula se movimenta com uma velocidade
para a física quântica os dois são necessários para muito inferior com relação à velocidade da luz, com isso
descrever fenômenos físicos. temos que massa é igual à do repouso:
O efeito fotoelétrico mostra isso, que a luz ou qualquer Q = m0 . V
outra partícula pode se comportar de duas forma, onda
ou partícula.
Com isso, para uma partícula em movimento, a Se o valor da velocidade for próximo ao da luz no vácuo (c=
intensidade da onda,num dado ponto, é proporcional à 3.108 m/s), temos:
probabilidade de se encontrar a partícula nesse ponto.
Tomando um fóton de luz monocromática temos a
quantidade de movimento dada por:

Q = _h_
λ

m0/√1-(v/c)² corresponde a massa da partícula quando ela


“Q” é quantidade de movimento; “h” é a constante de está com determinada velocidade “V”
Planck; e λ é comprimento de onda.
Igualmente a uma partícula em movimento, com
quantidade de movimento e energia cinética,
associamos uma onda de freqüência e comprimento de
onda dados por: λ = _h_ e f =_E_
Q h
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As amplitudes E0 e B0 estão relacionadas devido o fato de
Princípio da complementaridade E0 = cB0, e temos que o módulo da velocidade de
propagação é c = [ e0m0 ]1/2, com isso eB = eE. Definimos
Como vimos a luz pode se comportar como onda ou como que a densidade de energia total da onda eletromagnética
partícula, mas nunca possuirá os dois comportamentos é:
simultaneamente.Se uma medida provar que a luz é uma e = e0 E2
onda, a mesma medida não pode provar que ela é
partícula, e vice-versa.
A ligação entre os dois modelos é feita por interpretação de
probabilidade da dualidade luz. A intensidade da onda é Então temos sua intensidade dada por:
definida como sendo a energia que flui por uma unidade de
tempo pela superfície de área unitária perpendicular à I = ce = ce0 E2
direção de propagação da onda. Para uma onda
eletromagnética que se propaga na direção do eixo x, com
os módulos dos campos elétrico e magnético dados por:
Com isso vemos que no modelo ondulatório, a intensidade
da radiação eletromagnética é proporcional ao quadrado da
E = E0 cos [ k ( x  ct ) ] amplitude da onda que é representada por “E” ,sendo o
vetor campo elétrico instantâneo representando pela letra
e “E”.
No modelo de partícula, a intensidade da radiação
B = B0 cos [ k ( x  ct ) ] eletromagnética é definida como o número de fótons com
energia hv que cruzam uma superfície de área unitária
perpendicular à direção de propagação, por unidade de
Temos, também, a densidade de energia dos campos tempo. Com isso escrevemos:
que são dadas por: I = N hv

eE = ½ e0 E2
e
eB = ½ m0-1 B2
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Continuação...

A ligação entre o modelo ondulatório e o modelo


corpuscular se dá pela interpretação de quadrado da
amplitude como uma medida do número de fótons por
unidade de volume ou como a probabilidade, por unidade
de volume, de encontrar o fóton numa dada região do
espaço num certo instante de tempo.
O princípio da complementaridade mostra que os
fenômenos a nível atômicos não podem se descritos por
completo pela mecânica clássica.
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Princípio da incerteza
Segundo princípio da incerteza não podemos determinar
Notamos que o princípio da incerteza pode ser definido em
simultaneamente a posição e a velocidade da partícula de um
relação as incertezas na medida da relação de tempo(Δt) e
modo exato.Quanto mais precisão temos na medição de uma
da energia (ΔE) relacionados ao movimento da partícula
das grandezas, mais aumentamos a incerteza da outra
medição, essas incertezas estão ligadas as perturbações
causadas pelos processos de medida e de observação, (Δt).(ΔE)≥_h_
daremos como exemplo a interação entre um fóton e a partícula 4π
elementar.A interação entre eles causam perturbações que
podem alterar sua posição, sua energia e sua quantidade de
movimento.
Imaginemos um partícula com certa velocidade “V” e a sua
posição é denominada por uma coordenada “X”, pegamos a
variação da posição(Δx) e a adotamos como a incerteza na
medida de “X” da partícula e adotamos a variação de
quantidade de movimento(ΔQ) (variação da velocidade) como
incerteza na medida de “V”(chamaremos “V” de quantidade de
movimento representado pela letra “Q”) da partícula.
Portanto, Heisenberg determinou que:

(Δx).(ΔQ)≥_h_
Sendo “h” a constante de4π
Planck
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Exercícios Resolução
A energia total associada a n fótons de
(UFC) - Quanto ao numero de fótons existentes em 7 freqüência f e dada por:
joule de luz verde, 1 joule de luz vermelha e 1 joule de
luz azul, podemos afirmar, corretamente, que E = n hf
a)Existem mais fótons em 1 joule de luz verde que em 1
joule de luz vermelha e existem mais fótons em 1 joule Para a mesma energia E, o numero de
de luz verde que em 1 joule de luz azul. fótons é inversamente proporcional a sua
b)Existem mais fótons em 1 joule de luz vermelha que em
1 joule de luz verde e existem mais fótons em 1 joule freqüência f
de luz verde que em 1 joule de luz azul.
c)Existem mais fótons em 1 joule de luz azul que em 1 n=_E_
joule de luz verde e existem mais fótons em 1 joule de
luz vermelha que em 1 joule de luz azul. hf
d)Existem mais fótons em 1 joule de luz verde que em 1
joule de luz azul e existem mais fótons em 1 joule de sendo: f azul > f verde > f vermelha
luz verde que em 1 joule de luz vermelha.
e)Existem mais fótons em 1 joule de luz vermelha que em Resulta: n azul < n verde < n vermelha
1 joule de luz azul e existem mais fótons em 1 joule de
luz azul que em 1 joule de luz verde.

Resposta: Alternativa B
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(UFSC) - Assinale a(s) proposição(ões) correta(s): Resolução
01.A luz, em certas interações com a matéria, comporta-se
como
uma onda eletromagnética; em outras interações, ela se (01)VERDADEIRA. O efeito fotoelétrico e uma
com- das principais
porta como partícula, como os fótons no efeito
fotoelétrico.
evidencias do comportamento corpuscular
02.A difração e a interferência são fenômenos que somente
da luz.
podem ser explicados satisfatoriamente por meio do (02)VERDADEIRA.
comportamento ondulatório da luz.
04.0 efeito fotoelétrico somente pode ser explicado (04)VERDADEIRA. Explicação dada por
satisfatoria-mente quando consideramos a luz formada Einstein e que Ihe valeu o premio Nobel
por partículas, os fótons.
de Física.
08.0 efeito fotoelétrico e conseqüência' do comportamento
ondulatório da luz. (08)FALSA.
16.Devido a alta freqüência da luz violeta, o "fóton violeta" (16)VERDADEIRA. E = h f, quanto maior a
e mais energético do que o "fóton vermelho".
Dê como resposta a soma dos números associados as freqüência da luz maior e a energia
proposições corretas. associada a seu fóton.

Resposta: 23
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(ITA)- Incidi-se luz num material fotoelétrico e não se observa
a emissão de elétrons. Para que ocorra a emissão de
Resolução
elétrons do mesmo material, basta que se aumente(m):
a) a intensidade de luz.
Temos que aumentar a freqüência da luz
b) a freqüência da luz. para fornecer maior energia ao elétrons
c) o comprimento de onda da luz. para que eles possam escapar da atração
d) a intensidade e a freqüência da luz. do núcleo
e) a intensidade e o comprimento de onda da luz.

Resposta: Alternativa B
Física moderna
(ITA)- Num experimento que usa efeito fotoelétrico, ilumina-se
sucessivamente a superfície de um metal com luz de dois
Resolução
comprimentos de onda diferentes, λ1 e λ2, A energia cinética Ec do elétron emitido é
respectivamente.Sabe-se que as velocidades máximas dos
fotoelétrons emitidos são, respectivamente, V1 e V2, em dada por:
que V1 = 2V2. Designado por c o módulo da velocidade da
luz no vácuo, e por h a constante de Planck, pode-se, então
E=hf – Φ= (c/λ) –Φ
afirmar que a função do trabalho Φ do metal é dada por Sendo V1 = 2V2.resulta E1 = 4E2, pois a
a) (2λ1 - λ2)h c/(λ1λ2). energia cinética é proporcional ao
b) ( λ2 -2λ1)h c/(λ1λ2). quadrado da velocidade.
c) (λ2 -4λ1)h c/(3λ1λ2).
d) (4λ1 - λ2)h c/(3λ1λ2).
e) (2λ1 - λ2)h c/(3λ1λ2).

Thiago Guimarães: dragunovsvd.09@gmail.com


Resposta: Alternativa D